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sexta-feira, 15 de maio de 2020

O papel das mulheres no Novo Testamento

Intimamente relacionado com a vida comunitária dos primeiros cristãos, rompendo as barreiras entre judeus e gentios é a ênfase colocada, tanto por Jesus como por Paulo em um papel proeminente para as mulheres, pelo menos pelos padrões culturais do seu tempo.
Potencialmente,  um dos fatos mais marcantes foi  o de Jesus ter permitido que um grupo delas o  acompanhasse durante o seu ministério intinerante ( Lc 8.1-3).

Ao permitir que Maria de Betânia "se assentasse aos seus pés" e aprendesse com os seus ensinamentos ( 10.39), Ele a aceitava na qualidade de um  estudante da Torá, precisamente um papel normalmente proibido às mulheres pelo judaísmo ortodoxo do século I. E Ele não apenas permitiu o comportamento de Maria, como o elogiou em contraste com a sua irmã Marta, por estar demasiadamente preocupada com os papéis domésticos convencionais ( vv. 41,42).
Por outro lado, Jesus não chegou a promover  equivocadamente as relações totalmente  igualitárias entre os gêneros, pois escolheu apenas homens para formar o seu grupo de Doze seguidores , chamados Apóstolos.

Paulo , também,  mostra incomum abertura para as mulheres nas igrejas. Frequentemente, ele inclui nomes de mulheres entre seus "cooperadores"( vide , especialmente as saudações em Romanos 16.3-16 e Filipenses 4.2,3). Ele reconhece que todos os dons espirituais que Deus dá são para todos os crentes, exatamente como o Espírito decidir distribuí-los ( 1 Co 12.7-11). Paulo ainda antevê mulheres (missionárias ou fundadoras de igrejas - Romanos 16.7). No entanto, como Jesus, Paulo também traça uma linha limite, e exclui o papel de presbítero para as mulheres, aparentemente a responsabilidade conferida a um presbítero, era o mais alto em nível de autoridade nas igrejas (1 Tm 2.12).


Livro: Questões Cruciais do Novo Testamento/ Craig L.Blomerg.

Via Fabiana Ribeiro.

sábado, 3 de agosto de 2019

A Vida Embrionária Inviolável e a Questão do Aborto

Feticídio
Quem já não ouviu o jargão: "Meu corpo, minhas regras"?
Em 2015 um vídeo pró-aborto com este título foi vinculado na internet. Nele, um grupo de atores tratam dessa temática satiricamente, mencionando inclusive de maneira irresponsável e debochada o nascimento virginal de Jesus.
Alegou -se, que o vídeo foi feito em resposta as "agressões verbais" ao discurso da diretora Petra Costa, na ocasião em que foi premiada pelo filme " Olmo e a Gaivota", cujo objetivo, segundo ela mesma, foi de conscientizar as pessoas de que a mulher tem soberania sobre o próprio corpo, inclusive para rejeitar uma gravidez através do aborto, e ainda sim ter todos os direitos para fazer isso da melhor forma possível, sem sofrer qualquer tipo de retaliação.
Teatros a parte, a realidade sobre essa importante questão necessita ser vista pela sociedade com responsável consciência em defesa do pequeno ser. Os posicionamentos precisam ser formulados com base na realidade da origem da vida e nos reais desdobramentos advindos da legalização do aborto, e nao se deixando levar pela hipocrisia de atores que emprestam suas imagens para campanhas publicitárias, ora defendendo o aborto, ora solicitando arrecadações para a " proteção da infância", como é o caso de alguns programas conhecidos em nosso país.
Reflitamos no que elenca Hans Ulrich Reifler em seu livro A Ética dos Dez Mandamentos:
"O mesmo mundo que condena ações bélicas não se pronuncia sobre o fato de morrerem 70 milhões de criaturas inocentes e indefesas. A Organização Mundial de Saúde calculou em 1987 a realização de 5 milhões de abortos no Brasil. Hitler assassinou 12 milhões de inocentes, Stálin, 18 milhões, e a Suprema Corte dos Estados Unidos foi responsável por 22 milhões de mortes. Em 1983, 16.000 fetos abortados foram encontrados nas lixeiras dos EUA. Na Alemanha e na Suíça, órgãos de embriões abortados são comercializados clandestinamente e usados em experimentos clínicos. Uma pesquisa no Instituto Gallup do Brasil revelou que: 58%
da população brasileira é favorável a liberação do aborto apenas em casos especiais - quando significa prejuízo a carreira da mãe ou da família; quando existe possibilidade de a criança nascer deficiente; quando a gravidez for resultado de estupro; ou quando a gravidez representa um grave risco á vida da mulher.
[...] Num seminário realizado em 12 de março de 1988 na Universidade Federal de Zurique, médicos, cientistas e juristas solicitaram das autoridades suíças uma melhor definição quanto à honra da pessoa embrionária. Argumentaram que o embrião é uma vida, e que, com a fecundação, é dada toda disposição genética do ser humano. O Dr. Samuel Stutz, autor do best-seller Embriohandel ( "Comércio de Embriões"), Berna, 1987, enfatizou que " hoje o embrião humano se tornou mero objeto, arrancado do útero feminino, isolado do cordão umbilical psicológico de seus pais, vítima de nosso tempo destrutivo".
[...] Numa época em que o homem é autônomo distanciado de Deus e dos seus santos princípios revelados na Bíblia, é preciso salientar com persistência cristã, clareza e firmeza da palavra eterna: "Não matarás"( Êx 20.13) e " não matarás o inocente"( Êx 23.7).
A Palavra de Deus não só se manifesta incondicionalmente contra o aborto, como também vemos no A.T. a exigência de indenização no caso de aborto acidental." Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, será obrigado a indenizar" ( Êx 21.22). O fato de a Bíblia exigir " apenas indenização" e não a pena máxima não prova que o feto, sendo vida em formação ou vida em desenvolvimento, deva ser considerado de qualidade inferior e valor menor. A indenização comprova o contrário: até pela morte acidental de um embrião se exige reparação, porque a vida é santa e Inviolável.
Lucas relata que o feto de 6 meses que Isabel carregava ( João Batista) estremeceu de alegria com a saudação de Maria, que tinha Jesus no ventre ( Lc 1.41). Aí está um ser com todas suas potencialidades.
Outro argumento neotestamentário que sustenta a validade e a inviolabilidade da vida embrionária é fornecido pelo médico e evangelista Lucas ao afirmar que Jesus " será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre materno" ( Lc 1.15).
Do ponto de vista bíblico, evidentemente, é impossível diferenciar entre vida em formação ( situação pré- natal) e vida pós - natal. Deus considera que a vida é um dom inviolável e não diferencia entre a que merece ser favorecida e a que deve ser menos valorizada. Mas se Deus não faz acepção de pessoas, seus direitos como criaturas divinas são iguais ( Gl 3.28). A Bíblia considera o embrião como um ser humano, com identidade própria, formada e planejada sabiamente.
oncluímos que a vida começa com a fecundação ( Sl 51.5; Mt 1.20; Sl 139.13-16), e portanto, merece nossa proteção, amor e respeito".

(REIFLER,1992, p.130,134,135,136)
Por Fabiana Ribeiro.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O Papel Feminino no Primeiro Século

(Império Romano)
"A mulher é definida pelas leis de Roma, não como pessoa, mas como coisa e, se faltasse o título de sua posse, poderia reclamar-se como quaisquer móveis. Era tratada como escrava do homem e não como sua companheira e amiga; era comprada, vendida, trocada, desposada, casada, divorciada e separada de seus filhos sem seu consentimento e sem misericórdia, a vontade do capricho do seu senhor. Ele podia legalmente matá-la ainda que fosse por ter provado seu vinho ou por ter usado suas chaves." (SCOTT, Benjamin. As catacumbas de Roma p. 27- 29).
O trecho do livro supracitado descreve a infelicidade de uma realidade negra da história, no que respeita as mulheres. Porém, a história também relata o divisor de águas proposto pelo caráter da mensagem de Jesus , que confrontou e desconstruiu toda e qualquer subvalorização opressora , lançando luz ao real significado e importância das pessoas. 
Para nos levar a compreender o impacto do advento de Cristo na história de muitas vidas, vale voltarmos ao remoto tempo do primeiro século. E isso, pelas lentes sensíveis de Rute Salviano, que tem se dedicado por muitos anos aos estudos sociais e teológicos e assim, trazido preciosas informações sobre a história do Cristianismo.



Com o advento do Cristianismo e sua proposta de igualdade, humanidade e certeza de vida eterna, muitos foram atraídos. E as mulheres, consideravelmente, constituíram uma parcela muito significativa de conversão a fé cristã, uma vez que, dentre muitos outros aspectos, sentiam que na igreja tinham um lugar, um propósito de vida.

A definição do ser mulher em Roma era sempre baseada em sua inferioridade social e familiar , pois ela nem sequer tinha direito a própria identidade. Nos recenseamentos só eram contabilizadas as mulheres herdeiras; foi somente no século III depois de Cristo que Diocleciano ordenou, por razões fiscais, que fossem contadas.
Os romanos usavam o prenomen (nome pessoal), o nome gentilicium (nome de família) e o cognomen (apelido), por exemplo: Marco Tulio Cicero. Já as mulheres recebiam o nome de família, a filha de Marco Túlio seria chamada de Túlia. Os homens não se preocupavam em dar nomes as suas mulheres, pois não as consideravam como indivíduos genuínos. Elas eram apenas frações anônimas e passivas de uma família, portanto não receberam nomes singulares até uma época tardia da história romana. Os nomes Cláudia, Júlia, Cornélia Lucrécia , são derivados do sobrenome com terminação masculina. Todas as irmãs tinham o mesmo nome e eram distinguidas por epítetos como: a mais velha , a mais nova, a primeira a segunda , etc.

As romanas jamais eram dissociadas do ser mãe, mulher, ou filha de alguém, preferencialmente do sexo masculino , como por exemplo, pode ser citada a famosa Cornélia, cuja notoriedade é ligada aos homens de sua família. Ela foi mãe dos Gracos, irmãos que tentaram reformar Roma; filha de Cipião Africano, que derrotou o poderoso Aníbal e esposa do senador Tibério Sempronio Graco. Mesmo tendo ações Independentes, estas só foram legitimadas por suas ligações com o mundo masculino.
A idade escolar começava aos seis ou sete anos. As meninas ricas tinham aulas particulares em casa, onde aprendiam a ser graciosas com aulas de música e dança. Nas aulas de literatura apreciavam os poetas e as histórias de amor de Ovídio, Horácio, Terêncio.

Aos 12 anos a vida dos meninos e meninas seguiam caminhos distintos. Somente os meninos continuavam a estudar, sob o chicote de um "gramático" ou professor de literatura; as meninas ja podiam ser dadas ao casamento e ao 14 anos eram consideradas adultas. Aquela que aos 18 anos ainda não fosse casada, eram considerada, em Roma, uma solteirona.
Quando chegavam a idade de casar, seus sentimentos pouco importavam, porque eram os pais que escolhiam os maridos. Se ao filho cabia manter o nome da família, cabia a filha concretizar uma aliança matrimonial conveniente.

Que valor tinha uma menina? Caso fossem agraciados pela sorte, os pais poderiam esperar da filha o vínculo pelo casamento com uma família poderosa, assegurando uma aliança útil. O mais provável , no entanto, seria a responsabilidade tanto de cuidar quanto de alimentar ao longo de 15 anos para depois ter de pagar uma soma desastrosa para que , após o casamento tirasse de suas mãos. Não é de admirar que um dos adjetivos preferidos aplicados as filhas fosse "odiada".
Diante de tamanho contexto tenebroso em que as mulheres do primeiro século se encontravam, elas encontraram nas Palavras do Senhor alívio e esperança, e a narrativa neotestamentária testemunha isso.
Jesus apiedou-se das mulheres mais despojadas, como a viúva de Naim, louvou a viúva das duas moedinhas, por entregar tudo o que possuía e a cananeia por sua grande fé, perdoou os pecados a ungiu porque "muito amou".
Depois da crucificação e ressurreição de Cristo, as mulheres continuaram firmes na sua fé , foram as primeiras a vê-lo ressurreto e anunciar sua ressurreição.

Posteriormente, muitas foram as primeiras em seus lares a se converter, como Lídia ( Atos 16.14,15), da cidade de Tiatira, Damares (Atos 17.34), de Antenas e outras que acompanhavam o apóstolo Paulo.
O cristianismo nos primórdios, por vezes fora apresentado como a religião das mulheres porque elas representavam parte significativa de seus membros. Com elas, as congregações passaram a receber grande números de crianças.

Celso, o acusador dos cristãos, afirmou que: " sucede o mesmo no seio das famílias. Veem-se cardadores de lã, sapateiros, pessoas de maior ignorância e desprovida de abrir a boca; mas se surpreendem em particular as crianças da casa ou as mulheres que não têm mais entendimento que eles próprios, poê-se a impingir-lhes maravilhas ".
Um dos fatores de atração do Cristianismo para as mulheres foi justamente a igualdade ensinada pelo evangelho. Daí todas achavam lugar nas fileiras cristãs: patricias e plebéias, escravas ou ricas matronas, jovens virgens ou pecadoras arrependidas.


Resumo extraído do livro: Vozes Femininas no Início do Cristianismo/ Rute Salviano Almeida

Por Fabiana Ribeiro.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O Conceito da Vida Humana Contaminado pela Cultura da Morte

Estamos vivendo dias tão trabalhosos (2 Tm 3.1-5), que muitas pessoas chegaram a colocar a legitimidade da vida humana em cheque. 
De um lado temos os que acreditam e temem a Deus e na revelação da sua Palavra que revela-nos a importância que há na santidade do Criador e na inviolável vida. Do outro lado, temos uma boa parte da sociedade que conceitua à Deus e a maneira de ser e de viver de forma autônoma. Pensamentos assim é o que tem criado e nutrido o argumento abortista, muito vociferado, por exemplo, pelo feminismo na conjuntura dos nossos dias.

"O lobby do aborto entende muito bem, todas as questões que pavimentam a aceitação da sociedade a respeito do assunto. É por isso, que organizações feministas brigam sem parar para bloquear qualquer tipo de restrição ao argumento abortista, até mesmo no que se refere aos limites mínimos, como a notificação de tal decisão aos pais. Ora, se até mesmo uma escola deve obter o consentimento dos pais antes de dar uma aspirina a uma criança, por que o lobby do aborto briga com unhas e dentes contra qualquer estatuto que solicite o não consentimento desse para o aborto?
Por que os que defendem tal bandeira se opõem, até mesmo, a limites tão primários e modestos como o que fora citado?
A resposta é que os promotores da cultura da morte estão tão desalinhados com Deus e, consequente, com a revelação da sua Palavra, que a santidade divina, a vida e a autonomia moral do indivíduo se tornaram antagônicas entre si, de uma tal maneira, que não já podem abrigar juntas. Porém, uma vez que essa forma de princípio pot autonomia é estabelecido, não há maneira alguma de manter elevado o valor da vida" (COLSON, PEARCEY, 1999, p.158).

Assim tem funcionado a lógica da "cultura da morte". Para os que pensam de maneira divorciada ou alienada da revelação bíblica, os direitos pertencem apenas as pessoas e não podem ser aplicados a "não -pessoas" como, segundo eles, é a vida em fase gestacional. Sendo assim, do alto de suas soberbas eles tem reduzido o conceito e a importância de vidas humanas por considerarem algumas menos valiosas ou sem valor algum. Logo, para eles, as crianças em fase gestacional não possuem direito algum, por não serem pessoas.
Por Fabiana Ribeiro.

sábado, 13 de julho de 2019

A Mulher na Sociedade dos Tempos Bíblicos

Há alguns meses fui confrontada por uma jovem que dizia ser a Bíblia, e nas entrelinhas Deus, responsável pela subestimação da mulher e, portanto, agente causadora das várias consequências ruins disso na sociedade. Nenhuma razão plausível apresentou a essa acusação desonesta, demonstrando assim, ser ela mais um reflexo do achismo de muitos que comumente taxam a Bíblia de opressora.
Na tentativa de esclarecer sua mente, mencionei o fato de a Bíblia também ser um livro histórico. Portanto, seus registros nos revelam as características do contexto daquela época, bem como a chamada divina para cada cenário erguido pelos homens de então.
No que diz respeito a mulher, o relato do Antigo Testamento nos declara as diversas opiniões acerca do seu valor, pois naquele tempo existiam muitas leis que impediam que várias delas assumissem posições dignas. Contudo, a revelação áurea em Gênesis 1.27, descreve o princípio que regera o coração de Deus ao criar a mulher: feita sua imagem e semelhança.
Portanto, a Bíblia enquanto livro histórico não esconde o contexto obscuro que, por vezes cercara as mulheres. Porém a Bíblia como a revelação escrita de Deus, também proclama a verdade do valor e propósito acerca de cada aspecto da criação, inclusive no que diz respeito a mulher.

Posteriormente soube que aquela jovem se deixou levar pela doutrinação do feminismo moderno na faculdade que estava cursando. E que, infelizmente, muito facilmente desprezou o que por muitos anos ouviu nas ministrações da igreja que fez parte durante sua infância e adolescência. 
Sabendo que isso tem sido uma realidade comum na mentalidade de muitas pessoas, julgamos ser importante mencionar a realidade de fatos. Por isso, vejamos alguns importantes aspectos reais descritos por Coleman a respeito da mulher na Bíblia:

"• O Israel do Velho Testamento - atitudes positivas em relação as mulheres:. A mulher não era um produto secundário da criação, uma espécie de ideia posterior. Homem e mulher, juntos, constituíam a imagem de Deus ( 1.26,27). Embasados nesta elucidação, muitas mulheres hebreias tinham uma participação ativa no relacionamento familiar e comunitário, eram criativas e expressavam suas opiniões. Joquebede, por exemplo, foi quem teve a iniciativa de salvar seu filho Moisés que, pelo decreto de faraó, deveria ser morto. Foi ela quem tomou as providências necessárias para isso ( Êx 2). Ana foi outra mulher que tomou uma atitude e fez uma aliança com Deus para ter um filho, e veio a ser mãe de Samuel (1 Sm 1.1-25).
E houve mulheres também que chegaram a ocupar posições de liderança entre o povo de Israel. Débora, foi uma juíza que ajudou a orientar um exército ( Jz 4.6-9). Miriam ocupava alta posição no comando de Israel, vindo logo abaixo de Moisés e Arão.
Ester foi outra mulher notável. Tornou-se rainha da Pérsia, e, com muita coragem, conseguiu abortar um genocídio judeu. Hulda foi uma profetisa a quem o rei Josias consultou, e que entregou a mensagem de Deus para ele ( 2 Rs 22.14-20). O judaísmo não impediu que essas mulheres ocupassem posições de honra, destacando-se.
Precisamos considerar também a mulher ideal , descrita em Provérbios 31.10-31. Ela supervisiona bem a sua casa, com seus muitos servos e tudo o mais, confecciona roupas, dirige um negócio e compra um terreno. Trata-se de uma mulher que detém uma ampla gama de responsabilidades e de oportunidades.
O mandamento bíblico de honrar pai e mãe não faz distinção entre eles; ambos devem receber igual honra. No caso do homem e uma mulher serem surpreendidos em adultério, ambos deveriam receber a pena ( Dt 22.22).
Quanto as mulheres de grande fé, todas foram elogiadas pelo fato.
É o caso de Sara e Raabe que são incluídas na famosa lista dos grandes heróis da fé ( Hb 11)." (COLEMAN,1991,p.92,93)

Por Fabiana Ribeiro.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

A Atribuição de Valor Reconhecido às Mulheres no Cristianismo


Todos que se dispõem a conhecer os escritos neotestamentários ficam maravilhados com as atitudes de Jesus para com certas estruturas da sociedade, uma vez que chamam atenção para a natureza de sua mensagem e de sua pessoa. Ao lermos os Evangelhos, percebemos que ele atentou para o fato de que as mulheres encontravam- se frequentemente em situações delicadas, em condições de subvalorização: "Tais conceitos não eram impostos pela lei judaica; eram proposições dos líderes religiosos. Contudo, como acontece ainda hoje, algumas opiniões pessoais haviam se tornado mais importantes que a própria lei" ( COLEMAN,1991,p.96).
A mensagem do Cristianismo sempre confrontou a postura de desigualdades e injustiças adotadas pelos povos, e a medida que ia avançando e alcançando pessoas, sua influência foi minimizando a forma nociva em que o contexto de então moldava a opinião de muitos. Os Evangelhos narram histórias que demonstram o modo como as culturas antigas degradavam rotineiramente as suas mulheres. Nas sociedades pagãs, por exemplo, durante tempos bíblicos, as mulheres muitas vezes eram tratadas com menos dignidade do que os animais. Alguns filósofos gregos mais conhecidos, considerados as mentes brilhantes daquela época, ensinavam que as mulheres eram por natureza criaturas inferiores.
"Em muitas sinagogas, elas não poderiam ler, nem ter nenhum outro tipo de atuação. Mas isso não impediu que mulheres como Ana, por exemplo, adorassem a Deus abertamente no templo( Lc 2.36,37). Havia ali uma área que era denominada o " pátio das mulheres". Contudo, no Santo dos santos, elas nunca poderiam entrar. Mas Jesus simplesmente ignorou essa atitude geral contraria a mulher, e deu início a uma era de total participação feminina. No seu reino, todas as pessoas tem acesso total a Deus.( COLEMAN, 1991, p.96).
Assim, desconstruindo discursos desonestos de pensamentos secularizados, a história e o Novo Testamento testemunham que nunca houve alguém que quebrasse tantos estigmas sociais contra as mulheres quanto Jesus. Em seus próprios ensinamentos ele se reportou ao contexto da vida diária das mulheres, valorizando-as, aceitando a presteza feminina a serviço do Reino de Deus em seus variados papéis como mães, irmãs, esposas, viúvas e servas. Sua conduta na missão de proclamar as Boas Novas, sempre esteve aliada a uma maneira terna de curar e tratar das necessidades espirituais e emocionais femininas.
"Jesus se interessa pelos detalhes de suas vidas pessoais. Ele se enche de compaixão e cura uma mulher tão encurvada que não poderia se endireitar( Lc 13.10-17).Presta atenção em uma viúva pobre, e como Senhor do templo, recebe sua oferta de duas pequenas moedas, sabendo que elas representam tudo o que ela possui ( Mc 12.41-44). Olha com carinho para os olhos marejados de Marta e Maria chorando com elas e com seus amigos na ocasião da morte de Lázaro, ele mesmo bramindo com angústia ao confrontar a morte para ressuscitar Lázaro dos mortos ( Jo 11.17-37). Jesus não usa as emoções para manipular, mas compartilha as dores e alegrias das mulheres a quem se reportou. Jamais confronta essas mulheres com ira, mas gentilmente fala com elas, usando as dificuldades da vida para lhes aumentar a fé nele mesmo. A vida diária se torna uma oportunidade para lições espirituais. Usa as dúvidas de Marta para
esquadrinhar sua fé" Disse- lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá; e todo que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Crês isto? ( Jo 11.25,26).” (JONES, 2009.p.123).
Merece menção o fato de que em momentos destacados na história de Jesus, mulheres que o serviam naquela ocasião, testemunharam sua coragem, estando ao lado do Senhor em sua morte e sepultamento, e foram as primeiras participantes do gozo na evidência de sua ressurreição (Mc 15.40,41; 16.1-9).Jesus sempre tratou as mulheres com respeito, até mesmo aquelas que não tinham uma postura digna na sociedade ( Mt 9.20-22; Lc 7.37-50; Jo 4.7-27). Para com as mulheres, ele ainda ressuscitou seus filhos( LC 18.15-16), perdoou seus pecados ( Lc 7.44-48), e restaurou suas virtudes e honras( Jo 8.4-11).

Assim tem sido desde os tempos de Jesus, onde o Evangelho chega e predomina o status de qualquer indivíduo e elevado, seja no âmbito social ou espiritual. Do contrário, quando a mensagem do Evangelho é escondida pela opressão de falsas religiões, secularismo ou outras filosofias humanistas, consequentemente a posição da mulher é rebaixada.
Por Fabiana Ribeiro.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Tentativa de Desqualificar o Argumento Cristão - A questão do aborto

O filósofo e jurista Habermas, a despeito de toda a sua influência da escola de Frankfurt, de origem neomarxista, reconhece a importância da influência religiosa para a sociedade atentando, inclusive, para o risco das fontes de solidariedade entre os cidadãos poderem vir a secar se a secularização da sociedade como um todo "sair dos trilhos". 
O filósofo também reconheceu a importância da teologia cristã como parte integrante da genealogia dos direitos humanos.

Ele advoga que uma das maiores contribuições que o pensamento cristão agregou ao desenvolvimento da ideia de direitos humanos é algo fundamental "A transformação da condição de similidariedade com Deus do ser humano em dignidade igual e incondicional de todos os seres humanos é uma dessas transposições preservadoras que, para além dos limites da comunidade religiosa, franqueia ao público em geral, composto também por descrentes e por pessoas de outras religiões, o conteúdo de conceitos bíblicos.
O que observamos, por exemplo, em nosso país é justamente o contrário do que o filósofo propõe. Tomando a exemplo o movimentos cristão Pro Vida, que é hostilizado mesmo apresentando racionalmente dados científicos comprovados pela genética e a embriologia, tais como:
- Que desde a concepção já existe uma vida com material genético distinto do da mãe; comprovando não se tratar de um prolongamento do corpo da mulher;
- Que há um ser humano no ventre da mãe e não um tumor ou um objetivo qualquer; 
-Que o bebê dentro da barriga da genitora pode apresentar tipo sanguíneo e fator Rh distintos do sangue da mãe; 
- Que se não fosse a cápsula protetora, o bebê seria expulso, como um corpo estranho;
- Que ciências como nutrição, psicologia e educação reconhecem a importância do período intrauterino para a formação do indivíduo fora do útero ( O bebê, mesmo na barriga da mãe, ja tem iniciativa e capacidade de aprendizado que ocorre através de estímulos exteriores, daí, inclusive, a recomendação de fazê-lo ouvir determinadas músicas ou simplesmente conversar com o bebê);
- Que a taxa de suicídios em mulheres que provocam o aborto é seis vezes maior que em mulheres que tiveram seus bebês;
- Que existe o aumento dos índices de depressão e de novos abortos espontâneo decorrente de um aborto provocado, já realizado;
- Que o argumento da mulher de dispor do próprio corpo não é válido, pois ninguém tem o direito absoluto do próprio corpo, lembrando que uma pessoa pode, por exemplo, até ser presa caso comece a se mutilar ou vender os seus órgãos ( se uma pessoa não pode fazer essas coisas com aquilo que efetivamente, faz parte do seu corpo, quanto mais com um bebê no ventre que efetivamente é um ser humano distinto do corpo da mulher).

Apesar de tudo isso, como se tais argumentos fossem irrelevante, mesmo se apresentando todos esses fatos elencados, na maioria das discussões o que vemos não é a tentativa de refutação desses argumentos racionais, mas sim o velho chavão: " não me aborreça com suas crendices". O mais intrigante é que os defensores do "direito" ao aborto são os primeiros a mencionar o termo religião, na atitude patética de tentar descaracterizar e desqualificar a discussão intelectual que se faz necessária.
Livro: A Cristofobia no Século XXI ( Daniel Chagas Torres)
Via Fabiana Ribeiro.

sábado, 6 de julho de 2019

O ABORTO E O CLAMOR DE VIDAS QUE NÃO SABEM FALAR


Há alguns dias foi viralizado um vídeo mostrando a reação de várias mulheres exultantes, chorando, emocionadas pela aprovação da descriminalização do aborto na Irlanda. O caso tornou-se ainda mais estarrecedor, pelo fato da Irlanda ser um país, historicamente, de formação cristã. Contudo, contemplamos, estarrecidos, mulheres que naturalmente receberam de Deus o dom da concepção, contrariando a própria natureza, comemorando de forma assustadora o direito de abortar os próprios filhos, ainda no ventre.
O que poderia acontecer nos bastidores desse país de tradição cristã, de tal maneira que a descriminalização do aborto até a 12° semana de gestação, por qualquer motivo, foi aprovada por 66% da população no referendo do dia 25 de maio de 2018?
A Bíblia a muito revela que nos últimos tempos enfrentaríamos dias trabalhosos, em que os homens perderiam, dentre outras coisas, o afeto natural (2 Tm 3.3-13). Essa triste realidade tem sido testemunhada bem diante dos nossos olhos e o ocorrido na Irlanda é um claro exemplo deste tempo nebuloso, mencionado nas Escrituras Sagradas. Caso semelhante, ocorreu também no Brasil, uma vez que muitos levantam bandeiras pró-aborto, outros, imprudentemente, tem dado poder de decisão a indivíduos que apoiam, por exemplo, a ADPF 442, que se assemelha a decisão abortista na Irlanda. Neste desolador contexto, os legítimo cristãos, incansavelmente, denunciam a reprovável prática do aborto, pois estão embasados na revelação da Palavra de Deus . Infelizmente, vivemos em uma época tão relativista, que até mesmo alguns que professam a fé cristã, perderam a noção do que é certo e errado, uma vez que se apartaram da Palavra.
“Durante a maior parte da história ocidental, o consenso moral, foi em grande parte, animado pela tradição judaico-cristã. Mas depois do iluminismo, os intelectuais começaram a argumentar que, uma vez que Deus já não era necessário para explicar a criação, Ele já não era mais necessário para estabelecer leis morais" (COLSON;PEARCEY,2001,p.155).
Essa falta de um abalizador que norteie os homens resultou no desprezo da verdadeira lei moral proveniente de Deus, produzindo propagadores de influências negativas na formação da opinião pública. É exatamente isso que identificamos ao refletirmos sobre o caso ocorrido na Irlanda. A mentalidade da população foi, gradativamente, sendo alimentada por ideologias que foram mudando a opinião das pessoas, ao mesmo tempo em que também foram desprezados os princípios da Palavra de Deus.
Os promotores do aborto foram inserindo em seus discursos, a conta-gotas, ideias como a desumanização do feto, o empoderamento da mulher a luz do feminismo moderno, a conscientização da necessidade do aborto para famílias numerosas, ou, inevitavelmente em casos de estupro (como se não houvesse a possibilidade de abranger juridicamente programas de adoção), e ainda, discursar que a proibição das práticas arbortistas, acaba desencadeando procedimentos feitos de maneira clandestina.
Vale mencionar também que essas bandeiras tem forte influência do movimento eugenista, que há anos tem seguido sua agenda destrutiva, fundamentada em argumentos monstruosos como o de Margaret Stanger que diz: ”O controle de natalidade em si - muitas vezes denunciado como uma violação da lei natural – é nada mais nada menos do que a facilitação do processo de eliminar o inapto, de impedir o nascimento de defeituosos ou de quem vai se tornar um defeito”.

“O argumento pró- aborto se fundamenta sob a ótica de que o bebê é um intruso, um mero parasita que ameaça a autonomia da mãe. De acordo com essa perspectiva (pró- abortista), a mulher gravida é vista como um estado de ocupação. O único jeito de ela continuar a exercer seu interesse de integridade física, diz o argumento, é ser libertada por meio da eliminação e expulsão do invasor (https://michelleramos.wordpress.com/…/bebe-cura-para-as-ma…/ acesso em 28/11/18).
A prática do aborto é condenada veementemente pela Palavra de Deus que diz, enfaticamente: "Não matarás o inocente" (Êx 23.7), e a verdadeira ciência ja comprovou o fato de que a gestação não interrompida propicia saúde ao corpo da mãe, a curto, médio e longo prazo. Pois a importância de não se interromper a formação de uma vida no ventre, resulta, inclusive, em cura para a mãe, através das células benéficas do bebê. Ou seja, durante a gravidez, se a mãe sofrer danos em algum órgão, o bebê no útero, envia células-tronco para o reparar.
Um clamor silencioso:
“Diante do Salmo 139, nos é revelado com límpida clareza a formação do ser humano com identidade própria, formada e planejada sabiamente (v.13-16). A luz da Palavra de Deus é evidente que não podemos diferenciar entre vida em formação (pré-natal) e vida pós-natal. Quanto a isso Reifler menciona:" O feto possui espírito? Lucas relata que o feto de 6 meses que Isabel carregava( João Batista) estremeceu de alegria com a saudação de Maria, que tinha Jesus em seu ventre ( Lc 1.41). Aí está um ser com todas as potencialidades. Outro argumento neotestamentário que sustenta a validade e a inviolabilidade da vida embrionária é fornecido pelo médico Lucas ao afirmar que " Jesus será cheio do Espírito Santo, já do ventre" ou " já desde o ventre materno ( Lc 1.15)”. ( REIFLER,1992, p.135).

Elucidados por questões como essas, onde a Bíblia relata a formação do ser humano desde a concepção no ventre materno, não podemos tapar os ouvidos ao clamor silencioso de milhares e milhares de crianças que ao longo da história foram, estão sendo, ou ainda podem ser vitimadas por um dos crimes mais covardes que um ser humano pode cometer.
Podemos mais adiante mencionar relatos de médicos que detalham a triste condição das mulheres na hora do aborto, bem como o relato de psicólogos sobre os nocivos desdobramentos emocionais de mães que se deixaram levar pelos argumentos diabólicos de pessoas autônomas do temor a Deus, e tantos outros dolorosos exemplos. Porém nada, absolutamente nada é mais doloroso do que o clamor silencioso do sangue desses inocentes indefesos que, a luz da Palavra, sabemos, clamam a Deus desde a terra (Gn 4.10).

• Acrescido link do momento em que irlandesas ativistas receberam a notícia da aprovação do aborto:

Por Fabiana Ribeiro.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

A pretensa tentativa do feminismo em definir o que Deus já revelou em sua Palavra

Em nossos dias, pessoas que se dizem feministas se valem do discurso de que objetivam, unicamente, promover a dignidade das mulheres. Contudo, para tal proeza, essas ativistas advogam que cabe unicamente a mulher decidir sobre sua própria identidade e a partir daí, do alto de tal pretensão, pavimentar o caminho que trilhará na sociedade.
E assim, nesse modelo, tem sido regido o feminismo moderno, inspirado por mentalidades de filosofas feministas que ao longo dos anos tem fermentado os seus discursos, espalhando e cultivando sementes de descontentamento na mentalidade de uma considerável parcela das mulheres, desde a formação em tenra idade, despertando assim, sentimentos de indignação e falsos anseios. 
As Escrituras Sagradas não aceitam tal premissa, pois nos revela que somente Deus possui autoridade para definir a sua criação. Ele criou homens e mulheres (Gn 1.27) e prontamente ordenou suas distinções, e isso sem os subvalorizar. Os que se familiarizam com os princípios da Palavra sabem que Deus não tolera nenhum tipo de degradação e neste contexto, deve ser respeitado cada pormenor da criação, orientados desde o conceito que Ele deu a todas as coisas. Por exemplo:

"A pregação feminista da nossa época defende a ideia de que a feminilidade é um questão de condicionamento cultural. Muitas feministas argumentam que a única diferença importante entre homens e mulheres é a anatomia; porém o ensino de Gênesis é outro. Deus criou homem e mulher- nossos cromossomos estão presentes em todas as células do nosso corpo" (DEMOSS, 2012, p.26)
Esta verdade reflete em muitos aspectos, não se limitando ao simplismo que discursa o feminismo. Portanto, ninguém tem o direito de se colocar acima dos planos de Deus e conceituar como bem entender o que meticulosamente o Criador definiu ( Rm 11.33-36).
A pretensão do feminismo moderno em se colocar acima da revelação da Palavra em suas tentativas de promover a dignidade das mulheres com base no que filosofias humanas e antagônicas definem, sao afrontas a verdade de Deus. A Bíblia não da legalidade a nenhum tipo de degradação e abuso a mulheres e a qualquer outro individuo, bem como não dá autonomia para ninguém se colocar acima da revelação divina como bem entenderem. 
Sendo assim, faz-se necessário que os cristãos confrontem as pretensas definições do feminismos que são vociferadas na nossa sociedade e anunciar as verdades que Deus, a muito, revelou em sua sempiterna Palavra.

Por Fabiana Ribeiro.

Arbitrariedade com estudantes cristãos e parcialidade com grupos feminista e islâmico em Universidade Americana

Um grupo de estudantes cristãos afirma que a Universidade de Iowa atacou injustamente seus membros com base em suas crenças religiosas - e agora, novas informações que vêm à tona podem apoiar o caso do grupo, que se dirige ao tribunal federal.
A universidade está direcionando os líderes empresariais em Cristo sobre sua suposta violação da política de direitos humanos da escola . Mas uma revisão descobriu que 356 das 513 organizações estudantis da Universidade estão em desacordo com a política de direitos humanos, de acordo com o Cedar Rapids Gazette . 
Duas dessas organizações são nomeadas especificamente no processo da BLinC.

Por exemplo, o processo destaca a União Feminista da UI, que, segundo ela, exige apoio às práticas de aborto. O documento também nomeia a organização islâmica Imam Mahdi, que exige não apenas que os membros sejam muçulmanos xiitas, mas que eles "se abstenham de grandes pecados ... e se esforcem para evitar pecados menores". A homossexualidade é um pecado grave na fé islâmica. .
Há mais de um ano, o grupo de estudantes Business Leaders in Christ, ou BLinC, entrou com uma ação contra a Universidade de Iowa depois que a escola tentou desmembrar o grupo sobre seus critérios de associação, o que exigiu que os alunos vivessem aspectos da fé cristã. O BLinC está atualmente sendo representado pelo Becket Fund for Religious Liberty.
BLinC tem uma "declaração de fé" que todos os seus líderes são obrigados a assinar. A declaração inclui uma afirmação de que “a intenção de Deus para um relacionamento sexual é estar entre um marido e uma esposa no convênio vitalício do casamento. Todos os outros relacionamentos sexuais além disso estão fora do projeto de Deus e não estão de acordo com o plano original de Deus para a humanidade ”.

Miller relatou à Universidade de Iowa que lhe foi negada uma posição de liderança por causa de sua sexualidade. A BLinC sustenta que a questão era como Miller "declarou expressamente que rejeitava as crenças religiosas da BLinC e não as seguia". Na época dessa decisão, o presidente do clube estava convencido de que a Miller lhe foi negada uma posição de liderança "não porque era gay, mas porque ele não concordou com as visões biblicamente fundamentadas de BLinC sobre conduta sexual. ” 
Depois de ouvir a queixa de Miller, a Universidade de Iowa pediu à BLinC que alterasse sua constituição para ser mais inclusiva. Depois de recusar-se a fazê-lo, a universidade despojou o grupo de seu status de organização de estudantes registrados.

O argumento legal da universidade é que, como uma instituição do Estado, não pode hospedar ou apoiar organizações que ativamente exigem a adesão a quaisquer práticas religiosas específicas. Para ajudar a manter esse objetivo, a universidade exige que todos os grupos componham suas constituições para estar em sintonia com uma política de direitos humanos. Esta política determina que as organizações estejam abertas a todas as pessoas, independentemente da orientação sexual. 
Embora o julgamento oficial do júri para Líderes Empresariais em Cristo v. A Universidade de Iowa tenha sido agendado para o dia 4 de março ( ano 2019), os dois lados devem comparecer na quarta-feira em um tribunal federal, onde o studeOs advogados do grupo dizem que vão pressionar pela proteção permanente da BLinC, de acordo com um comunicado da empresa de advocacia Becket, sem fins lucrativos, que representa os estudantes.

A Reforma do Campus chegou a Kyle Apple, um estudante da Universidade de Iowa. A Apple disse que depois que o BLinC foi dissolvido, houve “muita reação de grupos de estudantes que sentiram que a universidade aplicou suas políticas de maneira discriminatória”. 
Na visão da Apple, "a universidade estava errada em remover os líderes empresariais em Cristo do campus", porque "obrigou arbitrariamente a organização a se envolver em um comportamento que ia contra suas crenças religiosas".
Como afirmado nos documentos judiciais da BLinC , “este caso envolve uma área de direito em rápido desenvolvimento e instável e certamente não é, como a Autora sugere, 'aberto e fechado'”. Em vez disso, este caso apresenta “a imensa importância constitucional”. pergunta perante o tribunal: qual pilar da nossa democracia prevalecerá quando as liberdades da Primeira Emenda entrarem em conflito com as leis dos direitos civis? ”

( fonte reproduzida através da fan page da apologista cristã Nancy Pearcey)
Oremos para que os trabalhos evangelísticos realizados por esse grupo de alunos cristãos, e outros semelhantes, não sejam paralisados por conta desses abusos discriminatórios.
Via Fabiana Ribeiro.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Jesus vai ao encontro de Mulheres para Restaura-las Física, Espiritual e Emocionalmente

Os Evangelhos relatam histórias e acontecimentos que revelam profundamente o caráter de Jesus.
Observamos que o Senhor em sua mensagem e atitudes foi, muitas vezes, de encontro aos costumes estabelecidos pela sociedade da época. Sua mensagem de restauração sempre redimia, e até hoje redime, pessoas com base no real valor delas diante de Deus.

No que se refere as mulheres, Ele as enobreceu, pois suas ações demostraram em tudo grande contraste com as culturas antigas que comumente degradavam suas mulheres. A história nos mostra, por exemplo, que muitos dos filósofos gregos, considerados as mentes mais brilhantes de sua época, ensinavam que as mulheres eram, por natureza, criaturas inferiores, agravando negativamente a opinião de muitos a respeito delas.
Jesus, por sua vez, com legitima autoridade, manifestou- se de uma maneira singular, quebrando tais paradigmas.

"O tratamento dispensado às mulheres por parte de Jesus não é apenas um perfeito exemplo de atitudes delicadas e respeitosas para com elas; é uma afirmação sútil de quem são as mulheres para Deus. Os evangelhos narram pelo menos 22 ocasiões de Jesus se relacionando pessoalmente com mulheres de idades, raças e situações variadas. Em seus ensinos, Jesus também se referiu a atividades femininas diárias, para ilustrar seus ensinos preciosos como, por exemplo, ao mencionar uma mulher organizando a casa (Lc 15.8-10), gravidez e amamentação (Mt 24.23).
Jesus não ignorou as mulheres, durante sua infância ele desfrutou da influência piedosa de Maria, cujo cântico de louvor a Deus está registrado em nossa Bíblia, demostrando a profundidade de sua compreensão do Antigo Testamento (Lc 1.46-56) ). É possível que ele tenha tido contato com seus parentes idosos, Isabel e seu marido Zacarias (Lc 1.39-45); A predição feita pela profetisa Ana, sobre o chamado de Jesus (Lc 2.36-38), provavelmente ecoava em seus ouvidos quando sua mãe repetia para ele . E vemos nos Evangelhos que depois de adulto, ele esteve disposto a ir contra muitas expectativas da sociedade para demonstrar quanto ele estimava as mulheres e como era digno de sua confiança.
Os autores dos evangelhos, relatam histórias diretas e francas do nítido respeito de Jesus pelas mulheres, contradizendo a cultura que as rodeava.

Jesus honrou as mulheres ministrando sobre elas. Ele marcou encontros com mulheres que se mostraram hesitantes em se aproximar dele.
É Jesus quem inicia o contato com a mulher samaritana a beira do poço, colocando-se numa situação de possível comprometimento, ao pedir água a essa mulher adúltera ( mal vista pela sociedade).
Ele para e procura conversar com uma mulher que fica no meio de uma multidão e é curada de uma hemorragia interna, e que certamente possuía também muitas feridas emocionais, pois vivia isolada devido a sua condição de enfermidade (Mc 5.24-34).
Procura Marta e Maria para conversar de modo particular e individual com cada uma delas após a morte de Lázaro, demonstrando sensibilidade diante da dor do luto que enfrentavam (Jo 11.19-44).
Jesus se encontra com mulheres de forma direta e pessoal para ensina-las e orientar sua fé".
(JONES, 2009, p.116, 120)

Por Fabiana Ribeiro.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

MISÓGINO? A MULHER EM ISRAEL

Por Paul Copan

Quando nós começamos a falar sobre o tratamento da mulher no Antigo Testamento, começa um pandemônio! As feministas acusam os escritores do Antigo Testamento de endossar todo o tipo de sexismo, patriarcalismo (estruturas socialmente opressivas favorecendo o homem sobre a mulher), e até mesmo misoginia (ódio de mulheres). Misógino é um dos adjetivos que Richard Dawkins usa para descrever o Deus do Antigo Testamento. 
Por que Sara se refere a seu esposo como “meu senhor” (Gênesis 18.12)? Por que as meninas hebraicas pertencem a “casa dos seus pais” (e.g. Lv. 22.13)? Por que uma mulher israelita permanece cerimonialmente imunda por somente 40 dias após dar a luz a um garoto, mas oitenta dias após dar a luz a uma menina (Lv. 12.2-5)? Por que a mulher não pode participar do sacerdócio em Israel? E sobre todas as concubinas? E sobre o casamento por meio do levirato? Por que Deus permite a poligamia? O Antigo Testamento não endossa o dote [preço da noiva] que somente reforça a ideia da mulher como uma propriedade?
Neste capítulo nós olharemos as igualdades fundamentais entre homem e mulher no Antigo Testamento e algumas passagens que alegadamente sugerem o contrário. Então, neste capítulo, revisaremos algumas passagens chaves ligadas à poligamia (múltiplas esposas) e concubinas tanto quanto as passagens relacionadas que os críticos comumente mencionam. [1]
Gênesis 1-2: O Ideal Original
No entanto, nós entendemos as leis levíticas e as narrativas do Antigo Testamento com respeito às mulheres, Gênesis 1-2 destaca para nós a visão ideal da mulher, que está longe de ser uma atitude caída, degradante ou distorcida. Deus criou macho e fêmea a sua imagem (Gn. 1.26-27). Eva é tomada da costela de Adão (Gn. 2.22), um quadro de igualdade e parceria, não de um superior sobre um inferior. O casamento é para ser uma parceria de iguais e o sexo (a união em uma só carne) é para ser desfrutado dentro de um casamento heterossexual seguro e vitalício (Gn. 2.24).
Embora Gênesis 1-2 enuncia o ideal de igualdade entre macho e fêmea, as leis com respeito à mulher em Israel tomam uma abordagem realista as estruturas humanas caídas no antigo Oriente Próximo. Na legislação de Israel, Deus faz duas coisas: (1) Ele trabalha dentro de uma sociedade patriarcal para apontar Israel como o melhor caminho; e (2) Ele provê muita proteção e controle contra os abusos direcionados às mulheres em, admitidamente, condições inferiores. Nós vemos exemplos de mulheres oprimidas no Antigo Testamento? Sim, e nós vemos muitos homens oprimidos também! Em outras palavras, nós não deveríamos considerar esses exemplos negativos, como apoio ou aval de opressão e abuso.
A igualdade da mulher – sob vários ângulos
Ler o Antigo Testamento revela duas características paralelas importantes: (1) estruturas sociais patriarcais nas famílias Israelitas ao lado de (2) a honra de mulheres como iguais, incluindo uma legião de proeminentes matriarcas e mulheres líderes em Israel.
Por um lado, os pais tinham responsabilidade legal por suas famílias (com freqüência chegando de 15 a 20 membros); isso incluía herança de família, posse de propriedade, arranjo de casamentos de filhos e filhas e ser o porta-voz da família em geral. Por exemplo, quando uma filha ou uma esposa fez um voto, tal promessa solene foi aprovada pelo pai/esposo como um referencial judicial na casa (Nm. 30). Isso representa mais do que somente uma proteção legal para a esposa ou a filha, não obstante. Ideias e atitudes sociais incorporadas são difíceis de morrer, especialmente em lugares como o Oriente Próximo antigo. Atitudes patriarcais foram mantidas fortemente no Oriente Próximo antigo – atitudes que estavam muito longe da linguagem de igualdade na criação. Gênesis 2.4 afirma que o homem deixe seus pais e se “una” a sua esposa como uma parceira igual (NRSV). Mas a queda afetou profundamente os relacionamentos humanos. Como resultado, Sarah seguiu o costume do antigo Oriente Próximo de chamar seu esposo de “Senhor [‘adon]” (Gn. 18.12). Ela deu sua serva Hagar a Abraão para gerar um filho (Gn. 16.3), uma prática comum no antigo Oriente Próximo. Mais tarde, o Rei Abimeleque “tomou” Sarah como sua esposa (Gn. 20.2-3). E quando Sarah deu a luz a Isaque, ela “deu um filho a Abraão” (Gn. 21.2-3).
Por outro lado essas atitudes patriarcais incorporadas distorceram as muitas fortes afirmações bíblicas da dignidade e igualdade feminina. Mães/esposas mereceram honra igual ao dos maridos/pais, e fortes matriarcas tanto ajudaram a conduzir Israel, quanto exerceram influência dentro de suas famílias. Sim, o marido era o referencial legal para a família israelita, mas nós não deveríamos automaticamente assumir que a mulher considerava isso uma disposição opressiva. De fato, esposas em muitos casamentos no Antigo Testamento foram, para todos os propósitos práticos, iguais e igualmente influentes em seus casamentos e ainda além (e.g. Pv. 31).
De fato, muitas passagens falam de proteção e cuidado por aqueles que, com frequência, as pessoas se aproveitam delas, especialmente viúvas ou mulheres divorciadas. Deus está preocupado com a justiça, com as viúvas e a outros vulneráveis, tais como os órfãos e os desconhecidos não israelitas ou estrangeiros. Deus advertiu severamente os pretensos opressores que Ele está do lado dos fracos e indefesos (Ex. 22.22; Dt. 10.18; 14.29; 24.17,19; etc.).
Agora, as feministas disputariam a declaração que as mulheres/esposas israelitas foram consideradas iguais em personalidade e dignidade aos homens/maridos. Vamos abordar esse ponto. Sim, estruturas patriarcais influenciaram fortemente a mentalidade da sociedade israelita. Ainda, nós vemos afirmações inegáveis de igualdade no Antigo Testamento a partir de perspectivas teológicas, históricas e legais. 
Teológicas: igualdade feminina é presumida nas seguintes passagens (ênfase adicionada):
“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gênesis 1:27

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Gênesis 2:24
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”. Êxodo 20:12 (c.f. 21.15; Dt. 5.16; 21.18-21; 27.16).
“Cada um temerá a sua mãe e a seu pai, ... Eu sou o Senhor vosso Deus”. Levítico 19:3 (c.f. 20.9).
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe”; Provérbios 6:20
“Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor”. Provérbios 18:22
“O que aflige o seu pai, ou manda embora sua mãe, é filho que traz vergonha e desonra”. Provérbios 19:26
“Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer”. Provérbios 23:22
“Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou”. Provérbios 23:25
“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu;”. Cânticos 6:3
Quando se trata de Gênesis 2.18, onde a esposa de Adão é chamada uma “ajudadora [’Ezer]”, nós devemos lembrar que, ao invés de sugerir inferioridade, a mesma palavra é usada para Deus em todo lugar na Escritura (Sl. 10.14; 30.10; 54.4). Nós listaríamos mais passagens sobre esses aspectos teológicos, mas você já pegou a ideia. 
Históricas: O Antigo Testamento está cheio de ponderosas matriarcas que foram altamente valorizadas e exerceram grande influência. O testemunho dos autores do Antigo Testamento revelam uma perspectiva que dificilmente pode ser chamada de misógina. Considere a seguinte lista para os iniciantes: Sara, Hagar, Rebeca, Raquel, Lea e Tamar (todas em Gênesis); as parteiras hebraicas Sifrá e Puá (Ex. 1); as princesas Egípcias (Ex. 2); Miriam e as sete filhas de Jetro, incluindo Zípora, esposa de Moisés (Ex. 2. 4, 15); as filhas de Zelofeade (Nm. 27); Débora, Rute, Noemi, Abigail e Bateseba (Jz. 4-5; Rt. 1-4; I Sm. 25; I Rs. 1-2); e não vamos esquecer a excelente mulher de Provérbios 31. Essas mulheres fortes se adiantaram e exerceram influência com os melhores homens.
Legais: As leis morais e cerimoniais de Israel presumiram que as mulheres eram não somente iguais, mas também repartiam responsabilidade moral com os homens. Um autor escreve que o sistema de lei dos rituais de impureza de Israel é “bastante equilibrado em seu tratamento com o gênero”.[2] Alguns podem usar subterfúgios com a impureza cerimonial da menstruação que obviamente afeta a mulher e não o homem. Mas, como veremos, o homem tem as suas próprias questões! E as leis de purificação também são endereçadas a eles (e.g., Lv. 15.16-18, 32; 22.4; Dt. 23.10).
Os aspectos morais – não somente os cerimoniais – da lei levítica que tratam o incesto e o adultério (e.g., Lv. 18,20) são aplicados aos homens e mulheres sem distinção. De fato, aquelas declarações de que cometer adultério com a esposa do próximo era uma “ofensa contra a propriedade” em Israel estão incorretas. Ambos, homens e mulheres podiam ser colocados à morte por adultério, mas, ao contrário do Código de Hamurábi, a lei do Antigo Testamento nunca requer a pena de morte por ofensa contra a propriedade.[3]
Textos que (alegadamente) promovem a inferioridade feminina
Agora, é hora de olhar aquelas passagens potencialmente embaraçosas que menosprezam as mulheres.
O Julgamento do Ciúme: Números 5
Vamos sumarizar o tema desse texto. Se um homem suspeitou que sua esposa adulterou, ele a traria diante do Sacerdote para a acusar. Nesse caso, duas ou três testemunhas não estavam disponíveis (Dt. 17.6-7); a única “testemunha” era a suspeição do marido que sua esposa o traiu. Críticos acusam que essa seria uma prova terrível: o abdômen da mulher traidora iria inchar e sua coxa iria murchar depois de beber a “água da amargura”. Os críticos levantam a questão, “por que a mulher não poderia trazer seu esposo diante do Sacerdote se ela suspeitasse que ele fosse culpado de adultério?”
Como se vê, os críticos escolheram um texto pobre para ilustrar a opressão da mulher. Por um lado, considere o contexto que nos dá toda a razão para pensar que essa lei era aplicada ao homem também. Antes e depois dessa passagem, a legislação diz respeito a ambos, homens e mulheres: “Israelitas” (Nm. 5.2 NVI), “homem ou mulher” (Nm. 5.6), “um homem ou uma mulher” (Nm. 6.2). Não era somente prerrogativa do marido chamar esse tribunal especial; a esposa podia também.
Segundo, essa corte sacerdotal era arranjada na verdade para proteção e defesa da mulher, não para humilhá-las diante dos maridos ciumentos ou turbas preconceituosas. A lei protegia a mulher da ira do marido violento ou do tratamento arbitrário do divórcio, para se livrar de sua esposa levianamente.[4] E se acontecia da mulher ser culpada, então, ela tinha toda a razão de ficar aterrorizada por um sinal sobrenatural afetando o seu corpo. De fato, como as mortes de Ananias e Safira na igreja primitiva (Atos 5), os Israelitas tinha uma advertência preocupante com respeito a atitude de Deus concernente o adultério. 
Alguns críticos têm comparado esse evento com “O Rio da Provação” praticado nas culturas antigas do Oriente Próximo (Babilônia, Assíria, Suméria). Como isso funcionava? Quando a evidência criminal era inconclusiva, o acusado era jogado dentro de um poço de betume – isto é, um petróleo natural, piche comumente usado como um selante e adesivo e como argamassa para tijolos. Na Suméria, esse “rio” de piche era a morada da identidade de deus (que significa “rio”). Às vezes esses “puladores” ou “mergulhadores” que foram “dentro de deus” foram envolvidos pelo liquido e seus fumos tóxicos; a maioria sobrevivia (eles foram “cuspidos” pelo rio de deus), mas ainda era um pesadelo a suportar. Se alguém era subjugado pelo “rio”, ele era culpado, desde que sua morte era o “julgamento” do rio de deus. Se ele sobrevivesse, ele era inocente e o acusador era culpado de fazer falsas acusações.[5]
Ainda que exista uma grande diferença entre esta “prova” e Números 5, a prova do rio era o tratamento geral para evidência criminal inconclusiva em todos os sentidos. No entanto, na lei Mosaica, a acusação não seria estabelecida a menos que duas ou três testemunhas estivessem disponíveis; do contrário, o lado acusador não tinha um fato – fim da história. (No julgamento singular de ciúmes em Números 5, embora as testemunhas não estivessem disponíveis, é compreensível que algumas pistas podem alertar um marido ou uma esposa a algo suspeito que esteja acontecendo com o cônjuge – comportamento estranho, reações irracionais, freando-se em suores súbitos, ou simplesmente, a crença do marido de que ele não estava envolvido na concepção de um filho na sua esposa). 
Segundo, se o acusado não pudesse nadar e sair do piche, ele pareceria culpado mesmo se ele fosse inocente! Não é assim, se uma esposa Israelita (ou marido) fosse falsamente acusada. Um sinal revelador sobrenatural era providenciado para provar a culpa. Terceiro, a prova do rio assumia a culpa até que a inocência fosse provada; no tribunal do ciúme, a corte assumia a inocência, a menos que o culpado fosse exposto por um milagre divinamente revelado.
Impureza no nascimento: Levítico 12.1-8
Alguns declaram que esta passagem implica em inferioridade feminina: a mulher é impura cerimonialmente por 40 dias (7+33 dias) após dar a luz a um garoto, porém 80 dias (14+66 dias) após dar a luz a uma garota. Certamente, isso revela um status social inferior para as mulheres.
Novamente, não tão rápido! Várias explicações sensíveis foram propostas. Alguns estudiosos argumentam que mais dias para a fêmea, na verdade indica um tipo de proteção das fêmeas ao invés de sinal de inferioridade. Outros sugerem que o motivo pode ser preservar a singularidade religiosa de Israel em oposição à religião Canaanita, em que as fêmeas estavam envolvidas nos ritos sexuais religiosos em seus templos. 
Em geral, a longa separação da mãe Judaica do tabernáculo (ou templo) após dar a luz a uma menina, produziu uma declaração teológica e ética. No politeísmo do antigo Oriente Próximo, a forte ênfase era sobre os ritos de fertilidade, prostituição cúltica e a dramatização do nascimento de deuses e divindades. A distância entre o evento do nascimento e a adoração no templo – especialmente com bebês meninas – era cuidadosamente mantida.
Outra explicação plausível enfoca a fonte natural de impureza – a saber, o fluxo de sangue. O verso 5 se refere à razão: por causa do “sangue de sua purificação”. A experiência vaginal da mãe com a hemorragia no nascimento. Ainda, tal hemorragia vaginal é comum nas meninas recém nascidas também, devido à retirada do estrogênio da mãe quando a bebê sai do ventre da mãe. Então nós temos duas fontes de impureza ritual com o nascimento de uma menina, mas somente uma com o nascimento de um menino.
Note também que quando o tempo da purificação é terminado, se “por um filho ou uma filha”, a mãe tem que trazer a oferta idêntica (seja um cordeiro, pombo ou uma rola); isto é uma oferta de purificação (12. 6) – não tecnicamente uma oferta de pecado – e seu propósito é retirar a impureza ritual (não moral).[6]
O casamento pelo Levirato: Deuteronômio 25. 5-10
Se um homem morrer sem um filho para continuar o nome da família, então, seu irmão solteiro poderá se casar com a viúva a fim de manter o nome da família. Legalmente, o primeiro filho nascido dessa união era oficialmente o filho do marido morto. Desde que o primeiro marido estivesse morto, isso não era considerado incesto (relações sexuais com um parente). O termo levirato vem da palavra latina para “irmão do marido” ou “cunhado”, levir. Esta legislação soa completamente estranha aos ouvidos modernos e certamente reflete o pano de fundo patriarcal. Uma prática similar era conduzida pelos hititas. Suas leis declaravam que se um homem tivesse uma esposa e morresse, seu irmão deve tomar a viúva como esposa.[7]
Enquanto o casamento por meio do levirato era uma disposição admitidamente patriarcal, nós devemos manter certas coisas em mente. Primeiro, se a viúva casar com o irmão do marido morto, isso ajudaria a manter a propriedade da viúva (que ela pode ter trazido ao casamento) dentro da família. Casando fora da família significa correr o risco de perder os bens.[8] Segundo, embora o homem pudesse recusar isso era desencorajado. E se ele recusar a consentir, a própria viúva poderia exercer seu papel e seus direitos na vergonhosa “cerimônia da sandália”. Então, a viúva tinha certa vantagem natural nesse acordo. 
É instrutivo colocar esse cenário do levirato próximo da história das filhas de Zelofeade (Nm. 27.1-11). No antigo Oriente Próximo, existiam as leis patriarcais de primogenitura – o direito do primogênito de receber propriedade e herdar a liderança da família do pai. Deuteronômio 21.17 revela que isso significa uma dupla porção para o primogênito sobre seus irmãos. Ainda, a primogenitura é sutilmente anulada em vários pontos do Antigo Testamento. Embora a legislação Mosaica operasse dentro das estruturas patriarcais do antigo Oriente Próximo, o Antigo Testamento revela certo dinamismo e abertura a mudanças. As filhas do falecido sem filhos, Zelofeade, apelaram a Moisés com respeito às leis de herança que favoreciam os homens. A luz das circunstâncias particulares das mulheres, Moisés colocou esse assunto diante de Deus e os apelos das filhas foram garantidos. 
Quando humanos procuram mudar estruturas sociais a luz de uma visão moral mais profunda e uma determinação para se mover em direção ao ideal, nós testemunhamos uma adaptação das estruturas do antigo Oriente Próximo. Mesmo mais cedo, no Antigo Testamento, várias narrativas atacam sutilmente o acordo da primogenitura; o jovem regularmente substitui o mais velho: Abel sobre Caim, Isaac sobre Ismael, Jacó sobre Esaú, José/Judá sobre Rubem.[9] Esta amostragem bíblica revela uma ética revolucionária e mais democrática; embora não ideal isso é uma melhora drástica sobre outras leis antigas do Oriente Próximo.[10]
A esposa do seu próximo: Êxodo 20. 17
“Não cobiçarás” é o décimo mandamento. Ele proíbe desejar o que legitimamente pertence a outro. O que incluía nessa proibição? A casa do próximo, esposa, servos machos ou fêmeas, gado, jumento, e “nada que pertence ao seu próximo”. Os críticos se queixam que a esposa é desfavoravelmente e inapropriadamente vista como uma propriedade – na mesma categoria da casa, gado ou jumento do seu próximo!
Um grande problema: somente alguns mandamentos antes (Ex. 20.12), os filhos são comandados a dar a sua mãe honra igual a do pai. A mãe era para ter autoridade igual sobre seus filhos (confira a sequência de versos citados antes neste capítulo). Outro grande problema: a mulher em Israel não era item comercializável como casas, bois e jumentos. Um fato ainda mais revelador é que em outras culturas no antigo Oriente Próximo, a mãe estava com freqüência sob o controle do filho.[11] Ainda, as leis Mosaicas apresentam um impressionante contraste a este respeito. Levítico 19. 3 comanda o filho reverenciar a mãe e o pai juntos – e a mãe é até mesmo listada primeiro.
Nenhuma sacerdotisa feminina?
Porque a mulher não podia participar no sacerdócio? Porque era restrito apenas aos homens? Muitos críticos têm algo contra esse clube religioso masculino exclusivo. Mas se você pensar sobre isso, a maioria dos israelitas homens foram excluídos também! Os sacerdotes tinham que ser da tribo de Levi e da linhagem de Arão; também, os homens não israelitas não eram permitidos ser sacerdotes. 
Mas não é como se pensava do Antigo Testamento, que colocava automaticamente as mulheres e o sacerdócio em categorias opostas. A Bíblia fala abundantemente sobre sacerdotes mulheres. Lá atrás, no Gênesis, a própria Eva teve uma função sacerdotal no jardim do Éden; estudiosos bíblicos vêem esse local como um santuário que prefigurava o tabernáculo (cf. Gn. 2.12). Ambos, Adão e Eva realizaram obrigações sacerdotais de adoração e serviço a Deus que andaria e conversaria com eles (Gn. 2.15; 3.8).
Mais tarde, o sacerdócio foi estendido à nação inteira de Israel – homens e mulheres. Deus desejou que todos os israelitas se aproximassem dele como um “Reino de Sacerdotes” (Ex. 19.6). No entanto, eles recusaram subir a montanha; então, Moisés foi no lugar deles (20.19,21). Como resultado, um sacerdócio masculino oficial foi formado para funcionar dentro da estrutura do tabernáculo/templo.[12]
Então, ter sacerdotisas não é inerentemente problemático e não bíblico. De fato, o Novo Testamento reafirma isso: com a morte e ressurreição de Jesus, um novo Israel – a igreja – foi criada; ela é um sacerdócio santo e um reino de sacerdotes que oferecem sacrifícios espirituais a Deus (I Pedro 2.5, 9; Ap. 1.6; 5.10; 20.6).
Porque então nenhuma mulher no templo/tabernáculo no Antigo Testamento? A razão é esta: prevenir a contaminação da adoração pura em Israel. Nas religiões do antigo Oriente próximo, os próprios deuses (e divindades) participavam em atos de sexo grotesco. Eles estavam envolvidos em incesto (e.g., Baal com a sua irmã Anat). Eles participavam em bestialidade (e.g., Baal tendo sexo com uma novilha que deu a luz a um filho). E eles estavam envolvidos em seduções e orgias sexuais. E tudo isso sem um pingo de condenação![13]
As religiões do antigo Oriente Próximo incluíam comumente rituais do culto a fertilidade, adoração às deusas e sacerdotisas (que servia como a esposa de deus). Prostitutas do templo existiam em abundância e a imoralidade sexual era conduzida em nome da religião. Ter sexo com a sacerdotisa significava união com a divindade que a pessoa adorava. De fato, sexo com a prostituta do templo induziria Baal e sua consorte Aserá a ter sexo no céu, que em retorno resultaria em fertilidade em tudo a volta – mais filhos, mais gado, mais colheita. O sexo era deificado em Canaã e em outras culturas no antigo Oriente Próximo. O adultério era uma coisa boa tanto quanto o sexo era “religioso”.[14] Se nós nos tornamos no que nós adoramos, então não é surpreendente que a religião e a sociedade Canaanita se corromperam pelo “sexo sagrado”. Portanto, a prostituição cultual, tanto masculina quanto feminina, foi proibida (cf. Gn. 38.15, 22-30; Dt. 23. 18-19; também Oséias 4.14). Não era para Israel imitar as nações cujas deidades estavam envolvidas em imoralidade sexual.
Essas religiões eram tolerantes? Sim, de todas as formas erradas! Dos deuses para baixo, todos os tipos de desvios sexuais eram tolerados, mas em detrimento da sociedade e da família. De fato, muitos códigos legais no antigo Oriente Próximo permitiam atividades que minavam a integridade e a estabilidade da família. Por exemplo, os homens eram permitidos se envolver em relacionamentos adúlteros com escravas e prostitutas. As leis de Lipit-Ishtar da baixa mesopotâmia (1930 a.C.) garantiram a prática da prostituição.[15] Na lei Hitita (1650-1500 a.C.), está escrito “se um pai e um filho dormir com a mesma mulher escrava ou prostituta, isso não é uma ofensa”.[16] Como por um lado, a lei Hitita até mesmo permitia a bestialidade: “Se um homem tem relações sexuais ou com um cavalo ou com uma mula, isso não é uma ofensa”.[17]
A lei de Moisés procurou prevenir os Israelitas de glorificar o adultério (ou pior) em nome da devoção religiosa. Mantendo um sacerdócio todo masculino ajudou a criar esse tipo de religião distintiva tanto quanto preservou a santidade do casamento. Isso não era um golpe contra a mulher. Isso era uma forma de preservar a pureza religiosa e a santificação do sexo dentro do casamento.
Mantenha em mente que em Israel, os sacerdotes carregavam três tipos de obrigações:
1. Ensino, jurídico, administrativo;
2. Profético (e.g., discernindo a vontade de Deus por meio do lançamento de sorte, conhecido como o Urim e o Tumim);
3. Cúltico (cerimônias religiosas/rituais).

No Israel do Antigo Testamento, mulheres como Miriam (Ex. 15.20), Débora (Jz. 4-5, especialmente 4.4) e Hulda (2 Reis 22.14) realizaram as duas primeiras funções como professoras, juízas e profetizas. A terceira área era proibida as mulheres – e a maioria dos outros homens. De fato, até mesmo os reis de Israel não podiam conduzir várias obrigações no culto (2 Cr. 26.16-21). Então, enquanto o patriarcalismo foi incorporado nas atitudes dos Israelitas, isso não era o que o que preservava a mulher de ser sacerdotisa; isso era um assunto da identidade religiosa de Israel e do bem estar moral.
Nós poderíamos cobrir mais território do que esse, mas estamos esperançosos que estas respostas aos argumentos dos críticos ajudem a colocar essas passagens no contexto – e colocar essa disputa para repousar um pouco.

Tradução: Walson Sales
Fonte: 
COPAN, Paul. Is God a Moral Monster? Making sense of The Old Testament God. Grand Rapids, MI: Baker Books, 2011, pp. 101-109
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Notas

[1] Muito do material desse capítulo é tomado do livro de Richard M. Davidson, Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (Peabody, MA: Hendrickson, 2007).
[2] Jonathan Klawans, Impurity and Sin in Ancient Judaism (New York: Oxford University Press, 2000), 39.
[3] Daniel I.Block, “Marriage and Family in Ancient Israel”, in Marriage and Family in the Biblical World, ed. Ken M. Campbell (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2003), 63.
[4] John Goldingay, Old Testament Theology: Israel’s Life, Vol. 3 (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2009), 376.
[5] D. Hollander and M. Schwartz, “Annealing, Distilling, Recheating, and Recycling: Bitumen Processing in the Ancient Near East”, Paléorient 26, n. 2 (2000): 83-91; and Wolfgang Heimpel, ed., Letters to the King of Mari: A New Translation, with Historical Introduction, Notes and Comentary (Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2003), 272-75.
[6] Davidson, Flame of Yahweh, 327.
[7] Hittite Laws §193. Um belo sumário sobre os crimes as punições relacionados às mulheres é Elisabeth Meier Tetlow, Women, Crime, and Punishment in Ancient Law and Society, Vol. 1, The Ancient Near East (New York: Continuum, 2004).
[8] J. G. McComville, Deuteronomy, Apollos Old Testament Commentary (Doeners Grove, IL: InterVarsity, 2002), 369.
[9] Robin Parry, Old Testament Story and Christian Ethics: The Rape of Dinah as a Case Study (Bletchley, UK: Paternoster, 2004), 68.
[10] Gordon McComville, “Old Testament Laws and Canonical Intentionality, 1992), 51-59.
[11] Davidson, Flame of Yahweh, 250.
[12] John Sailhamer, The Pentateuch as Narrative (Grand Rapids: Zondervan, 1992), 51-59.
[13] Entre os Hititas, bestialidade com certos animais tornavam uma pessoa apenas ritualmente impura. Veja Westbrook, History of Ancient Near Eastern Law, 1.648-49.
[14] Veja Douglas K. Stuart, Exodus, New American Commentary 2 (Nashville: B & H Publishing, 2008), 450-54; and Clay Jones, “Why We Don’t Hate Sin so We Don’t Understand What Happened to the Canaanites: An Addendun to ‘Divine Genocide’ Arguments”, Philosophia Christi n.s. 11 (2009): 53-72.
[15] Laws of Lipit-Ishtar §§27, 30.
[16] Hittite Laws §194.
[17] Hittite Laws § 200a. Estranhamente, a lei Hitita não permitia relações sexuais com uma vaca ou ovelha, porco ou cachorro (§§187-88, 199).
Texto publicado no CACP.
Livro publicado pela Editora Sal Cultural.