O Poder Explicativo do Ateísmo Versus Teísmo Cristão
Por Kenneth Richard Samples
A visão do cético explica melhor as coisas do que a visão Judaico-Cristã? Somos mais sensatos em aceitar uma explicação mais robusta, mais ampla e menos elaborada - uma vez que é mais provável que seja verdade - do que confiar em cenários isso-poderia-ter-acontecido-desta-forma e outros argumentos frágeis.
Paul Copan, Loving Wisdom
Eles chegaram em 2007 cheios de livros, anunciando uma forma animada e estridente de descrença. Os quatro cavaleiros do novo ateísmo lideraram as listas de best-sellers com The God Delusion, [Deus, Um Delírio] de Richard Dawkins; Letter to a Christian Nation [Carta a uma nação cristã], de Sam Harris; God Is Not Great [Deus não é grande], de Christopher Hitchens; e Breaking the Spell [Quebrando o Encanto], de Daniel C. Dennett. Esses autores alertam sobre o apocalipse global se o Cristianismo e outras religiões continuarem a guiar as ideias e ações das pessoas.
Como se não fosse nada, a influência considerável dos novos ateus atingiu em cheio as pessoas de fé - especialmente à luz das declarações assumidamente cáusticas desses novos ateus. Dawkins compara a crença em Deus a um tipo de “vírus mental” e descreve os pais que dão instrução religiosa a seus filhos como uma forma de abuso infantil.[138]
Ironicamente, os novos ateus parecem preocupados com o ser que eles insistem inflexivelmente que não existe. Se os ateus estão corretos e Deus não existe, então como uma pessoa justifica realidades tão significativas da vida como o cosmos, a ciência, a matemática, a lógica, os valores morais e a experiência religiosa?
Quarta Ideia Perigosa Do Cristianismo Histórico: Deus dá Sentido a Realidade
As realidades mais significativas da vida correspondem melhor com Deus sendo real (neste caso, o Deus do Teísmo Cristão) ou com Deus não sendo real (naturalismo ateu)? Certamente a existência ou a não existência de Deus impacta todas as áreas da vida e pensamento humano, incluindo concepções do que é real, o que é verdadeiro, o que é racional, o que é certo, o que é valioso e o que é significativo. Porque a concepção que alguém tem de Deus (seja como real ou não) é o contexto de sua visão de mundo geral, o naturalista ateu e o teísta Cristão, portanto, veem toda a realidade de maneiras essencialmente diferentes. Em outras palavras, o teísta Cristão pensa que vive em um universo criado e sustentado por Deus, enquanto o naturalista ateu pensa que vive em um mundo sem Deus.
Este capítulo e no próximo defendo que faz sentido acreditar na existência do Deus da Bíblia. A evidência e a razão se combinam para sugerir que o Deus bíblico do Cristianismo histórico explica melhor as muitas realidades fundamentais e profundas que todos encontramos na vida.
Como Teístas e Ateus Raciocinam Sobre Deus
Teístas e ateus raciocinam de maneira diferente sobre Deus e o mundo. Uma objeção cética comum ao empreendimento da apologética Cristã é que os crentes se engajam em uma forma de raciocínio do tipo deus-das-lacunas. Essa acusação significa que o crente em Deus normalmente atribui lacunas no conhecimento - especialmente no conhecimento científico - a algo que Deus fez. Por exemplo, quando a ciência não consegue explicar como o universo surgiu ou como a vida se originou na Terra, o apologista Cristão é rápido em apontar para Deus como a causa ou explicação. Assim, a acusação do cético é que os Cristãos nada mais fazem do que dar um nome à sua ignorância: Deus. Nenhuma explicação real e adequada, diz o cético, é fornecida simplesmente apelando a Deus como causa ou fonte.
O naturalista ateu (uma pessoa que acredita que o cosmos físico é a realidade última) assume que, com tempo suficiente, a exploração científica descobrirá uma explicação naturalista para tudo o que agora é inexplicável. Dawkins respondeu desta forma ao argumento do defensor do design inteligente Michael Behe quando este se baseou na complexidade irredutível - a ideia de que a complexidade de algumas formas de vida não pode ser explicada por meio de etapas evolutivas graduais. Dawkins e outros naturalistas dizem que atribuir mistérios científicos a Deus é ilegítimo e até sufoca a descoberta científica.
Não se pode deixar de notar como os naturalistas estão arraigados em sua própria cosmovisão. Quando se trata de ciência, apenas explicações físicas e materiais são permitidas (chamadas de naturalismo metodológico); o sobrenatural é excluído a priori (sem exame). Além disso, alguns naturalistas expressam confiança excessiva de que descobertas futuras explicarão a realidade. Porém, tendo em vista que eles não vivem no futuro, é ilegítimo apelar para expectativas de evidências do futuro para explicar a realidade presente. Essa forma falha de raciocínio constitui a falácia do argumentum ad futurus - em outras palavras, aceitar uma conclusão porque as evidências futuras a apoiarão. Ironicamente, isso poderia ser chamado de raciocínio do naturalismo-das-lacunas.
Embora a ciência moderna tenha tido sucesso em explicar muitos aspectos do universo, alguns observadores do empreendimento científico reconhecem que a ciência pode ter atingido seus limites ao explicar as maiores questões da existência.[139] Essas fronteiras podem não permitir respostas a questões profundas sobre a origem do universo, a origem da vida e a origem da consciência. Se essa perspectiva contestada estiver perto de ser verdadeira, então as grandes explicações naturais da ciência podem ter se exaurido. Nesse caso, o naturalismo como cosmovisão não foi capaz de explicar adequadamente a realidade. Dado este cenário pessimista (sob uma perspectiva naturalista), talvez apelar ao sobrenatural para explicar a realidade pode ser legítimo, afinal.
Independentemente do curso tomado pelos naturalistas, a maioria dos teístas Cristãos sofisticados se abstém de depender de uma forma de raciocínio do tipo deus-das-lacunas. Em vez disso, os estudiosos Cristãos tendem a apelar para Deus como uma inferência da melhor explicação (veja o capítulo 4 sobre a descrição do raciocínio abdutivo). Essa forma de raciocínio lógico se assemelha à maneira como os detetives, advogados, historiadores e cientistas investigam. Por exemplo, os cientistas às vezes postulam ideias que não são observáveis para explicar os dados observados (considere, por exemplo, matéria escura e energia escura). Essa abordagem postula o Deus bíblico como a melhor explicação para todas as realidades significativas da vida.
Os pensadores cristãos não assumem ingenuamente a atividade ou intervenção divina como uma explicação para tudo o que os humanos ainda não podem explicar. Em vez disso, eles oferecem uma teoria explicativa genuína para a natureza das realidades da vida. Para muitos, a inferência da melhor explicação (abdução) serve como a abordagem mais poderosa e convincente para explicar a realidade.
Poder Explicativo e Teste de Escopo
Até que ponto um sistema de crenças explica os fatos da realidade (poder), e até que ponto vai a extensão dessa explicação (escopo)? Um sistema de crenças viável explica os fenômenos do reino material e da vida em detalhes suficientes. Essa descrição deve levar em conta o que pode ser observado externamente (no universo físico) e internamente (nas esperanças, desejos e aspirações). Um sistema de crenças adequado explica uma ampla gama de dados. Quanto mais profundo for o poder explicativo, maior será a certeza de que se está encontrando uma visão verdadeira da realidade. Assim, a melhor explicação tem especificidade de detalhes (poder) e amplitude satisfatória (escopo).
Robert A. Harris fornece uma ilustração útil deste teste para o raciocínio de uma cosmovisão:
Quando os detetives examinam a cena de um crime, o objetivo é desenvolver uma narrativa de eventos - uma história - que explique o máximo possível de detalhes das evidências da maneira mais plausível possível. Em outras palavras, eles desenvolvem uma hipótese que dá conta dos fatos. Da mesma forma, uma cosmovisão pode ser vista como uma hipótese que visa levar em consideração tantos fenômenos observados do mundo, da vida e da experiência quanto possíveis de uma forma coerente e unificada. Quanto mais fenômenos podem ser razoavelmente e plausivelmente explicados por uma dada hipótese, maior é o poder explicativo dessa hipótese.[140]
Dados tais critérios como profundidade e amplitude, o Deus do Cristianismo histórico fornece uma base metafísica sólida e consistente para explicar o mundo em que vivemos.[141] Considere seis exemplos:
1. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente plausível para a existência do universo.
Considere a seguinte forma de argumento cosmológico.[142] (Em um argumento lógico, as premissas fornecem o suporte enquanto a conclusão faz a reivindicação central.)
Premissa 1: Tudo o que existe requer uma explicação de sua existência na necessidade de sua própria natureza ou em uma causa externa.
Premissa 2: Se o universo físico (que não é necessário) tem uma explicação para sua existência, essa explicação é uma causa externa (Deus).
Premissa 3: O universo existe.
Conclusão: Portanto, a explicação da existência do universo é Deus.
Para que um argumento como este seja aceitável, duas coisas são necessárias: (1) As premissas devem implicar logicamente na conclusão, e (2) as premissas devem ser todas verdadeiras ou aceitáveis (cada premissa deve estar fundamentada como viávelmente verdadeira).
Ao analisar esse argumento, existe uma conexão inferencial sólida entre as premissas e a conclusão - portanto, o argumento emprega o raciocínio adequado. A questão então permanece se todas as premissas são verdadeiras.
A premissa 1 parece mais racionalmente plausível do que sua negação. O filósofo Richard Taylor sugere que descobrir uma bola grande e translúcida no chão enquanto se caminha na floresta requer uma explicação adequada. Propor que a bola existe inexplicavelmente como uma realidade bruta é racionalmente inaceitável. Além disso, Taylor propõe que mesmo que a bola fosse do tamanho do universo, esse fato não elimina a necessidade de uma explicação adequada para a existência da bola.[143]
Parece logicamente complicado propor - como fazem alguns ateus - que cada aspecto do universo requer uma explicação adequada, exceto o cosmos como um todo. E o universo não mostra nenhum sinal de ser uma realidade necessária, que é por definição não causada, independente e autoexplicativa. Em outras palavras, uma realidade necessária não pode não existir (em outras palavras, ela deve existir). Em vez disso, o cosmos exibe sinais claros de ser uma realidade contingente. Uma realidade contingente, por definição, é algo que é causado (tem começo), é dependente (um efeito) e carece de uma explicação em si (é deixada sem explicação). Uma realidade contingente poderia existir ou não, mas certamente não poderia surgir do nada.
A premissa 2 também parece ser racionalmente plausível por duas razões básicas: (1) Esta premissa é consistente com a afirmação comum de que, se Deus não existe, a existência do universo é deixada sem explicação. (2) A premissa pode se firmar em seu próprio fundamento como verdadeiramente viável. Como o filósofo William Lane Craig observa, "Uma causa externa do universo deve estar além do espaço e do tempo e, portanto, não pode ser física ou material."[144] Além disso, Craig aponta que apenas dois tipos de realidades podem servir como transcendentes, agentes causais não físicos, ou seja, entidades abstratas (como equações matemáticas) ou uma mente inteligente. Mas entidades abstratas, por sua própria natureza, são causalmente impotentes. Somente agentes pessoais possuem o poder de desejar que as coisas existam. Assim, Craig afirma à luz da premissa 2, "Segue-se que a explicação do universo é uma mente externa, transcendente e pessoal que criou o universo - que é o que a maioria das pessoas tradicionalmente entende por 'Deus'."[145]
A premissa 3 é uma verdade evidente para todos os que não são panteístas monistas ou solipsistas de algum tipo. Portanto, a conclusão de que "a explicação da existência do universo é Deus" permanece como uma explicação racionalmente plausível.
2. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente plausível para o início do universo.
Duas linhas poderosas de evidência científica atestam o início do universo.[146]
Primeiro, de acordo com a teoria científica aceita sobre a origem do universo (cosmologia do big bang), o universo teve um início singular há cerca de 14 bilhões de anos. Toda matéria, energia, tempo e espaço emergiram em uma explosão cataclísmica, mas controlada de calor e luz extremos. O modelo cosmológico básico do big bang, adotado por quase todos os cientistas pesquisadores e baseado em extensas evidências e testes astronômicos,[147] demonstra que o universo não é eterno, mas teve um início específico há um período finito de tempo no passado.
Os principais astrofísicos John Barrow e Joseph Silk falam do início do universo em termos filosóficos impressionantes (se não bíblicos): “Nossa nova perspectiva é mais semelhante à imagem metafísica tradicional da criação a partir do nada, pois prediz um início definido para os eventos no tempo, na verdade, um começo definido para o próprio tempo.”[148]
Em segundo lugar, o conceito de entropia (uma parte fundamental da segunda lei da termodinâmica) fornece uma confirmação adicional de que o universo teve um começo. Este princípio bem estabelecido indica que a energia do universo está sendo gradual e igualmente distribuída em todos os lugares. (Por exemplo, o calor flui de corpos quentes para corpos frios.) Assim, chegará um momento (se a natureza seguir seu curso) em que o "equilíbrio térmico" (todos os locais no universo manifestam a mesma temperatura)[149] resultará em que toda atividade física será interrompida. No entanto, se o universo é eterno, por necessidade, isso já teria acontecido. Portanto, o princípio da entropia apóia a visão de que o universo existe apenas por um período finito de tempo.
Existem também razões filosóficas para duvidar de que o universo existe eternamente. Se o universo não teve começo, então o número de eventos passados na história do cosmos é verdadeiramente infinito. Mas essa conclusão leva a consequências paradoxais, se não absurdas. Como o evento presente poderia acontecer se um número infinito de eventos anteriores teve que precedê-lo? Chegar ao final de um infinito real levanta sérias questões sobre a coerência lógica.[150]
Sabendo que o universo teve um início singular há um período finito de tempo no passado, não se pode contornar facilmente a lógica simples, mas convincente, apresentada em outra versão do argumento cosmológico conhecido como Kalam:[151]
Premissa 1: Tudo o que começa a existir tem uma causa para sua existência.
Premissa 2: O universo começou a existir.
Conclusão: Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.
A premissa 1 simplesmente reflete o princípio padrão de causalidade científica. A velha máxima científica e filosófica ex nihilo nihil fit afirma: do nada, nada vem. E, como discutido anteriormente, a premissa 2 é bem apoiada pelo consenso científico e pelo raciocínio filosófico.
Visto que as premissas do argumento cosmológico Kalam parecem ser verdadeiras e razoáveis, então a conclusão deve ser considerada como uma explicação racionalmente plausível para a origem do universo. Falando abdutivamente, Deus parece ser a melhor explicação de por que o universo teve um início.
Possíveis lacunas para o início do universo
Ao longo da história, as pessoas propuseram explicações que não requerem um criador divino. Mas essas opções naturalísticas são limitadas, carentes de evidências e de coerência. Vamos considerar algumas.
Uma primeira opção é olhar para o Oriente. O que descobrimos é que as cosmologias das religiões Orientais se dividem de duas maneiras básicas. Na tradição monística panteísta, o cosmos é descrito como sendo uma realidade ilusória (maya no hinduísmo) ou como uma emanação do ser de Deus. Essa visão religiosa e mística que combina Deus com o cosmos não oferece nenhuma maneira de classificar a verdade em bases racionais e científicas. Além disso, as cosmologias básicas do Hinduísmo e do Budismo afirmam que o universo não tem começo nem fim[152] - uma perspectiva cosmológica que simplesmente não condiz com as melhores evidências científicas sobre a origem do universo.
A segunda opção sugere que o universo de alguma forma causou ou criou a si mesmo. Isso, no entanto, é imediatamente reconhecido como uma conclusão irracional porque, para se criar, o universo teria que existir antes de existir - um claro absurdo. Algo não pode existir e não existir ao mesmo tempo e da mesma maneira.
Uma terceira opção é que o universo simplesmente surgiu do nada e por nada (ou de ninguém). Isso, no entanto, também é irracional porque algo não pode ser derivado do nada absoluto (sem energia, sem matéria, sem espaço, sem tempo, sem poder, sem mente, sem razão, sem potencial, etc.). Um efeito não pode ser maior do que a causa e, neste caso, a causa é o nada. Concluir o contrário é violar um dos princípios fundamentais da lógica e do empreendimento científico: a causalidade.
Uma quarta opção exótica e quase científica é concluir que existem múltiplos universos (chamados de multiverso[153] ou a hipótese dos muitos mundos). Essa ideia postula que um número quase infinito de universos pode ter surgido, acionado por um mecanismo gerador de universos que está além da física do universo conhecido. De acordo com seus defensores, os seres humanos ganharam na loteria cósmica ao emergirem de processos naturais no que pode ser o único universo que possui todas as características físicas estreitamente definidas necessárias para permitir a vida complexa.
Essa teoria exótica, embora tenha alguma base em matemática especulativa (ainda a ser verificada), deve superar sérios obstáculos. Vamos considerar sete desses problemas:
1. Ainda não há dados empíricos diretos que apóiem a existência desses múltiplos universos ou do mecanismo que supostamente os produz. Portanto, o princípio do multiverso atualmente não pode ser verificado nem falsificado - um fator definidor no empreendimento científico.
2. Naturalistas ateus, geralmente rápidos em invocar o princípio da navalha de Ockham,[154] devem considerar se esta teoria exótica multiplica entidades além da necessidade ou é possivelmente ad hoc por natureza.
3. Presumir que este multiverso existe pode equivaler a um tipo de falácia de regressão infinita. Em outras palavras, como o multiverso (ou a soma total de regras e leis que o regem) começou e qual é sua fonte?
4. Os naturalistas estão dispostos a apostar seu destino em uma teoria especulativa invisível e não verificada (provavelmente não verificável), quando perseguem os Cristãos por considerarem argumentos como a aposta de Pascal?[155]
5. O multiverso parece ser de natureza virtualmente metafísica (além do físico). Portanto, pode essa teoria ser apenas naturalista quando emprega um mecanismo que existe fora da esfera física?
6. Alguns dos principais defensores da teoria do multiverso admitiram que qualquer universo no estado de expansão cósmica deve ter tido um início absoluto.[156] Assim, a teoria do multiverso é incapaz de se esquivar de questões filosóficas e científicas sobre um começo e uma causa.
7. Se alguma versão do multiverso for de alguma forma mostrada como verdadeira, a teoria em geral não é incompatível com o teísmo Cristão. A Bíblia ensina que Deus criou pelo menos uma outra esfera de realidade além do mundo do tempo-espaço (Colossenses 1:16).
Portanto, como uma hipótese altamente especulativa e não falsificável, a visão do multiverso não pode servir como um desafio viável à noção de que o universo teve um começo e um ser que tornou esse começo possível.
Hawking diz que não há necessidade de Deus
E se alguém da estatura de Stephen Hawking disser: “Deus pode existir, mas a ciência pode explicar o universo sem a necessidade de um criador”? Assim disse o famoso físico teórico no programa Larry King Live da CNN em 2010.[157] E em seu livro popular de ciência The Grand Design,[158] Hawking e seu colega físico Leonard Mlodinow argumentam que invocar Deus não é necessário para explicar a origem do universo e que o big bang é a consequência apenas das leis da física.
Os autores afirmam categoricamente:
Porque existe uma lei como a gravidade, o universo pode e irá se criar do nada. A criação espontânea é a razão de haver algo em vez do nada, esse é o motivo pelo qual o universo existe, e o motivo de existirmos. Não é necessário invocar Deus para provocar o começo do universo e colocar o universo em funcionamento.[159]
Algumas perguntas parecem adequadas à luz da afirmação metafísica ousada e infundada de Hawking e Mlodinow:
• Se existem múltiplos universos e um mecanismo gerador de universos além do espaço e do tempo que os aciona, então qual é a melhor explicação para a origem desse fenômeno?
• Se houver um conjunto de leis metafísicas que ficam além do multiverso, essas leis são mais bem explicadas como o produto de uma mente ou como o produto de uma não-mente?
• Se essa lei da gravidade de que falam Hawking e Mlodinow é alguma metarrealidade abrangente, então como sua origem é melhor explicada senão por Deus?
• Se o agente causal final por trás de tudo (incluindo o multiverso) é um princípio ou lei impessoal, então como é possível para tal princípio impessoal explicar adequadamente tais realidades pessoais como consciência, personalidade, mente, racionalidade, moralidade, beleza e significado?
• Se os seres humanos são uma coleção aleatória de moléculas e o produto de um processo não dirigido e sem o processo mental, então como é possível confiar na racionalidade humana no estudo da ciência e ter confiança de que a mente humana produz crenças verdadeiras sobre a realidade?
Eliminar o envolvimento de Deus na criação do universo parece ser tão desafiador quanto considerar os filhos separados da existência dos pais.
3. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente mais plausível para a complexidade da ordem, design e elegância evidentes no universo.
