sábado, 22 de maio de 2021

Série do Bom dia com Teologia: Pequenos textos, grandes insights - O Areópago

Por Guy Rogers


AREÓPAGO. Este termo se refere tanto ao "Monte de Ares" localizado a noroeste da Acrópole em Atenas e ao Conselho que se reunia no monte até o quarto século d.C. Durante o sétimo século a.C., o Conselho provavelmente zelou pelas leis da cidade; em 462/461 a.C., o Areópago perdeu a tutela das leis. De acordo com o autor da Constituição Ateniense, o Conselho manteve o poder de ouvir casos de ferimentos deliberados, homicídios, envenenamentos que resultaram em mortes, incêndios criminosos e escavação ou corte das oliveiras sagradas de Atenas. Durante o final do século IV a.C., o Conselho investigou alegações de delitos de traição. 

As funções judiciais do Conselho foram estendidas durante o período imperial romano. Em Atos 17.16-21, Paulo é relatado como tendo sido levado ao Monte de Ares por alguns filósofos Epicureus e Estóicos porque estava pregando sobre Jesus e a ressurreição; lá ele fez seu discurso sobre o altar do deus desconhecido. A cena de Paulo no Areópago construída pelo autor de Atos não reflete um procedimento ou inquérito judicial oficial. Em vez disso, o autor de Atos retratou uma cena idealizada da vida ateniense, baseada em motivos comuns da topografia, cultura e história atenienses, destinada especialmente a relembrar o julgamento de Sócrates. Nesta cena, Paulo foi escalado como um Sócrates moderno que revela a verdadeira identidade e os planos do deus desconhecido para os gentios ouvintes.


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Fonte: 


ROGERS, Guy. Areopagus. Em METZGER, Bruce M.; COOGAN, Michael D. The Oxford Companion to the Bible. New York: Oxford University Press, 1993, pp. 54.


Tradução Walson Sales


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