Por
Walson Sales
Mas
o que levou os biólogos e cientistas a buscar as respostas para a origem da
vida em nosso planeta nos seres extraterrenos? Dawkins quer defender também, de
forma implícita, a ideia do Multiverso, a teoria de que existem muitos
universos além do nosso, como já mencionado na primeira parte. Importantes
teóricos advogam que nem essa teoria foge da necessidade de
um Criador. Porém um problema paralelo se
coloca sobre a hipótese de diversos mundos como explicação do ajuste fino. De
acordo com a teoria predominante da evolução biológica, a vida inteligente,
como nós mesmos, se é que evolui, ocorrerá no período mais próximo possível do
final da vida do sol. Quanto menor o tempo disponível para os mecanismos da
mutação genética e da seleção natural funcionar, menor a probabilidade de
evolução de vida inteligente. Dada a complexidade do organismo humano, é muito
mais provável que os seres humanos evoluam no final da vida do sol do que no
seu início. John Barrow e Frank Tipler listam dez passos na evolução do Homo Sapiens,
cada um deles tão improvável que, antes de poder acontecer, o sol teria deixado
de existir como estrela e teria incinerado a terra! Consequentemente, se o
nosso universo nada mais é que um membro do conjunto de mundos, então,
presumindo, para o bem do argumento, que a ideia evolucionista predominante da
complexidade biológica esteja correta, é muito mais provável que devêssemos
observar um sol bastante velho, em vez de relativamente jovem (BECKWITH, CRAIG & MORELAND 2006, p. 595-596).
Tentaram Buscar
Explicação com os ETs
Perceba a enorme e
inimaginável complexidade. Eles tiveram que concluir, mesmo que
equivocadamente: só pode ter sido trazida de fora por
seres infinitamente mais evoluídos. Foram buscar as respostas nos ETs. Michael
Denton conta um pouco dessa história meio louca entre os homens com as mentes
mais privilegiadas da época no capítulo 11 do seu livro. O título desse
capítulo é O Enigma da Origem da Vida.
O problema para a teoria da evolução foi a revolução no conhecimento biológico
na década de 50. Não havia formas transicionais para que a evolução das células
pudesse ter ocorrido. A biologia molecular serviu somente para enfatizar a
enormidade do salto (DENTON, 1986, 249). As células eram enormemente complexas,
e todo o sistema já teria que aparecer pronto. Ele não poderia ter evoluído.
Denton prossegue:
A biologia molecular mostrou que
mesmo o mais simples de todos os sistemas vivos na terra hoje, as células
bacterianas são objetos extremamente complexos. Embora a ínfima célula bacteriana
ser incrivelmente pequenas, pesando menos do que 10-12 gms, cada uma
é, em efeito, uma verdadeira fábrica micro miniaturizada contendo milhares de
peças projetadas primorosamente de uma maquinaria molecular complexa, composta
inteiramente de cem mil milhões de átomos, muito mais complexa do que qualquer
máquina construída pelo homem e absolutamente sem paralelo no mundo sem vida
(1986, p. 250).
As pressuposições dos
evolucionistas é que a vida veio da matéria morta, ao acaso. Os ateus têm que
crer que o mesmo processo gradual que guiou a evolução da vida, a sucessiva
seleção das mutações benéficas, foi também responsável pela criação de todo o
sistema. Consequentemente, é suposto que a primeira célula surgiu seguindo um
longo período de evolução pré-celular. É presumido que o processo iniciou com
uma molécula primitiva autorreplicativa, a qual vagarosamente acumulou as
mutações benéficas que as capacitaram a se reproduzir mais eficientemente. Após
um grande período de tempo, o sistema evoluiu gradativamente em um objeto
autorreplicativo mais complexo, adquirindo uma membrana celular, funções
metabólicas e, eventualmente, toda a maquinaria bioquímica complexa da célula,
guiada puramente e perfeitamente por um processo natural de acaso e seleção (Ibdem,
p. 251). O problema é que biologicamente isso é impossível! Esse foi o motivo
de Dawkins tentar buscar a resposta nos ETs. Se nós olharmos a história da
NASA, podemos entender por que houve sérias tentativas de detectar mensagens
enviadas à Terra por civilizações extraterrestres e o porquê de a NASA ter
colocado uma placa com informações sobre a vida na terra na Sonda Espacial Pioneer 10. A partir daí, foram muitas
missões na tentativa de tentar desvendar o mistério da vida na terra. No início
da década de 60, foi lançado o Projeto OZMA, que buscava sinais de inteligência
no espaço. As sondas espaciais Mariner II
e IV fotografaram Marte em busca de vida. Depois a missão Vikking e, as famosas viagens da
Columbus (DENTON, 1986, p. 251-254). E nada de vida. Eles continuam buscando
até hoje, porém sem sucesso. As expectativas de tirar Deus de cena eram tão
grandes que o astrônomo americano Carl Sagan afirmou:
...a descoberta de vida em outro
planeta – e.g. Marte – pode, nas palavras do Físico Americano Phillip
Morrision, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, “transformar a origem
da vida, de um milagre a uma estatística” (apud DENTON, 1986, p. 252).
O mais interessante nisso tudo é
que eles reconhecem ser um milagre e tentam negar a todo custo. Joe W. Francis,
um biólogo americano, menciona que as células vivas são altamente complexas e
que seria impossível uma “evolução” dentro do sistema celular. Ele mostra, por
exemplo, que os três principais elementos que sustentam a vida, o oxigênio, a água
e a luz, são extremamente nocivos à vida e que, se a evolução fosse verdadeira,
deveriam existir elementos inibidores das toxicidades desses elementos e
reguladores dos níveis ideais, milimetricamente mensurados, desses elementos
nas células. Veja o que ele afirma:
Cada criatura viva é
feita de unidades maravilhosamente pequenas e complexas chamadas células. As
células vistas sob o microscópio não parecem fazer muito, ainda elas são cheias
de máquinas em microescala envolvidas em reações tremendamente complexas [...]
Apesar dessa imensa complexidade, as células vivas são feitas primariamente de
quatro átomos: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Dois desses átomos,
hidrogênio e oxigênio são misturados para formar água, que é a mais abundante
molécula em organismos vivos. A própria molécula de oxigênio desempenha um papel crítico na
regeneração de energia na célula. Somando a isso, todas as criaturas vivas
precisam de um estoque de energia. Por fim, a energia na maior parte dos
ecossistemas vem da luz [...] Os organismos vivos estão continuamente expostos
a estas substâncias muito importantes que a vida depende. Estudiosos da origem
da vida, que tentam determinar como a vida se originou por meios naturais,
devem incorporar água, oxigênio e luz dentro de suas fórmulas para o início da
vida. No entanto, é bastante curioso que
estas três substâncias são tóxicas à vida. De fato, as células vivas lutam
diariamente, momento a momento, uma batalha contra a toxicidade do oxigênio, da
água e da luz (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p. 59 – grifo
meu).
Esses elementos são tão ajustados
por mecanismos tão complexos e interdependentes que seus ajustes refletiriam
até mesmo no nosso meio ambiente. Ele continua dizendo que o oxigênio interage com muitos átomos
e moléculas. Isso é evidente em estruturas metálicas ao nosso redor, que tendem
a oxidar ou enferrujar com o tempo. Se o oxigênio contido em nossa atmosfera
fosse só alguns percentuais a mais dos seus atuais 21 por cento, o potencial
para incêndios florestais devastadores e uma atmosfera instável explosiva
aumentaria significantemente, fazendo a vida menos provável de se desenvolver
na Terra (Ibdem). Se esse nível fosse para menos, as criaturas vivas
morreriam por falta de oxigênio. Então ele descreve como se processam as
interações químicas dentro da célula:
O oxigênio é tóxico aos
organismos vivos porque quando ele interage com células vivas, as próprias
moléculas do oxigênio decompõem-se em intermediários tóxicos. Esses
intermediários interagem e modificam muitas moléculas essenciais na célula.
Consequentemente, porque nós vivemos em um meio ambiente oxigenado, nossas
células e seus conteúdos são constantemente ameaçados pelos intermediários
tóxicos do oxigênio. Se essa ameaça não é continuamente neutralizada, a vida
cessaria.
A célula suporta essa
ameaça fazendo uma variedade de enzimas tóxicas de oxigênio de ligação,
incluindo um tipo maior chamado superóxido dismutase (SOD), que restringe e
desativa o superóxido, a espécie tóxica dominante no oxigênio. SOD é encontrado
dentro da célula, fora da célula e nas membranas da célula. As células do nosso
corpo são literalmente cercadas pelo SOD. De fato, a concentração de SOD no
ambiente celular pode ser cem mil vezes maior do que a concentração do tóxico
superóxido.
Porque
o oxigênio apareceu muito cedo no desenvolvimento da vida, o SOD ou um
mecanismo de proteção similar a ele deveria ser requerido aparecer cedo também
na evolução da vida. Isso é problemático por várias razões. Uma é que o SOD
necessitaria especificamente restringir o superóxido, não o oxigênio. O
superóxido e o oxigênio são muito similares em tamanho e formato e se o SOD
reagir com o oxigênio e impedir sua entrada na célula, isso seria ameaçador a
vida (Ibdem, p. 60-61).
E os problemas não param por aí.
Ele menciona também o que a luz UV e a água podem fazer para a célula e
menciona mecanismos complexos de proteção interdependentes que não poderiam vir
antes ou depois, pois todo o sistema só funciona junto e é impossível funcionar
de maneira transicional. Denton corrobora afirmando que, na presença de
oxigênio, qualquer componente orgânico formado sobre a terra primitiva, que
eles chamam de sopa prebiótica, seria oxidada e degradada rapidamente pela ação
do oxigênio. Por isso, muitas autoridades advogaram uma atmosfera livre de
oxigênio por centenas de milhões de anos, seguindo a formação da crosta da
terra. Somente tal atmosfera protegeria os delicados componentes orgânicos e os
permitiria acumular a forma da sopa prebiótica. Sinistramente, para os crentes
no cenário tradicional da sopa orgânica, não há nenhuma evidência geoquímica
clara para excluir a possibilidade de o oxigênio estar presente na atmosfera da
Terra tão logo após a formação de sua crosta. Mesmo se não houvesse oxigênio,
haveria maiores dificuldades. Sem oxigênio, não haveria nenhuma camada de
ozônio acima na atmosfera, que hoje protege a superfície da terra de uma dose
letal de radiação ultravioleta. Em um cenário livre de oxigênio, o fluxo ultravioleta
alcançaria a superfície da terra, sendo mais do que suficiente para destruir os
componentes orgânicos tão rápido quanto eles são produzidos (1986, p. 261). A
coisa complica, porque, se nós tivéssemos oxigênio na atmosfera primitiva, não
poderíamos ter os componentes orgânicos; mas se nós não temos oxigênio, não
poderíamos ter nenhum dos dois. Joe Francis antecipa as possíveis respostas dos
ateus e a fé absurdamente infantil deles:
Alguém poderia
argumentar que dando tempo suficiente, esses mecanismos de proteção poderiam
evoluir, mas a evolução simultânea de vários mecanismos de proteção elaborados
e complexos que são requeridas para proteger as células principais necessidades
básicas da vida (a saber, água, oxigênio e luz), certamente complicam o
problema da origem da vida. Em outra mão, como essa observação se coaduna com
as teorias da criação/design? A exigência da vida para a existência de vários
mecanismos de proteção simultâneos e complexos certamente é consistente com a
criação ou design na natureza que foi premeditado e construído dentro de um
pequeno período de tempo. No entanto, alguém poderia perguntar por que um
criador/designer usaria agentes tóxicos? A toxicidade poderia ser considerada
um subproduto da reatividade química. Reatividade é requerida em um mundo onde
as coisas foram projetadas para se mover e interagir (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p.
62).
Os ateus tiveram fé na sopa
prebiótica e depois nos ETs. A crença na existência da sopa primordial é um
pré-requisito absoluto para o surgimento da vida na terra, mas, mesmo se
houvesse evidência suficiente de que essa sopa existiu, o problema da origem da
vida ainda estaria longe de ser resolvido. O aspecto mais difícil do problema
da origem da vida não repousa na origem da sopa dos componentes orgânicos, mas
nos estágios que levam da sopa à célula viva! A eficiência das enzimas deve ter
precedido um sistema transicional preciso, mas a eficiência das enzimas é
absolutamente dependente de um sistema transicional preciso. A célula primitiva
foi confrontada com o aparente paradoxo, que, a fim de desenvolver um aparelho
transicional cada vez mais preciso, teve que, primeiro, transmitir mais
precisamente. Não há margens de erros. Erros perpetuariam os erros. A natureza
cíclica da replicação celular garante que a imperfeição leva à autodestruição.
Há uma grande distância entre a sopa primordial, as formas transicionais e a
primeira célula autorreplicativa. O problema da origem da vida representa o
mais dramático exemplo do princípio universal: sistemas complexos não podem ser
reunidos gradualmente por meio de intermediários funcionais por causa da
necessidade de perfeita co-adaptação de seus componentes como uma pré-condição
de função (DENTON, 1986, pp. 269, 70). Simmons e Dembski abordam o mesmo
problema. Eles afirmam que a questão central da biologia evolucionária é um
processo físico, não guiado, que pode dar conta do surgimento de toda
diversidade e complexidade biológica. Para os evolucionistas, um processo
físico não guiado, capaz de produzir complexidade biológica deve ter três
componentes: 1) transmissão hereditária; 2) mudança acidental; e 3) seleção
natural. Mas, pense desta forma: nós começamos com algum organismo. Ele incorre
em alguma mudança. A mudança é acidental no sentido que ela não antecipa
mudanças futuras que gerações subsequentes podem experimentar (o
neo-Darwinismo, por exemplo, trata tais mudanças como mutações aleatórias ou
erros no material genético). Além do mais, mudanças acidentais são hereditárias
e, portanto, podem ser transmitidas para a próxima geração. Se elas são, na
verdade, transmitidas à próxima geração, depende se a mudança é, em algum
sentido, benéfica ao organismo. Em caso afirmativo, a seleção natural
provavelmente preservará os organismos, exibindo tal mudança. Só que tem um
problema: à parte do design inteligente, o que pode coordenar as mudanças
acidentais que a transmissão hereditária passa de uma geração a outra? Para
realizar tal coordenação, a evolução precisa de um designer substituto. A
seleção natural não é um substituto para a inteligência. Esse processo cego
quando se junta a outro processo cego (a mudança acidental) é suposto produzir
designs que excede a capacidade de qualquer designer em nossa experiência. Onde
está a evidência de que a seleção natural pode executar as complicadas
bioengenharias que são manifestas em todo mundo vivo? Onde está a evidência dos
tipos de mudanças acidentais requeridas para que uma evolução em larga escala
tenha ocorrido? A evidência simplesmente não existe (2004, p. 11, 12).
O Bioquímico Francis Crick,
ganhador do prêmio Nobel, reconheceu: “Um homem honesto, armado com todo o
conhecimento disponível a nós agora, só poderia declarar que, em algum sentido,
a origem da vida aparenta neste momento ser quase um milagre, tantas são as
condições que teriam que ter sido satisfeitas” (Ibdem, 268). Mas depois, junto
com os astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, por causa da
complexidade da vida e de suas visões de mundo onde Deus é proibido, levantaram
a ideia de panspermia. Ou seja, a vida foi implantada aqui por seres
extraterrestres ou chegou aqui em algum asteróide que se chocou com a terra.
Por isso Denton arremata: “a complexidade do mais simples tipo de célula
conhecida é tão grande que é impossível aceitar que tal objeto poderia ter sido
reunido repentinamente por algum tipo de evento bizarro, vastamente improvável.
Tal ocorrência seria indistinguível de um milagre” (1986, p. 264). Freeman
Dyson, o físico teorético americano do Instituto de estudos avançados de
Princeton, analisando os resultados das buscas da origem da vida em outros
planetas e seres extraterrestres, disse:
Ou nós não vimos tecnologia
porque ela não existe, ou nós não vimos porque não procuramos o bastante. Após
meditar sobre este problema por um longo tempo, eu tenho vindo relutantemente a
conclusão que a primeira resposta é a mais provável [...] No fim, eu estou
muito cético sobre a existência de qualquer tecnologia extraterrestre. Talvez a
evolução da vida é um evento muito menos provável do que os biólogos
moleculares querem nos fazer crer (apud DENTON, 1986, p. 260).
Por isso Fred Hoyle foi tão
incisivo com respeito à geração espontânea, defendida pelos evolucionistas
ateus, quando disse:
A interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto
brincou com a física, bem como a química e a biologia, e que não existem forças
cegas falando na natureza. Os números se calculam a partir dos fatos e
parecem-me tão avassaladores como colocar esta conclusão quase fora de questão
(apud DEMING, 2010).
E Robert Jastrow, o cabeça do
Instituto Goddard para estudos espaciais da NASA, chama isso [a complexidade do
universo e da vida] de a mais poderosa evidência para a existência de Deus “já
revelada pela ciência” (CRAIG, apud WALLACE 2003, p. 21). Então,
uma vez mais, a visão que os teístas cristãos sempre abraçaram – que existe um
Designer do Cosmos– parece fazer muito mais sentido do que a visão ateísta, na
qual o universo veio à existência a partir do nada e simplesmente aconteceu de
estar ajustado, pelo acaso, com uma precisão incompreensível para a existência
de vida inteligente. Nós podemos resumir nosso argumento da seguinte forma:
1
- O ajuste fino das condições iniciais do universo é devido a alguma lei, acaso
ou design.
2
- Ele não é devido à lei ou acaso.
3
- Portanto, é devido ao design (CRAIG, apud WALLACE 2003, p. 19).
Resumindo as duas partes até agora, com todas as
suas evidências e a denúncia alicerçada na razão e nas descobertas científicas:
Deus existe e se revelou na criação, na Bíblia Sagrada e na pessoa do Filho
Jesus Cristo. A existência de Deus é um axioma, e as evidências estão
alicerçadas em crenças básicas que negá-las seria irracional. São elas:
Primeiro problema: Lei de
Causa e Efeito – O Efeito não pode ser maior do que a causa; (Essa é a lei mais
utilizada na ciência, pois a ciência é uma busca pelas causas). Sem
esquecer que tudo o que tem um início tem uma causa. O universo teve um início,
portanto o universo tem uma causa.
Segundo problema: Teoria da Inexistência – Aquilo que não existe não pode fazer a sua própria existência. Não pode criar a si mesmo.
Terceiro problema: Lei da Biogênese – Vida só provém de Vida. Material inorgânico não pode produzir vida.
Quarto Problema: Leis da Termodinâmica – O Universo vai do Organizado ao Desorganizado em sentido decadente.
Quinto problema: Lei da Não contradição – Essa é a maior lei da lógica. Algo para ser verdadeiro não pode ter contradições no seu meio.
Entretanto, para a Evolução
ser verdadeira:
1 – O Efeito tem que ser
maior que a causa – Feriu a Lei de Causa e Efeito, que diz que o Efeito NÃO
pode ser maior que a Causa.
2 – Todo o Universo e a vida teriam que vir à existência a partir do nada, por meio do nada e para nada. Feriu a Teoria da Inexistência, que diz que do nada, nada vem.
3 – A vida teria que vir de matéria sem vida. Feriu a Lei da Biogênese, que diz que Vida só provem de vida.
