Por Robert Bowman Jr.
Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales
Por
fim, os criacionistas da terra jovem,
que são associados há algumas décadas, ao Instituto para Pesquisas da Criação,
especialmente com os principais representantes Henri Morris e Duane Gish e mais
recentemente com Ken Ham e outros que se transformaram nos maiores defensores
dessa posição. Eles sustentam que o universo tem entre 6 a 10 mil anos de
idade, que todos os seres vivos foram criados de forma sobrenatural e
miraculosa, todas as espécies diferentes e tipos de vida. Defendem que existem
variações com limites genéticos em todos os tipos de seres vivos e evitam usar
o termo evolução de todas as formas. Eles podem afirmar a microevolução, mas
evitam utilizar o termo. Defendem que os seres humanos foram criados de maneira
especial – corpo e alma – visão também defendida pelos criacionistas da terra
antiga. Segundo eles, Adão e Eva eram seres humanos literais, os primeiros
seres humanos criados na terra por Deus. Para eles Genesis é uma narrativa
histórica, mas os criacionistas da terra jovem insistem em interpretar o texto
da forma mais literal possível, da forma mais plana, clara, ou natural, como
algo plenamente óbvio e natural e por isso entendem os dias de Genesis como
dias literais de 24 horas, consecutivos e contíguos e com isso concluem que
Genesis 1 indica que o universo e todos os seres humanos foram criados em um
período de seis dias literais de 24 horas e baseados no que o resto do texto da
criação diz, eles inferem que Adão e Eva foram criados há apenas 6 mil anos
atrás. Os criacionistas da terra jovem tendem a ver a teologia como a rainha
das ciências, ou a ciência dominante, e que a ciência deve estar subordinada a
teologia no que diz respeito às origens. O que justifica esse entendimento para
eles é que, segundo eles, a ciência e a teologia fazem afirmações que se
contradizem sobre as questões das origens e que a ciência tomada sob uma
perspectiva naturalista não considera a Bíblia como a palavra de Deus. Então,
eles afirmam, a ciência sempre chegará a uma conclusão defeituosa, por isso a
ciência deve estar subordinada a teologia.
Então, essas são as quatro principais visões
sobre o assunto que ainda estão vivas e são concorrentes entre si em nossa
cultura. Todas as vezes que os cristãos se posicionam, eles se posicionam com
uma dessas três visões sobre as origens. Pois elas implicam na própria origem
do universo, a origem da vida, a origem da espécie humana e a origem dos demais
seres vivos. Agora, existem alguns cristãos que acham, com muita ousadia, que
uma dessas visões é a 100% correta (tipo, inspirada por Deus de uma forma que,
se você negar, estará negando o próprio Deus, a fé e a salvação), o que é um
contrassenso.
Sob um ponto de vista geral, a maioria dos
evangélicos, defendem um desses dois pontos, a saber, o criacionismo da terra
jovem ou o criacionismo da terra antiga. Contudo, tanto nos EUA quanto no
Brasil, a teoria da terra jovem tem um número maior de aderentes pelo caráter
de uma leitura mais superficial e devocional do texto e apesar de não termos
uma estatística, não é uma maioria esmagadora. Por outro lado, um número
considerável se inclina para a teoria da terra antiga. O teísmo evolucionista é
defendido por alguns cristãos, dentre os quais alguns evangélicos.
Agora, depende de como se defende o teísmo
evolucionista, pois este ponto de vista é flexível ao ponto de uma ala afirmar
que Deus criou Adão e Eva de forma especial, como um ato de intervenção na
ordem natural, a ponto de negar que eles tenham descendido de animais
inferiores.
Eu poderia observar os prós e contras das 4
visões, mas para ganharmos tempo, vou excluir a evolução não teísta por dois
motivos. Primeiro, por não ser uma opção válida para os cristãos e segundo,
pelo fato de que esse ponto de vista, intimamente ligado ao ateísmo, já é
abordado diretamente e indiretamente em todo o curso. No entanto, vou dedicar a
maior parte do tempo explicando alguns detalhes das duas visões mais aceitas.
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