ACADÊMICOS, nome dado àqueles filósofos que adotaram as doutrinas de Platão. Eles foram assim chamados por causa da Academia, um bosque perto de Atenas, onde eles freqüentemente se entregavam às suas contemplações. Dizem que a Academia deriva seu nome de um tal de Academo, um deus ou herói popularmente assim chamado. Dessa forma, Horácio,
Atque inter sylvas Academi quaerere verum.
[E nos bosques de Academo para procurar a verdade.]
Os acadêmicos são divididos em: os da primeira academia, que ensinavam as doutrinas de Platão em sua pureza original; os da intermediária ou segunda academia, que diferiam substancialmente dos primeiros, e se inclinavam ao ceticismo; e os da nova academia. A escola intermediária afirmou como princípio que não devemos confiar em nossos sentidos e em nossa razão, mas que nos casos triviais devemos nos adaptar às opiniões recebidas. A nova academia sustentava que não temos meio de distinguir a verdade, e que as aparências mais evidentes podem nos conduzir ao erro. Eles admitiam ao homem sábio uma opinião, mas negavam-lhe certeza. Eles criam, entretanto, que era melhor seguir a maior probabilidade, o que era suficiente para todos os propósitos úteis da vida, e afirmavam regras para a obtenção da felicidade. A diferença entre a academia intermediária e a nova parece ter sido esta, que embora eles concordam quanto à imbecilidade da natureza humana, todavia a primeira negava que as probabilidades serviam para alguma coisa na busca pela felicidade, e a última as considerava como proveitosas para tal finalidade. A primeira recomendava uma conformidade com as opiniões recebidas, e a última permitia aos homens suas próprias opiniões. Na primeira academia, Speusipo ocupou a cátedra; na segunda, Arcesilau; e na nova ou terceira academia, Carneiades.
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