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domingo, 12 de janeiro de 2020

O LADO MISTICO E OCULTO DA MAÇONARIA

POR LEONARDO MELO.

INTRODUÇÃO

É fato que o homem é um ser espiritual. O homem foi criado por Deus com alguns propósitos e dentre esses propósitos está o de render adoração e louvor ao Criador do universo. O Senhor colocou no âmago da alma humana essa inclinação para render tributos a divindade. O ser humano é o único que de maneira consciente presta culto a divindade, ao Eterno, O Deus dos hebreus e da Igreja Cristã. E por ter esta capacidade de adorar ao Criador do universo é que o homem se diferencia dos animais irracionais, cf. Gn. 4.4, 12.7-8; Sl. 9.1-2, Sl. 8; Sl. 25.1-3; II Cr. 7.14; Rm. 12.1-2;  I Ts. 5.23,ss.

Porém, quando o homem pecou, essa inclinação para a adoração ao único Deus foi transfigurada, alterada e agora por causa da influência do pecado, este começa a cultuar a criação e também é inclinado a adorar aquilo que é desconhecido, o oculto, assim como, os seres angelicais, que a semelhança de Lúcifer foram expulsos e excluídos da presença majestosa de Deus. Esses anjos caídos, transformam-se em demônios e Lucífer passa a se chamar Satanás ou diabo, dentre outras denominações para ele e ao ser lançado sobre a terra, começa a influenciar o homem, cf. Lc. 10.18; Ap. 12.9, 12-13; Gn. 3.1,4-5,13-15; I Sm. 28.7,ss

Em meio a essa alienação entre o homem e o seu Deus, esta autonomia que o homem avoca para sí, vão surgindo na história da humanidade as adorações aos demônios, surgem as idolatrias, surge o egocentrismo, enfim aparecem toda a espécie de culto a falsos deuses, ao próprio satanás, as práticas filosóficas-religiosas..., e assim foram criados os grandes sistemas religiosos e suas religiões. É nesse mosaico religioso que surge também a maçonaria, com seus rituais místicos e símbolos religiosos que vieram das religiões egípcia, mesopotâmica, pérsia e grega, que a influenciaram decisivamente na composição doutrinária-filosófica do seu sistema religioso. Há um caldo místico na maçonaria, isto é, a maçonaria é influenciada pela mitologia grega, pela religião de mistérios da Grécia antiga e Pérsia, pela Teosofia, Teologia, Astrologia e a metafísica, culto a Mitra, o orfismo, os mistérios de Eléusis, enfim, seus ritos, iniciações e cultos tem íntimas ligações com as trevas e satanás. É Razoável afirmar que todo forma de culto que não for dirigida ao Deus que criou os céus e a terra e enviou seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós pecadores é paganismo,  está influenciada por preceitos humanos, satanicos e doutrinas de demônios e não há nessas religiões a presença de Deus. A adoração e o culto verdadeiro só deve ser prestada ao Senhor e Criador do universo, O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e ao nosso Yeshua Mãsîah, cf. Dt. 6.4-9, 15.37-41; Is. 45. 15, 21-22;  Jo. 14.6; I Tm. 2.4-5, ss. Não se constitui pretensão nossa a partir deste artigo esgotar o tema, mas trazer a luz os rituais praticados na Maçonaria e seu elo com os diversos sistemas religiosos pagãos.

AS ORIGENS MÍSTICA E OCULTA DA MAÇONARIA.

Se considerarmos que o misticismo ou espiritualidade conduz o homem a atitudes ou práticas cujo objetivo fim é ter uma comunhão com a divindade, é penetrar no oculto, naquilo que é invisível aos olhos materiais, e que para se alcançar este estágio é necessário se acercar de algumas ações e práticas que quando ofertadas ao deus que está se cultuando é divinizada e incrementada pela influência espiritual de quem se estar invocando, seja através de rituais, rezas, cânticos, mantras, adoração a símbolos, sacríficios  de animais, oferendas, enfim, se prepara toda uma atmosfera para  realizar-se a prática religiosa. É essa influência espiritual no homem que o conduz a adoração. Embora que os adeptos da Maçonaria não afirme ser ela uma religião ou uma ordem mística, todavia, em seus rituais secretos eles utilizam elementos de diversas civilizações antigas ligados a seus sistemas religiosos e filosóficos.

A influencia do misticismo e do ocultismo na maçonaria é uma realidade inquestionável, por mais que eles afirmem não serem uma religião, todavia, todo ritual em seus cultos secretos são de caráter religiosos influenciados por diversas religiões.

Na visão de (CASTELLLANI. 2011. Pg. 1), “O misticismo representa uma tendência á busca do absoluto, com o qual o místico pretende fazer a fusão total, unindo-se a ele moralmente, através dos símbolos e alegorias. Ele nasce do esforço que faz o homem, para absorver e assimilar a realidade absoluta ou divina a qual está em íntima relação com as coisas do universo”. Ainda, segundo o autor supra: “Para atingir essa finalidade, é criado um complexo sistema especulativo que procura compreender os atributos divinos, buscando a união íntima como o criador e a concretização do Um Absoluto, ou do Ente supremo e onipotente”.

É exatamente o que ocorre nas lojas maçônicas durante seus cultos secretos, há  toda uma observância de rituais afim de se atingir a mais perfeita comunhão com a divindade. Na realidade, a maçonaria é influenciada e foi moldada pelo ocultismo, esoterismo, de forma  hermética que ao longo do tempo moldaram os ensinamentos e valores maçônicos. Segundo (STAVISH. 2011. Pg. 33), maçom ativo  na Grande Loja da Pensilvânia, membro de grau 32:  “A Maçonaria se define como um sistema peculiar de moralidade velado por alegorias e ilustrados por símbolos”, como tal, a Maçonaria ‘torna melhores os homens bons”.

Contudo, percebemos nos membros, quando estes se reúnem nas lojas que há todo um ritual cultista que nos leva a crer que a maçonaria é uma religião, embora que os iniciados neguem peremptoriamente. Porém, como afirma (PAPUS. 2011. pg. 70) “Outrora, repetia-se ao iniciado a história de Osíris, sua dilaceração, sua reconstituição por Ísis; e as danças simbólicas dos iniciadores revelavam os mistérios que a palavra era incapaz de traduzir”. Porventura, não é isto um culto prestado durante uma cerimônia maçônica, onde (Osíris e Ísis são deuses da mitologia do antigo Egito e Osíris era o deus dos mortos)?

As iniciações maçônicas são verdadeiros rituais religiosos, isto é,  cultos ofertados a diferentes divindades, por exemplo, o iniciado que pleitear  o grau de mestre(3º grau) ele precisa fazer o seguinte rito: “Outrora o iniciado nos mistérios de Osíris aprendia, além da existência de forças misteriosas que vos revelou o grau de companheiros, a possibilidade para o homem viver uma vida diferente da vida física. Ensinava-lhe que a entrada e a saída da existência terrena são guardadas pelo terrível mistério da morte.  Para exprimir simbolicamente esse mistério, o iniciado era envolvido em faixas e colocado num ataúde; ao seu redor  se ouviam cantos tristes e majestosos, e depois ele renascia. Era-lhe revelada  uma luz nova, e seu cérebro, dinamizado pelo vencimento do terror da morte, abria-se a idéias mais nobres, a devotamentos mais sublimes”, (PAPUS. 2011. Pg. 70). Não há como negar que  nesta iniciação estar se ofertando um culto aos mortos, uma tradição egípcia, onde  a deusa Osíris era invocada.

“Por estar repleta de mitos, crendices, e lendas, aceita-se que  o culto maçônico teve sua origem normatizada por volta do ano de 24 de junho de 1717, onde quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram e deram origem á Grande Loja Maçônica da Inglaterra, cujos líderes maçônicos foram James Anderson (presbiteriano) e John Desagulliers (Hugenote), porém, há alguns eruditos maçons que defendem que a maçonaria iniciou-se com Salomão logo após a criação do Templo, e que é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidos na Idade Média, segundo” (SOARES. 2014. PG. 346), todavia, há alguns que também vinculam a origem da maçonaria a influência da Ordem dos Templários e da Fraternidade Rosa-Cruz. Atualmente, a Maçonaria é denominada atualmente de Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria.

Segundo, 
(ANKERBERG & WELDON. 1999. Pg. 11) “A Maçonaria, também conhecida como Pedreiros-Livres ou ‘A Loja’, é uma ordem poderosa, secular, fraternal, que conforme as autoridades maçônicas começou em princípios do século XVIII, e  origInou á fundação da  primeira Grande Loja Maçônica, em Londres , em 1717.

Citando Joaquim 
Gervásio de Figueiredo, em seu Dicionário de Maçonaria, 2005. Pg.3-4, ele afirma: “No entanto, no tocante á idade cronológica,, há uma nítida diferença entre as religiões e a Maçonaria: é que, se ás  primeiras é possível determinar-se a época e até o dia do seu nascimento, o mesmo não acontece com a segunda. Quanto mais se investiga a origem da tradição maçônica, tanto mais ela recua no tempo e se perde nas dobras dos séculos, pois há profundas pegadas suas em países antiquíssimos, como a Índia, Egito, Pérsia, Assíria, Babilônia, Roma, Grécia... A Franco-Maçonaria possui a tradição ancestral mais antiga do que o supõem os próprios maçons [...] Abidos, a primeira sede da religião de Osíris, foi também a primeira grande loja dos ritos secretos daquela religião; isto é, dos Mistérios, os progenitores da primitiva  Franco-Maçonaria, [...] ainda hoje os maçons conservam alguns restos dessas antigas instituições(dos mistérios) , cujas raízes remontam ao Egito”.

Analisando as evidências supra, não há como fugir da realidade religiosa e demoníaca da Maçonaria. Seus rituais falam por sí. Principalmente quando você se torna um membro da loja e começa a ser iniciado, conforme veremos no resumo dos Graus Maçônicos, de acordo com (PAPUS. 2011. Pg. 50):
1. Graus Simbólicos: 1º ao 3º - História Sintética dos homens.

