quarta-feira, 16 de junho de 2021

A RELAÇÃO ENTRE OS CANANEUS E ISRAEL - [PARTE 3]

 

Por Dyego Andrade

 

7) Os princípios da nação eleita

 

Os princípiosque Deus determinou para Israel viver eram fatores condicionais para que as bênçãos propostas por Deus fossem de fato ministradas. A eleição de Deus para seu povo obedeceu a pré-requisitos ou princípios que não podiam deixar de serem evidenciados no povo de Deus, Israel como nação escolhida para tal, tinha a obrigação de fazê-lo.

 

7.1) A primogenitura dentre as nações

 

Retornando ao capítulo 4 de Êxodo no versículo 22, Deus diz a Moisés uma palavra de profundo significado em relação a Israel. Jeová a chama de “meuprimogênito”, essa descrição direcionou a nação escolhida para viver uma realidade de destaque em relação ás outras nações, eisso seria perpetuamente. De acordo com os princípios da primogenitura na família antiga, Deus trataria Israel como se fosse a nação primogênita dentre todas da humanidade. Para James E.Rosscup (2008, p. 1051), o primogênito tem características peculiares:

 

Normalmente a palavra significa o filho mais velho (Êx 6.14, 11:5). Ele gozava de privilégios sobre seus irmãos, como receber a bênção do pai (Gn 27.1-4; 35-37), tratamento preferencial pelo pai (43.33), respeito como líder entre os irmãos (37.22) e uma porção dobrada da herança, duas vezes o que um outro filho recebia (Dt 21.17). O primogênito poderia trocar seus direitos, como Esaú (Gn 25.29-34), ou perdê-los por má-conduta, como Rúbenpor incesto (35.22; 49.3,4; lCr 5.1). ... Algumas vezes o significado é figurado, denotando prioridade ou supremacia. Israel é o “primogênito” de Deus (Êx 4.22; Jr 31.9). Como o filho primogênito tem prioridade especial, Israel é privilegiado em relação a outras nações.

 

            A descrição cirúrgica feita acima descreve quão incisiva foi a declaração de Deus em relação a Israel. Apesar de não ser a nação mais velha, Israel recebeu do Senhor asbênçãos relacionadas à primogenitura, dando a essa nação uma posição espiritual acima das outras nações no que tange a revelação especial de Yahweh. Sendo assim, Israel seria a nação conhecida por trazer consigo a herança do Deus de Abraão, Isaque e Jacó; todas as demais nações seriam obrigadas a aprender com Israel sobreservir a Deus. Yahweh através de Israel se revelou para os demais povos, sendo então um paradigma de vida em sociedade. Os Salmos 98,99 e 100 falam sobre as grandezas do Senhor sendo revelada aos povos da terra através nação primogênita.

            A relação entre Yahweh e Israel ainda que fizesse Israel ser diferente das demais nações em razão da primogenitura, foitambém pontual quanto as condições exigidas pela mesma. Deus deixou claro que Israel tinha que cumprir ordens dadas por Ele para que tudo ocorresse perfeitamente. Isso foi visto no pacto do Sinai.

 

7.2) Os princípios da aliança do Sinai

 

            Deus disse para Moisés: “ agora, pois, se diligentementeouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19.5-6).

            Yahweh ao se revelar a Moisés no Monte Sinai, foi enfático ao iniciar sua fala.Aobediência dos preceitos e ouvir a voz do Senhor foram colocados de forma imprescindível para que Israel estivesse continuamente com sua conduta alinhada ao concerto ou aliança do Senhor. Isso significa dizer que a nação escolhida não poderia se gabar da eleição para pecar. A palavra “se” realça a condicionalidade das ações de Israel, a diligência ora dita revela a disciplina de Israel em ouvir a voz do Senhor, de forma que não poderia haver nenhuma outra voz que guiasse o povo. Ao guardar a aliança ali firmada aconteceria algo sublime naquela nação.

