Por Dyego
Andrade
7) Os princípios da nação eleita
Os princípiosque Deus determinou para Israel viver eram
fatores condicionais para que as bênçãos propostas por Deus fossem de fato
ministradas. A eleição de Deus para seu povo obedeceu a pré-requisitos ou
princípios que não podiam deixar de serem evidenciados no povo de Deus, Israel
como nação escolhida para tal, tinha a obrigação de fazê-lo.
7.1) A
primogenitura dentre as nações
Retornando ao capítulo 4 de Êxodo no versículo 22, Deus
diz a Moisés uma palavra de profundo significado em relação a Israel. Jeová a
chama de “meuprimogênito”, essa descrição direcionou a nação escolhida para viver
uma realidade de destaque em relação ás outras nações, eisso seria
perpetuamente. De acordo com os princípios da primogenitura na família antiga,
Deus trataria Israel como se fosse a nação primogênita dentre todas da
humanidade. Para James E.Rosscup (2008, p. 1051), o primogênito tem
características peculiares:
Normalmente a palavra significa o
filho mais velho (Êx 6.14, 11:5). Ele gozava de privilégios sobre seus irmãos,
como receber a bênção do pai (Gn 27.1-4; 35-37), tratamento preferencial pelo
pai (43.33), respeito como líder entre os irmãos (37.22) e uma porção dobrada
da herança, duas vezes o que um outro filho recebia (Dt 21.17). O primogênito
poderia trocar seus direitos, como Esaú (Gn 25.29-34), ou perdê-los por
má-conduta, como Rúbenpor incesto (35.22; 49.3,4; lCr 5.1). ... Algumas vezes o
significado é figurado, denotando prioridade ou supremacia. Israel é o
“primogênito” de Deus (Êx 4.22; Jr 31.9). Como o filho primogênito tem
prioridade especial, Israel é privilegiado em relação a outras nações.
A descrição cirúrgica feita acima
descreve quão incisiva foi a declaração de Deus em relação a Israel. Apesar de
não ser a nação mais velha, Israel recebeu do Senhor asbênçãos relacionadas à
primogenitura, dando a essa nação uma posição espiritual acima das outras
nações no que tange a revelação especial de Yahweh. Sendo assim, Israel seria a
nação conhecida por trazer consigo a herança do Deus de Abraão, Isaque e Jacó; todas
as demais nações seriam obrigadas a aprender com Israel sobreservir a Deus.
Yahweh através de Israel se revelou para os demais povos, sendo então um
paradigma de vida em sociedade. Os Salmos 98,99 e 100 falam sobre as grandezas
do Senhor sendo revelada aos povos da terra através nação primogênita.
A relação entre Yahweh e Israel
ainda que fizesse Israel ser diferente das demais nações em razão da
primogenitura, foitambém pontual quanto as condições exigidas pela mesma. Deus
deixou claro que Israel tinha que cumprir ordens dadas por Ele para que tudo
ocorresse perfeitamente. Isso foi visto no pacto do Sinai.
7.2) Os
princípios da aliança do Sinai
Deus disse para Moisés: “ agora,
pois, se diligentementeouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então,
sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra
é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras
que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19.5-6).
Yahweh ao se revelar a Moisés no
Monte Sinai, foi enfático ao iniciar sua fala.Aobediência dos preceitos e ouvir
a voz do Senhor foram colocados de forma imprescindível para que Israel
estivesse continuamente com sua conduta alinhada ao concerto ou aliança do
Senhor. Isso significa dizer que a nação escolhida não poderia se gabar da
eleição para pecar. A palavra “se” realça a condicionalidade das ações de
Israel, a diligência ora dita revela a disciplina de Israel em ouvir a voz do
Senhor, de forma que não poderia haver nenhuma outra voz que guiasse o povo. Ao
guardar a aliança ali firmada aconteceria algo sublime naquela nação.