2. Graus Históricos: 4º ao 22º - Construção do Templo de Jerusalém, cativeiro, libertação, queda de Jerusalém e destruição do Templo, O Cristianismo (18º) e a Nova Jerusalém.

3. Graus Templários: 13º-14º, 231º e 30º - Tribunal secreto. Cavaleiros e Templários.

4. Graus Herméticos: 22º á 33º. Primeiras provas do adepto; o adepto entra em contato com a serpente astral; desdobramentos; o adepto triunfa sobre a serpente e se eleva ao plano divino; o triunfo hermético. Reintegração e retorno consciente ao plano físico.

Ademais, o lado oculista da Maçonaria, inclui uma simbologia que são observadas por eles com reverência e respeito, quais sejam: O Esquadro. O compasso, o Nível, o Prumo, o Malho, a Pentagrama, as colunas, a Cinzel, o Sol, a Espada, a letra G, O Avental e o Delta Luminoso, todos eles com motivos ocultos e cada um com um significado.

A Teologia Maçônica é um emaranhado de variadas crenças e deuses, eles exigem que os seus seguidores acreditem em um Ser Supremo, segundo (SOARES. 2014. Pg. 355) “Embora não  procurem identificar seu ‘deus’, dá a ele um nome: G.A.D.U., Grande Arquiteto do Universo, nome pelo qual a Maçonaria designa Alá. Logos, Osíris, Brahma, Buda, etc. e por não ser identificável, o deus maçônico pode ser abraçado por qualquer religião”.

Toda essa evolução do iniciado como se percebeu anteriormente, consoante os diversos graus maçônicos é dada, conforme ele vai avançando e esse envolvimento ou iniciação está previsto pela constituição maçônica, publicada em 1723 por James Anderson, sendo ainda hoje um documento universalmente  aceito como base de todas as lojas maçônicas”, segundo (SOARES. 2014. Pg.346).

Enfim, concluímos, segundo o exposto, e de maneira inequívoca, que a Maçonaria com toda a influência que ela exerce na sociedade em suas diversas áreas, sejam elas: social, política, religiosa, educacional, econômica, cultural, artística, militar, arquitetura, etc, com sua ajuda fraternal, porém, ela não pode ser destituída de sua religiosidade e comprometimento com as trevas. Embora seus componentes façam uso de diversos trechos da Bíblia Sagrada não  os isentam, contudo do seu compromisso com satanás. Como citado anteriormente, a Maçonaria é um mosaico religioso e sincrético, onde a espiritualidade de várias religiões e seus ritos são absorvidos em seus rituais secretos e fazem parte do seu desdobramento religioso. Ainda, segundo Soares, “A Maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos, mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios”.

A Bíblia Sagrada ensina, que só devemos prestar culto ao Deus que criou os céus e a terra, O Único Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e que enviou seu Filho Unigênito para doar sua vida por nós , terríveis pecadores, o único que é digno de ser exaltado, glorificado e adorado, fora desse contexto, qualquer outro tipo de culto se constitui idolatria, paganismo e culto ao adversário e seus demônios, cf. Êx. 20.3-6, 12-13; Dt. 6.4-9, 32.39; I Sm. 2.2; I Rs. 8.60; Is. 43.11, 45.5-6, 21-22,  46.9;  Os. 13.4; Rm.11.36; I Co.10.31-32; Jo. 10.14-15, 14.6; Cl. 1. 12-23; Gl.6.14, ss. Afirmamos rigorosamente que a Maçonaria não tem nada a ver com o Deus da  Bíblia e os cultos ofertados ao Senhor do Universo e Criador de todas as coisas e ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.

FONTE.

1. ANKERBERG, John & WELDON, John. Os Fatos sobre A Maçonaria. A Maçonaria entra em conflito com a fé cristã? Rio G. do Sul. Editora: Obra Missionária Chamada da Meia-noite. 1ª edição.  1999. 81 pg.

2. CASTELLANI, José. As Origens Históricas e Ocultas da Mística Maçônica. S. Paulo. Ed.; Landmark. 2ª edição. 2011. 158 pg.

3. SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã. Defendendo os Fundamentos da autêntica fé Bíblica. R. de Janeiro. CPAD. 7ª Reimpressão. 2014. 380 pg.

4. STAVISH, Mark. As Origens Ocultas da Maçonaria. Rituais, Símbolos e História de uma Sociedade Secreta. Trad.: Gilson C. Cardoso de Souza. S. Paulo. Ed. Biblioteca Maçônica Pensamento. 2011. 247 pg.

5. ENCAUSSE,
Dr. Gérard(Papus). O que deve saber um Mestre Maçom. Trad.; J. Gervásio de Figueiredo. S. Paulo. Ed. Biblioteca Maçônica Pensamento. 2011. 98 pg.

6. FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Seus Mistérios. seus ritos. sua filosofia. sua história. S. Paulo. Ed. Pensamento. 2005. 550 pg.