Por
Walson Sales
O argumento teleológico diz que o design observável
no mundo sugere que deve haver um designer inteligente, Deus! Essas
características de projeto, design e inteligência são encontradas de forma
abundante, tanto no universo, a nível astronômico e cosmológico, quanto a nível
biológico. Quando Dawkins foi indagado pelo Dr. Ben Stein acerca do
mistério da origem da vida, ele confessou o design e apontou para seres
extraterrestres. Isso é esclarecedor acerca da fé maior. Evita o óbvio e aceita
o impossível, não provado, não observado. Antes de mostrar a confissão do
Dawkins, devemos entrar na questão da origem da vida. Os ateus sempre falam do
universo e depois da vida sempre como algo já formado. Das pressuposições não
provadas ou observadas cientificamente, eles partem para as suas conclusões.
Quando publicou a Origem das Espécies e alegadamente revolucionou a ciência,
Darwin não conhecia nada a nível biológico, molecular. Se a origem do universo
é um pesadelo para os ateus, o dilema da origem da vida é perturbador. Antes de
abordarmos a complexidade da vida, veja como o maior ateu da atualidade, o
biólogo darwinista Richard Dawkins, que nega veementemente a existência de Deus
em seus escritos, que é defensor da geração espontânea evolucionária e inimigo
do DI, ou seja, Design Inteligente, a ideia que existe um planejador por trás
das coisas criadas, chega a dizer para defender suas ideias e que nível de fé
absurdamente infantil ele passa a defender. A conversa entre Ben Stein e Dawkins transcorre
assim:
Ben Stein: Você é um cientista. Quais são os seus dados?
Dawkins: Bem, eu...eu recebi muitas cartas com essa pergunta.
Ben Stein: Existem oito milhões de pessoas no mundo, dr. Dawkins.
Dawkins: Sim, eu sei, eu sei...
Ben Stein: Quantas cartas recebeu?
Narração: O professor Dawkins parecia tão convencido que Deus não existe que eu pensei se ele estaria disposto a por um número nisso
Dawkins: Bem, é difícil dar um número a isso, mas eu diria que é algo como, sabe, 99% contra ou algo...
Ben Stein: Bem, como é que sabe que é 99% e não, por exemplo, 97%?
Dawkins: Não sei. Pediu-me pra me dar um número, e eu não me sinto confortável em lhe dar esse número. Eu penso que é...eu penso que é pouco provável.
Ben Stein: Mas não lhe conseguiu atribuir um número?
Dawkins: Não, é claro que não.
Ben Stein: Então poderia ser de 49%.
Dawkins: Bem, isso seria...quero dizer, penso que não é provável, deve ser muito mais que 50%.
Ben Stein: Como é que sabe?
Dawkins: Eu não sei. É assim, eu sugiro um argumento no livro.
Ben Stein: Quem é que criou os céus e a terra?
Dawkins: Porque é que usa a palavra “quem”? Está vendo? Levanta de imediato a questão por utilizar a palavra “quem”.
Ben Stein: Como é que foi criada?
Dawkins: Bem, hummm....por um processo muito lento.
Ben Stein: Como é que começou?
Dawkins: Ninguém sabe como é que começou. Sabemos o tipo de acontecimento que deve ter sido.
Ben Stein: Para a origem da vida. Qual é que foi?
Dawkins: Foi a origem da primeira molécula autorreplicativa.
Ben Stein: Certo, e como isso aconteceu?
Dawkins: Já lhe disse, não sabemos.
Ben Stein: Então não faz a menor ideia de como começou?
Dawkins: Não, não. Nem eu nem ninguém.
Ben Stein: O que você pensa que é essa possibilidade do “Design Inteligente”. Pode-se tornar uma resposta para algumas das questões em genética ou na evolução?
Dawkins: Pode ser que venha concretizar da seguinte forma. Pode ser que num dado momento nos primórdios, em algum lugar no universo, uma evolução tenha evoluído por algum processo Darwiniano até um elevado, muito elevado nível de tecnologia e tenha desenhado uma forma de vida que tenham semeado, talvez, neste planeta. Agora essa é uma possibilidade e uma possibilidade intrigante, e penso que é possível obter alguma evidência para isso. Se olharmos para os detalhes...detalhes da bioquímica, biologia molecular, poderemos encontrar a assinatura de alguma espécie de designer.
Narrador: Esperem aí. O Richard Dawkins pensou que o “Design Inteligente” pode ser uma pesquisa legítima?
Dawkins: E que esse designer pode ser uma inteligência superior de outro lugar no universo. Mas essa inteligência superior teria ela própria de ter surgido por algum processo explicável ou explicável em última instância. Não poderia ter surgido a existência por um salto espontâneo. Essa é a questão.
Narrador: Então o professor Dawkins não é contra o “Design Inteligente”, apenas algumas espécies de designers, tais como Deus (STEIN, 2010).
Dawkins
defende uma metafísica popular mítica extraterrena sem nenhuma base ou
observação científica, baseado unicamente na fé, uma fé maior, e na negação do
óbvio: Deus!O que eu acho mais interessante é que um ateu não nega o design,
mas o direciona aos ETs, aos seres extraterrestres, e cria maiores problemas,
pois, segundo ele, estes ETs (nunca observados) devem ter se originado por um
processo cego, ao acaso, como o Darwinismo advoga (fatos nunca observados). Ray
Confort mostra Dawkins constrangido ao reconhecer que o registro fóssil não
apóia em hipótese alguma a evolução Darwinista, pois a vida surge em todo lugar
já completa e complexa, sem nenhum ancestral ou intermediário. Dawkins
escreveu:
E
encontramos muitos deles já em avançado estado de evolução, a primeira vez que
eles apareceram. É como se eles tivessem sido plantados lá, sem qualquer
história evolucionária. É desnecessário dizer que esta aparência de plantio
súbito tem encantado os criacionistas...(apud CONFORT, 2013, p. 13).
Essa
é uma confissão memorável, porque Dawkins reconhece que a evidência mostra a ausência
de evolução. Mas ele afirma que a vida foi “plantada” lá. Mas plantada por
quem? Dawkins queria defender, com certeza, o Design, mas apontando para a vida
extraterrena. E perceba o quanto Dawkins mudou de opinião com o passar do
tempo. Cria em seleção natural ao acaso e geração espontânea, no livro O
Relojoeiro Cego, e agora, com essa entrevista dada a Ben Stein, reconheceu a
presença de design inteligente. Phillip Johnson captou bem as palavras dele no
livro O Relojoeiro Cego e diz:
Dawkins
começa O Relojoeiro Cego reconhecendo
que a “Biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de ter
sido designada para um propósito”. A complexidade é de fato, enorme; segundo
Dawkins, mesmo uma simples célula contém mais informação do todos os volumes da
Enciclopédia Britânica juntos, e a
Enciclopédia Britânica é, definitivamente o tipo de coisa que em nossa
experiência, é produzida por uma inteligência preexistente decidida. No
entanto, Dawkins insiste que a informação genética requerida para plantas e
animais complexos, não somente pode ser, mas na verdade foi construída pela
seleção natural no curso da evolução. Dawkins escreve: “A seleção natural é o
Relojoeiro Cego, cego porque ele não enxerga a frente, não planeja as
consequências, não tem propósito em vista. Já os resultados vivos da seleção
natural nos impressiona irresistivelmente com a aparência de design feita por
relojoeiro mestre, nos impressiona com a ilusão de design e planejamento”
(apud JOHNSON, 1995, p. 76, 77 – grifo meu).
Dawkins
está apenas negando o óbvio. Como todo ateu, tenta negar as evidências. Afirmar
que toda a aparência de design é uma ilusão é, no mínimo, perigosa. Motivo:
tudo ao nosso redor perde o sentido, inclusive a racionalidade humana. Dawkins
não percebe que ele está usando a racionalidade para negar a racionalidade.
Veja como C.S. Lewis colocou isso de forma extraordinária, supondo que Dawkins
estivesse certo:
Argumento da
Razão. C. S. Lewis escreveu: Supondo que não houve
nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma
mente criativa. Nesse caso, ninguém projetou o meu cérebro com a finalidade de
pensar. Trata-se apenas de que quando os átomos dentro do meu crânio se movem,
por motivos físicos ou químicos, de organizar-se de
certa maneira, isso me dá, como
um subproduto, a sensação que eu chamo pensamento.
Mas, em caso afirmativo, como posso confiar que meu
próprio pensamento é verdade? É como virar um jarro de leite na esperança de
que o modo como os respingos se arranjam possam lhe dar um mapa de Londres. Mas se eu não posso confiar em meu próprio
pensamento, é claro que eu não posso confiar nos
argumentos que levam ao ateísmo e, portanto, não tem nenhuma razão para ser um
ateu, ou qualquer outra coisa. Se eu não acreditar em
Deus, eu não posso acreditar no pensamento: então, eu nunca posso usar o pensamento
para descrer em Deus.
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Referências
e notas:
CONFORT, Ray. Evolution
vs God: Companion Guide. Bellflower, CA: Living Waters Publications, 2013
GROSS, Chad. Cumulative Reasons for Christianity. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-cumulative-reasons-for.html, acessado em 14/04/2022
JOHNSON, Phillip E. Reason in the Balance: The Case Against NATURALISM in Science, Law & Education. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1995
STEIN, Ben. Expelled: No Intelligence allowed. Recuperado de:http://www.youtube.com/watch?v=V5EPymcWp-g. Acessado em: 14/04/2022
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