No texto em apreço é fundamental evidenciar
termos proferidos pelo Senhor Deus que descrevem a diferença de Israel às
demais nações, sendo tais palavras: propriedade peculiar, reino sacerdotal e
povo santo. Essas expressões são categóricas no que tange a aliança entre
Yahweh e Israel, pois cada uma delas manifestam a singularidade de Israel no
plano divino. Essas declarações por parte do Senhor não foram ditas a nenhuma
outra nação, somente à nação eleita. Nesse viés Victor Hamilton (2017, p. 212)
diz:
Podemos chamar a primeira dessas frases de uma
palavra sobreprivilégio; a segunda, uma palavra sobre responsabilidade (o que
não deixa de ser um privilégio); a terceira, uma palavra sobre caráter. A
expressão “propriedade peculiar”, ou “tesouro pessoal”(NVI), reflete o termo
hebraico següllâ (novamente utilizado para descrever a condição
privilegiada de Israel em Deuteronômio 7.6; 14.2; 26.18; Salmos 135.4;
Malaquias 3.17). Em 1 Crônicas 29.3 e Eclesiastes 2.8, essa palavra refere-se à
riqueza real e distingue aqueles tesouros especiais conseguidos pelos reis. A
Vulgata corretamentetraduz o termo por peculium:aquilo que é separado e possui
especial valor (que originou a tradução da ARC, “propriedade peculiar”, com ‘‘peculiar”significando
“próprio, especial”). A segunda frase lembra ao povo de Deus que eles são
chamados para servir, a ser uma comunidade de servos, que leva a bacia e a
toalha. Quanto à terceira expressão, “povo santo” (“nação santa”, NVI), é a
primeira vez na bíblia em que a palavra “santo”aparece ligada a pessoas. Anteriormente,
fora usada apenas em relação a momentos (Gn 2.3) ou lugares (Ex 3.5)
específicos. Aexpressão aparece regularmente em Deuteronômio, mas relacionada a
“pessoas” em vez de “nações” (7.5; 14.2,21; 26.19; 28.9).
Ainda para Alan Cole (1981, p.139-140) tais descrições
devem ser exploradas por sua riqueza para Israel:
Sereis a minha propriedade particular. A palavra significa um “ tesouro particular”, algo
que pertence particularmente a um rei (por exemplo, 1 Crônicas 29:3). O termo
indica tanto valor especial quanto relacionamento especial. Deuteronômio 7:6
acrescenta a palavra “ povo”, tornando o sentido ainda mais claro. A palavra
também implica em escolha e seleção, em vista da segunda metade do versículo (“
toda a terra é minha”), que equivale a uma declaração de monoteísmo (cf Gn14:22).
Reino de sacerdotes. Esta é a única ocorrência da expressão noVelho Testamento (Hyatt),
embora Isaías 61:6 seja semelhante. Tal expressão certamente implica na
existência de um rei, e este rei só poderiaser YHWH. (Possíveis referências ao
reinado de YHWH no períodomosaico se encontram em Nm 23:21 e Dt 33:5.) Ao tempo
dos Juízes era axiomático que, sendo YHWH a autoridade sobre Seu povo, nenhum
mortal poderia reivindicar o título de “ rei” (Jz 8:22). A ênfase da passagem,
entretanto, não recai nisso; uma vez que a monarquia era a única forma de
governo conhecida no mundo antigo, “reino” poderia ser traduzido hoje como “
nação” ou “ Estado”. A atenção é atraída para a condição sacerdotal atribuída a
Israel. Isto se torna ainda mais compreensível em vista do fato que até aqui
ainda não existia qualquer casta sacerdotal em Israel propriamente dito.
Presumivelmente, o conceito básico é o de um grupo especialmente separado para
possessão e serviço de Deus, com livre acesso à Sua presença. A idéia de Israel
agir como representante divino no mundo e em favor do mundo não pode ser
excluída. Quer cumprida ou não na época, esta deveria ser a missão de Israel
(cf. promessa final feita a Abraão em Gn 12:3). A escolha divina “ especial” de
Israel tinha um propósito “ universalista” bem mais amplo.
Nação santa significa
primariamente uma nação “ separada” das outras nações para pertencer a Deus. Normalmente,
em dias futuros, a palavra gôy, “ nação”, viria a significar uma nação
não-judaica (gentia), como no hebraico moderno uma outra palavra é usada para
descrever Israel, o povo escolhido de Deus. Até então, todos os povos tinham o
mesmo status: o “ povo escolhido” só viria a ser uma entidade depois do Sinai.
A princípio, “ santa” sem dúvida significava apenas “dedicada” a Deus, sem
qualquer conotação moral particular. Tal“ santidade” era contagiosa (19:12) e
poderia ser perigosa, se não fatal. Assim, por causa da natureza revelada de
YHWH, tal “ santidade”, por ser descritiva de Deus, assumiu um significado
fortemente moral. Por fim, a santidade divinapassou a ser uma exigência moral
constrangedora sobre o Seu povo (ver Lv 20:7). Esta santidade do povo de Deus, bem
como o sacerdócio do povo escolhido, é mais uma vez enfatizada nos termos da
nova aliança (1 Pe 2:9).