            No texto em apreço é fundamental evidenciar termos proferidos pelo Senhor Deus que descrevem a diferença de Israel às demais nações, sendo tais palavras: propriedade peculiar, reino sacerdotal e povo santo. Essas expressões são categóricas no que tange a aliança entre Yahweh e Israel, pois cada uma delas manifestam a singularidade de Israel no plano divino. Essas declarações por parte do Senhor não foram ditas a nenhuma outra nação, somente à nação eleita. Nesse viés Victor Hamilton (2017, p. 212) diz:

 

Podemos chamar a primeira dessas frases de uma palavra sobreprivilégio; a segunda, uma palavra sobre responsabilidade (o que não deixa de ser um privilégio); a terceira, uma palavra sobre caráter. A expressão “propriedade peculiar”, ou “tesouro pessoal”(NVI), reflete o termo hebraico següllâ (novamente utilizado para descrever a condição privilegiada de Israel em Deuteronômio 7.6; 14.2; 26.18; Salmos 135.4; Malaquias 3.17). Em 1 Crônicas 29.3 e Eclesiastes 2.8, essa palavra refere-se à riqueza real e distingue aqueles tesouros especiais conseguidos pelos reis. A Vulgata corretamentetraduz o termo por peculium:aquilo que é separado e possui especial valor (que originou a tradução da ARC, “propriedade peculiar”, com ‘‘peculiar”significando “próprio, especial”). A segunda frase lembra ao povo de Deus que eles são chamados para servir, a ser uma comunidade de servos, que leva a bacia e a toalha. Quanto à terceira expressão, “povo santo” (“nação santa”, NVI), é a primeira vez na bíblia em que a palavra “santo”aparece ligada a pessoas. Anteriormente, fora usada apenas em relação a momentos (Gn 2.3) ou lugares (Ex 3.5) específicos. Aexpressão aparece regularmente em Deuteronômio, mas relacionada a “pessoas” em vez de “nações” (7.5; 14.2,21; 26.19; 28.9).

 

 

            Ainda para Alan Cole (1981, p.139-140) tais descrições devem ser exploradas por sua riqueza para Israel:

           

Sereis a minha propriedade particular. A palavra significa um “ tesouro particular”, algo que pertence particularmente a um rei (por exemplo, 1 Crônicas 29:3). O termo indica tanto valor especial quanto relacionamento especial. Deuteronômio 7:6 acrescenta a palavra “ povo”, tornando o sentido ainda mais claro. A palavra também implica em escolha e seleção, em vista da segunda metade do versículo (“ toda a terra é minha”), que equivale a uma declaração de monoteísmo (cf Gn14:22).

Reino de sacerdotes. Esta é a única ocorrência da expressão noVelho Testamento (Hyatt), embora Isaías 61:6 seja semelhante. Tal expressão certamente implica na existência de um rei, e este rei só poderiaser YHWH. (Possíveis referências ao reinado de YHWH no períodomosaico se encontram em Nm 23:21 e Dt 33:5.) Ao tempo dos Juízes era axiomático que, sendo YHWH a autoridade sobre Seu povo, nenhum mortal poderia reivindicar o título de “ rei” (Jz 8:22). A ênfase da passagem, entretanto, não recai nisso; uma vez que a monarquia era a única forma de governo conhecida no mundo antigo, “reino” poderia ser traduzido hoje como “ nação” ou “ Estado”. A atenção é atraída para a condição sacerdotal atribuída a Israel. Isto se torna ainda mais compreensível em vista do fato que até aqui ainda não existia qualquer casta sacerdotal em Israel propriamente dito. Presumivelmente, o conceito básico é o de um grupo especialmente separado para possessão e serviço de Deus, com livre acesso à Sua presença. A idéia de Israel agir como representante divino no mundo e em favor do mundo não pode ser excluída. Quer cumprida ou não na época, esta deveria ser a missão de Israel (cf. promessa final feita a Abraão em Gn 12:3). A escolha divina “ especial” de Israel tinha um propósito “ universalista” bem mais amplo.

Nação santa significa primariamente uma nação “ separada” das outras nações para pertencer a Deus. Normalmente, em dias futuros, a palavra gôy, “ nação”, viria a significar uma nação não-judaica (gentia), como no hebraico moderno uma outra palavra é usada para descrever Israel, o povo escolhido de Deus. Até então, todos os povos tinham o mesmo status: o “ povo escolhido” só viria a ser uma entidade depois do Sinai. A princípio, “ santa” sem dúvida significava apenas “dedicada” a Deus, sem qualquer conotação moral particular. Tal“ santidade” era contagiosa (19:12) e poderia ser perigosa, se não fatal. Assim, por causa da natureza revelada de YHWH, tal “ santidade”, por ser descritiva de Deus, assumiu um significado fortemente moral. Por fim, a santidade divinapassou a ser uma exigência moral constrangedora sobre o Seu povo (ver Lv 20:7). Esta santidade do povo de Deus, bem como o sacerdócio do povo escolhido, é mais uma vez enfatizada nos termos da nova aliança (1 Pe 2:9).

