POR LEONARDO MELO.
INTRODUÇÃO
É oportuno salientar que de uma maneira geral um número considerável das falsas religiões, seitas e pseudo-Igrejas evangélicas sempre tiveram e tem um líder que deseja se elevar ao nível de DEUS em santidade ou se equiparar a Ele. verdadeiros demiurgos. Foi assim com Lucífer ao desejar ser semelhante a Deus, também nossos primeiros pais também o desejaram, Gn. 2,17-18, 3.1-6; Is. 14.1-15, [especificamente vers. 12-14]; Ez. 28.11-19. E Ao longo da história eclesiástica, desde o primórdio que o adversário tem enchido a mente e o coração de inúmeros líderes religiosos e os impulsionados a serem seduzidos a proclamarem que tem todas as virtudes de Deus, de Jesus Cristo, ou serem semelhante a Ele em poder e autoridade.
Esta aspiração de ser semelhante a Deus ou a Jesus e serem dotados de todos os poderes exclusivos a Deus permanecem até nossos dias. Analisando a vida e os ensinamentos que alguns líderes de seitas ministram aos seus discípulos, teremos essa compreensão, .a vontade de ser semelhante a Deus em autonomia e poder, essas expectativas surgidas no âmago da alma humana não cessaram. Temos na Bíblia Sagrada o exemplo de vários governadores e reis que seus súditos, vassalos, e governantes das províncias quiseram o elevar a condição de Deus, divinizá-los: Nabucodonozor, Rei de Babilônia, Dn. 3.1-25; Herodes I, o grande, Rei da Judéia, Mt. 2.1; At. 12. 19-23. O Império Romano também produziu seus deuses através da divinização de alguns dos seus imperadores, tais como: Caio Júlio César [49-44 a.C.], que tinha o título de Sumo Pontífice[chefe da religião romana], tinha Poder Tribunício [que tornava sua pessoa divina]; Augusto [Otávio Augusto. 63 a. C. 14 a.C.] foi o primeiro imperador romano. Governou entre 27 a. C e 14 da era cristã, inaugurando uma época de esplendor e prosperidade que marcou o papel que Roma desempenhou na História. César Augusto ou “Augusto” [escolhido dos deuses], nasceu em Roma, Itália, no dia 23 de setembro do ano 63 a. C e o título mais importante que ostentava era o de Augusto, concedido em 27 a.C.. Este título reconhecia a divindade do imperador e lhe dava o direito de indicar seus sucessores. É razoável compreendermos que assim aconteceu também com os Papas da Igreja romanista, essa necessidade de uma autoafirmação e reconhecimento como infalível, demiurgo, divino.
SACERDOTES E PAPAS
É conveniente citarmos que tanto quanto os Papas, ou sacerdotes romanista tinham também sua posição de destaque na hierarquia eclesiástica da Igreja Católica Romana. Sem preocupação alguma com o ser Divino de Deus e seu lugar de Deus na história da criação, o sistema religioso católico romano eleva- o, a um lugar semelhante a divindade, e os sacerdotes tinham essa pretensão.. Uma das resoluções e decretos do Concílio de Trento em relação ao sacerdócio romanista[1545-1563 d.C.] declara: ‘’O Sacerdote é o homem de Deus... aquele que despreza o sacerdote despreza Deus, aquele que o ouve, ouve a Deus[...] o sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo no altar é adorado como Deus por ele mesmo e pela congregação. [...] Portanto, eles não são simplesmente chamados de anjos, mas também de Deu, mantendo como fazem o poder e a autoridade do Deus imortal entre nós’’ doutrinariamente os teólogos romanistas quando a questão é o sacerdócio romano, eles trazem poucas referências bíblicas para fundamentar sua doutrina acerca do sacerdócio.
Enfim, o romanismo coloca o sacerdote e o crente cristão e o conhecimento de Deus conforme revelado nas Sagradas Escrituras, e o torna único intérprete da verdade. Verdadeira blasfêmia e heresia praticada pela liderança sacerdotal e o Sumo Pontífice, o Papa e todo o colégio de Cardeais.
O Papado
A palavra Papa pelo qual o líder da Igreja Católica Romana é conhecido e a palavra Papado , que se refere ao governo eclesiástico na qual o Papa é reconhecido como o chefe supremo não se encontra nas Escrituras Sagradas. foi pela primeira vez concedido a Gregório I, pelo ímpio imperador, Focas, no ano de 604 d.C., ele o fez para irritar o bispo de Constantinopla, que havia o excomungado por ter causado o assassinato de seu predecessor, o imperador Maurício. Gregório I recusou o título, mas seu sucessor, Bonifácio III [607] o aceitou e doravante então, este tem sido a designação concedida aos bispos de Roma. A palavra Papa vem do latim e significa Pai. Na Itália, o termo Papa veio a ser aplicado a todos os bispos como título de honra, e então ao bispo de Roma exclusivamente como o bispo universal. Da mesma maneira, o título Pontífice[como também o termo pontificar, significando falar de maneira pomposa] que literalmente significa ‘’construtor de pontes‘’, não vem da Bíblia, mas da Igreja Romanista pagã.
