Por Robert Bowman Jr.
Traduzido,
adaptado e ampliado por Walson Sales
De
acordo com Genesis 1, Deus apenas não criou o universo do nada, mas depois de
criar do nada, Deus modelou, arrumou, organizou e criou novas coisas a partir
das coisas já criadas do nada. Podemos ver isso em Genesis 1: 20, 24; 2: 7, 19,
22 – a medida que Deus vai ordenando, Deus vai criando, plantando, fazendo as
coisas acontecerem no processo. Portanto, a ação de Deus na criação não está
limitada a trazer tudo a existência apenas naquele princípio de Genesis 1:1. O
caso ali não é o Deísmo, segundo o qual Deus cria, mas não interfere, não age,
não organiza e não cria novas coisas e isso é repetidamente contraditado na
narrativa do Genesis.
Genesis
também ensina o teísmo, especificamente o Teísmo Monoteísta. Deus criou o universo
pelo seu próprio poder e autoridade e não criou outras deidades menores, o que
exclui o politeísmo.
Também
vemos em Genesis que nós, os seres humanos, somos completamente dependentes de
Deus. Deus existe e criou a humanidade (Gn 1:26, 27). Fomos criados pela livre
vontade de Deus e Deus nos deu a liberdade para fazermos uso livre de tudo o
que Deus criou para o nosso deleite. Ele criou o mundo para nós e depois nos
criou. Tudo o que temos provém de Deus e ainda Deus nos capacitou com
articulação racional ampla, poderosa e profunda, apesar da queda, para podermos
dominar a criação, entender a criação, nos beneficiar da criação e explorar a
criação. Por isso o homem hoje tanto explora o espaço quanto o mais profundo
oceano, a mente e corpo, mesmo com todas as limitações inerentes a queda. O
senhorio de Deus ao dizer exatamente como devemos viver nos fala diretamente
sob este prisma.
Tudo
o que Genesis 1 enfatiza sobre a criação é a bondade de Deus e a característica
intrinseca de bondade nas coisas criadas. Vemos repetidamente em Genesis Deus
criando as coisas e vendo que aquilo era bom. Nada é intrinsecamente mau. Os
aspectos materiais da vida, o corpo que Deus criou por um ato pessoal e direto.
Os alimentos, Deus proveu a alimentação para as suas criaturas.
Até
o sexo é bom. Deus ordena que os seres humanos se reproduzam e Deus projetou o
corpo dotado de características sexuais que dão prazer e alegria. Contudo, tudo
deve ser feito dentro dos padrões que Deus estabeleceu, homem e mulher, macho e
fêmea. Muitas religiões e, eu diria que a maioria, entende que os aspectos
materiais da criação são um grande problema para os seres humanos, pois
supostamente prejudicam o relacionamento dos seres humanos coma divindade. O
Hinduísmo, o Budismo e o Gnosticismo são exemplos clássicos, pois afirmam que os
seres humanos precisam transcender a matéria, como se o corpo material fosse a
prisão da alma. Envolvida nesta ideia está a doutrina da reencarnação, pois
supostamente o homem ficaria voltando em outro corpo até atingir um número de
reencarnações para não precisar mais reencarnar, o que seria um conceito de
salvação como espírito puro, independente do corpo. O que eles ensinam para que
a pessoa possa chegar mais perto da condição de não precisar mais reencarnar? Eles
se privam de comida, se privam de atividade sexual, mesmo se forem casados, a
fim de supostamente alcançarem a experiência do divino. Até mesmo na história
do cristianismo, podemos identificar pessoas praticando o ascetismo a fim de
ganhar uma experiência maior com Deus e entrarem em um caminho de fanatismo
(veja a história do monasticismo). A Bíblia não ensina nada disso. A comida e o
sexo podem ser abusados para prejuízo pessoal das pessoas, mas são coisas boas
que Deus criou.
Continua...
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