Até o ateu mais convicto teria de admitir que o universo exibe uma ordem, regularidade, complexidade e inteligibilidade incríveis. O eminente físico e cosmológo Paul Davies comenta sobre a notável elegância evidente no cosmos:
Toda ciência parte do pressuposto de que a natureza é ordenada de maneira racional e inteligível. Você não poderia ser um cientista se pensasse que o universo era uma confusão sem sentido de probabilidades e fins justapostos aleatoriamente. Quando os físicos investigam um nível mais profundo da estrutura subatômica ou os astrônomos estendem o alcance de seus instrumentos, eles esperam encontrar uma ordem matemática adicional elegante. E até agora esta fé foi justificada.[160]
A aceitação geral pela comunidade científica do princípio antrópico - a visão de que as leis da natureza parecem ser ajustadas para permitir a existência de vida humana - aumentou a intuição de que o universo é o produto de um projetista cósmico.[161] A surpreendente complexidade, harmonia e organização do cosmos em permitir a vida humana são evidenciadas desde o ajuste fino das constantes fundamentais da física, à natureza correta da galáxia e do sistema solar, aos blocos de construção [elementos químicos] carregados de informações conhecido como código genético, talvez até a conquista teleológica culminante: a incrível complexidade da relação cérebro-mente humana.
Os físicos costumam falar das quatro forças fundamentais da natureza - gravidade, eletromagnetismo, forças nucleares forte e fraca - como tendo uma gama muito estreita de valores que permitem a vida. Se essas forças fossem alteradas, mesmo que ligeiramente, esse equilíbrio seria arruinado e a vida não seria possível. Surpreendentemente, o vasto universo exibe todas as características precisas para ser acolhedor à vida (representando o Efeito Cachinhos Dourados).* O filósofo da ciência Robin Collins comenta sobre a extensão e o equilíbrio do design no cosmos para permitir a vida: “Quase tudo sobre a estrutura básica do universo - por exemplo, as leis e parâmetros fundamentais da física e a distribuição inicial de matéria e energia — está equilibrado no fio da navalha para que a vida ocorra. ”[162]
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*nota do tradutor: O princípio de Cachinhos Dourados é assim chamado por analogia à história infantil Cachinhos Dourados e os Três Ursos, em que uma garotinha chamada Cachinhos Dourados prova três pratos diferentes de mingau e prefere o mingau que não é nem muito quente nem muito frio, mas que tem a temperatura ideal.
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Os muitos elementos necessários ajustados no universo para permitir o surgimento de seres humanos levaram o físico Freeman Dyson a fazer a seguinte declaração provocativa: “Quanto mais eu examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, mais evidências encontro de que o universo em certo sentido sabia que estávamos chegando.”[163]
Ao pensar sobre este universo ordenado e favorável à vida, considere a seguinte forma de ajuste fino ou argumento teleológico (da palavra grega telos— "fim", "propósito", "completude") que pretende demonstrar a existência de Deus a partir do design evidente no universo:[164]
Premissa 1: O ajuste fino do universo deve resultar da necessidade física, acaso ou design.
Premissa 2: O ajuste fino do universo não resulta da necessidade física ou do acaso.
Conclusão: Portanto, resulta do design.
O raciocínio básico desse argumento parece válido. Portanto, para dar o próximo passo, devemos olhar para a verdade das premissas.
A primeira premissa é indiscutível. Ela simplesmente fornece a gama de opções para explicar o extraordinário ajuste fino do universo.
A segunda premissa carrega o peso real do argumento ao rejeitar tanto a necessidade física (o universo deve ter as qualidades que possui) quanto o acaso (as qualidades do universo são o resultado de sorte ou acidente). Muitos cientistas proeminentes dão razões para rejeitar ambas as opções naturalistas.
Com relação à necessidade, Davies insiste que o universo não é conseqüência inevitável das leis fixas da natureza e das condições iniciais. Antes, o cosmos poderia ter seguido uma vasta variedade de resultados contingentes potenciais. Ele escreve: "Parece, então, que o universo físico não tem que ser do jeito que é: poderia ter sido de outra forma."[165] Parece que o consenso da comunidade científica agora concorda com Davies que as leis da física não necessitam de um universo que seja acolhedor para a vida humana.
Com relação ao acaso ser responsável pelo ajuste fino do universo, o físico Roger Penrose calculou a chance, ou a formação cega de nosso universo como uma parte em 1010 (123) [10 elevado a 10 elevado a 123]. Esse número (na medida em que possa ser compreendido) é tão absurdamente improvável que torna o acaso nem mesmo uma consideração racionalmente plausível.[166] Mas, independentemente de se aceitar o cálculo de Penrose, a comunidade científica reconhece a incrível improbabilidade de uma explicação casual do ajuste fino do universo.
