Jesus um Deus que merece ser adorado
O período de pouco mais de três anos em que se desenrolou seu ministério terreno, vemos nas Escrituras em diversos Textos Jesus sendo adorado e em nenhum momento reprovando tal adoração.
Mateus registra que um leproso se aproxima de Jesus e o adora, chamando-o de Senhor (Mt 8.2); mais a frente a narrativa mostra que um chefe da sinagoga, por nome Jairo presta adoração ao Mestre, implorando a cura de sua filha (MT 9.18). Até mesmo pessoas de origem gentílica, reconheciam a divindade da Jesus, lhe prestando adoração, como no relato da mulher Cananéia, que via Jesus como Deus, por isso o adorou (Mt 15.25). Existem ainda inúmeros Textos que relatam os homens rendendo adoração a Jesus, mas os mencionados são o suficiente para atestar o reconhecimento da divindade de Jesus, por boa parte de seus contemporâneos.
Os evangelhos demonstram em diversos trechos Jesus exortando aos homens que tivessem fé nele. Quando está prestes a ser assunto aos céus, Jesus dirige-se a seus discípulos e fala: “Crede em Deus, crede também em mim” (Jo 14.1). Esta fé não era inferior aquela que os homens deveriam dirigir a Deus, mas em um mesmo nível de igualdade. Diante do episódio de um jovem que era atormentado por demônios, Jesus viu-se diante de um pai incrédulo, pelo fato de seus discípulos não terem conseguido expulsar o demônio, Jesus cobrou dele fé, ao dizer: “Se tu podes crer” (Mc 9.23). Ao encontrar-se com o cego que houvera curado, Jesus o questiona que este cria no filho de Deus, o homem pergunta-lhe quem era Este, Jesus revela-se e imediatamente aquele homem professa sua crença e O adora (Jo 9:35-38). Nitidamente Jesus não aceitaria tal adoração se não fosse Deus, mas somente aceita pelo fato de ser o Deus encarnado na figura de homem.
Diante do que se examina nas Escrituras, é que o Cristianismo adora a Jesus como Deus que Ele é, sendo o centro do culto cristão em todo o mundo. Logo a idéia de que Ele pudesse ser criatura é abolida, visto que se isso fosse verdade, os cristãos estariam cometendo pecado de idolatria e blasfêmia, pois seu objeto de culto seria a criatura, ao invés do criador, além disso, as orações seriam abomináveis, pois estariam sendo dirigidas à uma falsa divindade (FERREIRA,2007).
Até os demônios testificam a divindade de Jesus
A divindade de Jesus é demonstra em todos os evangelhos de forma clara, detalhada ainda mais nas cartas do apóstolo Paulo, confirmada com propriedade nas epístolas gerais, sobretudo aos Hebreus, além do Apocalipse de João, que revela a glória final de Jesus, sua vitória triunfante sobre seus inimigos, no fim desta presente era. Em suma, toda a Escritura atesta Sua divindade, mas vale ressaltar que o Reino das Trevas, através de seus agentes, também confirmaram a Divindade do filho de Deus, em diversas ocasiões. Só o fato dos demônios se sujeitarem á pessoa de Jesus já é mais que o suficiente para confirmar sua divindade, além disso, há ainda a sujeição “apenas” ao Seu nome, que tem autoridade sobre tais seres maléficos, sendo esta autoridade conferida pelo próprio Jesus a seus seguidores (Mc 16:17). No entanto, as Escrituras mencionam que os espíritos malignos evidenciavam a divindade de Jesus em diversas ocasiões, narrada nos evangelhos.
Ao dirigir-se a casa de Pedro onde sua sogra estava enferma, trouxeram a Jesus uma multidão de enfermos e pessoas com espíritos malignos, foi necessário Jesus expulsá-los sem que eles falassem, pois sabiam que Ele era o filho de Deus (Mc 1.34); Jesus estando em uma das sinagogas de Cafarnaum, um espírito maligno que estava em um homem exclamou: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus (Mc 1.23).
Até mesmo os espíritos imundos tinham que se prostrar diante de Jesus, Marcos registra: E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele e clamavam dizendo: Tú és o Filho de Deus (Mc 3.11). Um dos episódios mais marcantes sobre a ação de Jesus em expulsar demônios, se deu nas terras de Decápolis, precisamente em Gadara, onde o Texto mostra um homem possesso por uma legião de demônios, por essa razão possuía uma força sobre humana, de modo que correntes e grilhões eram esmigalhados por sua força sobrenatural, no entanto quando Jesus pisa naquelas terras, o endemoninhado sai ao seu encontro, o adora e fala: Que tenho eu contigo, Jesus Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes (Mc 5.6,7). A fala é nítida em reconhecer a divindade de Jesus, e no decorrer do Texto, ao receber a ordem de serem expulsos, os demônios, que pedem permissão a Jesus para entrarem numa manada de porcos que por alí estavam, e assim foram ao receber a permissão, demonstrando dessa forma a superioridade que Jesus possui, e o reconhecimento dos agentes do mal, quanto ao fato de Jesus ser Deus.
Por
Edson Moraes
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