segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

O Desafio do Sofrimento Imerecido

 

Por Robert Bowman Jr.


Se Deus é todo Poderoso, Todo Amoroso e Todo Bom, então não faria sentido Ele permitir o sofrimento de pessoas inocentes. A crítica segue mais ou menos assim: se Deus é Todo Poderoso, ele pode parar o mal; se Deus é Todo Amoroso e Onibenevolente, ele deveria querer parar o mal; se o mal ocorre a pessoas inocentes, Deus não seria Todo Poderoso ou Onibenevolente. Este é realmente um argumento muito forte, pois se choca diretamente com as nossas emoções e é considerado pelos críticos como um argumento mortal contra o Cristianismo. O que ocorre aqui é o conhecimento como problema dedutivo do mal, este argumento tem sido utilizado sob inúmeras perspectivas diferentes, este argumento é muito conhecido nos bastiões filosóficos e é pouco conhecido fora dele. Contudo, muitos filósofos profissionais hoje não acreditam que essa forma dedutiva de argumento seja um argumento destruidor do Cristianismo, porque, de forma bem simples e direta, o argumento pressupõe que se Deus é Onibenevolente, Ele não permitiria que tal tipo de sofrimento ocorresse. Mas, como bem sabem até mesmo alguns filósofos ateus, Deus pode ter boas razões e justificativas para permitir o mal. Talvez hajam propósitos maiores para que Deus permita que tais coisas aconteçam, desde que nós conhecemos todas as coisas que Deus pode conhecer de antemão, temos que admitir que é plenamente possível que Deus pode ter boas razões para permitir que essas coisas aconteçam a pessoas boas. Perceba que o argumento tem que sair levemente do lado emocional para o lado racional da coisa para fazer sentido. Por isso, muitos céticos abandonaram esse tipo de problema dedutivo da existência do mal e rumaram para o argumento indutivo do problema do mal. 

O argumento indutivo do problema do mal diz que existe muito sofrimento e mal excessivo no mundo e se Deus existisse, Ele poderia permitir alguma medida de mal, mas ele não permitiria uma medida de mal tão absurda no mundo. O problema com esse tipo de argumento indutivo é que ele é realmente muito difícil de se engajar, pois qual é a medida de mal que não seria demais em se tratando de Deus? É muito difícil ser objetivo e poder quantificar uma quantidade de mal e dizer que é muito. O cético geralmente diz que é realmente difícil de quantificar, mas que ele acredita ser demais. Muito sofrimento no mundo, muito mal no mundo, milhões de Judeus mortos no Holocausto, milhares de pessoas sendo tragadas por tsunamis, tornados, furações, realmente parece infindável, e realmente ficamos emocionalmente abalados com tais ocorrências. Agora, uma coisa é certa, esse argumento indutivo é muito mais forte do que o argumento dedutivo em termos de apelo emocional, porque o argumento apela para um sentimentalismo emocional mais sutil e poderoso, pois contempla todas as coisas terríveis que os seres humanos fazem uns contra os outros. Todos os sofrimentos terríveis que as pessoas tem experimentado, às vezes por forças humanas, outras vezes pelas forças da natureza. Mas talvez a coisa realmente séria que faz as pessoas relutarem contra ela é, se temos boas razões para acreditarmos na existência de Deus, e Ele é da forma que a Bíblia o descreve, então nossas concepções ou conceitos sobre o que Deus permitiria ou não, teriam que ser modificados. Contudo, não adianta espernear, bater a cabeça contra a parede, gritar, porque não gostamos das coisas como elas são, se sabemos que Deus realmente existe, teremos que usar este fato e parar de reclamar dizendo que se fôssemos Deus, faríamos as coisas diferentes. Nós não somos Deus e temos que parar com esses chiliques. Temos que encarar de frente esta realidade dupla em especial, a saber, Deus existe e nós não somos ele. 


Tradução e adaptação Walson Sales

Um comentário:

  1. Achei que fosse uma página para pesquisar.. mas só vejo uma pessoa discriminando todas as religiões!! Sem conteúdo... Sem fundamentos!! Nada pra oferecer!! Só vejo ofensas... Ódio.. discriminação, preconceito ... Tudo que o Diabo gosta!!

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