Por Walson Sales
Originário do Hinduísmo, o Budismo é uma filosofia religiosa que engloba um conjunto de crenças, práticas e tradições. Foi fundado pelo príncipe Sidarta Gautama mais ou menos cinco séculos antes de Cristo. Gautama era um hindu praticante. Depois de abandonar o ascetismo e seguir o “meio termo”, rompeu completamente com o Hinduísmo, fundando uma nova religião. Diz-se que teve quatro encontros que mudaram a sua vida: encontrou um homem velho, outro doente, um cadáver e, finalmente, um ascético sadhu. Alguns conceitos hindus permaneceram no Budismo, como o ciclo de reencarnações e a libertação final chamada de Nirvana, apesar de nem todas as escolas budistas crerem em reencarnação. A palavra Buda significa “iluminado”. É a quinta maior religião do mundo com cerca de 250 a 500 milhões de seguidores. O caminho da libertação é uma jóia tríplice: o Buda, o Dharma (ensinamentos) e o Sangha (a comunidade). Segundo Buda, sua doutrina é “árdua, profunda e difícil”; é uma doutrina dos sábios. Alguns conceitos deixam à margem as crianças e as mulheres, as quais não podem obter o “céu”. Já os humildes, ignorantes e as massas consideram como “vil jugo” (STELA, 1971, p. 58-62). Inexplicavelmente, o Budismo é uma religião sem deus. Bedard observa que o Cristianismo é diferente das religiões e das seitas pagãs contemporâneas de muitas maneiras, mas, um das mais importantes é que o Cristianismo é uma religião histórica no seu sentido literal. Por religião histórica eu quero dizer que é um movimento de fé fundamentado nos eventos históricos, em vez do passado mítico, e suas histórias foram registradas próximas aos eventos reais (BEDARD, 2010).
Wallace (2014)[1] menciona que cada cosmovisão tem que responder três questões importantes. Primeira, “Como chegamos aqui”? Essa questão é fundamental para saber como vemos o mundo ao nosso redor e como entendemos o todo dentro deste mundo. Segunda, “Como as coisas se arruinaram”? Todos sabemos que há algo errado com o mundo em que vivemos e nossa cosmovisão nos ajuda a entender “o que” está errado. Finalmente, “como podemos corrigir o mundo”? Essa questão final é a culminação e a conclusão da nossa cosmovisão. Começamos com uma ideia de como chegamos aqui, mas, finalmente, achamo-nos respondendo a questão mais importante da vida. Ás vezes é difícil estabelecer uma história precisa e resumida do Budismo devido ao largo número de escritos diversos existentes e à falta de confiança dos documentos “históricos” fundamentais que cerca este sistema de fé. Mas alguns fatos podem ser entendidos razoavelmente.
O Budismo foi fundado por um príncipe hindu chamado Siddhãrtha Gautama, também conhecido como Sakyamuni (erudito do clã Sakya). Ele nasceu no norte da Índia (Sul do Nepal) mais ou menos em 500 antes de Cristo e, segundo as tradições budistas, ele tinha uma vida luxuosa e protegida até ter testemunhado os sofrimentos do mundo exterior. Ele foi duramente atingido pelas misérias que ele observou e, com a idade de 29 anos, abandonou sua vida de indulgências (deixou a esposa, filhos e o palácio) para procurar o significado do sofrimento humano. Ele tentou diferentes técnicas neste esforço, incluindo o ascetismo severo (privações corporais) e a meditação. Finalmente ele rejeitou o ascetismo e, um dia, com a idade de 35 (após muitos dias de meditação e buscas debaixo de uma [árvore] Bodhi, conhecida como “Figueira Sagrada”), ele alcançou o avanço espiritual. Ele percebeu certas verdades sobre a vida, morte, reencarnação, Carma e sofrimento. Seu avanço incluiu a percepção que ele teve de si mesmo sobre as contaminações dos desejos (incluindo fome e sede), ódio e ilusões.
