Por Lucinda
Borkett-Jones
Apesar
das notícias diárias da perseguição de cristãos em todo o mundo por grupos
islâmicos, há outra história menos conhecida de um número crescente de
muçulmanos em todo o mundo que estão aceitando a Cristo como Senhor.
O
livro do missionário David Garrison, A
Wind in the House of Islam, mostra esse fenômeno, que ele diz demonstrar
que "estamos vivendo no meio do maior número de conversões de muçulmanos
para Cristo na história".
O
livro é o resultado de dois anos e meio de pesquisas e envolveu um deslocamento
em viagens de mais de 400.000 quilômetros para realizar entrevistas com mais de
1.000 pessoas em todo o mundo muçulmano. No estudo, um 'movimento' de crentes é
definido como um grupo de mais de 1.000 crentes batizados ou 100 novas igrejas
dentro de uma comunidade muçulmana. No total, ele encontrou 69 movimentos que
começaram nos primeiros 12 anos do século 21, em comparação com praticamente
nenhum movimento voluntário de convertidos ao cristianismo nos primeiros 12
séculos do Islã.
Garrison,
que é missionário pioneiro do Southern
Baptist International Mission Board há quase 30 anos, disse ao Christian Today que ele começou sua
pesquisa sobre o número de novos crentes com um "ceticismo saudável",
imaginando que os números poderiam ter sido superestimados. Em vez disso, ele
descobriu que os números eram muitas vezes subnotificados.
"O
que é emocionante não é apenas o tamanho desses movimentos... mas quantos
desses movimentos existem agora e que eles não estão apenas limitados a um
canto do mundo, pois estamos identificando esses movimentos da África Ocidental
à Indonésia, e virtualmente em todos os lugares entre eles", disse.
Muçulmanos
que se convertem ao cristianismo podem enfrentar a pena de morte e muitos
sofrem intensa perseguição, então os convertidos são muitas vezes clandestinos,
tornando impossível saber exatamente quantos novos crentes existem, mas as
estimativas atualmente variam entre 2 e 7 milhões.
Então,
por que esse número tão elevado de conversões a Cristo está acontecendo agora?
"Deus uniu vários elementos de forma única em nosso tempo", diz ele.
"Alguns deles são elementos antigos - a violência muçulmana não é nova,
este é um dos séculos menos violentos da história muçulmana - mas o que é
diferente é que hoje, quando os muçulmanos experimentam essa violência, eles
podem ver uma alternativa... eles podem mudar o provedor de Internet, podem
ligar a televisão e ouvir um evangelista falando Farsi, Kazaque ou Uzbeque."
Também
estão envolvidos outros elementos, como a combinação da tradução da Bíblia com
o potencial de evangelismo multimídia e o crescimento das viagens
internacionais que parecem ter facilitado essa mudança. "É um grande dia
que Deus parece estar orquestrando para que isso aconteça."
Entre
os convertidos que ele conheceu estavam inúmeros líderes religiosos de patentes
elevadas e grande reputação. No Natal de 2011, ele se encontrou com 20 líderes
de um grupo fundamentalista muçulmano; 19 eram batizados, 17 foram imãs
(líderes da mesquita) e três eram mulheres.
Quando
ele perguntou a esses líderes por que eles não haviam deixado a comunidade e se
mudado para formar uma igreja, uma das mulheres respondeu: "Quando Deus
quis alcançar os homens, ele se tornou um homem. Se Deus quisesse alcançar as
hienas, ele teria se tornado uma hiena. Se queremos alcançar nosso próprio
povo, temos que permanecer em nossa comunidade para alcançá-los."
“Eles
estavam dispostos a pagar o preço, mesmo que isso significasse a morte, para
ganhar o maior número possível de familiares e amigos para Cristo”, afirmou.
No
dia seguinte, ele conheceu um Sheikh que havia levado 400 outros Sheikhs à fé
em Cristo, 300 dos quais haviam sido batizados. "Uma coisa é um sheik
dizer 'Oh, eu amo Jesus', mas o batismo diz 'eu reconheço que Jesus é o único
caminho da salvação'."
CONVERSÕES INESPERADAS
Algumas
das maneiras pelas quais os muçulmanos se convertem a Cristo são inesperadas. Um
canal comum entre algumas das histórias de conversão é a forma como os
muçulmanos creram em Cristo através da leitura do Alcorão na sua própria
língua. Alguns haviam memorizado todo o Alcorão em árabe, mesmo que não
entendessem o idioma.