O que foi dito pelo Senhor e
comentado acima deixa claroque tinha que se portar de modo diferenciado em
relação às demais nações, a Deus e a si mesmo. Tal realidade está de acordo com
a missão que Deus entregou a eles enquanto povo. Assim Israel tinha que se
preocupar consigo por ter sua peculiaridade identificada como um tesouro, ou
seja, valor altíssimo, não sendo mais escravo do Egito, mas um povo especial
reconhecido pelas nações. Em relação a Deus deveria ser dada atenção tanto a
realidade do sacerdócio quanto da santidade. Esses dois fatores que integravam a
vida da respectiva nação eram fundamentais na adoração ao Senhor, o sacerdócio
de Israel buscava o relacionamento entre Deus e as nações, sendo Israel uma
nação mediadora; já a santidade apontava para o caráter do próprio Deus.
Uma atenção maior será dada a Israel
em relação as nações, uma vez que essas descrições ditas por Deus em relação a
nação escolhida, têm consequências consideráveis para todos povos da terra, e
também pelo motivo que os mesmos precisavam do seu Criador e deviam segui-lo,
vivendo conforme sua vontade. Para tanto era necessário que a nação modelo da
parte de Deus tivesse função missionária, a saber, falar da grandeza de Yahweh
e conclamar a todos os povos da terra a viverem para o Possuidor dos céus e da
terra. O exemplo a ser dado por Israel foi no âmbito espiritual e social. As
nações iriam ver a representação de Deus no dia a dia, nas relações
interpessoais entre os israelitas e no trato com os demais povos, a via
espiritual de exemplo foi vista na liturgia de culto e nas práticas religiosas.
O que Deus havia começado em Abraão foi feito através de Israel: abençoar as
nações da terra.
Já fora dito que nenhuma nação até
então havia sido tratada como sacerdotes de Deus e nação santa, tal experiência
ocorreu para que os povos, tribos e nações pudessem conhecer, ter intimidade,
viver experiências sobrenaturais Yahweh; enfim, entender que mesmo em meio a
tantas religiões, ao politeísmo já existente, somente Yahweh é o Deus
verdadeiro e que nenhum outro deus crido ou sistema religioso pode ser
comparadoao que Deus manifestaria através de Israel. Para Christopher J. H.
Wright (2012, p. 51) a relação entre Deus através de Israel e as demais nações
seria dessa maneira:
No Sinai,
Deus entrou numa aliança com o povo de Israel (e com o restantedas nações em
vista), chamando-o para ser seu representante (sacerdotalmente) e para ser
separado (santo). Ele lhe deu sua lei como um dom da graça – não para que eles
pudessem merecer sua salvação, uma vez que já haviam sido redimidos, mas para
moldá-los como um povo-modelo, a fim de que fossem uma luz para as nações.
Tal
comentário transmite a ideia que Deus fez aliança com Israel e com as nações.
Isso o texto bíblico não evidencia, todavia, Deus através de Israel tinha o
objetivo de alcançar povos, tribos e nações. A aliança do Sinai indica que Deus
usaria essa nação para que os demais povos o conhecesse, jamais poderia existir
a ideia que Deus era somente para Israel, muito pelo contrário, Ele é Deus
independente de nação, Israel era responsável pela revelação dEle, sendo luz
que iluminaria a humanidade mostrando o caminho a ser percorrido, a tríade:
Yahweh, Israel e humanidade é uma realidade bem enfatizada nessa aliança. O
sacerdócio e ser nação na forma como Yahweh falou serviria como testemunho do
Deus Eternopara os demais. Dito isso é de bom alvitre explorar essas
qualificações.
7.2.1) Israel,
a nação sacerdotal
O sacerdócio já era bem conhecido
naqueles dias, isso se dava em função de que as religiões daquela época tinham
no seu sistema litúrgico a presença do sacerdote (Gn 14.18; Gn 41.45; Ex2.16). Tanto
em Midiã, quanto em Canaã e no Egito havia a figura do sacerdote em seus
sistemas religiosos. Deus tinha o objetivo de atrair as nações para si, e para
tanto, iria criar uma religião que fosse compreensível do ponto de vista
sociológico e que tivesse somente no campo humano semelhanças as religiões que os
demais povos tinham. No campo humano, pois espiritualmente haveriam
diferençasgritantes. Então Israel sendo o sacerdote de Deus na terra, mostraria
a religião de Yahweh, distinta quanto a espiritualidade das demais, e, com uma
fácil percepção na ótica humana.
