Mostrando postagens com marcador catolicismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador catolicismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Principais Heresias da Mariolatria

Uma Heresia pode ser definida como um falso ensino acerca da Palavra de Deus, ou seja, um desvio da verdade revelada por Deus ao Seu povo. Segundo Raimundo de Oliveira, do ponto de vista cristão, “heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias ideias, ou ideias de outrem, em matéria de religião. Em resumo é o abandono da verdade” (OLIVEIRA. 2002.p.7). Existem muitos ensinos heréticos passados pelos líderes da Igreja Católica Apostólica Romana acerca de vários assuntos, pois mostram-se afastados da verdade, porém dentre tantos abordaremos aqui os principais ensinamentos acerca da adoração e da veneração de Maria, seu desenvolvimento histórico.

A Assunção de Maria

A Assunção de Maria é uma doutrina muito conhecida e difundida pelo catolicismo romano que diz ter Maria subido ao céu de corpo e alma. Isso deve ser crido e ensinado por todos os líderes e fiéis do catolicismo. Esse ensino foi promulgado como doutrina no ano de 1950 pelo Papa Pio XII, portanto é bastante novo em relação às tradições e aos ensinos passados por Jesus, pelos Apóstolos, pelos Pais da Igreja e finalmente pela igreja cristã primitiva. 

Este dogma não tem relação com Cristo, como alguns outros acerca de Maria, no entanto o ensino prático acerca da Assunção de Maria já era feito dentro dos templos muito antes de sua promulgação. Vejamos o que Carlos H. fala sobre isso: “A festa da ascensão da Virgem Maria não vem mencionada em nenhum documento antigo. Nesse ano (855) Leão III estabeleceu definitivamente a festividade em questão (da Assunção de Maria)” (COLLETTE, 2001. p. 238). A Assunção de Maria foi proclamada mais para o mundo que para a igreja, pois este ensino já era um fato comum para os cristãos católicos, os quais, de acordo com Clodovis, fundamentam este ensino na “potência da ressurreição de Jesus” (2006, p.520). Enfim, a Assunção de Maria, para a Igreja Católica Apostólica Romana, tornou-se a garantia da esperança cristã na futura ressurreição dos mortos e na redenção de nosso corpo.

A Imaculada Conceição de Maria

O ensino da Imaculada Conceição de Maria foi definido como dogma da Igreja Católica Apostólica Romana em 8 de dezembro de 1854. Esse ensino diz que Maria foi preservada do pecado original (sem mácula): “Deus se agradou extraordinariamente de vós e foste preservada do pecado original” (LIGÓRIO, 2016, p.253). Tal ensino contraria o que a Bíblia diz sobre o pecado que atingiu toda a humanidade, conforme está escrito no livro de Romanos 3.23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (grifo nosso). Em Romanos 5.12 também está escrito: “Concluindo, da mesma forma como o pecado ingressou no mundo por meio de um homem, e pelo pecado a morte foi legada a todos os seres humanos, portanto todos pecaram” (grifo nosso). Esse ensino é amplamente defendido pelos romanistas de hoje, mas foi rejeitada por alguns de seus teólogos da época, como Tomás de Aquino, que atribuía honra a Maria, mas era contra a doutrina da concepção imaculada, conforme registra Justo Gonzalez: 

Enquanto ele mostrou grande respeito pela Virgem, que nunca cometeu nenhum pecado real, e que foi sempre uma virgem, ele afirmou que Maria herdou o pecado original, do qual ela foi purificada por meio da santificação após sua concepção e não antes. Além do mais, mesmo essa santificação não a libertou da pena do pecado, e ela, portanto, foi capaz de entrar no paraíso apenas por causa do sacrifício de Cristo (2004, Vol. 2, p. 268).

Com o passar do tempo, essa doutrina se consolidou: “Daí não admira que nos Santos Padres prevalece o costume de chamar a Mãe de Deus toda santa, imune de toda mancha de pecado, como que plasmada pelo Espírito Santo e formada nova criatura’ (Compendio Vaticano II, p. 105 Apud, OLIVEIRA, 2002, p. 22). Embora tenha sido uma doutrina amplamente discutida pelos teólogos, a questão não era se Maria havia concebido Jesus sem pecado, mas se ela havia sido preservada do pecado original. O desdobramento desta doutrina deu-se através de uma bula papal chamada “Ineffabilis”, promulgada pelo Papa Pio IX: “por meio de uma graça singular e privilégio do Deus onipotente, Maria foi preservada imune de qualquer culpa original, e que esta doutrina é revelada por Deus e deve, portanto, ser crida por todos” (GONZALEZ, 2004, p. 402). Essa declaração teve fundamental importância na questão da Mariologia para a história do catolicismo romano, que enfrentava, na época, o problema do racionalismo e uma crise a respeito da autoridade central da igreja contra o poder das forças organizadas sob a bandeira da razão e do progresso. Esta bula foi a primeira doutrina formulada através da infalibilidade papal. Ao que constatamos, este dogma é o pilar da mariolatria. Os que não cressem seriam considerados hereges, segundo a bula Ineffabilis.

Maria, Mãe de Deus

Maria também recebeu o título de Mãe de Deus (Theotokos). Embora essa não seja a melhor tradução, foi adotado o termo Theotokos (portadora de Deus). Este título no início não foi estabelecido para a glorificação da pessoa de Maria, mas para que parecesse claro e popular sobre a natureza divina de Jesus, para mostrar que Deus, em Cristo, se fez carne e Maria era a Sua mãe. Foi em torno do título Theotokos que giraram as principais controvérsias teológicas na segunda metade do século IV. O que podemos perceber é que não há menção honrosa à pessoa de Maria na formulação inicial do dogma, pois as preocupações dos teólogos envolvidos nessas discussões giravam em torno de questões Cristológicas, somente. Vejamos:

Nenhuma das palavras precedentes pode ser omitida sem que o sentido de Teotokos seja falsificado. Maria é mãe de Cristo segundo a carne porque Cristo segundo o espírito é Filho de Deus Pai; é mãe não da divindade em si (pensamento blasfemo), mas da hipóstase do Logos; não, porém do Logos em si que não tem mãe, mas do Logos encarnado; e é mãe do Logos encarnado, segundo o seu aspecto de humanidade, porque as propriedades das duas naturezas devem ser respeitadas, e não se deve dizer de Cristo como homem, o que se diz dele como Deus. Não obstante isso, visto que em virtude da união hipostática, há um só Cristo, pode-se dizer, com todas as reservas e esclarecimentos precedentes, que a Mãe de Cristo é a Mãe de Deus e que tal é o paradoxo da fé. (MIEGGE, 1959, p. 64)

Atanásio diz a respeito deste ensino: “esse título deve ser dado a Maria como uma consequência da divindade e humanidade em Jesus Cristo. Negar que Maria é a Mãe de Deus [...] negar a encarnação do Verbo” (GONZALEZ, vol 1, 2004, p.293). Portanto, podemos observar que a discussão teológica em torno deste título não se tratava de uma honra ou algum tipo de exaltação a Maria, como ocorre hoje, mas era uma questão de Cristologia acerca da natureza de Cristo. O que mais incomodava Nestório (segunda metade do séc. IV) acerca deste ensino era a questão de se dar honra a Maria, por isso ele defendia o uso do termo Cristótokos (portadora de Cristo). Hoje os líderes e fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana usam este termo para honrar a pessoa de Maria, dizendo ser ela a Mãe de Deus, sem fazer distinção entre Jesus Cristo e Deus, O Criador, dando a entender que Maria é mãe de divindade como um todo.

A Virgindade Perpétua de Maria

A Sempre Virgem Maria é uma doutrina que está ligada totalmente ao fato de ela também ser considerada A Imaculada, ou seja, sem manchas, sem pecados ou sem defeitos pelos fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana, como diz Clodovis: “a Santíssima Virgem não só nunca pecou em nada e, por isso, nem contra a castidade” (2006. p.433). Ela permaneceu virgem mesmo após o nascimento de Jesus.

Não há dúvidas que gerem controvérsias teológicas na história da Igreja que digam que a concepção de Jesus violou a virgindade de Maria. Com exceção dos gnósticos que não acreditam no Cristo em carne, na teologia cristã não existe a menor dúvida de que não houve violação no corpo de Maria concernente à concepção de Jesus. No entanto, o que é defendido pelos romanistas é o fato de Maria ter permanecido virgem depois do nascimento de Jesus, mesmo estando casada com José, por isso Maria é considerada por eles como “a Inviolável”.

De fato, a Virgem foi a mulher cujo corpo não padeceu forma alguma de violência, nem antes nem durante, nem depois do parto. Não sofreu os espasmos do ato sexual nem o trabalho de parto. Ela foi imune daquela forma particular de “violência” [...] A figura da Virgem, por ser inviolada e não violadora, é um grande símbolo da não violência (BOFF. 2006, p.488).

Ainda concernente ao ensino da Virgindade de Maria, percebemos que este dogma foi sofrendo uma evolução dentro da teologia católica com passar do tempo, não só sustentando a virgindade de Maria até o nascimento de Jesus, mas também após a morte de Jesus e sua própria morte, permanecendo assim, mesmo sem ter um versículo sequer nas Escrituras Sagradas afirmando isto nem mesmo nos ensinos dos primeiros séculos da era cristã, até a sua possível ascensão.

Digamos apenas que sua dogmatização passou de Maria, “a Virgem” de Calcedônia em 451, para a “sempre Virgem” em Constantinopla II em 553, até a especificação tríplice da Virgindade antes, durante e depois do parto no sínodo regional de Latrão em 649 e na bula de 1555 de Paulo IV. (BOFF, 2006, p.476).

Esse ensino sempre enfrentou dificuldades em se manter sem críticas, principalmente após a Reforma Protestante, devido ao surgimento de vários estudantes e teólogos contrários à virgindade perpétua de Maria. Leiamos o que Adelson escreve sobre isso: “Maria sempre foi virgem: Esta é a doutrina tradicional da Igreja Católica. No entanto, a grande maioria das igrejas protestantes afirma que Maria não guardou a sua virgindade e teve outros filhos além de Jesus” (SANTOS, p. 74). Na visão da época da definição deste dogma, a virgindade tinha o seu valor ligado mais intimamente à dignidade da mulher do que propriamente à sexualidade, pois a visão da Igreja estava influenciada pela cultura da época. De acordo com Clodovis, esse ensino sofreu influências culturais da época como “o platonismo, o estoicismo, o gnosticismo, o maniqueísmo e especialmente o encratismo” (2006, p.477). Portanto, para atribuir dignidade a pessoa de Maria, foi-lhe atribuída a virgindade perpétua.

