Por C. Michael Patton
Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales
1. O ateísmo carece de fundamento moral.
O
ateísmo se omite quando se trata de oferecer uma base real para os valores e
princípios morais, deixando que os indivíduos criem seus próprios padrões
pessoais de comportamento, o que pode ser perigoso e levar ao caos. Tudo o que
resta para eles é o relativismo moral, o que é um desastre.
2. O ateísmo não fornece uma resposta para
a origem da vida ou do universo.
O
ateísmo não pode explicar como algo veio do nada ou como a vida surgiu de
matéria inanimada, matéria morta. Em última análise, eles têm que negar o
axioma universal ex nihilo nihil fit,
“do nada, nada vem”. Uma vez que esse axioma é negado, todo pensamento racional
e destreza intelectual são rejeitados em favor de algum tipo de mágica! Essa
omissão do ateísmo se choca com umas das maiores leis da ciência, a lei da
biogênese que afirma que vida só provém de vida e contra essa lei, eles afirmam
que a vida surgiu de matéria morta, o que significa um salto de fé cega.
3. O ateísmo não fornece uma explicação
para a complexidade do universo e da vida.
O
universo, que tem muitas leis bem ajustadas que tornam a vida possível, não tem
uma causa sobrenatural última segundo os ateus. Por causa disso, o ateísmo não
pode explicar por que existem tantas leis e processos físicos milimetricamente
ajustados que devem existir para que o universo exista e funcione como
funciona. Nesse sentido, existe uma situação absurda em que o efeito é maior do
que a causa, o que contraria uma das maiores leis da filosofia, a saber, a de
que o efeito não pode ser maior do que a causa. Na verdade, para piorar para os
ateus, esta é a única vez que o efeito não tem causa! Mas, eles dizem, existe
um peso maior em existir do que não existir, não é? O efeito existe para o
ateu, mas a causa não? Mágica?
4. O ateísmo falha em fornecer uma
resposta para o significado último.
Eles
não podem defender nenhum propósito transcendente para a vida. Isso permite que
os indivíduos decidam o que mais importa na vida em seus próprios termos,
levando inevitavelmente à confusão e ao vazio espiritual. Mas um aspecto
central do impulso de nossos instintos viscerais aponta em direção ao
significado e propósito. Isso evidencia algum tipo de pré-programação por uma
Entidade que também existe de forma significativa. Pense em um dos maiores
questionamentos da existência humana: Por que estamos aqui? Temos um propósito?
Para os ateus não, somos apenas poeira cósmica aleatória, o que é muito grave.
5. Em sua essência, o ateísmo é baseado em
uma fé cega.
O ateísmo
é uma crença de que Deus não existe e que não existe uma causa nem para o
universo, nem para a vida ou que a Causa, seja ela qual for, não é
sobrenatural, pessoal e intencional. O ateísmo é exatamente igual a outros
sistemas de crenças que exigem um salto de fé cega para aceitar suas
reivindicações como verdadeiras sem evidências ou provas para apoiá-las. Em
outras palavras, não há evidência positiva para o ateísmo, apenas a negação
persistente da grande quantidade de evidências a favor do teísmo. O ateísmo
representa uma crença antinatural que necessita de um esforço hercúleo para que
seja mantida.
6. O ateísmo falha em fornecer qualquer
esperança real.
No
ateísmo, não há otimismo para o futuro a longo prazo porque nega a
possibilidade de vida após a morte ou julgamento divino futuro. Assim, o
ateísmo é um reservatório filosófico de desespero, e não de expectativa e esperança.
Se não há propósito para a vida e se a vida humana não tem valor intrinseco,
logo estamos todos perdidos e sem esperança. Talvez eles só estejam esperando
ansiosos pela hora do almoço.
7. O ateísmo tem uma história de barbárie.
O ateísmo
tem sido usado como justificativa por alguns indivíduos ao longo da história
para cometer atos hediondos. Eles se envolvem nesses atos porque sentem que, ao
fim e ao cabo, não terão que prestar contas a ninguém. Não haverá julgamento,
apenas impunidade. Esta é a implicação clara de uma vida sem Deus levada às
últimas consequências. É claro! Por que não? Se não houver um poder superior
observando ou julgando suas ações ou responsabilizando-os por suas escolhas
nesta vida ou além dela, faz todo o sentido. Fiódor Dostoiévski escreveu no livro Os Irmãos Karamazov: “Se Deus não
existe, então tudo é permitido”. Felizmente, este não é um componente
necessário do ateísmo e a maioria dos ateus não vivem de acordo com suas
crenças e não levam suas crenças às últimas consequências, mas esta é a base do
ponto de partida filosófico amoral.
8. O ateísmo falha em oferecer qualquer
resposta real sobre o sofrimento e o mal no mundo.
Embora
este seja um argumento puramente pragmático, ele é verdadeiro. O ateísmo necessita
de alguma razão que dê esperança e sentido às respostas quando se trata de
questões sobre o sofrimento e o mal no mundo. Assim, os indivíduos muitas vezes
ficam oprimidos com essas questões, em vez de encontrar conforto ou consolo na
teleologia (propósito) do mal. Para o ateísmo não existe propósito no mal e
como eles podem questionar o mal sem aventar a existência do bem e do sumo bem,
em última instância?
9. A crença de que apenas a ciência
fornece as respostas é, na melhor das hipóteses, paradoxal.
Os
ateus têm a tarefa impossível de aceitar que apenas a ciência pode explicar
todos os aspectos da realidade (cientificismo); assim, eles devem
inevitavelmente olhar, sob este viés, para a filosofia e/ou religião. As
pressuposições adquiridas (supostamente) apenas pela ciência são usadas para
dar sentido a coisas como consciência, a tutora necessária do racionalismo e do
livre arbítrio. Resumindo, a insistência necessária dos ateus de que apenas a
ciência pode explicar tudo não se baseia na ciência. No entanto, as próprias
crenças ateístas (ou não-crenças) são auto-referencialmente absurdas. Por
exemplo, aspectos importantes da natureza humana, como o livre-arbítrio não
passam de ilusões da nossa mente de acordo com o ateísmo.
10. Por fim, os ateus devem viver em um
estado de dissonância cognitiva.
O
ateísmo é funcionalmente limitado por sua própria epistemologia (forma de
chegar ao conhecimento). A base de conhecimento do ateísmo é fundamentada
exclusivamente na razão humana (uma noção filosófica) e na experiência (baseada
em uma suposição não científica) como fontes de conhecimento. Assim, os ateus
se encontram presos em um ciclo de dúvida e dissonância cognitiva não
reconhecida (acreditar em uma coisa, mas viver habitualmente de forma
diferente). Isso produz um desconforto implícito porque, em última análise, o
comportamento dos ateus não se alinham com seus valores ou crenças. Eles são
incapazes de apresentar respostas definitivas sobre o que é verdadeiro devido
às limitações auto-referenciais absurdas impostas por suas próprias visões de
mundo! Podemos ser gratos porque a maioria não vive de acordo com sua visão de
mundo ao fim e ao cabo.
Bônus:
11. Os ateus não reconhecem ou celebram a
sensação de admiração sobre o mundo e seus mistérios.
Isso é
subjetivo, mas também expõe a imensa arrogância da cosmovisão ateísta. Eles têm
a mente fechada e seguem seu vieses. Claro, todos nós seguimos alguns vieses em
algum grau. Mas o ateísmo não é capaz de chamar um pato de pato. Se existe um
milagre, eles não estão abertos a defini-lo como tal. Devido a essa mente
fechada, eles desajeitadamente começam a explicar as coisas da maneira menos
provável. É como se o barulho de cascos só podem ser de cavalos e não podem, em
hipótese alguma, ser de zebras. Isso faz algum sentido?
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