POR LEONARDO MELO
INTRODUÇÃO.
A presença de opositores a Deus e a sua obra remonta a antiguidade. O principal opositor a Deus e a sua obra chama-se Satanás. Esta oposição vem se acentuando século após séculos. O apóstolo Paulo já mencionava essa operação maligna na construção de fortalezas e conselhos na mente dos homens, II Co. 10.4-6, e na carta aos Tessalonicenses ele afirma que há uma força do mau, maligna atuando sobre a terra e as regiões celestiais, Ef. 6.12, e Paulo afirma categoricamente que o mistério da injustiça estar em operação na terra há algum tempo, II Ts. 2.7a.
Então, é esse espírito maligno, do erro que influencia a mente e o coração das pessoas afim de que rejeitem as obras de Cristo. Essa ação que vem das trevas e tem participação decisiva na vida de muitos líderes eclesiástico. Tanto as heresias quanto a apostasia vem de uma mente eivada e influenciada pela soberba, prepotência dos homens e atuação direta das trevas, afim de privar o homem das verdades estabelecidas por Deus na Bíblia Sagrada. Essa operação do erro é antiga e vem influenciando pessoas e vidas desde a era apostólica. A Igreja sempre teve que conviver e combater contra as heresias e os apóstatas que iam surgindo ao longo da existência da Igreja. Um dos ataques principais do adversário é atingir a Jesus Cristo, principalmente tentando desfazer da sua autoridade divina. O inimigo nunca suportou ouvir que Jesus é o próprio Deus. Em sua luta desvairada ele influenciou inúmeras denominações pseuda-evangélicas, como temos as Testemunhas de Jeová. As T.J. não creem na divindade de Cristo, e em seus ensinamentos e credo, não tributam a Jesus sua divindade, sua realeza devida a só e somente só a Ele.
O Espírito anticristão presente nas literaturas das Testemunhas de Jeová.
Uma das grandes doutrinas bíblicas é a divindade de Jesus, o ser Trinitário de Deus, dentre outros argumentos doutrinários. A crença em um ser Triúno é que faz com que os protestantes se afastem de alguns segmentos religiosos que simplesmente negam a existência do ser Triúno de Deus, consequentemente, negam Jesus, ou o Espírito Santo como pessoa participantes de uma mesma substância [ομοούσιος], palavra de origem grega utilizada pelo Diácono Atanásio para explicar a consubstancialidade de Cristo em uma relação de pericorese, Destarte, a formulação da pericorese para fundamentar o ser Triúno de Deus foi desenvolvida para justamente justificar que Deus, Jesus e o Espírito Santo são três pessoas distintas, porém, envolvidas em uma mesma substância ou consubstanciada, indissolúveis. Os três possuem uma realidade concreta.
Foi com o padre capadócio, Gregório de Nissa, que surge a concepção pericoética ou intratrinitária que Deus possui. Agostinho de Hipona, assim como, Ricardo de São Victor se debruçam sobre o tema e ampliam o entendimento acerca da pericorese divina. Enfim, os padres capadócios da era pós apostólica da Igreja, e outros gigantes da fé já defendiam o ser Triunitário de Deus, porém, é no primeiro Concílio de Nicéia [Concílio Cristológico] que o tema vem a debate e após várias seções e exposições sobre o tema, há o reconhecimento por parte dos bispos da Igreja que Jesus é o próprio Deus, é da mesma substância.
Nos textos abaixo, perceberemos claramente a posição doutrinária dos russelitas quanto a pessoa e obra de Cristo. As Testemunhas de Jeová negam peremptoriamente que Jesus seja Deus: “Outrossim, o fato de o Pai, o Filho e o espírito santo estarem presentes na ocasião do batismo de Jesus, de serem mencionados na comissão que Jesus deu a seus seguidores, quanto a ir fazer discípulos de todas as nações e por Paulo numa das suas bênçãos finais não pode, por nenhuma forma de imaginação, ser usado como argumento de que, os três, têm de ser pessoas coiguais em glória, essência e eternidade, como argumentam quase invariavelmente os trinitários”. Esta afirmação acerca do ser Triuno de Deus estar no site oficial da seita: https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1961681/ e w62 15/3 pp. 165-168/O que ensina a Bíblia acerca da divindade de Cristo[acesso em 10/03/2022. As 1715h].
No mesmo site, o articulista vai afirmar: “Se Jesus Cristo tivesse ‘sido tanto’ Deus como homem ao mesmo tempo; seria necessário ele orar a Deus pedindo ajuda, como o fez repetidas vezes? Então, observem que os T. J. apresentam uma dificuldade enorme para distinguir quando Jesus estar em seu corpo humano, agindo como homem mortal e quando a divindade opera neste mesmo corpo com ações sobrenaturais deixando transparecer que é o próprio Deus que estar operando.
O apóstolo João em sua primeira epístola afirma: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus” “E todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne, não é de Deus: mas, este é o espírito do anticristo, que já ouvistes que há de vir , e eis que estar já no mundo, I João 4.2-3. Ainda em sua segunda epístola, 7, João categoricamente vai afirmar: ”Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne, Este tal é o enganador e o anticristo”.
Se analisarmos esses textos de I Jo. 4.2-3; II Jo. 7, exegeticamente, contextualizando-o sem vícios, nem forçando a sua interpretação, veremos que todo aquele que nega que Jesus veio em carne, mas também sendo o próprio Deus, é o anticristo. O prefixo grego “anti”, no texto citado tem o sentido de alguém que se opõem a obra de Cristo ou a seu nome, não o reconhece como Messias. A questão das T.J. é que eles adulteraram a Bíblia Sagrada e os textos que lhes foram convenientes mudarem, eles o vez. Principalmente no Evangelho de Jesus escrito por João. Mudam palavras chaves afim de desconstruir a pessoa de Jesus como tendo a mesma substância do Pai e do Espírito Santo.
Na verdade, a linha teológica adotada pelos teólogos da seita russelita é a mesma do antigo bispo egípcio, Ário, que também afirmava que Jesus não era Deus nem consubstanciado com Ele: “O arianismo foi uma visão cristológica sustentada pelos seguidores de Ário, presbítero cristão dda cidade de Alexandria, nos primeiros tempos da Igreja primitiva que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus, que os igualasse, fazendo do Cristo pré-existente e criado, embora a primeira e mais excelsa de todas, que encarnara em Jesus.
Jesus então, seria subordinado ao Deus Pai, sendo Ele [Jesus] não o próprio Deus-Pai. Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio Pai. Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou, na obra "The Arian Controversy": "O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério"1 O Arianismo foi a mais terrível heresia que a Igreja teve de enfrentar no decorrer dos séculos, porque abalou as próprias bases da fé, falseou o sentido mais profundo da mensagem evangélica e atacou o próprio mistério de Cristo”, o não ser divino, ou da própria substância do Pai.
É exatamente essa mesma concepção doutrinária que ó bispo Ário tem de Cristo, que as T.J. defendem e seguem, tornando-os, assim arianista.
CONCLUSÃO.
As Testemunhas de Jeová seguem com seu engano doutrinário disseminando suas falácias e mentiras sobre a pessoa bendita de Jesus. Eles se aproximam com seu monoteísmo do henoteísmo, pois afirmam ser Jesus um deus poderoso, mas não o Deus Todo-Poderoso, Adonay, enfim, a organização ensinam e doutrinam seus seguidores a terem uma visão distorcida e herética sobre a pessoa de Jesus Cristo, e dessa maneira não reconhecendo a divindade de Cristo, eles terminam servindo a dois deuses.
O apóstolo Paulo ao escrever a sua carta á Igreja na Galácia, afirma: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. “Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema, Gálatas 1.8-9.
É por esse posicionamento doutrinário errado em relação a Cristo, desconstruindo a sua divindade, apoiada em uma falácia doutrinária construída pelo bispo Ário que as T. J. seguem, que elas são classificadas como um sistema religioso herético. Afora outras doutrinas que eles ensinam que são igualmente heréticas.
Jesus Cristo em seus ensinamentos aos discípulos e a sua Igreja em todas as épocas, nos alertou acerca de falsos doutores, mestres e pastores que iriam surgir ao longo dos séculos, ensinando em seu nome, usando a própria Bíblia Sagrada, porém de forma errada. Os sinóticos trazem essas advertências, assim como o apóstolo Paulo e Pedro, Judas também nos trazem sérias advertências sobre esses falsos doutores e seus ensinamentos heréticos: Mt. 24.11; Mc. 13.22-23; Lc. 21.8; I Tm. 4,1-2; II Tm. 3.1-9; II Pe. 2.1-3; Jd. 4, 10-13, 15-19, ss.
Enfim, o cristão precisa estar atento nestes dias finais acerca do que é ministrado como Palavra de Deus. Precisamos ouvir os conselhos de Jesus, que afirmou que nos últimos dias muitos usariam o seu nome, afirmariam ser o próprio Cristo e enganaria a muitos, precisamos estar vigilantes; Paulo nos diz para permanecermos firmes naquilo que fomos ensinados e não nos deixar levar por todo o vento de doutrina e Judas ensina-nos a batalhar pela fé que uma vez nos foi dada.