 

            O que foi dito pelo Senhor e comentado acima deixa claroque tinha que se portar de modo diferenciado em relação às demais nações, a Deus e a si mesmo. Tal realidade está de acordo com a missão que Deus entregou a eles enquanto povo. Assim Israel tinha que se preocupar consigo por ter sua peculiaridade identificada como um tesouro, ou seja, valor altíssimo, não sendo mais escravo do Egito, mas um povo especial reconhecido pelas nações. Em relação a Deus deveria ser dada atenção tanto a realidade do sacerdócio quanto da santidade. Esses dois fatores que integravam a vida da respectiva nação eram fundamentais na adoração ao Senhor, o sacerdócio de Israel buscava o relacionamento entre Deus e as nações, sendo Israel uma nação mediadora; já a santidade apontava para o caráter do próprio Deus.

            Uma atenção maior será dada a Israel em relação as nações, uma vez que essas descrições ditas por Deus em relação a nação escolhida, têm consequências consideráveis para todos povos da terra, e também pelo motivo que os mesmos precisavam do seu Criador e deviam segui-lo, vivendo conforme sua vontade. Para tanto era necessário que a nação modelo da parte de Deus tivesse função missionária, a saber, falar da grandeza de Yahweh e conclamar a todos os povos da terra a viverem para o Possuidor dos céus e da terra. O exemplo a ser dado por Israel foi no âmbito espiritual e social. As nações iriam ver a representação de Deus no dia a dia, nas relações interpessoais entre os israelitas e no trato com os demais povos, a via espiritual de exemplo foi vista na liturgia de culto e nas práticas religiosas. O que Deus havia começado em Abraão foi feito através de Israel: abençoar as nações da terra.

            Já fora dito que nenhuma nação até então havia sido tratada como sacerdotes de Deus e nação santa, tal experiência ocorreu para que os povos, tribos e nações pudessem conhecer, ter intimidade, viver experiências sobrenaturais Yahweh; enfim, entender que mesmo em meio a tantas religiões, ao politeísmo já existente, somente Yahweh é o Deus verdadeiro e que nenhum outro deus crido ou sistema religioso pode ser comparadoao que Deus manifestaria através de Israel. Para Christopher J. H. Wright (2012, p. 51) a relação entre Deus através de Israel e as demais nações seria dessa maneira:

 

No Sinai, Deus entrou numa aliança com o povo de Israel (e com o restantedas nações em vista), chamando-o para ser seu representante (sacerdotalmente) e para ser separado (santo). Ele lhe deu sua lei como um dom da graça – não para que eles pudessem merecer sua salvação, uma vez que já haviam sido redimidos, mas para moldá-los como um povo-modelo, a fim de que fossem uma luz para as nações.

 

            Tal comentário transmite a ideia que Deus fez aliança com Israel e com as nações. Isso o texto bíblico não evidencia, todavia, Deus através de Israel tinha o objetivo de alcançar povos, tribos e nações. A aliança do Sinai indica que Deus usaria essa nação para que os demais povos o conhecesse, jamais poderia existir a ideia que Deus era somente para Israel, muito pelo contrário, Ele é Deus independente de nação, Israel era responsável pela revelação dEle, sendo luz que iluminaria a humanidade mostrando o caminho a ser percorrido, a tríade: Yahweh, Israel e humanidade é uma realidade bem enfatizada nessa aliança. O sacerdócio e ser nação na forma como Yahweh falou serviria como testemunho do Deus Eternopara os demais. Dito isso é de bom alvitre explorar essas qualificações.

 

7.2.1) Israel, a nação sacerdotal

           

            O sacerdócio já era bem conhecido naqueles dias, isso se dava em função de que as religiões daquela época tinham no seu sistema litúrgico a presença do sacerdote (Gn 14.18; Gn 41.45; Ex2.16). Tanto em Midiã, quanto em Canaã e no Egito havia a figura do sacerdote em seus sistemas religiosos. Deus tinha o objetivo de atrair as nações para si, e para tanto, iria criar uma religião que fosse compreensível do ponto de vista sociológico e que tivesse somente no campo humano semelhanças as religiões que os demais povos tinham. No campo humano, pois espiritualmente haveriam diferençasgritantes. Então Israel sendo o sacerdote de Deus na terra, mostraria a religião de Yahweh, distinta quanto a espiritualidade das demais, e, com uma fácil percepção na ótica humana.