Dado que a necessidade física e o acaso não são explicações racionalmente plausíveis, parece que o design é a melhor, senão a única explicação razoável. O filósofo Paul Copan faz a seguinte observação: “O design parece a opção preferível pelo seu maior poder explicativo. Se Deus existe, um universo delicadamente equilibrado não é surpreendente. Se Deus não existe, o choque é apropriado.”[167]
Mas algo mais do que improbabilidade torna a posição naturalista racionalmente insustentável. Se alguém abraçar a visão evolucionista de que os órgãos sensoriais e as faculdades cognitivas dos seres humanos são o resultado de processos estritamente naturais, então como alguém pode confiar que as coisas que observamos correspondem à realidade?[168] Por uma questão de prática razoável, quase ninguém aceita a ideia de que a informação, o conhecimento e a verdade possam vir de uma fonte aleatória e acidental. Como alguém pode, então, justificar razoavelmente os empreendimentos racionais como lógica, matemática e ciência se o cérebro e a mente humanas são o resultado de um acidente irracional e não mental? O naturalismo, com efeito, afirma que a vida, a mente, a personalidade e a razão vieram de uma fonte que carecia de todas essas qualidades. Esse efeito certamente seria muito maior do que sua causa!*
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*nota do tradutor:
Argumento da Razão. C. S. Lewis escreveu: Supondo que não houve nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma mente criativa. Nesse caso, ninguém projetou o meu cérebro com a finalidade de pensar. Trata-se apenas de que quando os átomos dentro do meu crânio se movem, por motivos físicos ou químicos, de organizar-se de certa maneira, isso me dá, como um subproduto, a sensação que eu chamo pensamento. Mas, em caso afirmativo, como posso confiar que meu próprio pensamento é verdade? É como virar um jarro de leite na esperança de que o modo como os respingos se arranjam possam lhe dar um mapa de Londres. Mas se eu não posso confiar em meu próprio pensamento, é claro que eu não posso confiar nos argumentos que levam ao ateísmo e, portanto, não tem nenhuma razão para ser um ateu, ou qualquer outra coisa. Se eu não acreditar em Deus, eu não posso acreditar no pensamento: então, eu nunca posso usar o pensamento para descrer em Deus.
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4. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente plausível para a suscetibilidade do cosmos à investigação racional.
Os físicos estudam o universo pelo prisma da matemática. Reconhecer o papel que os construtos matemáticos desempenham na compreensão do cosmos levanta uma questão filosófica crítica: por que os princípios conceituais presentes na mente humana correspondem à estrutura do próprio cosmos? Em outras palavras, como é possível que a famosa equação de Albert Einstein (E = mc2) corresponda à própria natureza do universo? Ou, de forma mais simples: por que a matemática é válida?
Esta afinidade surpreendente entre os pensamentos matemáticos das mentes dos seres humanos, na forma de equações, com o cosmos objetivo corresponde bem à cosmovisão Cristã. De acordo com as Escrituras, Deus criou o universo e a mente humana. E tendo em vista as pessoas terem sido criadas à imagem de Deus, elas possuem as faculdades cognitivas e os órgãos sensoriais necessários para reconhecer e estudar a ordem inteligível do universo. Com efeito, Deus interligou o cosmos compreensível e as estruturas racionais dentro das mentes humanas junto com o próprio conhecimento inato de Deus. Assim, os empreendimentos de lógica, matemática e ciência tornam-se características esperadas em um universo feito por um Criador perfeitamente racional. Dadas essas pressuposições teológicas, é fácil ver por que um universo criado por Deus está aberto à investigação racional.
O filósofo Gregory E. Ganssle comenta mais sobre essa congruência esperada dentro da visão de mundo e vida teísta Cristã: “O fato de que o universo é feito por uma mente com motivos nos leva a esperar que o universo possa ser compreendido racionalmente. Faz sentido que leis estáveis permitiriam fazer previsões e tirar inferências.”[169]
Em comparação, como uma perspectiva ateísta pode competir? Um universo que está de acordo com a investigação racional se encaixa bem com um ponto de vista naturalista? Ao responder a esta pergunta, é importante lembrar o ponto levantado por Davies de que o cosmos em desenvolvimento estava potencialmente aberto a uma variedade de resultados possíveis. Ganssle observa novamente:
Um universo naturalista, entretanto, não teria que ser suscetível à investigação racional. Esse tipo de universo se encaixa perfeitamente bem com um universo naturalista que é descontroladamente caótico. Claro, ser suscetível à investigação racional não é incompatível com um universo sem Deus, mas a teoria de que Deus não existe permite que o universo exiba qualquer uma de uma ampla variedade de descrições no que diz respeito à ordem.[170]
Em termos de poder explicativo abdutivo, a cosmovisão teísta Cristã é capaz de explicar uma ampla gama de fenômenos observáveis no cosmos.
5. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente plausível para a realidade de entidades abstratas não físicas.
Algumas das realidades mais maravilhosas da vida são coisas que não podem ser observadas pelos sentidos humanos. Essas realidades abstratas e intangíveis são conceituais por natureza, em entidades como números, proposições, conjuntos, propriedades, nas leis da lógica, nos valores morais e nos universais. Essas realidades conceituais são consideradas por muitos como objetivas, universais e, é claro, invisíveis. Esses objetos abstratos são de natureza não física e não podem ser reduzidos ou explicados em termos de matéria física e seus processos. O materialismo como teoria metafísica enfrenta problemas lógicos intransponíveis para explicar abstrações como essas.[171] Essas entidades conceituais parecem ser mais do que o produto de mera convenção humana (invenção). Considere dois exemplos breves.
