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quinta-feira, 27 de março de 2025

Jesus: O Maior Personagem da História e os Quatro Dias Mais Importantes da Humanidade

Por Walson Sales 

A história humana é marcada por momentos significativos, mas quatro dias se destacam como os mais importantes, todos conectados diretamente à vida de Jesus Cristo. Esses dias transcendem épocas e culturas, moldando não apenas o curso da humanidade, mas o destino eterno de cada pessoa. A celebração do Natal, que marca o nascimento de Jesus, é um lembrete de que Ele é o centro da história e o maior personagem que o mundo já conheceu.

1. O Nascimento de Jesus: Deus se fez homem!

O primeiro dia mais importante da história foi o nascimento de Jesus, o evento que dividiu o tempo em antes e depois Dele. Em Belém, há mais de dois mil anos, cumpriu-se a profecia de Isaías:  

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6).

O nascimento de Jesus não foi apenas o início de uma vida humana, mas a manifestação de Deus na carne (João 1:14). Ele veio trazer luz ao mundo em meio às trevas espirituais, inaugurando o plano redentor de Deus. Celebrado no Natal, esse evento nos lembra que o Criador escolheu entrar na história como um de nós, demonstrando amor e humildade inigualáveis.  

2. A Morte de Jesus: O problema do pecado resolvido!

O segundo dia mais importante foi o dia da morte de Jesus. No Calvário, Ele se entregou voluntariamente como sacrifício pelos pecados da humanidade. Sua morte foi o cumprimento do plano divino anunciado desde o Éden (Gênesis 3:15). O apóstolo Paulo resumiu esse momento ao dizer:  

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6:23).

Jesus tomou sobre si o castigo que nos era devido (Isaías 53:5), abrindo um caminho para a reconciliação com Deus. A cruz, que inicialmente parecia uma derrota, tornou-se o símbolo da vitória divina sobre o pecado, a morte e Satanás. Esse sacrifício mudou a eternidade de todos os que creem Nele.  

3. A Ressurreição de Jesus: Vitória sobre a morte!

O terceiro dia mais importante foi a ressurreição de Jesus. Três dias após Sua morte, Ele venceu a morte, ressuscitando para nunca mais morrer. Esse evento único e inédito na história é o fundamento da fé cristã:  

"Por que vocês procuram entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui; ressuscitou!" (Lucas 24:5-6).

A ressurreição confirma que Jesus é quem Ele afirmou ser: o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Mais do que isso, ela assegura a promessa da vida eterna para aqueles que O seguem (João 11:25-26). A ressurreição é a prova definitiva de que o poder de Deus é maior do que qualquer força do mal.  

4. O Arrebatamento: O dia que mudará tudo!

O quarto dia mais importante ainda está no futuro: o dia do arrebatamento da Igreja. Esse será o momento em que Cristo voltará para buscar os que Lhe pertencem, cumprindo Sua promessa de reunir Seus seguidores para sempre:  

"Porque o Senhor mesmo descerá do céu, com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Tessalonicenses 4:16).

Esse evento mudará radicalmente a história, marcando o fim da era presente e o início do Reino eterno de Deus. Para os crentes, será um dia de triunfo e alegria, mas para o mundo, será um momento de impacto e transformação inigualáveis.  

Jesus: Centralidade e Inescapabilidade na História

Ao longo dos séculos, muitos têm tentado ignorar, rejeitar ou desacreditar Jesus. Contudo, Ele permanece no centro da história, dividindo eras, inspirando bilhões e sendo adorado como Deus. Ele é exaltado no céu, temido pelos demônios e reconhecido como Salvador por todos os que O conhecem.  

Conclusão: O Natal e a Centralidade de Cristo

O Natal nos convida a refletir sobre o impacto de Jesus na história e em nossas vidas. Ele não é apenas o maior personagem da humanidade; é o centro do plano divino de redenção. Desde Seu nascimento humilde em Belém até a promessa de Seu retorno glorioso, Jesus transforma tudo o que toca.  

Que neste Natal possamos celebrar não apenas o nascimento de um menino, mas a vinda de Deus ao mundo para nos resgatar. E que cada um de nós esteja preparado para o dia em que Ele voltará para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

quarta-feira, 19 de março de 2025

O Jesus Histórico: Realidade e Relevância

Por Walson Sales

A figura de Jesus Cristo é central para a fé cristã e, ao mesmo tempo, um objeto de intenso estudo histórico. É essencial entender que Jesus não é apenas uma figura religiosa, mas também um personagem real da história. Os eventos que cercam sua vida, morte e ressurreição ocorreram em um contexto temporal e espacial específico, com pessoas reais que interagiram com Ele. Este artigo explorará a historicidade de Jesus com base em fontes não cristãs e bíblicas, demonstrando que a ressurreição de Cristo é um dos eventos mais bem documentados da história.

A Vida e Morte de Jesus

Para compreender a figura histórica de Jesus, podemos considerar 12 pontos que são amplamente aceitos, mesmo por fontes não cristãs:

1. Viveu durante o tempo de Tibério César: Jesus viveu entre 4 a.C. e 30 d.C., durante o reinado do imperador romano Tibério, estabelecendo um marco temporal para sua existência (FONTES: Josefo, Tácito).

2. Vida Virtuosa: Jesus é descrito como alguém que viveu uma vida moralmente exemplar, sendo reconhecido por sua virtude (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

3. Realização de Maravilhas: Relatos sobre suas maravilhas e milagres estão presentes em múltiplas fontes, indicando seu impacto na sociedade da época (FONTES: Talo; Suetônio).

4. Irmão Tiago: A presença de Tiago, seu irmão, é confirmada por diversas fontes, evidenciando relações familiares e seu papel na Igreja primitiva (FONTES: Luciano; Celso).

5. Aclamação como Messias: Jesus foi reconhecido por muitos como o Messias esperado, um título que carregava significados profundos para os judeus da época (FONTES: Mara Bar-Serapião; Talmude de Babilônia).

6. Crucificação sob Pôncio Pilatos: A crucificação é um fato histórico bem documentado, ocorrido sob o governo do governador romano Pôncio Pilatos (FONTES: Josefo; Tácito).

7. Crucificação na véspera da Páscoa Judaica: O contexto da crucificação está profundamente ligado às festividades judaicas, aumentando sua relevância (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

8. Eventos sobrenaturais: Relatos de trevas e terremotos na morte de Jesus são mencionados, sugerindo um significado profundo para seus seguidores (FONTES: Talo; Suetônio).

9. Crença na Ressurreição: Os discípulos acreditaram firmemente que Jesus ressuscitou dos mortos, um ponto central para a propagação do cristianismo (FONTES: Mara Bar-Serapião; Talmude de Babilônia).

10. Disposição para o martírio: Os discípulos estavam dispostos a morrer por sua crença na ressurreição de Jesus, o que sugere a profundidade de sua convicção (FONTES: Josefo; Tácito).

11. Espalhamento do Cristianismo: O cristianismo se espalhou rapidamente, alcançando até Roma, em um período em que a resistência cultural e política era significativa (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

12. Negação dos deuses romanos: Os seguidores de Jesus começaram a adorar a Ele como Deus, desafiando o panteão romano e estabelecendo uma nova ordem religiosa (FONTES: Luciano; Celso).

Evidências da Historicidade

Paul L. Maier ressalta que as evidências para a existência de Jesus são mais robustas do que para muitas figuras históricas do passado. Ele divide essas evidências em interna (bíblica) e externa (histórica e arqueológica). É importante notar que as narrativas evangélicas, se lidas à luz da realidade histórica, têm um impacto significativo: como poderia Herodes, O Grande, tentar matar um "fantasma", ou Pôncio Pilatos julgar um "mito"? Essas interações são um testemunho da realidade da vida de Jesus.

A Morte e a Ressurreição de Jesus

A morte e ressurreição de Jesus são eventos centrais nas narrativas dos evangelhos, recebendo atenção especial. De fato, a última semana de vida de Jesus ocupa um terço dos evangelhos sinópticos e quase a metade do evangelho de João. Essa ênfase não é meramente acidental; ela reflete a importância teológica e histórica desses eventos.

A Ressurreição: Ação Sobrenatural de Deus

A ressurreição de Jesus não é apenas um ponto de fé, mas uma evidência extraordinária da ação de Deus na história. Em 1 Coríntios 15:14, Paulo afirma: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã a vossa fé." Este versículo destaca que a ressurreição é fundamental para a validade da fé cristã.

Conclusão

A figura de Jesus Cristo é inegavelmente histórica e seus eventos, incluindo sua morte e ressurreição, ocorreram em um contexto real, com personagens e consequências tangíveis. A evidência histórica que apoia a existência de Jesus e a veracidade de sua ressurreição é tão avassaladora que apenas um intelecto superficial ousaria negá-la. Compreender essa realidade é crucial para a fé cristã e para o testemunho de sua transformação no mundo. Que cada cristão se empenhe em estudar, conhecer e defender a história de Jesus, sabendo que a verdade é um fundamento sólido sobre o qual construir nossa fé.

domingo, 3 de abril de 2022

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E O ESPÍRITO DO ANTICRISTO PRESENTE EM SEU VIÉS DOUTRINÁRIO

POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO.


A presença de opositores a Deus e a sua obra remonta a antiguidade. O principal opositor a Deus e  a sua obra chama-se Satanás. Esta oposição vem se acentuando século após séculos. O apóstolo Paulo já mencionava essa operação maligna na construção de fortalezas e conselhos na mente dos homens, II Co. 10.4-6,  e na carta aos Tessalonicenses  ele afirma  que há uma força do mau, maligna atuando sobre a terra e as regiões celestiais, Ef. 6.12, e Paulo afirma categoricamente que o mistério da injustiça estar em operação na terra há algum tempo, II Ts. 2.7a.

Então, é esse espírito maligno, do erro que influencia a mente e o coração das pessoas afim de que rejeitem as obras de Cristo. Essa ação que vem das trevas e tem  participação decisiva na vida de muitos líderes eclesiástico. Tanto as heresias quanto a apostasia vem de uma mente eivada e influenciada pela soberba, prepotência dos homens e atuação direta das trevas, afim de privar o homem das verdades estabelecidas por Deus na Bíblia Sagrada. Essa operação do erro é antiga e vem influenciando pessoas e vidas desde a era apostólica. A Igreja sempre teve que conviver e combater contra as heresias e os apóstatas que iam surgindo ao longo da existência da Igreja. Um dos ataques principais do adversário é atingir a Jesus Cristo, principalmente tentando desfazer da sua autoridade divina. O inimigo nunca suportou ouvir que Jesus é o próprio Deus. Em sua luta desvairada ele influenciou inúmeras denominações pseuda-evangélicas, como temos as Testemunhas de Jeová. As T.J. não creem na divindade de Cristo, e em seus ensinamentos e credo, não tributam a Jesus sua divindade, sua realeza devida a só e somente só a Ele.

O Espírito anticristão presente nas literaturas das Testemunhas de Jeová.

Uma das grandes doutrinas bíblicas é a divindade de Jesus, o ser Trinitário de Deus, dentre outros argumentos doutrinários. A crença em um ser Triúno é que faz com que os protestantes se afastem de alguns segmentos religiosos que simplesmente negam a existência do ser Triúno de Deus, consequentemente, negam Jesus, ou o Espírito Santo como pessoa participantes de uma  mesma substância [ομοούσιος], palavra de origem grega utilizada pelo Diácono Atanásio para explicar a consubstancialidade de Cristo em uma relação de pericorese, Destarte, a formulação da pericorese para fundamentar o ser Triúno de Deus foi desenvolvida para justamente justificar que Deus, Jesus e o Espírito Santo são três pessoas distintas, porém, envolvidas em uma mesma substância ou consubstanciada, indissolúveis. Os três possuem uma realidade concreta.

Foi com o padre capadócio, Gregório de Nissa, que surge a concepção pericoética ou intratrinitária que Deus possui. Agostinho de Hipona, assim como, Ricardo de São Victor se debruçam sobre o tema e ampliam o entendimento acerca da pericorese divina. Enfim, os padres capadócios da era pós apostólica da Igreja, e outros gigantes da fé já defendiam o ser Triunitário de Deus, porém, é no primeiro Concílio de Nicéia [Concílio Cristológico] que o tema vem a debate e após várias seções  e exposições sobre o tema, há o reconhecimento por parte dos bispos da  Igreja que Jesus é o próprio Deus, é da  mesma substância.

Nos textos abaixo, perceberemos claramente a posição doutrinária dos russelitas quanto a pessoa e obra de Cristo. As Testemunhas de Jeová negam peremptoriamente que Jesus seja Deus: “Outrossim, o fato de o Pai, o Filho e o espírito santo estarem presentes na ocasião do batismo de Jesus, de serem mencionados na comissão que Jesus deu a seus seguidores, quanto a ir fazer discípulos de todas as nações e por Paulo numa das suas bênçãos finais não pode, por nenhuma forma de imaginação, ser usado como argumento de que, os três, têm de ser pessoas coiguais em glória, essência e eternidade, como argumentam quase invariavelmente os trinitários”. Esta afirmação acerca do ser Triuno de Deus estar no site oficial da seita: https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1961681/ e w62 15/3 pp. 165-168/O que ensina a Bíblia acerca da divindade de Cristo[acesso em 10/03/2022. As 1715h].

