segunda-feira, 2 de maio de 2022

A Questão da Origem da Vida – um Tormento para os Ateus

  

Por Walson Sales

 

Mas o que levou os biólogos e cientistas a buscar as respostas para a origem da vida em nosso planeta nos seres extraterrenos? Dawkins quer defender também, de forma implícita, a ideia do Multiverso, a teoria de que existem muitos universos além do nosso, como já mencionado na primeira parte. Importantes teóricos advogam que nem essa teoria foge da necessidade de um Criador. Porém um problema paralelo se coloca sobre a hipótese de diversos mundos como explicação do ajuste fino. De acordo com a teoria predominante da evolução biológica, a vida inteligente, como nós mesmos, se é que evolui, ocorrerá no período mais próximo possível do final da vida do sol. Quanto menor o tempo disponível para os mecanismos da mutação genética e da seleção natural funcionar, menor a probabilidade de evolução de vida inteligente. Dada a complexidade do organismo humano, é muito mais provável que os seres humanos evoluam no final da vida do sol do que no seu início. John Barrow e Frank Tipler listam dez passos na evolução do Homo Sapiens, cada um deles tão improvável que, antes de poder acontecer, o sol teria deixado de existir como estrela e teria incinerado a terra! Consequentemente, se o nosso universo nada mais é que um membro do conjunto de mundos, então, presumindo, para o bem do argumento, que a ideia evolucionista predominante da complexidade biológica esteja correta, é muito mais provável que devêssemos observar um sol bastante velho, em vez de relativamente jovem (BECKWITH, CRAIG & MORELAND 2006, p. 595-596).

 

Tentaram Buscar Explicação com os ETs

 

Perceba a enorme e inimaginável complexidade. Eles tiveram que concluir, mesmo que equivocadamente: só pode ter sido trazida de fora por seres infinitamente mais evoluídos. Foram buscar as respostas nos ETs. Michael Denton conta um pouco dessa história meio louca entre os homens com as mentes mais privilegiadas da época no capítulo 11 do seu livro. O título desse capítulo é O Enigma da Origem da Vida. O problema para a teoria da evolução foi a revolução no conhecimento biológico na década de 50. Não havia formas transicionais para que a evolução das células pudesse ter ocorrido. A biologia molecular serviu somente para enfatizar a enormidade do salto (DENTON, 1986, 249). As células eram enormemente complexas, e todo o sistema já teria que aparecer pronto. Ele não poderia ter evoluído. Denton prossegue:

 

A biologia molecular mostrou que mesmo o mais simples de todos os sistemas vivos na terra hoje, as células bacterianas são objetos extremamente complexos. Embora a ínfima célula bacteriana ser incrivelmente pequenas, pesando menos do que 10-12 gms, cada uma é, em efeito, uma verdadeira fábrica micro miniaturizada contendo milhares de peças projetadas primorosamente de uma maquinaria molecular complexa, composta inteiramente de cem mil milhões de átomos, muito mais complexa do que qualquer máquina construída pelo homem e absolutamente sem paralelo no mundo sem vida (1986, p. 250).

 