O Culto à Maria

O Culto à Maria não é somente uma heresia, por não se tratar exclusivamente de um ensino, mas é uma prática exclusiva dos crentes católicos. O Culto a Maria, chamado de Hiperdulia, foi sendo introduzido aos poucos na Igreja Católica com a promulgação de sua imaculada conceição e outros ensinos que levaram a sua divinização. Não demorou muito para que se começasse a honrá-la com um culto específico. Conforme Giovanni, “... pelo fim do século quarto e certamente início do século quinto, algumas igrejas do oriente e ocidente começou a honrá-la com um culto público e com uma festa especial” (1959, p. 83). Nesses cultos e festas eram celebradas a Anunciação e outros episódios escritos nos Evangelhos Sinóticos. Logo após o Concílio de Éfeso, essas celebrações difundiram-se largamente. Isso mostra o seu desenvolvimento dentro da Igreja Católica Apostólica Romana.

Quanto ao culto e invocação à Virgem Maria, que é o ponto principal das devoções romanistas modernas, foi demonstrado pelo Ver. J. E. Taylor, depois de um minucioso exame das atas dos concílios primitivos e obras dos escritores cristãos primitivos até o fim dos cinco primeiros séculos, que todos eles testificam, a uma voz, “que estes escritores e seus contemporâneos não tinham crença alguma no suposto poder que hoje em dia se atribui à Virgem Maria: Nenhuma prática, pública ou particular, de orar a Deus por intermédio dela, nem invocar seus bons ofícios de intercessão, advocacia e patrocínio, nem lhe render ações de graças e louvor, nem lhe atribuir honra ou glória divina...” (COLLETTE, 2001, p. 92).

Portanto, podemos perceber que, como os demais ensinos a respeito de Maria, o culto a Maria testifica ser mais uma inovação da Igreja Católica Apostólica Romana, pois não existem registros disso no período apostólico da Igreja Primitiva, ou seja, nos cinco primeiros séculos da história cristã. Mas não nos cabe refutar esse fato agora.

A Mediadora das Graças Divinas

A Mediadora ou A Medianeira é mais um ensino acerca da pessoa de Maria, atribuindo-lhe o papel de medianeira entre Deus e os homens, tanto em todas as graças de Deus que o homem pode alcançar, como na salvação futura. Neste capítulo, já falamos um pouco sobre parte desta heresia quando tratamos sobre a salvação à luz da mariolatria e vimos que, de acordo com algumas obras de apologia à mariolatria, a salvação dos fiéis católicos está somente nas mãos de Maria. Entretanto, acrescentaremos aqui que o catolicismo defende que todas as outras graças oferecidas por Deus devem passar aos homens por intermédio de Maria como sendo medianeira. Afonso Ligório afirma que “ao império de Maria todos estão sujeitos, até o próprio Deus. Isto é, Deus lhe atende os seus rogos como se fossem ordens” (2016, p. 152). Percebemos que Maria é como uma Rainha dentro do catolicismo romano. Até o próprio Deus está sujeito a ela, portanto, cabe ao homem rogar a ela para que alcance qualquer favor da parte de Deus, incluindo a sua salvação, sendo impossível ao homem alcançar qualquer favor, graça ou a salvação que não seja por intermédio da pessoa de Maria.

A mariolatria é um grave problema teológico dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, que desfaz da Verdade de Deus e ensina-a como se fosse esta Verdade.

Por Rafael Félix.

sábado, 20 de agosto de 2022

SÍNTESE SOBRE OS PAPAS E SUA INFALIBILIDADE NO CONTEXTO ROMANISTA

 

POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO


É oportuno salientar que de uma maneira geral um número considerável das    falsas religiões, seitas e pseudo-Igrejas evangélicas sempre tiveram e tem um líder que deseja se elevar ao nível de DEUS em santidade ou se equiparar a Ele. verdadeiros demiurgos. Foi assim com Lucífer ao desejar ser semelhante a Deus, também nossos primeiros pais também o desejaram, Gn. 2,17-18, 3.1-6; Is. 14.1-15, [especificamente vers. 12-14]; Ez. 28.11-19. E  Ao longo da história eclesiástica, desde o primórdio que o adversário tem enchido a mente e o coração de inúmeros líderes religiosos e os impulsionados a serem seduzidos a proclamarem que tem todas as virtudes de Deus, de Jesus Cristo, ou serem semelhante a Ele em poder e autoridade.

Esta aspiração de ser semelhante a Deus ou a Jesus e serem dotados de todos os poderes exclusivos a Deus permanecem até nossos dias. Analisando a vida e os ensinamentos que alguns  líderes de seitas ministram aos seus discípulos, teremos essa compreensão, .a vontade de ser semelhante a Deus em autonomia e poder, essas expectativas surgidas no âmago da alma humana não cessaram. Temos na Bíblia Sagrada o exemplo de vários governadores e reis que seus súditos, vassalos, e governantes das províncias quiseram o elevar a condição de Deus, divinizá-los: Nabucodonozor, Rei de Babilônia, Dn. 3.1-25; Herodes I, o grande, Rei da Judéia, Mt. 2.1;  At. 12. 19-23. O Império Romano também produziu seus deuses através da divinização de alguns dos seus imperadores, tais como: Caio Júlio César [49-44 a.C.], que tinha o título de Sumo Pontífice[chefe da religião romana], tinha Poder Tribunício [que tornava sua pessoa divina]; Augusto [Otávio Augusto. 63 a. C. 14 a.C.] foi o primeiro imperador romano. Governou entre 27 a. C e 14 da era cristã, inaugurando uma época de esplendor e prosperidade que marcou o papel que Roma desempenhou na História. César Augusto ou “Augusto” [escolhido dos deuses], nasceu em Roma, Itália, no dia 23 de setembro do ano 63 a. C e o título mais importante que ostentava era o de Augusto, concedido em 27 a.C.. Este título reconhecia a divindade do imperador e lhe dava o direito de indicar seus sucessores. É razoável compreendermos que assim aconteceu também com os Papas da Igreja romanista, essa necessidade de uma autoafirmação e reconhecimento como infalível, demiurgo, divino.


SACERDOTES E PAPAS


É conveniente citarmos que tanto quanto os Papas, ou sacerdotes romanista tinham também sua posição de destaque na hierarquia eclesiástica da Igreja Católica Romana. Sem preocupação alguma com o ser Divino de Deus e seu lugar de Deus na história da criação, o sistema religioso católico romano eleva- o, a um  lugar semelhante a divindade, e os sacerdotes tinham essa pretensão.. Uma das resoluções e decretos do Concílio de Trento em relação ao sacerdócio romanista[1545-1563 d.C.] declara: ‘’O Sacerdote é o homem de Deus... aquele que despreza o sacerdote despreza Deus, aquele que o ouve, ouve  a Deus[...] o sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo no altar é adorado como Deus por ele mesmo e  pela congregação. [...] Portanto, eles não são simplesmente chamados de anjos, mas também de Deu, mantendo como fazem o poder e a autoridade do Deus imortal entre nós’’ doutrinariamente os teólogos romanistas quando a questão é o sacerdócio romano, eles trazem poucas referências bíblicas para fundamentar sua doutrina acerca do sacerdócio.

Enfim, o romanismo coloca o sacerdote e o crente cristão e o conhecimento de Deus conforme revelado nas Sagradas Escrituras, e o torna único intérprete da verdade. Verdadeira blasfêmia e heresia praticada pela liderança sacerdotal e o Sumo Pontífice,  o Papa e todo o colégio de Cardeais.


O Papado


A palavra Papa pelo qual o líder da Igreja Católica Romana é conhecido e a palavra Papado , que se refere ao governo eclesiástico na qual o Papa é reconhecido como o chefe supremo não se encontra nas Escrituras Sagradas. foi pela primeira vez concedido a Gregório I, pelo ímpio imperador, Focas, no ano de 604 d.C.,  ele o fez para irritar o bispo de Constantinopla, que havia o excomungado por ter causado o assassinato de seu predecessor, o imperador Maurício. Gregório I recusou o título, mas seu sucessor, Bonifácio III [607] o aceitou e doravante então, este tem sido a designação concedida aos bispos de Roma. A palavra Papa vem do latim  e significa Pai. Na Itália, o termo Papa veio a ser aplicado a todos os bispos como título de honra, e então ao bispo de Roma  exclusivamente como o bispo universal. Da mesma maneira, o título Pontífice[como também o termo pontificar, significando falar de maneira pomposa]  que literalmente significa ‘’construtor de pontes‘’, não vem da Bíblia, mas da Igreja Romanista pagã.

O título foi portanto, tirado do paganismo e aplicado ao chefe da Igreja Católica Romana. Assim como na Antiga Aliança, o sacerdote era o mediador entre Deus e os homens, o Papa também reivindica ser o mediador entre Deus e os homens, com poder sobre as almas no purgatório, de modo que pode libertá-las  de maiores sofrimentos  e admiti-las no céu. ou de prolongar seu sofrimento por toda a eternidade,

A infalibilidade do Papa  em matéria de fé e moral foi proclamada pelo Primeiro Concílio do Vaticano em 1870. É oportuno destacar que nesse mesmo concílio, ‘’Em relação ao Papa, [...] chega-se ao fim , ao magistério infalível do pontífice romano como aspecto do primado apostólico, enfim, é proclamado como dogma divinamente revelado que o pontífice romano, quando fala ex-cathedra, ou seja quando cumprindo seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude da suprema autoridade apostólica, define que uma doutrina  referente a fé ou aos costumes deve ser crida por toda a Igreja  [...] goza de infalibilidade’’, e não pode ser contestado.

É razoável citar o pronunciamento do Papa Francisco em 09 de dezembro de 2016: ‘’O Papa Francisco entregou idealmente aos seminaristas de Roma, que participaram na missa desta manhã em Santa Marta, os ícones de São Policarpo, de São Francisco Xavier e de São Paulo no momento em que está para ser decapitado, recomendando-lhes que vivam o sacerdócio como mediadores autênticos entre Deus e o povo, jubilosos também na cruz, e não como funcionários intermediários, rígidos e mundanos, atentos apenas aos próprios interesses e por isso insatisfeitos,[...]’’.

Todavia, a Palavra de Deus de uma maneira muito clara afirma que há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo; ‘’E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel’’, Hb.12.24;  ainda, I Timóteo 2.5; Hebreus 8.6,8;  9.15; 10.12.

Analisando os versículos exposto anteriormente, concluímos que a Bíblia Sagrada de forma incontestável prova que só e somente só Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Na gramática grega o temo mediador, μεσιτης, significa: alguém que se interpõe para reconciliar duas partes hostis, mediador arbitro ,e somente Jesus atendia as expectativas de Deus para ser nosso mediador, porém,  mais ninguém tinha condições de oferecer e ser tal sacrifício  perfeito..