No mesmo site, o articulista vai afirmar: “Se Jesus Cristo tivesse ‘sido tanto’ Deus como homem ao mesmo tempo; seria necessário ele orar a Deus pedindo ajuda, como o fez repetidas vezes? Então, observem que os T. J. apresentam uma dificuldade enorme para distinguir quando Jesus estar em seu corpo humano, agindo como homem mortal e quando a divindade opera neste mesmo corpo com ações sobrenaturais deixando transparecer que é o próprio Deus que estar operando.

O apóstolo João em sua primeira epístola afirma: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus”  “E todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne, não é de Deus: mas, este é o espírito do anticristo, que já ouvistes que há de vir , e eis que estar já no mundo, I João 4.2-3. Ainda em sua segunda epístola, 7,  João categoricamente vai afirmar: ”Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne, Este tal é o enganador e o anticristo”.

Se analisarmos esses textos de I Jo. 4.2-3; II Jo. 7,  exegeticamente, contextualizando-o sem vícios, nem forçando a sua interpretação, veremos que  todo aquele que nega que Jesus veio em carne, mas também  sendo o próprio Deus, é o anticristo.   O prefixo grego “anti”, no texto citado tem o sentido de alguém que se opõem a obra de Cristo ou a seu nome, não o reconhece como Messias. A questão das T.J. é que eles adulteraram a Bíblia Sagrada e os textos que lhes foram convenientes mudarem, eles o vez. Principalmente no Evangelho de Jesus escrito por  João. Mudam palavras chaves afim de desconstruir a pessoa de Jesus como tendo a mesma substância do Pai e do Espírito Santo.

Na verdade, a linha teológica adotada pelos teólogos da seita russelita é a mesma do antigo bispo egípcio, Ário, que também afirmava que Jesus não era Deus nem consubstanciado com Ele: “O arianismo foi uma visão cristológica sustentada pelos seguidores de Ário, presbítero cristão dda cidade de Alexandria, nos primeiros tempos da Igreja primitiva que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus, que os igualasse, fazendo do Cristo pré-existente e criado, embora a primeira e mais excelsa de todas, que encarnara em Jesus.

Jesus então,  seria subordinado ao Deus Pai, sendo Ele [Jesus] não o próprio Deus-Pai. Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio Pai. Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou, na obra "The Arian Controversy": "O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério"1 O Arianismo foi a mais terrível heresia que a Igreja teve de enfrentar no decorrer dos séculos, porque abalou as próprias bases da fé, falseou o sentido mais profundo da mensagem evangélica e atacou o próprio mistério de Cristo”, o não ser divino, ou da própria substância do Pai.  

É exatamente essa mesma concepção doutrinária  que ó bispo Ário tem de Cristo, que as T.J. defendem e seguem, tornando-os, assim arianista.


CONCLUSÃO.


As Testemunhas de Jeová seguem com seu engano doutrinário disseminando suas falácias e mentiras sobre a pessoa bendita de Jesus. Eles se aproximam com seu monoteísmo do henoteísmo, pois afirmam ser Jesus um deus poderoso, mas não o Deus Todo-Poderoso, Adonay,  enfim, a organização  ensinam   e doutrinam seus seguidores a terem uma  visão  distorcida e herética sobre a pessoa de Jesus Cristo,  e dessa maneira não reconhecendo a divindade de Cristo, eles terminam servindo a dois deuses.

O apóstolo Paulo ao escrever a sua carta á Igreja na Galácia, afirma: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. “Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema, Gálatas 1.8-9.

É por esse posicionamento doutrinário errado em relação a Cristo, desconstruindo a sua divindade, apoiada em uma falácia doutrinária construída pelo bispo Ário que as T. J. seguem, que elas  são classificadas como um sistema religioso herético. Afora outras doutrinas que eles ensinam que são igualmente heréticas.

Jesus Cristo em seus ensinamentos aos discípulos e a sua Igreja em todas as épocas, nos alertou acerca de falsos doutores, mestres e pastores que iriam surgir ao longo dos séculos,  ensinando em seu nome, usando a própria Bíblia Sagrada, porém de forma errada. Os sinóticos trazem essas advertências, assim como o apóstolo Paulo e Pedro, Judas também nos trazem sérias advertências sobre esses falsos doutores e seus ensinamentos heréticos: Mt. 24.11; Mc. 13.22-23; Lc. 21.8; I Tm. 4,1-2; II Tm. 3.1-9; II Pe. 2.1-3; Jd. 4, 10-13, 15-19, ss.

Enfim, o cristão precisa estar atento nestes dias finais acerca do que é ministrado como Palavra de Deus. Precisamos ouvir os conselhos de Jesus, que afirmou que nos últimos dias muitos usariam o seu nome,  afirmariam ser o próprio Cristo e  enganaria a muitos, precisamos estar vigilantes;  Paulo nos diz para permanecermos  firmes naquilo que fomos ensinados e não nos deixar levar por todo o vento de doutrina e Judas ensina-nos a batalhar pela fé que uma vez nos foi dada.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

A Divindade de Cristo [Parte 2]


 

Por Walter Martin

 

2. João 1: 1. “No princípio [ou“ origem ”, grego,] era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

 

Ao contrário das traduções de The Emphatic Diaglott e da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas [das Testemunhas de Jeová], a construção gramatical Grega não deixa dúvidas de que esta é a única tradução possível do texto. O sujeito da frase é a Palavra, o verbo era. Não pode haver nenhum objeto direto após “era”, uma vez que, de acordo com o uso gramatical, os verbos intransitivos não tomam objetos, mas tomam nominativos predicados, que se referem ao sujeito - neste caso, Palavra/Verbo. Na verdade, o falecido erudito em Grego do Novo Testamento, o Dr. E.C. Colwell, formulou uma regra que afirma claramente que um predicado definido nominativo (neste caso, —Deus) nunca leva um artigo quando precede o verbo (era), como encontramos em João 1: 1. Portanto, é fácil ver que nenhum artigo é necessário para (Deus), e traduzi-lo "um deus" demonstra uma gramática incorreta e um Grego pobre, uma vez que é o nominativo predicado de era na terceira frase-oração do verso que deve referir-se de volta ao sujeito, Palavra/Verbo. Cristo, se Ele é a Palavra "feita carne" (João 1:14), não pode ser ninguém exceto Deus, a menos que o texto Grego e, consequentemente, a Palavra de Deus sejam negados.

As Testemunhas de Jeová, em um apêndice em sua Tradução do Novo Mundo (pp. 773-777), tentam desacreditar a tradução correta neste ponto, pois eles percebem que se Jesus e Jeová são “Um” por natureza, a teologia deles não pode subsistir, pois eles negam essa unidade de natureza. A refutação de seus argumentos neste ponto é conclusiva.