O sacerdócio na visão de Deus para
Israel, consistia em ensinar a lei de Deus ao povo e oferecer o sacrifício do
povo a Deus. Na ótica de Christopher J. H. Wright (2012, p. 144) o ofício
sacerdotal é visto desta maneira:
O trabalho
dos sacerdotes, portanto, era trazer Deus para o povo e o povo para Deus. Então
agora, com um rico significado, Deus diz a Israel como um só povo: Vocês
serão para mim e para todo o restante das nações, aquilo que os sacerdotes
são para vocês. Por intermédio de vocês, tornar-me-ei conhecido nomundo, e por
meio de vocês, eu finalmente trarei o mundo a mim.
Isso é o que
significava para Israel ser sacerdócio de Deus em meio às nações. Como o povo
de YHWH, eles teriam a tarefa histórica de trazer o conhecimento de Deus às
nações, e de trazer as nações para os meios de expiação para com Deus.
Como está
escrito acima, Israel seria o elo entre Deus e a humanidade, basicamente seriam
o ponto de encontro entre ambos. Na religião de Israel haveria homens separados
para exercer o sacerdócio naquela respectiva nação, o que ilustraria para o
povo escolhido a maneira que eles deviam se portar perante os outros povos. É
relevante salientar a maneira como seria exercido o sacerdócio, visto que já
havia um modelo existente que estava sendo revelado para Israel. ParaChristopher
J. H. Wright (2012, p. 145):
O sacerdócio
do povo de Deus, portanto, é uma função missional, em continuidade com a
eleição deles em Abraão, causando impacto nas nações. Assim como os sacerdotes
de Israel foram chamados e escolhidos para ser servos de Deus e de seu povo,
Israel também, como um todo, é chamado e escolhido para ser servo de Deus e de
todos os povos. Êxodo 19.4-6, em relação aos propósitos de Deus para a salvação
do mundo, leva adiante a intenção de Gênesis 12.1-3.
Observa-se nessa explanação que
Israel havia recebido de Deus uma obra missionáriae que o modelo a ser seguido
era o de Abraão, pregar as verdades do Senhor para aqueles que pereciam sem
conhecer a Yahweh. O que outrora Abraão iniciou teria continuação em Israel. Nessa
realidade pode ser dito que os feitos de uma nação têm possibilidade de gerar
um impacto maior que de uma pessoa, e consequentemente o alcance da pregação
seria mais amplo. Há de se dizer que Israel tinha testemunhos miraculosos da
ação de Deus até aquele momento, realidade que Abraão não viveu da mesma
maneira, enfim, Israel apesar de ter que continuar aquilo que Abraão tinha
começado, sem dúvida o faria de forma mais incisiva. Somado a isso seria
entregue a Lei, revelação essa que Abraão nos seus dias não teve com a mesma
precisão, e através da Lei, Israel ensinaria as verdades de Deus para a
humanidade.
Para Israel exercer sua função
missiológica teve que conhecer o Senhor, ter proximidade com ele, manter
contato constante. A nação deveria andar completamente nas veredas de Yahweh, e
tal prática não é uma tarefa fácil, para isso o atributo da santidade seria
imprescindível para Israel como nação.
7.2.2) Israel,
a nação santa
A
prática da santidade a Israel era uma realidadebasilar para servir a Deus. A
nação escolhida deveria ser diferente das demais no que diz respeito a sua
conduta em relação aos povos, e no que diz respeito a se dedicar ao Senhor (Lv
20.24b). Essa diferença pode ser vista no governo direto de Deus sobre o seu
povo, de forma que cada detalhe em Israel deveria ter a finalidade somente de
revelar a santidade de Yahweh aos povos (Lv 20.26).
No
Antigo Testamento a santidade para Israel assumia várias funções, mas uma que
deveria ser dada a atenção é a pureza moral. A santidade de Deus vista neles os
levaria a ter um nível de conduta nunca antes visto em outra nação. A fonte
dessa moralidade seria a lei que fora entregue a Moisés no Sinai.Yahweh foi enfático em descrever como seria a conduta de seu
primogênito. Os preceitos éticos na lei eram bem mais evidenciados que os
preceitos rituais. Essa evidência diz respeito a manifestação clara de Yahweh.
