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quinta-feira, 16 de junho de 2022

J. P. Moreland - O Que Eu Aprendi com Dallas Willard (1935-2013)

  

Eu amei Dallas Willard.  Ele foi como um pai para mim. Eu vou sentir terrivelmente sua falta. Entre aqueles que mais me influenciaram,  ele se destaca como um carvalho gigante no meio de mudas. No caso de Dallas, todas as coisas que estão sendo ditas para elogiá-lo são realmente verdadeiras. Perdemos um general de cinco estrelas no exército de Deus. O mundo não é o que era quando ele estava entre nós.

 

Dallas era um homem com uma inteligência tremenda, profunda e penetrante. Ele foi primeiro um cristão e depois um filósofo. Com ele aprendi como fazer metafísica e como pensar metafisicamente. Ele me ensinou a fazer distinções quando eu estava esboçando categorias. Ele foi um comprometido dualista, e nunca se cansou de defender a existência de e falar sobre o florescimento da alma (encarnada). Ele me ensinou a ser uma particularista, um fundacionalista e um realista direto na epistemologia. E ninguém sabia mais do que Dallas sobre a história da ética, especialmente nos últimos 150 anos. Ele será lembrado mais por seus escritos sobre a formação espiritual, mas o homem era também um filósofo acadêmico de primeira linha.

 

Seus escritos espirituais não são apenas profundos no conteúdo, mas também têm uma textura ou tom pelo que precisamente expressa a vida de Dallas. Ele viveu e praticou o que escreveu, e havia uma Presença em, ao redor e através de sua presença.

 

Não posso começar a compartilhar todas as lembranças que tenho dele, mas vou citar duas, uma no início do nosso relacionamento e uma no final. Em 1983, quando eu era um estudante de doutorado na USC, um estudante de filosofia de graduação chamado Joe veio até mim e perguntou se eu era religioso. Assegurei-lhe que eu não era, mas que era, na verdade, um seguidor de Jesus de Nazaré. Ele ficou surpreso e me perguntou se eu achava que Jesus poderia chegar a uma pessoa. Eu não tinha ideia do que ele queria dizer e, como um bom filósofo, fingi que devolvi-lhe uma pergunta! “De onde você tirou essa ideia?”, perguntei. Bem, ele disse que naquela manhã tinha estado no escritório de Dallas e Dallas o levou a Cristo, e Dallas tinha-lhe dito que quando ele orasse a Jesus, Jesus viria até ele e o ouviria. Em uma típica atitude willardiana, Dallas tinha colocado uma verdade em termos que ninguém jamais pensou, e a maneira de falar teve o impacto pretendido no Joe e em mim.

 

Minha memória seguinte foi uma conversa por telefone com Dallas três dias antes dele falecer. Ele estava lúcido, de bom humor, mas tão fraco que mal podia projetar sua voz pelo telefone. Ele sabia que estava morrendo. Eu disse a ele que eu queria tomar um minuto para celebrar a sua vida e lembrá-lo do impacto para o Reino que ele tinha tido. Bem, sendo a pessoa humilde que era, Dallas não quis isso. Eu disse que ele teria que me ouvir, quisesse ou não, e ele respondeu que tomaria o elogio como da parte do Senhor, e eu enchi seus ouvidos com seu maravilhoso legado. Ele fechou a nossa conversa por comentar sobre “que futuro glorioso todos nós temos no Reino”, e foi assim que o homem se aproximou de sua morte.

 

*Após reflexão, Dallas Willard me desafiou, e ainda me desafia, a terminar a minha vida aqui bem e ter uma morte vitoriosa. Por favor, juntem-se a mim nesse compromisso.

 

Fonte:  http://www.jpmoreland.com/2013/05/09/what-i-learned-from-dallas-willard-1935-2013/

 

Tradução: Emerson de Oliveira

 

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Viajando com Wesley

  

Philip Yancey

 

Uma recente viagem a Inglaterra me mostrou valiosas compreensões sobre a riqueza.

 

Fiz uma viagem de dez dias pela Grã-Bretanha para promover um livro recente. Para minhas leituras matinais, levei comigo o “Diário”, de John Wesley, do incansável evangelista. Em algumas manhãs, eu li a jornada de Wesley a uma cidade como Bristol ou Dudley, que eu iria visitar naquela mesma tarde. Nossa, que diferença!

Eu viajava em um carro confortável e falava para uma audiência amigável em eventos pagos. John Wesley viajava a cavalo, debaixo de chuva e neve, falava quatro ou cinco vezes por dia para grandes audiências em locais abertos e enfrentava oponentes que frequentemente o recebiam com palavras profanas e pedras.

Terminei de ler o diário de Wesley, impressionado com sua resistência física, seu estilo de vida austero e sua dedicação absoluta aos grupos de crentes espalhados por toda a Grã-Bretanha. Mas não pude deixar de perceber a falta de apreciação que Wesley tinha pelas belezas e riquezas culturais que abundam nessa nação.

Ao notar um lindo jardim de flores, ele rapidamente falou: “O que pode encantar sempre, senão o conhecimento e o amor de Deus?” Visitando uma das grandes casas históricas da Inglaterra, notou: “Não demorará muito para que esta casa, sim, e toda a terra sejam queimados!” E depois de se maravilhar com os talentos de um organista cego, acrescentou: “Mas de que adianta ser melhor em tudo isso, se ainda estiver ‘sem o Deus do mundo?’”

Nem mesmo o British Museum deixou nele uma boa impressão. Diante de uma coleção extraordinária, Wesley escreveu: “Mas que explicação um homem dará ao juiz dos vivos e dos mortos por uma vida gasta colecionando todas essas coisas?”

Resumindo, Wesley via a graça comum da beleza e da cultura com uma atitude que se aproximava do desdém. Mais de uma vez escrevi nas margens do livro: “Relaxa, John”! (Só que pelos padrões dos ascetas que viviam em cima de postes e comiam apenas pão e água, John Wesley era um esteta [um apreciador das coisas belas da vida].)

Pouco antes, eu tinha lido a penetrante parábola de Anthony de Mello sobre um grupo de pessoas viajando por um glorioso interior em um ônibus com cortinas cobrindo todas as janelas. Focadas no destino, perderam todas as maravilhas do lado de fora e ficaram brigando pelos melhores bancos.

Um dos maiores desafios como cristãos é organizar nossos desejos, de modo a manter equilíbrio apropriado entre nossos interesses por este mundo e pelo próximo. Como gostar desta vida com as dádivas da arte, da beleza, da música e do amor e, ao mesmo tempo, servir os pobres e guardar tesouros para o reino que virá?

A Igreja não está sozinha nessa luta para encontrar um equilíbrio. Em outros lugares, o hinduísmo, o islamismo e o budismo, como todas as religiões, têm seitas que matam de fome e torturam os corpos para alcançar mérito. Entretanto, aqueles que não têm nenhum interesse pela vida futura não são bons em organizar seus desejos (como o demonstram os milhões que lutam contra os vícios).

De maneira alguma quero depreciar John Wesley, que demonstrou o compromisso radical necessário para mudar o mundo. Ele viajou 650 quilômetros em transporte precário e pregou uns 40 mil sermões, acendendo o fogo do reavivamento na Europa e nos Estados Unidos, fogo que queimou por séculos. Ele literalmente pegou a ordem de Jesus de “não guardar para si os tesouros da terra”.

Wesley, certa vez, falou sobre o perigo da riqueza: “Temo que onde a riqueza aumentar, a essência da religião cairá na mesma proporção. Assim, de forma natural, não vejo como um reavivamento da religião possa continuar por muito tempo. Porque a religião deve produzir, ao mesmo tempo, esforço e frugalidade, que não produzem riqueza. Ao mesmo tempo em que a riqueza aumenta, aumentam também o orgulho, a raiva e o amor pelas coisas do mundo”.

Bebericando um chá, certa tarde, com um próspero líder cristão em uma amável igreja inglesa, aprendi que, se a tendência atual continuar, não haverá mais metodistas na Inglaterra em 30 anos. Meus pensamentos se voltaram para meu próprio país, o mais rico do mundo, e, ainda, pelo menos até agora, um dos mais religiosos. O que os historiadores aprenderão sobre a Igreja americana atual daqui a 200 anos?

