Postado
em 22 de Março de 2013 pelos editores da SBC Today
“Esta é atualmente a questão premente na vida
Batista do Sul: ‘por quais pecados Jesus morreu?’”
Dr. Jerry Vines – organizador da Conferência João
3.16 mantida na Primeira Igreja Batista Metro Norte em 21-22 de Março – foi o
orador inicial das plenárias da conferência.
“Quero tentar responder a questão
biblicamente…quero saber – o que a Bíblia diz? Para ter certeza, eu estou
interessado no que a história Cristã tem a dizer. Eu quero saber o que os
teólogos têm a dizer. Mas, ultimamente, o que a nossa Bíblia inerrante diz? Para
os cristãos bíblicos, isso resolverá a questão. Jesus disse, ‘Procurem nas
Escrituras; por elas vocês pensam ter a vida eterna: e são elas que testificam
de mim’. (João 5.39)”.
Vines disse que a questão era “nem uma questão
secundária, pequena ou menor”, e notou que isso é respondido de duas formas
proeminentes: 1) Jesus morreu pelos pecados somente dos eleitos (expiação
limitada ou redenção particular); ou, 2) Jesus morreu pelos pecados de toda a
humanidade (expiação universal).
“A resposta correta a essa questão é crucial”,
Vines disse. “A resposta causa um impacto em missões e evangelismo, a vida da
nossa igreja, nossa pregação e como vivemos nossas vidas”.
Examinando 1 Coríntios 15.1-8 por meio de lentes
exagéticas, Vines abordou a questão da disponibilidade do presente do
sacrificio de Cristo para todos. Ele enfatizou a importância da humildade e fé
na discussão. Ele respondeu a questão de três maneiras da Escritura, explicando
que a resposta somente é encontrada no amor de Deus e seu presente, trabalhando juntos como um.
Vines respondeu sua questão inicial sob três
perspectivas, a primeira que incluiu essa declaração: “Cristo morreu por meus pecados individualmente”.Citando
Galatas 2.20, Vines explicou que a ideia de amor nessa passsagem “Não dá sobre
a base do valor daquele a quem é dado, mas na base do caráter de quem o dá”.
Ele descreveu o individuo, baseado na Escritura,
como um pecador, impio e injusto. Isso afirma que Deus morreu pelo homem
enquanto ele ainda estava morto em seu pecado.
Efésios 5.25 fundamentou a segunda abordagem de
Vines em que “Cristo morreu especialmente pelos pecados da Igreja” e que Deus
ama a Igreja com um amor eterno. Vines definiu a Igreja como o rebanho de
Cristo, Seu povo, Sua nação e seus amigos.
Vines também fez uma “interessante observação: em
lugar nenhum [a Bíblia] diz que Cristo morreu SOMENTE pelo eleito. Para ter certeza,
Ele morreu pelo eleito: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes o
entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem
intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”.
Romanos 8.32-33.
Vines disse que a Bíblia nunca isola os eleitos,
ovelhas de Cristo, Seu povo ou nação ou Seus amigos e diz que Ele morreu
“SOMENTE por eles”.
“É uma falácia lógica dizer que quando a Escritura
diz que Cristo morreu por mim ou por sua Igreja, seu rebanho ou suas ovelhas,
seu povo ou nação ou seus amigos, que significa que ele morreu SOMENTE por mim
e eles e NÃO morreu por todos. O fato de eu dizer que amo o Dr. Allen e o Dr.
Cox não significa que amo somente eles e não ame o Dr. Caner e Dr. Gaines”.
Disse Vines, adicionando, “A salvação de Deus é suficiente por todo homem. É eficiente para todo o que crê”.
Nessa declaração, Vines pavimentou o caminho para a
terceira e final resposta a questão como encontrada em João 3.16: “Jesus morreu
pelos pecados do mundo universalmente”.
“Porque existe um Deus e um mediador também entre
Deus e o homem, o homem Jesus Cristo, que deu a si mesmo em resgate por todos”,
disse Vines, citando Romanos 5.15.
Vines citou essa entre outras passagens como
aquelas que ele crê que liquida a questão. Notando que a palavra Grega usada
para “todos” é pas, Vines intimou uma curiosidade sincera de como é que algumas
pessoas podem citar Romanos 3.23, que declaram que “todos (pas) pecaram”, mas
podem ignorar “pas” em Romanos 5.15, ou reinterpretar esse verso significando o
eleito.
Vines crê que a palavra todos nem é limitada nem exclusiva, mas inclui a totalidade da
humanidade, fazendo a salvação disponível a todos, cada um, e todas as pessoas
no planeta.
Tratando com João 3.16, Vines notou como alguns
traduzirão “cosmos” como tendo alguma conexão com “eklektos”, querendo dizer
por alguns, que Jesus não morreu pelos pecados do mundo, mas que ele morreu
pelo mundo dos “eleitos”.
Vines rejeitou isso como for a de mão “porque isso
não é o que o verso diz”.
Ele definiu a palavra mundo em João 3.16 incluindo cada membro da raça da humanidade.
Vines disse que Isaias 53.6 ensina “a mesma verdade
de uma forma mais cativante: ‘Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas;
cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a
iniquidade de TODOS nós’”
A palavra hebraica nesse verso significa “todos,
cada, o todo”, disse Vines. No grego da Septuaginta a palavra é a mesma como a
traduzida como ‘todos’ em João 3.16. o verso ensina que ‘todos’ sem exceção,
são pecadores. E que sobre Cristo foi colocada a iniquidade de ‘todos’ sem
exceção.
O evangelista D.L. Moody estava partindo de uma
campanha municipal, disse Vines. “quando o trem estava se afastando, um homem
veio correndo para Moody, perguntando como ele podia ser salvo. Moody citou
apressadamente Isaias 53.6, então gritou: ‘Vá ao primeiro TODOS e saia no
último TODOS’”.
Fonte:
http://sbctoday.com/2013/03/22/dr-jerry-vines-john-316-conference/
Tradução
Walson Sales
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