A alegação é que, visto que o artigo definido é usado “com” em João 1: 1b e não “com” em João 1: 1c, portanto, a omissão é projetada para mostrar uma diferença; a alegada diferença é que no primeiro caso se entende o único Deus verdadeiro (Jeová), enquanto no segundo se entende “um deus”, diferente e inferior ao primeiro, sendo este último “deus” Jesus Cristo.

Na página 776, a afirmação é feita de que a tradução "um deus" está correta porque "toda a doutrina das Sagradas Escrituras confirma a exatidão dessa tradução". Esta observação chama a atenção para o fato de que todo o problema envolvido vai muito além deste texto. A Escritura de fato ensina a divindade plena e igual de Cristo. Por que então se fala tanto desse versículo? Provavelmente por causa do efeito surpresa derivado da exibição de pseudo-erudição no uso de um texto familiar. A omissão do artigo definido não significa que se refere a “um deus” diferente do único Deus verdadeiro. Vamos examinar essas passagens onde o artigo definido não é usado e ver se a tradução “um deus” faz sentido: Mateus 3: 9; 6:24; Lucas 1:35, 78; 2:40; João 1: 6, 12–13, 18; 3: 2, 21; 9:16, 33; Romanos 1: 7, 17–18; 1 Coríntios 1:30; 15:10; Filipenses 2: 11–13; Tito 1: 1 e muitos, muitos mais. A afirmação “um deus” prova-se muito fraca e inconsistente. Para ser consistente nesta tradução de "um deus", as Testemunhas de Jeová teriam que traduzir todas as ocorrências em que o artigo está ausente como "um deus" (nominativo), "de um deus" (genitivo), "para" ou "para um deus ”(dativo), etc. Isso eles não fazem em Mateus 3: 9; 6:24; Lucas 1:35, 78; João 1: 6, 12–13, 18; Romanos 1: 7, 17, etc.

Você não pode traduzir honestamente “um deus” em João 1: 1, e então traduzir “de Deus” (Jeová) em Mateus 3: 9, Lucas 1:35, 78; João 1: 6, etc., quando é o caso genitivo do mesmo substantivo (segunda declinação), sem um artigo e deve ser traduzido (seguindo o argumento das Testemunhas de Jeová) "de um deus" e não "de Deus" como colocaram dessa forma aThe Emphatic Diaglott e a Tradução do Novo Mundo. Poderíamos fazer uma lista extensa, mas sugerir a consulta do Novo Testamento Grego por D. Erwin Nestle ou Westcott e Hort, em conjunto com a obra The Elements of Greek de Francis Kingsley Ball sobre terminações substantivas, etc. Então, se as Testemunhas de Jeová persistirem com esta falaciosa versão de “um deus”, eles podem pelo menos ser consistentes, o que não são, e interpretar da mesma maneira todas as ocorrências em que o artigo está ausente. A verdade é que as Testemunhas de Jeová usam e removem a ênfase articular quando e onde lhes convém, independentemente das leis gramaticais que seguem em sentido contrário. Em uma tradução tão importante quanto a Palavra de Deus, todas as leis gramaticais devem ser observadas. As Testemunhas de Jeová não têm sido consistentes na observância dessas leis.

Os autores da afirmação exibiram outra característica comum às Testemunhas de Jeová - a de citar pela metade ou citar erroneamente uma autoridade reconhecida para sustentar suas interpretações não gramaticais. Na página 776 em um apêndice da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, ao citar as palavras do Dr. A.T. Robertson, "Entre os escritores antigos foi usado o deus da religião absoluta em distinção dos deuses mitológicos", eles falham em notar que na segunda frase seguinte, o Dr. Robertson diz: “No Novo Testamento, entretanto, embora tenhamos (João 1: 1-2), é muito mais comum encontrar de forma simples, especialmente nas epístolas.”

Em outras palavras, os escritores do Novo Testamento freqüentemente não usam o artigo, e ainda o significado é perfeitamente claro no contexto, ou seja, que quem está em vista é o único Deus verdadeiro. Vamos examinar as seguintes referências onde em versos sucessivos (e até na mesma frase) o artigo é usado com uma ocorrência e não de outra forma, e será absolutamente claro que nenhuma inferência drástica pode ser tirada do uso de João em João 1: 1–2 (Mateus 4: 3–4; 12:28; Lucas 20: 37–38; João 3: 2; 13: 3; Atos 5: 29–30; Romanos 1: 7–8, 17– 19; 2: 16–17; 3: 5; 4: 2–3, etc.).

A doutrina do artigo é importante em Grego; o artigo não é usado indiscriminadamente. Mas não somos qualificados para ter certeza, em todos os casos, do que se pretende. O Dr. Robertson tem o cuidado de observar que “somente nos últimos anos é que um estudo realmente científico sobre o artigo foi feito”. Os fatos não são todos conhecidos, e nenhuma conclusão drástica, como os redatores da nota do apêndice, deve ser dogmaticamente afirmada.

É um absurdo dizer que um substantivo simples pode ser traduzido como “divino” e, no entanto, ao mesmo tempo, esse mesmo substantivo sem o artigo transmite apenas a ideia de qualidade. Os autores desta nota mais tarde traduziram o mesmo substantivo como "um deus", não como "uma qualidade". Isso é uma autocontradição no contexto.

Em conclusão, a posição dos escritores desta nota é esclarecida em um apêndice da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs (p. 774); segundo eles, é “irracional” que a Palavra (Cristo) seja o Deus com quem Ele estava (João 1: 1). A própria razão manifestamente errônea deles se torna o critério para determinar a verdade bíblica. Basta notar o uso indevido óbvio em sua citação de Dana e Mantey (pp. 774-775). Mantey quer dizer claramente que a "Palavra era divindade" de acordo com o testemunho esmagador das Escrituras, mas os escritores forçaram na interpretação "um deus" para se adequar ao seu próprio propósito, cujo propósito é a negação da divindade de Cristo, e como resultado uma negação da Palavra de Deus. O falecido Dr. Mantey declarou publicamente que foi citado fora do contexto e escreveu pessoalmente à Watchtower, afirmando: “Não há nenhuma declaração em nossa gramática que significasse que 'um deus' era uma tradução permissível em João 1 : 1”e“Não é erudito nem razoável traduzir João 1: 1 'A Palavra era um deus.'”

Ao longo das décadas, a Torre de Vigia e as Testemunhas de Jeová têm lutado sem sucesso para refutar a apresentação acima a respeito do Grego de João 1: 1. Em nenhum lugar a argumentação complicada deles é mais evidente do que em seu livreto Should You Believe in the Trinity? Testemunhas contemporâneas usam as afirmações deste livreto para argumentar que João 1: 1 deve ser traduzido como a Tradução do Novo Mundo traduz: “A palavra era um deus”. No entanto, nenhuma dessas polêmicas tem mais mérito acadêmico do que os argumentos anteriores que refutamos.

Por exemplo, o livreto afirma: “Alguém que está‘com’outra pessoa não pode ser igual a essa outra pessoa” (p. 27). Este é um completo equívoco da doutrina da Trindade, que é, simplesmente declarado, que dentro da natureza do único Deus verdadeiro há três pessoas eternas e distintas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Quando dizemos que Jesus é Deus, não queremos dizer que o Filho é a mesma pessoa que o pai. Isso estaria de acordo com outra heresia da igreja antiga conhecida como modalismo. João 1: 1 não comete erros lógicos quando afirma que a Palavra (a segunda pessoa) está com Deus (a primeira pessoa) e é ele mesmo Deus.

As fontes mencionadas e citadas em Should You Believe in the Trinity? podem ser resumidas em três categorias: liberais que não acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus ou que Jesus Cristo foi algo mais do que um ser humano inspirado; materiais desatualizados que deixam de envolver um academicismo abrangente e atualizado; e fontes usadas fora do contexto ou mal interpretadas. Uma série de críticas valiosas aos argumentos da Torre de Vigia relativos a João 1: 1 estão atualmente sendo publicadas.

 

Continua...

 

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Fonte:

 

http://truthbomb.blogspot.com/2009/08/deity-of-chirst-by-dr-walter-martin.html

 

Tradução Walson Sales

 

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Explore os sites:

https://www.bomdiacomteologia.com/

http://www.cacp.org.br/

 

terça-feira, 6 de abril de 2021

A Divindade de Cristo [Parte 1]

 

Por Walter Martin

 

Ao longo de todo o conteúdo das Escrituras inspiradas, o fato da identidade de Cristo é claramente ensinado. Ele é revelado como Jeová Deus em forma humana (Isaías 9: 6; Miquéias 5: 2; Isaías 7:14; João 1:14; 8:58; 17: 5 [cf. Êxodo 3:14]; Hebreus 1: 3; Filipenses 2:11; Colossenses 2: 9; e Apocalipse 1: 8, 17–18; etc.). A divindade de Jesus Cristo é uma das pedras angulares do Cristianismo e, como tal, tem sido atacada com mais vigor ao longo dos tempos do que qualquer outra doutrina da fé cristã. Ao aderirem à velha heresia ariana do século IV d.C., que Atanásio, o grande Pai da Igreja, refutou em seu famoso ensaio "Sobre a Encarnação do Verbo", muitos indivíduos e todas as seitas negam firmemente a igualdade de Jesus Cristo com Deus o Pai, e , conseqüentemente, a divindade Triúna. As Testemunhas de Jeová, como foi observado, não são exceção a esta regra infame. No entanto, o testemunho das Escrituras é seguro, e apenas as referências acima mencionadas silenciam para sempre essa heresia blasfema, que no poder do próprio Satanás engana a muitos com seu “manuseio enganoso da Palavra de Deus”.

A divindade de Cristo, então, é uma resposta primária às Testemunhas de Jeová, pois se a Trindade é uma realidade, o que de fato é, se Jesus e Jeová são “Um” e o mesmo, então toda a estrutura da seita desmorona em uma pilha de doutrinas fragmentadas e desconectadas, incapazes até de uma aparência de congruência. Consideraremos agora os versículos em questão e sua relação com o assunto.

 

1. (a) Isaías 7:14. “Portanto o mesmo Senhor [Jeová] vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”(literalmente,“ Deus ”ou“ Jeová conosco”, visto que Jeová é o único Deus).

(b) Isaías 9: 6. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”.

(c) Miquéias 5: 2. “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

 

Na esfera das Escrituras do Antigo Testamento, Jeová, o Senhor dos Exércitos, revelou Seu plano de aparecer na forma humana e cumpriu as várias profecias a respeito desse milagre na pessoa de Jesus Cristo. O exame dos textos listados acima mais do que convencerão o estudante imparcial das Escrituras de que Jeová cumpriu Suas promessas e se tornou homem, literalmente “Deus conosco” (Mateus 1:23; Lucas 1: 32-33; João 1:14).

A chave para Isaías 7:14 é o nome divino “Emanuel”, que só pode ser corretamente traduzido como “Deus conosco”; e visto que não há outro Deus senão Jeová por Sua própria declaração (Isaías 43: 10-11), portanto Jesus Cristo e Jeová Deus são da mesma Substância em poder e eternidade, portanto, iguais. Essa profecia foi cumprida em Mateus 1: 22–23; assim, não pode haver dúvida de que Jesus Cristo é o filho da virgem retratado de forma tão distinta em Isaías 7:14. As Testemunhas de Jeová não podem apresentar nenhum argumento para refutar esta declaração clara das Escrituras, ou seja, que Jeová e Cristo são "Um" e o mesmo, visto que o próprio termo "Emanuel" ("Deus" ou "Jeová conosco") desmente qualquer outra interpretação.

Isaías 9: 6 na Bíblia Hebraica é um dos versículos mais poderosos do Antigo Testamento para provar a divindade de Cristo, pois declara incontestavelmente que o próprio Jeová planejou se revelar em forma humana. O versículo afirma claramente que todo governo repousará sobre a “criança nascida” e o “filho dado”, cuja identidade é revelada nos próprios termos usados para descrever Seus atributos. Isaías, sob a inspiração do Espírito Santo, descreve Cristo como “Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz” - todos os atributos pertencentes somente a Deus. O termo “Deus forte” é em si mesmo indicativo de Jeová, visto que não apenas Ele é o único Deus (Isaías 43: 10-11), mas o termo “poderoso” é aplicado somente a Ele em relação à Sua divindade. As Testemunhas de Jeová evitam esse versículo afirmando que Cristo é um deus poderoso, mas não o Deus Todo-Poderoso (Jeová). Esse argumento é ridículo diante da evidência. No entanto, as Testemunhas de Jeová insistem que, visto que não há artigo no texto hebraico, “poderoso”, portanto, não significa Jeová. Surge a pergunta: Existem dois “Deuses poderosos”? Sabemos que isso é absurdo; no entanto, as Testemunhas de Jeová persistem na falácia, apesar de Isaías 10:21, onde Isaías (sem o artigo) declara que “Jacó voltará” ao “Deus poderoso”, e sabemos que Jeová é por Sua própria palavra a Moisés “o Deus de Jacó”(Êxodo 3: 6). Em Jeremias 32:18 (com o artigo), o profeta declara que Ele (Jeová) é “o Grande, o Deus Forte” (duas formas de dizer a mesma coisa; cf. Isaías 9: 6; 10:21; Jeremias 32: 18). Se devemos aceitar a opinião das Testemunhas de Jeová, deve haver dois Deuses poderosos; e isso é impossível, pois há apenas um Deus verdadeiro e poderoso (Isaías 45:22).

O profeta Miquéias, ao escrever em Miquéias 5: 2, registra as palavras de Jeová, dá não apenas o local de nascimento de Cristo (que os judeus afirmaram como sendo a Cidade de Davi, Belém), mas dá uma pista quanto à Sua identidade - a saber, Deus em forma humana. O termo "saídas" pode ser traduzido como "origem", e sabemos que o único que se encaixa nessa descrição, cuja origem é "desde a eternidade" deve ser o próprio Deus, visto que só Ele é o que existe eternamente (Isaías 44: 6, 8). O testemunho esmagador de apenas esses versículos determina, além de qualquer dúvida razoável, a divindade do Senhor Jesus Cristo, que se tornou homem, se identificou conosco em Sua encarnação e se ofereceu "uma vez por todas" em resgate por muitos, o sacrifício eterno de quem é capaz para salvar ao máximo aquele que se apropriar de Seu poder purificador.

Continua...

 

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Fonte:

 

http://truthbomb.blogspot.com/2009/08/deity-of-chirst-by-dr-walter-martin.html

 

Tradução Walson Sales

 

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Explore os sites:

https://www.bomdiacomteologia.com/

http://www.cacp.org.br/

 

O argumento da historicidade e da divindade de Jesus


 

Por J. Warner Wallace

 

Em um mundo cheio de pessoas céticas sobre as afirmações da Bíblia relacionadas a Jesus, às vezes é útil revisar o argumento cumulativo a favor da historicidade e da divindade de Cristo. Como todos os argumentos coletivos, o poder do argumento repousa no conjunto robusto de evidências históricas. Reuni alguns deles nesta postagem do blog e criei uma "inserção" Bíblica (um resumo de meia folha para impressão que se encaixa na sua Bíblia) para ajudá-lo a se lembrar do argumento:

 

Historiadores antigos não cristãos concordaram que Jesus foi um personagem da história

 

Antigos historiadores “pagãos” escreveram sobre Jesus e seus seguidores e as declarações desses historiadores e escritores corroboram as afirmações da Bíblia relacionadas a Jesus:

 

(1) O Registro Histórico de Talo (52AD)

(2) O Registro Histórico de Plínio, o Jovem (61-113AD)

(3) O Registro Histórico de Suetônio (69-140AD)

(4) O Registro Histórico de Tácito (56-120AD)

(5) O Registro Histórico de Mara Bar-Serapião (70AD)

(6) O Registro Histórico de Flegon (80-140AD)

(7) O Registro Histórico de Luciano de Samosata: (115-200 AD)

(8) O Registro Histórico de Celso (175AD)

 

Historiadores Judeus antigos concordam que Jesus foi um personagem da história

 

Mesmo que a maioria dos relatos Judaicos antigos sobre Jesus sejam hostis, eles ainda afirmam muito sobre a historicidade de Jesus, mesmo quando tentam difamar Seu caráter:

 

(1) O Registro Histórico de Josefo (37-101AD)

(2) O Registro Histórico do Talmude Judaico (400-700AD)

(3) O Registro Histórico do The Toledot Yeshu (1000AD)

 

Jesus afirmou ser Deus

 

Embora alguns céticos neguem que Jesus tenha se identificado como Deus para o público do primeiro século, a evidência demonstra exatamente o oposto:

 

(1) Ele prefaciou suas declarações como se fosse Deus (Mateus 5:18)

(2) Ele se identificou com o próprio nome de Deus, "Eu Sou" (João 8: 49-58)

(3) Ele falava como se fosse igual a Deus (João 14: 6-9)

(4) Ele Disse que Ele e Deus eram um (João 10: 25-29)

 

Jesus demonstrou que tinha a natureza de Deus

 

Jesus possuía uma autoridade única com aqueles que o conheciam; uma autoridade que excedeu em muito a de outros rabinos importantes. A autoridade de Jesus foi baseada em sua divindade:

 

(1) Ele demonstrou Onisciência (João 4: 16-30)

(2) Ele demonstrou Onipresença (Mateus 28:20)

(3) Ele demonstrou Onipotência (João 11: 38-44, Marcos 6:48)

 

Jesus foi adorado como Deus por aqueles que o conheciam

 

Em uma cultura Judaica do primeiro século que rejeitou a adoração a qualquer pessoa (ou qualquer coisa) que não fosse o único Deus verdadeiro, Jesus foi repetidamente adorado por aqueles que o encontraram:

 

(1) Os sábios o adoraram em seu nascimento (Mateus 2: 10-12)

(2) O leproso O adorou em sua cura (Mateus 8: 2)

(3) O chefe da sinagoga O adorou (Mateus 9: 18-19)

(4) Os discípulos o adoraram no barco (Mateus 14: 32-33)

(5) A mãe de Tiago e João o adorava (Mateus 20: 20-21)

(6) O cego O adorou em sua cura (João 9: 35-38)

(7) As mulheres O adoraram no túmulo vazio (Mateus 28: 8-10)

 

Jesus cumpriu as profecias messiânicas do Antigo Testamento

 

Os discípulos e as primeiras testemunhas de Jesus ficaram repetidamente maravilhados com o número de maneiras pelas quais Jesus cumpriu a profecia do Antigo Testamento relacionada com a vinda do Messias:

 

(1) O Messias Aparecerá Após o Retorno dos Judeus a Israel (Jeremias 23: 3-6)

(2) O Messias Nasceria em Belém (Miquéias 5: 2)

(3) O Messias seria precedido por um mensageiro (Isaías 40: 3)

(4) O Messias entraria em Jerusalém montado em um jumento (Zc 9: 9)

(5) O Messias sofreria e seria rejeitado (Isaías 53: 3)

(6) O Messias seria traído por 30 moedas de prata (Zc 11: 12-13)

(7) O Messias ficaria em silêncio diante de seus acusadores (Isaías 53: 7)

(8) O Messias Seria Ferido, Chicoteado e Crucificado (Isaías 53: 5)

 

O argumento cumulativo a favor da historicidade e divindade de Jesus é convincente quando visto em sua totalidade. Este breve esboço é um lembrete útil: a cosmovisão cristã é evidencialmente verificável.

 

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Fonte:

 

http://coldcasechristianity.com/writings/the-case-for-the-historicity-and-deity-of-jesus/

 

Tradução Walson Sales

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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O Trabalhar de Deus na História e a Identidade do Messias


“Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também” João 5.17

 

Por Walson Sales

 

Deus tem trabalhado na história com riquezas de detalhes, tanto proféticos (anunciando antecipadamente o que deveria acontecer) quanto providenciais (agindo na história para que a Sua vontade soberana seja efetivada). A Bíblia é um livro profético por excelência. Werner Gitt, um cientista e biblicista alemão, menciona na palestra “A Bíblia em Xeque no Século 21” que existem cerce de 6.300 profecias na Bíblia, destas, segundo ele, cerca de 3.268 já se cumpriram. O que ele quer dizer com profecias cumpridas na história é que essas profecias “não passaram aí em algum recanto” ou que não são “eventos obscuros e cheios de dubiedades e de múltiplas interpretações”. Não. As profecias bíblicas fizeram parte da história da humanidade e abalaram as estruturas do mundo. Para você ter uma ideia, os especialistas em profecias bíblicas afirmam que se cumpriram cerca de 300 profecias apenas no primeiro advento do Messias, sim, exatamente no fato de Jesus ter nascido, vivido, pregado, realizado maravilhas, sinais e milagres, morrido na cruz e ressuscitado dos mortos. Você pode ver um apanhado dessas profecias no épico livro “Evidências que Exigem um Veredicto” do Josh McDowell (compre e leia este livro!). Já li especialistas afirmando que foram cerca de 380 profecias do primeiro advento. Contudo, outros especialistas se detém nas profecias que ainda não se cumpriram e coisas interessantes saltam diante dos nossos olhos. Por exemplo, o Pastor Jeziel Gomes cita um teólogo Francês chamado Rene Pachê no livro “O Rei Está Voltando” e mostra que este teólogo estudou as profecias da Parousia, as profecias da Segunda Vinda de Cristo e que descobriu que existem 1517 profecias do segundo advento, o que significa dizer que a Segunda vinda de Jesus é mais bem atestada profeticamente do que a primeira.

 

A questão da Identidade do Messias

 

Quando proferia o conhecido Sermão Profético em Mateus 24, Jesus mencionou um dos sinais fantásticos dos últimos dias, o surgimento de Falsos Cristos e Falsos Profetas. Mas não foi assim de forma tão suave, outros detalhes sobre esses personagens surgem no discurso de Jesus e nos deixam apreensivos:

 

Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Mateus 24:24.

 

O surgimento de falsos Cristos e Falsos Profetas é algo bem comum na trama humana, agora esses personagens terem a capacidade de realizar “tão grandes sinais e prodígios” que tem a capacidade de enganar até os escolhidos é assustador. Versos desse tipo nos alertam de forma bem séria a ficarmos atentos aos sinais e nunca nos afastarmos da Palavra de Deus que é a nossa luz, regra de fé, bússola e cajado, ou seja, qualquer ensinamento que ultrapasse o que a Bíblia diz deve ser rejeitado e qualquer sinal não deve ter autoridade em si mesmo se trouxer embutido um ensino que negue a Palavra de Deus.Em anos recentes apareceu um Guru indiano chamado SathyaSai Baba ensinando e ganhando adeptos no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos e alguns relatos são assustadores sobre o que ele dizia e fazia. Por exemplo, ele esfregava as mãos e saia um pó branco que curava as pessoas, foi relatado certa vez que ele esteve em dois lugares ao mesmo tempo ensinando, foi relatado que ele desapareceu diante de um pesquisador, apareceu no alto de uma montanha, acenou e foi embora. São relatos assustadores. Você pode vê-lo ser citado por Champlin no verbete Milagres da sua famosa obra “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia”. O mais assustador não é se ele conseguia fazer tudo isso mesmo ou não, talvez fossem truques bem planejados e bem executados, talvez tenham sido sinais operados pelo poder das trevas. O pior na minha opinião é que ele ficou famoso, arrastava multidões e dizia, segundo relatos: “Eu vim buscar e salvar o que se havia perdido”, exatamente o que Jesus disse em Lucas 19:10. Em 24 de Abril de 2011, Sai Baba faleceu em decorrência de problemas cardíacos aos 84 anos. Esse exemplo é peculiar por diversos motivos, contudo, o motivo principal é o fato dele se enquadrar no que Jesus disse no Sermão Profético sobre falsos Cristos e Falsos Profetas e de ter supostamente realizado grandes sinais. O grande problema nisso tudo é que existem credenciais proféticas do Messias (Cristo) que devem ser avaliadas cuidadosamente para se estabelecer se de fato aquela pessoa é quem ela firma ser. As credenciais são bem específicas e estão na palavra profética.

Jesus Cristo, eis o personagem. O nome e o título. Quando alguém diz: Jesus Cristo, entra automaticamente no âmbito da profecia messiânica. Dentro da cultura Judaico-Cristã, o Messias seria enviado de Deus para Israel e de Israel para o mundo inteiro. Dentro deste contexto profético, as credenciais do Messias bíblico saltam diante de nossos olhos de forma concreta e sem possibilidades para que impostores tentem se passar pelo Messias. Por exemplo, em Genesis 3:15 ele seria a Semente da Mulher. O cenário é bem simples, a profecia é uma alusão bem clara a concepção virginal e ao nascimento virginal. Esse personagem teria o calcanhar ferido e feriria a serpente na cabeça. Ali o próprio Deus fez um sacríficio de um animal para cobrir a nudez do casal (v. 21) e deixou a promessa de restauração bem viva para as gerações posteriores.

Em Genesis capítulo 12, Deus escolhe Abraão e faz um anúncio do evangelho a ele. O texto é bem vívido e emocionante:

 

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gênesis 12:1-3.

 

Algumas implicações estão contidas nesta chamada de Abraão. Primeiro, neste chamado Deus excluiu dois terços da população mundial quando escolheu Abraão. Quando Deus resolveu destruir a geração do Dilúvio em Genesis 6, Deus ordenou que Noé construisse uma arca e que preservasse os animais com ele conforme as instruções. Noé obedeceu e entrou na arca com sua família, sua esposa, filhos e esposas de seus filhos. A Bíblia diz que toda a carne pereceu. Quando eles saem da arca em Genesis 8, Deus repovoa a terra por meio dos três filhos de Noé, a saber, Sem, Cam e Jafé (9.1). em Genesis 10 encontramos o que os especialistas chamam de A Tabela das Nações, onde cada ser humano vivo hoje pode ser rastreado genealogicamente até lá e ser contado como descendente de um dos três filhos de Noé. Quando Deus escolheu Abraão, Deus escolheu a descendência de Sem e excuiu todo o resto, ou seja, Deus excluiu os descendentes de Cam, Jafé e todos os restantes que são os descendentes de Sem. A linhagem messiânica deveria ser logicamente de Adão, Noé, Sem e deveria passar pela semente de Abraão. Os critérios vão se afunilando. Veja por exemplo o mapa do Fértil Crescente para que você possa entender de onde Deus chamou Abraão:

 

Crescente Fértil é banhado por quais rios? [resumo]

 