Uma citação de G. K. Chesterton veio à minha mente: “É sempre simples cair: há uma infinidade de ângulos para se cair, mas apenas um para se levantar”.

 

Tradução de Rachel Vieira Belo de Azevedo

Publicado na Revista Enfoque, Edição 79 – FEV/008

 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

A vida e história do verdadeiro servo e mártir de Deus, William Tyndale


Devemos agora passar à história do bom mártir de Deus William Tyndale, que foi um instrumento espécie designado pelo Senhor, e como vara de Deus para sacudir as raízes interiores e os fundamentos dos soberbos prelados papais, de maneira que o grande príncipe das trevas, com seus ímpios esbirros, tendo uma especial inquina contra ele, não deixou nada sem remover para poder capturá-lo a traição e com falsidade, e derramar sua vida maliciosamente, como se verá pela história que aqui damos do sucedido. 

William Tyndale, um fiel ministro de Cristo, nasceu perto da fronteira com Cales, e foi criado desde menino na universidade de Oxford, onde, por sua longa estância, cresceu tanto no conhecimento das línguas e de outras artes liberais, como especialmente no conhecimento das Escrituras, as que sua mente estava especialmente adicta; e isto a ponto tal que ele, encontrando-se então no Magdalen Hall, lia em privado a certos estudantes e membros Deus Magdalen College algumas partes de sua teologia, instruindo-os no conhecimento e na verdade das Escrituras. Correspondendo-se sua forma de viver e conversação com as mesmas até ponto tal, que todos os que o conheciam o consideravam como um homem das mais virtuosas inclinações e de uma vida irrepreensível. 

Assim que foi crescendo mais e mais em seu conhecimento na Universidade de Oxford, e acumulando graus acadêmicos, vendo sua oportunidade, passou dali à Universidade de Cambridge, onde também permaneceu um certo tempo. Tendo agora amadurecido adicionalmente no conhecimento da Palavra de Deus, deixando aquela universidade foi a um tal Mestre Welch, um cavalheiro de Gloucestershire, e ali trabalhou como tutor de seus filhos, estando no favor de seu senhor. Como este cavalheiro mantinha em sua mesa um bom cardápio para o público, ali acudia, muitas vezes abades, prelados, eclesiásticos, com outros doutores e homens de rendas; eles, sentados à mesma mesa que o Mestre Tyndale, costumavam muitas vezes conversar e falar acerca de homens eruditos, como Lutero e Erasmo, e também de diversas controvérsias e questões acerca das Escrituras. 

Então o Mestre Tyndale, que era erudito e bom conhecedor dos assuntos de Deus, não poupava esforços por mostrá-lhes de forma simples e lisa seu juízo, e quando eles em algum ponto não concordavam com Tyndale, ele demonstrava claramente no Livro, e expunha de maneira direita diante deles as passagens abertas e manifestas das Escrituras, para confrontar os erros de seus ouvintes e estabelecer o que dizia. Assim continuaram durante um certo tempo, arrazoando e discutindo juntos em várias ocasiões, até que no final cansaram, e começaram a sentir um segredo ressentimento contra ele em seus corações. 

Ao ir isto crescendo, os sacerdotes da região, unindo-se, começaram a murmurar e a semear sentimentos em contra de Tyndale, caluniando-o nas tabernas e outros lugares, dizendo que suas palavras eram heresia, e o acusaram secretamente ante o chanceler e ante outros oficiais do bispo. 

Aconteceu não muito depois que se concertou uma sessão do chanceler do bispo, e se deu aviso aos sacerdotes para que comparecessem; entre eles foi também chamado o Mestre Tyndale. E não há certeza de se ele tinha temores devido as ameaças deles, ou se alguém o havia avisado de que iriam fazê-lo objeto de suas acusações, mas o certo é que (como ele mesmo declarou) duvidava do resultado de suas acusações; pelo que durante o caminho clamou intensamente a Deus em sua mente, para que lhe desse forças para manter-se firme na verdade de Sua Palavra. 

Quando chegou o momento para comparecer diante do chanceler, este o ameaçou gravemente, xingando-o e tratando-o como se fosse um cão, acusando-o de muitas coisas para as que não se podia encontrar testemunha alguma, apesar de que os sacerdotes da região estavam presentes. Assim, o Mestre Tyndale, escapando de suas mãos, partiu para casa, e voltou a seu patrão. 

Não longe dali vivia um certo doutor que tinha sido chanceler de um bispo, e que fazia tempo era conhecido familiar do Mestre Tyndale e o favorecia; o Mestre Tyndale foi então visitá-lo, e lhe abriu seu coração acerca de diversas questões da Escritura; porque com ele se atrevia a falar abertamente. E o doutor lhe disse: "Não sabeis que o Pai é o próprio Anticristo de quem fala a Escritura? mas tende cuidado com o que dizeis; porque se chegasse a saber-se que mantendes esta postura, custar-vos-á a vida". 

Não muito tempo depois disto aconteceu que o Mestre Tyndale estava em companhia de um certo teólogo, considerado como erudito, e ao conversar e discutir com ele, o induziu nesta questão, até que o dito grande doutor prorrompeu nestas palavras blasfemas: "Melhor estaríamos sem as leis de Deus que sem as do Papa". O Mestre Tyndale, ao ouvir isto, cheio de zelo piedoso e não suportando estas palavras blasfemas, replicou: "Eu desafio o Papa e todas suas leis". E agregou que se Deus lhe conceder vida, antes de muitos anos faria 

O ressentimento dos sacerdotes foi crescendo mais e mais contra Tyndale, não diminuindo nunca em seus latidos e acosso, acusando-o azedamente de muitas coisas, dizendo que era um herege. Ao ver-se tão incomodado e fustigado, viu-se obrigado a deixar o país, e buscar outro lugar; e acudindo ao Mestre Welch, pediu-lhe que lhe permitisse ir embora de boa vontade, dizendo-lhe estas palavras: "Senhor, percebo que não se me permitirá ficar muito nesta região, e tampouco podereis vós, ainda que quiserdes, proteger-me das mãos dos clérigos, cujo desagrado poderia estender-se a vós se continuardes albergando- me. Isto o sabe Deus; e isto o sentiria eu profundamente". 

De modo que o Mestre Tyndale partiu, com o beneplácito de seu patrão, e se dirigiu imediatamente a Londres, onde predicou por algum tempo, como tinha feito no campo. 

Lembrando-se de Cutberto Tonstal, então bispo de Londres, e especialmente dos grandes elogios que Erasmo fazia da erudição dele em suas notas, Tyndale pensou para si que se pudesse colocar-se a seu serviço, seria feliz. Acudindo a Sir Henrique Guilford, controlador do rei, e levando consigo uma oração de Isócrates, que tinha traduzido do grego para o inglês, lhe pediu que falasse por ele ao mencionado bispo, o que este assim fez; também lhe pediu que escrevesse uma carta ao bispo e que fosse com ele a vê-lo. Assim fizeram, e entregaram a carta a um servo do bispo, chamado William Hebilthwait, um velho conhecido. Mas Deus, que dispõe secretamente o curso das coisas, viu que não era o melhor para o propósito de Tyndale, nem para proveito de Sua Igreja, e portanto lhe dei que achasse pouco favor aos olhos do bispo, o qual respondeu assim: Que a sua casa estava lotada, que tinha mais do que podia usar, e que lhe aconselhava buscar por outras partes de Londres onde, disse, não careceria de ocupação. 

Rejeitado pelo bispo, acudiu a Humphrey Mummuth, magistrado de Londres, e lhe pediu ajuda; este lhe deu hospitalidade em sua casa, onde viveu Tyndale (como disse Mummuth) como um bom sacerdote, estudando dia e noite. Só comia carne assada por seu beneplácito, e tão somente bebia uma pequena cerveja. Nunca foi visto vestido de linho na casa em todo o tempo em que morou nela. 

