sábado, 24 de julho de 2021

A Palavra de Deus e as Alegações de Seus Inimigos


Por Walson Sales


A princípio, o estudo da teologia é importante para o conhecimento de Deus no mundo, sem o qual tal conhecimento não poderia ser sistematizado de forma coerente, como acontece com o pluralismo religioso dos tempos pós-modernos. Ignorando os princípios estabelecidos na Palavra de Deus, conforme a sadia interpretação constante no maior princípio de interpretação da Bíblia Sagrada, o princípio da não-contradição. A coerência que permeia o Teísmo Cristão ultrapassa em muito as alegações do ateísmo bem como todas as demais religiões estabelecidas dentro do pluralismo religioso das nações. O fato de um Deus que se revela dentro de dois princípios, um geral e outro especial, sendo a revelação geral o testemunho das coisas criadas e a revelação especial de Deus, a Bíblia Sagrada. Formulado este pensamento podemos ter um panorama mais completo do Deus que se revela no seu Filho eterno Jesus Cristo. A história revela-nos fatos extraordinários e comprovadamente concretos da presença de um ser superior entre os homens, conforme apresentaram os profetas hebreus por meio da inspirada Palavra Profética. Observe-se que não foram predições sem importância ou subjetivas, porém, foram predições que fizeram parte da história da humanidade e abalaram as estruturas do mundo, reconhecidas historicamente, isso ninguém pode negar. Se alguém perguntar qual seria a objetividade dessas profecias e qual seu relacionamento com a história, poderíamos logo mencionar o “Fator Judaico” na história, com as Escrituras Sagradas dos hebreus e as profecias apresentadas ali, que são basicamente duas em forma geral: tratam basicamente da Nação de Israel e do Messias que viria de Deus para Israel e de Israel para o mundo. O messiado descrito nas profecias vai se estreitando de forma a impossibilitar o advento de um impostor na forma de messias, pois só nos EUA, nesse exato momento, existem cerca de 500 pessoas dizendo-se serem o Messias. Como veremos ainda que de forma breve.

Em Gênesis 3 fala que Ele viria da descendência da mulher. Em Gênesis 10 temos estabelecida a “Tabela das Nações”, de onde todos os povos da terra podem ser rastreados e encontrados em um dos 3 filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé. Porém, dois terços das pessoas do mundo inteiro foram descartadas, quando Deus escolheu a descendência de Sem. Depois é-nos informado que Ele viria da descendência de Abraão. Este teve 8 filhos, porém a descendência seria por intermédio de Isaque e depois Jacó. Jacó teve 12 filhos que são as 12 tribos de Israel, porém, mais uma vez, Judá foi o escolhido para “gerar” o Messias. De todas as famílias de Judá, foi escolhida a de Jessé, o belemita, e este, por sua vez, teve 8 filhos, sendo o mais jovem, Davi, pastor de ovelhas, sido escolhido para figurar entre a descendência messiânica. Ainda outras características podem ser alistadas para alongar e dificultar a possibilidade de alguém querer se passar pelo Messias. Em Isaias 7 é dito que ele deveria nascer de uma virgem e no capítulo 61 Ele realizaria muitos milagres e sinais e ensinaria uma mensagem de poder. Nos Salmos, aprendemos que Ele teria os pés e as mãos traspassados e isso foi profetizado 1000 anos antes do Império Romano criar a morte por crucificação. Incrível! Todas as cidades do mundo são descartadas quando Deus nos informa por intermédio do profeta Miquéias que Belém seria sua cidade natal, sendo o fato estarrecedor de que na época do nascimento de Jesus apenas uma em cada 200.000 pessoas nasciam em Belém, ou seja, era quase impossível nascer em Belém, mas Ele nasceu lá e cumpriu esta profecia de forma espetacular! Ademais o fato de que este personagem venceria a morte e ressuscitaria de entre os mortos para nunca mais morrer outra vez. Só um personagem se enquadra em toda esta trama, ainda que apresentada de forma resumida, o Senhor Jesus Cristo. Alguns expositores argumentam que são cerca de 6.300 profecias das quais 3268 já se cumpriram. Destas, cerca de 320 são profecias messiânicas que apresentavam o primeiro advento do Messias, todas cumpridas em Cristo. Peter Stoner, no livro A Ciência Fala (citado por Josh MacDowell), analisa a probabilidade de apenas 8 profecias do primeiro advento serem cumpridas em uma pessoa só (note que em Jesus se cumpriram cerca de 320), e descobriu que seria uma chance em 10 elevada a 17ª potência! Ou seja, uma chance em cem quadrilhões! Para entendermos melhor este número, se pegarmos todo o território do Estado de Minas Gerais e cobrirmos com moedas de um real a uma altura de 60 centímetros, depois lançarmos no meio de todas as moedas uma moeda pintada de vermelho. Então, uma pessoa com os olhos vendados iria caminhar em qualquer direção do Estado, por sobre 60 centímetros de moedas e onde quer que ele pare e se abaixe para apanhar uma moeda, teria que ser a nossa moeda vermelha. Incrível! Segundo o Teólogo René Pache (citado por Geziel Gomes), a segunda vinda (Parousia) é mais bem confirmada do que a primeira. Por quê? Só no Antigo Testamento são 1527 profecias que mencionam a segunda vinda do Cristo Bendito! A segunda vinda é mais bem confirmada do que a primeira!

