segunda-feira, 13 de junho de 2022

OS FATOS HISTÓRICOS CONCERNENTES À VIDA, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS

  

Por Walson Sales

 

Não tenho a pretensão de fazer aqui uma abordagem minuciosa acerca da pessoa do Jesus histórico. Isso já é pressuposto. Negar a figura histórica de Jesus é defender um grande atestado de ignorância histórica, do tipo teoria da conspiração. Até mesmo ateus e agnósticos reconhecem esta verdade. Craig menciona que a pessoa histórica de Jesus de Nazaré foi uma personalidade notável. Críticos do Novo Testamento chegaram a um consenso de que o Jesus histórico surgiu em cena com um sentido de autoridade divina sem precedentes – a autoridade de estar e falar no lugar de Deus. Ele clamou que o reino de Deus veio em si mesmo e, com demonstrações visíveis, ele efetuou um ministério de milagres e exorcismos. Mas a confirmação suprema de suas declarações foi a sua ressurreição da morte. Se Jesus se levantou da morte, então pareceria que nós temos um milagre divino em nossas mãos e, assim, evidência para a existência de Deus (apud WALLACE, 2003).

 

O Jesus Histórico

 

Para se ter uma ideia acerca do Jesus histórico, e supondo que o Novo Testamento nunca tivesse sido escrito pelos apóstolos, apenas abordando 10 fontes antigas não cristãs e algumas até inimigas, saberíamos que Jesus:

 

1 – Viveu durante o tempo de Tibério César;

2 – Ele viveu uma vida virtuosa;

3 – Realizou Maravilhas;

4 - Teve um irmão chamado Tiago;

5 – Foi aclamado como Messias;

6 – Foi crucificado a mando de Pôncio Pilatos;

7 – Foi crucificado na véspera da Páscoa Judaica;

8 – Trevas e um terremoto aconteceram quando ele morreu;

9 – Seus discípulos acreditaram que ele ressuscitara dos mortos;

10 – Seus discípulos estavam dispostos a morrer por sua crença;

11 – O cristianismo espalhou-se rapidamente, chegando até Roma;

12 – Seus discípulos negavam os deuses romanos e adoravam Jesus como Deus (GEISLER & TUREK, 2006).*

 

Portanto, Jesus realmente viveu, foi realmente crucificado, e sua ressurreição corporal é a melhor explicação dos dados históricos. Temos mais de 200 citações extra bíblicas de Jesus Cristo. Sabemos que existiu um homem chamado Jesus de Nazaré, que pregou pela Palestina durante o primeiro século AD. Ele foi crucificado sob Pôncio Pilatos e, três dias após sua morte, seu túmulo foi encontrado vazio. Seus seguidores proclamaram que Jesus estava vivo e que ressuscitou da morte. Esse evento mudou o mundo todo para sempre. Mesmo os estudiosos mais liberais concordarão com essas verdades centrais. As objeções reais dos estudiosos à Ressurreição nunca se centralizam na existência de Jesus, mas se Jesus realizou milagres ou se Ele realmente ressuscitou (MCELHANEY, 2010). O historiador Paul L. Maier menciona que existe mais evidências de que Jesus de Nazaré certamente existiu do que para a maioria das figuras famosas do passado antigo. Ele diz que as evidências são de dois tipos: interna [bíblica] e externa [cristã, judaica, secular, arqueológica e histórica]. Em ambos os casos, segundo ele, as evidências são tão avassaladoras, tão absolutas que somente um raso intelecto ousaria negar a existência de Jesus. Só para termos uma ideia das evidências internas, ele diz que, ao lado das muitas predições messiânicas no Antigo Testamento, nenhum dos quatro evangelhos ou dos outros vintes e três documentos do Novo Testamento fariam um pingo de sentido se Jesus nunca tivesse existido. Todo o cortejo das personagens históricas bem conhecidas no primeiro século AD que interagiram com Jesus trataram com o vazio? Herodes, O Grande, tentou acabar com um fantasma infantil? Os Sumos Sacerdotes Anás e Caifás entrevistaram um espírito? O Governador Romano Pôncio Pilatos julgou um fantasma em uma boa sexta feira, e tantos apóstolos deram suas vidas por um mito? (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p. 143). Essas são informações introdutórias sérias e negá-las é uma irresponsabilidade.

Como a figura histórica de Jesus está garantida, pretendo abordar acerca Ressurreição de Jesus como uma evidência extraordinária da ação sobrenatural de Deus, ressuscitando a seu filho Jesus Cristo. É importante destacar que a morte e a ressurreição do Senhor têm uma atenção especial nos evangelhos. A última semana de vida de Jesus toma um terço do espaço nos evangelhos sinópticos e quase a metade do espaço no evangelho de João. Nos evangelhos, também é dada pouca ênfase aos milagres. São mencionados cerca de 35 milagres de Jesus, e os maiores milagres que Jesus realizou são considerados milagres ocultos ou coletivos. Por exemplo, é dito que Jesus chegou a uma cidade e trouxeram todos os enfermos, e a Bíblia diz que Jesus curou a todos. Mas a última semana de vida de Jesus é fantástica.

 

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Referências e notas:

 

* FONTES: Josefo; Tácito; Plínio, o jovem; Flegon; Talo; Suetônio; Luciano; Celso; Mara Bar-Serapião; e o Talmude de Babilônia

 

DEMBSKI, William A; LICONA, Michael R (Ed.). Evidence for God: 50 Arguments for Faith from the Bible, History, Philosophy and Science. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2010

 

GEISLER, Norman L; TUREK, Frank. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (E. Justino, trad.). São Paulo: Editora Vida, 2006

 

MCELHANEY, Marcus. Christianity is Objectively True. Recuperado de: http://www.apologetics315.com/2010/04/essay-christianity-is-objectively-true.html, acessado em 15/04/2022

 

WALLACE, Stan W (ed.). Does God Exist? The Craig-Flew Debate. Burlington, USA: Ashgate Publishing, 2003

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