É de conhecimento geral que Deus chamou Abraão enquanto este vivia com seus pais em Ur dos Caldeus (Gn 15.7; Gn 11.31; Ne 9.7; At 7.4). Note, ao observar o mapa, que Ur dos Caldeus era na “esquina” do Golfo Pérsico, ou seja, Abraão estava a cerca de 800 kilometros da Terra Santa, a Terra da Promessa. Algumas coisas podem ser ditas sobre isso, primeiro, perceba as multidões de pessoas que viviam nesses centros populosos como a própria Ur, Babilônia, Assíria, Síria, Padã-Harã, Egito e a própria terra dos Cananeus. Segundo, perceba a estratégia de Deus ao projetar o futuro, isto é, os descendentes de Abraão viveriam no que seria conhecido como A Encruzilhada das Nações (leia Ez 5.5). As três nações que viriam a ser potências mundiais num futuro bem próximo (Egito, Assíria e Babilônia) precisariam dominar a Encruzilhada das Nações (a terra de Israel) para poder conquistar e dominar o mundo conhecido de então. Sendo assim, todas as nações que circulariam por aquela região, receberiam (ou pelo menos deveriam) receber influência da Nação de Israel. Por ocasião da formação da Igreja, esta se utilizou bem desta característica geográfica para que a mensagem do evangelho pudesse ser espalhada aos quatro cantos do mundo conhecido de então.

Abraão teve dois filhos, Ismael e Isaque, o filho da escrava e o filho da livre. Isaque era o filho da promessa e Deus decidiu que a descendência messiânica seria formada por meio dele. Os leitores conhecem bem a história bíblica. Quando Deus pediu Isaque, o filho da promessa, em sacríficio, Deus não leva Ismael em consideração. Veja o relato bíblico por sí mesmo:

 

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Gênesis 22:2

 

Fica claro que Deus tinha em mente apenas o filho da promessa, por quem fluiria a descendência, a nação e a promessa messiânica. A geógrafa bíblica Netta Kemp de Money no livro “Geografia Histórica do Mundo Bíblico” apresenta uma informação interessante sobre o local do sacríficio de Isaque. Ela diz que o monte Moriá onde Isaque fora levado por Abraão para ser sacrificado pode ter sido o Monte Caveira onde Jesus seria crucificado anos mais tarde ou até mesmo o monte do Templo, onde Salomão construiria o Templo também alguns anos mais tarde. Compare estes dois textos bíblicos:

 

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.Gênesis 22:2

E começou Salomão a edificar a casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi seu pai, no lugar que Davi tinha preparado na eira de Ornã, o jebuseu.2 Crônicas 3:1

 

Neta Kemp de Money e o próprio texto bíblico asseveram que o que corresponde a região de Moriá apontava para uma cordilheira de montanhas e que uma dessas montanhas ficou conhecida como o Monte do Templo, onde Salomão construiu o Templo do Senhor. Não é de se estranhar que o Monte Caveira também pode ser contado como estando nessa cordilheira. Outras informações que parecem ser proféticas aparecem no texto, por exemplo, Abraão caminhou durante três dias até o monte escolhido (Gn 22.4), Isaque levou sobre os ombros a lenha do holocausto enquanto subia o monte do sacríficio (Gn 22.6), Abraão levou o fogo e cutelo em suas mãos até o local do sacrífico (Gn 22.6), foi nessa subida que Abraão disse que Deus proveria para si um cordeiro para o holocausto (v. 8), e apesar de Abraão saber que estava prestes a sacrificar o próprio filho, ele falou de forma profética que retornariam juntos (v. 5) compare com Hebreus 11.18. Todas essas “coincidências” nos dizem alguma coisa? Sim, que não são coincidências.

Depois Isaque teve dois filhos, Esaú e Jacó e Deus escolheu Jacó. Jacó teve os doze patriarcas da nação de Israel e Deus excluiu 11 patriarcas e escolheu Judá. Dentre todos os descendentes de Judá em todas as numerosas gerações de pessoas, Deus escolheu Jessé. Dentre todos os filhos de Jessé, Deus escolheu Davi. Dentre todos os filhos de Davi, Deus escolheu Salomão. Bem, você pode ler as genealogias em Mateus e Lucas para se inteirar melhor de todas as nuances e detalhes (por exemplo, na genealogia do patriarca Judá, a linhagem messiânica seria por meio de Tamar; que passa por Salmon com Raabe, Boaz com Rute até chegar a Jessé, depois Davi “insere” Bate-Seba na linhagem messiânica para que o Messias fosse por intermédio de Salomão).Bem, já dá para saber que para alguém se passar pelo Messias, ele terá que apresentar as credenciais messiânicas. Por exemplo, há uma profecia que afirma que o Messias deveria nascer em Belém.

 

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Miquéias 5:2

 

No dia que Jesus nasceu em Belém, cumprindo essa profecia, de cada 200.000 crianças que nasciam no mundo, apenas uma criança nascia em Belém, segundo os especialistas. Outras profecias avolumam dificuldades a esse afunilamento. Peter Stoner no livro The Science Speaks menciona que para uma pessoa cumprir apenas 8 profecias que se cumpriram na primeira vinda de Jesus (lembre-se que Jesus cumpriu mais de 300) seria uma (01) chance em 100 quadrilhões. Eu não tenho noção do significadodesse número. Talvez um matemático tenha noção. Mas Peter Stoner exemplifica o que significa esse numero. Ele diz que se pegarmos moedas de 1 real (aqui estou contextualizando e guardando as devidas proporções) e cobrirmos todo o chão do estado de Minas Gerais com nossas moedas de 1 real a uma altura de 60 cm, então deveríamos pintar uma moeda de vermelho, jogar no meio das moedas, misturar tudo, vendar os olhos de uma pessoa e mandar ela andar por cima das moedas em todo o estado e onde essa pessoa parar, se abaixar e pegar uma moeda, ela teria que ser a moeda vermelha. Veja por exemplo uma dessas profecias, a profecia da crucificação de Jesus como consta no Salmo 22 onde diz: “traspassaram-me as mãos e os pés” (v. 16). Especialistas em escatologia bíblica afirmam que esta profecia foi proferida 1.000 anos antes do homem inventar a morte por crucificação. As profecias são demais.

Outras coisas poderiam ser ditas ainda, mas já temos um quadro geral profético das credenciais messiânicas do Filho de Deus. As promessas estão de pé e o relógio escatológico está se cumprindo e não vai adiantar ao homem querer anular ou invalidar a Palavra de Deus, pois esta é infalível e eterna. Jesus já demonstrou o amor do Pai e morreu numa cruz de vergonha para que pudéssemos viver com ele para sempre! Não fomos deixados à mercê nem a deriva, temos um guia que é o Espírito Santo e Sua palavra. Não se deixe esmorecer pelas perseguições do mundo, pois,

Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente. Isaías 40:8.

Assim como temos a certeza de que as coisas que foram anteriormente anunciadas já se cumpriram, temos a firme convicção de que as que foram anunciadas e ainda não se cumpriram, se cumprirão, pois Deus é fiel.