Para Christopher J. H. Wright (2012, p. 149-150), santidade enquanto valor
moral foi nítida em Israel:
A intensa
exigência ética por santidade no Israel do Antigo Testamento significavaviver
com integridade, justiça e compaixão em todos os aspectos – inclusive a vida
pessoal, familiar, social, econômica e nacional. O texto mais abrangente que
enuncia essa dimensão ética da santidade em Israel é Levítico 19.
Levítico 19
é o melhor comentário que temos de Êxodo 19.6: Sereis santos,porque eu [...]
sou santo (Lv 19.2). O versículo inicial expressa a exigência fundamentalde
Deus. Ele poderia ser traduzido de forma mais coloquial: “Vocêsdevem ser um
povo diferente, porque YHWH é um Deus diferente”. YHWH éabsolutamente único e
distinto como Deus. YHWH não é simplesmente um dosdeuses das nações, e nem
mesmo é como eles.... A maior parte de Levítico 19 nos mostra o tipo
desantidade que reflete a santidade de Deus: completamente prática, social e
muito realista. Uma simples listagem de seu conteúdo destaca esta nota
predominante:
A santidade,
em Levítico 19, envolve:
• Respeito
dentro da família e da comunidade (vv. 3a, 32).
• Lealdade
exclusiva a YHWH como Deus; tratar os sacrifícios de modo adequado (vv. 4-8).
•
Generosidade econômica na agricultura (vv. 9, 10).
• Observância
dos mandamentos concernentes aos relacionamentos sociais (vv. 11, 12).
• Justiça
econômica nos direitos trabalhistas (v. 13).
• Compaixão
social para com os deficientes (v. 14).
• Integridade
judicial no sistema legal (vv. 12, 15).
• Atitudes e
comportamentos amáveis; amar o próximo como a si mesmo (vv. 16-18).
•
Preservação dos testemunhos simbólicos de distinção religiosa (v. 19).
•
Integridade sexual (vv. 20-22, 29).
• Rejeição
de práticas relacionadas à idolatria ou ocultismo (vv. 26-31).
• Rejeição
ao tratamento cruel às minorias étnicas, mas demonstração de igualdade racial
perante a lei e amor prático para com o estrangeiro, como a si mesmo (v. 33,
34).
• Honestidade comercial em todas as
transações comerciais (vv. 35, 36).
Essa
exposição traz a mensagem de que o Senhor tinha a intenção veemente, pontual e
cabal de que por intermédio da nação santa, a única linha ética totalmente
verdadeira e correta deveria ser praticada por ela e conhecida pelas nações e
também praticada por elas. A integridade que a ética divina impõe tinha atuação
global, no sentido de que todas as áreas da vida e formas de relações quer seja
pessoal ou em comunidade e nas suas respectivas consequências seriam regidas
pela Lei de Deus.
Yahweh
agiu com muito cuidado ao dizer que Israel seria nação santa em Ex 19.6, e
reafirmou e comentou como seria as diretrizes em Lv 19, esquadrinhando como
seria a atuação para que não houvesse dúvida como proceder. Foi tratada a
cultura tanto em Israel nas questões internas como seu modo de agir em relação
ás demais nações, a conduta seria prática, realista e acessível.
As
nações, e em especial os Cananeus, deveriam entender e conviver com essa
relação entre Deus e Israel, sabendo que Yahweh sempre quis guiar e cuidar do
seu povo para que seu plano fosse cumprido.
CONTINUA...
___________________
REFERÊNCIAS
R., Alan Cole. Êxodo: Introdução e comentário. ( Tradução Carlos Oswaldo Pinto).
São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1981.
Rosscup, J. E..Primogênito. EmTenney, Merill C. (Editor Geral). Enciclopédia da Bíblia(Tradução Equipe
de colaboradores da Cultura Cristã). São
Paulo: Cultura Cristã, 2008.
Hamilton, Victor P.. Manual
do Pentateuco. (Tradução James Monteiro dos Reis). Rio de Janeiro: Cpad,
2017.
Wright, Christopher J. H.. A missão do povo de Deus: uma teologia
bíblica da missão da igreja. (Tradução WalériaCoicev). São Paulo: Vida
Nova: nstituto Betel Brasileiro, 2012.
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