Dentro da filosofia destes tempos trabalhosos, o relativismo tem tentado solapar a autoridade da Palavra de Deus e a negação de que existe uma “Verdade Absoluta” afronta o modo de vida ético e moral esposado pelos ensinamentos do Evangelho. É afirmado pelos proponentes do relativismo que o que é “verdade” aqui pode não ser no Oriente e em outros lugares. Dentro deste tipo de pensamento está o “pluralismo religioso”, que ensina que todo caminho leva a Deus e que não existe um padrão específico de religiosidade ou santidade. Virgindade é coisa do passado, alegam. Vida casta e a prática de abster-se do pecado como adultério, prostituição, promiscuidade e o costume de ingerir bebidas alcoólicas são coisas de pessoas “não-evoluídas”. Sendo o pecado incentivado em todas as classes da sociedade como obras louváveis, e se alguém não os pratica, deve logo ser descartado. Porém, analisando este pensamento, vemos muitas falhas no que tange a praticidade da vida e os resultados de uma vida santa ou de devassidão. Os resultados são devastadores para a sociedade que aceitam “normas” sem reflexão! É o que veremos, também de forma resumida. A questão de que não existe uma “Verdade Absoluta” dentro do relativismo é uma afirmação falsa em si mesma. Como podemos provar essa afirmação? Simples! Até os mais ferrenhos defensores do relativismo, aqueles que afirmam com muita convicção que “não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo!...”, também defendem que se algo não é verdadeiro, também não é digno de crédito! Para alguma coisa ser considerada digna de crédito ela tem que ser verdadeira, isso é ponto pacífico! Portanto a afirmação que diz: “tudo é relativo” para ser verdadeira tem que ser “absoluta”, senão será lançada no descrédito e será desvalorizada como não verdadeira! Partindo desse princípio, existe pelo menos “uma” verdade absoluta, segundo os próprios defensores do relativismo, destruindo a sua própria maneira de pensar: “tudo é relativo” é falsa em si mesma! Porque para “tudo ser relativo” ser verdade, tem que ser absoluto. Outro exemplo dentro deste modo de pensar é o uso que os relativistas fazem de medicamentos. Se levassem a efeito o que realmente defendem, poderiam levantar a questão que “tudo é relativo” e que esse “tudo” também inclui os medicamentos e o próprio tratamento receitado pelo médico além da enfermidade em questão e deveriam “segundo o que acreditam”, rejeitar o tratamento e o medicamento, pois “ele pode dar certo ou não, pois é relativo”. Porém, na prática não tomam essa atitude, mas atendem a solicitação médica como fator “absoluto” para melhorar ou ficar curado da enfermidade. Quando leem as bulas dos remédios ou produtos, poderiam descartar orientações de, por exemplo, super dosagem ou produto ofensivo à saúde e desobedecerem às orientações. Outra vez, não aplicam na prática o relativismo que defendem com tanta convicção filosófica. Outro dia eu dialogava com um entusiasmado relativista “amoroso”. Dizia ele que o casamento e a fidelidade conjugal era “relativa”, pois viver bem era o lema e ao homem era ordenado “possuir” e “fecundar” as mulheres e que esse negócio de “adultério”, “fidelidade” eram relativos. Então, resolvi fazer uma pergunta muito sincera. Perguntei: “o senhor acredita mesmo nisso?” ele respondeu: “piamente!”, sorrindo. Lancei a segunda pergunta: “porque o senhor não entrega sua esposa para outros homens fecundarem ela?”, ele respondeu enfurecido: “me respeite!”, então retruquei: “mas senhor, se o senhor realmente acreditasse no relativismo, isso não seria nenhuma ofensa, mas muito pelo contrário, o respeito é uma das virtudes da moral absoluta que emana de um ser Absoluto expresso nas suas criaturas!”