Por Walson Sales
O corpo humano é um sistema de uma complexidade surpreendente, envolvido em processos bioquímicos e neurológicos que sustentam a vida de forma precisa e harmônica. No livro What Darwin Didn’t Know: A Doctor Dissects the Theory of Evolution, Geoffrey Simmons e William Dembski descrevem a imensidão dessa complexidade em detalhes que impressionam. Para eles, relegar essa intricada "coreografia" de reações químicas e processos biológicos ao mero acaso é uma "irresponsabilidade" científica e lógica. Neste artigo, analisaremos a profundidade desses processos e as limitações da teoria darwiniana em explicá-los, oferecendo uma visão crítica da evolução à luz da bioquímica, da lógica e da teologia.
1. A Complexidade do Corpo Humano em Comparação com Grandes Metrópoles
A Metáfora das Cidades: Simmons e Dembski comparam o interior do corpo humano a uma metrópole mais movimentada do que Nova York, Cidade do México, Tóquio e Bombaim juntas. Essa analogia ajuda a visualizar a densidade das reações químicas e atividades internas necessárias para sustentar a vida.
Interações Complexas e Interdependentes: De 10 a 75 trilhões de células trabalham em sincronia, gerando cerca de um quadrilhão de interações químicas por dia. Cada interação é necessária para atividades comuns como andar, respirar e até mesmo manter a postura.
Reflexão Filosófica: A metáfora suscita uma pergunta crucial: seria possível um sistema tão complexo e interdependente surgir por processos aleatórios? Tal complexidade parece requerer uma fonte de design intencional, desafiando a ideia de que mecanismos evolutivos cegos possam produzi-la.
2. Processos Bioquímicos com Propósitos Específicos
Reações Direcionadas: Simmons e Dembski enfatizam que cada interação química e reação no corpo humano não ocorre ao acaso, mas sim com propósito específico. Isso é visível em funções como a produção de glóbulos vermelhos, a eliminação de dióxido de carbono e o transporte de oxigênio.
A Irredutibilidade de Cada Etapa: Cada uma dessas funções envolve dúzias ou até centenas de pequenos passos interativos e sub-passos químicos. Esses passos incluem checagens e contrachecagens, mecanismos regulatórios que mantêm o equilíbrio e o funcionamento adequado.
Implicações Científicas e Filosóficas: Segundo o conceito da complexidade irredutível, proposto por Michael Behe, qualquer sistema biológico que dependa de múltiplos componentes que interagem de maneira específica para funcionar não poderia surgir gradualmente. A ausência de um único passo em uma reação complexa pode causar falhas em todo o sistema, sugerindo que todos os elementos devem estar presentes desde o início.
3. O Cérebro Humano: Um "Continente" Bioelétrico e Bioquímico
A Metáfora do Continente: Simmons e Dembski descrevem o cérebro como um "continente" varrido por tempestades elétricas e ondas químicas. A atividade elétrica e química cerebral permite que o ser humano experimente e interaja com a realidade externa em microssegundos.
Consciência e Raciocínio: Cada pensamento, decisão e percepção são resultado de uma sequência de reações químicas e impulsos elétricos que, de algum modo, transcendem a simples matéria. A teoria da evolução enfrenta dificuldades em explicar como essa dimensão qualitativa, que inclui consciência, surge de processos materiais e aleatórios.
Reflexão Teológica: A complexidade da consciência humana e sua capacidade de compreensão abstrata e moralidade têm sido apontadas como indicações de que há um Criador por trás do design humano. Para os cristãos, a Bíblia ensina que o ser humano é feito à imagem de Deus, o que reflete essa capacidade única de razão e relacionamento espiritual.
4. As Limitações do Conhecimento Darwiniano e a Evolução da Ciência
Limitações de Darwin: Simmons e Dembski apontam que Darwin não possuía conhecimento dos processos celulares e bioquímicos que sustentam a vida humana. Ele sequer sabia que tais processos existiam, o que limitou sua compreensão sobre a complexidade dos seres vivos.
