segunda-feira, 25 de abril de 2022

O ateu Richard Dawkins amarelou

  

Por Walson Sales

 

O argumento teleológico diz que o design observável no mundo sugere que deve haver um designer inteligente, Deus! Essas características de projeto, design e inteligência são encontradas de forma abundante, tanto no universo, a nível astronômico e cosmológico, quanto a nível biológico. Quando Dawkins foi indagado pelo Dr. Ben Stein acerca do mistério da origem da vida, ele confessou o design e apontou para seres extraterrestres. Isso é esclarecedor acerca da fé maior. Evita o óbvio e aceita o impossível, não provado, não observado. Antes de mostrar a confissão do Dawkins, devemos entrar na questão da origem da vida. Os ateus sempre falam do universo e depois da vida sempre como algo já formado. Das pressuposições não provadas ou observadas cientificamente, eles partem para as suas conclusões. Quando publicou a Origem das Espécies e alegadamente revolucionou a ciência, Darwin não conhecia nada a nível biológico, molecular. Se a origem do universo é um pesadelo para os ateus, o dilema da origem da vida é perturbador. Antes de abordarmos a complexidade da vida, veja como o maior ateu da atualidade, o biólogo darwinista Richard Dawkins, que nega veementemente a existência de Deus em seus escritos, que é defensor da geração espontânea evolucionária e inimigo do DI, ou seja, Design Inteligente, a ideia que existe um planejador por trás das coisas criadas, chega a dizer para defender suas ideias e que nível de fé absurdamente infantil ele passa a defender. A conversa entre Ben Stein e Dawkins transcorre assim:

 

Ben Stein: Você é um cientista. Quais são os seus dados?

Dawkins: Bem, eu...eu recebi muitas cartas com essa pergunta.

Ben Stein: Existem oito milhões de pessoas no mundo, dr. Dawkins.

Dawkins: Sim, eu sei, eu sei...

Ben Stein: Quantas cartas recebeu?

Narração: O professor Dawkins parecia tão convencido que Deus não existe que eu pensei se ele estaria disposto a por um número nisso

Dawkins: Bem, é difícil dar um número a isso, mas eu diria que é algo como, sabe, 99% contra ou algo...

Ben Stein: Bem, como é que sabe que é 99% e não, por exemplo, 97%?

Dawkins: Não sei. Pediu-me pra me dar um número, e eu não me sinto confortável em lhe dar esse número. Eu penso que é...eu penso que é pouco provável.

Ben Stein: Mas não lhe conseguiu atribuir um número?

Dawkins: Não, é claro que não.

Ben Stein: Então poderia ser de 49%.

Dawkins: Bem, isso seria...quero dizer, penso que não é provável, deve ser muito mais que 50%.

Ben Stein: Como é que sabe?

Dawkins: Eu não sei. É assim, eu sugiro um argumento no livro.

Ben Stein: Quem é que criou os céus e a terra?

Dawkins: Porque é que usa a palavra “quem”? Está vendo? Levanta de imediato a questão por utilizar a palavra “quem”.

Ben Stein: Como é que foi criada?

Dawkins: Bem, hummm....por um processo muito lento.

Ben Stein: Como é que começou?

Dawkins: Ninguém sabe como é que começou. Sabemos o tipo de acontecimento que deve ter sido.

Ben Stein: Para a origem da vida. Qual é que foi?

Dawkins: Foi a origem da primeira molécula autorreplicativa.

Ben Stein: Certo, e como isso aconteceu?

Dawkins: Já lhe disse, não sabemos.

Ben Stein: Então não faz a menor ideia de como começou?

Dawkins: Não, não. Nem eu nem ninguém.

Ben Stein: O que você pensa que é essa possibilidade do “Design Inteligente”. Pode-se tornar uma resposta para algumas das questões em genética ou na evolução?

Dawkins: Pode ser que venha concretizar da seguinte forma. Pode ser que num dado momento nos primórdios, em algum lugar no universo, uma evolução tenha evoluído por algum processo Darwiniano até um elevado, muito elevado nível de tecnologia e tenha desenhado uma forma de vida que tenham semeado, talvez, neste planeta. Agora essa é uma possibilidade e uma possibilidade intrigante, e penso que é possível obter alguma evidência para isso. Se olharmos para os detalhes...detalhes da bioquímica, biologia molecular, poderemos encontrar a assinatura de alguma espécie de designer.

Narrador: Esperem aí. O Richard Dawkins pensou que o “Design Inteligente” pode ser uma pesquisa legítima?

Dawkins: E que esse designer pode ser uma inteligência superior de outro lugar no universo. Mas essa inteligência superior teria ela própria de ter surgido por algum processo explicável ou explicável em última instância. Não poderia ter surgido a existência por um salto espontâneo. Essa é a questão.

Narrador: Então o professor Dawkins não é contra o “Design Inteligente”, apenas algumas espécies de designers, tais como Deus (STEIN, 2010).