. Fato é que muitas pessoas que defendem esse falso raciocínio estão engajados na luta pelos direitos humanos. Mas se o relativismo é real, a reivindicação dos direitos humanos é uma falácia, pois tanto faz se alguém é assassinado ou morre de fome, tudo é relativo. Que o diga a matemática, dois mais dois são quatro em qualquer lugar do mundo! Diante do que expus, fica claro que todas as mazelas que estão se perpetuando no mundo é basicamente pela rebelião e desobediência à Palavra de Deus. A Bíblia tem a solução para as misérias que pesam nos ombros da humanidade. Certa vez, fui confrontado quando afirmei que a Bíblia é a “solução” para o homem. A pessoa me desafiou dizendo que a Bíblia é como um livro velho ou uma moeda que não tem mais valor, então eu resolvi aceitar o desafio e lancei o problema para ele resolver com a sua mente pós-moderna. Eu disse: “se o mundo inteiro obedecesse ao que diz a Bíblia, todos os problemas da terra seriam resolvidos”, e ele disse: “você está louco!”. Então perguntei: “por quê?” e ele retrucou: “é que ela é ultrapassada e fora de moda, foi escrita pelo homem e ninguém sabe quem a escreveu!”. Então eu respondi: “você está redondamente enganado, não existe outro livro tão atualizado quanto a Bíblia”, e lancei o problema para ele resolver nos seguintes termos: “se o homem moderno observasse o que diz este livro, ‘não matarás’, ‘não adulterarás’, ‘não mentirás’, ‘não dirás falso testemunho’, ‘não roubarás’, ‘não cobiçarás a mulher do teu próximo e nem nada que ele possui’ e ainda ‘amarás a Deus sobre todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo’, será que os problemas, ou pelo menos a maioria, não seriam resolvidos?” e continuei: “iria diminuir quase a zero a taxa de homicídio, promiscuidade, crimes por ciúmes, doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS, furtos, roubos, sequestros, assaltos e a questão da fome seria resolvida, o Brasil não teria uma porcentagem tão alarmante de homicídios que ultrapassam os países em guerra!”, ele ficou calado, e eu continuei: “será que o divórcio causa algum tipo de trauma nas crianças que passam por esse tipo de problema? Na Alemanha (citado por Werner Gitt) quase 50% dos casais se separam e seus filhos são lançados em revoltas pessoais, psicológicas e nas drogas, isso não é um problema? E se as pessoas aceitassem o que a Bíblia diz que o casamento é vitalício, será que esse não seria um problema a menos?”. Silêncio! Ele não respondeu. Sabe por que? Porque as pessoas costumam aceitar costumes sem raciocinar e vão aceitando sem enxergar as consequências e sem perceber vão sendo lançados no fundo do poço pelo mesmo argumento que defendem. Portanto, temos a responsabilidade de confrontar esses ensinamentos com as armas da nossa milícia (2 Coríntios 10. 4). Arvoremos a bandeira do Calvário que tem como um de seus lemas, o seguinte: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8. 32, 36).

A Deus seja a glória!

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