Um
homem que ele conheceu nesta condição foi solicitado a ler uma tradução do
Alcorão que, segundo ele, o fez perceber que estava perdido e que precisava
saber mais sobre Jesus. Ele então leu o Novo Testamento e decidiu seguir a
Cristo, e viu outras 33.000 pessoas virem à fé em Jesus, encorajando-as também
a ler o Alcorão em sua própria língua.
Existem
algumas outras histórias recorrentes, como o grande número de muçulmanos que
encontraram Jesus em sonho ou visão, mas, ele diz: “Cada história é diferente –
uma das coisas bonitas é que esta não é um exemplo de ocorrências padronizadas.
Deus parecia ser tão pessoal em cada conversão quanto era em minha vida.”
"Isso
me revela que não se trata de um fenômeno sociológico, mas de um encontro
espiritual, pessoal".
Mesmo
com essas histórias incríveis, o número de convertidos é apenas uma pequena
fração dos 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo. Mas o objetivo da pesquisa não é
apenas um jogo de números; a pesquisa pretende ser um encorajamento para os
cristãos e, talvez de forma mais controversa, para os muçulmanos que podem
estar se sentindo desencantados com o Islã.
Garrison
conta a história de um amigo na África que estava lendo o livro em um avião, e
um muçulmano estava olhando por cima do ombro e perguntou o que ele estava
lendo. O muçulmano disse: "Há três meses decidi que precisava mudar de
religião", mas ainda não havia feito nada a respeito. Ele leu um capítulo
do livro e, quando o avião pousou, ele havia se rendido a Cristo.
DESAFIOS SIGNIFICATIVOS
Além
do encorajamento de ouvir que os muçulmanos estão se entregando a Jesus,
existem alguns desafios significativos para a Igreja. Primeiro, podemos ser
inspirados pela atitude daqueles que vivem com a ameaça diária de perseguição,
mas mesmo assim continuam a se reunir e adorar fielmente em pequenos grupos.
Um
grupo de convertidos na Ásia Central disse que eles dizem uns aos outros:
"Se você é perseguido, apenas agradeça a Deus por não ter sido espancado,
se você foi espancado, agradeça a Deus por não ter sido preso, se você foi
preso, agradeça a Deus por não ter sido morto, e se você for morto, agradeça a
Deus que você está com Jesus no céu”.
Durante
grande parte dos últimos 13 séculos, os cristãos no Ocidente têm “falhado” em ganhar
os muçulmanos para Cristo e, em vez disso, perdido muitos cristãos para o Islã.
Embora "a maré esteja virando", ele ressalta o que está acontecendo
"lá". Outro desafio para a Igreja Ocidental, portanto, é fazer parte
dessa mudança, tanto local quanto globalmente – alcançando vizinhos muçulmanos
e estando preparada para levar o evangelho a comunidades não alcançadas no
exterior.
Para
que isso aconteça, ele diz que os cristãos precisam parar de temer os
muçulmanos. "Esta não é a hora de ter medo, brigar, odiar ou matar
muçulmanos... Esta é a hora da salvação deles. Deus os ama - se você quer estar
do lado de Deus nesta hora, faça parte do que Deus está fazendo."
Embora
o medo possa ser uma resposta natural ao fluxo de histórias sobre a violência
de grupos como o Estado Islâmico, ele diz que "esse não é o nosso direito
de nascença como seguidores de Cristo. Cristo tem tudo a ver com tomar o que o
homem pretende para o mal e transformá-lo em bem. E isso não é uma resposta
natural... a oração é a única forma de chegarmos neste nível".
Ele
dá o exemplo de um homem em sua igreja cujo filho foi morto no Afeganistão e que
desde então lutava contra o rancor e o ódio. Depois de um sermão sobre o tema do
amor aos muçulmanos, ele foi a frente para orar e disse: "Eu percebo que
não posso seguir Jesus e ter rancor e ódio... Vou deixar o ódio aqui neste
altar".
"Essa
é a resposta sobrenatural de Jesus", diz Garrison.
O
livro de David Garrison A Wind in the
House of Islam (WIGTake Resources) já está disponível. Ele está atualmente
em turnê pelo Reino Unido com a iniciativa Hope
for Muslims, que busca encorajar os cristãos a orar e alcançar os
muçulmanos.
Fonte:
Tradução
Walson Sales
Glória a Deus para todo o sempre.
ResponderExcluir. Uito bom conteúdo desde já orando pelos Cristãos dos países mulsumanos
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