Primeiro, é muito difícil explicar a verdade postulando que ela é meramente o resultado da atividade intelectual humana. A apreensão dos seres humanos das verdades necessárias parece se estender para além da existência temporal. Mas se a verdade existia antes da primeira mente humana, então, como conceito, ela precisa de um alicerce. O filósofo Cristão Agostinho de Hipona (354–430 d.C) argumentou que a mente humana apreende verdades universais, objetivas, imutáveis e necessárias que são superiores à própria mente.[172] Visto que a verdade deve residir em uma mente, Agostinho argumentou que essas verdades eternas estão baseadas na mente eterna de Deus. Assim, a existência eterna de um Deus explica essas verdades eternas.
Em segundo lugar, as leis fundamentais da lógica (por exemplo, as leis da não-contradição, do meio excluído e da identidade) não são meramente um produto da convenção humana. O princípio da não-contradição - nada pode ser e não ser ao mesmo tempo e da mesma maneira - não é apenas cognitivamente necessário e irrefutável, mas também ontologicamente verdadeiro. Em outras palavras, esse princípio define a própria natureza da realidade.[173] A lógica também parece exigir um fundamento para além da mente do homem.
Visto que a matemática e a lógica (os fundamentos da ciência) têm validade e fornecem aos seres humanos um conhecimento real sobre o mundo, essas duas realidades conceituais não podem surgir de noções subjetivas feitas pelo homem; elas devem estar preocupadas com realidades objetivas. Mas, se essas entidades abstratas são realidades invisíveis, não físicas e objetivas, como podemos explicá-las de maneira apropriada?
Certamente a cosmovisão naturalista, que diz que o físico e o material são tudo o que existe, não pode explicá-las adequadamente. É mais do que difícil conceber como as abstrações poderiam surgir em um mundo estritamente definido por tal fisicalismo.
A Cosmovisão Teísta Cristã, entretanto, fundamenta essas realidades conceituais na mente de um ser espiritual infinito, eterno e pessoal. Deus é o Criador do visível e do invisível, a fonte do sensível e do inteligível (Salmos 148: 2-5; Colossenses 1: 16-17). Em uma estrutura conceitual Cristã, Deus serve como a base metafísica que explica adequadamente essas entidades conceituais e epistemológicas críticas.[174]
6. A existência do Deus da Bíblia fornece uma explicação racionalmente plausível para a presença de seres conscientes no universo.
Se adotarmos a cosmovisão do naturalismo ateísta, então devemos concluir que a mente consciente dos seres humanos (com capacidades como estados mentais pessoais e intencionalidade), em última análise, veio de uma fonte que é (em si mesma) irracional e inconsciente. Assim, dado o naturalismo, a causa natural da mente, personalidade, razão e percepção consciente dos seres humanos careciam de todas essas qualidades profundas. Em outras palavras, nós, o efeito pessoal e consciente, podemos refletir sobre o universo não-pessoal e não-consciente, mas o universo não pode refletir sobre nós. Assim, podemos conhecer o cosmos de uma forma que o cosmos não pode nos conhecer. Esse efeito seria exponencialmente maior do que sua causa.
Pode-se ver por que a tentativa de explicar a autoconsciência pessoal sob uma perspectiva naturalística foi chamada de "o problema intratável da consciência".[175] Os filósofos da mente naturalistas admitem francamente que não têm ideia de como a consciência pessoal emergiu da matéria inconsciente. Portanto, é seguro dizer que a consciência não se encaixa facilmente no mundo do naturalismo.
A cosmovisão teísta Cristã explica melhor a consciência? Ganssle explica:
Se Deus existe, então a coisa primária que existe é ela mesma uma mente consciente de poder e intelecto ilimitados. Essa mente tem sua própria perspectiva em primeira pessoa e pode pensar sobre as coisas. A noção de que tal mente, se ela cria alguma coisa, criaria outras mentes conscientes que têm suas próprias perspectivas em primeira pessoa e podem pensar sobre as coisas não é um grande mistério.[176]
Assim, enquanto o naturalismo enfrenta o que é chamado de "o difícil problema da consciência",[177] em um mundo teísta, a percepção autoconsciente é uma característica antecipada e comum. E é importante reconhecer que esse raciocínio constitui algo mais substancial do que uma conclusão do tipo deus-das-lacunas. Em vez disso, é uma inferência tirada da visão de mundo que se encaixa melhor com os dados disponíveis e suficientes e, portanto, com maior poder explicativo.
Neste ponto, podemos fazer uma pausa para perguntar se qualquer um dos dois sistemas de crenças - naturalismo ateísta ou Cristianismo histórico - demonstrou especificidade adequada de detalhes (poder) e amplitude aceitável (escopo) para passar neste teste de coleta da verdade e garantir nossa confiança. A evidência parece apontar em uma direção.
Você encontrará mais seis indicações claras sobre Deus no próximo capítulo.
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Fonte:
SAMPLES, Kenneth Richard. 7 Truths that Changed the World: Discovering Christianity´s Most Dangerous Ideas. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2012
Tradução Walson Sales
[Nota do tradutor: a tradução deste capítulo tem a intenção precípua de buscar editoras interessadas em comprar os direitos autorais e publicar a obra completa em português. Os demais objetivos são para informar os amantes de Teologia e Filosofia sobre assuntos correlatos diversos.]
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Notas:
[138].Richard Dawkins, The God Delusion (Boston: Houghton Mifflin, 2006), 317.
[139]. John Horgan, The End of Science (New York: Broadway, 1996).
[140]. Robert A. Harris, The Integration of Faith and Learning (Eugene, OR: Cascade, 2004), 197.