As pressuposições dos evolucionistas é que a vida veio da matéria morta, ao acaso. Os ateus têm que crer que o mesmo processo gradual que guiou a evolução da vida, a sucessiva seleção das mutações benéficas, foi também responsável pela criação de todo o sistema. Consequentemente, é suposto que a primeira célula surgiu seguindo um longo período de evolução pré-celular. É presumido que o processo iniciou com uma molécula primitiva autorreplicativa, a qual vagarosamente acumulou as mutações benéficas que as capacitaram a se reproduzir mais eficientemente. Após um grande período de tempo, o sistema evoluiu gradativamente em um objeto autorreplicativo mais complexo, adquirindo uma membrana celular, funções metabólicas e, eventualmente, toda a maquinaria bioquímica complexa da célula, guiada puramente e perfeitamente por um processo natural de acaso e seleção (Ibdem, p. 251). O problema é que biologicamente isso é impossível! Esse foi o motivo de Dawkins tentar buscar a resposta nos ETs. Se nós olharmos a história da NASA, podemos entender por que houve sérias tentativas de detectar mensagens enviadas à Terra por civilizações extraterrestres e o porquê de a NASA ter colocado uma placa com informações sobre a vida na terra na Sonda Espacial Pioneer 10. A partir daí, foram muitas missões na tentativa de tentar desvendar o mistério da vida na terra. No início da década de 60, foi lançado o Projeto OZMA, que buscava sinais de inteligência no espaço. As sondas espaciais Mariner II e IV fotografaram Marte em busca de vida. Depois a missão Vikking e, as famosas viagens da Columbus (DENTON, 1986, p. 251-254). E nada de vida. Eles continuam buscando até hoje, porém sem sucesso. As expectativas de tirar Deus de cena eram tão grandes que o astrônomo americano Carl Sagan afirmou:

 

...a descoberta de vida em outro planeta – e.g. Marte – pode, nas palavras do Físico Americano Phillip Morrision, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, “transformar a origem da vida, de um milagre a uma estatística” (apud DENTON, 1986, p. 252).

 

O mais interessante nisso tudo é que eles reconhecem ser um milagre e tentam negar a todo custo. Joe W. Francis, um biólogo americano, menciona que as células vivas são altamente complexas e que seria impossível uma “evolução” dentro do sistema celular. Ele mostra, por exemplo, que os três principais elementos que sustentam a vida, o oxigênio, a água e a luz, são extremamente nocivos à vida e que, se a evolução fosse verdadeira, deveriam existir elementos inibidores das toxicidades desses elementos e reguladores dos níveis ideais, milimetricamente mensurados, desses elementos nas células. Veja o que ele afirma:

 

Cada criatura viva é feita de unidades maravilhosamente pequenas e complexas chamadas células. As células vistas sob o microscópio não parecem fazer muito, ainda elas são cheias de máquinas em microescala envolvidas em reações tremendamente complexas [...] Apesar dessa imensa complexidade, as células vivas são feitas primariamente de quatro átomos: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Dois desses átomos, hidrogênio e oxigênio são misturados para formar água, que é a mais abundante molécula em organismos vivos. A própria molécula de oxigênio desempenha um papel crítico na regeneração de energia na célula. Somando a isso, todas as criaturas vivas precisam de um estoque de energia. Por fim, a energia na maior parte dos ecossistemas vem da luz [...] Os organismos vivos estão continuamente expostos a estas substâncias muito importantes que a vida depende. Estudiosos da origem da vida, que tentam determinar como a vida se originou por meios naturais, devem incorporar água, oxigênio e luz dentro de suas fórmulas para o início da vida. No entanto, é bastante curioso que estas três substâncias são tóxicas à vida. De fato, as células vivas lutam diariamente, momento a momento, uma batalha contra a toxicidade do oxigênio, da água e da luz (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p. 59 – grifo meu).

 

Esses elementos são tão ajustados por mecanismos tão complexos e interdependentes que seus ajustes refletiriam até mesmo no nosso meio ambiente. Ele continua dizendo que o oxigênio interage com muitos átomos e moléculas. Isso é evidente em estruturas metálicas ao nosso redor, que tendem a oxidar ou enferrujar com o tempo. Se o oxigênio contido em nossa atmosfera fosse só alguns percentuais a mais dos seus atuais 21 por cento, o potencial para incêndios florestais devastadores e uma atmosfera instável explosiva aumentaria significantemente, fazendo a vida menos provável de se desenvolver na Terra (Ibdem). Se esse nível fosse para menos, as criaturas vivas morreriam por falta de oxigênio. Então ele descreve como se processam as interações químicas dentro da célula:

 

O oxigênio é tóxico aos organismos vivos porque quando ele interage com células vivas, as próprias moléculas do oxigênio decompõem-se em intermediários tóxicos. Esses intermediários interagem e modificam muitas moléculas essenciais na célula. Consequentemente, porque nós vivemos em um meio ambiente oxigenado, nossas células e seus conteúdos são constantemente ameaçados pelos intermediários tóxicos do oxigênio. Se essa ameaça não é continuamente neutralizada, a vida cessaria.

A célula suporta essa ameaça fazendo uma variedade de enzimas tóxicas de oxigênio de ligação, incluindo um tipo maior chamado superóxido dismutase (SOD), que restringe e desativa o superóxido, a espécie tóxica dominante no oxigênio. SOD é encontrado dentro da célula, fora da célula e nas membranas da célula. As células do nosso corpo são literalmente cercadas pelo SOD. De fato, a concentração de SOD no ambiente celular pode ser cem mil vezes maior do que a concentração do tóxico superóxido.

Porque o oxigênio apareceu muito cedo no desenvolvimento da vida, o SOD ou um mecanismo de proteção similar a ele deveria ser requerido aparecer cedo também na evolução da vida. Isso é problemático por várias razões. Uma é que o SOD necessitaria especificamente restringir o superóxido, não o oxigênio. O superóxido e o oxigênio são muito similares em tamanho e formato e se o SOD reagir com o oxigênio e impedir sua entrada na célula, isso seria ameaçador a vida (Ibdem, p. 60-61).

 

E os problemas não param por aí. Ele menciona também o que a luz UV e a água podem fazer para a célula e menciona mecanismos complexos de proteção interdependentes que não poderiam vir antes ou depois, pois todo o sistema só funciona junto e é impossível funcionar de maneira transicional. Denton corrobora afirmando que, na presença de oxigênio, qualquer componente orgânico formado sobre a terra primitiva, que eles chamam de sopa prebiótica, seria oxidada e degradada rapidamente pela ação do oxigênio. Por isso, muitas autoridades advogaram uma atmosfera livre de oxigênio por centenas de milhões de anos, seguindo a formação da crosta da terra. Somente tal atmosfera protegeria os delicados componentes orgânicos e os permitiria acumular a forma da sopa prebiótica. Sinistramente, para os crentes no cenário tradicional da sopa orgânica, não há nenhuma evidência geoquímica clara para excluir a possibilidade de o oxigênio estar presente na atmosfera da Terra tão logo após a formação de sua crosta. Mesmo se não houvesse oxigênio, haveria maiores dificuldades. Sem oxigênio, não haveria nenhuma camada de ozônio acima na atmosfera, que hoje protege a superfície da terra de uma dose letal de radiação ultravioleta. Em um cenário livre de oxigênio, o fluxo ultravioleta alcançaria a superfície da terra, sendo mais do que suficiente para destruir os componentes orgânicos tão rápido quanto eles são produzidos (1986, p. 261). A coisa complica, porque, se nós tivéssemos oxigênio na atmosfera primitiva, não poderíamos ter os componentes orgânicos; mas se nós não temos oxigênio, não poderíamos ter nenhum dos dois. Joe Francis antecipa as possíveis respostas dos ateus e a fé absurdamente infantil deles:

 

Alguém poderia argumentar que dando tempo suficiente, esses mecanismos de proteção poderiam evoluir, mas a evolução simultânea de vários mecanismos de proteção elaborados e complexos que são requeridas para proteger as células principais necessidades básicas da vida (a saber, água, oxigênio e luz), certamente complicam o problema da origem da vida. Em outra mão, como essa observação se coaduna com as teorias da criação/design? A exigência da vida para a existência de vários mecanismos de proteção simultâneos e complexos certamente é consistente com a criação ou design na natureza que foi premeditado e construído dentro de um pequeno período de tempo. No entanto, alguém poderia perguntar por que um criador/designer usaria agentes tóxicos? A toxicidade poderia ser considerada um subproduto da reatividade química. Reatividade é requerida em um mundo onde as coisas foram projetadas para se mover e interagir (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p. 62).

 

Os ateus tiveram fé na sopa prebiótica e depois nos ETs. A crença na existência da sopa primordial é um pré-requisito absoluto para o surgimento da vida na terra, mas, mesmo se houvesse evidência suficiente de que essa sopa existiu, o problema da origem da vida ainda estaria longe de ser resolvido. O aspecto mais difícil do problema da origem da vida não repousa na origem da sopa dos componentes orgânicos, mas nos estágios que levam da sopa à célula viva! A eficiência das enzimas deve ter precedido um sistema transicional preciso, mas a eficiência das enzimas é absolutamente dependente de um sistema transicional preciso. A célula primitiva foi confrontada com o aparente paradoxo, que, a fim de desenvolver um aparelho transicional cada vez mais preciso, teve que, primeiro, transmitir mais precisamente. Não há margens de erros. Erros perpetuariam os erros. A natureza cíclica da replicação celular garante que a imperfeição leva à autodestruição. Há uma grande distância entre a sopa primordial, as formas transicionais e a primeira célula autorreplicativa. O problema da origem da vida representa o mais dramático exemplo do princípio universal: sistemas complexos não podem ser reunidos gradualmente por meio de intermediários funcionais por causa da necessidade de perfeita co-adaptação de seus componentes como uma pré-condição de função (DENTON, 1986, pp. 269, 70). Simmons e Dembski abordam o mesmo problema. Eles afirmam que a questão central da biologia evolucionária é um processo físico, não guiado, que pode dar conta do surgimento de toda diversidade e complexidade biológica. Para os evolucionistas, um processo físico não guiado, capaz de produzir complexidade biológica deve ter três componentes: 1) transmissão hereditária; 2) mudança acidental; e 3) seleção natural. Mas, pense desta forma: nós começamos com algum organismo. Ele incorre em alguma mudança. A mudança é acidental no sentido que ela não antecipa mudanças futuras que gerações subsequentes podem experimentar (o neo-Darwinismo, por exemplo, trata tais mudanças como mutações aleatórias ou erros no material genético). Além do mais, mudanças acidentais são hereditárias e, portanto, podem ser transmitidas para a próxima geração. Se elas são, na verdade, transmitidas à próxima geração, depende se a mudança é, em algum sentido, benéfica ao organismo. Em caso afirmativo, a seleção natural provavelmente preservará os organismos, exibindo tal mudança. Só que tem um problema: à parte do design inteligente, o que pode coordenar as mudanças acidentais que a transmissão hereditária passa de uma geração a outra? Para realizar tal coordenação, a evolução precisa de um designer substituto. A seleção natural não é um substituto para a inteligência. Esse processo cego quando se junta a outro processo cego (a mudança acidental) é suposto produzir designs que excede a capacidade de qualquer designer em nossa experiência. Onde está a evidência de que a seleção natural pode executar as complicadas bioengenharias que são manifestas em todo mundo vivo? Onde está a evidência dos tipos de mudanças acidentais requeridas para que uma evolução em larga escala tenha ocorrido? A evidência simplesmente não existe (2004, p. 11, 12).

O Bioquímico Francis Crick, ganhador do prêmio Nobel, reconheceu: “Um homem honesto, armado com todo o conhecimento disponível a nós agora, só poderia declarar que, em algum sentido, a origem da vida aparenta neste momento ser quase um milagre, tantas são as condições que teriam que ter sido satisfeitas” (Ibdem, 268). Mas depois, junto com os astrônomos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, por causa da complexidade da vida e de suas visões de mundo onde Deus é proibido, levantaram a ideia de panspermia. Ou seja, a vida foi implantada aqui por seres extraterrestres ou chegou aqui em algum asteróide que se chocou com a terra. Por isso Denton arremata: “a complexidade do mais simples tipo de célula conhecida é tão grande que é impossível aceitar que tal objeto poderia ter sido reunido repentinamente por algum tipo de evento bizarro, vastamente improvável. Tal ocorrência seria indistinguível de um milagre” (1986, p. 264). Freeman Dyson, o físico teorético americano do Instituto de estudos avançados de Princeton, analisando os resultados das buscas da origem da vida em outros planetas e seres extraterrestres, disse:

 

Ou nós não vimos tecnologia porque ela não existe, ou nós não vimos porque não procuramos o bastante. Após meditar sobre este problema por um longo tempo, eu tenho vindo relutantemente a conclusão que a primeira resposta é a mais provável [...] No fim, eu estou muito cético sobre a existência de qualquer tecnologia extraterrestre. Talvez a evolução da vida é um evento muito menos provável do que os biólogos moleculares querem nos fazer crer (apud DENTON, 1986, p. 260).

 

Por isso Fred Hoyle foi tão incisivo com respeito à geração espontânea, defendida pelos evolucionistas ateus, quando disse:

 

A interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a física, bem como a química e a biologia, e que não existem forças cegas falando na natureza. Os números se calculam a partir dos fatos e parecem-me tão avassaladores como colocar esta conclusão quase fora de questão (apud DEMING, 2010).

 

E Robert Jastrow, o cabeça do Instituto Goddard para estudos espaciais da NASA, chama isso [a complexidade do universo e da vida] de a mais poderosa evidência para a existência de Deus “já revelada pela ciência” (CRAIG, apud WALLACE 2003, p. 21). Então, uma vez mais, a visão que os teístas cristãos sempre abraçaram – que existe um Designer do Cosmos– parece fazer muito mais sentido do que a visão ateísta, na qual o universo veio à existência a partir do nada e simplesmente aconteceu de estar ajustado, pelo acaso, com uma precisão incompreensível para a existência de vida inteligente. Nós podemos resumir nosso argumento da seguinte forma:

 

1  - O ajuste fino das condições iniciais do universo é devido a alguma lei, acaso ou design.

2  - Ele não é devido à lei ou acaso.

3  - Portanto, é devido ao design (CRAIG, apud WALLACE 2003, p. 19).

 

Resumindo as duas partes até agora, com todas as suas evidências e a denúncia alicerçada na razão e nas descobertas científicas: Deus existe e se revelou na criação, na Bíblia Sagrada e na pessoa do Filho Jesus Cristo. A existência de Deus é um axioma, e as evidências estão alicerçadas em crenças básicas que negá-las seria irracional. São elas:

 

Primeiro problema: Lei de Causa e Efeito – O Efeito não pode ser maior do que a causa; (Essa é a lei mais utilizada na ciência, pois a ciência é uma busca pelas causas). Sem esquecer que tudo o que tem um início tem uma causa. O universo teve um início, portanto o universo tem uma causa.

Segundo problema: Teoria da Inexistência – Aquilo que não existe não pode fazer a sua própria existência. Não pode criar a si mesmo.

Terceiro problema: Lei da Biogênese – Vida só provém de Vida. Material inorgânico não pode produzir vida.

Quarto Problema: Leis da Termodinâmica – O Universo vai do Organizado ao Desorganizado em sentido decadente.

Quinto problema: Lei da Não contradição – Essa é a maior lei da lógica. Algo para ser verdadeiro não pode ter contradições no seu meio.

 

Entretanto, para a Evolução ser verdadeira:

 

1 – O Efeito tem que ser maior que a causa – Feriu a Lei de Causa e Efeito, que diz que o Efeito NÃO pode ser maior que a Causa.

2 – Todo o Universo e a vida teriam que vir à existência a partir do nada, por meio do nada e para nada. Feriu a Teoria da Inexistência, que diz que do nada, nada vem.

3 – A vida teria que vir de matéria sem vida. Feriu a Lei da Biogênese, que diz que Vida só provem de vida.

4 – O Universo e depois a vida teriam que ir em sentido ascendente. Universo simples para Universo com maior complexidade; e vida simples para vida complexa, incluindo a ideia de seres vivos se transformando em outros seres vivos. Feriu as leis da Termodinâmica, que diz que o Universo vai em sentido Decadente. A Energia utilizável do Universo está se esgotando e a Vida é criada e segue em direção à morte.

5 – A teoria da Evolução fere todos os itens anteriores, ferindo, portanto, a Lei da Não Contradição.

 

Como afirmou o biólogo Jonathan Wells:“Como todas as outras teorias científicas, a evolução Darwiniana deve ser continuamente comparada com a evidência. […]Se ela não se encaixa com a evidência, ela deve ser reavaliada ou abandonada – do contrário isso não é ciência, mas mito” (STROBEL, 2004, p. 277). Strobel escreveu: Para abraçar o Darwinismo, a pessoa deve crer que:

 

• O nada produz tudo.

• A não vida produz vida.

• Aleatoriedade produz ajuste fino.

• Caos produz informação.

• Inconsciência produz consciência.

• Irracional produz a razão.

 

E ele arremata: “Baseado nisto, eu fui forçado a concluir que o Darwinismo requereria um salto cego de fé, coisa que eu não estava querendo fazer” (STROBEL, 2004, p. 277). Imagine as reações químicas no corpo humano? São tantas e tão complexas e simultâneas que relegá-las ao acaso é uma irresponsabilidade. Simmons e Dembski mencionam, por exemplo, que o interior do corpo humano é um lugar mais movimentado do que a cidade de Nova York, a cidade do México, Tokyo e Bombay juntas. De dez a setenta e cinco trilhões de células participam em mais de um quadrilhão de interações químicas propositais a cada dia que nos ajuda a andar, respirar, pensar, dormir, procriar, ver, ouvir, cheirar, sentir, digerir o alimento, eliminar os dejetos, escrever, ler, falar, fazer as células vermelhas, remover as células mortas, lutar contra as infecções, comportar-se bem, comportar-se mal, absorver os nutrientes, transportar oxigênio, eliminar o dióxido de carbono, manter o equilíbrio, conduzir um diálogo, entender instruções, argumentar e tomar decisões complexas, somente para nomear algumas atividades comuns. Somando-se a isso, cada um desses processos tem dúzias – e às vezes centenas – de pequenos passos interativos, checagens, e confirmações de checagens, balanços e mecanismos regulatórios. E mais: todos esses passos têm pequenos sub-passos químicos. O corpo humano funciona como uma nevasca extremamente bem organizada de respostas químicas invisíveis e impulsos elétricos de rápida transformação. O cérebro humano é um continente envolvido, varrido por furacões elétricos microscópicos e ondas químicas que, de certo modo, sente a realidade externa em uma base de microssegundo a microssegundo. Darwin não tinha uma pista de como esses mecanismos verdadeiramente funcionavam. Na maior parte, ele não sabia que eles sequer existiam (2004, p. 16). Jacobb Gonik, ex-ateu e hoje uma espécie de deísta, ou seja, não cristão ou adepto de nenhuma religião, defende firmemente a existência de Deus, utilizando, segundo ele mesmo, unicamente a lógica. O papel do DNA em nossas células, a teoria da relatividade de Einstein, a mecânica quântica e as leis de ação-reação, causa-efeito, entropia e, pasmem, a própria teoria da evolução de Darwin, segundo ele, são provas da existência de Deus. Ele relata, de maneira interessante, como ele abandonou o ateísmo e passou a defender a existência de Deus:

 

Os astrônomos dizem que o universo contém sextiliões de estrelas – o nosso sol é uma delas – separadas por sextiliões de quilômetros. Um sextilião é representado pelo algarismo 1 seguido por 21 zeros, número este tão grande que até dificulta a nossa compreensão.