CONCLUSÃO


Quando analisamos á Bíblia Sagrada tanto o Primeiro Testamento quanto o Novo Testamento compreendemos que o sistema sacrificial da antiga aliança não mais é observado no período da graça. Todo o complexo sistema sacrificial da Lei terminou em Cristo Jesus. Jesus cumpriu a Lei, inclusive dando seu corpo para ser crucificado e sendo verdadeiramente nosso único e suficiente Sumo Sacerdote: I Co.5.7;  Hb. 3.1; 4.14; 6.20; 8.6; 9.15; 10.10; 12.24; ss.

É a maior heresia e falácia que os sacerdotes romanista cometem ao equipararem  nosso Senhor Jesus Cristo com eles em seus serviços quando desempenhando suas funções como sacerdotes. Nenhum mortal teve condições de exercer um sacerdócio perfeito e no final dar sua vida em holocausto vivo. Só Jesus Cristo.

Obviamente, que os textos NeoTestamentário fazem menção para os últimos dias do surgimento de falsos pastores, doutores, mestres que utilizaram a própria Palavra de Deus afim de enganar os indoutos, exemplos; Mt. 7.15, 24.11, 24; Mc. 13.22; II Co.11.13; II Pe. 2.1; tendo suas próprias mentes cauterizadas e seus corações influenciado por doutrinas de demônios. Paulo nos traz essa realidade de maneira muito cristalina, I Tm. 4.12, ‘’Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios’’; ‘’Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência’’.

Por fim, o único pastor, mediador e sacerdote que fez um sacrífico perfeito foi o Senhor Jesus Cristo. A Palavra de Deus em seu cerne é Cristocêntrica, qualquer outro entendimento teológico e doutrinário incorre em erro crasso. É por isso que o próprio Jesus afirmou: ‘’E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará‘’, João 8.32.


FONTE:


1. Bíblia Apologética de Estudo. Edição Corrigida e Revisada. ICP Instituto Cristão de Pesquisa. S. Paulo. 2006. 1657 pg.


2. https://www,vatican/francesco/pt/cotidie/2016/documents/papa-francesco-cotidiano 20161209 mediadores-intermediarios,html


3. ALBERIGO. Giussepe, [Organizador, História dos Concílios Ecumênicos] Trad, José M, de Almeida. S, Paulo,  2011 , Paulus, 470 pg,


4, MELO, Edino, A BIblia Católica e a Fé do devoto [Discipulado Ferramenta], S,P,/Campinas, s,d,, Ed, Transcultural,

AS HERESIAS PRATICADAS NO CULTO ROMANISTA [A LITURGIA DA MISSA CATÓLICA]

 POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO


É fato que Deus ao criar o homem o fez com vários propósitos. Dentre esses propósitos está o de adorar e cultuar somente á Deus.  Porém, após a queda do homem, a relação Deus-homem sofreu mudanças profundas. Agora o homem não mais tinha o privilégio de receber seu Senhor toda a tarde, no ocaso, de maneira espontânea como Deus o fazia, cf. Gn.3.7. Não havia barreiras entre o Criador e sua primeira criatura, ‘Adam. Porém, por iniciativa do próprio Deus, Ele restaura novamente essa comunhão perdida, contudo haverá agora a observância de várias regras para que o homem chegue-se novamente á Deus em espírito de adoração, afim de cultuá-lo e celebrá-lo. O homem agora encontra-se despido espiritualmente e manchado com a nódoa  do pecado, e esta nódoa,  mácula, assim como, nosso DNA passaria a toda a humanidade, como definiu Agostinho de Hipona, denominando-o ‘pecado original’.

Contudo, o pecado praticado pelo nossos primeiros pais não iriam alterar o sentido e um dos  objetivos que Deus fez o homem que é o de lhe adorar e cultuar. No transcorrer das dispensações, Deus de maneira bem clara e explícita escolhe um homem para lhe servir de referencial afim de estabelecer novamente a verdadeira adoração ao Deus vivo que foi perdida no Éden. É através de Abrão que o verdadeiro significado de adoração é posto em prática. É onde racional e conscientemente o homem vai começar a oferecer sacrifícios e ofertas a Deus durante seu encontro com Ele. É óbvio que houvera já um senso de consagração e oferta a Deus como parte do culto oferecido á Ele, como o patriarca Jó que já ofertava a Deus com seu culto, cf. Jó 1.5, também em Gn. 2.4-5, vimos Abel e Caim, em seguida com Sete e Enos, filho e neto de Adão, cf. Gn. 2.26, e assim toda uma liturgia começou a ser estabelecida para que o homem, isto é os judeus se encontrasse com Yahweh, assim foi em toda a história do judaísmo. Foram instituídas por Deus várias festividades e normas cúlticas para adorar O Eterno. Jesus sentiu o peso dessas litúrgias e cerimoniais durante seu ministério. No entanto, Jesus irá instituir uma adoração e forma de cultuar e reverenciar a Deus de forma mais profunda e intimista, isto é a partir do nosso coração, isto é a adoração á Deus dar-se-ia do  interior do homem, do seu coração, onde principia todas as coisas, cf. Pv.4.23 Jesus traz uma nova proposta para a humanidade que creriam nele. Seus discípulos lhe prestaram um culto mais profundo, isto é, do Coração do homem, cf. Jo.4.23-24, e não exteriormente como a Lei exigia com seus sacrifícios e cerimoniais.


Ao passar do tempo, já nos tempos Neotestamentários e atual, a maneira de se cultuar a Deus através da pessoa bendita de JESUS também sofreu alterações. Hoje há uma influência pagã e mundana terrível no que se diz culto de celebração e adoração a Deus. Houve muitas apostasias e heresias que contaminaram a Igreja do Senhor e consequentemente muitas Igrejas foram afetadas por um falso culto e uma falsa adoração a Deus. Na lista das Igrejas que se corromperam doutrinaria e liturgicamente está a Igreja Católica Apostólica Romana. Hoje a igreja católica apostatou da verdadeira fé e consequentemente corrompeu-se em seu entendimento de servir á Jesus.


O CULTO CATÓLICO. CELEBRAÇÃO CATÓLICA -  A MISSA


É notória a corrupção doutrinária-religiosa da Igreja Católica. Há inúmeras publicações teológicas de orientação católica que nos respaldam a afirmar isto. Há centenas  de livrarias de orientação católica no país que publicam seus materiais, assim como dezenas de seminários que formam novos padres, assim como farto material nas redes mundial de computadores, de sorte que o que vamos apresentar aqui é a linha teológica que eles defendem e ensinam, verdadeiras mentiras e engano Teológico-religioso.

Então, o que é a missa? De acordo com os sites católico http://www.montfort.org.br/bra/cartas/doutrina/20051017170345/ e http://www.montfort.org.br/bra/documentos/catecismo/missa/:

Segundo o Concílio de Trento – Missa de S. Pio V - a MISSA é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, oferecida a Deus por um sacerdote em nome dos fiéis, e que, ao  pronunciar as palavras da Consagração, ‘empresta’ a sua voz a Nosso Senhor (o faz na PESSOA DE CRISTO  - “IN PERSONA CHRISTI”). Na realidade, é CRISTO NOSSO SENHOR e ÚNICO SACEDOTE que celebra a Missa, pois só Ele pode dizer “ISTO É O MEU CORPO.... ISTO É O MEU SANGUE”. Daí resulta que a Missa de S. Pio V é celebrada sobre um ALTAR (próprio para “SACRIFÍCIO” a Deus), por um sacerdote, voltado para Deus e de costas para o POVO, ou seja, o sacerdote, representando o povo diante de Deus, fala voltado a Deus, dando as costas aos seus representados... não tem cabimento um representante de um grupo qualquer dirigir-se a um superior voltado ao próprio grupo, dando as costas ao superior!...

Com o advento do II Concílio do Vaticano em 1969, a liturgia ligada a eucaristia mudou e houveram alterações litúrgicas em relação a missa institucionalizada por S. Pio V: Eis a definição da Nova Missa de Paulo VI (Item 7 do documento “Institutio Generalis Missalis Romani”): “A Ceia do Senhor ou Missa é a sagrada sintaxe ou assembléia do povo de Deus que se congrega, presidida pelo sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor. Por isso, de maneira toda particular, vale para a reunião local da Santa Igreja a promessa de Cristo: “Onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles”. Como você pode notar, nesta definição, Paulo VI apresenta MISSA como sinônimo de CEIA, e a define como ASSEMBLÉIA DO POVO – a ser PRESIDIDA pelo sacerdote -- para celebrar o MEMORIAL, ou seja, “lembrança” do Senhor. Conseqüentemente, por se tratar de CEIA, o ALTAR foi substituído por MESA (condenado por Pio XII em 1947 na encíclica Mediator Dei); e como ela é a ASSEMBLÉIA DO POVO DE DEUS, o sacerdote só a PRESIDE, voltado para o próprio POVO, e na língua deste. É o POVO que a celebra. E tudo se resume numa festa, chegando aos violões, batuques e danças que vemos hoje. Mas, a parte mais importante é que falta a essa definição qualquer referência a SACRIFÍCIO, principalmente à PROPICIAÇÂO, isto é, a satisfação que na Missa Nosso Senhor Jesus Cristo presta pelos pecados dos homens. Só para completar, no Santo Sacrifício da Missa distinguem-se os quatro componentes de um verdadeiro sacrifício feito a Deus: Adoração; Ação de Graças; Propiciação e Impetração.

A missa faz parte de um dos sete sacramentos ou dogmas que a   Igreja Católica ensina e prega,  corroborado e chancelado pelo Vaticano, onde fica a sede da Igreja e de onde emana toda  a orientação teológica da Igreja. Por exemplo, o site oficial do Vaticano:

http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s1cap2_1135-1209_po.html. Encontramos toda a orientação religiosa e espiritual para serem ensinadas nos templos católicos, na forma de catecismo. Esses erros doutrinários ensinados pelos bispos católicos tem se propagado pelo mundo e o pior aceitos e pregados como verdadeiros, porém, quando os julgamos á luz das Sagradas Escrituras suas mentiras e erros vem á lume. Segundo os historiadores e teólogos católicos, os primeiros registros sobre a realização das missas ocorreu por volta do ano de 155 d.C. e seus rituais foram primeiramente observados por Justino Mártir, conforme documento da própria Igreja


“Os cristãos celebram a Eucaristia desde as origens, e sob uma forma que, em sua substância, não sofreu alteração através da grande diversidade do tempo e das liturgias, porque temos consciência de estarmos ligados ao Mandato do Senhor, dado na véspera de sua Paixão: ‘Fazei isto em memória de Mim (1Cor 11, 24-25)’. (...) Ao fazermos isto, oferecemos ao Pai o que Ele mesmo nos deu: os dons de sua Criação, pão e vinho, que pelo poder do Espírito Santo e pelas palavras de Cristo tornam-se Corpo e Sangue de Cristo, que, assim, se torna Real e misteriosamente Presente. (...) No ‘dia do Sol’ (domingo), como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Leem-se ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. Seguem-se as preces da comunidade e, quando as orações terminam, saudamo-nos uns aos outros com o ósculo. Em seguida, leva-se àquele que preside aos irmãos o pão e o vinho. (...) Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do Universo, no Nome do Filho e do Espírito Santo, e rende graças (no grego Eucharistian) longamente, pelo fato de termos sido julgados dignos destes Dons. Terminadas as orações e ações de graças, o povo presente aclama, dizendo amém. Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo ter respondido, os diáconos distribuem a Eucaristia e levam-na também aos ausentes.”  Carta de S. Justino ao imperador Antonio Pio (S. Justino, ano 155 dC, em Apologeticum 1,65)

https://www.ofielcatolico.com.br/2001/03/o-santissimo-sacramento-da-eucaristia.html. Segundo o site oficial do Vaticano:

http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html, na página cinquenta;  “


A Eucaristia É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna, além disso, Jesus a instituiu Instituiu-a “na Quinta Feira Santa, «na noite em que foi entregue» (1 Cor 11,23), ao celebrar a Última Ceia com os seus Apóstolos”.

Segundo, o mesmo site a eucaristia tem uma importância vital para a Igreja: “É fonte e cume da vida cristã. Na Eucaristia, atingem o auge a ação santificadora de Deus em nosso favor e o nosso culto para com Ele. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja: o próprio Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são significadas e realizadas na Eucaristia. Pela celebração eucarística ou missa, unimo-nos desde já à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna. Este sacramento que é a missa, segundo o Vaticano tem a seguinte definição: “A insondável  riqueza  deste sacramento exprime-se com diferentes nomes que evocam alguns dos seus aspectos particulares. Os mais comuns são: Eucaristia, Santa Missa, Ceia do Senhor, Fracção do pão, Celebração Eucarística, Memorial da paixão, da morte e da ressurreição do Senhor, Santo Sacrifício, Santa e Divina Liturgia, Santos Mistérios, Santíssimo Sacramento do altar, Santa Comunhão”

Percebemos nos textos anteriores algumas definições do que é a missa ou eucaristia e seus desdobramentos litúrgicos. Logo, identificamos como foi criada verdadeira heresia para respaldar essa liturgia ou sacramento usada fundamentalmente pela Igreja Católica. Observe a opinião de BOETTNER  acerca desse sacramento: “[...] de acordo com a doutrina romana, no sacrifício  da missa  o pão  e o vinho são transformados  pelo poder do sacerdote, ou momento da consagração, NO CORPO E SANGUE DE CRISTO REAIS. O pão na forma de hóstias finas  e redondas, das quais centenas podem ser consagradas simultaneamente, é colocado em um prato de ouro. O vinho em um copo de ouro. O suposto corpo e sangue de Cristo são então levantados diante do altar  nas mãos do sacerdote e oferecidos á Deus pelos pecados dos vivos e dos mortos. durante esta parte da cerimônia, o povo não passa de um espectador de um drama religioso. Praticamente tudo é feito pelo sacerdote, ou por ele  e seus  ajudantes. O auditório não canta, nem há qualquer orações espontânea da parte do sacerdote e do povo. A liturgia é tão rígida que pode ser executada automaticamente, quase sem pensar no que faz”, (BOETTNER.1985, pg. 139).


CONCLUSÃO


Sempre foi intenção do adversário   distorcer ou desconstruir o verdadeiro culto à Deus. Neste afã de conseguir seus propósitos, o inimigo começou a agir de dentro da Igreja para fora com o objetivo de fragilizá-la e banalizar o culto ofertado ao Senhor Jesus. E ao longo dos séculos o inimigo tem trabalhado intensamente com o objetivo final de relativizar o culto e arrancar sua espiritualidade, tornando-o engessado e sem vida.

É exatamente no período da história da Igreja conhecido como Igreja Imperial que começa a ruir o verdadeiro culto e a simplicidade do mesmo ofertada pela Igreja primitiva a Deus; a Igreja  vai sofrer profundas e decisivas transformações em sua maneira de cultuar a Deus e as heresias e a inserção de elementos estranhos ao verdadeiro  culto vão ganhar cada vez mais espaço. A missa por exemplo é uma dessas distorções cúlticas inseridas no contexto da vida da Igreja. Bem lembra o apóstolo Paulo ao jovem Timóteo: ‘’Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios’’; ‘’Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência’’, I Tm. 4.1-2.

É razoável citar que com a estatização da Igreja, tornando-a, a Igreja oficial do império romano, que desencadeia-se  a decadência espiritual e moral e começam a ocorrer a inserção de elementos estranhos aos cultos, entretanto, antes mesmo da estatização da Igreja . Já no ano 300 d.C. foram  instituídas uma série de elementos que começaram a fazer parte do culto e dos dogmas da Igreja, como: reza pelos mortos, Sinal da Cruz, [ano 300 d.C.]; vela de cera [320 d.C.];  o uso de imagens e veneração aos santos mortos[375 d.C.]. A Missa como forma de se cultuar a Deus e como uma celebração diária é instituída oficialmente no ano 394 d.C.,

Por fim, alguns teólogos romanistas afim de dar uma aparência de legitimidade para a celebração na forma de missa durante seus cultos,  afirmam que a missa nasce na santa ceia do Senhor, conforme registrado nos sinóticos: Mt.26.17-30; Marcos 14.12-26; Lucas 22.7-20

Diferentemente do que o apóstolo Paulo ensinou aos coríntios quando iam ao templo cultuar á Deus e que nos servem também como parâmetro litúrgico: ‘’Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação‘’, I Co. 14.26, esse modo de se celebrar a Deus foi totalmente modificado e os cultos na Igreja controlada indiretamente pelo Estado perdeu seu brilho e espiritualidade e a presença de Deus. Enfim, hoje o ramo do Cristianismo conhecido como Igreja Católica Apostólica Romana se paganizou e apostatou da verdadeira fé e culto a Deus. Tanto Jesus quanto Paulo nos adverte ainda hoje para termos cuidado com os falsos ministros do Evangelho: ‘’Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho’’, Atos 20.20. corroborando com a citação anterior temos: Mateus 24.4-5, 11; Marcos 13.22; II Co. 11.13; I Jo.4.1; II Pe. 2.1-3, 10, 12-15, 17-19; Jd. 3-4, 8, 10-13, ss.

Enfim, que Deus através do seu Espírito Santo possa iluminar as mentes e corações daqueles que afirmam adorar e cultuar a Jesus, mas que estão presos a um sistema doutrinário, confuso que os leva a um distanciamento da verdadeira adoração á Jesus, pois a verdadeira adoração vai além da literalidade da Palavra e nos conduz a uma comunhão íntima com nosso Criador onde estivermos, Jo.4.23-24. Amém.


FONTE:


1. ANKERBERG, John & WELDON, John. Os Fatos sobre o Catolicismo Romano. O que a Igreja Católica Romana realmente crer?  Ed. Chamada da Meia Noite. 1999. 91 pg.

2. BOETTNER, Loraine. Catolicismo Romano.  Ed. Batista Regular. 1985. pg 138-157.

 3. ALBERIGO, Giuseppe. História dos Concílios Ecumênicos. 1995. Ed. Paulus. 470 pg.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A Origem da Adoração de Imagens entre os Cristãos


John Wesley - As Obras de John Wesley Vol. V



A ORIGEM DA ADORAÇÃO DE IMAGENS ENTRE OS CRISTÃOS


Quando o Cristianismo foi primeiramente pregado no mundo, ele foi apoiado pela assistência miraculosa do Poder Divino, de modo que foi preciso pouco ou nenhum auxílio humano para a sua propagação. Não apenas os apóstolos, que primeiramente o pregaram, mas até os crentes leigos foram suficientemente instruídos em todos os artigos de fé, e insuflados com o poder de operar milagres, e com o dom de falar em línguas que antes lhes eram desconhecidas.

Mas quando o Evangelho foi difundido, e se estabelecido em todo o mundo, quando os reis e príncipes se tornaram cristãos, e quando templos foram construídos e magnificamente adornados para adoração cristã, então o zelo de alguns cristãos bem-intencionados trouxe pinturas para as Igrejas, não somente para adorná-las, mas também para instruir os ignorantes, e, conseqüentemente, elas foram chamadas de  libri laicorum, – “os livros do povo.” Dessa forma, as paredes das Igrejas foram cobertas de pinturas, representando tudo aquilo que mencionamos. E aqueles que não entendiam uma letra sequer de um livro sabiam como dar um bom relato do Evangelho, sendo ensinados a entender algumas de suas passagens nas pinturas da Igreja. Assim, como os hieróglifos foram o primeiro meio de propagar o conhecimento, antes da escrita por cartas e palavras ter sido inventada, da mesma forma os mais ignorantes eram concisamente ensinados pelas pinturas, o que, caso contrário, pela escassez de professores, eles não teriam oportunidade de ser completamente instruídos.

Mas estas coisas, que foram inicialmente planejadas para o bem, tornaram-se, pela sutileza do diabo, numa cilada para as almas dos cristãos. Pois quando os príncipes cristãos, e os ricos e grandes, disputaram entre si, quem devia ornamentar os templos com a maior magnificência, as pinturas sobre as paredes foram transformadas em imagens ostentosas sobre os altares, e as pessoas sendo enganadas pela aparência exterior dos sacerdotes curvando-se e ajoelhando-se (diantes dessas imagens), conforme as diferentes partes de sua consagração os levavam, elas imaginaram que aqueles gestos serviam para prestar honras às imagens, diante das quais elas eram feitas (o que indubitavelmente não eram), e assim, de admirá-las, o povo começou a adorá-las. Dessa forma, o que foram inicialmente destinados como monumentos de edificação, tornaram-se instrumentos de superstição. Sendo este um descuido fatal do clero, que no início negligenciou ou fingiu não notar, aos poucos (como todos os erros que se infiltraram na Igreja) ganhou força, de forma que, de ser no início o desvario do povo comum, o veneno infectou os de posições mais altas, e, por sua influência e apoio, converteu alguns dos sacerdotes à sua opinião, ou, antes, esses sacerdotes foram a causa do engano dos ricos e poderosos, especialmente os do sexo feminino, para fins não muito honrados ou apropriados à integridade de suas profissão. Mas assim foi que, o que os sacerdotes inicialmente fingiram não notar, eles depois deram sua aprovação, e o que uma vez aprovaram, eles julgaram-se obrigados por uma questão de honra defender, até que, finalmente, a superstição veio a ser pregada dos púlpitos, e a terrível idolatria impôs-se sobre o povo no lugar da verdadeira devoção.

