sábado, 20 de agosto de 2022

AS FALSAS RELIGIÕES E AS DISPUTAS PELO CORAÇÃO DO HOMEM

 

POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO


Desde o princípio que há uma força maligna contrária a vontade de Deus agindo no coração do homem para dominá-lo. Percebemos isso claramente na ação de Satanás ao confrontar a ordem de Deus com Eva  em relação ao comer do fruto da  árvore do bem e do mal, cf. Gn. 3.1-6; II Co.11.3 porém, se analisarmos minuciosamente  a Palavra de Deus, vamos compreender que essa disputa pelo sentimento   existente nos seres angelicais criados por Deus vieram a ser confrontados e cobiçados por Lucífer. Essa mudança de atitude em relação ao Eterno que exige dos seres criados a adoração irrestrita foi alterada porque Lucífer conseguiu convencer uma terça parte das estrelas e elas também se rebelaram contra Deus, indo após, agora Satanás, Ap. 12.4,9.

Então, compreendemos que a luta pelo âmago dos seres criados por Deus, os anjos e o homem, não é novidade. Essa disputa atualmente estar mais acirrada. Os líderes das falsas religiões tem dia após dia incessantemente buscado convencer os homens que sua religião ou sistema religioso é o verdadeiro, é o mais completo, é aquele em que direciona o homem para um lugar de gozo e paz na eternidade, na presença de Deus. Jesus nos alerta em seus Evangelhos acerca desses falsos mestres. Em seu sermão profético registrado nos Sinóticos: Mateus 24 e 25; Marcos 13 e Lucas 21.5-36. Jesus nos afirma sobre esses falsos líderes religiosos. também o apóstolo João, Paulo, Pedro e  Judas também trouxeram uma palavra de advertência acerca desses obreiros fraudulentos, desses impostores.

 imprescindível que  a Igreja na atualidade precisa estar de atalaia quanto ao que é ensinado ao povo de Deus.  Há muito modismo, e movimentos estranhos que reputam ser o mover do Espírito Santo. Precisamos como afirmou Judas em sua epístola, Jd. 3, batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Em matéria de ortodoxia e preservação da sã doutrina, não há como negociá-las..

 

 AS FALSAS RELIGIÕES E A DISPUTA PELO CORAÇÃO DO HOMEM


Desde os primórdios da Igreja que se levantaram pseudo pastores e líderes evangélicos afim de conquistar a mente e o coração dos incautos com suas doutrinas que tinham aparência de serem a verdadeira mensagem do Evangelho de Cristo. O apóstolo Paulo traz uma advertência  á Igreja na Galácia sobre o verdadeiro ensinamento do Evangelho de  Cristo, Gl.  1.8-9. Em Atos dos Apóstolos, Lucas registra a preocupação do apóstolo Paulo com a doutrina logo após sua partida, At. 20.29. O apóstolo Pedro também profeticamente aponta para um momento da Igreja em que os irmãos seriam semelhantes a mercadorias, tratados como fonte de lucro, como moedas, II Pe. 2.1-3.

É neste cenário religioso que a verdadeira Igreja do Senhor Jesus estar inserida. Hoje há centenas de milhares de denominações sejam históricas, Neo-Pentecostais, ou Pentecostais. Todas afirmam que pregam o verdadeiro Evangelho de Cristo, porém quando analisado cautelosamente as doutrinas ensinadas por muitas dessas denominações e seus respectivos credos, isto é para as que tem sua regra de fé, perceberemos que em sua maioria, elas ensinam e pregam heresias, outras apostataram da fé genuína em Cristo Jesus e outras estão preocupadas com o volume financeiro movimentado durante os cultos. Satanás de maneira sutil invadiu muitas Igrejas e hoje as corromperam como um câncer, de dentro para fora, semelhante a Igreja em Laodicéia que foi reprovada por Cristo. A Igreja tinha tudo em seu aspecto material, mas o principal lhe faltava, o Dono da Igreja, era uma Igreja morna, sem vida espiritual, Ap. 3.14-22, [Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente, oxalá foras frio ou quente;  Assim, porque és morno, e não frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca; Eis que Estou a porta e bato...]

Muitas denominações atualmente não crêem em Jesus Cristo como sendo o próprio Deus, que desceu as baixezas da terra como homem afim de nos salvar da ,maldição do pecado,[Mt. 20.28; Jo. 1.1,14]; É inconcebível uma denominação dizer que é Evangélica, mas não crer em Jesus como o próprio Deus, negar a divindade de Cristo. A palavra de Deus afirma para quem não crer que Jesus é Deus que esta denominação estar influenciada pelo espírito do anticristo, I Jo. 1.7; 2.22; 4.3.

Enfim, no afã de conquistar o homem, as muitas denominações pseuda-evangélicas pregam um evangelho relativista, onde a preocupação com a santidade das ovelhas já não ocupam o púlpito como mensagem central. O cerne das mensagens dessas falsas religiões evangélicas é oferecerem uma vida presente de paz, prosperidade, cura de enfermidades dos discípulos ou seus familiares e desfrutar daquilo que o mundo e o dinheiro podem oferecer, contudo, Jesus afirma outra coisa em relação aos prazeres temporais desta vida, Jo.. 15.19,  16.33; 17.14, 16; Rm. 12.1-2;  I Jo. 2.15-17, ss.