E assim permaneceu Mestre Tyndale em Londres quase por um ano, observando o curso do mundo, e especialmente a conduta dos predicadores, como se vangloriavam e estabeleciam sua autoridade; contemplando também a pompa dos prelados, com outras mais coisas, o que desgostava-lhe muitos; até o ponto de que viu que não só não havia espaço na casa do bispo para que ele pudesse traduzir o Novo Testamento, senão também que não havia lugar onde fazê-lo em toda a Inglaterra. 

Portanto, e tendo recebido pela providência de Deus alguma ajuda de parte de Humphrey Mummuth e de certos bons homens, saiu do reino, dirigindo-se à Alemanha, onde o bom homem, inflamado por solicitude e zelo por seu país, não recusou trabalhos nem diligencia alguma para levar a seus irmãos e compatriotas ingleses ao mesmo gosto e compreensão da Santa Palavra e verdade de Deus que o Senhor tinha-lhe concedido a ele. Assim, meditando e também conferenciando com John Frith, Tyndale pensou que a melhor forma de alcançar este fim seria que se a Escritura podia ser trasladada à fala do vulgo, e então a gente pobre poderia ler e ver a lisa e simples Palavra de Deus. percebeu que não seria possível estabelecer aos laicos em nenhuma verdade exceto se as Escrituras eras expostas de forma tão direta ante seus olhos em sua língua materna que pudessem captar o sentido do texto; por caso contrário, qualquer verdade que lhe for ensinada seria apagada pelos inimigos da verdade, bem com sofismas ou tradições inventadas, carentes de toda base na Escritura, bem manipulando o texto, expondo-o num sentido absurdo, alheio ao texto, velando o verdadeiro sentido do mesmo. 

O Mestre Tyndale considerava que esta era a única causa, ou pelo menos a principal, de todos os males da Igreja: que as Escrituras estavam escondidas dos olhos das pessoas; porque por isso não se podia advertir o abominável das ações e idolatrias praticadas por o farisaico clero; portanto estes dedicavam todos seus esforços e poder para suprimir este conhecimento, de modo que ou bem não fossem lida em absoluto, ou, se lidas, seu reto sentido pudesse ficar escurecido por meio de seus sofismas, e assim pôr laço aos que repreendiam ou menosprezavam suas abominações; torcendo as Escrituras com seus próprios propósitos, em contra do sentido do texto, enganavam assim os laicos sem conhecimentos de maneira que, embora alguém sentisse em seu coração e estiver seguro que tudo quanto diziam era falso, contudo não pudesse responder a seus subtis argumentos. 

Por estas e outras semelhantes considerações, este bom homem foi levado por Deus a traduzir as Escrituras a sua língua materna, para o proveito da gente simples de seu país; primeiro fez o Novo Testamento, que foi impresso em 1525. Cutberto Tonstal, bispo de Londres, junto com Sir Tomás More, muito ofendidos, tramaram como destruir esta tradução "falsa e errônea", como eles a chamavam. 

Aconteceu que um tal Agostinho Packington, que era vendedor de sedas, estava então em Amberes, onde se encontrava o bispo. Este homem favorecia a Tyndale, porém simulou o contrário ante o bispo, desejoso de executar seu propósito, e disse que de boa vontade compraria os Novos Testamentos. Ao ouvir isto, Packington disse: "Senhor! Eu posso fazer mais nisto que a maioria dos mercadores que há aqui, se voz compraz; pois conheço os holandeses e estrangeiros que os compraram de Tyndale; se aprouver a vossa senhoria, terei a bem desembolsar o dinheiro para pagá-los, e isto assegurará ter todos os livros impressos e não vendidos". O bispo, que pensava ter pegado a Deus, disse: "De pressa, bom mestre Packington; consegue-os para mim, e te pagarei o que custem; porque é minha intenção queimá-los e destruí-los em Paul's Cross". Este Agostinho Packington foi a William Tyndale e explicou-lhe o sucedido e assim, pelo arranjo realizado entre eles, o bispo de Londres obteve os livros, Packington seu agradecimento, e Tyndale o dinheiro. 

Depois disto, Tyndale corrigiu de novo aquele mesmo Novo Testamento, e voltou imprimi-lo, com o qual chegaram a ser muito mais numerosos na Inglaterra. Quando o bispo se apercebeu disso, mandou buscar a Packington, e lhe disse: "O que aconteceu que há tantos Novos Testamentos espalhados? Me prometeste que ias comprá- los a todos". Então Packington repus: "Sim, eu comprei todos os que havia, porém vejo que desde então imprimiram mais. Vejo que isto nunca vai melhorar em tanto tenham letras e imprensas; portanto, o melhor será comprar as imprensas, e assim ficareis seguro". O bispo sorriu ante esta resposta, e assim ficou a coisa. 

Pouco tempo depois aconteceu que Jorge Constantino foi apreendido como suspeito de certas heresias por Sir Tomás More, que era então chanceler da Inglaterra. E More lhe perguntou: "Constantino! Gostaria fosses claro numa coisa que te perguntarei; e te prometo que te mostrarei favor em todas as outras coisas de que te acusam. Além do mar estão Tyndale, Joye, e muitos de vós outros. Sei que não podem viver sem ajuda. Há os que os socorrem com dinheiro, e tu, estando com eles, tiveste tua parte, e, portanto, sabes de onde provém. Rogo- te me digas: de onde vem tudo isto?" "Meu senhor", respondeu Constantino, "direi-vos a verdade; é o bispo de Londres quem nos tem ajudado, porquanto nos deu muito dinheiro por Novos Testamentos para queimá-los; e isto é o que foi, e continua sendo, nosso único auxílio e provisão". "A fé", disse More, "que eu penso como vós; porque disto adverti o bispo antes que empreendesse esta ação". 

Depois disto, Tyndale começou a tradução do Antigo Testamento, acabando os cinco livros de Moisés, com vários dos mais eruditos e piedosos prólogos mais dignos de leitura uma e outra vez por parte de todos os bons cristãos. Enviados estes livros por toda a Inglaterra, não se pode dizer quão grande foi a luz que se abriu aos olhos de toda a nação inglesa, que antes estavam fechados nas trevas. 

A primeira vez que se foi do reino, se dirigiu à Alemanha, onde conferenciou com Lutero e outros eruditos; depois de ter passado lá um certo tempo, se dirigiu aos Países Baixos, e viveu principalmente na cidade de Amberes. 

Os piedosos livros de Tyndale, e especialmente o Novo Testamento que traduziu, após começar a chegar a mãos do povo e a espalhar-se, deram um grande e singular proveito aos piedosos; porém os ímpios (invejando e desprezando que o povo pudesse ser mais sábio que eles, e temendo que os resplandecentes reflexos da verdade descobrissem suas obras de maldade) começaram a agitar-se com não pouco barulho. 

Depois que Tyndale houve traduzido o Deuteronômio, querendo-o imprimir em Hamburgo, zarpou para lá; mas naufragou diante da costa da Holanda, perdendo todos seus livros, escritos, cópias, $outra nave onde, citado, o esperava Coverdale, quem o ajudou na tradução de todos os cinco livros de Moisés, desde a Páscoa até dezembro, na casa de uma piedosa viúva, a senhora Marguerite Van Emmerson, o ano 1529 de nosso Senhor; naquele tempo se deu uma grande epidemia de umas febres sudoríferas naquela cidade. Assim, acabada sua atividade em Hamburgo, voltou para Amberes. 

Quando na vontade de Deus foi publicado o Novo Testamento na língua comum, Tyndale, seu tradutor, agregou ao final do mesmo uma epístola, na qual pedia que os eruditos corrigissem sua tradução, se encontrassem algum erro. Portanto, caso ter havido qualquer falta que merecesse ser corrigida, teria sido uma missão de cortesia e bondade que homens conhecedores e com critério mostrassem nisso sua erudição, corrigindo os erros que existissem. Porém o clero, que não queria que o livro prosperasse, clamou contra ele que havia mil heresias entre suas capas, e que não devia ser corrigido senão totalmente suprimido. Alguns diziam que não era possível traduzir as Escrituras ao inglês; outros, que não era legítimo que os laicos as tivessem; alguns que faria hereges de todos eles. E com o fim de induzir os governantes temporais a executarem os desígnios deles, disseram que conduziria o povo a rebelar-se contra o rei. 

Tudo isto o narra o próprio Tyndale, em seu prólogo antes do primeiro livro de Moisés, mostrando além disso com quanto cuidado foi examinada sua tradução, e comparando-a com suas próprias imaginações, e supõe que com muito menos trabalho teriam podido traduzir uma grande parte de Bíblia, mostrando além disso que repassaram e examinaram cada til e cada jota de tal modo, e com tal cuidado, que não havia uma só que, se carecer do ponto, não o observassem, e o mostrassem às pessoas ignorantes como prova de heresia. 

Tantas e tão descaradas foram as tretas do clero inglês (que deveriam ter sido os condutores à luz para o povo), para impedir o conhecimento das Escrituras às pessoas, que nem queriam traduzir eles mesmos, nem permitir que outros traduzissem; isto com o fim (como diz Tyndale) de que, mantendo ainda o mundo nas trevas, pudessem dominar as consciências das pessoas por meio de vãs superstições e de falsas doutrinas, para satisfazer suas ambições e exaltar sua própria honra por acima do rei e do imperador. 

Os bispos e prelados jamais descansaram até lograrem que o rei consentisse em seus desejos; razão pela qual se redigiu uma proclamação a toda pressa, e estabelecida sob a autoridade pública, no sentido de que a tradução do Novo Testamento de Tyndale ficava proibida. Isto teve lugar por volta de 1537. e não contentes com isso, fizeram mais ainda, tratando capturar Tyndale em suas redes para tirá- lhe a vida; agora falta relatar como lograram executar seus planos. 

Nos registros de Londres aparece de forma manifesta como os bispos e Sir Tomás More, sabendo o que tinha acontecido em Amberes, decidiram investigar e examinar todas as coisas acerca de Tyndale, onde e com quem se alojava, onde ficava a casa, qual era sua estatura, como vestia, de que refúgios dispunha. E quando chegaram a saber todas estas coisas começaram a tramar seus planos. 

Estando William Tyndale na cidade de Amberes, se alojou durante mais ou menos um ano na casa de Tomás Pointz, um inglês que mantinha uma casa de mercadores ingleses. Ali foi um inglês que se chamava Henry Philips, sendo seu pai cliente de Poole, um homem galhardo, como se fosse um cavalheiro, com um servo consigo. Mas ninguém sabia a razão de sua chegada ou o propósito com o qual tinha sido enviado. 

Tyndale era freqüentemente convidado a comer e jantar com os mercadores; por este médio este Henry Philips se familiarizou com ele, de modo que após um breve espaço de tempo Tyndale depositou grande confiança nele, e o conduziu a seu alojamento, à casa de Tomás Pointz; também o levou consigo uma ou duas vezes para comer ou jantar, e travou tal amizade com ele que por sua petição ficou na mesma casa do mencionado Pointz, a quem além disso mostrou seus livros e outros segredos de seu estudo. Tão pouco desconfiava Tyndale deste traidor. 

Porém Pointz, quem não tinha demasiada confiança naquele sujeito, perguntou a Tyndale como havia chegado a conhecê-lo. Tyndale respondeu que era um homem honrado, bem instruído e muito agradável. Pointz, ao ver que o tinha em tanta estima, não disse mais nada, pensado que tinha sido apresentado por algum amigo. O tal Philips, tendo permanecido na cidade três ou quatro dias, pediu a Pointz que viesse com ele fora da cidade para mostrá-lhe umas mercadorias, e andando juntos fora da cidade, conversaram acerca de diversas coisas, incluindo alguns assuntos do rei. Com estas conversações, Pointz nada suspeitou. Porém depois, tendo transcorrido algum tempo, Pointz percebeu que era o que pensava Philips: saber se ele, por amor ao dinheiro, quereria ajudá-lo em seus propósitos, porque tinha percebido já que Philips era rico, e queria que Pointz o soubesse. Porque já tinha pedido antes a Ponitz que o ajudasse em diversas questões, e o que havia pedido tinha sempre desejado fosse da melhor qualidade, porque, em suas palavras, "tenho o suficiente dinheiro".

Philips foi depois de Amberes para a corte de Bruxelas, que está a uma distância dali como de quarenta quilômetros, desde onde se levou consigo para Amberes o procurador geral, que é o fiscal do rei, com certos outros oficiais. 

Após três ou quatro dias, Pointz foi à cidade de Borrois, a uma trinta quilômetros de Amberes, onde lhe esperavam uns negócios que iriam ocupá-lo por espaço de um mês ou seis semanas; e durante sua ausência, Henry Philips voltou a Amberes, à casa de Pointz, e entrando nela falou com a esposa deste, perguntando se estava dentro o senhor Tyndale. Depois saiu, e dispus na rua e perto da porta os oficiais que tinha trazido de Bruxelas. Por volta do meio-dia voltou entrar e se dirigiu a Tyndale, pedindo-lhe quarenta xelins, dizendo-lhe: "Perdi minha bolsa esta manhã, ao fazer a travessia entre aqui e Mechlin". 

Assim que Tyndale lhe deu os quarenta xelins, o que não lhe custava dar se o tinha, porque era simples e inexperiente nas sutilezas malvadas deste mundo. Em seguida Philips lhe disse: Senhor Tyndale, você será meu convidado hoje". "Não", respondeu Tyndale, "hoje saio a comer, e você me acompanhará, e será meu convidado num lugar onde será bem acolhido". Assim que, quando foi a hora de comer, o senhor Tyndale saiu com Philips, e ao sair da casa de Pointz havia um longo e estreito corredor, pelo que ambos não podiam ir juntos. O senhor Tyndale teria desejado que Philips passasse diante dele, mas este pretendeu mostrar grande cortesia. Assim que o senhor Tyndale, que não tinha muita estatura, passou 1i, e Philips, homem alto e garboso, seguiu-o detrás; este havia disposto oficiais a cada lado da porta, sentados, que podiam ver os que passavam por ela. Philips indicou com o dedo a cabeça de Tyndale, para que os oficiais vissem quem era o que deviam apreender. Os oficiais disseram depois a Pointz, quando já o tiveram encarcerado, como os havia apenado ver sua simplicidade. O levaram ao fiscal do imperador, onde comeu. Depois o procurador geral foi à casa de Pointz, e tomou tudo o que pertencia ao senhor Tyndale, tanto seus livros como os outros pertences; dali, Tyndale foi enviado ao castelo de Vilvorde, a 30 quilômetros de Amberes. 

Estando já o senhor Tyndale no cárcere, lhe ofereceram um advogado e um procurador, o qual recusou, dizendo que ele faria sua própria defesa. Predicou de tal modo aos que estavam encarregados de sua custódia, e aos que estavam familiarizados com ele no castelo, que disseram dele que se não era um bom cristão, então não sabiam quem poderia sê-lo. 

No final, após muitos arrazoamentos, quando nenhuma razão podia servir, embora não merecesse a morte, foi condenado em virtude do decreto do imperador, dado na assembléia de Augsburgo . levado ao lugar da execução, foi amarrado à estaca, estrangulado pelo verdugo, e depois consumido pelo fogo, na cidade de Vilvorde, em 1536. na estaca, clamou com um fervoroso zelo e grande protesto: "Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra!". 

Tal foi o poder de sua doutrina e a sinceridade de sua vida, que durante o tempo de seu encarceramento (que durou um ano e meio) converteu, segundo se diz, a seu guarda, a filha deste, e outros membros de sua família. 

A respeito de sua tradução do Novo Testamento, porquanto seus inimigos clamavam tanto contra ela, pretendendo que estava cheia de heresias, escreveu a John Frith da forma seguinte: "Invoco a Deus como testemunha, para o dia em que deva comparecer ante nosso Senhor Jesus, que nunca alterei nem sequer uma sílaba da Palavra de Deus contra minha consciência, nem o faria hoje, ainda me entregassem tudo quanto nesta terra há, seja honra, prazeres ou riquezas".


Extraído da obra: O livro dos mártires – pp. 197-204.


Por Edson Moraes

sábado, 27 de julho de 2019

QUEM MORRERIA POR UMA MENTIRA? (PARTE 1)

As pessoas que desafiam o cristianismo frequentemente ignoram uma importante área de evidencia: a transformação dos apóstolos de Jesus. A vida radicalmente transformou esses homens oferecendo um sólido testemunho da validade das reivindicações de Cristo.
Uma vez que a fé cristã e histórica, o nosso conhecimento em grande parte depende do testemunho, tanto escrito quanto oral. Sem esse testemunho, não teríamos nem uma janela para eventos históricos, sejam eles cristãos ou de qualquer outra natureza. Na verdade, toda a história e, essencialmente, o conhecimento do passado com base no testemunho parece dar à história um fundamento vacilante precisamos perguntar: de que outro modo aprenderemos o passado? Como saberemos se viveu Napoleão? Nenhum de nos viveu naquela época. Não o vimos nem o encontramos. Dependemos apenas do testemunho.
O nosso conhecimento da história tem um problema inerente: podemos crer que o testemunho é a confiável? Já que nosso conhecimento do cristianismo se baseia no testemunho dado em passado distante, devemos perguntar se podemos confiar em sua precisão. Sera que os testemunhos orais originais sobre Jesus eram dignos de credito? Podemos confiar que eles transmitiram corretamente o que Jesus disse e fez? Acredito que sim. Confio no testemunho dos apóstolos porque onze deles morreram como mártires, permanecendo firmes com relação a duas verdades sólidas: a divindade de Cristo e sua ressurreição.
Esses homens foram torturados e acoitados, a maioria sofreu a morte por alguns dos métodos mais cruéis conhecidos até então!
1. Pedro, chamado originalmente Simão, foi crucificado. 
2. Andre foi crucificado. 
3. Tiago, filho de Zebedeu, foi morto à espada.
4. João, filho de Zebedeu, teve morte natural. 
5. Filipe foi crucificado.
6. Bartolomeu foi crucificado. 
7. Tome foi morto por uma lança. 
8. Mateus foi morto a espada.
9. Tiago, filho de Alfeu, foi crucificado.
10. Tadeu foi morto por flechas.
11. Simão o zelote foi crucificado.

Muitas vezes escuto: "Bem, então aqueles homens morreram por uma mentira. Aconteceu com muitas pessoas. O que isso prova?"
Sim, muitas pessoas morreram por mentiras, mas o fizeram crendo que era a verdade. E no caso dos discípulos? Se a ressurreição não tivesse ocorrido, é obvio que eles saberiam. Esses homens em particular não poderiam ser enganados. De outro modo, teriam não somente morrido por uma mentira - eis a armadilha — como também saberiam que era uma mentira. Seria difícil encontrar um grupo de homens, em qualquer ponto da historia, dispostos a morrer por uma mentira, se soubessem ser esse o caso.
Mas que um carpinteiro 
Jossh McDowell Sean McDowell
Via Ruanna Pereira

domingo, 2 de junho de 2019

UM TESTEMUNHO PREOCUPANTE

Enquanto levantávamos para deixar a mesa, uma jovem mulher que tinha permanecido em silêncio perguntou se ela poderia ter uma conversa particular comigo. Sentamos novamente e ela começou a contar uma história triste. Ela era esposa de um pastor. Suas vidas e ministério tinham sido felizes e frutíferos até que seu marido e dois amigos íntimos que eram também pastores se interessaram por uma "nova verdade". Todos os três eram muito inteligentes. Como resultado da leitura de autores calvinistas atuais, eles foram atraídos ao desafio de estudar os escritos de João Calvino, Jônatas Edwards, John Knox e outros.
Seu estudo, levando-os de volta a Agostinho, finalmente se tornou quase uma obsessão. Então cada um deles começou a pregar sua nova "luz" de seus púlpitos. Após serem avisados várias vezes para desistir de doutrinar suas congregações, eles foram removidos de seus pastorados por sua denominação. Seu marido começou a se preocupar se ele era realmente eleito. Essas questões impertinentes cresceram até se tornarem enormes dúvidas sobre sua salvação. O calvinismo que tinha uma vez parecido satisfatório começou a assombrá-lo com incertezas quanto a se ele era um dos eleitos.

"Você nunca foi atraído por ele?" perguntei.
Ela balançou sua cabeça."Eu não sou intelectual - o que pode ser por que ele nunca me causou simpatia. Mas não é de se supor que Deus seja um Deus de amor? Na minha ingênua mente nunca fez sentido que o Deus da Bíblia não ame todos o suficiente para querê-los todos no céu, que Cristo não tenha morrido por todos ainda que a Bíblia pareça dizer que tenha..."

Lágrimas correram dos seus olhos. Finalmente ela continuou, "continuo tentando dizer ao meu marido que o Deus em que agora ele está crendo, um Deus que predestinou para passar a eternidade no lago de fogo antes de até mesmo terem nascido, não era o Deus que conheci e amei..."

Encontros como esses se tornaram comuns e exigiam um entendimento mais profundo da minha parte de um sistema que foi obviamente adotado por uma porção maior da igreja do que eu tinha percebido e que parecia tão contrário a tudo que eu tinha acreditado sobre um Deus cuja soberania não diminuía Sua misericórdia e amor. Para minha própria paz de espírito eu fui compelido a exercer a extensa investigação que resultou neste livro.
(Dave Hunt)
Livro: Que Amor é Este? - A falsa representação de Deus no calvinismo.
Via Fabiana Ribeiro.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

HÁ MALES QUE VÊM PARA O BEM!


Por Tiago Rosas
O Pr. Marcos Granconato, com quem tenho tido proveitoso diálogo nestes últimos dias, questionou-me sobre o fato de Paulo ter deixado seu amigo Trófimo doente em Mileto (2Tm 4.20). Segundo aquele pastor batista, isso era um sinal de que os dons espirituais já estavam caminhando para uma extinção. Óbvio que, como pentecostal, discordei peremptoriamente! Afinal, os dons do Espírito operam a bel prazer do Doador, não do portador do dom, que é apenas um instrumento por meio do qual Deus realiza seus propósitos. Nem mesmo Paulo, conquanto santo apóstolo de Cristo, podia manipular os dons segundo bem entendesse. "O Espírito reparte a cada um como quer" - era a convicção paulina! (1Co 12.11).
Mas o questionamento do Pr. Granconato me foi muito proveitoso para refletir sobre uma verdade atestada na Bíblia sagrada: Deus, soberano, nem sempre cura a doença, e muitas vezes impede que o dom do Espírito seja utilizado nalgum momento para dissipar o sofrimento, a fim de que por meio da doença um plano maior seja levado a cabo. Sim, ainda que não entendamos a ação providencial da mão de Deus nessas circunstâncias dolorosas, fato é que Ele também age assim. Já dizia o profeta Naum: "Deus tem os seus caminhos na tormenta" (Na 1.3). Jesus disse a seus discípulos, sobre a cegueira de um homem: "ele nasceu assim para que nele se manifestasse a obra de Deus" (Jo 9.3). Jesus não curou Lázaro quando soube de sua doença grave, mas protelou propositalmente sua visita a Betânia, para realizar uma obra maior que a cura: a ressurreição de seu amigo (Jo 11). E quantos parentes e amigos de Lázaro foram conhecer Jesus depois em razão deste milagre estupendo que funcionou como um grande marketing para atrair as multidões a Cristo? Dezenas ou centenas! (Jo 12.9, 12,17,18). Deus usou uma doença de Paulo para através dela levar o Evangelho de Cristo aos gálatas (Gl 4.13). Se a Deus aprouve agir assim para um bem maior envolvendo um número maior de pessoas, deveríamos lhe demonstrar gratidão por isso, conquanto tais experiências não neguem um milímetro sequer da continuidade dos preciosos dons, pois a outros aprouvera Deus curar através da palavra de ordem na boca de um instrumento Seu. Ele age como quer, curando ou não curando!
Mas você deve estar a essa altura se perguntando: o que a foto do doutor wesleyano William Lane Craig tem a ver com esse post? É que o irmão Craig tem um testemunho pessoal belíssimo a nos contar sobre uma oração por cura não respondida e que redundou em algo muito mais elevado do que o pretendido por ele. Leiamos:
"Não trato muito disso publicamente, mas eu tenho uma enfermidade neuromuscular congênita que provoca uma atrofia progressiva das extremidades (...) Quando jovem cristão, orei para que Deus me curasse. Mas ele não o fez. (...) Quando eu olho para a minha vida, percebo o quanto Deus tem usado essa enfermidade de tantas maneiras extraordinárias para moldar em mim a minha personalidade. Como não podia me dedicar ao atletismo, a fim de triunfar em algo fui impelido para a vida acadêmica. Devo realmente a minha existência como estudioso ao fato de ter essa enfermidade. Foi o que me impulsionou para a vida intelectual"¹
Notou? A doença não curada do irmão Craig fez com que seu sonho de virar atleta fosse redirecionado para a vida acadêmica, e hoje - para glória de Deus e nossa alegria - o irmão Craig é profícuo escritor, teólogo e filósofo, e um dos maiores apologistas da fé cristã no contexto atual, expondo, elucidando e defendendo a fé cristã ortodoxa diante de grandes nomes do ateísmo moderno, auxiliando sobretudo jovens cristãos na compreensão e afirmação de sua fé no Senhor Jesus! Deus tinha planos mais elevados para o irmão Craig do que o atletismo por ele pretendido, e a doença foi o caminho da santa disciplina para forjar nele o espírito de um verdadeiro aleta de Deus, que está a combater o bom combate.
Irmão, em tudo dai graças! Até mesmo por tuas orações não respondidas ou por tua doença ainda não sarada. Dai graças! No vale escuro da sombra da morte, Deus se manifesta com maior luz e vida para ti!
__________________
¹ O testemunho do irmão Craig pode ser lido aqui:
Em defesa da fé (Lee Strobel), 1°. ed., 2002, editora Vida, p. 96.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Ex-ateus falam - Texto completo (a ordem numérica é apenas organizacional)

01. Frank é um físico, matemático e cosmólogo, que mantém uma nomeação conjunta nos Departamentos de Matemática e Física na Universidade de Tulane.
• "Quando eu comecei a minha carreira como um cosmólogo cerca de vinte anos atrás, eu era um ateu convicto. Nunca, em meus sonhos mais selvagens, imaginei que um dia eu estaria escrevendo um livro pretendendo mostrar que as reivindicações centrais da teologia Judaico-Cristã são, de fato, verdade, que essas afirmações são deduções simples das leis da física como agora as entendemos. Eu fui forçado a estas conclusões pela lógica inexorável do meu próprio ramo especial da física. "
-Frank Tipler (‘The Physics Of Immortality.’)

02. Wallace é um detetive de homicídios, professor assistente de apologética na Universidade Biola, articulador cristão e autor. Ele era um defensor do ateísmo.

• "No fim, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram testemunhas oculares confiáveis que repassaram informações precisas sobre Jesus, incluindo Sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares do evangelho registraram, logo, Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão sobre as minhas pressuposições naturalistas ".
-Warner Wallace (‘Jesus Is Evidence That God Exists.’)
• "Se os céticos estivessem dispostos a dar aos Evangelhos o mesmo 'benefício da dúvida', que eles estão dispostos a dar a outros documentos antigos, os Evangelhos passariam facilmente no teste de autoria".
-Warner Wallace (‘Cold Case Christianity’)

03. Alister é teólogo, cientista, e sacerdote. Proferiu diversas palestras e apresentações sobre Deus, fé e ciência.

• "O ateísmo, eu comecei a perceber, repousava sobre uma base evidencial menos do que satisfatória. Os argumentos que eu tinha antes pareciam ousados, decisivos e conclusivos cada vez mais se tornou circular, hesitante, e incerto. "
-Alister McGrath (‘Breaking the Science-Atheism Bond.’)
• "O cristianismo oferece uma visão de mundo que leva à geração de valores morais e ideais que são capazes de dar um significado moral e dignidade para a nossa existência."
-Alister McGrath (‘Christian Quotes: Alister McGrath.’)

04. Rick Oliver tem seu Ph.D. em Biologia pela Universidade da Califórnia, Irvine. Ele é membro da Federação Americana de Herpetoculturalistas, a Associação de Professores de Ciências da Califórnia, e a Academia de Ciência de Nova York.

• "Eu me lembro como fiquei frustrado quando, como um jovem ateu, eu examinei espécimes sob o microscópio. Muitas vezes eu ia a pé e tentava me convencer de que eu não estava vendo exemplos de design extraordinário, mas apenas o produto de algumas mutações aleatórias inexplicáveis ".
-Rick Oliver (‘Designed to Kill in a Fallen World.’)

05. Lee se descrevia um ateu militante que trabalhou no Chicago Tribune. Ele agora é um conhecido autor cristão, jornalista, apologista e pastor, assim como autor do livro Em Defesa de Cristo.

• "Foi a evidência da ciência e da história que me levou a abandonar meu ateísmo e me tornar um cristão."
• "Para ser honesto, eu não queria acreditar que o Cristianismo poderia transformar radicalmente o caráter e os valores de alguém. Era muito mais fácil levantar dúvidas e fabricar acusações ultrajantes que considerar a possibilidade de que Deus realmente poderia provocar uma reviravolta revolucionária em uma vida tão depravada e degenerada".
-Lee Strobel ('Defesa de Cristo.')
• "... os dados científicos apontam poderosamente para a existência de um Criador e que a evidência histórica para a ressurreição estabelece de forma convincente que Jesus é divino."
Lee Strobel (Finding the Real Jesus: A Guide for Curious Christians and Skeptical Seekers.’)

06. William (1851 - 1939) foi um arqueólogo Escocês e estudioso do Novo Testamento. Com a sua morte, em 1939, ele havia se tornado a maior autoridade de seus dias na história da Ásia Menor e o principal estudioso no estudo do Novo Testamento.

• "O cristianismo não se originou em uma mentira; e nós podemos e devemos demonstrar, assim como acreditar. "
• "Um estudo mais aprofundado. . . mostrou que o livro (Atos) poderia suportar o escrutínio mais minucioso como uma autoridade para os fatos do mundo Egeu, e que ele foi escrito com tal julgamento, habilidade, arte e percepção da verdade a ser um modelo de afirmação histórica. '"
-Sir William Ramsay (‘The Bearing of Recent Discovery on the Trustworthiness of the New Testament.’)

07. Lewis (1898 – 1963), um ex-ateu, um dos autores e apologista cristão mais lido hoje. Ele é a mente por trás da série As Crônicas de Nárnia, e alguns de seus escritos Cristãos mais lidos hoje são Cristianismo Puro e Simples e Cartas do Inferno.

“O ateísmo se tornou tão simplório. Se todo o universo não tem significado algum, nós nunca deveríamos saber que ele não tem nenhum significado.”
-C.S. Lewis (‘Cristianismo Puro e Simples’)
“Supondo que não há nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma mente criativa. Neste caso, ninguém projetou o meu cérebro com o propósito de pensar. Simplesmente quando os átomos dentro do meu crânio, por razões físicas ou químicas, se arranjam de certa forma, isto me dá, como um subproduto, a sensação que eu chamo pensamento. Mas, como eu posso confiar que o meu próprio pensamento é verdade? É como derramar uma jarra de leite no chão e esperar que a maneira como o leite se espalhe te dará o mapa de Londres. Mas, se eu não posso confiar em meu próprio pensamento, claro, eu não posso confiar nos argumentos que levam ao Ateísmo, e portanto, não há razões para ser um ateu ou nada mais. A menos que eu creia em Deus, eu não posso crer no meu pensamento: logo, eu nunca posso usar o meu pensamento para duvidar de Deus.”
-C.S. Lewis (‘The Case for Christianity.’)