Próxima Centauri, a estrela mais próxima do sol, fica “somente” à espantosa distância de 40 trilhões de quilômetros, pertíssimo em termos astronômicos, mas um moderno foguete levaria milhares de anos para ir da terra a Centauri.

No outro extremo, dentro do nosso corpo, a distância entre dois átomos é um bilhão de vezes menor do que um metro. Além disso, os átomos contidos numa pequena moeda contém mais energia armazenada do que numa bomba de hidrogênio.

Existe um mundo absurdamente grande e um mundo atômico absurdamente pequeno, mas poderoso. Até parece que nós, seres humanos, nos situamos bem no meio do caminho entre os dois.

Essas dimensões gigantescas e minúsculas me deixam maravilhado. Não consigo conceber o universo como sendo o resultado do nada e que, de repente, simplesmente aconteceu.

A maioria dos cientistas também odeia o nada; mas, como também rejeita a ideia de Deus, acha melhor acreditar que o universo sempre existiu e que, portanto, nunca precisou de um criador.

Quando afirmei a um amigo, Professor de Física, que tudo na natureza tem obrigatoriamente um Agente Causador, ele discordou.

“Como Não?” questionei.

Sua resposta foi curiosa:

“É verdade que jamais vimos um incidente ou objeto na natureza sem um ou mais agentes causadores, sem pelo menos um ‘pai’. No entanto, quem pode garantir que nunca encontraremos uma exceção? A ciência ainda precisa de uma prova matemática de que todo fenômeno tem um ‘pai’! Até lá, a lei de causa e efeito, apesar de provável, não deve ser considerada verdadeira” (GONIK, 2007, p. 8,9 – grifos do autor).

 

Como um ateu pode considerar que algo “provável” não deve ser considerado verdadeiro? Esse é um verdadeiro exemplo de fé na “exceção” não encontrada. Darwin não teve acesso a esse conhecimento, mas os ateus de hoje têm. O biólogo Jonathan Wells declarou:

 

 

Minha conclusão é que o argumento a favor da evolução Darwiniana está falido. A evidência a favor do Darwinismo não é somente grosseiramente inadequada,ela é sistematicamente distorcida. Eu estou convencido que algum dia, em um futuro não tão distante, eu não sei, talvez vinte ou trinta anos, as pessoas olharão para trás com assombro e dirão: `Como alguém teria crido nisso?' O Darwinismo é meramente uma filosofia materialista mascarada de ciência e as pessoas estão a reconhecendo pelo que ela é (apud STROBEL, 2004, p. 43, 44).

 

Como venho afirmando, você não pode perder a oportunidade de pedir gentilmente a razão da fé do ateu, pois ele revelará uma fé maior, infantil e absurda, do que a fé que ele critica. Veremos, agora, na próxima parte, os argumentos dos valores morais objetivos no mundo.

 

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Referências e notas:

 

BECKWITH, Francis J., CRAIG, Willian Lane & MORELAND, J. P. Ensaios apologéticos (J. F. Cristófalo, trad.). São Paulo: Hagnos, 2006

 

DEMBSKI, William A; LICONA, Michael R (Ed.). Evidence for God: 50 Arguments for Faith from the Bible, History, Philosophy and Science. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2010

 

DEMING, Kyle. Testing Christianity's Core Truth Claims. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-testing-christianitys-core-truth.html, acessado em 14/04/2022

 

DENTON, Michael. Evolution: A Theory In Crisis. New Developments In Science Are Challenging Orthodox Darwinism. Chevy Chase, MD: Adler & Adler, 1986

 

GONIK, Jacobb. Por Lógica Deus Existe: O Caminho da Felicidade. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007

 

SIMMONS, Geofrey S; DEMBSKI, William. What Darwin didn’t Know: A Doctor Dissects the Theory of Evolution. Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 2004

 

STROBEL, Lee. The Case For A Creator: A Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2004

 

WALLACE, Stan W (ed.). Does God Exist? The Craig-Flew Debate. Burlington, USA: Ashgate Publishing, 2003

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