Por Walson Sales
O debate entre naturalismo e teísmo é um dos mais significativos na filosofia contemporânea. Enquanto o naturalismo ou materialismo rejeita explicações sobrenaturais e busca compreender a realidade a partir de uma perspectiva puramente física, o teísmo, especialmente na sua forma cristã, propõe que a origem do universo e a moralidade encontram-se fundamentadas em um Criador. Neste artigo, exploraremos as contradições do naturalismo, as implicações morais do ateísmo e a lógica que sustenta a crença no teísmo.
1. A Contradição do Naturalismo
O naturalismo/materialismo enfrenta a contradição do regresso infinito ao tratar da origem do universo. Quando se fala das origens do próprio cosmos, essa cosmovisão precisa optar entre duas proposições: ou o universo é necessário e, portanto, eterno — o que a ciência já demonstrou ser falso ao confirmar que o universo teve um início absoluto — ou eles devem defender que o universo foi criado do nada, por nada e para nada, o que contraria a máxima filosófica ex nihilo nihil fit, que afirma que do nada, nada surge. Essa escolha entre alternativas insustentáveis revela a fragilidade do naturalismo como uma explicação plausível da realidade, uma vez que não consegue oferecer uma fundamentação coerente para a existência do universo.
A Visão Ateísta e o Niilismo
O ateísmo oferece uma visão do mundo onde os seres humanos são meros acidentes cósmicos, sem propósito ou significado intrínsecos. Filósofos como Friedrich Nietzsche chegaram a aceitar o niilismo como consequência lógica de uma visão naturalista do universo. Nietzsche, no entanto, acabou enfrentando uma crise de sanidade ao tentar manter a consistência com suas crenças (WIDNER, 2010).
2. A Inadequação da Ciência Naturalista
A ciência naturalista não apenas falha em se adequar às descobertas científicas mais recentes, como também não se fundamenta em sua própria existência (GERHARDT, 2010). Se o ateísmo for provado falso, isso implica que o teísmo, sua negação, é necessariamente verdadeiro. Ao considerarmos a proposição "Deus existe?", temos apenas duas respostas possíveis: "sim" ou "não". Se "não" for provada falsa, a única alternativa restante é "sim".
Autocontradições do Ateísmo
O ateísmo depende de princípios que fogem ao amparo lógico e científico, contrariando suas próprias pretensões. Por exemplo, a Lei da Biogênese, uma das mais bem estabelecidas na ciência, afirma que a vida só provém de vida. No entanto, o ateísmo sustenta a crença de que a vida surgiu de matéria inanimada, o que contradiz essa lei.
Além disso, a Segunda Lei da Termodinâmica indica que o universo está em um estado de ordem descendente, ou seja, a energia utilizável está se esgotando e o universo está "moribundo". Isso contraria a teoria da evolução, que assume uma progressão ascendente da simplicidade à complexidade.
Outro ponto crítico é que, se a evolução for verdadeira, ela deve ser tríplice: cósmica, química e biológica, ocorrendo de forma totalmente aleatória e sem a presença de uma mente inteligente. Essas falhas lógicas e científicas tornam a visão ateísta incoerente.
3. A Superioridade do Teísmo
No teísmo cristão, os absolutos morais são compreensíveis, uma vez que Deus é o padrão absoluto de moralidade. Conceitos como as leis da lógica fazem sentido, pois podem ser fundamentados em um Deus que é imaterial, atemporal e transcendente. Além disso, a dignidade humana encontra seu significado na crença de que os seres humanos são criados à imagem de um ser digno de honra e adoração, que é Deus.
4. O Valor da Experiência Humana
A incapacidade do ateísmo de explicar nossa experiência do mundo ao nosso redor reforça a ideia de que essa cosmovisão não pode ser verdadeira (CÓLON, 2010). O teísmo, ao contrário, proporciona um contexto em que a moralidade, o propósito e a dignidade fazem sentido.
Conclusão
Através da análise das falhas do naturalismo e do ateísmo, fica evidente que a cosmovisão cristã oferece respostas coerentes e satisfatórias para as questões fundamentais da existência humana. Enquanto o naturalismo se perde em contradições e niilismo, o teísmo fornece um fundamento sólido para a moralidade, o significado e a dignidade. Assim, a crença em um Criador transcendente se apresenta não apenas como uma alternativa viável, mas como a melhor explicação para a complexidade e a riqueza da experiência humana.
Questionário Desafiador
1. Como você explica a origem da vida se a Lei da Biogênese afirma que a vida só provém de vida?
2. De que maneira você responde à Segunda Lei da Termodinâmica em relação à teoria da evolução?
3. Se a evolução é um processo totalmente aleatório, como você justifica a complexidade e a ordem observadas na natureza?
4. O que fundamenta sua moralidade em uma cosmovisão naturalista?
5. Como você lida com a questão da dignidade humana sem uma base transcendente?
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