É verdade que havia muitos da ordem religiosa, cujos corações sadios e cabeças sóbrias eram muito avessos à esta inovação, que pregavam e escreviam contra a adoração de imagens, mostrando que seria tanto imoral quanto insensato. Mas a doença estava tão espalhada, e o veneno tão arraigado, que a conseqüência da oposição foi a divisão da Igrejas em facções e cismas, e finalmente prosseguiu para sangue e matança.

N. B. Não é extraordinário que o que era tão despretensioso no começo se degenerasse em tamanha idolatria como dificilmente é encontrada no mundo pagão? Enquanto este, e vários outros erros igualmente contrários à Escritura e à razão, forem encontrados na Igreja, juntos com as vidas abomináveis de multidões que se dizem cristãos, o próprio nome do Cristianismo continuará sendo intolerável aos muçulmanos, judeus e pagãos.


Tradução: Paulo Cesar Antunes

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

O FALSO LEGADO DE PEDRO PARA O PAPADO!


POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO


Os hereges não se cansam de batalhar contra a sã doutrina. Sempre na história da Igreja  surgiram   apóstatas,  falsos doutores e mestres.  E no afã de atraírem discípulos para suas heresias eles fazem de tudo. Quebram regras da hermenêutica, forçam as intepretações textuais, executam a  exegese textual  eivada e influenciada por interpretações e leitura da Bíblia totalmente influenciada por filosofias meramente humanas fora do contexto em que o texto se evidencia.

Foi assim, e sempre será.  Sempre haverá alguém avocando para sí a descoberta de uma nova ideia ou interpretação de alguma perícope ou narrativa Bíblica. No caso da Igreja Católica Romana, eles lançaram um fundamento doutrinário onde associam o apóstolo Pedro a uma sucessão consecutiva de chefes da  Igreja católica a partir do primado de Pedro. Segundo o catecismo católico, Pedro tem uma relação de suserania com a sucessão do papado. Eles alegam que o texto contido em Mateus, 16.13-19 traz exatamente a confirmação  dessa liderança petrina sobre a Igreja do Senhor Jesus e consequentemente seus sucessores são os Papas da Igreja Católica romana. Porém, ao analisarmos o texto mencionado anteriormente[Mt. 16.13-19], e fazendo uma  exegese responsável e analisando a  perícope detidamente então, facilmente entenderemos que os sacerdotes católicos estão extremamente equivocados em suas conclusões em relação ao texto.


PEDRO E O SACERDÓCIO CATÓLICO-ROMANO - SUA RELAÇÃO COM O PAPADO.


É a partir deste texto, Mt. 16.13-19, que nasce toda a controvérsia acerca de sua interpretação, colocando o apóstolo Pedro como o primeiro Bispo[Papa] da Igreja e que seus sucessores são os Papas da Igreja Católica Romana, que tem a primazia sobre todas as Igrejas. É notório o engano teológico pregado a partir deste texto pelos bispos e padres católicos. É razoável entendermos que essa heresia nasceu séculos atrás, mas precisamente, não há registros literários que possamos com convicção dizer exatamente, quem foi o primeiro sucessor de Pedro, isto é, se ele foi o primeiro bispo[Papa] de Roma e  quem literalmente lhe sucedeu. Há muitas especulações e controvérsias históricas. Ademais, tem-se outro problema; realmente Pedro esteve em Roma? “A literatura romanista afirma que o sucessor do Bispo Pedro foi Leão I, “O Grande”, que o clero romano  afirma ser o primeiro Papa no sentido literal da palavra. Este Papa assumiu a função em meio a uma conflito doutrinário Cristológico que dividiu o  Oriente”, segundo, [GONZALEZ.2009].


Eis, a pericope do texto de Mateus 16.13-19:

“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem”? “E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou”? “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

“E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. “Pois, também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”; “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.


Segundo, [BOETTNER. 1985] houve um arcebispo e Cardeal da Igreja Católica Apostólica Romana,  no Estado de Baltimore, nos EUA, e um dos maiores representantes da Igreja Católica americana, de nome James Gibbons[1834-1921] que escreveu em seu livro “Faith o four Fathers”[A Fé de nossos Pais] acerca da primazia de Pedro como Bispo ou primeiro Papa e sua relação com a sucessão dos Papas da Igreja Apostólica Romana. Ele afirmou: “A Igreja Católica ensina que nosso Senhor conferiu  a S. Pedro o lugar máximo de honra e jurisdição no governo de toda a sua Igreja, e que a mesma supremacia  espiritual sempre residiu nos Papas, ou bispos de Roma, como sucessores de S. Pedro. Consequentemente, para sermos verdadeiros seguidores de Cristo, todos os cristãos, tanto o clero como os leigos, devemos estar com a Sé de Roma, onde Pedro governava na pessoa de seu sucessor”.


Assim como Maria, a mãe de Jesus tem sua importância no credo Católico e é venerada, a ponto de ser considerada como Co-redentora e mediadora entre Deus e os homens, e ter uma doutrina que a estuda com exclusividade, exaltando seus atributos e sua pseuda-divindade,  “A Mariolatria”, o apóstolo Pedro também ocupa um lugar diferenciado no cerne do Credo Católico Romano e a partir da crença que Pedro foi o primeiro Bispo[Papa] da Igreja em Roma, é que estão alicerçados toda a base doutrinal para a instituição do Papado e, é o que lhe confere sustentação Bíblico-Teológico para justificar a existência dos Papas ao longo dos séculos na Igreja Católica Apostólica Romana. É notório observarmos que o texto em que os bispos católicos tentam justificar a sucessão papal ligando-a ao apóstolo Pedro não tem nenhuma fundamentação bíblica, pois, o texto de Mateus 16.13-19 não afirma em nenhum momento que Jesus designou o apóstolo como chefe da sua Igreja, nomeando-o, Papa.


Também, as evidências internas e externas não comprovam ou não afirmam que Pedro esteve em Roma, não há como provar essa assertiva defendida pela Igreja Católica. Simplesmente não há registros históricos sobre o assunto. O que existe são conjecturas. Então, surge a questão, se este assunto era relevante, porque nem um dos pais da Igreja comenta sobre ele? Simplesmente há um silêncio sepulcral. Agostinho, de Hipona[354-430 d.C.] por exemplo afirmou sobre essa perícope Bíblica; “Nesta pedra, então, disse Ele, a qual tu confessaste. Eu construirei minha Igreja. Esta pedra é Cristo, e nesta fundação o próprio Pedro construiu”. Então, para Agostinho, não poderia ter sido mais claro em sua interpretação da pedra de Mateus 16. Em sua visão, Pedro é representativo da Igreja toda. A pedra não é a pessoa de Pedro, mas o próprio Cristo. De fato, na declaração acima, em uma exegese de Mateus 16, ele explicitamente diz que Cristo não construiu sua Igreja sobre um homem, referindo-se especificamente a Pedro. Se Cristo não construiu sua Igreja sobre um homem, então Ele não estabeleceu um ofício papal com sucessores de Pedro nos bispos de Roma. Novamente, se alguém examinar a documentação dos escritos de Agostinho que são fornecidos sobre Jesus, Pedro e as Chaves, esta particular referência não será encontrada. Claramente, os autores  negligenciam prover tal documentação porque ela mina completamente a posição deles”. Esta é a posição doutrinária de um dos maiores teólogos que a Igreja cristã já teve pós era apostólica e excetuando Jesus.

Outrossim, os pais da Igreja, Tertuliano, afirmou no início do séc. III, que o Bispo de Roma seria usurpador, se aspirasse a supremacia, e Santo Ambrósio, afirmou não reconhecer a supremacia papal. Percebemos claramente que o papado não era unanimidade entre a liderança da cristandade e muitos não o reconheciam como sucessores de Pedro na terra.


Salientamos ainda  que jamais o apóstolo Pedro reivindicou para sí supremacia ou autoridade sobre os demais apóstolos. Em suas duas epístolas, ele simplesmente silencia sobre tal fato. Se era importante para a Igreja e para o próprio apóstolo a supremacia da liderança, porque ele não faz menção em seus escritos[duas epístolas]? São perguntas que os bispos e padres romanos não conseguem responder tecnicamente, com argumentos lógicos e convincentes.


Para corroborar com o credo petrino da sucessão papal, os bispos romanistas criam para o Sumo Pontifcie, um título utópico, o de “infalível”, que fere frontalmente a doutrina Bíblica do pecado, que afirma que todo nós somos pecadores, inclinados ao mal, e precisamos continuamente do perdão dos nossos pecados, muitas vezes oculto e manifesto em nossas mentes e pensamentos que só o Senhor Jesus conhece. Romanos 3.10: “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer”; o sábio Salomão, filho do Rei David, afirmou em seus escritos da Meguilá, Eclesiastes, 7.20: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”. Então, este foi mais um atalho teológico que os bispos romanistas acharam para justificar a supremacia e poder do papado.


É interessante que as duas palavras que aparecem no texto de Mt. 16.13-19, Chave[princípio de autoridade] e pedra[petros, pedra pequena, simples pedregulho], são justamente as palavras  que os bispos romanos  dão maior ênfase na perícope, através de uma  exegese eivada, que pudesse vir corroborar com a supremacia do apóstolo Pedro sobre a Igreja de Cristo, e que essa supremacia seja estendida aos seus sucessores, os Papas. É a fórmula que eles encontraram afim de ligar Pedro a sucessão Papal, e esta ser exercida em toda a sua plenitude, sem questionamentos. O texto de Mateus ora exemplificado, denota claramente o absurdo teológico cometido pelos teólogos católicos ao forçar o texto a afirmar uma coisa que o texto não diz. A própria Bíblia interpretasse por sí mesma. Estejamos, pois, alerta aos falsificadores da Palavra de Deus.


CONCLUSÃO.


A Bíblia afirma que sempre a verdade prevalecerá. É isto que o apóstolo Paulo afirma ao escrever uma de suas cartas á Igreja grega em Corinto: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”, II Coríntios 13.8. As heresias surgem para arraigar mais a fé dos filhos de Deus em sua sacrossanta Palavra e expor as mentiras daqueles que dão lugar aos demônios para formular suas doutrinas. Ensinos heréticos tem suas origem nas  trevas, são doutrinas de demônios, onde os homens dão lugar aos mesmos[demônios] e que tem já suas mentes cauterizadas[marcada com fogo, impressa], isto é influenciadas por Satanás e seus anjos, cf. I Tm. 41.1;  O nosso Jesus nos alerta que próximo a sua vinda para arrebatar sua Igreja surgiriam muitos falsos profetas, é o que os sinóticos nos adverte: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”, Mateus 24.11, ainda, O Mestre nos avisa: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores”, Mt. 7.15, conforme, Marcos 13.22; Lucas 22.8.

Logo, falsos ensinos, disseminação de heresias, falsos mestres e doutores, teólogos heréticos, sempre acompanharam a história da Igreja, só acompanharam, porém nunca conseguiram macular a história da verdadeira Igreja de Cristo Jesus e sua Palavra Santa, porque o Senhor da Igreja é a própria Verdade, é o Deus dela, consequentemente, as mentiras e enganos não se sustentam, são expostas á Verdade e são desmascaradas, assim como, as falsas religiões. Além do Espírito Santo  perscrutar as profundezas de Deus como diz o apóstolo Paulo, II Coríntios 2.10, “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”. Mesma coisa é a  Palavra de Deus, é tão poderosa que revela todas as coisas que estão ocultas aos nossos olhos, e discerne as intenções dos homens: ”Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”, Hebreus 4.12-13.


Enfim, não tem condições dos ensinos heréticos se sustentarem diante da verdade que é a Palavra de Deus. A Palavra é o nosso Cordel, o aferidor de onde se encontra a verdade. Ao longo da sua história a Igreja verdadeira do Senhor Jesus Cristo sempre conviveu com as heresias que surgiam paralelamente ao crescimento da Igreja, todavia, Deus sempre levantou homens e os capacitou para defenderem a fé genuína e desbancar as heresias e reprovar as doutrinas de demônios. É essa visão apologética que Judas tem ao escrever sua carta[epístola], “[...],e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”, Jd. 3b é como Paulo afirma: “E até importa que haja entre vós partidos[haireseis], para que os que são sinceros se manifestem entre vós”, I Coríntios 11.19, isto é, na realidade é inevitável que haja tal seletividade, porque só assim, se descobre a verdade!


É por isso que a Igreja Católica Apostólica Romana tomou o rumo que tomou, apostatou totalmente do verdadeiro Evangelho de Cristo, ensinando em seu meio  preceitos de homens e pregando um falso evangelho, onde milhões de pessoas principalmente no nosso país tem seguido seus ensinamentos heréticos, e alguns levados por uma falsa “tradição,   seguem enganados e cegos quanto as verdades presentes na Palavra de Deus.  É por isso que o nosso Senhor afirma sobre a situação dos fariseus de sua época e que tem aplicação para os dias atuais: “Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova”, Mateus 15.14. amém.

O FALSO MOVER DO ESPÍRITO SANTO NO MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA – Uma Síntese


POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO 


Sempre o adversário-mor da Igreja, Satanás procurou imitar, falsificar e copiar tudo o que é relacionado á Deus e ao seu Reino. O adversário não se conforma em ter sido destronado do seu lugar no céu,  não ter mais comunhão com o Eterno nem ter conseguido  estabelecER seu trono e domínio sobre todo o universo e TER DOMÍNIO sobre todos os seres criados. Então, consciente do seu fim, ele[Satanás] age  e luta de todas as maneiras afim de seduzir o homem e levá-lo a perdição,  engano e condenação final junto com ele e os anjos que o acompanharam.


O alvo preferido do adversário é  a mente e o coração do homem. Ele procura de todas as maneiras levá-lo a uma falsa adoração á Deus com doutrinas que são preceitos de homens e doutrinas de demônios.[Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios], I Timóteo 4.1. O espírito do engano, ou do anticristo desde que Satanás foi expulso dos céus opera na vida da humanidade. No âmbito religioso, isso é factual. Já nos primórdios da Igreja do Senhor Jesus Cristo, Satanás já procurava influenciar a Igreja através de ações sobrenaturais e falsos milagres, assim como, havia a época e hoje também a atuação pseuda do Espírito Santo. Em toda as Escrituras Neo-Testamentária, há alertas sobre o perigo da ação de espíritos malignos dentro da Igreja. O apóstolo João em sua primeira carta, já avisava aos irmãos o cuidado quanto as profecias e movimentos espirituais que eram reivindicados como sendo de Deus através do seu Espírito Santo: “Amados, não creias a todo espírito, mas, provai se o espírito é de Deus, porque muitos falsos profetas tem se levantados no mundo”. I  João 4.1. o próprio Jesus nos alertou para o perigo do surgimento de falsos profetas e falsos mestres. De homens que usariam de hipocrisia e mentiras para enganar a muitos usando seu nome: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. “E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”, Mateus 7.15 e 24.11,


Atualmente não é diferente, pelo contrário tem se multiplicado o número de falsos profetas e falsas Igrejas que afirmam que Deus derramou o seu Espírito Santo na vida de seus membros e que Deus opera entre eles maravilhas, batismos,  e sinais. Hoje dezenas de movimentos carismáticos  operam no seio das Igrejas Protestante, os chamados pentecostais, porém,  também a Igreja Católica Apostólica Romana tem sua ala pentecostal, isto é, a conhecida, Renovação Católica Carismática[RCC]  que Afirmam terem experiências sobrenaturais com o Espírito Santo, que nós cremos ser uma pseuda atuação do Espírito de Deus. Deus não habita em qualquer corpo. O homem tem que se arrepender de seus pecados, confessar a Deus seus pecados e aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, para então dai em um viver santo, se Deus quiser, batizar com o seu Espírito.


O PSEUDO MOVIMENTO DA RENOVAÇÃO CATÓLICA CARISMÁTICA.


A partir do ano de 1960, ganha força no meio da Igreja Católica a idéia de se procurar o batismo com o Espírito Santo, pois, já havia anteriormente um entendimento, propósito nesta direção doutrinária. influenciados pelo agir do Espírito Santo nas Igrejas Protestantes Pentecostais, alguns católicos romanistas começam a se interessar por este agir do Espírito de Deus e começam a interagir com alguns defensores ou aqueles que criam no batismo com o Espírito Santo,  e iniciam assim, um movimento onde tinham como objetivo e propósito uma nova experiência mística com o Espírito Santo dentro da Igreja Católica romana.   Dentre alguns que iniciaram esse movimento, conforme historiadores católicos estão: A Beata Elena Guerra, conhecida como padroeira e intercessora do movimento carismático e nomeada pelo  Papa João XXIII como a "Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos", assim como,  Steve Clark[1967] da Universidade de Duquesne, na Pensilvânia, EUA; Ralph Keifer; o Padre Tomas Forrest, dentre outros.


Segundo, Earle E. Cairns, Prof. emérito do Wheaton College: “O movimento carismático católico-romano emergiu inicialmente em um retiro de universitários em 1967 na Universidade de Duquesne, Pittsburgh. A notícia disso se espalhou  para a Universidade de Notre Dame, e muitos professores e alunos falaram “em novas línguas”. Quando dez mil carismáticos se reuniram em Roma em 1975, o Papa Paulo falou simpaticamente á assembleia. O  cardeal  Leo Suenens da Bélgica é a sua principal figura. Em 1976, cerca de trinta mil carismáticos católicos se reuniram em Notre Dame para uma conferência  a fim de considerarem o seu crescente poder dentro da Igreja, [CAIRNS. 2009.  pg. 517]


Porém, foi a católica e  beata Elena Guerra que de maneira incisiva escreveu ao Papa Leão XIII, sobre o batismo no Espírito Santo e o seu agir no meio da Igreja, através do falar em Línguas estranhas, operações sobrenaturais e revelações proféticas. Tudo começou quando ela, vendo a necessidade da Igreja católica  e movida de profunda prece[oração], escreveu diversas cartas ao Papa Leão XIII, pedindo que o século XX fosse consagrado ao Divino Espírito Santo, e que fosse invocado um Novo Pentecostes sobre a face da Terra. Isto que resultou em três cartas apostólicas importantíssimas para a Igreja Católica: a "Provida Matris Caritate" [5 de maio de 1895], a "Divinum Illud Munus" [9 de maio de 1897] e a "Ad fovendum in Christiano populo" [1902]. Segundo o site católico https://www.santuariodaesperanca.com.br/canal.php?,  em um artigo sobre o movimento de renovação carismática, o articulista  afirmou:  “Em vista da extensão que tomava a Renovação no Brasil, o Pe. Eduardo Dougherty, sentindo a necessidade de uma melhor organização, preparou com o Pe. Haroldo Rahm e Irmã Juliette Schuckenbrock, CSC, um encontro de fim de semana em Campinas, que foi o I Congresso Nacional da Renovação Carismática no Brasil em meados de 1973, ao qual compareceram cerca de 50 líderes; Em janeiro de 1974 foi realizado o II Congresso Nacional da Renovação Carismática, comparecendo lideres de Mato Grosso, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Santos, São Paulo, etc.  Em outras regiões a Renovação Carismática começa a crescer, a partir de 1974: no Norte a diocese de Santarém com Frei Paulo, em Anápolis, no Centro Oeste, com Frei João Batista Vogel, no Sul de Minas, com Mons. Mauro Tommasini na Aquidiocese de Pouso Alegre. Também colaboram como divulgadores: Pe. Schuster, Dr. Jonas e Sra. Imaculada Petinnatti, Peter e Ingrid Orglmeister, D. Cipriano Chagas, Pe. Alírio Pedrini, Frei Antônio, Ir. Tarsila, Maria Lamego, Ir. Stelita”, conforme, o site: pt.Wikipedia.org/wiki./Renovação _carismatica.Católica.


É nesta atmosfera de entusiasmo religioso  que os católicos iniciam supostamente “suas experiências místicas com o Espírito Santo”.  Porém, como o Espírito Santo vai habitar em um corpo, se o pseudo-discípulo  de Jesus não experimentou o novo nascimento? Como o Espírito Santo irá habitar em um coração, onde Jesus Cristo não tem a primazia de comandá-lo e influenciá-lo? Como o Espírito Santo vai habitar em uma vida, se não há mudança de vida verdadeiramente? Como o Espírito Santo vai habitar em um coração, se a Palavra de Deus não é prioridade na vida deste pseudocristão católico?

Contudo, Conforme o próprio Catecismo da Igreja Católica Romana, os adeptos do movimento de Renovação Católica Carismática tem que seguir as liturgias e os dogmas presente no catecismo da Igreja Romana. Isto equivale por exemplo: a honrar e venerar Maria, mãe de Jesus; cultuar os anjos, orar aos santos mortos, fazer as preces, praticar as novenas, e outras liturgias  ligadas a doutrina, dogmas e catecismo da  Igreja, todas com forte conotação herética e idólatra.