 

Dawkins defende uma metafísica popular mítica extraterrena sem nenhuma base ou observação científica, baseado unicamente na fé, uma fé maior, e na negação do óbvio: Deus!O que eu acho mais interessante é que um ateu não nega o design, mas o direciona aos ETs, aos seres extraterrestres, e cria maiores problemas, pois, segundo ele, estes ETs (nunca observados) devem ter se originado por um processo cego, ao acaso, como o Darwinismo advoga (fatos nunca observados). Ray Confort mostra Dawkins constrangido ao reconhecer que o registro fóssil não apóia em hipótese alguma a evolução Darwinista, pois a vida surge em todo lugar já completa e complexa, sem nenhum ancestral ou intermediário. Dawkins escreveu:

 

E encontramos muitos deles já em avançado estado de evolução, a primeira vez que eles apareceram. É como se eles tivessem sido plantados lá, sem qualquer história evolucionária. É desnecessário dizer que esta aparência de plantio súbito tem encantado os criacionistas...(apud CONFORT, 2013, p. 13).

 

Essa é uma confissão memorável, porque Dawkins reconhece que a evidência mostra a ausência de evolução. Mas ele afirma que a vida foi “plantada” lá. Mas plantada por quem? Dawkins queria defender, com certeza, o Design, mas apontando para a vida extraterrena. E perceba o quanto Dawkins mudou de opinião com o passar do tempo. Cria em seleção natural ao acaso e geração espontânea, no livro O Relojoeiro Cego, e agora, com essa entrevista dada a Ben Stein, reconheceu a presença de design inteligente. Phillip Johnson captou bem as palavras dele no livro O Relojoeiro Cego e diz:

 

Dawkins começa O Relojoeiro Cego reconhecendo que a “Biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de ter sido designada para um propósito”. A complexidade é de fato, enorme; segundo Dawkins, mesmo uma simples célula contém mais informação do todos os volumes da Enciclopédia Britânica juntos, e a Enciclopédia Britânica é, definitivamente o tipo de coisa que em nossa experiência, é produzida por uma inteligência preexistente decidida. No entanto, Dawkins insiste que a informação genética requerida para plantas e animais complexos, não somente pode ser, mas na verdade foi construída pela seleção natural no curso da evolução. Dawkins escreve: “A seleção natural é o Relojoeiro Cego, cego porque ele não enxerga a frente, não planeja as consequências, não tem propósito em vista. Já os resultados vivos da seleção natural nos impressiona irresistivelmente com a aparência de design feita por relojoeiro mestre, nos impressiona com a ilusão de design e planejamento” (apud JOHNSON, 1995, p. 76, 77 – grifo meu).

 

Dawkins está apenas negando o óbvio. Como todo ateu, tenta negar as evidências. Afirmar que toda a aparência de design é uma ilusão é, no mínimo, perigosa. Motivo: tudo ao nosso redor perde o sentido, inclusive a racionalidade humana. Dawkins não percebe que ele está usando a racionalidade para negar a racionalidade. Veja como C.S. Lewis colocou isso de forma extraordinária, supondo que Dawkins estivesse certo:

 

Argumento da Razão. C. S. Lewis escreveu: Supondo que não houve nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma mente criativa. Nesse caso, ninguém projetou o meu cérebro com a finalidade de pensar. Trata-se apenas de que quando os átomos dentro do meu crânio se movem, por motivos físicos ou químicos, de organizar-se de certa maneira, isso me dá, como um subproduto, a sensação que eu chamo pensamento. Mas, em caso afirmativo, como posso confiar que meu próprio pensamento é verdade? É como virar um jarro de leite na esperança de que o modo como os respingos se arranjam possam lhe dar um mapa de Londres. Mas se eu não posso confiar em meu próprio pensamento, é claro que eu não posso confiar nos argumentos que levam ao ateísmo e, portanto, não tem nenhuma razão para ser um ateu, ou qualquer outra coisa. Se eu não acreditar em Deus, eu não posso acreditar no pensamento: então, eu nunca posso usar o pensamento para descrer em Deus.

 

Eu não vejo como Dawkins pode, racionalmente, querer negar o óbvio. Acertadamente Gross (2010) raciocina e cita C.S. Lewis: “Se Deus não existe, então cada um de nossos pensamentos são simplesmente o produto de uma longa série de acidentes aleatórios irracionais. Como C.S. Lewis certa vez colocou: ‘…se… os pensamentos…são meramente subprodutos acidentais, porque nós deveríamos acreditar que um acidente seria capaz de dar um relato correto de todos os outros acidentes?’”. Como disse anteriormente, com a tese de Dawkins, tudo perde o sentido, até mesmo a racionalidade dele. Sem esquecer que Dawkins mudou muito de opinião, como já foi mostrado na sua entrevista a Ben Stein.

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Referências e notas:

 

CONFORT, Ray. Evolution vs God: Companion Guide. Bellflower, CA: Living Waters Publications, 2013

GROSS, Chad. Cumulative Reasons for Christianity. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-cumulative-reasons-for.html, acessado em 14/04/2022

JOHNSON, Phillip E. Reason in the Balance: The Case Against NATURALISM in Science, Law & Education. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1995

STEIN, Ben. Expelled: No Intelligence allowed. Recuperado de:http://www.youtube.com/watch?v=V5EPymcWp-g. Acessado em: 14/04/2022

 

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