sábado, 2 de outubro de 2021

ISRAEL, O RELÓGIO DE DEUS COMO REFERENCIAL PARA O ARREBATAMENTO DA IGREJA E PARA O FIM DOS TEMPOS!

 POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO.


Toda a profecia Bíblica gira em torno da nação israelense. Israel foi tomado como referencial por Deus para executar seu plano salvífico para a humanidade. Foi a partir de Abraão em uma perspectiva terrena que Deus deu início ao processo de restauração do homem caído, cf. Gn. 12.1-4. Toda a literatura Vetero-Testamentária apontam para o Messias, isto é, Jesus Cristo e justamente o judeu, Jesus é quem vai se despir da sua glória e majestade e descer á terra para em sacrífico vivo, redimir a humanidade pecadora, porém, antes, Ele se apresenta aos seus irmãos como o Messias vaticinado no Pentateuco, nos Escritos, e nos livros proféticos, obviamente, sendo rejeitado por estes, cf. Jo.1.11; Lc. 19.14; At.3.26-27; 13.45-50.

Contudo, a despeito da rejeição do povo judeu em crer em Jesus como o Messias, certamente houve um propósito divino. E justamente, neste vácuo deixado pelos judeus, entrou os gentios! Havia uma promessa de salvação, não só para Israel, mas para a humanidade caída. Precisamos compreender que a nação israelense foi estabelecida por Deus como o povo do Livro, da Lei e não foi rejeitada pelo Senhor. É o referencial de nação como povo de Deus dentre todas as nações,[Vocês são as únicas famílias, de todas as existentes sobre a terra que conhecí intimamente. Este é o motivo de punir vocês por todos os seus crimes, Am. 3.2] da terra onde Deus firmou uma aliança perpétua com Abraão e seus descendentes e estabeleceu várias  promessas única e exclusiva para eles. E, essas promessas são eternas, e irrevogáveis, permanecem. É razoável destacar que os acontecimentos vindouros que atingirão o mundo e o juízo que   DEUS  executará sobre toda a terra pós arrebatamento da Igreja estão intrinsecamente ligados  ao povo judeu. Deus tem uma aliança com a descendência abrâamica e uma promessa a cumprir, que é o estabelecimento para sempre do povo israelense na terra que Deus prometeu que daria a eles em aliança eterna. Porém, para que Deus cumpra essa promessa, é necessário que a Igreja seja arrebatada! A Igreja estar vivendo o tempo suficiente junto os judeus na terra na mesma época, para que Deus cumpra seu propósito de salvar o homem caído, isto é, todos quanto crerem na mensagem do Evangelho e logo após Deus executará seu intento salvífico dos gentios que ainda faltam aceitarem a Jesus, [Ap. 6.11b]  então o Eterno voltará seus olhares para o seu povo, as nações, os anjos caídos e Satanás. Então, virá o fim!


ISRAEL, O RELÓGIO DE DEUS


Não foi após a queda do homem que Deus decidiu em seu conselho eterno enviar Jesus para morrer pelo homem e assim restaurá-lo. Deus em sua Onisciência sabia que Adão e Eva iriam pecar, e por ser Eterno e ter o controle do tempo em suas mãos e estar acima do tempo, Deus decide de antemão enviar Jesus para resgatar o homem dos seus delitos e pecados e restaurá-lo ao seu estado original como imagem e semelhança dele, assim que este cometesse o pecado de desobediência. Esta promessa estar exarada em Gn. 3.15, assim como: Dt. 33.27; I Cr. 29.10; Sl. 45.6; 90.2; Mt. 25.34; Jo. 1.15,30;  17.24; 17.5; At. 2.23;; Ef; 1.4; Tt. 1.2; Hb. 4.3; 9.26; I Pe.  1.20; Ap.  13.8;

Observando a escatologia bíblica, percebemos que o referencial para o fim dos tempos é a nação judaica. Nos últimos tempos logo após o arrebatamento da Igreja, Deus irá  iniciar  a contagem regressiva para a atuação do anticristo e para cumprir aquilo que Ele determinou para seu povo. É razoável afirmar que a profecia das Setenta Semanas de Daniel, Dn. 9, e especificamente 9.24: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo”, são exclusivas para a nação israelense e a Igreja não participará deste último evento que é a conclusão do período profético da última semana que Deus estabeleceu para o seu povo. Esse evento, a conclusão da última semana de Daniel, a septuagésima semana, coincidirá com o período da grande tribulação sobre a terra.

Há uma lacuna na profecia proferida por Jeremias e interpretada por Daniel. Deus afirmou que determinou setenta semanas para seu povo e a sua   santa cidade, Jerusalém, isto é, haveria vários eventos ao longo dos séculos  que ocorreria e correrão nestes tempos determinados por Deus que envolveria seu povo, as nações e   o surgimento do Messias e Salvador da humanidade, assim como a implantação do reino do anticristo aqui na terra, na forma de um governo tirânico mundial, globalizado. E por fim o livramento e redenção espiritual  do seu povo nos dias finais da grande tribulação que irá atingir a terra, quando o anticristo irá quebrar a aliança feita com a nação israelense e irá determinado marchar rumo á Israel junto com dezenas de nações afim de aniquilar a nação hebreia.


É nesse período pós arrebatamento da Igreja, que surgirá o anticristo. Também é neste intervalo de tempo[sete anos] que os juízos descritos no Livro do Apocalipse irão acontecer:

1. A abertura dos Sete Selos – Apocalipse cap. 6, e o cap. 8.1-5;


2. O Toque das Sete Trombetas – Apocalipse 8.6-13; 9.1, 13; 11.15;


3. As Sete Taças da Ira de Deus – 15.1-4, 8, 10, 12, 16. [ As Sete Taças da Ira de Deus dar-se-á na segunda fase da grande Tribulação, isto é, na última metade da semana de anos, 42 meses ou três anos e meio].


Contudo, para que esses eventos ocorram, a Igreja obrigatoriamente tem que ser arrebatada, pois as setenta semanas de Daniel aplica-se única e exclusivamente ao povo judeu como um marco referencial profético e justamente é nesse período quando surgir o anticristo, que  também dará o início a grande tribulação, por isso a necessidade obrigatória da Igreja se retirada do palco da história universal   dos últimos dias, afim de que Deus cumpra seu último propósito em relação ao seu povo e entre em juízo com as nações pecadoras e ímpias e Satanás e seus anjos. A Igreja não passará pela Grande Tribulação, por isso somos pré-tribulacionistas, Mt. 24.40,42,44,50, 25.13; Mc. 13. 32-33,35, 37; Lc. 12.40, 46; II Pe. 2.9;   Ap. 3.3, 10; I Ts. 5.2, 4-6, 8-9, ss.

Em Ezequiel cap. 37.1-14 temos um duplo cumprimento profético:


1. O Retorno dos judeus da Babilônia através de um decreto de Ciro, e consequentemente a reedificação dos muros e portas da cidade santa, Jerusalém, evento este comandado por Esdras e Neemias, no período em que exerceram seus ministérios proféticos, Ageu, Zacarias e Malaquias, sob o sacerdócio de Josué e  do governador de Judá,  Zorobabel , conforme Ageu 1.1.

2. O reconhecimento de Israel como nação através da ONU, que convocou uma assembleia Geral  entre todos os países membros afim de deliberar acerca da partilha da terra “Palestina” entre os judeus e árabes[palestinos] em 14 de maio de 1948.

Por conseguinte, o último evento a se realizar afim de que a última semana de Daniel se cumpra é o arrebatamento da Igreja, e imediatamente teremos o início da grande tribulação, afim de que seu último propósito se cumpra que é a restauração espiritual de seu povo, Israel, que justamente  é o cumprimento profético da última parte da profecia de Ezequiel, sobre o vale dos osso secos, Ez. 37.15-28. Por isso é que a Igreja só  pode existir em um curto  lapso temporal ou no mesmo  plano que a nação judaica por um breve período de tempo, havendo, pois a necessidade da mesma ser arrebatada, isto é,  A Igreja só pode conviver ou estar por  um momento lado a lado com a nação israelense.  Lembremo-nos que a última semana que falta da profecia de Daniel em relação as setenta semanas ou 490 anos precisar acontecer e o único evento no momento que estar impedindo de Deus cumprir o restante desta profecia é a Igreja que ainda estar na terra, possivelmente esperando que Deus determine buscar seu povo quanto ao número daqueles que se juntaram ao se povo forem alcançados, isto é, serem salvos, cf. Ap. 6.11b.

Todos os eventos e fatos históricos que aconteceram e irão acontecer apenas denotam quão perto estar a volta de Jesus. A figueira que é Israel, mencionado por Jesus através de uma parábola profética já floresceu, conforme os sinóticos atestam: Mt. 24.32-35; Mc. 13. 28-31; Lc. 21. 29-33. Claramente observamos que a história do mundo e do homem giram em torno de Israel, não foi nem é os grandes impérios que escreveram[ão] o final de todas as coisas. O bichinho de Jacó é que terá uma posição chave para os diversos acontecimentos cataclísmicos que ocorrerão na terra e atingirão todas as nações. O alvo de Deus nos últimos dias não é Israel, embora que sobrarão resquícios por Israel estar vivendo esse tempo vindouro atribulado e de grandes eventos dramáticos aqui na terra. Nos tempos  finais antes de Israel ser livrado das mãos do anticristo e todos os exércitos que estarão com ele, Jerusalém será acometida de um grande terremoto e será repartida ao meio. Esta profecia está no livro do profeta Zacarias, 14.4: ”E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul”.

É oportuno citar que os cientistas e pesquisadores já descobriram através de estudos geológicos que realmente há uma fenda no meio da cidade santa. Apenas confirmam a profecia de Zacarias proferidas há mais de 2486 anos aproximadamente.

“Israel está situado ao longo da fenda sírio-africana, uma falha tectônica que percorre toda a extensão da fronteira entre Israel e Jordânia, e faz parte do Vale do Rift, que se estende do norte da Síria a Moçambique. Embora um forte terremoto possa acontecer nas próximas décadas, um fenômeno ainda maior de magnitude 7,5, cerca de 10 vezes mais forte na escala exponencial de Richter, também foi previsto para os próximos séculos”, O estudo foi publicado em novembro de 2020, na revista Science Advances, . segundo o site https://www.timesofisrael.com. a pesquisa conta com o Dr. Yin Lu, também da Universidade de Tel Aviv, o Prof. Amotz Agnon, da Universidade Hebraica, o Dr. Nicolas Waldmann, da Universidade de Haifa, o Dr. Nadav Wetzler, do Levantamento Geológico de Israel, e o Dr. Glenn Biasi, do Serviço Geológico dos Estados Unidos.


Esses dados desta pesquisa científica apenas corroboram com a veracidade Bíblica e da relação que a nação israelense tem com o final dos dias. Não são os países europeus nem os EUA que terão participação decisiva na vida de Israel no período da grande tribulação, mas os países do eixo árabe, até porque será necessário firmar uma aliança ou pacto com seus vizinhos árabes a fim de cumprir a profecia bíblica para os últimos tempo. “Inclusive alguns eruditos afirmam que será da tribo de Dã que surgirá o anticristo. Essa afirmação se baseia em. Gn.49.16-17[Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel”. “Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás”]. Segundo a visão rabínica e seus  escritos, como o MIDRASH, Targum, Talmud, Sanhedrin, Sifre sobre Deuteronômio, a tribo de Dã foi  bastante associada a idolatria e no período do terceiro templo, sairá da tribo de Dã[seus descendentes] o antimashiach e participarão de uma grande apostasia, todavia, Jeová restaurará a tribo de Dã”, e eles também terão uma porção da terra prometida as tribos de Israel, conforme o livro do profeta Ezequiel, 48.1: ”E estes são os nomes das tribos  desde a parte extrema  do norte, da banda do caminho  de Hetlom, vindo para Hamate, Hazar-Enom, , no termo de Damasco: e terão a banda do Oriente e do ocidente: Dã, uma porção”.   cf. www.judaismonazareno.org.


CONCLUSÃO

A escatologia bíblica tem como seu ponto de referência a nação israelense. Não é sem sentido que o profeta Zacarias profetizou que nos últimos dias Deus faria de Jerusalém um cálice de tontear a terra: “Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém”, Zacarias 12:2! Portanto, o ponto nevrálgico dos  últimos dias não está ligado á Igreja, mas a Israel. por isso que a Igreja necessariamente tem que ser arrebatada afim de Deus dar cumprimento profético a última semana, das setenta semanas profetizadas por Jeremias e reveladas à Daniel. Entendendo que as  semanas tem seus dias computados como ano, por consequência, para cada dia da semana, um ano. Então teremos sete anos da grande tribulação, onde surgirá no mundo o anticristo e que a nação judia celebrará uma aliança com esse homem maligno, tal como cita Daniel: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”, Dn. 9.27. O apóstolo Paulo também faz menção de uma falsa paz e afirma que o mistério da iniquidade já opera no mundo: ”Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”, I Ts. 5.3 e “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado”; “E então será revelado o iníquo, [...]”, II Ts. 2.7-8a.

Isto posto, de forma clara percebemos que a Igreja não passará pela grande tribulação. O texto do livro do profeta Daniel nos da esta certeza:” “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade”, Dn. .24a. Não é por acaso que o próprio Jesus nos adverte para estarmos preparados, em vigilância, e santidade afim de não sermos apanhados de surpresa. O Senhor Jesus usa de várias parábolas para nos mostrar essa verdade, do arrebatamento súbito, secreto: Mt. 24.42, 44; 25.13; Mc. 13.33,35; Lc. 12.39 ,46; I Ts. 5.2; Hb. 10.37, 12.14; Ap. 3.11, 16.15, ss. Enfim, fiquemos com um olho na figueira que floresceu, mas também com o ouvido atento ao soar da trombeta convocando todos os crentes para se encontrarem com Jesus nos ares, I Co. 15.52; I Ts. 1.10, 13 Amém. Maranata.

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