A Bíblia afirma que nós não podemos servir a dois senhores, ou nós estamos com Jesus, servindo-o em santidade e obediência, ou estamos servindo ao nosso ventre, ao maligno, e vivendo  de forma hedonista. A Bíblia Sagrada é bem clara: “Então Josué disse ao povo: Não podereis servir ao Senhor, porquanto é Deus santo, é Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados”, Josué 24.19; na sua carta dirigida á Igreja em Corinto, o apóstolo Paulo afirmou: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”, I Coríntios 10.21; ainda, II Co. 6.14-15; I Jo. 1.6-7; Ef.5.5, ss.


Na questão dos romanistas, eles  cultuam e reverenciam Maria, chegando a denominá-la de Rainha dos céus e a mãe de Deus. Para se ter a presença do Espírito Santo na vida, o homem tem que confessar que é pecador, e em confessando, se arrepende e aceita a Jesus como Senhor da sua vida, e, então, ele é selado pelo Espírito de Deus e como consequência, o Espírito Santo passa a fazer morada no coração da pessoa. Todavia, como conditio Sine qua non[sem isso, nada feito] é necessário que o homem se arrependa e aceite a Jesus. Foi essa condição que o Senhor Jesus Cristo impôs a Nicodemos: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, e o Mestre continua: “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”; “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”, João 3.3,5-6. É necessário que haja arrependimento do homem, sem arrependimento e mudança de vida não há como o Espírito Santo habitar na vida da pessoa, e muito menos ter o selo do Espírito em sua vida.


Uma questão crucial, é que o cristão que serve a Jesus, não lhe garante o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em novas línguas. Quem batiza com o Espírito Santo é Jesus, é Deus e não o homem, este pode servir de instrumento nas mãos de Deus e orar e Deus responder sua oração e batizar o crente. Como neste movimento católico carismático eles podem garantir o batismo com o Espírito Santo se nem convertidos aos Evangelhos eles são? Como falar em  novas línguas, ser batizado com O Espírito Santo sem entregar sua vida totalmente á Jesus? Não viver e adorar só a Ele?  E esta língua, que os católicos da Renovação carismática Católica  dizem falar, eu, na  autoridade da revelação da Palavra de Deus, afirmo categoricamente que as línguas ditas estranhas não são de Deus, não é o Espírito Santo atuando nos grupos de oração promovidos por eles, pois, o Espírito Santo só opera na vida de quem anda em santidade, fidelidade e obediência a Jesus Cristo e se converte ao Evangelho, e Deus na sua infinita bondade quiser batizar o cristão professo.


Para os católicos da Renovação carismática, o Espírito Santo,   afirmam eles,  Habita na vida das pessoas e os conduzem a praticar o bem e os conduzem a uma vida de santificação quando a pessoa se converte ao catolicismo romano. A própria CNBB[confederação Nacional dos Bispos do Brasil] traz algumas restrições  e recomendações para as reuniões envolvendo os carismáticos.  O movimento que iniciou nos EUA, hoje também atingiu o Brasil e segundo estimativa do movimento, há milhões de católicos que abraçaram a nova doutrina.


CONCLUSÃO.


O Espírito Santo não habita em qualquer corpo. Não basta  crer que O Espírito Santo faz parte da TriUnidade. Não adianta crer no falar em línguas através do Espírito Santo. O manifestar dos nove dons espirituais advindo do Espírito Santo só se manifestam em uma comunidade cristã e em uma   vida  piedosa e de temor a Deus como servo dEle. E precisamos entender que o batismo com Espírito Santo não depende do homem, mas de Deus. Deus é quem batiza com o Espírito Santo. O Espírito Santo não é qualquer coisa para habitar em corpos manchados pelo pecado. tem que haver  renúncia da vida de pecados e uma conversão sincera á Jesus para que o Espírito de Deus passe a operar na vida da pessoa.


Há muitos movimentos ditos pentecostais dentre do próprio protestantismo que não tem nada de Deus nem do Espírito Santo; imagine, então, que tipo de espírito usa os católicos carismáticos? Com certeza não é o Espírito de Deus. Não há como estar sob a unção do Espírito Santo e a sua vida não representar uma vida de santidade e conversão á Deus.  No livro de Atos dos Apóstolos, o evangelista Lucas retrata esta verdade sem deixar alguma dúvida falando sobre o Espírito Santo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”, Atos 2.38.. o segredo é se arrepender e crer somente em Jesus como seu salvador pessoal.


O Espírito Santo representa a essência, do ser de Deus em uma das suas virtudes que o caracterizam como Deus e que envolve todo o seu Ser TriÚno, é   sua Santidade. Houve um teólogo reformado que afirmou que “nossos corações é uma fábrica de fazer ídolos”, se o homem tem essa predisposição, essa inclinação natural por causa do pecado, então o que diríamos dos católicos romanos carismáticos que apresentam em suas liturgias e dogmas uma atitude de reverencia e adoração á Maria? Preces aos santos mortos; consideram Maria como mediadora e co-redentora entre os homens e Deus? Nós cristãos que somos batizados com o Espírito Santo, se não tivermos cuidado o entristecemos, e se não vigiarmos Ele deixa de operar nas nossas vidas, imagina quem não tem Jesus como Salvador e Senhor da sua vida? Vai ter pelo menos a presença do Espírito Santo na vida? Não vai!


Enfim, os católicos pertencentes ao RCC, e os demais católicos conservadores, conforme as Sagradas Escrituras que nos julgam precisam mudar suas convicções religiosas, seus conceitos, e se arrependerem e aceitarem verdadeiramente a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas  vidas. É necessário nascer de novo!

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A MISSA CATÓLICA – sua eucaristia é Bíblica?


POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO.


É fato que Deus ao criar o homem o fez com vários propósitos. Dentre esses propósitos está o de adorar e cultuar somente á Deus.  Porém, após a queda do homem, a relação Deus-homem sofreu mudanças profundas. Agora o homem não mais tinha o privilégio de receber seu Senhor toda a tarde, no ocaso de maneira espontânea como Deus fazia, [através de uma brisa suave, no frescor do final da tarde], cf. Gn.3.7. Não havia barreiras entre o Criador e sua primeira criatura, ‘Adam. Porém, por iniciativa do próprio Deus, Ele restaura novamente essa comunhão perdida, contudo haverá agora a observância de várias regras para que o homem chegue-se novamente á Deus em espírito de adoração, afim de cultuá-lo e celebrá-lo. O homem agora encontra-se despido espiritualmente e manchado com a nódoa  do pecado, e esta nódoa,  mácula, assim como nosso DNA passaria a toda a humanidade, como definiu Agostinho de Hipona, denominando-o ‘pecado original’.


Contudo, o pecado praticado pelo nossos primeiros pais não iriam alterar o sentido e um dos  objetivos que Deus fez o homem que é o de lhe adorar e cultuar. No transcorrer da história humana, Deus de maneira bem clara e explícita escolhe um homem para lhe servir de referência afim de estabelecer novamente a verdadeira adoração ao Deus vivo que foi perdida lá no Éden. É através de Abrão que o verdadeiro significado de adoração é posto em prática. É onde racional e conscientemente o homem vai começar a oferecer sacríficios e ofertas a Deus durante seu encontro com Ele. É óbvio que houvera já um senso de consagração e oferta a Deus como parte do culto oferecido á Ele, cf. Gn. 2.4-6, com Abel e Caim, em seguida com Sete, filho de Adão, cf. Gn. 2., e assim toda uma liturgia começou a ser estabelecida para que o homem, isto é os judeus se encontrassem com YAHWEH, assim foi em toda a história do judaísmo. foram instituídas por deus várias festividades e normas cúlticas para se adorar o Eterno. Jesus sentiu o peso dessas litúrgias durante seu ministério. No entanto, Jesus iria instituir uma adoração e forma de cultuar e reverenciar a Deus de maneira mais íntima, profunda, a partir do coração do homem. Jesus traz uma nova proposta para a humanidade na vida daqueles que creriam nEle. Seus discípulos lhe prestarIam um culto mais intimista, isto é, de dentro para fora, em uma relação(Coração do homem-Espírito Santo-Deus-Jesus) e não exteriormente como a Lei exigia com seus sacríficios e cerimoniais.


Ao passar dos séculos, já nos tempos Neotestamentários a maneira de se cultuar a Deus através da pessoa bendita de JESUS sofreu significativas alterações. Hoje há uma influência pagã e mundana terrível dentro das Igrejas no que se diz culto de celebração e adoração á Deus. Houveram muitas apostasias e heresias que contaminaram a Igreja do Senhor e consequentemente muitas Igrejas foram afetadas por um falso culto e adoração a Deus. Na lista das Igrejas que se corromperam doutrinaria e liturgicamente está a Igreja CATÓLICA. Hoje a igreja católica apostatou da verdadeira fé e consequentemente corrompeu-se em seu entendimento de servir á Jesus e cultuá-lo. A Igreja Católica na atualidade em suas liturgias cúltica está totalmente longe da verdadeira adoração á Deus. A Igreja se corrompeu e introduziu no culto, elementos estranhos que não fazem parte do culto   de adoração ao Senhor Jesus. Foram incluídos vários rituais durante a celebração eucarística dos romanistas que não tem nenhum valor  para  o Eterno.


A CELEBRAÇÃO CATÓLICA -  A MISSA.


É notória a corrupção doutrinária-religiosa da Igreja Católica. Há inúmeras publicações teológicas de orientação católica que nos respaldam a afirmar isto. Há centenas  de livrarias de orientação católica no país que publicam seus materiais, assim como dezenas de seminários que formam novos padres, assim como farto material nas redes mundial de computadores, de sorte que o que vamos apresentar aqui é a linha teológica que eles defendem e ensinam, verdadeiras mentiras e engano religioso. Então, o que é a missa? De acordo com a site católico http://www.montfort.org.br/bra/cartas/doutrina/20051017170345/ e http://www.montfort.org.br/bra/documentos/catecismo/missa/:


Segundo o Concílio de Trento – Missa de S. Pio V - a MISSA é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, oferecida a Deus por um sacerdote em nome dos fiéis, e que, ao  pronunciar as palavras da Consagração, ‘empresta’ a sua voz a Nosso Senhor (o faz na PESSOA DE CRISTO  - “IN PERSONA CHRISTI”). Na realidade, é CRISTO NOSSO SENHOR e ÚNICO SACEDOTE que celebra a Missa, pois só Ele pode dizer “ISTO É O MEU CORPO.... ISTO É O MEU SANGUE”. Daí resulta que a Missa de S. Pio V é celebrada sobre um ALTAR (próprio para “SACRIFÍCIO” a Deus), por um sacerdote, voltado para Deus e de costas para o POVO, ou seja, o sacerdote, representando o povo diante de Deus, fala voltado a Deus, dando as costas aos seus representados... não tem cabimento um representante de um grupo qualquer dirigir-se a um superior voltado ao próprio grupo, dando as costas ao superior!...


Com o advento do II Concílio do Vaticano em 1969, a liturgia ligada a eucaristia mudou e houveram alterações litúrgicas em relação a missa institucionalizada por S. Pio V: Eis a definição da Nova Missa de Paulo VI (Item 7 do documento “Institutio Generalis Missalis Romani”): “A Ceia do Senhor ou Missa é a sagrada sintaxe ou assembléia do povo de Deus que se congrega, presidida pelo sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor. Por isso, de maneira toda particular, vale para a reunião local da Santa Igreja a promessa de Cristo: “Onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles”.


Como você pode notar, nesta definição, Paulo VI apresenta MISSA como sinônimo de CEIA, e a define como ASSEMBLÉIA DO POVO – a ser PRESIDIDA pelo sacerdote -- para celebrar o MEMORIAL, ou seja, “lembrança” do Senhor. Conseqüentemente, por se tratar de CEIA, o ALTAR foi substituído por MESA (condenado por Pio XII em 1947 na encíclica Mediator Dei); e como ela é a ASSEMBLÉIA DO POVO DE DEUS, o sacerdote só a PRESIDE, voltado para o próprio POVO...e na língua deste. É o POVO que a celebra. E tudo se resume numa festa, chegando aos violões, batuques e danças que vemos hoje. Mas, a parte mais importante é que falta a essa definição qualquer referência a SACRIFÍCIO, principalmente à PROPICIAÇÂO, isto é, a satisfação que na Missa Nosso Senhor Jesus Cristo presta pelos pecados dos homens. Só para completar, no Santo Sacrifício da Missa distinguem-se os quatro componentes de um verdadeiro sacrifício feito a Deus: Adoração; Ação de Graças; Propiciação e Impetração.


A missa faz parte de um dos sete sacramentos ou dogmas que a   Igreja Católica ensina e prega,  corroborado e chancelado pelo Vaticano, onde fica a sede da Igreja e de onde emana toda  a orientação teológica da Igreja. Por exemplo, o site oficial do Vaticano: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s1cap2_1135-1209_po.html. Encontramos toda a orientação religiosa e espiritual para serem ensinadas nos templos católicos, na forma de catecismo. Esses erros doutrinários ensinados pelos bispos católicos tem se propagado pelo mundo e o pior aceitos e pregados como verdadeiros, porém, quando os julgamos á luz das Sagradas Escrituras suas mentiras e erros vem á lume. Segundo os historiadores e teólogos católicos, os primeiros registros sobre a realização das missas ocorreu por volta do ano de 155 d.C. e seus rituais foram primeiramente observados por Justino Mártir, conforme documento da própria Igreja


“Os cristãos celebram a Eucaristia desde as origens, e sob uma forma que, em sua substância, não sofreu alteração através da grande diversidade do tempo e das liturgias, porque temos consciência de estarmos ligados ao Mandato do Senhor, dado na véspera de sua Paixão: ‘Fazei isto em memória de Mim (1Cor 11, 24-25)’. (...) Ao fazermos isto, oferecemos ao Pai o que Ele mesmo nos deu: os dons de sua Criação, pão e vinho, que pelo poder do Espírito Santo e pelas palavras de Cristo tornam-se Corpo e Sangue de Cristo, que, assim, se torna Real e misteriosamente Presente. (...) No ‘dia do Sol’ (domingo), como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Leem-se ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. Seguem-se as preces da comunidade e, quando as orações terminam, saudamo-nos uns aos outros com o ósculo. Em seguida, leva-se àquele que preside aos irmãos o pão e o vinho. (...) Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do Universo, no Nome do Filho e do Espírito Santo, e rende graças (no grego Eucharistian) longamente, pelo fato de termos sido julgados dignos destes Dons. Terminadas as orações e ações de graças, o povo presente aclama, dizendo amém. Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo ter respondido, os diáconos distribuem a Eucaristia e levam-na também aos ausentes.” Carta de S. Justino ao imperador Antonio Pio (S. Justino, ano 155 dC, em Apologeticum 1,65)


https://www.ofielcatolico.com.br/2001/03/o-santissimo-sacramento-da-eucaristia.html.


Segundo o site oficial do Vaticano, ligado a Igreja Católica Romana: http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html, na página cinquenta;  “A Eucaristia É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna, além disso, Jesus a instituiu Instituiu-a “na Quinta Feira Santa, «na noite em que foi entregue» (1 Cor 11,23), ao celebrar a Última Ceia com os seus Apóstolos”.


Conforme, o mesmo site a eucaristia tem uma importância vital para a Igreja: “É fonte e cume da vida cristã. Na Eucaristia, atingem o auge a ação santificadora de Deus em nosso favor e o nosso culto para com Ele. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja: o próprio Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são significadas e realizadas na Eucaristia. Pela celebração eucarística ou missa, unimo-nos desde já à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna. Este sacramento que é a missa, segundo o Vaticano tem a seguinte definição: “A insondável riqueza deste sacramento exprime-se com diferentes nomes que evocam alguns dos seus aspectos particulares. Os mais comuns são: Eucaristia, Santa Missa, Ceia do Senhor, Fracção do pão, Celebração Eucarística, Memorial da paixão, da morte e da ressurreição do Senhor, Santo Sacrifício, Santa e Divina Liturgia, Santos Mistérios, Santíssimo Sacramento do altar, Santa Comunhão”


Percebemos nos textos anteriores algumas definições do que é a missa ou eucaristia e seus desdobramentos litúrgicos e logo identificamos como foi criada verdadeira heresia para respaldar essa liturgia ou sacramento usada fundamentalmente pela Igreja Católica. Observe a opinião de BOETTNER  acerca desse sacramento: “[...] de acordo com a doutrina romana, no sacrifício  da missa  o pão  e o vinho são transformados  pelo poder do sacerdote , ou momento da consagração, NO CORPO E SANGUE DE CRISTO REAIS. O pão na forma de hóstias finas  e redondas, das quais centenas podem ser consagradas simultaneamente, é colocado em um prato de ouro. O vinho em um copo de ouro. O suposto corpo e sangue de Cristo são então levantados diante do altar  nas mãos do sacerdote e oferecidos á Deus pelos pecados dos vivos e dos mortos. durante esta parte da cerimônia, o povo não passa de um espectador de um drama religioso. Praticamente tudo é feito pelo sacerdote, ou por ele  e seus  ajudantes. O auditório não canta, nem há qualquer orações espontânea da parte do sacerdote e do povo. A liturgia é tão rpigida que pode ser executada automaticamente, quase sem pensar no que faz”, (BOETTNER.1985, pg. 139).


CONCLUSÃO.



A maneira de se cultuar a Deus na presente era é de uma simplicidade única. Não se precisa de muita coisa para se cultuar e celebrar a pessoa bendita de Jesus em um culto á Ele. longe  do complexo ritual da Velha Aliança mosaica onde havia toda uma preparação por partes dos sacerdotes antes de ministrarem á Yahweh , assim como, o seguir rigirosamente passo-a-passo cada etapa litúrgica que se exigia muito do sacerdote e consequentemente do povo também.


Na Nova Aliança, o culto ao Eterno-Jesus dá-se de maneira espontânea e voluntária. O próprio Cristo trouxe um novo paradigma de adoração e culto á Ele. Essa nova forma litúrgica de se adorar á Deus, Jesus expõe claramente a mulher samaritana durante diálogo entre o Mestre e aquela mulher: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.


Jesus neste diálogo com aquela mulher, simplesmente mostra a ela que o Templo na atual dispensação é apenas um mero detalhe. Que para o Eterno manifestar sua glória não necessariamente tem que ser no templo. Os seus discípulos terão agora o privilégio de tê-lo dentro de sí, nos seus corações, e que o Consolador está a disposição todo o dia, para sempre, na vida daqueles que o servem com inteireza de coração,  em espírito e em verdade como disse Cristo.  Este ensino de Jesus para a sua Igreja tem valor individualmente e quando no ajuntamento ou reunião da Igreja em culto para adorar seu Mestre.

Para se cultuar a Jesus não precisa de homílias prontas, de ladainhas preparadas,   que direcionam a liturgia, anulando assim o pregador, engessando o sermão. O culto á Jesus se desdobra naturalmente, com hinos de louvores á Deus que invocam a sua Majestade, Poder e Soberania. Tanto na Igreja primitiva quanto na Igreja odierna a forma de celebração e culto á Deus não sofreu mudanças drásticas. A verdadeira Igreja do Senhor Jesus o oferece um culto quer vem muito mais da alma e do espírito do que de ações mecânicas exterirores.


É oportuno salientar que a Igreja romana foi gradualmente fugindo da simplicidade que é o culto ofertado á Deus, caracterizando-a como uma Igreja apóstata e herética, senão vejamos: Aproximadamente no ano 300 d.C. é instuída a oração aos mortos; já no ano 394 da nossa era é instituída a missa como celebração litúrgica; ano 600, Gregório I impõem que o latim seja usado nos cultos  e orações, assim como no mesmo ano as orações passam a ser dirigidas á Maria, aos santos mortos  e aos anjos; o Rosário , que é uma reza mecânica com contas é inventada por Pedro, o ermitão no ano 1090, todavia, em 1569, o Papa Pio V, com a bula “Consueverunt romani pontifices”, consagrou uma forma de rosário que foi formalizada e idêntica à que se usa atualmente. Há muitas disputas acerca do surgimento do Rosário, mesmo entre os teólogos e historiadores católicos, não há um marco cronológico correto que sirva de referência.


Enfim, concluímos que toda essa forma litúrgica observada pela Igreja católica não tem fundamento bíblico-teológico algum. Apenas servem para confundir a mente dos incautos e ignorantes e que estão mergulhados no engano religioso pregado pelos bispos católico. O evangelho de Cristo liberta, “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, cf. João 8.32. A marca da verdadeira Igreja de Cristo é a simplicidade de seus cultos. Foi assim com os protestantes da Reforma e permanece até hoje, e não devemos colocar nenhuma fundamento novo para cultuar e adorar a Jesus na beleza da sua santidade. Deus não aceita mistura, não devide a sua Glória e Adoração com ninguém. Ou se cultua a DEUS em Espírito e verdade, ou se o culto fugir desses parâmetros é um engodo.


FONTE.


1. Bíblia Apologética de Estudo. ACF. Trad. João Ferreira de Almeida. S. Paulo. 2006. Editora Instituto Cristão de Pesquisa. 1649 pg.


2. BOETTNER, Loraine. Catolicismo Romano. S. Paulo. 1985. Imprensa Batista Regular. 341 pg.