Muitas controvérsias tem se levantado acerca da credibilidade do cristianismo, muito embora nenhuma dela é nova, mas apresenta uma nova roupagem do neoateísmo que muitas vezes aproveitam-se da falta de interesse de uma parcela dos cristãos para criticarem de forma desleal o cristianismo e suas bases, esta semana me deparei com uma situação um tanto curiosa: um neo-ateu confrontando um novo convertido sobre os supostos erros contidos na Bíblia Sagrada o que “lhe descredibiliza” como Palavra de Deus. Lembrei-me na hora de uma leitura que tinha acabado de fazer do livro “Ateísmo: Respostas às Objeções à Veracidade do Cristianismo” do Professor Pb. Walson Sales. Graças a Deus consegui refutar os argumentos levantados pelo neo-ateu e é com base nos argumentos levantados por ele que decidi escrever este artigo.
Como o Novo Testamento chegou até nós? “uma vez que não dispomos dos documentos originais, qual é a credibilidade das cópias que temos em relação ao número de manuscritos e ao intervalo de tempo transcorrido entre o original e a cópia existente?” (SALES, 2016, p. 121).
Podemos seguir a discussão por dois caminhos:
1. A reivindicação de inspiração que o próprio Novo Testamento faz.
2. buscar o que dizem os especialistas em crítica textual sobre o Novo Testamento, que é basicamente o que faremos aqui.
A Superioridade Bibliográfica do Novo Testamento
Geisler e Bocchino (2003) advogam que a soma total de manuscritos gregos é de 5.686; além desses, há mais de 10.000 manuscritos em latim; 4.100 em língua eslava; 2.500 em armênio; 2.000 em etíope; além de centenas em outras línguas, totalizando 24.286 manuscritos. O documento mais antigo confirmado, a Iliada de Homero, empalidece ante a soberania do Novo Testamento, com apenas 643 exemplares. Para piorar o espaço de tempo entre o original e a cópia mais antiga de outros textos antigos é igual ou superior a mil anos: mil anos para Tácito e César, 1.300 anos para Heródoto e 1.500 anos para Demóstenes. O espaço para Iliada de Homero não é conhecido. (SALES, 2016, pp. 122, 123)
Por. Rafael Félix.
Nenhum comentário:
Postar um comentário