Por Robert Bowman Jr.
Traduzido,
adaptado e ampliado por Walson Sales
Por fim, vemos em Genesis 1 que Deus criou os
seres humanos. O incrível é que Deus criou “adam”, ou seja, “a humanidade” a
sua imagem e semelhança, macho e fêmea. Ao dizer isso, todos os seres humanos
são representados por Adão, o pai. Note que ambos, macho e fêmea, foram criados
a imagem e semelhança de Deus. Entre os povos antigos, os homens podiam ser relacionados
como imagem de uma divindade, a saber, um governador ou um rei, que eram
considerados como a manifestação de uma divindade, como um representante que
governava aquela terra. Genesis erradica essa visão de que alguns homens são
deuses ou que são os representantes dos deuses. Antes, todos os seres humanos
são ontologicamente iguais, pois compartilham a imagem e semelhança de Deus.
Perceba que até agora, você não vê nada sendo
dito sobre a idade da terra. Não existe essa implicação clara dentro do
contexto das religiões do período, porque Genesis 1 tem muito a dizer sobre os
atributos de Deus e muito a revelar sobre os enganos dos povos antigos. Repetindo,
só existe um único Deus e Deus Elohim criou todas as coisas. Algumas pessoas
criticam e ficam confusas com a forma Elohim por causa da forma plural, mas o
hebraico às vezes usa a forma plural como verbo singular para denotar
completude para algo ou alguém. Então, quando o AT se refere a Deus como
Elohim, não significa uma pluralidade de seres divinos, porque a forma plural
Elohim regularmente assume a forma de verbo no singular e isso ocorre em
Genesis 1. Em Genesis 2 Elohim é identificado como Jeová, como Deus, não uma
pluralidade de deuses, ou seja, um Deus que detém todo o poder e autoridade e
que criou e governa sobre todas as coisas. Você só deve encarar e responder a
apenas um Deus e isso é bem simples. Só existe um Deus a quem você deve servir
e agradar e esse é todo o resumo da ópera. Se também ele criou o céu, logo ele
não mora no céu como uma habitação no conceito que temos de habitação, pois ele
transcende os céus. Mas ele também é imanente, pois interage dentro da criação.
Se Deus fosse apenas imanente, então ele estaria sujeito ao tempo, logo estaria
passível a mudança e o panteísmo seria a visão de mundo correta. Se Deus fosse
apenas transcendente, o Deísmo estaria correto, pois teria criado o universo e
se isolado, virado as costas para a criação. Mas o Deus que criou é transcendente
e imanente. Deus é eterno porque criou o tempo, e é onisciente e perfeitamente
sábio pois criou o universo de forma ordenada, organizada, e perfeitamente
equilibrada.
Sua onipotência é demonstrada pela forma em que
ele cria o universo praticamente sem esforço, pelo poder da palavra. Bem como
pelo fato de que Deus é pessoal, porque fala na primeira pessoa, avalia o que
criou e diz que tudo é bom. Deus é autossuficiente, pois não criou nada para seu
próprio benefício e nas culturas pagãs os deuses precisam das ações religiosas
dos homens em alguma medida. Então, perceba que Genesis 1 e 2 tem muito a dizer
sobre a criação e sobre o Deus da criação e seus atributos, responde a muito da
cultura pagã circundante, mas não fala nada sobre a idade da terra, apenas que
a terra tem uma idade, mas além disso, Genesis está realmente fixado em revelar
e esclarecer outras coisas mais importantes do que a idade da terra. Então,
como evangélicos bíblicos, devemos focar nas coisas que realmente são
importantes.
Tendo falado tudo isso, temos que reconhecer que
Genesis revela que a terra tem uma idade. Agora, não vejo relevância em colocar
o assunto sobre a idade da terra acima dos assuntos mais importantes que foram
revelados. Para mim é indiferente se alguém acredita na terra jovem ou antiga,
isso não tem implicações para a salvação. Agora, é importante destacar que nem
todos os criacionistas da terra jovem acreditam que o universo seja jovem. O
fato é que existe alguma diversidade sobre a questão.
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