[141]. O trecho deste capítulo que explica e defende as profundas realidades explicadas pelo Deus da Bíblia é uma revisão e expansão de Kenneth Richard Samples, “How Can Anyone Know That God Exists?” in Without a Doubt, 21–33.
[142]. Para uma discussão introdutória sobre o argumento cosmológico, leia Edward L. Miller, God and Reason, 2nd ed. (Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall, 1995), 45–67.
[143]. Richard Taylor, Metaphysics, 4th ed. (Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1992), 100–101.
[144]. William Lane Craig, “God Is Not Dead Yet,” Christianity Today, July 2008, 24. Este artigo popular influenciou meu uso dos argumentos tradicionais para a existência de Deus neste capítulo.
[145]. Ibid.
[146]. Esta discussão das duas linhas de evidência científica é baseada em Miller, God and Reason, 52–54.
[147]. Hugh Ross explica a cosmologia do big bang e como seus proponentes defendem essa teoria em seu livro The Creator and the Cosmos, 3rd ed. (Colorado Springs: Navpress, 2001).
[148]. John Barrow and Joseph Silk, The Left Hand of Creation (New York: Oxford University Press, 1983), 38.
[149]. Para uma discussão científica detalhada deste tópico, consulte John D. Barrow and Frank J. Tipler, The Anthropic Cosmological Principle (New York: Oxford University Press, 1986), 166–73, 401–3.
[150]. Leia Craig, Reasonable Faith, 116–24.
[151]. Para uma discussão detalhada do argumento cosmológico Kalam, consulte ibid., 111–56.
[152]. Para considerar a coerência de certas visões orientais de Deus, veja Purtill, Thinking about Religion, 95–109; and Mortimer J. Adler, Truth in Religion (New York: Macmillan, 1990), 69–92.
[153]. Leia Jeffrey A. Zweerink, Who’s Afraid of the Multiverse? (Glendora, CA: Reasons to Believe, 2008). Leia também Craig, Reasonable Faith, 134–39.
[154]. Navalha de Ockham: a explicação completa mais simples é a melhor. Ver Samples, World of Difference, 34.
[155]. A aposta de Pascal: a análise de risco-recompensa torna a crença na verdade do Cristianismo histórico uma aposta prudente. Ver Samples, Without a Doubt, 77–87.
[156]. Veja Alex Vilenkin, Many Worlds in One (New York: Hill and Wang, 2006), 176.
[157]. CNN Wire Staff, “Theology Unnecessary, Stephen Hawking Tells CNN,” CNN, September 11, 2010,
http://edition.cnn.com/2010/WORLD/europe/09/11/stephen.hawking.interview/index.html?eref=edition.
[158]. Stephen Hawking and Leonard Mlodinow, The Grand Design (New York: Bantam, 2010).
[159]. Michael Holden, “God Did Not Create the Universe, Says Hawking,” Reuters, September 2, 2010, http://www.reuters.com/article/2010/09/02/us-britain-hawking-idUSTRE6811FN20100902.
[160]. Paul Davies, “Taking Science on Faith,” New York Times, November 24, 2007, http://www.nytimes.com/2007/11/24/opinion/24davies.html.
[161]. Para uma introdução ao princípio antrópico, consulte Patrick Glynn, God: The Evidence (Rocklin, CA: Prima, 1997), 21–55; and Ross, Creator and the Cosmos, 92.
[162]. Robin Collins, “A Scientific Argument for the Existence of God: The Fine-Tuning Design Argument,” in Reason for the Hope Within, ed. Michael J. Murray (Grand Rapids: Eerdmans, 1998), 48.
[163]. Freeman, Dyson, Disturbing the Universe (New York: Basic, 1979), 250.
[164]. Para um ensaio extenso do argumento do ajuste fino, consulte Collins, “A Scientific Argument,” 47–75.
[165]. Paul Davies, The Mind of God (New York: Simon and Schuster, 1992), 169.
[166]. Roger Penrose, The Emperor’s New Mind (Oxford: Oxford University Press, 1989), 344.
[167]. Paul Copan, Loving Wisdom (St. Louis: Chalice, 2007), 85.
[168]. Taylor, Metaphysics, 110–16.
[169]. Gregory E. Ganssle, “Dawkins’s Best Argument against God’s Existence,” in Contending with Christianity’s Critics, ed. Paul Copan and William Lane Craig (Nashville: B&H Publishing Group, 2009), 80.
[170]. Ibid.
[171]. Moreland, Scaling the Secular City, 77–103, leia especialmente as páginas 80–82.
[172]. Samples, “Augustine of Hippo: Rightly Dividing the Truth.”
[173]. Sobre as leis da lógica, veja Peter A. Angeles, The HarperCollins Dictionary of Philosophy, 2nd ed. (New York: HarperCollins, 1992), s.v. “laws of thought, the three”; and Ronald H. Nash, Life’s Ultimate Questions (Grand Rapids: Zondervan, 1999), 193–208.
[174]. Leia Alvin Plantinga, “Two Dozen (or so) Theistic Arguments,” Analytic Philosophy of Religion, accessed February 23, 2011, http://philofreligion.homestead.com/files/theisticarguments.html.
[175]. Copan, Loving Wisdom, 105.
[176]. Ganssle, “Dawkins’s Best Argument,” 81.
[177]. Ibid., 82.
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