            O sacerdócio na visão de Deus para Israel, consistia em ensinar a lei de Deus ao povo e oferecer o sacrifício do povo a Deus. Na ótica de Christopher J. H. Wright (2012, p. 144) o ofício sacerdotal é visto desta maneira:

 

O trabalho dos sacerdotes, portanto, era trazer Deus para o povo e o povo para Deus. Então agora, com um rico significado, Deus diz a Israel como um só povo: Vocês serão para mim e para todo o restante das nações, aquilo que os sacerdotes são para vocês. Por intermédio de vocês, tornar-me-ei conhecido nomundo, e por meio de vocês, eu finalmente trarei o mundo a mim.

Isso é o que significava para Israel ser sacerdócio de Deus em meio às nações. Como o povo de YHWH, eles teriam a tarefa histórica de trazer o conhecimento de Deus às nações, e de trazer as nações para os meios de expiação para com Deus.

 

 Como está escrito acima, Israel seria o elo entre Deus e a humanidade, basicamente seriam o ponto de encontro entre ambos. Na religião de Israel haveria homens separados para exercer o sacerdócio naquela respectiva nação, o que ilustraria para o povo escolhido a maneira que eles deviam se portar perante os outros povos. É relevante salientar a maneira como seria exercido o sacerdócio, visto que já havia um modelo existente que estava sendo revelado para Israel. ParaChristopher J. H. Wright (2012, p. 145):

 

O sacerdócio do povo de Deus, portanto, é uma função missional, em continuidade com a eleição deles em Abraão, causando impacto nas nações. Assim como os sacerdotes de Israel foram chamados e escolhidos para ser servos de Deus e de seu povo, Israel também, como um todo, é chamado e escolhido para ser servo de Deus e de todos os povos. Êxodo 19.4-6, em relação aos propósitos de Deus para a salvação do mundo, leva adiante a intenção de Gênesis 12.1-3.

 

            Observa-se nessa explanação que Israel havia recebido de Deus uma obra missionáriae que o modelo a ser seguido era o de Abraão, pregar as verdades do Senhor para aqueles que pereciam sem conhecer a Yahweh. O que outrora Abraão iniciou teria continuação em Israel. Nessa realidade pode ser dito que os feitos de uma nação têm possibilidade de gerar um impacto maior que de uma pessoa, e consequentemente o alcance da pregação seria mais amplo. Há de se dizer que Israel tinha testemunhos miraculosos da ação de Deus até aquele momento, realidade que Abraão não viveu da mesma maneira, enfim, Israel apesar de ter que continuar aquilo que Abraão tinha começado, sem dúvida o faria de forma mais incisiva. Somado a isso seria entregue a Lei, revelação essa que Abraão nos seus dias não teve com a mesma precisão, e através da Lei, Israel ensinaria as verdades de Deus para a humanidade.

            Para Israel exercer sua função missiológica teve que conhecer o Senhor, ter proximidade com ele, manter contato constante. A nação deveria andar completamente nas veredas de Yahweh, e tal prática não é uma tarefa fácil, para isso o atributo da santidade seria imprescindível para Israel como nação.

 

7.2.2) Israel, a nação santa

            A prática da santidade a Israel era uma realidadebasilar para servir a Deus. A nação escolhida deveria ser diferente das demais no que diz respeito a sua conduta em relação aos povos, e no que diz respeito a se dedicar ao Senhor (Lv 20.24b). Essa diferença pode ser vista no governo direto de Deus sobre o seu povo, de forma que cada detalhe em Israel deveria ter a finalidade somente de revelar a santidade de Yahweh aos povos (Lv 20.26).

