Por Walson Sales
A investigação religiosa é um campo complexo e multifacetado, e para demonstrar a superioridade do Cristianismo em relação a outras cosmovisões, podemos explorar quatro alicerces fundamentais: Revelação, Razão, História e Experiência. Ao comparar esses alicerces com diversas religiões e cosmovisões materialistas, como o ateísmo, o humanismo e o naturalismo, perceberemos que somente o Cristianismo se destaca por suas respostas coerentes e satisfatórias.
1. Revelação
A Revelação é um pilar essencial na investigação religiosa e pode ser dividida em duas categorias: geral e especial.
Revelação Geral
Deus se revelou de forma geral nas coisas criadas. Se considerarmos que nosso universo é quadrimensional, composto por tempo, espaço, matéria e energia, podemos inferir que o ser que trouxe o universo à existência deve possuir certas características. Esse Criador precisa ser eterno, pois é o originador do tempo; imaterial, uma vez que criou a matéria; transcendente, já que é o criador do espaço; extremamente poderoso, por ter criado do nada, conforme Gênesis 1:1; livre, dado que decidiu criar; e pessoal, pois criou seres à Sua imagem e semelhança, dotados de intelecto, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade.
Revelação Especial
De maneira especial, Deus se revelou na Bíblia Sagrada, na encarnação do Verbo e na história da nação de Israel. É por meio da Bíblia que Deus responde aos cinco maiores questionamentos da existência humana:
Origem: De onde viemos?
Identidade: Quem somos?
Propósito: Por que estamos aqui?
Moralidade: Como devemos viver?
Destino: Para onde vamos?
Para que uma mensagem religiosa seja verdadeira, ela deve ser coerente, consistente e vivenciável. Além disso, precisa ser clara e compreensível, e ter um histórico consistente. A revelação divina não pode contradizer-se; um “deus” que altera doutrinas previamente reveladas deve ser considerado uma falsa divindade. Um pensador cristão ressalta que, ao encontrar aparentes contradições na Bíblia, devemos considerar três possibilidades: erro de tradução, erro de cópia ou um entendimento inadequado da passagem. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, e Deus não erra, ela deve ser isenta de erros.
2. Razão
O homem é inerentemente religioso, e a manifestação da fé é evidente em todo o globo, independentemente do avanço do conhecimento científico. A importância das religiões se torna evidente quando consideramos se há uma doutrina correta entre elas. As afirmações religiosas que se contradizem não podem ser todas verdadeiras, pois violam a lógica e a lei da não contradição. Se Deus existe, como pode haver várias doutrinas que se excluem mutuamente? Essa análise é crucial ao considerarmos a coerência interna das grandes religiões e sua relação com o Cristianismo.
3. História
A história é um aspecto vital na avaliação das cosmovisões. O Cristianismo se destaca não apenas por oferecer uma explicação racional sobre a origem do universo, mas também por fundamentar eventos históricos significativos, como a ressurreição de Jesus Cristo. A distinção entre história e mitologia é fundamental; personagens mitológicos não têm lugar na narrativa histórica. Assim, a cosmovisão cristã é apoiada por dados históricos sólidos.
4. Experiência
A Experiência é o último dos quatro alicerces. A experiência religiosa deve ser real e consistente com as doutrinas reveladas. A autenticidade das experiências individuais deve alinhar-se com a verdade proposta pelas Escrituras. O Cristianismo, segundo Auten (2010), se apoia em várias razões — história, ciência, cosmologia, moralidade, Escritura, ressurreição de Jesus e experiências pessoais. Essas razões corroboram a veracidade da fé cristã e fornecem um entendimento mais profundo da realidade.
COMPARAÇÃO COM OUTRAS COSMOVISÕES
Materialismo
A cosmovisão materialista, defendida por muitos ateus, falha em oferecer uma explicação satisfatória sobre a origem do universo. A ideia de que algo pode surgir do nada carece de fundamentação lógica. O Cristianismo, em contraste, apresenta uma visão coesa e racional.
Religiões Orientais
Nas religiões orientais, como o Hinduísmo e o Budismo, a visão de Deus é frequentemente impessoal. A realidade é considerada maya, ou seja, uma ilusão; assim, a matéria, a dor, o sofrimento e o mal são vistos como não reais. No Hinduísmo, Deus é descrito como sendo tudo e, ao mesmo tempo, nada, representando apenas o silêncio. Essa concepção impessoal e contraditória limita a capacidade dessas cosmovisões de oferecer respostas satisfatórias para questões existenciais. A incoerência entre a ideia de uma divindade onipresente e a negação da realidade material evidencia a falta de consistência interna nas doutrinas orientais, tornando difícil para elas se sustentarem como verdadeiras em comparação com o Cristianismo.
Islamismo
O Islamismo, enquanto cosmovisão, também deve ser analisado à luz da Revelação, Razão e História. É importante considerar se suas afirmações são consistentes internamente e se se alinham com a experiência vivida pelos fiéis.
CONCLUSÃO
Ao analisar os quatro alicerces da investigação religiosa — Revelação, Razão, História e Experiência — torna-se evidente que o Cristianismo se destaca em comparação com outras cosmovisões. Ele não apenas oferece respostas racionais e históricas, mas também se sustenta em uma revelação coerente e experiências reais. Assim, ao examinarmos as afirmações das diferentes religiões, podemos concluir que o Cristianismo fornece a melhor resposta às questões fundamentais da vida, reafirmando sua superioridade em relação a outras crenças.
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