Por Leonardo Melo.
Somos seres espirituais, inclinados a adoração ao Deus verdadeiro, porém com a queda do homem, cf. Gn. 3.11-13,16-19; Is. 59.1-2; Rm. 3.23, 11.32; Gl.3.22 ss, o sentido da verdadeira adoração foi maculado, estereotipado, e assim os homens começaram a oferecer cultos estranhos, a divindades estranhas, que não ao Deus que criou o universo. Essa influência nefasta advinda do adversário quanto ao sentido da verdadeira adoração contaminou o homem de uma maneira esmagadora, implacável que não só separou o homem do seu criador, mas também o lançou definitivamente as trevas, e o conduziu a um tipo de adoração que exalta e enaltece as trevas, com um leque de ritos, celebrações ocultistas, esotéricas e misteriosas.
Dentre essas liturgias influenciadas pelas trevas, temos de maneira singular percebido o surgimento de inúmeras falsas religiões e movimentos filosófico-religiosos que promovem uma falsa adoração e tem desencaminhado o ser humano para longe do seu Criador, e este de maneira natural tem se deixado levar pela sedução daqueles que servem a satanás, pois, nosso adversário sabe como o futuro atrai o ser humano, como ele é tentado a descobrir o que lhe espera o amanhã, portanto, partindo deste enfoque inicial, é que podemos compreender porque o Movimento Nova Era, de forma sutil tem ganhado espaço na sociedade e no coração do homem, pois, este movimento é extremamente sincrético, e influenciado por diversas correntes religiosas e filosóficas, tais como gnose, Religiões orientais, espiritismo, estes baseado em doutrinas esotéricas, além de também ser influenciada por várias formas de ocultismos: clarividência, astrologia, hipnose, yoga, meditação transcendental, ufologia, visualização e pensamento positivo, saúde holística.
“o relativismo da filosofia New Age é o grande responsável por essa miscelânea religiosa. O movimento considera não haver uma verdade absoluta, pois, cada indivíduo tem a sua própria verdade. A partir dai tudo passa a ser válido e cada indivíduo acredita no que quer e como quer. Então diante desse mosaico religioso que cobre os adeptos da Nova Era, podemos afirmar que ela é um movimento Filosófico-Religioso, e enquanto movimento Filosófico-Religioso, ela abriga em sí uma infinidade de seitas, ordens esotéricas, escolas místicas, então podemos concluir que a Nova Era possui um sistema doutrinário , muito bem definido que é o esotérico”, (ANDRÉ.1998. pg. 55,57).
Segundo (ANKERBERG & WELDON.1999. pg. 34) a visão sobre Deus que o Mov. Nova Era defende é que: “Deus é impessoal e é um e o mesmo que o universo. Tecnicamente, muitos adeptos do Mov. Nova Era acreditam no panteísmo. No Cristianismo, Deus é o criador pessoal, separado e distinto, que está acima da sua criação; na Nova Era, o homem é apenas uma parte de um Deus impessoal, desse modo, o homem compartilha da essência da natureza de Deus”.
O conceito sobre Deus é o eixo central de todo o corpo doutrinário esotérico. Todas as demais doutrinas baseiam-se nessa noção. Ela não compreende Deus como um ser pessoal, alguém que possui uma identidade própria, detentor de atributos pessoais. Mas, conceitua a divindade como uma energia da qual todas as coisas existentes são derivadas.
“A doutrina NEW AGE do homem-deus é o ápice da mentira satânica de que o homem pode ser Deus, cf. Gn.3.5; o veneno diabólico está se espalhando cada vez mais no organismo da humanidade, intoxicando-a com o pecado, fazendo-a perder a razão e conduzindo-a para destruição”, (ANDRÉ. 1998. Pg. 98). Enfim, o conceito de divindade para os seguidores do Mov. Nova Era é derivado do panteísmo e do hinduísmo, onde Deus é tudo e tudo é DEUS, ” e é nesse caldeirão filosófico-religioso que a Nova Era constitui sua cosmovisão acerca de Deus, pois, segundo o panteísmo, Deus é tudo em todos, então Deus permeia, abrange, e se encontra em todas as coisas”, doutrina esta recepcionada pelo Movimento”, (GEISLER. 2017.pg. 687)
Contrário a visão panteísta do Mov. Nova Era, aprendemos pela Bíblia que Deus é um ser que criou todas as coisas, é pessoal, relacional, amoroso, santo, imutável, infinito, dentre outras virtudes, cf. cap. 1 e 2 de Gênesis; Êx. 3.6,14; 25.22; Jo. 1.1,14; 4.22-24; 14.9; Is. 43.10-13; 44. 6-9; Sl. 55.19; Ml. 3.6; Hb. 13.8; Tg. 1.17; I Rs. 8.27; I Tm. 6.15-16; I Jo.4.8 ss. É razoável mencionar que a Bíblia rejeita essa visão panteísta do Mov. N. Era e de que Jesus era apenas um mestre iluminado ou um espírito-guia.
“Embora a Nova Era não possua fundador nem data de fundação, pode-se dizer que tudo começou com o surgimento da Sociedade Teosófica em Nova York, em 1875 pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Alice Bailey, que viveu entre (1880-1949), foi quem estabeleceu o cerne doutrinário do Movimento Nova Era, e ela é reconhecida como sua sumo sacerdotisa. Uma das crenças centrais da Teosofia é que todas as religiões tem verdades comuns, as quais transcendem todas as diferenças. Outra doutrina que se destaca é que na Teosofia há a crença na existência de mestres, os quais seriam seres espirituais ou homens especialmente favorecidos pelo destino e que haviam evoluído mais do que os demais, ou sejam, haviam se tornados em seres iluminados”, (MARTINS.2015. pg.112).
Em oposição á Bíblia, a teosofia de Sra. Blavatsky, Alice Balley e Henry S. Olcott está impregnada da doutrina espírita com seu animismo, e da influência budista, que serve como um dos pilares doutrinário do Movimento Nova Era, com suas várias correntes religiosas que formam esse movimento sincrético. “Os ensinamentos teosofistas afirmam que há vários “mahtmas” ou” mestres” que são exemplos de reencarnações altamente desenvolvidas e que habitam em um espaço nos extremos distantes do Tibete-Índia, e essas teorias fazem parte do cerne doutrinário do Mov. Nova Era”. Em última análise, o conceito de céu dos teosofistas se harmoniza como o Nirvana do Budismo”, que faz parte do conjunto doutrinal do Movimento. . (MARTIN. 1993.Pg.61).
Os cristãos sinceros crêem na infalibilidade da Palavra de Deus e como sendo a Palavra inspirada pelo próprio Deus através do Espírito Santo, na sua perenidade, na sua autoridade, cf. Dt.28.58; Ap. 22.18-19; II Pe.1.21, ss e que portanto rejeitamos os ensinos da Nova Era e suas crendices, com seu sistema Filosófico-Religioso confuso e inspirado pelas trevas, cf. Sl. 119. 128, 130, 140,169; Mt. 24.35; II Tm. 3.15-17; Hb. 4.12;I Pe. 1.19-25; II Pe. 1.18-21.
“Na propagação da sua Pseudo-Teologia, este Movimento crer:
1. No panteísmo e no hinduísmo, onde Deus é apenas uma energia universal de onde derivam todas as coisas, ás vezes denominadas por eles de Absolute; como adeptos do panteísmo, então o homem é Deus, que é a evolução máxima da expressão divina, a Sra. Helena P. Blavatsky afirma a idéia do home-Deus;
2. Lúcifer. Para eles é um ser superior a todos os outros em evolução, e chegam ao absurdo de afirmar que ele não é maligno, como prova seu nome “ anjo de Luz”, e que na hierarquia cósmica está acima de Jesus Cristo, o Filho de Deus, terrível engodo;
3. Em relação a Pessoa de Jesus Cristo, os aquarianos creem que Cristo é um nível evolutivo que qualquer um pode alcançar e que está potencialmente dentro de cada ser existente”.
4. Salvação. Os adeptos da seita ensinam que o homem pode salvar-se a sí mesmo, e a luz da doutrina da reencarnação, segundo seu súditos, o homem sofre uma transmigração da alma, a semelhança da crença hindu, e nas reencarnações sucessivas o homem ao atingir um determinado nível de perfeição ele é dissolvido no nirvana e a sua existência pessoal é extinta, sendo dessa forma absorvido por Deus.
5. Avatar. Os líderes do Movimento ensinam que surgirá no mundo, um novo Messias, denominado de Avatar, o qual estabelecerá ordem no mundo e a paz. Dentre alguns nomes sugeridos pela Nova Era está o Maitreya e o Saint German, e eles acreditam que esse personagem, “Avatar” irá unificar o mundo através do estabelecimento de um Governo único, mundial.
“O Movimento também apregoa baseado na astrologia, que os ciclos divinos, as evoluções, são desenvolvidos através de períodos ou eras, e que hoje estamos vivendo sob a era de aquários, assim como, seus líderes são conhecidos como” bruxos” ou “magos” e são considerados mais evoluídos do que o ser humano comum e são dotados de poderes especiais que alcançaram através de um processo evolutivo, isto é , sucessivas reencarnações. A despeito de ser um Movimento Místico, ligado intrinsicamente a doutrina espírita e hinduísta e demais variantes religiosas dentro do esoterismo e ocultismo, eles possuem uma simbologia que os identifica, tais como, o Arco-íris, a Lagarta, a Borboleta, o Yin e o Yang, o Urano, a Fita entrelaçada, a Pirâmide, o Pentagrama, e o Pé de Galinha ou Cruz de Nero, todos com motivos ocultistas, usados em rituais de magia negra e são utilizados como sinal de blasfêmias nos cultos secretos”, (MARTINS.2015. pg. 118-125).
Ante a síntese explanada, e sendo referencial Teológico-doutrinário e religioso a Sacrossanta Palavra de Deus, claramente entendemos que o Movimento Nova Era é de origem satânica, e com seu engodo tem atraídos á muitos.
Frontalmente suas doutrinas vão de encontro daquilo que O Eterno estabeleceu para o homem como norma cúltica, desde o Gênesis, com os patriarcas e todas as liturgias prescritas na Lei Mosaica, na Torá, onde o sentido de adoração e culto a Deus tem sua expressão máxima, e os demais servos do Deus Altíssimo; pois, hoje nós ofertamos a verdadeira adoração emanando do nosso espírito em comunhão com Deus através de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cf. Jo. 4.23-24.
Tudo que o Movimento Nova Era propaga é justamente o oposto do que a Bíblia Sagrada ensina, e percebemos claramente que é uma forma de seus adeptos desafiarem á Deus, afrontá-lo, pois nos seus ensinos exaltam a pessoa de Lúcifer, a ponto de ensinarem que ele, é maior que Jeus, porém a Bíblia ensina que ele (Lúcifer) é inimigo de Deus e dos homens, e como está escrito na Palavra de Deus, cf. . cf. Is.14.13-14; Ez.28.14-18; Jo.8.44; “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes condenai-as”, Ef. 5.11. E consciente ou não, estão dando passos largos em direção as trevas se não se arrependerem dos seus caminhos abomináveis, cf. I Co.6.10; Gl.5.19-21; . Ef. 2.2, 5.5; Fl. 3.18 Jd. 4, 8, 10-13, 15-19; Ap. 9.20-21; 21.8; 22.15 ss.
Amém!