            No Antigo Testamento a santidade para Israel assumia várias funções, mas uma que deveria ser dada a atenção é a pureza moral. A santidade de Deus vista neles os levaria a ter um nível de conduta nunca antes visto em outra nação. A fonte dessa moralidade seria a lei que fora entregue a Moisés no Sinai.Yahweh foi enfático em descrever como seria a conduta de seu primogênito. Os preceitos éticos na lei eram bem mais evidenciados que os preceitos rituais. Essa evidência diz respeito a manifestação clara de Yahweh. Para Christopher J. H. Wright (2012, p. 149-150), santidade enquanto valor moral foi nítida em Israel:  

 

A intensa exigência ética por santidade no Israel do Antigo Testamento significavaviver com integridade, justiça e compaixão em todos os aspectos – inclusive a vida pessoal, familiar, social, econômica e nacional. O texto mais abrangente que enuncia essa dimensão ética da santidade em Israel é Levítico 19.

Levítico 19 é o melhor comentário que temos de Êxodo 19.6: Sereis santos,porque eu [...] sou santo (Lv 19.2). O versículo inicial expressa a exigência fundamentalde Deus. Ele poderia ser traduzido de forma mais coloquial: “Vocêsdevem ser um povo diferente, porque YHWH é um Deus diferente”. YHWH éabsolutamente único e distinto como Deus. YHWH não é simplesmente um dosdeuses das nações, e nem mesmo é como eles.... A maior parte de Levítico 19 nos mostra o tipo desantidade que reflete a santidade de Deus: completamente prática, social e muito realista. Uma simples listagem de seu conteúdo destaca esta nota predominante:              

A santidade, em Levítico 19, envolve:

• Respeito dentro da família e da comunidade (vv. 3a, 32).

• Lealdade exclusiva a YHWH como Deus; tratar os sacrifícios de modo adequado (vv. 4-8).

• Generosidade econômica na agricultura (vv. 9, 10).

• Observância dos mandamentos concernentes aos relacionamentos sociais (vv. 11, 12).

• Justiça econômica nos direitos trabalhistas (v. 13).

• Compaixão social para com os deficientes (v. 14).

• Integridade judicial no sistema legal (vv. 12, 15).

• Atitudes e comportamentos amáveis; amar o próximo como a si mesmo (vv. 16-18).

• Preservação dos testemunhos simbólicos de distinção religiosa (v. 19).

• Integridade sexual (vv. 20-22, 29).

• Rejeição de práticas relacionadas à idolatria ou ocultismo (vv. 26-31).

• Rejeição ao tratamento cruel às minorias étnicas, mas demonstração de igualdade racial perante a lei e amor prático para com o estrangeiro, como a si mesmo (v. 33, 34).

• Honestidade comercial em todas as transações comerciais (vv. 35, 36).

 

 

            Essa exposição traz a mensagem de que o Senhor tinha a intenção veemente, pontual e cabal de que por intermédio da nação santa, a única linha ética totalmente verdadeira e correta deveria ser praticada por ela e conhecida pelas nações e também praticada por elas. A integridade que a ética divina impõe tinha atuação global, no sentido de que todas as áreas da vida e formas de relações quer seja pessoal ou em comunidade e nas suas respectivas consequências seriam regidas pela Lei de Deus.

            Yahweh agiu com muito cuidado ao dizer que Israel seria nação santa em Ex 19.6, e reafirmou e comentou como seria as diretrizes em Lv 19, esquadrinhando como seria a atuação para que não houvesse dúvida como proceder. Foi tratada a cultura tanto em Israel nas questões internas como seu modo de agir em relação ás demais nações, a conduta seria prática, realista e acessível.

            As nações, e em especial os Cananeus, deveriam entender e conviver com essa relação entre Deus e Israel, sabendo que Yahweh sempre quis guiar e cuidar do seu povo para que seu plano fosse cumprido.

 

CONTINUA...

 

___________________

 

REFERÊNCIAS

 

R., Alan Cole. Êxodo: Introdução e comentário. ( Tradução Carlos Oswaldo Pinto). São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1981.

 

Rosscup, J. E..Primogênito. EmTenney, Merill C. (Editor Geral). Enciclopédia da Bíblia(Tradução Equipe de colaboradores da Cultura Cristã). São Paulo: Cultura Cristã, 2008.

 

Hamilton, Victor P.. Manual do Pentateuco. (Tradução James Monteiro dos Reis). Rio de Janeiro: Cpad, 2017.

 

Wright, Christopher J. H.. A missão do povo de Deus: uma teologia bíblica da missão da igreja. (Tradução WalériaCoicev). São Paulo: Vida Nova: nstituto Betel Brasileiro, 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário