segunda-feira, 1 de maio de 2023

Cosmogonias: Teorias da Criação - O Criacionismo da Terra Jovem

  


Por Robert Bowman Jr.

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales

 

Por fim, os criacionistas da terra jovem, que são associados há algumas décadas, ao Instituto para Pesquisas da Criação, especialmente com os principais representantes Henri Morris e Duane Gish e mais recentemente com Ken Ham e outros que se transformaram nos maiores defensores dessa posição. Eles sustentam que o universo tem entre 6 a 10 mil anos de idade, que todos os seres vivos foram criados de forma sobrenatural e miraculosa, todas as espécies diferentes e tipos de vida. Defendem que existem variações com limites genéticos em todos os tipos de seres vivos e evitam usar o termo evolução de todas as formas. Eles podem afirmar a microevolução, mas evitam utilizar o termo. Defendem que os seres humanos foram criados de maneira especial – corpo e alma – visão também defendida pelos criacionistas da terra antiga. Segundo eles, Adão e Eva eram seres humanos literais, os primeiros seres humanos criados na terra por Deus. Para eles Genesis é uma narrativa histórica, mas os criacionistas da terra jovem insistem em interpretar o texto da forma mais literal possível, da forma mais plana, clara, ou natural, como algo plenamente óbvio e natural e por isso entendem os dias de Genesis como dias literais de 24 horas, consecutivos e contíguos e com isso concluem que Genesis 1 indica que o universo e todos os seres humanos foram criados em um período de seis dias literais de 24 horas e baseados no que o resto do texto da criação diz, eles inferem que Adão e Eva foram criados há apenas 6 mil anos atrás. Os criacionistas da terra jovem tendem a ver a teologia como a rainha das ciências, ou a ciência dominante, e que a ciência deve estar subordinada a teologia no que diz respeito às origens. O que justifica esse entendimento para eles é que, segundo eles, a ciência e a teologia fazem afirmações que se contradizem sobre as questões das origens e que a ciência tomada sob uma perspectiva naturalista não considera a Bíblia como a palavra de Deus. Então, eles afirmam, a ciência sempre chegará a uma conclusão defeituosa, por isso a ciência deve estar subordinada a teologia.

Então, essas são as quatro principais visões sobre o assunto que ainda estão vivas e são concorrentes entre si em nossa cultura. Todas as vezes que os cristãos se posicionam, eles se posicionam com uma dessas três visões sobre as origens. Pois elas implicam na própria origem do universo, a origem da vida, a origem da espécie humana e a origem dos demais seres vivos. Agora, existem alguns cristãos que acham, com muita ousadia, que uma dessas visões é a 100% correta (tipo, inspirada por Deus de uma forma que, se você negar, estará negando o próprio Deus, a fé e a salvação), o que é um contrassenso.

Sob um ponto de vista geral, a maioria dos evangélicos, defendem um desses dois pontos, a saber, o criacionismo da terra jovem ou o criacionismo da terra antiga. Contudo, tanto nos EUA quanto no Brasil, a teoria da terra jovem tem um número maior de aderentes pelo caráter de uma leitura mais superficial e devocional do texto e apesar de não termos uma estatística, não é uma maioria esmagadora. Por outro lado, um número considerável se inclina para a teoria da terra antiga. O teísmo evolucionista é defendido por alguns cristãos, dentre os quais alguns evangélicos.

Agora, depende de como se defende o teísmo evolucionista, pois este ponto de vista é flexível ao ponto de uma ala afirmar que Deus criou Adão e Eva de forma especial, como um ato de intervenção na ordem natural, a ponto de negar que eles tenham descendido de animais inferiores.

Eu poderia observar os prós e contras das 4 visões, mas para ganharmos tempo, vou excluir a evolução não teísta por dois motivos. Primeiro, por não ser uma opção válida para os cristãos e segundo, pelo fato de que esse ponto de vista, intimamente ligado ao ateísmo, já é abordado diretamente e indiretamente em todo o curso. No entanto, vou dedicar a maior parte do tempo explicando alguns detalhes das duas visões mais aceitas.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário