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sexta-feira, 28 de março de 2025

Ateísmo e Agnosticismo: Uma Análise Crítica e Apologética

Por Walson Sales

O debate entre o ateísmo, o agnosticismo e a fé religiosa envolve questões filosóficas, científicas e teológicas que desafiam e moldam o entendimento humano sobre a existência, a moralidade e o propósito. Autores como Richard Dawkins, Francis Collins, Owen Gingerich, Paul Davies e Phillip Johnson oferecem visões que contribuem para o entendimento desses conceitos, embora com perspectivas muito diferentes. Este artigo busca explorar as implicações lógicas, as contradições e os desafios práticos do ateísmo e agnosticismo, contrastando essas visões com o cristianismo e destacando como a ciência e a filosofia podem, paradoxalmente, reforçar a necessidade da fé.

1. Definindo Ateísmo e Agnosticismo

Ateísmo

A definição do ateísmo envolve a rejeição da crença na existência de Deus ou de qualquer divindade, promovendo uma visão materialista e naturalista do universo. Richard Dawkins, em *Deus, Um Delírio*, descreve a fé como uma “confiança cega” desprovida de evidências, e enxerga a religião como uma ilusão que deveria ser superada. No entanto, o ateísmo, ao negar a existência de Deus, assume uma posição de fé no naturalismo e na aleatoriedade como forças suficientes para explicar a complexidade do universo.

Agnosticismo

O agnosticismo sustenta que o conhecimento sobre Deus ou sobre o sobrenatural é inacessível. Segundo Geisler e Turek em Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, existem dois tipos de agnósticos: o comum, que acredita que nada pode ser conhecido, e o decidido, que crê na impossibilidade de alcançar certezas absolutas. Tal posição, entretanto, é contraditória, pois afirmar “não se pode saber nada” é uma proposição de conhecimento. Como se pode saber que não se sabe nada, se o próprio agnosticismo afirma a impossibilidade de qualquer conhecimento seguro? Essa afirmação se torna autocontraditória, pois, ao declarar que não se pode ter certeza, o agnóstico tenta estabelecer uma certeza sobre a própria impossibilidade do conhecimento.

2. Contradições e Implicações Lógicas do Ateísmo e Agnosticismo

Problemas de Coerência Histórica e Epistemológica

Para negar eventos históricos centrais do cristianismo, como a ressurreição de Jesus, o ateu ou agnóstico deve necessariamente oferecer explicações alternativas e, assim, depender de uma leitura da história que rejeitam como incerta. Como Phillip Johnson aponta em Reason in the Balance, o ceticismo direcionado a um sistema de crenças específico frequentemente revela uma crença oculta em um sistema alternativo. Para negar o cristianismo, portanto, os ateus e agnósticos acabam tendo que acreditar na veracidade de outros postulados históricos ou científicos, uma posição que desafia a própria postura de ceticismo absoluto que eles defendem.

Evidências Científicas e Fé

A ciência moderna frequentemente é usada como argumento contra a fé em Deus, mas, ironicamente, muitos cientistas renomados expressam crenças que apontam para um Criador. Em 2006, com o lançamento de Deus, Um Delírio de Dawkins, três outros livros importantes de cientistas surgiram para contestar a visão naturalista extrema:

Francis Collins, diretor do Projeto Genoma Humano, era um ateu e evolucionista que se converteu à fé cristã após sua experiência com o projeto genoma. Em seu livro A Linguagem de Deus, Collins argumenta que a ordem e a beleza do universo apontam para um Criador. Ele afirma que, embora seja evolucionista, percebe no universo sinais claros de um design intencional, algo que considera mais plausível com a existência de Deus.

Owen Gingerich, astrônomo de Harvard, lançou O Universo de Deus, defendendo que o universo foi criado com intenção e propósito, sendo uma crença que, segundo ele, não interfere na prática científica.

Paul Davies, cosmólogo, em Goldilocks Enigma, explora o conceito de “sintonia fina” do universo, sugerindo que há algo divino, dentro ou fora do cosmos, que torna possível o surgimento da vida. Para Davies, essa harmonia não pode ser explicada apenas por processos naturais e indica uma inteligência organizadora.

Essas contribuições mostram que a ciência não é, necessariamente, incompatível com a fé. Pelo contrário, cientistas que analisam profundamente a complexidade do universo muitas vezes encontram razões para crer em uma ordem transcendente que torna o ateísmo uma posição que exige “fé” nas forças cegas da natureza, o que ironicamente se aproxima da “fé cega” criticada por Dawkins.

3. O Ateísmo e Seus Problemas

Se o ateísmo for verdadeiro, ele impõe mudanças drásticas na forma como vemos questões fundamentais da existência:

I. Origem: De onde viemos? A criação espontânea a partir de nada parece contradizer a lei da causalidade, uma base científica.

II. Identidade: Quem somos? Sem Deus, o ser humano é apenas um conjunto de processos aleatórios, sem dignidade intrínseca.

III. Propósito: Por que estamos aqui? O ateísmo nega um propósito último para a vida, restando apenas os propósitos temporários que criamos para nós mesmos.

IV. Moralidade: Como devemos viver? Sem uma moralidade absoluta, conceitos como certo e errado tornam-se relativos, variando conforme a cultura ou opinião.

V. Destino: Para onde vamos? No ateísmo, o destino final de todos é o pó, negando a ideia de vida ou significado após a morte.

Se Deus existe, no entanto, há um propósito e significado para a vida, uma moralidade absoluta e um destino eterno. Cada escolha feita hoje não apenas afeta a vida presente, mas também reverbera na eternidade.

Conclusão

A análise das posições ateístas e agnósticas mostra que ambas as perspectivas, ao questionarem a fé religiosa, também assumem um conjunto alternativo de crenças. Como observado por Phillip Johnson, a descrença em uma cosmovisão implica fé em outra, e, no caso do ateísmo, essa fé é posta em um universo sem direção e em um sistema de leis naturais que, por si só, não conseguem explicar a ordem e a complexidade evidentes no cosmos.

Acreditar em Deus, portanto, não é uma rejeição da razão, mas uma resposta a perguntas que o ateísmo e o agnosticismo não conseguem responder satisfatoriamente. A existência de um Criador oferece um contexto coerente para a origem, a moralidade, o propósito e o destino da humanidade.

Questionário Reflexivo

Para Ateus e Agnósticos:

1. Se a história não pode ser conhecida com certeza, como você sabe que Jesus não ressuscitou?

2. Se você afirma que “não se pode saber nada”, como sabe que essa afirmação é verdadeira?

3. Como você explica a origem da informação genética complexa sem um ser inteligente?

Para Cristãos:

1. Como você responderia à afirmação de que a fé é uma “confiança cega” sem evidências?

2. Em que medida você acredita que a ciência e a fé podem caminhar juntas para revelar a verdade sobre o universo?

3. Qual é a importância de conhecer e entender as visões ateístas e agnósticas para fortalecer sua fé?

Este questionário promove reflexão, incentivando uma análise crítica das bases da fé e crença, seja ela religiosa ou não.

segunda-feira, 14 de março de 2022

O que é Lógica e qual o papel da Lógica na Crença Religiosa?

 

Lógica é o estudo correto da razão ou das inferências válidas e das falácias presentes, sejam formais ou informais. A lógica ajuda a obter conclusões corretas sobre um assunto e a evitar erros de pensamento que as pessoas cometem frequentemente. Utilizamos a lógica no nosso dia a dia, inclusive em questões religiosas. O uso da lógica e da razão também é encontrada na Bíblia.

 

- "É função do homem sábio conhecer a ordem" - Aristóteles

- "Vamos raciocinar juntos..." - Isaías 1:18

- "Amarás o Senhor teu Deus com toda ... a tua mente" - Mt. 22:37

- “...A razão da esperança que há em nós.” – I Pe 3:15

- “Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;” 2 Coríntios 10:5

 

A lógica é construída sobre quatro leis fundamentais:

 

1.         Lei da não-contradição - algo não pode ser "A" e "não-A" ao mesmo tempo e no mesmo sentido.

2.         Lei do meio excluído ou do terceiro excluído - algo ou é "A" ou "não-A" (Não existe uma opção média ou uma terceira opção).

3.         Lei da identidade - "A" é realmente "A".

4.         Lei da inferência racional - por exemplo, todos os homens são mortais, João é um homem, portanto João é mortal.

 

Lei da não-contradição

Algo não pode ser "A" e "não-A" ao mesmo tempo e no mesmo sentido.

"Deus existe!" – afirma o Cristão

"Deus não existe!" – afirma o Ateu

"Ambos estão certos!" – afirma o Pluralista

 

Perceba que o Pluralista é um inimigo mortal da lógica e da razão, pois defende pontos de vista contraditórios, ferindo portanto a Lei da não-contradição. A forma mais segura de fazer uma pessoa admitir que acredita na lei da não-contradição foi apresentada pelo médico e filósofo muçulmano medieval Avicena nos seguintes termos: "Que aquele que não acredita seja espancado e queimado até admitir que ser espancado e queimado não é a mesma coisa que não ser espancado e queimado". – Avicena. O fato de utilizarmos a lógica e a razão no dia a dia nos impede de ignorar as prescrições médicas com respeito a dosagem de remédios (não é a mesma coisa tomar um ou 10 comprimidos ao mesmo tempo), e nos impede de considerar que é a mesma coisa tomar um copo de vitamina de banana ou um copo de veneno.

 

Lei do Meio Excluído ou do Terceiro Excluído

Algo ou é "A" ou "não-A".

"Tudo veio de uma eternidade pessoal" - Cristão

"Tudo veio de uma eternidade impessoal" - Ateu

 

Não existe uma opção média ou uma terceira opção. Observe como essa lei ressalta os atributos da verdade como algo 'restrito' e 'limitado'. Existe uma espécie de exclusivismo nas proposições de verdade onde o erro deve, necessariamente ser excluído. As duas afirmações acima não podem ser ambas verdadeiras. Uma terá que permanecer e a outra excluída, onde também não existe espaço para uma afirmação média, terceira ou conciliadora.

 

Lei da Identidade

"A" é realmente "A".

"Jesus Cristo é Deus!" - Cristão

"Jesus Cristo não é Deus"! - Muçulmano

 

Ou Jesus Cristo é Deus ou não é! As afirmações teológicas ousadas que são encontradas principalmente no capítulo 5 do Alcorão, livro sagrado do Islamismo, religião que surgiu no século 6 depois de Cristo, nega veementemente a divindade de Jesus, algo reconhecido nas Escrituras Cristãs e pelos pais da igreja primitiva. O debate dos dias atuais está focado, principalmente, sobre questões de gênero, onde o gênero biológico é sistematicamente atacado. A lei da identidade é gravemente ferida em ambos os casos.

 

Lei da Inferência Racional

Lógica dedutiva - raciocínio de premissas verdadeiras a uma conclusão correta.

Tudo o que tem um princípio tem uma causa.

O universo teve um começo.

Portanto, o universo tem uma causa.

 

A primeira premissa é metafisicamente necessária, a segunda premissa pôde ser confirmada por observações científicas, então a conclusão segue naturalmente. Se um dia você chegar em casa do trabalho e encontrar um cavalo na sua sala, apesar das portas e janelas estarem fechadas e sem nenhum sinal de arrombamento, você vai inferir logicamente que alguém colocou aquele cavalo ali. Da mesma forma, se você chegar em casa e encontrar a casa vazia, você vai inferir logicamente e necessariamente que alguém entrou e roubou todos os seus móveis. Se entrar em uma rua deserta e encontrar um corpo caído com um ferimento de arma de fogo na cabeça, você vai inferir logicamente sobre a existência de um assassino nas proximidades.

 

Lógica e Razão vs. Pluralismo

 

O pluralismo sustenta que nenhuma religião é superior a outra no que diz respeito à verdade. Veja o que afirmava o famoso heresiarca: "Não faz diferença se se invoca o Deus mais elevado ou Zeus ou Adonai ou Sabaoth ou Amoun, como os Egípcios fazem, ou os Papaios, como invocavam os Citas". - Celso, século II. O pluralismo não é novidade. Afirma que todo o sistema religioso é igualmente bom no que diz respeito a trazer a salvação da humanidade.

O pluralismo faz uma afirmação exclusivista - que apenas o Pluralismo é verdade "O pluralismo não é e não tem sido amplamente popular no mundo em geral; se o pluralista tivesse nascido em Madagáscar, ou na França medieval, provavelmente não teria sido um pluralista. Segue-se que ele não deveria ser pluralista ou que suas crenças pluralistas são produzidas nele por um processo não confiável de produção de crenças?" - Alvin Plantiga. O principal desafio do pluralismo é que ele luta contra o conceito de Verdade Absoluta. O pluralismo é inerentemente relativista. No Pluralismo - “Tudo é verdade”. Então deveríamos fazer algumas perguntas ao pluralista: (1) “Esta mulher está grávida e não grávida?”; (2) “O pluralista acredita que as afirmações do exclusivista são também verdadeiras?;” (3) “O Pluralismo e o Exclusivismo ensinam a mesma coisa?”; (4) “Como o pluralista sabe que sua visão é verdadeira e as demais são falsas?”

Para tanto, é também importante saber identificar as Falácias Lógicas.

 

Reconhecendo Falácias Lógicas - Significado – contexto significa tudo

 

“Jesus é o Filho de Deus” – Cristão

“Jesus é o Filho de Deus” – Testemunha de Jeová/Mórmon

 

Lei da Identidade. Perceba que as frases são basicamente as mesmas, contudo as pessoas que as afirmam dão um significado completamente diferente a identidade de Jesus. Na primeira, Jesus é o Filho de Deus em Essência e Substância, enquanto que na segunda Jesus é o Filho de Deus por criação e adoção.

 

Dilema defeituoso

 

“Você é uma pessoa de ciência/fatos ou uma pessoa de religião/fé?”

 

Premissas da premissa dedutiva não são verdadeiras. Petição de princípio. A pergunta já pressupõe que a ciência supostamente lida com os fatos enquanto que a religião/fé lida, supostamente com ilusões (tentando diferir entre algo objetivo e subjetivo). Outro argumento capcioso na pergunta é a de que a ciência e a religião são opostos. Erro de categoria – apesar da ciência e da religião estarem em categorias diferentes, elas não são mutuamente excludentes ou antagônicas. Esse erro se assemelha a ideia embutida na pergunta “Se Deus criou todas as coisas, então Quem criou Deus?” Contudo, o argumento que afirma que tudo o que tem um início, tem uma causa, não contempla Deus e nem poderia, pois dentro da natureza de Deus está o conceito de eternidade, o que exclui a ideia de criação. Aquele que é eterno não tem um começo e não pode ser criado.

Ainda é importante dizer que não negamos que existe, de fato, uma diferença do que é objetivo e subjetivo na religião. Entretanto, não descartamos a necessidade de conhecer o contexto em que a Bíblia foi escrita e a mente das pessoas que viveram naquela época. Mas o principal problema é que existe objetividade e subjetividade nas afirmações religiosas e científicas. Se você fala “Jesus vive em meu coração”, isso é de caráter subjetivo, interno, privado e pessoal. Portanto, existem dois tipos de conhecimento: o que é de alcance público e o que é pessoal. Algumas coisas são de conhecimento público, como a distância entre a terra e o sol, ou quem é o atual presidente do Brasil. Outras coisas são do conhecimento privado, como dor de cabeça ou se estou me sentindo bem. A noção popular (destrutiva) é que a ciência lida com o que é objetivo, público, externo e plausível, enquanto a religião lida com o que é subjetivo, privado, interno e pessoal. Não negamos que certos aspectos da religião sejam pessoais, internos e particulares, porém defendemos que importantes aspectos do Cristianismo são objetivos, públicos, externos e plausíveis. O Cristianismo é uma cosmovisão que faz afirmações sobre a realidade. Tais afirmações são verdadeiras ou falsas. Se forem verdadeiras, há evidências que podem sustentá-las, portanto, conhecer que o Cristianismo é verdadeiro deve significar mais do que conhecimento subjetivo, privado, interior, pessoal. Isso significa que nós podemos saber que ele é verdadeiro de uma forma objetiva, pública, externa e plausível. Não podemos esquecer também que essa falácia faz apelo ao argumento da autoridade, deixando implícito que algum cientista deveria ser autoridade final em todos os assuntos, o que não é verdade.

 

Analogia defeituosa

 

“Acreditar em Deus é como acreditar em Papai Noel.”

 

Na falácia da Analogia Defeituosa, o erro se dá por tentar comparar duas coisas que não podem ser comparadas. Todos sabem que a figura do Papai Noel é oriunda do folclore infantil, geralmente popularizada no período das festas natalinas, presente no imaginário das crianças em relação as árvores de natal e os presentes. Todos sabem que não passa de um mito, de um personagem que não existe e de uma crença infantil. A figura de Deus é diferente. Deus é a figura que evoca a causa de tudo no universo. O próprio universo, o tempo, a matéria, o espaço, o meio ambiente milimetricamente planejado, os seres vivos, incluindo nós, os seres humanos, dotados de atributos que são totalmente estranhos na natureza, a saber, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade, por termos sido criados a imagem e semelhança de Deus. Qualquer ser pensante e minimamente responsável entenderá que esse tipo de comparação é completamente fora da realidade. Agora, se dissermos que “crer na teoria da evolução é a mesma coisa que acreditar no Papai Noel”, pode sim ser uma analogia totalmente válida, pois a Teoria da Evolução nunca foi observada e se ela realmente ocorreu, ocorreu de forma totalmente aleatória, sem uma mente inteligente por trás e se essa teoria gozar realmente de algum status científico, ela teria que ser tríplice, cósmica, química e biológica, o que seria completamente impossível de ocorrer, tendo em vista os estágios intricados que ela teria que completar para realizar-se. Como disse o ateu Quentin Smith em um debate com o William Lane Craig: “Se o universo foi criado, foi criado do nada, por nada e para nada”. É melhor acreditar no Papai Noel neste caso.

