Por Robert Bowman Jr.
Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales
A
evolução não teísta é comumente e
naturalmente associada ao ateísmo, ou seja, a ideia de que Deus não existe e
que não pode ser a melhor explicação para a origem e a existência do universo,
do planeta terra e da vida. O panteísmo pode ser inserido na categoria de evolução
não teísta também, porque no panteísmo Deus é impessoal, uma realidade no
universo e que não se distingue do universo. No panteísmo não existe um Deus
externo e independente do universo que criou o universo e o planejou
milimetricamente. A evolução não teísta não é um processo inteligentemente
guiado como no panteísmo e o panteísmo legisla sobre o conceito de emanação.
Claro que o ateísmo se distingue do panteísmo, mas ambos compartilham uma visão
evolutiva de alguma forma. Uma por evolução cega e a outra por emanação cega.
Carl Sagan e Albert Einstein são exemplos de cientistas do século 20 que eram
evolucionistas não teístas. Está claro que os evolucionistas não teístas não
acreditam em milagres. Eles acreditam e defendem que o sistema evolutivo naturalista
explica tudo, ou pelo menos a evolução biológica explica a origem natural de
todos os seres vivos. Alguns evolucionistas insistem que devemos fazer
distinção entre a origem das espécies diferentes de vida e outras explicações
para a origem da vida e do próprio universo. No entanto, muitos ateus e
cientistas naturalistas explicam a evolução como algo meio cósmico, ou seja, a
evolução das estrelas, do universo e a origem da vida está contida nesse
processo pan-evolucionário. Eles acreditam que o universo tem bilhões de anos,
algo em torno de 10 a 20 bilhões de anos (o modelo padrão do Big Bang coloca
entre 13.7 bilhões de anos). Alguns, no entanto, advogam que o universo é mais
antigo que 20 bilhões de anos e é, de alguma forma, eterno (esse percentual é
uma minoria gritante). Isso porque a evidência física de que o universo teve um
início é esmagadora. A grande maioria dos cientistas aceitam o fato de que o
universo teve um começo no passado finito. Os evolucionistas teístas defendem
que o homem evoluiu de formas rudimentares e transicionais e que participamos
de uma descendência comum de animais não humanos e inferiores como os primatas,
pois segundo eles, fazemos parte da mesma arvore genealógica. Para eles não
existe Adão e Eva nem nenhum ancestral humano, pois as espécies evoluíram de
seres inferiores para seres vivos superiores e que nesse processo outros seres
vivos (espécies) são formados por meio de mutações genéticas cegas e
aleatórias. Consideram o Genesis um mito e completamente sem valor para prover
algum tipo de explicação ou gerar algum tipo de conhecimento sobre a origem do
universo e da vida. Veem a ciência como o caminho para se conhecer toda a
verdade (a maioria são cientificistas) e, segundo eles, a teologia só nos
transmite mitos e ilusões.
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