A
religião Greco-Romana era em muitos aspectos animista, com os deuses
representando as forças naturais (por exemplo, Júpiter, os céus; Juno, as
mulheres; Apollo, a música ou a juventude; Diana, os bosques e a caça). Ao
mesmo tempo, era principalmente comunitária e corporativa, uma vez que os
rituais dos cultos se destinavam a manter a sociedade unida. Ao contrário da
religião em grande parte do Ocidente moderno, a ênfase não era na escolha
individual, mas a participação em grupo nos ritos sagrados. A participação
religiosa reunia a família, a polis, e a identidade nacional. Não havia
separação entre Igreja e Estado; a religião permeava e unia todos os aspectos
da vida. A religião era também um contrato entre a divindade e a pessoa, com
obrigações de ambos os lados. O objetivo era influenciar os deuses a trabalhar
em favor do povo. Em tudo procuravam a paz com os deuses, e sempre que os
problemas apareciam, pensavam que a harmonia tinha sido de alguma forma
quebrada.
O
panteão Grego era numeroso e diversificado, com mitologia detalhada para apoiar
o panteão dos deuses. Os deuses Romanos não eram tão complexos como as
divindades Gregas; eles não tinham casamento ou descendência, nenhum conjunto
de relações genealógicas, e nenhuma mitologia desenvolvida. Portanto, quando os
Romanos conquistaram os Gregos, eles simplesmente se apoderaram dos deuses Gregos
e identificaram os seus deuses diretamente com os deuses Gregos. No topo dos
deuses estava um conselho supremo de doze: Júpiter/Zeus, Juno/Hera,
Vesta/Hestia, Minerva/Atena, Ceres/Demeter, Diana/Artemis, Vénus/Afrodite,
Marte/Ares, Mercúrio/Hermes, Netuno/Poseidon, Vulcano/Hefesto, e Apolo (em
ambos). Depois vinham os demais deuses e heróis da terra. Os filósofos tinham
há muito duvidado da existência dos deuses, mas ao mesmo tempo o sentido do
dever cívico e familiar manteve vivas as lealdades religiosas.
Além
disso, tanto as famílias como os ofícios teriam divindades patronas, pelos
quais surgiram os cultos Romanos, onde grupos adorariam uma única divindade que
depois se tornaria o seu patrono na vida cotidiana. Os Romanos estavam também
abertos a novas divindades e novas ideias religiosas - por exemplo, o número
dos que se tornaram "tementes a Deus" e abraçaram a religião Judaica.
Também influentes eram o número crescente de "religiões de mistérios"
(por exemplo, os cultos de Ísis, Demeter, Cibele, Mithra), que começaram nos
tempos do Novo Testamento e se tornaram enormes no século III. Para estas
religiões de mistério era central a visão de que o ciclo de crescimento na
colheita representava o ciclo da vida, da morte e, especialmente, da vida após
a morte. Ritos secretos de iniciação (= mistérios) permitiam aos adeptos erguerem-se
as regiões celestiais e espirituais, unirem-se à divindade, e alcançar a
imortalidade. Alguns estudiosos têm considerado o Cristianismo uma das
religiões de mistérios, mas as diferenças são maiores do que as semelhanças.
Fonte:
Baker Illustrated Study Bible © 2018 by Baker Publishing Group
Tradução Walson Sales
A
intenção ao traduzir este texto é: (1) Tornar a obra conhecida no Brasil; (2)
Tornar o conteúdo conhecido no Brasil; (3) Tornar a temática conhecida no
Brasil; (4) Despertar as editoras brasileiras a publicar a obra no país. Bons
estudos e boa leitura.
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