Esse aspecto da inspiração foi o seu avivamento ou “iluminação”, motivo pelo qual tomou o título de Buda, que significa “O Iluminado”. Ele descreveu esse estado de liberdade dos desejos como um estado de “nulidade”, referido como o “Nirvana”, o ponto em que o ser é liberto do ciclo da vida, sofrimento, morte e reencarnação. O Budismo floresceu como um movimento monástico, então enfraqueceu na Índia (empurrada pelo Hinduísmo e Islã), mas se espalhou no Sri Lanka (Ceilão) e por toda a Ásia. Os alegados ensinos de Buda não foram colocados na forma escrita até séculos após sua morte. Diferentes concílios se juntaram na tentativa de “canonizar” os escritos budistas, mas até mesmo a historicidade desses vários concílios é incerta. Sendo assim, nós realmente não temos um corpo de ensino comumente aceito. Existem muitos “textos sagrados” que afirmam ser os ensinos de Buda ou de ser “consistente” com seus ensinos. Os mais conhecidos são a Tripitaka (filosofia, regras, sermões), várias Suttras (ensinos) e o “Livro dos Mortos” Tibetano (escrito por um antigo Monge Tibetano). Vários ramos e formas de Budismo têm justificado sua “ortodoxia” baseada em seus próprios relatos de concílios ou seus próprios escritos “inspirados”.
Ao longo do tempo, as duas maiores escolas (Theravada e Mahayana) emergiram como esses concílios ou foram aceitos ou rejeitados pelos seguidores:
Theravada - Um ramo do Budismo predominante no sudeste da Ásia: Tailândia, Burma, Cambodja e Laos. Historicamente, o nível de compromisso e sacrifício pessoal requerido para alcançar o “Nirvana” (ou “Nibbana”) é muito elevado neste ramo do Budismo. Portanto, a ênfase nas ordens de monges e freiras são as praticantes primárias do Budismo. Monastérios com grandes populações de monges são mais comuns neste ramo do Budismo. Burma (Myanmar), por exemplo, tem 500.000 monges.
Mahayana - Um ramo do Budismo predominante no Sri Lanka, Japão, Tailandia, China, Korea, Vietnam e Tibete. Nesta forma de Budismo, a prática da fé e o alcance do “Nirvana” está disponível a todos, incluindo as pessoas comuns. Budismo Tibetano (conduzido pelo Dalai Lama) ás vezes é considerado uma escola separada, mas incluído com frequência sob o Budismo de escola Mahayana. Outras seitas Mahayana muito conhecidas incluem o Budismo Zen e Nichiren (Japão). O Nichiren é distintamente “evangélico”, procurando derrubar outras crenças e ganhar convertidos (WALLACE, 2014).
O conceito de nirvana diverge sutilmente entre as escolas de budismo, mostradas acima de forma mais ampla:
O que é nirvana? As diferentes escolas do Budismo estão divididas quanto ao significado exato de nirvana. De acordo com Hick, as principais doutrinas são:
(1) interpretação Theravada mínima; Nirvana se entende, aqui, como mero estado psicológico. Só existe no monge budista vivo (arhat). Esta perspectiva está de acordo com a crença ateísta da extinção final - não existe nenhuma vida após esta vida.
(2) interpretação Theravada ortodoxa; O nirvana é uma realidade indescritível, muito além de nossa capacidade de compreensão. É onde o eu se torna um, ao unir-se com a realidade transcendental infinita.
(3) interpretação Mahayana de principal ramo; Enquanto alguns creem que nirvana significa extinção, Buda ensinou que nirvana poderia ser atingido nesta vida, visto que ele próprio o atingira. A aniquilação de que fala no estado do nirvana provavelmente refere-se ao aniquilamento de desejos, visto que livrar-se de anseios é livrar-se da roda cansativa, que implica algum fardo, chamado renascimento. Outra diferença entre as interpretações mahayanista e theravadinista do nirvana é que enquanto esta última separa o samsara (a roda dos renascimentos) do nirvana (liberação desta roda), a interpretação mahayanista funde ambas. Alcança-se a liberação quando a pessoa percebe que samsara é nirvana.
E (4) interpretação Mahayana Amida do budismo; Quando os infiéis, cheios, porém, de "amorosa confiança", apelam para Buda, este lhes confere seu mérito livremente, de tal forma que renascem na terra pura. Trata-se do paraíso, onde é muito possível obter-se o nirvana. Entretanto, "um paraíso gradual, em vez de nirvana, veio a constituir a principal esperança na imaginação religiosa dos budistas da terra pura (GEISLER e AMANO, 1992, p. 29, 30).
Está claro que existem conclusões, interpretações e escolas irreconciliáveis dentro do Budismo, que afirma ter de 300 a 400 milhões de seguidores no mundo (embora muitos sejam meros budistas “culturais”). Enquanto geralmente pensado ser uma religião, é mais uma filosofia espiritual. De fato, as seitas budistas variam de formas ateístas a politeístas, e algumas formas poderiam ser mais precisamente descritas como panteístas (afirmando que o “divino” está em todas as coisas). O Budismo é extremamente diverso e continua a se “adaptar”, talvez por causa da ausência de ensinos definitivos de Gautama, o Buda. Em adição a isso, a natureza dos ensinos básicos permite uma vasta gama de interpretações e modificações.
