quinta-feira, 20 de abril de 2023

Cosmogonias: Teorias da Criação - A Evolução Não Teísta

 



Por Robert Bowman Jr.

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales

 

A evolução não teísta é comumente e naturalmente associada ao ateísmo, ou seja, a ideia de que Deus não existe e que não pode ser a melhor explicação para a origem e a existência do universo, do planeta terra e da vida. O panteísmo pode ser inserido na categoria de evolução não teísta também, porque no panteísmo Deus é impessoal, uma realidade no universo e que não se distingue do universo. No panteísmo não existe um Deus externo e independente do universo que criou o universo e o planejou milimetricamente. A evolução não teísta não é um processo inteligentemente guiado como no panteísmo e o panteísmo legisla sobre o conceito de emanação. Claro que o ateísmo se distingue do panteísmo, mas ambos compartilham uma visão evolutiva de alguma forma. Uma por evolução cega e a outra por emanação cega. Carl Sagan e Albert Einstein são exemplos de cientistas do século 20 que eram evolucionistas não teístas. Está claro que os evolucionistas não teístas não acreditam em milagres. Eles acreditam e defendem que o sistema evolutivo naturalista explica tudo, ou pelo menos a evolução biológica explica a origem natural de todos os seres vivos. Alguns evolucionistas insistem que devemos fazer distinção entre a origem das espécies diferentes de vida e outras explicações para a origem da vida e do próprio universo. No entanto, muitos ateus e cientistas naturalistas explicam a evolução como algo meio cósmico, ou seja, a evolução das estrelas, do universo e a origem da vida está contida nesse processo pan-evolucionário. Eles acreditam que o universo tem bilhões de anos, algo em torno de 10 a 20 bilhões de anos (o modelo padrão do Big Bang coloca entre 13.7 bilhões de anos). Alguns, no entanto, advogam que o universo é mais antigo que 20 bilhões de anos e é, de alguma forma, eterno (esse percentual é uma minoria gritante). Isso porque a evidência física de que o universo teve um início é esmagadora. A grande maioria dos cientistas aceitam o fato de que o universo teve um começo no passado finito. Os evolucionistas teístas defendem que o homem evoluiu de formas rudimentares e transicionais e que participamos de uma descendência comum de animais não humanos e inferiores como os primatas, pois segundo eles, fazemos parte da mesma arvore genealógica. Para eles não existe Adão e Eva nem nenhum ancestral humano, pois as espécies evoluíram de seres inferiores para seres vivos superiores e que nesse processo outros seres vivos (espécies) são formados por meio de mutações genéticas cegas e aleatórias. Consideram o Genesis um mito e completamente sem valor para prover algum tipo de explicação ou gerar algum tipo de conhecimento sobre a origem do universo e da vida. Veem a ciência como o caminho para se conhecer toda a verdade (a maioria são cientificistas) e, segundo eles, a teologia só nos transmite mitos e ilusões.

 

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