A ordem de muitos líderes das pseudas religiões é conquistar a mente e o coração do homem, não importa o método ou a forma de se conquistar, ainda que cometendo toda a sorte de heresias durante as ministrações da Palavra. Essa é uma das marcas dos tempos atuais, onde vivenciamos verdadeiras batalhas entre as várias denominações e grupos religiosos pelo coração do homem. Invariavelmente, essa busca insana pelo coração do homem leva as falsas religiões e denominações ditas evangélicas a enveredarem pelo caminho da heresia e pela desastrada vereda da apostasia. A apostasia de muitos líderes evangélicos tem influenciado inúmeras pessoas que se tem deixado levar pelos seus enganos religiosos. A apostasia tem uma maneira sutil de entrar na vida do crente, de forma enganosa  e de maneira insidiosa penetra nos corações daqueles que são meros frequentadores de cultos e que tem uma vida cristã instável.

A descrença, o engano do pecado, os apetites e os desejos corruptos, a preguiça espiritual, o amor ao dinheiro e suas preocupações concomitantemente, tudo estar pronto a nos seduzir e mudar nossas atitudes de adoração ao único Deus  e termos assim nos sentidos corrompidos e os nossos corações transformados para uma visão desvirtuada do verdadeiro sentido da pregação da Palavra de Deus e do Evangelho.

Hoje há inúmeras religiões que pregam um falso evangelho e oferecem a sua audiência uma perspectiva de progresso espiritual e material que jamais serão atingidos. Há denominações falsas que nomeiam-se cristãs e falsas religiões que o seu bojo doutrinário pregam exatamente aquém das perspectivas Bíblicas que Deus projetou para o homem. existem religiões que pregam um tipo de purificação através de reencarnações sucessivas que tornam o homem mais puro, outras afirmam que o homem precisa ser purificado dos seus pecados através de um lugar chamado purgatório.


1. Catolicismo Romano. Ao ensinar acerca do purgatório, os bispos católicos romanistas procuram abrandar ou usar de leviandade sobre o sofrimento proporcionado pelo inferno; a doutrina do purgatório  foi aprovada em 1439, no Concílio de Florença, e confirmado definitivamente  no Concílio de Trento[1549-1563], todavia ela já existia desde o ano 1070. Essa heresia ensinada pelos bispos católicos afirma que os cristãos parcialmente santificados  que seriam o maior grupo, passam por um processo de purificação através de um sofrimento punitivo para depois entrar no céu. outras ensinam que o homem precisa ao morrer passar por um lugar chamado de purgatório para se redimir de seus pecados.


2. O Budismo, afirma o seguinte: ‘’O budismo nega o eu eterno. Os seres morrem e renascem abandonando a ideia do que foram. Buda dizia que o corpo morto é uma carroça quebrada e não se deve arrastar uma carroça quebrada, ou seja, devemos nos desapegar dessa forma. O budismo japonês não nega nem afirma categoricamente esse processo.

A vertente tibetana aceita a volta do espírito em outras vidas. Para os discípulos dessa corrente, depois da morte do corpo físico a consciência cumpre 49 etapas em 49 dias, a fim de se reorganizar.

Depois, há o renascimento em algum nível de realidade, seja humano, animal ou inanimado, determinado pelo carma vivido. Se fatos e circunstâncias influenciaram a vida da pessoa, depois da morte continuam a produzir efeitos e consequências na trajetória dela.

Buda certamente desconhecia profundamente a Bíblia Sagrada, ou se conhecia a ignorou e criou sua própria corrente religiosa.

Na concepção do candomblé, temos:


3. O Candomblé compreende diversas vertentes. Respondo pelo candomblé contemporâneo, que agrega conceitos de filosofia, psicologia e tradições orientais. Sob tal perspectiva, se o indivíduo leva uma vida imbuída de verdade, o pós-morte será uma extensão de suas ações, portanto, uma passagem confortável, sem julgamentos. 

Tal passagem pode ser facilitada também pela influência dos orixás - entidades que representam o vento, o mar, a mata e assim por diante - e que lhe servem de guias espirituais. Acreditamos no processo evolutivo da reencarnação e na existência de reinos espirituais, para onde se encaminham os mortos, dedicados a cada tradição religiosa.

Essas comunidades interagem, não há fronteiras entre elas. Depois da morte, o tempo é relativo e o espírito pode ser resgatado ou não - tudo dependerá de como usou o livre-arbítrio. Quem realiza esse resgate nas comunidades espirituais são os espíritos de luz, como os velhos, os caboclos, os índios, as pombagiras, que recebem quem chega e também transmitem ensinamentos com vistas à evolução.

