Por Robert Bowman Jr.
Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales
O
criacionismo da terra antiga,
cujo principal representante é o Robert C. Newman, defende que o criacionismo é
estritamente bíblico. Newman é um cientista que escreveu sobre Genesis 1 e que
afirmou que o texto de Genesis é coerente com a evidência física, defendeu
também que o universo tem bilhões de anos e que ainda tal fato não interfere
nem anula os dados bíblicos. Hugh Ross é recentemente o criacionista da terra
antiga mais proeminente a defender o modelo entre os evangélicos hoje. Ross é
presidente do Reasons to Believe,
grupo de estudos sobre a interação entre fé e ciência. Gleason Archer Jr. é um
erudito no Antigo Testamento e no Hebraico Bíblico que também defende a
posição. Como já destacamos, o evolucionista teísta vê alguns milagres na
criação, pelo menos três. Contudo, o criacionista da terra antiga vê a criação
do universo e de todos os seres vivos como uma série de milagres diretos de
Deus, quase na mesma ordem e número de operações milagrosas que o criacionismo
da terra jovem defende. Afirmam biblicamente que Deus criou de forma
sobrenatural todos os seres vivos e negam a ideia evolucionista não teísta de
ancestralidade comum. Defendem que a origem das espécies são os resultados de
milhares de atos sobrenaturais de Deus, ou até mesmo milhões de milagres de
Deus.
Os criacionistas da terra antiga reconhecem a
existência da microevolução, um fenômeno evolucionário que não aumenta ou
multiplica o número de espécies e não cria novas ordens de seres vivos, animais
e plantas e também negam a macroevolução. Eles não acreditam que a
macroevolução possa, por meio de organismos unicelulares, gerar uma infinidade
de outros seres vivos, portanto negam, repito, a ideia de ancestralidade comum,
ou seja, a doutrina darwiniana de que todos os seres vivos descendem de um
ancestral comum. Eles não veem nenhuma evidência a favor da macroevolução.
Criacionistas da terra jovem e da terra antiga estão totalmente de acordo sobre
a micro e macroevolução. Defendem que o universo e a terra têm bilhões de anos,
então, é verdade eles concordam com a escala de tempo dos evolucionistas não
teístas e dos teístas evolucionistas. Mas não como um subterfúgio para
sustentar alguma doutrina (como os evolucionistas que precisam de uma escala de
tempo infinitamente maior para fazer o surgimento aleatório de tudo ter
sentido). Os criacionistas da terra antiga aceitam essa escala de tempo mais
longa apenas como uma interpretação direta dos dados científicos oriundos da
astronomia, cosmologia, geologia e paleontologia e entendem que Genesis 1 e 2
não legislam sobre a idade da terra ou do universo. Para eles não existe
incompatibilidade entre Genesis e essa escala de tempo mais longa. Contudo,
eles datam a origem do homem bem mais recente do que os evolucionistas.
Os criacionistas da terra antiga tendem a datar
a origem do ser humano a milhares de anos e não a milhões de anos ou mais, como
os evolucionistas tem argumentado. Algo em torno de 25 a 75 mil anos, talvez um
pouco mais. Esta é uma prospecção controversa porque não satisfaz os
evolucionistas não teístas, não satisfaz os evolucionistas teístas, muito menos
os criacionistas da terra jovem. Os criacionistas da terra antiga também
acreditam na existência de Adão e Eva como seres humanos literais que Deus
criou de forma especial e miraculosa, e que eles não evoluíram de outros
animais inferiores, não descenderam de outros animais inferiores. Eles também
tendem a aceitar uma abordagem muito literal do livro de Genesis, como um
relato histórico com linguagem simbólica, dependendo de como eles entendem os
dias de Genesis 1. Eles tendem a ter um entendimento muito literal daqueles
dias, com as mesmas conclusões que os criacionistas da terra jovem chegam.
Outros entendem que os dias de Genesis são apresentados com uma linguagem
simbólica, mas apesar disso, veem os dias de Genesis como narrativa histórica e
não como uma saga ou um mito. Acreditam ainda que tanto a Bíblia quanto a
ciência abordam sobre as ciências das origens, ambas falam sobre as mesmas
coisas com linguagem diferentes e consideram que ambas são válidas. Eles não
consideram que a ciência seja subordinada a teologia, nem que a teologia seja
subordinada a ciência, mas que ambas são fontes de verdade, são disciplinas
igualmente válidas. Consideram que nem a ciência nem a teologia são infalíveis
e que ambas são disciplinas humanas que podem ser objetos de correções e
revisões, pois podem e são passivas de erros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário