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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Objeções ao Cristianismo - Parte 1


Por Douglas Groothuis, PhD

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales


Vamos avaliar agora algumas objeções dos críticos acerca da natureza do cristianismo. O problema é que quando observamos mais de perto as objeções dos críticos, encontramos muitas distorções e espantalhos. Outro problema sério entre os críticos é que eles recebem uma informação distorcida acerca da fé cristã e não se dão ao trabalho de investigar se as coisas são assim de fato. 

As principais objeções e as mais grotescas contra a fé cristã são:


1. O Cristianismo é contra a ciência;

2. O Cristianismo defende o antiintelectualismo;

3. O Cristianismo é racista;

4. O Cristianismo é sexista ou misógino;

5. O Cristianismo é imperialista ou colonialista;

6. O Cristianismo é contra a ecologia;

7. O Cristianismo defende a salvação como a ideia de um céu enfadonho;


As duas últimas objeções parecem piadas de mau gosto, pois Deus colocou sobre o homem a responsabilidade de cuidar da natureza. Nada vai ser mais prazeroso e dar mais alegria do que estarmos no céu, sentido a presença plena de Deus e aprendendo diretamente dele em uma nova dimensão. Portanto essas duas últimas objeções não serão levadas em consideração neste curso. Vamos abordar rapidamente as demais objeções, pois é realmente importante conhecer essas objeções de antemão e ter um esboço mental de como respondê-las. 

Uma das falsificações mais grosseiras, grotescas e mal fundamentadas é a ideia de que o cristianismo odeia os homossexuais e as lésbicas, de forma intrínseca. Logo, as pessoas nessas informações falsas nunca irão investigar mais a fundo as doutrinas basilares da fé cristã como, por exemplo, se a ressurreição de Jesus ocorreu de fato ou não, bem como nunca investigarão a fundo se as escrituras são a verdade. Eles irão rejeitar a Bíblia e o cristianismo a priori. Então, encarar de frente essas falsas representações é muito importante para a defesa da fé cristã. De forma mais técnica, o que o apologista faz nesse caso é criticar os críticos, pois quando alguém afirma que o cristianismo é contra a ciência, o apologista tem (e deve ter o interesse) de desmistificar e derrotar essa objeção, arrancá-la pela raiz. Sendo assim, a tarefa do apologista diante dessas objeções é abordá-las e criticá-las, além de tornar conhecida a falsidade da objeção, o que pode culminar no fato das pessoas reconhecerem o valor da fé cristã, crerem em Jesus, se arrependerem dos seus pecados e serem salvas. 

Vamos começar com o antiintelectualismo. Alguns afirmam que a fé é oposta a razão, e dizem que os que creem na Bíblia, no cristianismo e em Jesus, o fazem porque fizeram uma suspensão da razão e da capacidade de raciocinar. O primeiro problema com essa afirmação é que alguns cristãos afirmam exatamente isso e defendem uma posição antiintelectualista, de forma consciente ou não, pois eles usam argumentos (pretensamente racionais) para negar o valor da razão no que diz respeito a fé. O motivo desse posicionamento equivocado é que alguns cristãos fazem uma leitura distorcida de alguns textos bíblicos, principalmente de 2Co 3.6. Contudo, a resposta básica para esse tipo de posicionamento é avaliar a vida do fundador do cristianismo, Jesus de Nazaré. Certo dia perguntaram a Jesus sobre o maior dos mandamentos. Uma pergunta difícil para testar Jesus, e Jesus respondeu que devemos amar a Deus com todo o nosso coração, forças, alma e mente/entendimento e amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22. 37, 38). Jesus nos recomenda, utilizando o grande mandamento da lei, que devemos amar a Deus com tudo o que temos e somos, incluindo, NÃO EXCLUINDO, a nossa mente! O próprio Jesus já havia respondido, de forma racional, sobre muitas questões importantes e difíceis, a saber, sobre a ressurreição, sobre a relação entre igreja e estado, sobre o sábado, sobre a natureza do Messias, e ele respondeu a todas de forma lógica. A visão de mundo cristã ensina que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, e um dos principais elementos para termos a imagem e semelhança de Deus é sermos racionais. A lógica é simples: se Deus é racional e fomos criados a imagem e semelhança de Deus, logo somos racionais. Temos que conhecer princípios básicos da lógica, como a lei da não contradição e formas básicas de raciocínio e assim por diante. Então, seguindo os indícios apresentados nas respostas de Jesus, também pelo fato de termos sido criados a imagem e semelhança de Deus e pelo fato de existirem imperativos bíblicos para defendermos a fé (I Pe 3:15, 16), o antiintelectualismo não encontra espaço dentro da visão de mundo cristã. 

Perceba, por exemplo o contexto em que a igreja nasceu. A igreja nasceu em um ambiente de controvérsias intelectuais. Tanto os escritores do NT, quanto as escolas de apologistas na Patrística, defenderam o cristianismo como sendo verdadeiro e racional. Eles se engajaram em debates e discussões presenciais e por escrito, contra os descrentes. Eles enfrentaram o Estoicismo, o Gnosticismo, o movimento Judaizante e até mesmo o Islã após o surgimento dele no século sétimo (neste caso, o último nome da patrística, João de Damasco, que faleceu em 750 d.C). então, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Blaise Pascal, Jonathan Edwards, e mais recentemente C.S. Lewis, Francis Schaffer, e hoje William Lane Criag, J. P. Moreland, Alvin Plantinga, Gary Habermas, entre outros, lidam com críticos que utilizam um alto nível de criticismo intelectual. A escritura tem várias afirmações claras que mostram os evangelhos e a Bíblia como um todo, como uma revelação de Deus, não fundamentada na mente humana, ou seja, Deus se revelou de cima, de forma salvífica, aos homens, de maneira especial. A revelação especial de Deus não é algo construído ou desenvolvido de baixo, por meio de nossa razão ou observações empíricas. Isso não significa e não pode ser inferido de nenhuma forma que o cristianismo é irracional ou até mesmo que o cristianismo está acima da lógica. Isso apenas significa que temos uma fonte de conhecimento de uma fonte sobrenatural que se revelou de cima, mas a revelação que ele nos deu é coerente e aplicável a vida. Apesar de alguns cristãos serem antiintelectuais e defenderem o antiintelectualismo, o cristianismo não é antiintelectual. Quando olhamos para a história da humanidade, percebemos que nenhuma outra visão de mundo fez mais para recomendar a vida intelectual e o crescimento no conhecimento científico e filosófico do que o cristianismo. Não foi o Budismo. Não foi o Ateísmo. Não foi o Islã. Essa é a história que precisa ser contada. Já existem muitos livros que apresentam, de forma inequívoca, a herança intelectual deixada pelo cristianismo, e uma das melhores fontes desse tipo de informação é um dos maiores sociólogos que existem, Rodney Stark, que já produziu uma infinidade de livros. Um dos mais recentes se chama “How the West Won: The Neglected Story of the Triumph of Modernity” (lançado em 2014). Nesse livro ele mostra que o principal motivo do triunfo do ocidente tanto na economia, quanto na cultura e na vida intelectual é o cristianismo. (você pode comprar e ler outros livros como “Deus é um monstro Moral?” do Paul Copan ou “E se Jesus não tivesse nascido?” do D. James Kennedy). Logo, está provado que ser cristão não é sinônimo de ser antiintelectual e não pode ser.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

O Ônus da Prova

 

Por Robert Bowman Jr.


O ônus da prova precisa ser colocado de forma apropriada em uma discussão. Por exemplo, suponha que eu diga que eu seja Elvis Presley que voltou dos mortos. Está sobre mim o ônus da prova ou a obrigação de estabelecer ou comprovar essa afirmação, apesar de ser uma afirmação ilógica ou estranha. Imagine que eu tire do meu bolso uma carteira de habilitação com o nome Elvis Presley e uma foto dele e diga que essa é a minha carteira de habilitação, as pessoas ainda não acreditariam que eu sou o mesmo Elvis Presley que retornou dos mortos. O ônus da prova deve estar presente em uma discussão assim. Em apologética isso é essencial. Uma das estratégias dos céticos no que diz respeito ao ônus da prova é dizer uma coisa do tipo: se você não provar além de qualquer dúvida, eu não posso acreditar no que você está defendendo. O problema é que ninguém precisa ir tão longe para provar uma proposição. Por exemplo, alguns céticos dizem não acreditar na existência histórica de Jesus, e solicita uma prova neste termos. Eu não preciso provar nestes termos. Tenho apenas que mostrar que Jesus de Nazaré foi uma figura histórica que viveu há dois mil anos, andou, pregou, ensinou e realizou milagres na Galiléia, Judéia, Jerusalém e demais localidades, e que temos os relatos das testemunhas oculares, temos os relatos históricos extra-bíblicos dos escritores seculares e o túmulo vazio. 


Tradução Walson Sales

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A Proclamação Universal do Evangelho

 A Proclamação Universal do Evangelho

 

John Bunyan

 

Reprobation Asserted, Vol. 2, Cap. X, pp. 348-349

 

Deus quer verdadeiramente que o Evangelho, com a graça que o segue, seja oferecido àqueles que ele sujeitou à Eterna Reprovação?

 A esta pergunta irei responder:

 Primeiro, na linguagem de nosso Senhor, ‘Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura’ (Mc 16.15), e novamente, ‘Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra’ (Is 45.22). ‘E quem quiser, tome de graça da água da vida’ (Ap 22.17). E a razão é, porque Cristo morreu por todos, ‘provou a morte por todos’ (2Co 5.15; Hb 2.9), é ‘o Salvador do mundo’ (1Jo 4.14) e a propiciação pelos pecados de todo o mundo.

 Segundo, infiro isto das muitas censuras sob as quais estão todos aqueles que não recebem a Cristo, quando oferecido nas propostas gerais do Evangelho, ‘Quem não crer será condenado’ (Mc 16.16). ‘Quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu’ (1Jo 5.10), e, ai de ti Cafarnaum, ‘Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida!’ com muitas outras declarações, cujas palavras, e muitas outras do mesmo tipo, carregam em si um argumento muito importante para este mesmo propósito, pois se aqueles que perecem nos dias do Evangelho terão, pelo menos, sua condenação aumentada, porque negligenciaram e recusaram receber o Evangelho, é necessário que o Evangelho tenha sido oferecido a eles com toda sinceridade, o que não poderia ser, a menos que a morte de Cristo se estendesse a eles (Jo 3.16; Hb 2.3), pois a oferta do Evangelho não pode, com a permissão de Deus, ser oferecida além de onde vai a morte de Cristo, porque se isso for eliminado, não há de fato nenhum Evangelho, nenhuma graça a ser estendida. Além disso, se por toda criatura, e expressões semelhantes, devemos entender somente os eleitos, então todas as persuasões do Evangelho são completamente inúteis, pois, ainda, os não convertidos, que aqui são condenados por recusá-lo, responderão rapidamente: Não sei se sou eleito, e portanto não ouso ir a Jesus Cristo, pois se a morte de Jesus Cristo, e da mesma forma a oferta geral do Evangelho, diz respeito aos eleitos somente, eu, não sabendo ser um deles, me encontro em sérias dificuldades, não sabendo se é maior pecado crer ou entrar em desespero, pois, repito, se Cristo morreu somente pelos eleitos, etc., então, não sabendo se sou um deles, não ouso crer no Evangelho, que oferece seu sangue para me salvar; não apenas isso mas penso seguramente que não posso, até que eu primeiramente saiba ser um dos eleitos de Deus e destinado a isso.

 Terceiro, Deus Pai e Jesus Cristo seu Filho querem que todos os homens indiscriminadamente sejam convidados pelo Evangelho a tomar posse da vida através de Cristo, quer eleitos ou reprovados, pois embora seja verdadeiro que haja tal coisa como eleição e reprovação, todavia Deus, através das ofertas do Evangelho no ministério de sua palavra, considera os homens de outra forma, a saber, como pecadores, e como pecadores os convida a crer, tomar posse e seguir o mesmo. Ele não disse aos seus ministros, ‘Vão pregar aos eleitos porque eles são eleitos, e exclua os outros porque eles não são eleitos’. Mas, ‘Vão pregar o Evangelho aos pecadores como pecadores, e visto que são pecadores, ordene-os que venham a mim e vivam’. E isso deve necessariamente ser assim, de outra forma o pregador não poderia falar com confiança, nem as pessoas ouvirem com confiança. Em primeiro lugar, o pregador não poderia falar com confiança, porque ele não tem como distinguir os eleitos dos reprovados, nem eles, outra vez, ouvem com confiança, porque, como não convertidos, eles sempre seriam ignorantes disso também. Então, nem sabendo o ministro a quem deve oferecer vida, nem sabendo as pessoas quais delas devem recebê-la, como a palavra poderia agora ser pregada com confiança e poder? E como poderiam as pessoas crer e abraçá-la? Mas oferecendo o pregador misericórdia no Evangelho aos pecadores, visto que eles são pecadores, o caminho se abre para a palavra ser falada com confiança, pois seus ouvintes são pecadores, sim, e encorajamento também para as pessoas receberem e concordarem, tendo em vista que eles entendem que são pecadores: ‘Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores’ (1Tm 1.15; Lc 24.46, 47).

 Quarto, o Evangelho deve ser pregado aos pecadores visto que eles são pecadores, sem distinção de eleitos ou reprovados, porque, nenhum dos dois, quando considerados sob estes fatos simples, são sujeitos adequados a abraçar o Evangelho, pois nem um nem outro fato faz de cada um deles pecadores, mas o Evangelho deve ser oferecido aos homens visto que eles são pecadores, e pessoalmente sob a maldição de Deus por causa do pecado. Portanto, ofertar a graça aos eleitos porque eles são eleitos é ofertar graça e misericórdia não os considerando como pecadores. E, digo, negá-la aos reprovados porque eles não são eleitos não é somente uma negação da graça àqueles que não têm necessidade dela, mas também antes que ocasião é dada de sua parte, para tal dispensa. E repito, portanto, que oferecer Cristo e graça aos homens eleitos, simplesmente como assim considerados, não lhes dá nenhum conforto, não sendo eles pecadores, e assim eles não entregam seus corações a Jesus Cristo, pois isso só tem efeito se eles forem pecadores. Sim, negar o evangelho também aos reprovados porque eles não são eleitos, não irá perturbá-lo nem um pouco, pois ele diz, ‘Então eu não sou um pecador, e assim não preciso de um Salvador’. Mas agora, porque os eleitos não têm necessidade da graça em Cristo pelo Evangelho, senão enquanto pecadores, nem os reprovados irão recusá-la, senão enquanto pecadores, por isso Cristo, pela palavra do Evangelho, deve ser oferecido a ambos, sem considerá-los como eleitos ou reprovados, ainda que eles sejam pecadores. ‘Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento’ (Mc 2.17; 2Co 5.14, 15; Lc 7.47).

 Dessa forma, vocês notam que o Evangelho deve ser oferecido a todos em geral, tanto aos reprovados como aos eleitos, AOS PECADORES COMO PECADORES, e ASSIM eles devem recebê-lo e concordarem com suas ofertas.[1]

 

Tradução: Paulo Cesar Antunes

______________

[1]  Ninguém é excluído do benefício da grande e preciosa salvação assegurada e finalizada pelo Senhor Jesus Cristo, senão aqueles que, por perversidade, incredulidade e impenitência excluem-se a si mesmos. Pecadores – pecadores miseráveis, impotentes e perdidos são os objetos desta salvação: quem quer que seja capacitado a ver, à luz do Espírito de Deus, seu estado desprezível e desesperançado, sentir sua necessidade de Cristo como um Salvador apropriado, e arrepender-se e abandonar seus pecados, encontrará misericórdia, pois ‘Deus não faz acepção de pessoas’, At 10.34 –  Ryland e Mason.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Notas da palestra do Dr. Jerry Vines n@ Conferência João 3:16


Postado em 22 de Março de 2013 pelos editores da SBC Today

 

“Esta é atualmente a questão premente na vida Batista do Sul: ‘por quais pecados Jesus morreu?’”

Dr. Jerry Vines – organizador da Conferência João 3.16 mantida na Primeira Igreja Batista Metro Norte em 21-22 de Março – foi o orador inicial das plenárias da conferência.

“Quero tentar responder a questão biblicamente…quero saber – o que a Bíblia diz? Para ter certeza, eu estou interessado no que a história Cristã tem a dizer. Eu quero saber o que os teólogos têm a dizer. Mas, ultimamente, o que a nossa Bíblia inerrante diz? Para os cristãos bíblicos, isso resolverá a questão. Jesus disse, ‘Procurem nas Escrituras; por elas vocês pensam ter a vida eterna: e são elas que testificam de mim’. (João 5.39)”.

Vines disse que a questão era “nem uma questão secundária, pequena ou menor”, e notou que isso é respondido de duas formas proeminentes: 1) Jesus morreu pelos pecados somente dos eleitos (expiação limitada ou redenção particular); ou, 2) Jesus morreu pelos pecados de toda a humanidade (expiação universal).

“A resposta correta a essa questão é crucial”, Vines disse. “A resposta causa um impacto em missões e evangelismo, a vida da nossa igreja, nossa pregação e como vivemos nossas vidas”.

Examinando 1 Coríntios 15.1-8 por meio de lentes exagéticas, Vines abordou a questão da disponibilidade do presente do sacrificio de Cristo para todos. Ele enfatizou a importância da humildade e fé na discussão. Ele respondeu a questão de três maneiras da Escritura, explicando que a resposta somente é encontrada no amor de Deus e seu presente, trabalhando juntos como um.

Vines respondeu sua questão inicial sob três perspectivas, a primeira que incluiu essa declaração: “Cristo morreu por meus pecados individualmente”.Citando Galatas 2.20, Vines explicou que a ideia de amor nessa passsagem “Não dá sobre a base do valor daquele a quem é dado, mas na base do caráter de quem o dá”.

Ele descreveu o individuo, baseado na Escritura, como um pecador, impio e injusto. Isso afirma que Deus morreu pelo homem enquanto ele ainda estava morto em seu pecado.

Efésios 5.25 fundamentou a segunda abordagem de Vines em que “Cristo morreu especialmente pelos pecados da Igreja” e que Deus ama a Igreja com um amor eterno. Vines definiu a Igreja como o rebanho de Cristo, Seu povo, Sua nação e seus amigos.

Vines também fez uma “interessante observação: em lugar nenhum [a Bíblia] diz que Cristo morreu SOMENTE pelo eleito. Para ter certeza, Ele morreu pelo eleito: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. Romanos 8.32-33.

Vines disse que a Bíblia nunca isola os eleitos, ovelhas de Cristo, Seu povo ou nação ou Seus amigos e diz que Ele morreu “SOMENTE por eles”.

“É uma falácia lógica dizer que quando a Escritura diz que Cristo morreu por mim ou por sua Igreja, seu rebanho ou suas ovelhas, seu povo ou nação ou seus amigos, que significa que ele morreu SOMENTE por mim e eles e NÃO morreu por todos. O fato de eu dizer que amo o Dr. Allen e o Dr. Cox não significa que amo somente eles e não ame o Dr. Caner e Dr. Gaines”. Disse Vines, adicionando, “A salvação de Deus é suficiente  por todo homem. É eficiente para todo o que crê”.

Nessa declaração, Vines pavimentou o caminho para a terceira e final resposta a questão como encontrada em João 3.16: “Jesus morreu pelos pecados do mundo universalmente”.

“Porque existe um Deus e um mediador também entre Deus e o homem, o homem Jesus Cristo, que deu a si mesmo em resgate por todos”, disse Vines, citando Romanos 5.15.

Vines citou essa entre outras passagens como aquelas que ele crê que liquida a questão. Notando que a palavra Grega usada para “todos” é pas, Vines intimou uma curiosidade sincera de como é que algumas pessoas podem citar Romanos 3.23, que declaram que “todos (pas) pecaram”, mas podem ignorar “pas” em Romanos 5.15, ou reinterpretar esse verso significando o eleito.

Vines crê que a palavra todos nem é limitada nem exclusiva, mas inclui a totalidade da humanidade, fazendo a salvação disponível a todos, cada um, e todas as pessoas no planeta.

Tratando com João 3.16, Vines notou como alguns traduzirão “cosmos” como tendo alguma conexão com “eklektos”, querendo dizer por alguns, que Jesus não morreu pelos pecados do mundo, mas que ele morreu pelo mundo dos “eleitos”.

Vines rejeitou isso como for a de mão “porque isso não é o que o verso diz”.

Ele definiu a palavra mundo em João 3.16 incluindo cada membro da raça da humanidade.

Vines disse que Isaias 53.6 ensina “a mesma verdade de uma forma mais cativante: ‘Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de TODOS nós’”

A palavra hebraica nesse verso significa “todos, cada, o todo”, disse Vines. No grego da Septuaginta a palavra é a mesma como a traduzida como ‘todos’ em João 3.16. o verso ensina que ‘todos’ sem exceção, são pecadores. E que sobre Cristo foi colocada a iniquidade de ‘todos’ sem exceção.

O evangelista D.L. Moody estava partindo de uma campanha municipal, disse Vines. “quando o trem estava se afastando, um homem veio correndo para Moody, perguntando como ele podia ser salvo. Moody citou apressadamente Isaias 53.6, então gritou: ‘Vá ao primeiro TODOS e saia no último TODOS’”.

 

Fonte:

 

http://sbctoday.com/2013/03/22/dr-jerry-vines-john-316-conference/

 

Tradução Walson Sales

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? [Texto Completo]


Por Por David Gooding e John Lennox


Um dos mitos mais arraigados que moldou o pensamento das pessoas no mundo moderno é a ideia de que a ciência tornou a crença em Deus e no sobrenatural desnecessária e impossível para uma pessoa que pensa. É um mito muito difundido e falacioso que infelizmente se confundiu com a verdadeira ciência na mente de muitas pessoas. Vejamos como surgiu esse mito.


Um mito moderno


A noção comum é que a crença em Deus e no sobrenatural surgiu em um estágio primitivo do desenvolvimento humano. O homem antigo foi confrontado por todos os tipos de processos e acontecimentos que ele não conseguia entender. De alguns deles, como o crescimento de suas plantações e a fertilidade de suas criações de gado, sua própria vida dependia. Outros deles, trovões e relâmpagos, tempestades e doenças, ameaçavam sua própria existência. Não entendendo esses processos e maravilhado com eles, esses antigos, conforme essa teoria, fizeram o que uma criança faria: personalizou esses fenômenos. Quando a lua entrava em eclipse, eles imaginavam que algum tipo de demônio estava tentando estrangular a lua e eles se envolveram em todos os tipos de religião e magia para tentar afugentar o demônio. Quando trovejava, eles pensavam que era algum deus falando, e se um raio caia, eles pensavam que era um espírito malévolo tentando destruí-los. Ele até pensavam que, ao observar qualquer fenômeno incomum na natureza, eles poderiam prever o que os deuses fariam. Mas, como nos séculos mais recentes desenvolvemos o método científico com sofisticação cada vez maior, passamos a compreender cada vez mais os processos da natureza. Agora podemos ver que um eclipse não é causado por um demônio, nem raios e doenças são causados por espíritos malévolos. Descobrimos que os processos da natureza são impessoais e, em princípio (no nível não quântico), completamente previsíveis. Os ateus, portanto, argumentam que não há mais necessidade de introduzir a ideia de Deus e do sobrenatural para explicar o funcionamento da natureza. Nem mesmo há necessidade de chamar Deus para preencher as lacunas em nosso conhecimento, como fez Sir Isaac Newton quando disse: 'Não conheço nenhum poder na natureza que pudesse causar esse movimento transversal sem o braço divino.[1] O ateu conclui portanto, esse Deus se tornou irrelevante e diz que não temos necessidade dessa hipótese. Como resultado, o público em geral passou a pensar que a ciência tornou a crença em um Criador desnecessária e impossível.


Esta teoria é manifestamente uma falácia


Mas há uma falácia manifesta aqui. Pegue um carro Ford. É concebível que uma pessoa primitiva que estivesse vendo um pela primeira vez e que não entendesse os princípios de um motor de combustão interna, pudesse imaginar que havia um deus (Sr. Ford) dentro do motor, fazendo-o funcionar. Ele poderia ainda imaginar que, quando o motor funcionava suavemente, era porque o Sr. Ford dentro do motor gostava dele, e quando ele se recusava a ir, era porque o Sr. Ford não gostava dele. É claro que, eventualmente, os primitivos se tornariam civilizados, aprenderiam engenharia e, ao desmontar o motor, descobririam que não havia nenhum Sr. Ford dentro do motor e que ele não precisava apresentar o Sr. Ford como uma explicação para o funcionamento do motor. A compreensão dos princípios impessoais da combustão interna bastaria para explicar como o motor funcionava. Até agora tudo bem. Mas se ele então decidisse que sua compreensão dos princípios do motor de combustão interna tornava impossível acreditar na existência de um senhor Ford que projetou o motor, isso seria obviamente falso. É também uma confusão de categorias supor que nossa compreensão dos princípios impessoais segundo os quais o universo funciona torna desnecessário ou impossível acreditar na existência de um Criador pessoal que projetou, criou e mantém o grande motor que é o universo . Em outras palavras, não devemos confundir os mecanismos pelos quais o universo trabalha com sua causa. Cada um de nós sabe como distinguir entre o movimento conscientemente desejado de um braço para um propósito e um movimento espasmódico involuntário de um braço induzido pelo contato acidental com uma corrente elétrica.

Neste ponto, no entanto, os crentes no mito tenderão a responder da seguinte forma: "Bem, pode haver um Deus fora do universo que o criou em primeiro lugar. Mas, na verdade, nada se pode saber sobre ele e não é tarefa da ciência especular sobre sua possível existência. Por outro lado, com base no que agora sabemos sobre o funcionamento do universo, podemos afirmar com segurança que, mesmo que um Deus exista fora do universo, ele não intervém, não pode e nunca intervirá em seu funcionamento. E, assim, a ciência torna impossível, em particular, acreditar na afirmação Cristã de que Deus invadiu a natureza na pessoa de Jesus Cristo.” Vamos agora investigar como essa parte do mito surge.


O Mito Moderno Novamente


Foi uma das magníficas conquistas da ciência, não apenas descrever o que se passa no universo, mas também descobrir as leis invariáveis que governam seu funcionamento. É importante aqui compreender e admitir o que os cientistas afirmam sobre a natureza dessas leis. Essas leis não são simplesmente descrições do que acontece. Elas surgem de nossa percepção dos processos essenciais envolvidos. Elas nos dizem que, sendo as coisas como são, a natureza não só funciona assim, como deve funcionar e não pode funcionar de outra maneira. As leis não apenas descrevem o que aconteceu no passado: desde que não estejamos trabalhando em nível quântico, elas podem prever com sucesso o que acontecerá no futuro com tal precisão que, por exemplo, a órbita da estação espacial Mir pode ser calculada com precisão e pousos em Marte são possíveis. É compreensível, portanto, que muitos cientistas estejam ressentidos com a ideia de que algum deus poderia intervir arbitrariamente e alterar, suspender ou reverter o funcionamento da natureza. Pois isso pareceria contradizer as leis imutáveis e, assim, derrubar a base da compreensão científica do universo.

Mas exatamente aqui se esconde outra falácia que C. S. Lewis ilustrou com a seguinte analogia. Se esta semana eu colocar mil libras esterlinas na gaveta da minha escrivaninha, adicionar duas mil na próxima semana e mais mil na semana seguinte, as leis imutáveis da aritmética me permitem prever que da próxima vez que eu for à minha gaveta, encontrarei quatro mil libras. Mas suponha que, quando eu abrir a gaveta da próxima vez, encontre apenas mil libras, o que devo concluir? Que as leis da aritmética foram quebradas? Certamente não! Posso concluir de forma mais racional que algum ladrão violou as leis do Estado e roubou três mil libras da minha gaveta. Uma coisa que seria ridículo alegar é que as leis da aritmética tornam impossível acreditar na existência de tal ladrão ou na possibilidade de sua intervenção. Pelo contrário, é o funcionamento normal dessas leis que expôs a existência e atividade do ladrão.

Portanto, as leis da natureza predizem o que acontecerá se Deus não intervier; embora é claro que não é um ato de roubo se o Criador intervém em sua própria criação. Argumentar que as leis da natureza tornam impossível que acreditemos na existência de Deus e na possibilidade de sua intervenção no universo é claramente um argumento falacioso. Seria como afirmar que o entendimento das leis do motor de combustão interna tornaria impossível acreditar que o Sr. Ford ou um de seus mecânicos pudesse intervir e remover a cabeça do cilindro de um automóvel. Claro que eles poderiam intervir. Além disso, esta intervenção não destruiria essas leis. As mesmas leis que explicavam por que o motor funcionava com o cabeçote ligado explicariam agora por que ele não funciona com o cabeçote removido.

De passagem, devemos notar que a crença em Deus como Criador, longe de inibir a descoberta das leis da natureza, tem sido historicamente uma das principais motivações na busca por elas. Sir Alfred North Whitehead, reconhecido como um dos mais eminentes historiadores da ciência, disse: “A ciência moderna deve vir da insistência medieval na racionalidade de Deus.”[2] Vale a pena mencionar o resumo que C. S. Lewis fez da visão de Whitehead: “Homens tornaram-se científicos porque previram as Leis da Natureza; e eles previram as Leis da Natureza porque acreditavam em um Legislador.”[3] Exemplos de tais homens abundam: basta pensar em Newton, Kepler, Faraday e Clerk Maxwell. Todos concordariam com Einstein que a ciência sem religião é cega e a religião sem ciência é manca.

Neste ponto, os proponentes do mito podem muito bem retrucar: 'Conceda, em favor do argumento, que não é anticientífico admitir a possibilidade teórica de que algum deus ou outro pode ter intervindo em nosso mundo: que evidência real existe de que algum evento sobrenatural desse tipo já aconteceu?” Os Cristãos responderão, é claro, que há evidências abundantes da concepção miraculosa, nos[38] milagres e na ressurreição de Jesus Cristo. A isso será objetado: “Que tipo de evidência é esta? E como você pode esperar que aceitemos essas evidências? Afinal, estas evidências vem do Novo Testamento, que foi escrito em uma época pré-científica, quando as pessoas não entendiam as leis da natureza e por isso mesmo estavam prontas para acreditar que um milagre havia acontecido quando não havia acontecido.” Aqui está mais uma falácia.


A Outra Falácia


Tomemos por exemplo a história do Novo Testamento de que Jesus nasceu de uma virgem sem um pai humano. Dizer que os primeiros Cristãos acreditaram nesse milagre porque não entendiam as leis da natureza que governavam a concepção e o nascimento dos filhos é francamente absurdo. Eles sabiam tudo sobre as leis fixas da natureza, segundo as quais as crianças nascem. Se eles não conhecessem essas leis, poderiam muito bem imaginar que as crianças poderiam nascer sem pai ou sem mãe, mas, nesse caso, eles não teriam considerado a história do nascimento de Jesus de uma virgem como um milagre. O próprio fato de relatarem isso como um milagre mostra que entendiam perfeitamente as leis normais que regem o parto. De fato, a menos que alguém tenha entendido que existem leis que normalmente governam os eventos, como alguém poderia concluir que um milagre aconteceu?

Agora veja outro incidente: Lucas, que era um médico formado na ciência médica de sua época, começa sua biografia de Cristo levantando exatamente este assunto (Lucas 1: 5–25). Ele conta a história de um homem chamado Zacarias e de sua esposa Isabel que por muitos anos oraram por um filho porque ela era estéril. Quando, em sua velhice, um anjo apareceu a ele e disse-lhe que suas orações anteriores estavam para ser atendidas e que sua esposa conceberia e teria um filho, ele muito educadamente, mas firmemente recusou-se a acreditar. A razão que ele deu foi que agora ele já estava velho e o corpo de sua esposa decrépito. Para ele e sua esposa, terem um filho neste estágio iria contra tudo o que ele conhecia das leis da natureza. O interessante dele é o seguinte: não era ateu, era um sacerdote que acreditava em Deus e na existência dos anjos e no valor da oração. Mas se o cumprimento prometido de sua oração envolveria uma reversão das leis da natureza, ele não estava preparado para acreditar.

A história diz que o anjo o deixou mudo por sua pura falta de lógica em sua descrença; mas esse relato pelo menos mostra isso: os primeiros Cristãos não eram um bando de crédulos ingênuos, inconscientes das leis da natureza e, portanto, preparados para acreditar em qualquer história milagrosa, por mais absurda que fosse. Eles sentiram dificuldade em acreditar na história de tal milagre, como qualquer outra pessoa. Se no final eles acreditaram, foi porque foram forçados pelo peso da evidência diante de seus próprios olhos de que um milagre havia acontecido.

Da mesma forma, em seu relato da ascensão do Cristianismo (os Atos dos Apóstolos), Lucas nos mostra que a primeira oposição à mensagem Cristã da ressurreição de Jesus Cristo não veio de ateus, mas dos sumos sacerdotes Saduceus do Judaísmo. Eles eram homens altamente religiosos. Eles acreditavam em Deus. Eles oravam. Mas isso não significa que na primeira vez que ouviram a afirmação de que Jesus havia ressuscitado, eles acreditaram. Eles não acreditaram, pois haviam abraçado uma cosmovisão que não permitia a possibilidade de um milagre como a ressurreição corporal de Jesus Cristo (Atos 23: 8).

Supor então que o Cristianismo nasceu em um mundo crédulo pré-científico é simplesmente falso quanto aos fatos. O mundo antigo conhecia tão bem quanto nós o fato de que as leis da natureza não permitem que os cadáveres saiam dos túmulos. O Cristianismo conquistou seu crescimento devido ao peso absoluto das evidências de que um homem realmente ressuscitou dos mortos, apesar das leis da natureza.

Algumas pessoas hoje em dia, é verdade, que possuem uma visão de mundo semelhante aos antigos Saduceus, erroneamente tentaram tornar a mensagem Cristã mais crível para a mente científica, eliminando o elemento miraculoso completamente do Novo Testamento e apresentando apenas o ensino ético de Jesus. Mas esta tática não funcionará. Pois, em primeiro lugar, o próprio Novo Testamento declara que a ressurreição de Cristo não é uma decoração superficial e não essencial na mensagem Cristã: a ressurreição constitui o coração da mensagem do evangelho e do Cristianismo. Exclua o coração e você destruirá a mensagem. E quando o próprio Novo Testamento declara ser esse o caso, é inútil para as pessoas, dois mil anos depois, argumentar que você pode eliminar o elemento miraculoso, sobrenatural e ainda ficar com um Cristianismo viável (1 Co 15).

Em segundo lugar, toda essa tentativa é mal orquestrada. Pois nosso progresso na compreensão científica das leis da natureza tornou mais fácil e não mais difícil acreditar na ressurreição de Cristo.


Ciência lado a lado com a Fé


Uma das leis básicas da natureza que a ciência descobriu e promulga constantemente é a Segunda Lei da Termodinâmica, que ensina que o universo como um todo está morrendo, a entropia está aumentando. Mas se o universo está se esgotando, dificilmente é possível pensar que isso está acontecendo há um tempo infinitamente longo. Na verdade, a própria ciência ensina que deve ter havido um ponto em que um processo reverso esteve em operação para que o universo “surgisse”. Se, então, em um ponto no passado o universo teve um começo absoluto depois dessa reversão, não é impossível nem anticientífico acreditar que na ressurreição de Cristo os processos da natureza mais uma vez se inverteram e seu corpo morto voltou à vida e saiu do túmulo. Além disso, a ciência ensina que, embora a entropia do universo considerado como um todo esteja aumentando, pode haver situações em que a entropia esteja localmente diminuindo. As sementes se desenvolvem em árvores que dão frutos; e sabemos que isso é possível porque, nesta situação local, a Terra está recebendo uma entrada colossal de energia do sol. Consistente com isso, o Novo Testamento aponta que a ressurreição de Cristo foi possível por causa de uma entrada de energia inimaginavelmente grande do próprio Criador: " E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus,” (Ef 1: 19-20).

Apesar disso, algumas pessoas podem sentir uma dificuldade contínua, que irão expressar da seguinte forma: "Esta evidência no Novo Testamento é agora para nós muito remota. Como podemos ter acesso direto a ela? Afinal, milagres em geral e a ressurreição de Cristo em particular não são coisas que acontecem todos os dias da semana ou todas as semanas do ano. Não temos experiência moderna que sirva de base de comparação e de critério para medir sua credibilidade. Devemos então simplesmente acreditar em tudo o que os escritores do Novo Testamento dizem só porque o dizem?”


A natureza dos milagres de Cristo


A resposta é que há muitas considerações que podemos fazer no registro desses milagres com o propósito de avaliar sua credibilidade. Para começar, podemos notar a diferença entre os milagres que o Novo Testamento diz que Jesus fez e as histórias tolas de milagres inventadas por pessoas crédulas em séculos degenerados posteriores da Cristandade. Nessas histórias posteriores, imagens de pedra choram lágrimas de sangue, lobos se transformam em humanos e pássaros surgem de pedaços de argila. Não há nada remotamente parecido com isso nas histórias de milagres do Novo Testamento. Os milagres de Cristo eram congruentes com o funcionamento normal da natureza. Quando Jesus produziu vinho milagrosamente, ele não fez o vinho surgir em um passe de mágica: ele pediu água e transformou essa água em vinho. Isso é o que a natureza faz todos os anos, usando meios intermediários como a videira, o solo, sol e chuva. Se Cristo tivesse produzido vinho do nada de maneira incongruente, poderíamos supor que ali estava algum poder mágico estranho, sem respeito pela natureza e suas leis. Os milagres de Cristo mostram respeito pela natureza, como se poderia esperar do Criador da natureza. Ao mesmo tempo, os milagres revelam Jesus como, compreensivelmente, superior à natureza.

Podemos também considerar a qualidade moral de seus milagres. Nada foi feito para prejudicar ninguém, nem mesmo para destruir seus inimigos.

Também são instrutivos os termos que o Novo Testamento usa para os milagres de Jesus. Às vezes são chamados por uma palavra que denota um ato de poder. Em outras ocasiões, eles são referidos por uma palavra que significa uma maravilha ou um prodígio. Juntas, essas palavras indicam que Cristo deliberadamente realizou atos de poder sobrenaturais a fim de canalizar a atenção sobre si mesmo. Mas, além disso, esses milagres deveriam funcionar como sinais que apontam para aqueles grandes recursos espirituais que Cristo pode colocar à disposição de todas as pessoas, em todos os tempos e lugares.

Este é um aspecto dos milagres de Cristo que é particularmente enfatizado pelo escritor do Quarto Evangelho, cuja palavra normal para milagre é 'sinal' (embora isso infelizmente seja obscurecido em muitas traduções pelo uso da palavra 'milagre' em vez de 'sinal') Assim, por exemplo, João nos diz que quando Cristo multiplicou milagrosamente os pães, ele o fez, não apenas para alimentar o estômago das pessoas, mas para chamar a atenção para o fato de que ele mesmo é o Pão da Vida que pode satisfazer a fome espiritual de homens e mulheres de todas as idades, que pela fé crêem nele e o recebem como Salvador e Senhor (João 6). E, neste nível, está aberto a cada um de nós provar em nossa experiência pessoal se isso é verdade ou não.


Um experimento


E a verificação final é esta. Se Cristo, de fato, ressuscitou dos mortos no terceiro dia - e ele ressuscitou - isso significa que ele está vivo hoje e pronto por seu Espírito para entrar em um relacionamento pessoal conosco, se nós, de nossa parte, estivermos preparados para entrar em um relacionamento pessoal com ele. Como qualquer relacionamento, você não pode experimentar e provar sua realidade a menos que esteja preparado para entrar nesse relacionamento pessoal. Mas a possibilidade de entrar está aberta a todos nós. Isso é o que João quer dizer quando fala dos milagres de Jesus: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20: 31).

Aqui está um experimento que todo e qualquer um pode fazer. Se Jesus é realmente o Filho de Deus, o Evangelho de João vem a nós com sua autoridade. É a maneira de Deus entrar em contato conosco. Milhões de pessoas testemunharam que, por meio de sua leitura, Deus se deu a conhecer a eles pessoalmente. Não podemos descartar todos esses milhões como tolos. A única coisa verdadeiramente científica a fazer é colocar a afirmação à prova fazendo o experimento e lendo o Evangelho por nós mesmos.


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

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Notas: 

[1] Turnbull et al., The Correspondence of Isaac Newton, 3:240.

[2] Science and the Modern World, 19.

[3] Miracles, 110

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? [Parte Final]


Por David Gooding e John Lennox


Um experimento


E a verificação final é esta. Se Cristo, de fato, ressuscitou dos mortos no terceiro dia - e ele ressuscitou - isso significa que ele está vivo hoje e pronto por seu Espírito para entrar em um relacionamento pessoal conosco, se nós, de nossa paarte, estivermos preparados para entrar em um relacionamento pessoal com ele. Como qualquer relacionamento, você não pode experimentar e provar sua realidade a menos que esteja preparado para entrar nesse relacionamento pessoal. Mas[44] a possibilidade de entrar está aberta a todos nós. Isso é o que João quer dizer quando fala dos milagres de Jesus: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20: 31).

Aqui está um experimento que todo e qualquer um pode fazer. Se Jesus é realmente o Filho de Deus, o Evangelho de João vem a nós com sua autoridade. É a maneira de Deus entrar em contato conosco. Milhões de pessoas testemunharam que, por meio de sua leitura, Deus se deu a conhecer a eles pessoalmente. Não podemos descartar todos esses milhões como tolos. A única coisa verdadeiramente científica a fazer é colocar a afirmação à prova fazendo o experimento e lendo o Evangelho por nós mesmos.

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus?

[Parte Final]


Por David Gooding e John Lennox


Um experimento


E a verificação final é esta. Se Cristo, de fato, ressuscitou dos mortos no terceiro dia - e ele ressuscitou - isso significa que ele está vivo hoje e pronto por seu Espírito para entrar em um relacionamento pessoal conosco, se nós, de nossa paarte, estivermos preparados para entrar em um relacionamento pessoal com ele. Como qualquer relacionamento, você não pode experimentar e provar sua realidade a menos que esteja preparado para entrar nesse relacionamento pessoal. Mas[44] a possibilidade de entrar está aberta a todos nós. Isso é o que João quer dizer quando fala dos milagres de Jesus: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20: 31).

Aqui está um experimento que todo e qualquer um pode fazer. Se Jesus é realmente o Filho de Deus, o Evangelho de João vem a nós com sua autoridade. É a maneira de Deus entrar em contato conosco. Milhões de pessoas testemunharam que, por meio de sua leitura, Deus se deu a conhecer a eles pessoalmente. Não podemos descartar todos esses milhões como tolos. A única coisa verdadeiramente científica a fazer é colocar a afirmação à prova fazendo o experimento e lendo o Evangelho por nós mesmos.


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? [Parte 5]


Por David Gooding e John Lennox


A natureza dos milagres de Cristo


A resposta é que há muitas considerações que podemos fazer no registro desses milagres com o propósito de avaliar sua credibilidade. Para começar, podemos notar a diferença entre os milagres que o Novo Testamento diz que Jesus fez e as histórias tolas de milagres inventadas por pessoas crédulas em séculos degenerados posteriores da Cristandade. Nessas histórias posteriores, imagens de pedra choram lágrimas de sangue, lobos se transformam em humanos e pássaros surgem de pedaços de argila. Não há nada remotamente parecido com isso nas histórias de milagres do Novo Testamento. Os milagres de Cristo eram congruentes com o funcionamento normal da natureza. Quando Jesus produziu vinho milagrosamente, ele não fez o vinho surgir em um passe de mágica: ele pediu água e transformou essa água em vinho. Isso é o que a natureza faz todos os anos, usando meios intermediários como a videira, o solo, sol e chuva. Se Cristo tivesse produzido vinho do nada de maneira incongruente, poderíamos supor que ali estava algum poder mágico estranho, sem respeito pela natureza e suas leis. Os milagres de Cristo mostram respeito pela natureza, como se poderia esperar do Criador da natureza. Ao mesmo tempo, os milagres revelam Jesus como, compreensivelmente, superior à natureza.

Podemos também considerar a qualidade moral de seus milagres. Nada foi feito para prejudicar ninguém, nem mesmo para destruir seus inimigos.

Também são instrutivos os termos que o Novo Testamento usa para os milagres de Jesus. Às vezes são chamados por[43] uma palavra que denota um ato de poder. Em outras ocasiões, eles são referidos por uma palavra que significa uma maravilha ou um prodígio. Juntas, essas palavras indicam que Cristo deliberadamente realizou atos de poder sobrenaturais a fim de canalizar a atenção sobre si mesmo. Mas, além disso, esses milagres deveriam funcionar como sinais que apontam para aqueles grandes recursos espirituais que Cristo pode colocar à disposição de todas as pessoas, em todos os tempos e lugares.

Este é um aspecto dos milagres de Cristo que é particularmente enfatizado pelo escritor do Quarto Evangelho, cuja palavra normal para milagre é 'sinal' (embora isso infelizmente seja obscurecido em muitas traduções pelo uso da palavra 'milagre' em vez de 'sinal') Assim, por exemplo, João nos diz que quando Cristo multiplicou milagrosamente os pães, ele o fez, não apenas para alimentar o estômago das pessoas, mas para chamar a atenção para o fato de que ele mesmo é o Pão da Vida que pode satisfazer a fome espiritual de homens e mulheres de todas as idades, que pela fé crêem nele e o recebem como Salvador e Senhor (João 6). E, neste nível, está aberto a cada um de nós provar em nossa experiência pessoal se isso é verdade ou não.


Continua...


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? - [Parte 4]




Por David Gooding e John Lennox


Ciência lado a lado com a Fé


Uma das leis básicas da natureza que a ciência descobriu e promulga constantemente é a Segunda Lei da Termodinâmica, que ensina que o universo como[41] um todo está morrendo, a entropia está aumentando. Mas se o universo está se esgotando, dificilmente é possível pensar que isso está acontecendo há um tempo infinitamente longo. Na verdade, a própria ciência ensina que deve ter havido um ponto em que um processo reverso esteve em operação para que o universo “surgisse”. Se, então, em um ponto no passado o universo teve um começo absoluto depois dessa reversão, não é impossível nem anticientífico acreditar que na ressurreição de Cristo os processos da natureza mais uma vez se inverteram e seu corpo morto voltou à vida e saiu do túmulo. Além disso, a ciência ensina que, embora a entropia do universo considerado como um todo esteja aumentando, pode haver situações em que a entropia esteja localmente diminuindo. As sementes se desenvolvem em árvores que dão frutos; e sabemos que isso é possível porque, nesta situação local, a Terra está recebendo uma entrada colossal de energia do sol. Consistente com isso, o Novo Testamento aponta que a ressurreição de Cristo foi possível por causa de uma entrada de energia inimaginavelmente grande do próprio Criador: " E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus,” (Ef 1: 19-20).

Apesar disso, algumas pessoas podem sentir uma dificuldade contínua, que irão expressar da seguinte forma: "Esta evidência no Novo Testamento é agora para nós muito remota. Como podemos ter acesso direto a ela? Afinal, milagres em geral e a ressurreição de Cristo em particular não são coisas que acontecem todos os dias da semana ou todas as semanas do ano. Não temos experiência moderna que sirva de base de comparação e de critério para medir sua credibilidade. Devemos então[42] simplesmente acreditar em tudo o que os escritores do Novo Testamento dizem só porque o dizem?”


Continua...


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.


Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? - [Parte 3]



Por David Gooding e John Lennox


A Outra Falácia


Tomemos por exemplo a história do Novo Testamento de que Jesus nasceu de uma virgem sem um pai humano. Dizer que os primeiros Cristãos acreditaram nesse milagre porque não entendiam as leis da natureza que governavam a concepção e o nascimento dos filhos é francamente absurdo. Eles sabiam tudo sobre as leis fixas da natureza, segundo as quais as crianças nascem. Se eles não conhecessem essas leis, poderiam muito bem imaginar que as crianças poderiam nascer sem pai ou sem mãe, mas, nesse caso, eles não teriam considerado a história do nascimento de Jesus de uma virgem como um milagre. O próprio fato de relatarem isso como um milagre mostra que entendiam perfeitamente as leis normais que regem o parto. De fato, a menos que alguém tenha entendido que existem leis que normalmente governam os eventos, como alguém poderia concluir que um milagre aconteceu?

Agora veja outro incidente: Lucas, que era um médico formado na ciência médica de sua época, começa sua biografia de Cristo levantando exatamente este assunto (Lucas 1: 5–25). Ele conta a história de um homem chamado Zacarias e de sua esposa Isabel que por muitos anos oraram por um filho porque ela era estéril. Quando, em sua velhice, um anjo apareceu a ele e[39] disse-lhe que suas orações anteriores estavam para ser atendidas e que sua esposa conceberia e teria um filho, ele muito educadamente, mas firmemente recusou-se a acreditar. A razão que ele deu foi que agora ele já estava velho e o corpo de sua esposa decrépito. Para ele e sua esposa, terem um filho neste estágio iria contra tudo o que ele conhecia das leis da natureza. O interessante dele é o seguinte: não era ateu, era um sacerdote que acreditava em Deus e na existência dos anjos e no valor da oração. Mas se o cumprimento prometido de sua oração envolveria uma reversão das leis da natureza, ele não estava preparado para acreditar.

A história diz que o anjo o deixou mudo por sua pura falta de lógica em sua descrença; mas esse relato pelo menos mostra isso: os primeiros Cristãos não eram um bando de crédulos ingênuos, inconscientes das leis da natureza e, portanto, preparados para acreditar em qualquer história milagrosa, por mais absurda que fosse. Eles sentiram dificuldade em acreditar na história de tal milagre, como qualquer outra pessoa. Se no final eles acreditaram, foi porque foram forçados pelo peso da evidência diante de seus próprios olhos de que um milagre havia acontecido.

Da mesma forma, em seu relato da ascensão do Cristianismo (os Atos dos Apóstolos), Lucas nos mostra que a primeira oposição à mensagem Cristã da ressurreição de Jesus Cristo não veio de ateus, mas dos sumos sacerdotes Saduceus do Judaísmo. Eles eram homens altamente religiosos. Eles acreditavam em Deus. Eles oravam. Mas isso não significa que na primeira vez que ouviram a afirmação de que Jesus havia ressuscitado, eles acreditaram. Eles não acreditaram, pois haviam abraçado uma cosmovisão que não permitia a possibilidade de um milagre como a ressurreição corporal de Jesus Cristo (Atos 23: 8).[40]

Supor então que o Cristianismo nasceu em um mundo crédulo pré-científico é simplesmente falso quanto aos fatos. O mundo antigo conhecia tão bem quanto nós o fato de que as leis da natureza não permitem que os cadáveres saiam dos túmulos. O Cristianismo conquistou seu crescimento devido ao peso absoluto das evidências de que um homem realmente ressuscitou dos mortos, apesar das leis da natureza.

Algumas pessoas hoje em dia, é verdade, que possuem uma visão de mundo semelhante aos antigos Saduceus, erroneamente tentaram tornar a mensagem Cristã mais crível para a mente científica, eliminando o elemento miraculoso completamente do Novo Testamento e apresentando apenas o ensino ético de Jesus. Mas esta tática não funcionará. Pois, em primeiro lugar, o próprio Novo Testamento declara que a ressurreição de Cristo não é uma decoração superficial e não essencial na mensagem Cristã: a ressurreição constitui o coração da mensagem do evangelho e do Cristianismo. Exclua o coração e você destruirá a mensagem. E quando o próprio Novo Testamento declara ser esse o caso, é inútil para as pessoas, dois mil anos depois, argumentar que você pode eliminar o elemento miraculoso, sobrenatural e ainda ficar com um Cristianismo viável (1 Co 15).

Em segundo lugar, toda essa tentativa é mal orquestrada. Pois nosso progresso na compreensão científica das leis da natureza tornou mais fácil e não mais difícil acreditar na ressurreição de Cristo.


Continua...


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? - [Parte 1]


 

Por David Gooding e John Lennox

 

Um dos mitos mais arraigados que moldou o pensamento das pessoas no mundo moderno é a ideia de que a ciência tornou a crença em Deus e no sobrenatural desnecessária e impossível para uma pessoa que pensa. É um mito muito difundido e falacioso que infelizmente se confundiu com a verdadeira ciência na mente de muitas pessoas. Vejamos como surgiu esse mito.

 

Um mito moderno

 

A noção comum é que a crença em Deus e no sobrenatural surgiu em um estágio primitivo do desenvolvimento humano. O homem antigo foi confrontado por todos os tipos de processos e acontecimentos que ele não conseguia entender. De alguns deles, como o crescimento de suas plantações e a fertilidade de suas criações de gado, sua própria vida dependia. Outros deles, trovões e relâmpagos, tempestades e doenças, ameaçavam sua própria[33] existência. Não entendendo esses processos e maravilhado com eles, esses antigos, conforme essa teoria, fizeram o que uma criança faria: personalizou esses fenômenos. Quando a lua entrava em eclipse, eles imaginavam que algum tipo de demônio estava tentando estrangular a lua e eles se envolveram em todos os tipos de religião e magia para tentar afugentar o demônio. Quando trovejava, eles pensavam que era algum deus falando, e se um raio caia, eles pensavam que era um espírito malévolo tentando destruí-los. Ele até pensavam que, ao observar qualquer fenômeno incomum na natureza, eles poderiam prever o que os deuses fariam. Mas, como nos séculos mais recentes desenvolvemos o método científico com sofisticação cada vez maior, passamos a compreender cada vez mais os processos da natureza. Agora podemos ver que um eclipse não é causado por um demônio, nem raios e doenças são causados por espíritos malévolos. Descobrimos que os processos da natureza são impessoais e, em princípio (no nível não quântico), completamente previsíveis. Os ateus, portanto, argumentam que não há mais necessidade de introduzir a ideia de Deus e do sobrenatural para explicar o funcionamento da natureza. Nem mesmo há necessidade de chamar Deus para preencher as lacunas em nosso conhecimento, como fez Sir Isaac Newton quando disse: 'Não conheço nenhum poder na natureza que pudesse causar esse movimento transversal sem o braço divino.[1] O ateu conclui portanto, esse Deus se tornou irrelevante e diz que não temos necessidade dessa hipótese. Como resultado, o público em geral passou a pensar que a ciência tornou a crença em um Criador desnecessária e impossível.[34]

 

Esta teoria é manifestamente uma falácia

 

Mas há uma falácia manifesta aqui. Pegue um carro Ford. É concebível que uma pessoa primitiva que estivesse vendo um pela primeira vez e que não entendesse os princípios de um motor de combustão interna, pudesse imaginar que havia um deus (Sr. Ford) dentro do motor, fazendo-o funcionar. Ele poderia ainda imaginar que, quando o motor funcionava suavemente, era porque o Sr. Ford dentro do motor gostava dele, e quando ele se recusava a ir, era porque o Sr. Ford não gostava dele. É claro que, eventualmente, os primitivos se tornariam civilizados, aprenderiam engenharia e, ao desmontar o motor, descobririam que não havia nenhum Sr. Ford dentro do motor e que ele não precisava apresentar o Sr. Ford como uma explicação para o funcionamento do motor. A compreensão dos princípios impessoais da combustão interna bastaria para explicar como o motor funcionava. Até agora tudo bem. Mas se ele então decidisse que sua compreensão dos princípios do motor de combustão interna tornava impossível acreditar na existência de um senhor Ford que projetou o motor, isso seria obviamente falso. É também uma confusão de categorias supor que nossa compreensão dos princípios impessoais segundo os quais o universo funciona torna desnecessário ou impossível acreditar na existência de um Criador pessoal que projetou, criou e mantém o grande motor que é o universo . Em outras palavras, não devemos confundir os mecanismos pelos quais o universo trabalha com sua causa. Cada um de nós sabe como distinguir entre o movimento conscientemente desejado de um braço para um propósito e um movimento espasmódico involuntário[35] de um braço induzido pelo contato acidental com uma corrente elétrica.

Neste ponto, no entanto, os crentes no mito tenderão a responder da seguinte forma: "Bem, pode haver um Deus fora do universo que o criou em primeiro lugar. Mas, na verdade, nada se pode saber sobre ele e não é tarefa da ciência especular sobre sua possível existência. Por outro lado, com base no que agora sabemos sobre o funcionamento do universo, podemos afirmar com segurança que, mesmo que um Deus exista fora do universo, ele não intervém, não pode e nunca intervirá em seu funcionamento. E, assim, a ciência torna impossível, em particular, acreditar na afirmação Cristã de que Deus invadiu a natureza na pessoa de Jesus Cristo.” Vamos agora investigar como essa parte do mito surge.

Continua...

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Fonte:

GOODING, David; LENNOX,John. Christianity: Opium or Truth?Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014

Tradução Walson Sales

Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações.“Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

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Mas a ciência não tornou impossível a crença em Deus? - [Parte 2]



Por David Gooding e John Lennox


O Mito Moderno Novamente


Foi uma das magníficas conquistas da ciência, não apenas descrever o que se passa no universo, mas também descobrir as leis invariáveis que governam seu funcionamento. É importante aqui compreender e admitir o que os cientistas afirmam sobre a natureza dessas leis. Essas leis não são simplesmente descrições do que acontece. Elas surgem de nossa percepção dos processos essenciais envolvidos. Elas nos dizem que, sendo as coisas como são, a natureza não só funciona assim, como deve funcionar e não pode funcionar de outra maneira. As leis não apenas descrevem o que aconteceu no passado: desde que não estejamos trabalhando em nível quântico, elas podem prever com sucesso o que acontecerá no futuro com tal precisão que,[36] por exemplo, a órbita da estação espacial Mir pode ser calculada com precisão e pousos em Marte são possíveis. É compreensível, portanto, que muitos cientistas estejam ressentidos com a ideia de que algum deus poderia intervir arbitrariamente e alterar, suspender ou reverter o funcionamento da natureza. Pois isso pareceria contradizer as leis imutáveis e, assim, derrubar a base da compreensão científica do universo.

Mas exatamente aqui se esconde outra falácia que C. S. Lewis ilustrou com a seguinte analogia. Se esta semana eu colocar mil libras esterlinas na gaveta da minha escrivaninha, adicionar duas mil na próxima semana e mais mil na semana seguinte, as leis imutáveis da aritmética me permitem prever que da próxima vez que eu for à minha gaveta, encontrarei quatro mil libras. Mas suponha que, quando eu abrir a gaveta da próxima vez, encontre apenas mil libras, o que devo concluir? Que as leis da aritmética foram quebradas? Certamente não! Posso concluir de forma mais racional que algum ladrão violou as leis do Estado e roubou três mil libras da minha gaveta. Uma coisa que seria ridículo alegar é que as leis da aritmética tornam impossível acreditar na existência de tal ladrão ou na possibilidade de sua intervenção. Pelo contrário, é o funcionamento normal dessas leis que expôs a existência e atividade do ladrão.

Portanto, as leis da natureza predizem o que acontecerá se Deus não intervier; embora é claro que não é um ato de roubo se o Criador intervém em sua própria criação. Argumentar que as leis da natureza tornam impossível que acreditemos na existência de Deus e na possibilidade de sua intervenção no universo é claramente um argumento falacioso. Seria como afirmar que o entendimento das leis[37] do motor de combustão interna tornaria impossível acreditar que o Sr. Ford ou um de seus mecânicos pudesse intervir e remover a cabeça do cilindro de um automóvel. Claro que eles poderiam intervir. Além disso, esta intervenção não destruiria essas leis. As mesmas leis que explicavam por que o motor funcionava com o cabeçote ligado explicariam agora por que ele não funciona com o cabeçote removido.

De passagem, devemos notar que a crença em Deus como Criador, longe de inibir a descoberta das leis da natureza, tem sido historicamente uma das principais motivações na busca por elas. Sir Alfred North Whitehead, reconhecido como um dos mais eminentes historiadores da ciência, disse: “A ciência moderna deve vir da insistência medieval na racionalidade de Deus.”[2] Vale a pena mencionar o resumo que C. S. Lewis fez da visão de Whitehead: “Homens tornaram-se científicos porque previram as Leis da Natureza; e eles previram as Leis da Natureza porque acreditavam em um Legislador.”[3] Exemplos de tais homens são abundantes: basta pensar em Newton, Kepler, Faraday e Clerk Maxwell. Todos concordariam com Einstein que a ciência sem religião é cega e a religião sem ciência é manca.

Neste ponto, os proponentes do mito podem muito bem retrucar: “Conceda, em favor do argumento, que não é anticientífico admitir a possibilidade teórica de que algum deus ou outro pode ter intervindo em nosso mundo: que evidência real existe de que algum evento sobrenatural desse tipo já aconteceu?” Os Cristãos responderão, é claro, que há evidências abundantes da concepção miraculosa, nos[38] milagres e na ressurreição de Jesus Cristo. A isso será objetado: “Que tipo de evidência é esta? E como você pode esperar que aceitemos essas evidências? Afinal, estas evidências vem do Novo Testamento, que foi escrito em uma época pré-científica, quando as pessoas não entendiam as leis da natureza e por isso mesmo estavam prontas para acreditar que um milagre havia acontecido quando não havia acontecido.” Aqui está outra falácia.


Continua...


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Fonte: 


GOODING, David; LENNOX, John. Christianity: Opium or Truth? Coleraine, N Ireland: Myrtlefield Trust, 2014


Tradução Walson Sales


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

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Por que um Deus bom enviaria pessoas para o inferno eterno?


Por Paul Copan


A essência do inferno é estar "longe da presença do Senhor" (2 Ts 1: 9). As imagens diferentes (retratadas sobre o inferno) de escuridão, fogo e decadência do inferno expressam a angústia de ser cortado da união íntima com Deus (Ap 21: 3; 22: 4). Deus oferece genuinamente a salvação a todos e, portanto, ordena que todos, sem exceção, se arrependam (Ez 33:11; 2 Pd 3: 9; At 17:30), mas Ele não vai adiar a celebração final por causa daqueles que resistem à Sua graça (At 7 : 51).

Vamos abordar algumas questões relacionadas ao inferno que os descrentes e crentes consideram preocupantes.

"Não é injusto Deus punir as pessoas para sempre pelos pecados cometidos durante uma existência terrena limitada?" Aqueles que estão no inferno cometeram o pecado final e infinito - não simplesmente uma série de pecados finitos - ao rejeitar um relacionamento com o Deus que se auto sacrifica e se entrega. Além disso, o inferno é o resultado lógico de uma mentalidade de viver uma vida longe de Deus - não se refere simplesmente ao fato de cometer pecados individuais. A punição se ajusta ao crime. Você não quer Deus, você não tem Deus. Existem dois tipos de pessoas: aqueles que dizem a Deus: "seja feita a tua vontade" e aqueles a quem Deus diz: "seja feita a tua vontade" (C. S. Lewis).

"Mas as pessoas no inferno não iriam realmente querer estar com Deus se soubessem como é o inferno?" Não. Aqueles que resistiram a Deus na terra continuam em sua dureza de coração depois (assim como aqueles que vivem para Deus na terra continuam a desfrutá-Lo). A presença sagrada de Deus seria verdadeiramente o "inferno" para aqueles que desejam seguir seu próprio caminho. Não temos nenhum indício nas Escrituras de arrependimento no inferno. A rebelião, o ódio e o egoísmo continuam. O homem rico no inferno (Lc 16: 19-26) sente remorso, mas não se arrepende - não quer mudar, mas apenas encontrar alívio!

"Mas como as pessoas podem ser enviadas para o inferno sem conhecer todas as suas implicações?" Mesmo que a pessoa não esteja totalmente ciente da angústia do inferno, isso não significa que nossa escolha seja difícil de ser nutrida. Deus está pronto para capacitar qualquer pessoa para a salvação (Jo 16: 8). Embora todas as consequências de abraçar ou rejeitar a Deus não sejam totalmente aparentes para nós agora, a graça de escolher com responsabilidade está disponível a todos. O que impede a salvação de todos? Indivíduos que escolhem livremente rejeitar a graça de Deus. Sempre podemos resistir ao Espírito Santo (At 7:51). Deus não manda pessoas para o inferno; eles O rejeitam livremente, condenando-se por não reconhecerem sua culpa.

"Por que Deus não fez o mundo de uma maneira que todas as pessoas O amassem?" Embora um mundo em que todos amam a Deus seja teoricamente possível, esse mundo não é viável. Qualquer que fosse o mundo possível com criaturas livres que Deus pudesse criar, poderia ser que nenhum desses mundos fossem livres de pecado e que em nenhum desses mundos o amor de Deus não fosse forçado. O inferno - a ausência da presença de Deus - existe porque, como o Satanás de Milton, as pessoas preferem "reinar no inferno do que servir no céu". Deus não é desamoroso, mas antes, tem feito grandes esforços para mostrar graça a todos. Deus não deveria criar porque muitos resistem livremente a Ele no mundo que Deus criou e, assim, privar muitos outros do maior bem possível?

"Por que Deus criou pessoas que Ele sabia que O rejeitariam e seriam separadas Dele para sempre?" Apesar do desejo de Deus de que todos sejam salvos (1 Tm 2: 4; 2 Pd 3: 9), muitos ainda resistem. O que aconteceria se alguns se tornassem mais resistentes, não importa o quão amoroso Deus seja (Is 5: 4; Mt 23:37)? Deus não deveria criar aqueles que responderiam ao Seu amor simplesmente porque outros o recusariam? E se Deus criou um mundo no qual um equilíbrio máximo de menos condenados e mais redimidos fosse realizado? Isso não é desamoroso.

"Por que Deus não poderia, desde o início, nos tornar semelhantes aos santos do céu - amando a Deus sem poder pecar?" A liberdade robusta na terra - abraçar livremente a graça de Deus ou resistir a ela - é um requisito para se chegar ao destino final. Nossa direção terrena está "selada" na vida após a morte; o desejo do nosso coração é finalmente concedido – com Deus ou sem Deus. Portanto, Deus não poderia ter criado um estado semelhante ao do céu no qual os redimidos não pecassem mais sem danificar essa liberdade vitalmente importante. (Ou talvez, em vez de nos "selar" do pecado na vida após a morte, Deus simplesmente sabe de antemão que nenhum santo na verdade pecará livremente, garantindo uma condição sem pecado no estado final.)

Por fim, pelo fato de Deus ter se doado de forma tão plena para tornar a salvação disponível gratuitamente por meio de Seu Filho, podemos confiar com segurança quaisquer questões remanescentes sobre o inferno ao Seu excelente caráter.

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Fonte:


COPAN, Paul. Why Would a Good God Send People to an Everlasting Hell? In CABAL, Ted (General Editor). The Apologetics Study Bible: Understand Why You Believe – Real Questions, Straight Answers, Stronger Faith. Nashville, Tennessee: Holman Bible Publishers, 2007


Tradução Walson Sales.


Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações. “Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Como o mal revela a grandeza de Deus?

 

Por Bobby Conway

 

Quando não podemos rastrear a mão de Deus, devemos simplesmente confiar em seu coração.CHARLES SPURGEON

 

Você provavelmente já ouviu a declaração: "Se Deus é bom, por que o mal existe?" Mas aqui está uma reviravolta: “O mal pode demonstrar algo bonito sobre a grandeza de Deus?”

Pode. Embora muitos possam imaginar um nirvana livre da mancha do pecado, poucos podem digerir um Deus bom e amoroso que permitiu que nosso mundo fosse permeado pelo mal. Enquanto um mundo manchado pelo pecado expõe nossa depravação, para Deus isso fornece uma oportunidade maior para que certos atributos Seus sejam revelados que de outra forma teriam permanecido ocultos. Por exemplo, porque vivemos em um mundo decaído, somos capazes de experimentar Deus de uma forma que seria impossível se a Queda nunca tivesse ocorrido.

Por pior que tenha sido a queda, ela nos deu a oportunidade de experimentar a graça, misericórdia, perdão e amor incondicional de Deus. Esses atributos de Deus são destacados contra o nosso pecado. Sem pecado, que necessidade há da graça, misericórdia e perdão? Se o pecado nunca tivesse entrado no mundo, como saberíamos realmente que somos amados incondicionalmente? Talvez teríamos sido amados por causa de nossas perfeições. Mas o amor de Deus é mais profundo, mais rico e mais impressionante à medida que é destacado no contexto de nossa depravação.

A grandeza de Deus foi revelada esplendidamente na cruz onde Jesus Cristo olhou para a face maligna de nosso pecado e demonstrou por meio de Sua morte que somos amados incondicionalmente por um Deus misericordioso, gracioso e perdoador que chamamos de Yahweh.

 

ü  Pensamento para Ponderar

Deus é tão bom que mesmo quando o mal entra em cena, aspectos ocultos de Sua grandeza se cristalizam diante das mentes pensantes.

 

ü  Verso para Memorizar:

Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!Salmos 8:1

 

ü  Questão a considerar:

Como pensar sobre esses aspectos de Deus agora revelados em nosso mundo decaído pode ajudá-lo a apreciar a grandeza de Deus?

 

ü  Vídeo apologético de um minuto:

Bobby Conway, "How Can Evil Reveal God’s Greatness?"

www.youtube.com/watch?v=xvUFzzsM5ts

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Fonte:

CONWAY, Bobby. Does God Exist? And 51 Other Questions about God and the Bible.Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 2016, pp. 109, 110

Tradução Walson Sales

Traduzindo trechos e buscando editoras interessadas nas publicações.“Examinai tudo. Retende o bem.” I TS 5:21.

 

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