4 – O Universo e depois a vida teriam que ir em sentido ascendente. Universo simples para Universo com maior complexidade; e vida simples para vida complexa, incluindo a ideia de seres vivos se transformando em outros seres vivos. Feriu as leis da Termodinâmica, que diz que o Universo vai em sentido Decadente. A Energia utilizável do Universo está se esgotando e a Vida é criada e segue em direção à morte.
5 – A teoria da Evolução fere todos os itens anteriores, ferindo, portanto, a Lei da Não Contradição.
Como afirmou o biólogo Jonathan Wells:“Como todas as outras
teorias científicas, a evolução Darwiniana deve ser continuamente comparada com
a evidência. […]Se ela não se encaixa com a evidência, ela deve ser reavaliada
ou abandonada – do contrário isso não é ciência, mas mito” (STROBEL, 2004, p.
277). Strobel escreveu: Para abraçar o Darwinismo, a pessoa deve crer que:
• O
nada produz tudo.
• A
não vida produz vida.
•
Aleatoriedade produz ajuste fino.
• Caos
produz informação.
•
Inconsciência produz consciência.
•
Irracional produz a razão.
E
ele arremata: “Baseado nisto, eu fui forçado a concluir que o Darwinismo
requereria um salto cego de fé, coisa que eu não estava querendo fazer”
(STROBEL, 2004, p. 277). Imagine as reações químicas no corpo humano? São
tantas e tão complexas e simultâneas que relegá-las ao acaso é uma
irresponsabilidade. Simmons e Dembski mencionam, por
exemplo, que o interior do corpo humano é um lugar mais movimentado do que a
cidade de Nova York, a cidade do México, Tokyo e Bombay juntas. De dez a
setenta e cinco trilhões de células participam em mais de um quadrilhão de
interações químicas propositais a cada dia que nos ajuda a andar, respirar,
pensar, dormir, procriar, ver, ouvir, cheirar, sentir, digerir o alimento,
eliminar os dejetos, escrever, ler, falar, fazer as células vermelhas, remover
as células mortas, lutar contra as infecções, comportar-se bem, comportar-se
mal, absorver os nutrientes, transportar oxigênio, eliminar o dióxido de
carbono, manter o equilíbrio, conduzir um diálogo, entender instruções, argumentar
e tomar decisões complexas, somente para nomear algumas atividades comuns.
Somando-se a isso, cada um desses processos tem dúzias – e às vezes centenas –
de pequenos passos interativos, checagens, e confirmações de checagens,
balanços e mecanismos regulatórios. E mais: todos esses passos têm pequenos
sub-passos químicos. O corpo humano funciona como uma nevasca extremamente bem
organizada de respostas químicas invisíveis e impulsos elétricos de rápida
transformação. O cérebro humano é um continente envolvido, varrido por furacões
elétricos microscópicos e ondas químicas que, de certo modo, sente a realidade
externa em uma base de microssegundo a microssegundo. Darwin não tinha uma
pista de como esses mecanismos verdadeiramente funcionavam. Na maior parte, ele
não sabia que eles sequer existiam (2004, p. 16). Jacobb Gonik, ex-ateu e hoje
uma espécie de deísta, ou seja, não cristão ou adepto de nenhuma religião,
defende firmemente a existência de Deus, utilizando, segundo ele mesmo,
unicamente a lógica. O papel do DNA em nossas células, a teoria da relatividade
de Einstein, a mecânica quântica e as leis de ação-reação, causa-efeito,
entropia e, pasmem, a própria teoria da evolução de Darwin, segundo ele, são
provas da existência de Deus. Ele relata, de maneira interessante, como ele
abandonou o ateísmo e passou a defender a existência de Deus:
Os
astrônomos dizem que o universo contém sextiliões de estrelas – o nosso sol é
uma delas – separadas por sextiliões de quilômetros. Um sextilião é
representado pelo algarismo 1 seguido por 21 zeros, número este tão grande que
até dificulta a nossa compreensão.
Próxima
Centauri, a estrela mais próxima do sol, fica “somente” à espantosa distância
de 40 trilhões de quilômetros, pertíssimo em termos astronômicos, mas um moderno
foguete levaria milhares de anos para ir da terra a Centauri.
No
outro extremo, dentro do nosso corpo, a distância entre dois átomos é um bilhão
de vezes menor do que um metro. Além disso, os átomos contidos
numa pequena moeda contém mais energia armazenada do que numa bomba de
hidrogênio.
Existe
um mundo absurdamente grande e um mundo atômico absurdamente pequeno, mas
poderoso. Até parece que nós, seres humanos, nos situamos bem no meio do
caminho entre os dois.
Essas
dimensões gigantescas e minúsculas me deixam maravilhado. Não consigo conceber
o universo como sendo o resultado do nada e que, de repente,
simplesmente aconteceu.
A
maioria dos cientistas também odeia o nada; mas, como também rejeita a ideia de
Deus, acha melhor acreditar que o universo sempre existiu e que, portanto,
nunca precisou de um criador.
Quando
afirmei a um amigo, Professor de Física, que tudo na natureza tem
obrigatoriamente um Agente Causador, ele discordou.
“Como
Não?” questionei.
Sua
resposta foi curiosa:
“É
verdade que jamais vimos um incidente ou objeto na natureza sem um ou mais
agentes causadores, sem pelo menos um ‘pai’. No entanto, quem pode garantir que
nunca encontraremos uma exceção? A ciência ainda precisa de uma prova
matemática de que todo fenômeno tem um ‘pai’! Até lá, a lei de causa e efeito,
apesar de provável, não deve ser considerada verdadeira” (GONIK, 2007, p. 8,9 –
grifos do autor).
Como
um ateu pode considerar que algo “provável” não deve ser considerado
verdadeiro? Esse é um verdadeiro exemplo de fé na “exceção” não encontrada.
Darwin não teve acesso a esse conhecimento, mas os ateus de hoje têm. O biólogo
Jonathan Wells declarou:
Minha conclusão é que o
argumento a favor da evolução Darwiniana está falido. A evidência a favor do
Darwinismo não é somente grosseiramente inadequada,ela é sistematicamente
distorcida. Eu estou convencido que algum dia, em um futuro não tão distante,
eu não sei, talvez vinte ou trinta anos, as pessoas olharão para trás com
assombro e dirão: `Como alguém teria crido nisso?' O Darwinismo é meramente uma
filosofia materialista mascarada de ciência e as pessoas estão a reconhecendo
pelo que ela é (apud STROBEL, 2004, p. 43, 44).
Como
venho afirmando, você não pode perder a oportunidade de pedir gentilmente a
razão da fé do ateu, pois ele revelará uma fé maior, infantil e absurda, do que
a fé que ele critica. Veremos, agora, na próxima parte, os argumentos dos
valores morais objetivos no mundo.
____________________
Referências
e notas:
BECKWITH,
Francis J., CRAIG, Willian Lane & MORELAND, J. P. Ensaios apologéticos (J. F. Cristófalo, trad.). São Paulo: Hagnos,
2006
DEMBSKI,
William A; LICONA, Michael R (Ed.). Evidence for God: 50 Arguments
for Faith from the Bible, History, Philosophy and Science. Grand Rapids,
MI: Baker Books, 2010
DEMING, Kyle. Testing Christianity's Core Truth
Claims. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-testing-christianitys-core-truth.html,
acessado em 14/04/2022
DENTON, Michael. Evolution:
A Theory In Crisis. New Developments In Science Are Challenging Orthodox
Darwinism. Chevy Chase, MD: Adler & Adler, 1986
GONIK, Jacobb. Por Lógica Deus Existe: O
Caminho da Felicidade. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007
SIMMONS, Geofrey S; DEMBSKI, William.
What Darwin didn’t Know: A Doctor
Dissects the Theory of Evolution. Eugene, Oregon: Harvest House Publishers,
2004
STROBEL, Lee. The Case For A Creator: A
Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2004
WALLACE, Stan W (ed.). Does God Exist? The Craig-Flew Debate. Burlington, USA: Ashgate Publishing, 2003
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