Depois de sucessivas reencarnações, o espírito pode optar por servir aos homens encarnados como um ser de luz e não mais retornar à Terra. Ainda assim segue trabalhando pelo próprio aprimoramento


4. Hinduísmo

- Na Índia, quando uma pessoa morre, seu corpo é levado pelos parentes para o Rio Ganges. Lá ocorre a cremação, num ritual repleto de detalhes. Para os indianos, a pessoa não é o corpo, mas a alma, que parte para outra dimensão.

Por isso, cantam e festejam. Dependendo do mérito conquistado em vida, o espírito passará um período no loka - uma espécie de céu. Esgotadas as credenciais, tem de retornar à instância física. 

No trajeto, assimila o que necessita vivenciar na próxima estada - o espírito percorre as dimensões mentais e emocionais e vai conhecendo os desafios que terá de enfrentar na vida nova. Nasce, portanto, imbuído da missão que vem cumprir na encarnação atual, resgatando uma parcela dos erros cometidos no decorrer das vidas anteriores.

E regressa para as famílias alinhadas a seu mérito (ou demérito) espiritual, mental e emocional. Almas evoluídas nascem na mais alta casta, a dos brâmanes, representada por sacerdotes e filósofos. O grupo logo abaixo cai na casta dos xátrias, composta de guerreiros e políticos.

As almas menos nobres vão para a casta dos comerciantes, os vaishas, e, por último, para a casta dos trabalhadores, os shudras. Quando a alma atinge um patamar espiritual elevado e consegue finalmente se desapegar do mundo material, mental e emocional, passa a ter um entendimento perfeito das coisas, sem ilusões.

Aí não precisa mais encarnar. A grande maioria dos indianos aceita essa sina plenamente. Entende que está onde está por mérito e, se ascender, passando por todas as instâncias no decorrer de sucessivas encarnações, haverá uma grande ordem social. Do contrário, imperará a desordem.


5. Espiritualismo ou espiritismo. Os espíritas afirmam não ter dogmas e suas doutrinas ou crenças estão  fundamentadas em Deus, Evolução, Reencarnação, Sobrevivência da alma, Comunicação  entre os dois mundos[espiritual e físico], Lei de causa e efeito, Pluralidade dos mundos habitados, além de que não crêem no Deus Triúno dos cristãos, mas só em Deus. O fundamento da fé espírita está baseada  no processo de reencarnação sucessiva da alma humana. Como religião, orienta o homem no sentido moral de seguir o Evangelho de Cristo, interpretado pelo seu líder mor, Allan Kardec, que também leva o seu nome, O evangelho segundo Allan Kardec.   E, dessa maneira diante dos fatos mencionados, percebemos como o inimigo usa seus discípulos para levarem outros ao erro e conquistando seus corações através do  ensino sedutor do Evangelho de Cristo e da santa Palavra de Deus. Hoje os defensores da Teologia da Prosperidade ganham cada vez mais espaços nos corações daqueles que vislumbram dias melhores e prósperos para sí e para seus  familiares. As denominações Neo-Pentecostais principalmente e algumas Pentecostais tem de maneira exponencial crescido[inchado] seu rol de seguidores, não pela doutrina de Cristo ministrada, mas pelas possíveis vantagens que o Evangelho possa lhes proporcionar. A Eternidade não é o foco deles. Pura ilusão, esse Evangelho pobre e raquítico pregado por aqueles que só querem dominar o coração do homem para outros fins que não a vida eterna na presença de Deus.

 

CONCLUSÃO


O homem tem o livre arbítrio para escolher a quem deve adorar, pois todos nós somos seres espirituais, temos a noção intrínseca no nosso ser do divino, Porém, com a corrupção da alma advinda do pecado, nem sempre a escolha é correta. Outros não se dá conta que há um Deus que comanda e controla todas as coisas. Porém, o Eterno dá inúmeras provas da sua existência, Dt. 10.14;  Sl. 19.1-4; Rm. 1.19-22, ss. O homem no seu devaneio de não querer se submeter aos mandamentos divinos vai se distanciando cada vez mais de Deus, tornando-se cético,  foi assim no princípio e atualmente a tendência é uma rejeição maior acerca da verdade. E, não somente isso, mas muitos procuram outras maneiras de cultuar a Deus, não usando necessariamente a Palavra de Deus, mas constrói seus próprios sistemas religiosos aleijando Deus e convertem em dissolução a graça de Deus em suas vidas permitindo que outros deuses encham seus corações e dominem suas vidas, com suas mentes e corações cauterizados pelo falso ensino da Bíblia Sagrada, como afirma o apóstolo Paulo, I Tm. 4.1-2 e categoricamente afirma que: ‘’Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus’’, II Co.4.4.


FONTE:


1. OWEN, John. A Apostasia do Evangelho. Trad. Hope Gordon Silva. S. Paulo. 2002. Ed. Os Puritanos.206 pg.

2. SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã. R.J. 2014. CPAD. 380pg.

3. https://exame.com/casual/o-que-as-religioes-explicam-sobre-a-morte/11.03.2013.

4. WILGES, Irineu. Cultura Religiosa – As Religiões no mundo. S. Paulo. 1999. Ed. Vozes. 208 pg.

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