O Avanço da Bioquímica e da Genética: Desde Darwin, a ciência revelou que até mesmo a célula mais "simples" possui uma complexidade funcional inimaginável. As descobertas modernas na genética e na biologia molecular mostram que a vida opera em um nível de organização e propósito que vai além da explicação evolutiva convencional.
Reflexão Científica: A complexidade das reações químicas no corpo humano sugere que a teoria darwiniana é insuficiente para explicar a origem da vida. À medida que a ciência avança, a teoria evolutiva precisa lidar com novas evidências que desafiam a ideia de processos aleatórios e gradualistas.
Conclusão
A análise de Simmons e Dembski destaca um ponto crucial: a complexidade irredutível do corpo humano e suas interações químicas e neurológicas são de tal magnitude que desafiam a teoria darwiniana. Esse entendimento sugere a necessidade de uma explicação que vá além do acaso, considerando a possibilidade de um design intencional e inteligente. Para os cristãos, essa análise fortalece a fé em um Criador que desenhou o ser humano com propósito e precisão.
Questionário Desafiador para Evolucionistas e de Aprendizado para Cristãos
1. Interações Celulares: Com mais de um quadrilhão de interações químicas diárias no corpo humano, como a teoria da evolução explica a origem e manutenção dessas interações de maneira aleatória?
Reflexão Cristã: Como essa coordenação harmoniosa de processos no corpo humano aponta para um Criador que governa a ordem e o equilíbrio?
2. Complexidade Irredutível: Se a teoria da complexidade irredutível afirma que sistemas complexos precisam de todas as suas partes para funcionar, como a evolução justifica a existência de sistemas tão intrincados no corpo humano sem recorrer a um designer inteligente?
Reflexão Cristã: De que forma o conceito de complexidade irredutível reforça a visão bíblica de que o ser humano foi criado por Deus, "temível e maravilhosamente" (Salmos 139:14)?
3. Consciência e Raciocínio: A evolução darwiniana sugere que a consciência humana evoluiu de processos inconscientes. Como se explica a origem da capacidade de raciocínio e autoconsciência a partir de processos puramente materiais?
Reflexão Cristã: Como a capacidade de pensar, raciocinar e tomar decisões reflete a imagem de Deus em nós?
4. Limitações de Darwin: Considerando que Darwin desconhecia os processos bioquímicos complexos que sustentam a vida, como isso impacta a validade da teoria evolutiva hoje?
Reflexão Cristã: Como o avanço do conhecimento científico tem revelado, aos poucos, a grandiosidade e o mistério da criação divina?
5. Propósito nas Reações Químicas: Simmons e Dembski afirmam que cada reação no corpo humano ocorre com um propósito específico. Como a evolução lida com a presença de propósito e direção em processos biológicos?
Reflexão Cristã: De que forma o propósito que vemos no funcionamento do corpo humano aponta para um Criador que nos desenhou com intenção?
6. Simultaneidade dos Processos: O funcionamento do corpo humano envolve milhares de processos simultâneos, essenciais para a vida. Como a teoria da evolução explica a origem dessa simultaneidade essencial sem um princípio organizador?
Reflexão Cristã: Como essa simultaneidade de processos no corpo reflete a soberania e a sabedoria de Deus, que sustenta cada detalhe de sua criação?
7. Matemática das Probabilidades: Qual é a probabilidade matemática de que todos esses processos complexos e específicos, com inúmeras checagens e sub-passos, ocorram por acaso?
Reflexão Cristã: Como o cálculo da probabilidade leva à conclusão de que a complexidade da vida não é resultado de mero acaso, mas da mão divina de um Criador?
Esse questionário visa desafiar os pressupostos evolucionistas e aprofundar o entendimento cristão, incentivando uma reflexão baseada na ciência, na lógica e na fé. A natureza complexa do corpo humano e sua miríade de interações são evidências de que a vida é muito mais do que um simples produto do acaso.
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