Perceba que o conceito de reencarnação no Budismo é a pedra fundamental para a evolução espiritual, semelhante ao conceito no Hinduísmo (na verdade originado dele) e praticado doutrinariamente no espiritismo. Como visto de forma geral, junto com o conceito de reencarnação no Budismo está aquilo que é inerente tanto ao Hinduísmo quanto ao espiritismo moderno: a “salvação” pelas obras ou esforços próprios. O Budismo defende que existem Quatro Nobres Verdades, que são, segundo eles, o problema do mundo e o caminho para a solução, que eles chamam de o Caminho Óctuplo. As Quatro Nobres Verdades são:
Existe sofrimento nesta vida (ou a vida É sofrimento);
O sofrimento é o resultado das intenções e desejos (ou a conexão);
Se libertar ou extinguir estes desejos e intenções encerrará o sofrimento;
A maneira de alcançar a liberdade (“nirvana”) é por meio do Caminho Óctuplo (WALLACE, 2014).
De posse dessa “revelação”, a salvação por esforço próprio é o cerne do próximo passo, o Caminho Óctuplo, que o budista deve se esforçar para praticar esta série de “entendimentos corretos” e “comportamentos”. Wallace (2014) também desvenda essa prática budista e a meta subdividida em três categorias, a saber: Sabedoria, Ética e Concentração:
Relacionado à “Sabedoria” (Prajñā or Paññā)
Este primeiro dos elementos do Caminho Octuplo provê um fundamento racional para o entendimento da realidade sob a perspectiva budista:
Visão Correta
Os budistas entendem esta “perspectiva”, “visão” ou “entendimento” como a habilidade de entender a maneira real como o mundo funciona; a habilidade de entender a realidade sob uma perspectiva budista, incluindo a realidade do Carma e do Sofrimento.
Intenção Correta
Este aspecto do caminho está relacionado à “determinação”, “aspirações” ou “desejos” do crente. Descreve a necessidade do crente de se libertar de qualquer desejo de fazer algo destrutivo ou imoral.
Se você perceber, todos os pontos doutrinários do Budismo foram abraçados, de alguma forma, pelo espiritismo, pois são doutrinas éticas. E esta parte do espiritismo é atraente, porque existem paralelos na cultura Judaico-Cristã.
Relacionado à “Ética” (Śīla or Sīla)
Os budistas não querem que suas ações externas prejudiquem suas mentes e sua habilidade de se concentrar. Por esta razão, certos esforços éticos são parte do caminho:
A Fala Correta
O Budismo convida os crentes a serem cuidadosos com suas palavras. Este aspecto do Caminho Octuplo proibe mentir, falar abusivamente ou usar linguagem imunda.
A Ação Correta
Este aspecto do caminho encoraja o budista a se treinar de maneira tal que possa ser capaz de agir de uma maneira moralmente elevada, não corrompendo ou atingindo outros.
Convivência Correta
O Caminho Octuplo também chama os budistas a procurar se empregar em um trabalho ou ocupação que não prejudicará outros seres vivos,seja diretamente ou indiretamente.
Perceba que algumas doutrinas são chamativas tanto no Budismo quanto no espiritismo e que essas nuances são basilares no Cristianismo.
Relacionado à “Concentração” (Samādhi)
Por fim, o Budismo ensina que os crentes devem treinar sua consciência elevada a fim de criar uma estrutura de autocontrole, através da qual a realidade pode ser verdadeiramente experimentada e entendida. Por esta razão, os aspectos remanescentes do Caminho são focados em áreas da “concentração”:
Esforço Correto
O Caminho convida os budistas a fazer um esforço contínuo para se libertar de todos os pensamentos, palavras ou ações agressivas, seja a si mesmos ou a outros em seus mundos. Eles são chamados a fazer um esforço moral contínuo e positivo.
Atenção Correta
Somando-se a isso, os budistas são chamados a permanecer mentalmente alerta; permanecendo constantemente em guarda àquelas influências do mundo que afetem seu corpo ou mente. Este aspecto do Caminho convida o crente a estar sempre alerta e consciente sobre se o que dizem e fazem é moralmente correto.
Concentração Correta
Por fim, o Caminho convida o budista a se engajar na prática da concentração correta, completada com a meditação, a fim de adentrar no que é conhecido como “jhana”, um estado de consciência que permite o crente desenvolver sabedoria e percepção da verdadeira natureza ao seu redor.
A meta do Caminho Óctuplo é entender a natureza da vida e compreender melhor as Quatro Nobres Verdades e eventualmente extinguir nosso “eu” e nossos desejos (bons ou maus), para, então, podermos finalmente alcançar o “Nirvana” (o estado de nulidade, não consciência ou “cegueira”). O caminho Óctuplo às vezes é chamado de “O Caminho do Meio”, já que nem é um ascetismo extremo nem uma via de indulgência. Mas em todos esses elementos do Caminho Óctuplo, está claro que o crente é cobrado com a responsabilidade por seu próprio crescimento ou desenvolvimento espiritual. Os budistas encontram a resposta em seus próprios esforços. Diferente de outros sistemas de fé, que clama a assistência de Deus, esta ideia de confiar em algo ou alguém além de si mesmo é estranho ao Budismo. Ele ensina que alguns de nós alcançamos o Nirvana, de fato. Propõe que o nosso mundo contém indivíduos que alcançaram a iluminação (buddhas e boddisatvas) mas que escolheram permanecer conosco nesta ilusão consciente para nos ajudar em nossa progressão espiritual (WALLACE, 2014). Outro pesquisador mostrou bem o caráter e a meta do Budismo em uma de suas ramificações no Ocidente, o Zen-Budismo, originada oficialmente na corrente budista japonesa no século VII da nossa era e popularizada nos Estados Unidos por Alan Watts. O Budismo Zen, assim como o Budismo, em si defende:
Nesse ensino percebem-se imediatamente três elementos comuns a todas as ideologias do Hinduísmo pós-védico, quais sejam, a transmigração [da alma, reencarnação] o carma, e a dissolução da individualidade. Resumindo o ensino de Buda da forma mais sucinta possível,pode-se dizer que o nascimento é sofrimento, a velhice é sofrimento, a doença é sofrimento, e o apego às coisas terrenas é sofrimento. O nascer e renascer, o ciclo da reencarnação, resulta da sede de viver inerente ao homem, aliada à paixão e ao desejo. A única maneira de alguém se libertar dessa sede é seguir a "senda óctupla": fé correta, vontade correta, linguagem correta, conduta correta, vida correta, esforços corretos e pensamento e meditação corretos (MARTIN, 1992, Vol. II, p. 22 - grifo nosso).
Assim como os conceitos gnósticos neoplatônicos sobre a matéria e o corpo, o Budismo defende a mesma coisa. Entretanto, um conceito está claro dentro desse sistema de salvação como "espírito puro", a dissolução da individualidade,[2] como mostrado acima. Na verdade, a aniquilação da individualidade como ser pessoal:
A meta do Budismo é atingir o nirvana, um termo de definição praticamente impossível, pela simples razão de que o próprio Buda nunca forneceu uma conceituação clara desse estado. Provavelmente ele mesmo também não possuía uma ideia clara dele. Vários de seus discípulos lhe perguntaram se o nirvana era um estado que se seguia à vida terrena, a existência celestial, ou se era uma aniquilação total. Mas ele se negou a responder a essas questões, pois uma característica de seu ensino era que se aplicava apenas a esta vida e pouco focalizava os problemas da filosofia meramente acadêmica ou do desconhecido...o bem supremo é ser liberto do carma e da reencarnação, o que se consegue através do conhecimento, e consiste na união ou absorção da alma humana pela Super Alma. Isso implica na aniquilação da individualidade. Nesse sentido, o nirvana é niilismo. Portanto, como os ensinos de Buda tacitamente ignoram qualquer conceito de divindade, parece que o nirvana implica na aniquilação da alma, e não na sua absorção (MARTIN, 1992, Vol. II, p. 22).
Perceba que o fato de "encarnar ou reencarnar" é um conceito terrível nessas filosofias, e a meta é se libertar delas para sempre, perdendo a pessoalidade. Entretanto, existe uma diferença significante entre a reencarnação no Budismo e no Hinduísmo. No Budismo, não existe um "eu", apenas um depósito de carmas anteriores; no Hinduísmo, o "eu" passa de um corpo a outro por meio da reencarnação. A reencarnação no Budismo está ligada à doutrina budista do "não-eu" (anatta). De acordo com o Buda, não existe o eu no "pós-vida" como nós conhecemos agora. O filósofo Sarvepalli Radhakrishnan diz o seguinte: "Não existe no Budismo tal coisa como a migração da alma, ou a passagem de um indivíduo de uma vida para a outra... não é o homem morto que vem ao renascimento, mas outra pessoa. Não há alma para migrar" (GEISLER e AMANO, 1992, p. 28). [3] Estão claras as incoerências internas no Budismo e sua falta de caráter vivenciável.
Resumindo portanto, segundo o Budismo, a fonte do sofrimento é o desejo. Elimine o desejo e você elimina o sofrimento. A meta, então, é o desapego completo. Para provar este ponto, Ravi Zacharias menciona que quando seu filho nasceu, o Buda (Siddhartha Gautama) afirmou a sua célebre frase: "Um obstáculo surgiu." Ou seja, ele viu seu filho como um obstáculo para a sua iluminação. O Buda então abandonou sua esposa e filho a fim de buscar o desapego. Ravi Zacharias compara essa resposta ao sofrimento com a resposta do Cristianismo:
"Não parece acidental que na noite que Gautama Buda deixou seu palácio para perseguir uma resposta à dor e ao sofrimento era a mesma noite que sua esposa estava dando à luz seu filho. Em sua busca para eliminar o sofrimento, ele realmente saiu e deixou sua esposa sozinha no meio de sua dor. Compare isso com o Deus da Bíblia, que veio ele próprio a este mundo na pessoa de Seu Filho para sofrer na cruz, para abraçar a dor e sofrimento para o bem da humanidade. Buda se afastou de seu filho e da dor. No cristianismo, Deus é parte integrante da solução". (Why Suffering?, p. 131).
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Notas:
[1] As informações sobre o Budismo foram retiradas de dois artigos do J. Warner Wallace, apresentados nas Referências pela pujança, importância e riqueza de detalhes. Salvo indicação ao contrário, destacado por citação.
[2] Outras formas da doutrina da reencarnação diferem com relação ao que acontece na hora da morte e à natureza do estado final de moksha, mas o padrão geral é retido. Os budistas dizem que a alma inconsciente (vinnana) continua, mas o eu (intelecto, emoções e consciência) é apagado na morte. Seu carma permanece no ciclo de renascimento chamado samsara. Há quatro interpretações do estado final do budismo, nirvana, que é atingido pela graça de Buda. O jainismo e o siquismo (doutrina seguida pelos siques) seguem os mesmos padrões do hinduísmo pessoal e impessoal, respectivamente. (GEISLER, 2002, p. 745, 746).
[3] Devemos uma palavra adicional, aqui, a respeito da perspectiva budista sobre o não-eu. Se você se lembra, o budismo, aceita a doutrina do anatta, ou “não-eu”. Os que interpretam esta doutrina como significando a não continuidade do eu após a morte – de modo que, efetivamente, é uma nova pessoa que “renasce” – seriam vítimas, parece-nos, de uma teoria do carma sem sentido. Diferentemente dos hindus, que crêem que o mesmo eu se reencarna em outro corpo, os budistas virtualmente extinguem o eu. (GEISLER, AMANO, 1992, p.90).
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Referências:
BEDARD, Stephen J. Christianity and Other Ancient Religions. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-christianity-and-other-ancient.html, acessado em 02/07/2021
GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética (L. Noronha, trad.). São Paulo: Editora Vida, 2002.
GEISLER, Norman; AMANO, J. Yutaka; Reencarnação: O Fascínio que Renasce em Cada Geração. (Tradução Oswaldo Ramos). 1. Ed. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1992
MARTIN, Walter. O Império das Seitas: Zen-Budismo, Islamismo, Fraternidade Rosacruz, Religiões Orientais, Mormonismo. (Tradução Myrian Talitha Lins). 1. ed. São Paulo: Editora Betânia, 1992, Volume II.
STELA, Jorge Bertolasso. Zoroastro, Buda e Cristo. São Paulo: Imprensa Metodista, 1971;
WALLACE, J. Warner. 22 Important Questions for the Buddhistic Wordview (2014). Disponível:http://coldcasechristianity.com/2014/22-important-questions-for-the-buddhistic-worldview/?utm_content=bufferd7f9d&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer, acesso 02/07/2021
WALLACE, J. Warner. A Bief Overview of Buddism (2014). Disponível: http://coldcasechristianity.com/2014/a-brief-overview-of-buddhism/?utm_content=buffere8772&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer, acesso 02/07/2021
ZACHARIAS, Ravi; VITALE, Vince. Why Suffering? Finding Meaning and Comfort When Life Doesn’t Make Sense. New York, NY: Faith Words, 2014
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