O título foi portanto, tirado do paganismo e aplicado ao chefe da Igreja Católica Romana. Assim como na Antiga Aliança, o sacerdote era o mediador entre Deus e os homens, o Papa também reivindica ser o mediador entre Deus e os homens, com poder sobre as almas no purgatório, de modo que pode libertá-las de maiores sofrimentos e admiti-las no céu. ou de prolongar seu sofrimento por toda a eternidade,
A infalibilidade do Papa em matéria de fé e moral foi proclamada pelo Primeiro Concílio do Vaticano em 1870. É oportuno destacar que nesse mesmo concílio, ‘’Em relação ao Papa, [...] chega-se ao fim , ao magistério infalível do pontífice romano como aspecto do primado apostólico, enfim, é proclamado como dogma divinamente revelado que o pontífice romano, quando fala ex-cathedra, ou seja quando cumprindo seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude da suprema autoridade apostólica, define que uma doutrina referente a fé ou aos costumes deve ser crida por toda a Igreja [...] goza de infalibilidade’’, e não pode ser contestado.
É razoável citar o pronunciamento do Papa Francisco em 09 de dezembro de 2016: ‘’O Papa Francisco entregou idealmente aos seminaristas de Roma, que participaram na missa desta manhã em Santa Marta, os ícones de São Policarpo, de São Francisco Xavier e de São Paulo no momento em que está para ser decapitado, recomendando-lhes que vivam o sacerdócio como mediadores autênticos entre Deus e o povo, jubilosos também na cruz, e não como funcionários intermediários, rígidos e mundanos, atentos apenas aos próprios interesses e por isso insatisfeitos,[...]’’.
Todavia, a Palavra de Deus de uma maneira muito clara afirma que há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo; ‘’E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel’’, Hb.12.24; ainda, I Timóteo 2.5; Hebreus 8.6,8; 9.15; 10.12.
Analisando os versículos exposto anteriormente, concluímos que a Bíblia Sagrada de forma incontestável prova que só e somente só Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Na gramática grega o temo mediador, μεσιτης, significa: alguém que se interpõe para reconciliar duas partes hostis, mediador arbitro ,e somente Jesus atendia as expectativas de Deus para ser nosso mediador, porém, mais ninguém tinha condições de oferecer e ser tal sacrifício perfeito..
CONCLUSÃO
Quando analisamos á Bíblia Sagrada tanto o Primeiro Testamento quanto o Novo Testamento compreendemos que o sistema sacrificial da antiga aliança não mais é observado no período da graça. Todo o complexo sistema sacrificial da Lei terminou em Cristo Jesus. Jesus cumpriu a Lei, inclusive dando seu corpo para ser crucificado e sendo verdadeiramente nosso único e suficiente Sumo Sacerdote: I Co.5.7; Hb. 3.1; 4.14; 6.20; 8.6; 9.15; 10.10; 12.24; ss.
É a maior heresia e falácia que os sacerdotes romanista cometem ao equipararem nosso Senhor Jesus Cristo com eles em seus serviços quando desempenhando suas funções como sacerdotes. Nenhum mortal teve condições de exercer um sacerdócio perfeito e no final dar sua vida em holocausto vivo. Só Jesus Cristo.
Obviamente, que os textos NeoTestamentário fazem menção para os últimos dias do surgimento de falsos pastores, doutores, mestres que utilizaram a própria Palavra de Deus afim de enganar os indoutos, exemplos; Mt. 7.15, 24.11, 24; Mc. 13.22; II Co.11.13; II Pe. 2.1; tendo suas próprias mentes cauterizadas e seus corações influenciado por doutrinas de demônios. Paulo nos traz essa realidade de maneira muito cristalina, I Tm. 4.12, ‘’Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios’’; ‘’Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência’’.
Por fim, o único pastor, mediador e sacerdote que fez um sacrífico perfeito foi o Senhor Jesus Cristo. A Palavra de Deus em seu cerne é Cristocêntrica, qualquer outro entendimento teológico e doutrinário incorre em erro crasso. É por isso que o próprio Jesus afirmou: ‘’E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará‘’, João 8.32.
FONTE:
1. Bíblia Apologética de Estudo. Edição Corrigida e Revisada. ICP Instituto Cristão de Pesquisa. S. Paulo. 2006. 1657 pg.
2. https://www,vatican/francesco/pt/cotidie/2016/documents/papa-francesco-cotidiano 20161209 mediadores-intermediarios,html
3. ALBERIGO. Giussepe, [Organizador, História dos Concílios Ecumênicos] Trad, José M, de Almeida. S, Paulo, 2011 , Paulus, 470 pg,
4, MELO, Edino, A BIblia Católica e a Fé do devoto [Discipulado Ferramenta], S,P,/Campinas, s,d,, Ed, Transcultural,
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