 

Consenso Gentium (opinião da maioria)

 

“A grande maioria dos cientistas acredita na evolução”

 

Um fato interessante nessa falácia é que ela é bem recorrente em conversas e debates. Outro fato brutalmente verdadeiro é que secularistas, humanistas, ateus, agnósticos e outros inimigos da fé cristã tomaram conta dos departamentos de biologia e ciências da maioria das universidades e existe um status positivo e negativos nestes centros. O status positivo é dado a quem aprovar ou adotar a teoria da evolução como verdadeira e o status negativo é dado a quem defender o criacionismo ou a existência de Deus. Eu não estou inventando isso. O documentarista judeu Ben Stein prova isso no documentário Expelled: no intelligence allowed, disponível no YouTube com legendas em português. Outro que prova que os criacionistas foram banidos e são perseguidos nas universidades é o jornalista Larry A. Witham, no livro Where Darwin Meets the Bible: Creationists and Evolutionists in America, onde ele prova que os departamentos de ciências são dominados por inimigos do cristianismo e que para se entrar na elite tem que aceitar e promover a Teoria da Evolução como verdadeira. O fato não se dá se a teoria é verdadeira ou não. Trabalhei essa questão no meu livro A Visão de Mundo Ateísta. E o principal ponto da falácia é que a opinião da maioria não corresponde necessariamente a verdade. Isso é um ponto pacífico.

 

Apelo ao futuro

 

“Um dia o elo perdido entre o homem e seus ancestrais será encontrado”

 

Também conectado ao ítem anterior e à teoria da evolução no exemplo. Apesar de dependermos de conhecimentos ainda não disponíveis em muitas áreas, não podemos estabelecer uma teoria científica sem o seu lastro principal, que no caso da teoria da evolução é o elo perdido entre os seres inferiores e o homem. A teoria enfrenta outros problemas insolúveis como a complexidade irredutível da célula, a barreira genética dos seres vivos (um ser vivo de uma espécie não se transforma em outro ser vivo de outra espécie) e a lei da abiogênese (matéria morta não produz vida), que é o ponto central da evolução. Apelar ao futuro neste caso não servirá muito.

 

Falácia Genética

 

“Você não é biólogo – como você pode dizer que a evolução não é verdade?”

 

Também envolvendo o argumento da autoridade, a falácia genética se relaciona a como uma crença se origina. No caso do exemplo, a crença verdadeira se originaria de forma correta por meio de um curso de biologia, o que não é verdade. Outra forma de atacar a crença religiosa com esta falácia é dizer que a crença se baseia no local de nascimento das pessoas, o que não anularia a existência de uma religião ou cosmovisão verdadeira.

 

Como a lógica/razão se relaciona com a crença verdadeira? A crença é apenas uma questão de...

 

• Pensamento lógico?

• Exame das evidências?

• Reconhecimento da realidade?

…Infelizmente não.

 

A crença real envolve mais do que apenas a transferência de informações e o reconhecimento externo de uma verdade. As pessoas agem contrariamente às evidências o tempo todo. Leia o texto bíblico abaixo e compare-o com as afirmações seguintes:

 

Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,” – Hebreus 10:26

 

Percebeu a lógica usada na declaração bíblica acima? A crença real envolve a Vontade. Leia as afirmações abaixo:

 

 “Se alguém nos provasse este Deus dos cristãos, seríamos ainda menos capazes de acreditar nele.” – Nietzche

“É nossa preferência que governa contra o cristianismo, não argumentos.” – Nietsche

Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?” - Marcos 2:8

Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” – Lucas 24:25

“porque com o coração se crê, para a justiça...” - Romanos 10:10

“Quando nos falta a vontade de ver as coisas como elas realmente são, não há nada tão misterioso quanto o óbvio.” – Irving Kristol, Professor de Sociologia

 

Resultado final de se concordar que lógica/razão e religião se misturam:

 

• Uma verdadeira base filosófica facilita a crença em algo;

• A adesão aos Primeiros Princípios é obrigatória na vida e na religião;

• Falácias lógicas devem ser reconhecidas e superadas;

• O pluralismo como um sistema de crenças é descartado;

• Rejeitar o pluralismo não significa [necessariamente] que várias religiões sejam totalmente falsas;

• A crença real ainda envolve mais do que uma compreensão de uma posição lógica;

 

- "Tão hábil é o erro de imitar a verdade, que ambos estão constantemente sendo confundidos. Hoje em dia é preciso um olhar aguçado para saber quem é quem entre Caim e Abel". - A.W. Tozer

 

- "Se acreditamos pela fé que Deus falou, uma vez que o que Deus diz é verdade, tudo o que contradiz a palavra de Deus pode, e deve, ser imediatamente excluído como falso". - Etienne Gilson

 

É o que diz, de fato, o exclusivismo cristão: o Cristianismo Bíblico é verdadeiro e tudo o que se opõe a ele é falso.

 

Fonte: www.confidentchristians.org

 

Tradução, adaptação e acréscimos Walson Sales

quinta-feira, 10 de março de 2022

A Importância da Lógica e da Razão no contexto religioso - A Razão e a Religião se misturam?

 

Porque precisamos da Lógica e da Razão na Religião? Veja o pensamento pluralista, ecumênico e universalista deste Rabino:

 

"Sou absolutamente contra qualquer religião que diga que uma fé é superior a outra. Não vejo como isso seja diferente de racismo espiritual. É uma forma de dizer que estamos mais próximos de Deus do que os outros, e é isso que leva ao ódio". - Rabino Shmuley Boteach

 

O grande problema com a afirmação Pluralista acima é que os sistemas de crenças religiosas fazem afirmações que se contradizem e essas contradições não podem, necessariamente, serem verdadeiras, ao mesmo tempo, no mesmo sentido e com a mesma intensidade. Pense, por exemplo, no fato de que o Cristianismo bíblico afirme que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que o Islã afirme que Deus não tem filho algum. Apenas uma afirmação pode ser verdadeira e a outra deve, necessariamente, ser rejeitada como falsa. A questão gira em torno da luta pela verdade. Então, devemos procurar saber uma coisa muito importante dentro da investigação religiosa: Por quê as pessoas creem no que creem? Existem três possibilidade e vertentes:

 

Impulso sociológico: cultura, amigos, parentes, sociedade;

Impulso psicológico: Conforto, esperança, identidade/significado, paz de espírito

Impulso religioso: Igreja, Guru, Livro Sagrado, Pastor/Líder

 

Veja o que disse o famoso Teólogo e Matemático francês: "As pessoas chegam quase invariavelmente às suas crenças não com base em provas, mas com base no que acham atraente" - Blaise Pascal. Me parece que o que Pascal está destacando aqui é que as pessoas creem no que lhes atraem, principalmente no lado emocional. Parece que ele também está dizendo que as pessoas evitam que suas crenças sejam questionadas e não estão muito engajadas em conhecer e encarar esses questionamentos. Ao articular sobre estes fenômenos de forma crítica e negativa, Sigmund Freud faz uma suposição sobre a razão pela qual as pessoas acreditam nas ideias religiosas:

 

- As pessoas creem porque essas crenças eram aceitas por nossos antepassados primordiais;

- As pessoas creem porque possuímos provas transmitidas dos tempos primordiais [antiguidade da crença];

- As pessoas creem porque é proibido questionar a autenticação dessas crenças;

 

Apesar de ser verdade que muitas pessoas tenham crenças religiosas baseadas nesses (e em outros) motivos, estes pontos por si só, não desmerecem ou anulam o valor ou a veracidade de uma crença religiosa. Muito menos colocariam todas as crenças sob o mesmo patamar de verdade. Mas Freud vai além e tem a intenção mesmo de desmerecer toda e qualquer crença religiosa com os seguintes termos:

 

- "[Crenças religiosas] São ilusões, realização dos desejos mais antigos, mais fortes, e mais urgentes da humanidade. Chamamos à crença uma ilusão quando a realização de um desejo é um fator proeminente na sua motivação, e ao fazê-lo ignoramos a sua relação com a realidade, tal como a própria ilusão não dá importância à verificação" - Sigmund Freud

 

Existem alguns problemas nessas definições preconceituosas de Freud e a primeira é a de que a crença é, supostamente, a realização de um desejo. O grande problema é que a maioria das pessoas não creem no que creem para alcançar a realização de um desejo. Muitas pessoas que são adeptos da fé Cristã, chegaram a este ponto por iluminação do Espírito Santo, seja por meio de uma pregação da Palavra inspirada de Deus (Isaías 43:9; João 16:8-10), por meio de uma experiência pessoal (Atos 9:1-6; 16: 25-32), ou até mesmo por meio do convencimento bíblico e racional acerca das coisas de Deus (I Pedro 3: 15; 2 Coríntios 10: 4, 5). Contudo, outro fato importante é que, ainda mesmo que uma crença religiosa esteja baseada em um desejo (por exemplo, de ir morar no céu) ou até mesmo de um medo (ser condenado ao inferno), isso, por si, não desmerece ou invalida a crença. O que pode realmente invalidar a crença é uma incoerência ou contradição interna.

O segundo problema com a afirmação Freudiana é quando ele afirma que uma crença não tem conexão com a realidade. Em certo sentido ele está certo. Uma crença religiosa baseada no Deus verdadeiro tem que ter uma conexão clara e forte com a realidade, pois Deus é o criador dessa realidade. Apesar dessa afirmação de Freud ter um forte apelo contra as religiões orientais que negam (1) a existência real da dor e do sofrimento, (2) a existência da realidade (nas religiões orientais, toda a nossa realidade é apenas uma ilusão de nossa mente, chamada Maya), (3) as religiões orientais negam que a história seja linear, ou seja, formada de começo (criação), meio (história) e fim (consumação, juízo). As religiões orientais defendem que a história é cíclica, formada por um ciclo interminável de reencarnação e renascimento, doutrina conhecida como Roda da Sansara no Hinduísmo. Nas religiões orientais as divindades nunca se revelaram verdadeiramente na história. Por exemplo, os deuses do Hinduísmo não são personagens da história, mas apenas projeções humanas mitológicas.

Com o Cristianismo é diferente. A fé cristã é a única religião verdadeiramente alicerçada na Revelação, Razão, História e Experiência. Se você investigar todas as religiões e comparar com a fé cristão sob estes aspectos, verá que elas sucumbirão em um destes pontos ou em todos. Outro ponto importante é que o Cristianismo tem sobrevivido e tem sido escrutinado nos ambientes mais hostis à fé cristã nos últimos trezentos anos e permanece vivo, crescente e pujante. Então, afirmar que o Cristianismo se enquadraria no ato de “não dar importância a verificação” é falso, apesar de ser verdade em outras religiões.

Sobre a suposta negação da realidade na religião, isto também não se aplica a fé cristã. O primeiro e principal motivo é que quando Jesus nasceu, não se tratou apenas do nascimento de uma criança ou de apenas um personagem importante da história. Não! Os quatro dias mais importantes da história humana estão relacionados a Jesus e se iniciaram nos eventos da Belém Efrata (Mq 5:2). O primeiro dia mais importante da história humana foi o dia do nascimento de Jesus: DEUS SE FEZ HOMEM E ENTROU NO TEMPO; O segundo dia mais importante da história humana foi o dia da morte de Jesus: O PECADO FOI EXPIADO – Deus resolveu o maior problema da humanidade, um problema que apenas Deus poderia resolver; O terceiro dia mais importante da história humana foi o dia da Ressurreição de Jesus: A MORTE FOI VENCIDA – pela primeira vez na história, um homem ressuscitou para nunca mais morrer novamente; O quarto dia mais importante da história humana ainda está adiante de nós ao futuro, será um dia que vai virar o mundo de cabeça para baixo – será o dia do arrebatamento da Igreja, o dia que a igreja subirá e estará com Jesus para sempre.

Toda esta trajetória de libertação de vidas e milagres se iniciou no evento de Belém, onde Deus tocou e entrou na história. O nascimento de Jesus também nos diz outras coisas, por exemplo, que Deus é real, pessoal, amoroso, eterno, sobrenatural e criador da nossa realidade quadri-dimensional (espaço-tempo-matéria-energia) que se revelou na criação (revelação geral/Teologia Natural) e de maneira especial em Seu Filho Jesus Cristo na Bíblia Sagrada (Revelação Especial), que a verdade é objetiva e absoluta! Não apenas isso, que Deus é o Deus de toda a verdade, em Jesus Cristo, por trás de tudo, desde as origens do Universo, à Nebulosa Andrômeda, à vida humana, consciência e a mente, como disse John Lenoxx citando C. S. Lewis. Outras religiões podem negar a existência da realidade, mas isso não se enquadra com a visão cristã de mundo. O Cristianismo bíblico é, na verdade, uma chave importante para se interpretar a realidade, pois “Eu acredito no Cristianismo como acredito que o sol nasce todo dia. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo tudo ao meu redor.” C.S. Lewis. Algo realmente inegável. Contudo, não apenas a realidade é importante, mas também a verdade dos fatos.

Sendo assim, devemos nos debruçar realmente sobre outro questionamento importante: Como é que as pessoas conhecem as coisas?

 

- Por meio dos Sentidos - ver, sentir, etc.;

- Por meio da Memória - recordando o que se aceitou como verdade;

- Por meio da Consciência (moralidade) - bússola instintiva do certo/errado;

- O Processo do Pensamento Lógico - razão e pensamento racional;

 

Perceba que a crença religiosa não pode ser excluída, a priori, a partir dos pontos acima, até porque o conhecimento ocorre por meio de uma crença justificada. Aqui e como ponte dos itens acima, nos deparamos com outra pergunta importante: Como é que se forma uma crença?

 

- Uma crença começa por compreender que uma determinada ideia é plausível;

- Uma estrutura de plausibilidade - "condições favoráveis" - forma-se na mente para que uma crença possa ser mantida e defendida;

- Qualquer coisa que não seja vista como plausível será rejeitada;

- A crença real deve basear-se no conteúdo (não na sinceridade e/ou no fervor do desejo);

 

Geralmente os inimigos da fé cristã afirmam que crer em Deus ou na ressurreição de Jesus é como acreditar no Papai Noel ou na Fada do Dente. Contudo, a criação do universo evoca necessariamente a existência do Criador e o túmulo de Jesus está vazio, testemunhado por testemunhas oculares da ressurreição. A crença infantil no Papai Noel ou na Fada do Dente, ideias que não têm a mínima plausibilidade, podem ser comparadas com a Criação do Universo ou com a Ressurreição de Jesus. "As crenças não devem simplesmente ser equiparadas à verdade ou à realidade; elas devem antes conformarem-se à verdade" - Paul Copan.

Portanto, outra pergunta importante deve ser respondida depois que uma crença se forma na mente e no coração de uma pessoa: Porque deveriam as pessoas acreditar no que creem? Dentro da Abordagem Filosófica, seria para apurar fatos ou verdade e as causas das coisas. Logo, só vale a pena crer em algo, se ...

 

- Essa crença for Racional

- Essa crença for apoiada por provas/evidências

- Essa crença equivale a melhor razão para explicar os dados recolhidos? (Argumento Abdutivo – inferência da melhor explicação).

 

Nunca esqueça que há uma boa e uma má filosofia e que a “Boa filosofia deve existir, se não por outro motivo, porque a má filosofia precisa ser respondida.” - C. S. Lewis. Outra coisa inegável é que "A verdadeira religião e a verdadeira filosofia devem chegar ao mesmo princípio" - S. S. Smith.

 

 “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;Colossenses 2:8

 

Depois de se adentrar ou aceitar um sistema de crenças, tal sistema deve ser sistematicamente testado para se evitar o engano. Três testes para qualquer sistema de crenças:

 

• Consistência lógica: As alegações estão sendo consistentes entre si [consistência interna] ou existem claras contradições?

• Adequação Empírica: Existe evidência para apoiar as afirmações feitas pelo sistema de crenças?

• Relevância Experiencial: As afirmações se comparam à realidade e são significativas para minha vida?

 

A fé cristã não anula ou nega a razão humana, antes ambas devem andar juntas se completando. Deus, o autor da razão humana, exige que seus filhos cresçam na graça e no conhecimento e se utilizem poderosamente das armas que Deus lhes deu (Lc 10:27). “Cristo quer o coração de uma criança, mas a cabeça de um adulto” – C. S. Lewis.

 

Fonte: www.confidentchristians.org

 

Tradução, adaptação e acréscimos Walson Sales.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Agnosticismo


É a negação do conhecimento (gr. gnosis), ou do conhecer (gr. ginosko). O termo "agnosticismo" foi empregado pela primeira vez pelo biólogo e filósofo inglês ,Thomas Henry Huxley. Desapontado com as declarações dogmáticas da igreja, que lhe pareciam sem fundamento, recusou-se a opinar sobre temas teológicos.


Huxley usou a palavra em questão a fim de expressar a ideia de crença suspensa - de quem não crê né deixa de crer. Por conseguinte, os agnósticos não são contra nem a favor do Todo-Poderoso.


Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.


Por. Rafael Felix.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Agnosticismo e a existência de Deus

A filosofia lança as pessoas em uma grande agonia agnóstica (“a” significa não; e “gnose”, conhecimento), que é a questão da origem e do destino da humanidade. Segundo Geiles & Turek, se o ateísmo é verdadeiro, então teremos de mudar alguns pensamentos sobre a vida em geral, geralmente ignorados pelos ateus:
• Origem: De onde viemos?

• Identidade: Quem somos?
• Propósito: Por que estamos aqui?
• Moralidade: Como devemos viver?
• Destino: Para onde vamos?

Porém, se Deus existe:
• Existe significado e propósito para a vida!
• Se existe um verdadeiro propósito para a sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver!
• As escolhas que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas também na eternidade.

Por outro lado, se Deus não existe, a conclusão é que a vida de alguém não significa nada, pois não existe propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver e o destino de todos é o pó (2006, p.20)
(Ateísmo: Respostas às Objeções à Veracidade do Cristianismo. Walson Sales)
Por Rafael Félix.

sábado, 18 de maio de 2019

O agnosticismo e a realidade

A afirmação "Eu existo" é incontestável! Se eu dissesse: "eu não existo", teria de existir para dizer ou pensar isso! Ao negar explicitamente minha existência, eu a estou afirmando implicitamente. Da mesma forma, não posso negar que a realidade é cognoscível. Pois a afirmação de que a realidade não é cognoscível é em si uma afirmação de conhecimento sobre a realidade. O agnosticismo total derrota a si mesmo!
By Walson Sales.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Sobre a posição do Agnóstico

"Dizer que não podemos saber nada sobre Deus é dizer algo sobre Deus, é dizer que, se existe um Deus, ele é incognoscível. Mas, nesse caso, ele não é totalmente incognoscível, pois o agnóstico certamente pensa que nós podemos saber uma coisa sobre ele: que nada mais pode ser conhecido sobre ele. No final, o agnosticismo é uma posição ilógica de se defender".
- J. Budziszewski
By Walson Sales.