“Um homem jovem que deseja permanecer um Ateu fundamentado não pode ser tão cuidadoso com sua leitura. Deus é, se posso dizer, muito inescrupuloso.”
-C.S. Lewis (‘Surpreendido pela Alegria.’)

08. Aleksander (1918 – 2008) foi um escritor Russo e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1970. Ele foi crucial em revelar como era a vida nos dias da União Soviética Ateísta. Ele é a mente por trás de seu poderoso livro Voice from the Gulag.

“Mais de cinquenta anos atrás, enquanto eu ainda era uma criança, eu me lembro de inúmeras pessoas idosas dar a seguinte explicação para o grande desastre que a Rússia caiu: “Os homens esqueceram de Deus; este é o motivo de tudo isso que aconteceu.” Desde então eu gastei 50 anos trabalhando sobre a história da nossa revolução e no processo eu li centenas de livros, coletei centenas de testemunhos pessoais, e já contribui com oito volumes de minha autoria em direção ao esforço de clarear o entulho deixado por esta agitação. Mas se me fosse pedido hoje para formular de maneira mais concisa possível a principal causa da ruína da revolução que engoliu 60 milhões de pessoas de nosso povo, eu não poderia colocar mais precisamente do que repetir: “Os homens esqueceram de Deus; este é o motivo de tudo isso que aconteceu..”
-Aleksandr Solzhenitsyn. (‘Voice from the Gulag.’)


09. Antony era o principal filósofo ateu do mundo, que pertenceu a escola analítica e evidencialista de pensamento. Ele era conhecido como um forte advogado do Ateísmo, argumentando que se deveria presumir o ateísmo até surgir uma evidência empírica de Deus. Ele também criticou a ideia de vida após a morte, a defesa do livre arbítrio ao problema do mal e a falta de sentido do conceito de Deus. Em 2003 ele foi um dos que assinaram o Manifesto Humanista. Em 2004 ele afirmou lealdade ao deísmo, mais especificamente a crença no Deus Aristotélico. Ele afirmou que manteve um compromisso durante a sua vida de seguir onde a evidência o levasse, e ele faleceu crendo na existência de um Deus.

“Ma parece agora que as descobertas de mais de cinquenta anos de pesquisas no DNA forneceram materiais para um novo e enormemente poderoso argumento ao design.”
“Eu agora creio que existe um Deus…Eu agora penso [que a evidência] aponta para uma inteligência criativa quase inteiramente por causa das investigações no DNA. O que eu acho que o material do DNA fez é que ele mostrou, pela complexidade quase inacreditável das combinações que são necessárias para produzir vida, essa inteligência deve ter sido envolvida em juntar esses elementos extraordinariamente diversos para funcionar juntos.”
“…nós temos toda a evidência que precisávamos em nossa experiência imediata e que somente uma recusa deliberada para 'olhar' é responsável pelo ateísmo de qualquer tipo.”
-Antony Flew (‘Um Ateu Garante: Deus Existe. As Provas Incontestáveis de Um Homem que Não Acreditava em Nada.’)

10. Francis é um notável geneticista por suas descobertas das doenças genéticas e sua liderança do Projeto Genoma Humano, ele também é diretor do National Institutes of Health. Collins escreveu inúmeros livros sobre ciência, medicina e espiritualidade, incluindo o bestseller A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidência para a Fé.

“Eu creio que Deus pretendeu, ao nos dar inteligência, a nos dar a oportunidade de investigar e apreciar as maravilhas de sua criação. Ele não é ameaçado pelas nossas aventuras científicas.”
-Francis Collins (Interview: ‘God Is Not Threatened by Our Scientific Adventures’)
“O Deus da Bíblia é o Deus do genoma. Ele pode ser adorado na Catedral ou no laboratório. Sua criação é majestosa, maravilhosa, complexa e linda – e ela não pode estar em guerra consigo mesma. Apenas nós, humanos, podemos iniciar tais batalhas. E apenas nós podemos terminá-las.”
-Francis Collins (A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidência para a Fé.)

11. Peter é um jornalista e escritor inglês amplamente conhecido. Ele publicou seis livros, incluindo, The Abolition of Britain, The Rage Against God e The War We Never Fought. Ele também escreve para o jornal britânico The Mail on Sunday e é um antigo correspondente estrangeiro em Moscow e Washington. Em seu livro The Rage Against God: How Atheism Led Me to Faith ele nos fala de sua conversão do ateísmo militante ao teísmo Cristão.

“Eu pensei que este gesto [queimar sua Bíblia] era uma forma de mostrar que eu tinha finalmente rejeitado todas as coisas que eu havia sido levado a crer e eu me comportei pelos próximos 20 anos da minha vida exatamente como se eu não cresse nele [Deus], e foi assim como eu descobri no fim que o que eu rejeitei estava certo.”
“O assalto intelectual atual sobre Deus na Europa e na América do Norte é, de fato, um ataque específico sobre o Cristianismo – a fé que obstinadamente persiste na moralidade, leis e governo do maior país ocidental . . . .O Deus que eles lutam é o Deus Cristão, porque ele é o Deus deles. . . .Deus é o principal rival esquerdista. A crença Cristã, por submeter todos os homens a autoridade divina e por afirmar com estas palavras ‘Meu reino não é deste mundo’ que a sociedade ideal não existe nesta vida, é o mais coerente e potente obstáculo a utopia secular. . . . a Bíblia deixa irado e frustra aqueles que crêem que a busca de uma sociedade perfeita justifica a busca por poder absoluto.”
“…quando o Cristianismo vem com milhões de pequenas e tediosas boas ações que são necessárias para uma sociedade funcionar com caridade, honestidade e bondade, uma escassez de cristãos crentes levará a decadência da sociedade.”
-Peter Hitchens (‘The Rage Against God: How Atheism Led Me to Faith.’)
"Aquele que rejeita um conjunto específico de crenças é, na verdade, um crente em um outro conjunto específico de crenças. Não existe uma terceira opção."
Phillip E. Johnson.

By Walson Sales.

Ex-ateus falam:

Peter é um jornalista e escritor inglês amplamente conhecido. Ele publicou seis livros, incluindo, The Abolition of Britain, The Rage Against God e The War We Never Fought. Ele também escreve para o jornal britânico The Mail on Sunday e é um antigo correspondente estrangeiro em Moscow e Washington. Em seu livro The Rage Against God: How Atheism Led Me to Faith ele nos fala de sua conversão do ateísmo militante ao teísmo Cristão.
“Eu pensei que este gesto [queimar sua Bíblia] era uma forma de mostrar que eu tinha finalmente rejeitado todas as coisas que eu havia sido levado a crer e eu me comportei pelos próximos 20 anos da minha vida exatamente como se eu não cresse nele [Deus], e foi assim como eu descobri no fim que o que eu rejeitei estava certo.”
“O assalto intelectual atual sobre Deus na Europa e na América do Norte é, de fato, um ataque específico sobre o Cristianismo – a fé que obstinadamente persiste na moralidade, leis e governo do maior país ocidental . . . .O Deus que eles lutam é o Deus Cristão, porque ele é o Deus deles. . . .Deus é o principal rival esquerdista. A crença Cristã, por submeter todos os homens a autoridade divina e por afirmar com estas palavras ‘Meu reino não é deste mundo’ que a sociedade ideal não existe nesta vida, é o mais coerente e potente obstáculo a utopia secular. . . . a Bíblia deixa irado e frustra aqueles que crêem que a busca de uma sociedade perfeita justifica a busca por poder absoluto.”
“…quando o Cristianismo vem com milhões de pequenas e tediosas boas ações que são necessárias para uma sociedade funcionar com caridade, honestidade e bondade, uma escassez de cristãos crentes levará a decadência da sociedade.”
-Peter Hitchens (‘The Rage Against God: How Atheism Led Me to Faith.’)
By Walson Sales.

Ex-ateus falam:

Francis é um notável geneticista por suas descobertas das doenças genéticas e sua liderança do Projeto Genoma Humano, ele também é diretor do National Institutes of Health. Collins escreveu inúmeros livros sobre ciência, medicina e espiritualidade, incluindo o bestseller A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidência para a Fé.
“Eu creio que Deus pretendeu, ao nos dar inteligência, a nos dar a oportunidade de investigar e apreciar as maravilhas de sua criação. Ele não é ameaçado pelas nossas aventuras científicas.”
-Francis Collins (Interview: ‘God Is Not Threatened by Our Scientific Adventures’)

“O Deus da Bíblia é o Deus do genoma. Ele pode ser adorado na Catedral ou no laboratório. Sua criação é majestosa, maravilhosa, complexa e linda – e ela não pode estar em guerra consigo mesma. Apenas nós, humanos, podemos iniciar tais batalhas. E apenas nós podemos terminá-las.”
-Francis Collins (A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidência para a Fé.)
By Walson Sales.

Trecho do Testemunho de Ayaan Hirsi Ali

• A violência e o fechamento da mente muçulmana:
Assim, minha vivência pessoal daquilo que chamo de " fechamento da mente muçulmana" envolveu não apenas indivíduos fundamentalistas como a irmã Aziza e Boqol Sawm (outro dos meus professores islâmicos no Quênia), eles próprios radicalizados em escolas sauditas, mas também professores "normais", não radicais, que seriam chamados por alguns de " moderados". Os dois grupos desencorajavam qualquer debate significativo envolvendo o Alcorão; eles simplesmente diziam "Faça isso" e "Evite fazer aquilo. São determinações do Alcorão". Não havia nenhum tipo de crítica ao texto, nenhuma reflexão sobre o motivo pelo qual deveríamos obedecer aquelas regras e nenhuma exploração de qualquer espécie de ideias de não obedecer uma das regras que foram citadas no Alcorão pelo Profeta catorze séculos atrás. Além disso a maioria das pessoas que conheci durante a infância não tinha lido o Alcorão ou o lera apenas em árabe, idioma que pouquíssimos compreendiam. Trata-se de um artefato sagrado, totalmente sagrado, até no idioma. É abordado não com um espírito inquiridor, e sim com reverência e medo.
Esse é o maior mal entendido entre muçulmanos e não muçulmanos. Quem quer que identifique a si mesmo como muçulmano acredita que o Alcorão representa a verdadeira e imutável palavra de Deus. Deve ser seguido a risca. Na verdade, numerosos muçulmanos não obedecem cada uma das muitas escrituras do Alcorão, mas acreditam que deveria fazê-lo.

Quando os não muçulmanos vêem muçulmanos com roupas ocidentais - eles supõe que tais pessoas sejam moderadas. Mas essa é uma suposição incorreta, pois acredita numa distinção semelhante àquela que existe entre cristãos moderados e cristais fundamentalistas.

Os cristãos moderados são aqueles que não consideram cada palavra da Bíblia a palavra de Deus. Eles não tentam viver exatamente como Jesus Cristo e os seus discípulos. São na verdade críticos a Bíblia, que leem no seu próprio idioma e já revisaram diversas vezes. Há trechos nos quais se inspiram, e outros que não mais consideram relevantes.

Essa descrição não corresponde a um muçulmano moderado. Um muçulmano moderado não questiona os atos de Maomé, nem rejeita ou revisa nenhum texto do Alcorão. Talvez o muçulmano moderado não pratique o Islã da mesma maneira praticada por um muçulmano fundamentalista - cobrindo-se com véus, por exemplo, ou se recusando a apertar a mão de uma mulher - mas tanto fundamentalistas como os chamados moderados , concordam quanto a autenticidade, ao caráter verdadeiro e ao valor das escrituras muçulmanas. É por isso que os fundamentalistas conseguem sem grande dificuldade, convencer muçulmanos pouco praticantes a começar seu envolvimento na luta interna, a jihad íntima.

Livro: Nomade ayaan hirsi ali (páginas 148,149)
Via Fabiana Ribeiro.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Ex-ateus falam:

Antony era o principal filósofo ateu do mundo, que pertenceu a escola analítica e evidencialista de pensamento. Ele era conhecido como um forte advogado do Ateísmo, argumentando que se deveria presumir o ateísmo até surgir uma evidência empírica de Deus. Ele também criticou a ideia de vida após a morte, a defesa do livre arbítrio ao problema do mal e a falta de sentido do conceito de Deus. Em 2003 ele foi um dos que assinaram o Manifesto Humanista. Em 2004 ele afirmou lealdade ao deísmo, mais especificamente a crença no Deus Aristotélico. Ele afirmou que manteve um compromisso durante a sua vida de seguir onde a evidência o levasse, e ele faleceu crendo na existência de um Deus.
“Ma parece agora que as descobertas de mais de cinquenta anos de pesquisas no DNA forneceram materiais para um novo e enormemente poderoso argumento ao design.”
“Eu agora creio que existe um Deus…Eu agora penso [que a evidência] aponta para uma inteligência criativa quase inteiramente por causa das investigações no DNA. O que eu acho que o material do DNA fez é que ele mostrou, pela complexidade quase inacreditável das combinações que são necessárias para produzir vida, essa inteligência deve ter sido envolvida em juntar esses elementos extraordinariamente diversos para funcionar juntos.”
“…nós temos toda a evidência que precisávamos em nossa experiência imediata e que somente uma recusa deliberada para 'olhar' é responsável pelo ateísmo de qualquer tipo.”
-Antony Flew (‘Um Ateu Garante: Deus Existe. As Provas Incontestáveis de Um Homem que Não Acreditava em Nada.’)
By Walson Sales.

Ex-ateus falam:

Lewis (1898 – 1963), um ex-ateu, um dos autores e apologista cristão mais lido hoje. Ele é a mente por trás da série As Crônicas de Narnia, e alguns de seus escritos Cristãos mais lidos hoje são Cristianismo Puro e Simples e Cartas do Inferno.
“O ateísmo se tornou tão simplório. Se todo o universo não tem significado algum, nós nunca deveríamos saber que ele não tem nenhum significado.”
-C.S. Lewis (‘Cristianismo Puro e Simples’)
“Supondo que não há nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma mente criativa. Neste caso, ninguém projetou o meu cérebro com o propósito de pensar. Simplesmente quando os átomos dentro do meu crânio, por razões físicas ou químicas, se arranjam de certa forma, isto me dá, como um subproduto, a sensação que eu chamo pensamento. Mas, como eu posso confiar que o meu próprio pensamento é verdade? É como derramar uma jarra de leite no chão e esperar que a maneira como o leite se espalhe te dará o mapa de Londres. Mas, se eu não posso confiar em meu próprio pensamento, claro, eu não posso confiar nos argumentos que levam ao Ateísmo, e portanto, não há razões para ser um ateu ou nada mais. A menos que eu creia em Deus, eu não posso crer no meu pensamento: logo, eu nunca posso usar o meu pensamento para duvidar de Deus.”
-C.S. Lewis (‘The Case for Christianity.’)

“Um homem jovem que deseja permanecer um Ateu fundamentado não pode ser tão cuidadoso com sua leitura. Deus é, se posso dizer, muito inescrupuloso.”
-C.S. Lewis (‘Surpreendido pela Alegria.’)

By Walson Sales.

Ex-ateus falam:

Wallace é um detetive de homicídios, professor assistente de apologética na Universidade Biola, articulador cristão e autor. Ele era um defensor do ateísmo.

• "No fim, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram testemunhas oculares confiáveis que repassaram informações precisas sobre Jesus, incluindo Sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares do evangelho registraram, logo, Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão sobre as minhas pressuposições naturalistas ".
-Warner Wallace (‘Jesus Is Evidence That God Exists.’)

• "Se os céticos estivessem dispostos a dar aos Evangelhos o mesmo 'benefício da dúvida', que eles estão dispostos a dar a outros documentos antigos, os Evangelhos passariam facilmente no teste de autoria".
-Warner Wallace (‘Cold Case Christianity’)
By Walson Sales.