segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Transcrição do Podcast Quatro questões que mostram que o Cristianismo Bíblico é verdadeiro - [Parte IV] - A Questão da Existência de Deus: Deus existe?

 

Frank Turek do site Cross Examined

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales


Estivemos falando sobre a questão da verdade. A segunda questão agora é sobre a existência de Deus: Deus existe? Estes três argumentos que uso geralmente para defender a existência de Deus, existem muitos outros argumentos a favor da existência de Deus, mas como estes temas são tratados com mais profundidade em outros momentos nesta pesquisa, vou utilizar apenas três aqui. Gostaria de dizer, a propósito, antes de qualquer coisa, que você não precisa da Bíblia para provar a existência de Deus. Você pode provar a existência de Deus sem a Bíblia e seria um argumento circular dizer que você pode provar a existência de Deus pela Bíblia. Para tal empreendimento, você precisaria primeiro provar que a Bíblia é a verdade para depois provar a existência de Deus pela Bíblia. Você pode provar a existência de Deus sem a Bíblia e isso é até bíblico. Veja o que o apóstolo Paulo escreveu na epístola aos Romanos:


Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. (Romanos 1:20,21)


Então o que o apóstolo Paulo está dizendo aqui? O ensino é claro, a criação prova a existência do Criador e os homens são indesculpáveis por não reconhecerem a Deus por meio das coisas criadas. Contudo, pela criação você não tem como saber quem é esse Deus, mas você tem como saber que existe um agente por trás da criação. 

O primeiro argumento fala sobre o início do universo que é o argumento cosmológico. O argumento cosmológico, que vem da palavra cosmos, aponta para o fato de que o universo, o próprio cosmos teve um início e a implicação clara disso é que existe um criador que trouxe o universo a existência. Até mesmo os físicos e cosmólogos ateus admitem que o universo teve um início. O próprio Stephen Hawking, o físico ateu, considerado o maior físico que já existiu depois de Albert Einstein, reconheceu que o universo teve um início absoluto. Ele disse antes de morrer, “hoje todos sabemos que o universo e o próprio tempo teve um início no Big Bang.” Claro que ele tenta dar uma outra explicação para a origem do universo por outro meio, como a singularidade, mas as implicações são claras. Contudo, ele falha em dar essa outra explicação, mas ele admite os dados. Os dados são claros, o universo e o próprio tempo tiveram um início e os dados que chegaram até nós é que o tempo, espaço e matéria foram criados do nada. A ideia é essa mesmo, não existia nada e de repente, bum, o tempo, espaço e matéria passaram a existir do nada. Não existia uma matéria prima, preexistente. A questão de que o universo teve um início não é algo controverso, polêmico, pois já é um ponto estabelecido até mesmo entre os cosmológos e astrofísicos ateus, ninguém mais defende que o universo é eterno e a matéria necessária como um fato bruto. A polêmica e a controvérsia é saber o quê ou quem trouxe o universo a existência. Essa é a busca e a preocupação dos especialistas hoje, inclusive, repito, que trouxe o universo do nada, porque é reconhecido que esse surgimento do universo foi absoluto do nada. Então, se o fato de que o universo surgiu do nada é um ponto pacífico entre a maioria dos físicos, astrofísicos e até ateus, então a questão pendente é o quê ou quem trouxe o universo a existência do nada. Esse universo quadrimensional formado de tempo, espaço, matéria e energia. Então me parece que é ponto pacífico que se o espaço, tempo e matéria foram criados ou trazidos a existência neste evento que os cientistas chamam de Big Bang e nós chamamos de criação, cada um dá um nome diferente, logo quem quer que trouxe o universo a existência não pode ser feito ou formado nem de espaço, tempo ou matéria. Qual a implicação disso? A causa do universo tem que estar fora do espaço, fora do tempo, é portanto, eterna, é imaterial ou espírito porque criou a matéria, é extremamente poderoso porque trouxe a matéria a existência do nada, é pessoal porque escolheu criar. Esse ser trouxe as coisas a existência de um estado zero absoluto a um estado de criação e isso exige uma escolha. Além de ter escolhido criar, ele é extremamente inteligente porque criou um universo milimetricamente planejado para a vida. Então, quando você pensa que o ser que está fora do espaço, fora do tempo, é eterno, é espírito, imaterial, é extremamente poderoso ou todo-poderoso, extremamente inteligente e sábio, é pessoal e criou seres com atributos pessoais que somos nós, como intelecto, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade, qual a primeira coisa que vem a sua mente? Claro que é Deus, principalmente o Deus da cultura judaico-cristã, o Deus da Bíblia. Agora, realmente apenas pela criação não temos como saber que é o Deus da Bíblia. Pode ser, dentro do Teísmo geral, algum ser que se classifica como um Deus pessoal dentro do Judaísmo, Cristianismo ou Islamismo. 

Então nós não temos como saber apenas pela criação se é o Deus cristão. Contudo, quando observamos os dados bíblicos, descobrimos que Jesus advoga para si e para o Pai dele a responsabilidade pela criação (João 1:1-3) e o grande sinal que ele deixa para a igreja de que ele seria quem dizia ser, seria a sua ressurreição dos mortos. Então são grandes sinais que estão interligados. O mesmo ser que morreu crucificado e ressuscitou dos mortos há dois mil anos é o mesmo ser, cuja natureza divina criou o universo do nada. Apesar do argumento cosmológico não mostrar especificamente quem é esse Deus, temos uma grande evidência aqui, oriunda do argumento cosmológico, de que, de fato, Deus existe. Contudo, perceba novamente que os seis atributos que parecem mostrar que o criador do universo é Deus, pois a ideia de que ele está fora do tempo (eterno), fora do espaço, é imaterial porque criou a matéria (é espírito), é extremamente poderoso, é extremamente inteligente e é pessoal, é uma pessoa. Como o espaço aqui é reduzido e tratamos mais detalhadamente em outros lugares, não temos como explicar o argumento cosmológico em todos os detalhes, mas mesmo aqui neste resumo, você percebe a força do argumento. Então, repito, ponto pacífico é que todos os cosmólogos, físicos, astrofísicos acreditam que o universo teve um início do nada. Sendo assim, todos acreditam em pelo menos um milagre e nós, cristãos, acreditamos em outros milagres. Agora preste atenção em um detalhe: nós cristãos acreditamos que alguém criou o universo do nada e os ateus acreditam que ninguém criou o universo do nada. O astrofísico ateu Quentin Smith, quando debateu com o William Lane Craig, reconheceu que o universo foi criado e disse “se o universo foi criado, ele foi criado do nada, por nada e para nada”. Qual assertiva exige mais fé, uma fé absurdamente infantil? Este tipo de fé é realmente uma fé cega e desprovida dos fatos e não considera os dados científicos. 


Continua...

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