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quinta-feira, 27 de março de 2025

Jesus: O Maior Judeu de Todos os Tempos

Por Walson Sales 

Há mais de dois mil anos, nasceu um homem que mudou para sempre o curso da história. Sua vida transcende qualquer padrão humano, e Ele é reconhecido como o maior judeu de todos os tempos. Jesus Cristo é único em Sua existência, Suas palavras, Seus feitos e em Seu impacto na humanidade. Sua vida foi marcada por humildade, poder e autoridade que nenhum outro ser humano jamais alcançou.

Um Nascimento Inigualável

Jesus nasceu sob circunstâncias extraordinárias. Não houve lugar para Ele nas hospedarias, e Seu berço foi uma simples manjedoura. Apesar de Sua origem humilde, Seu nascimento foi anunciado por anjos e testemunhado por pastores e sábios do Oriente, cumprindo profecias antigas (Isaías 7:14; Miqueias 5:2). Mesmo em Sua infância, Ele atraiu a atenção de reis, como Herodes, e confundiu doutores e filósofos com Sua sabedoria (Lucas 2:46-47).  

Uma Vida de Poder e Autoridade

Embora tenha vivido na obscuridade e na pobreza, Jesus demonstrou poder sobre a natureza, andando sobre as águas e acalmando tempestades com Sua palavra (Mateus 14:25; Marcos 4:39). Ele nunca frequentou universidades, mas Suas palavras transformaram vidas e ecoam por gerações.  

Seus milagres são incontáveis: transformou água em vinho (João 2:1-11), curou multidões sem o uso de remédios, restaurou a vista aos cegos, curou leprosos e até ressuscitou mortos (Lucas 7:11-15; João 11:43-44). Ele nunca cobrou por Seus serviços, demonstrando compaixão e graça sem limites.  

O Impacto Cultural e Espiritual de Jesus

Jesus nunca escreveu um livro, mas as palavras ditas por Ele são tema de incontáveis obras literárias. Jamais compôs uma música, mas inspirou mais hinos e canções do que todos os músicos juntos. Ele não fundou escolas, mas transformou corações e mentes, influenciando a educação em todo o mundo.  

Seu poder transcende o físico; Ele curou corações quebrantados e trouxe esperança aos que estavam perdidos. Sem jamais empunhar uma arma, conquistou seguidores voluntários em todas as nações. Sob Seu comando, os mais rebeldes depuseram suas armas espirituais e renderam-se ao Seu amor.  

Ele é superior a todos os grandes líderes judeus: maior que Moisés, Arão, Davi, Josué, Salomão e Elias. Seu sacerdócio é eterno (Hebreus 7:24), Sua liderança é incomparável e Sua sabedoria, inesgotável.  

Um Nome que Permanece Eternamente

Os grandes nomes da história — estadistas, cientistas, filósofos e teólogos — surgiram e desapareceram. Mas o nome de Jesus permanece firme e cresce em influência. Ele vive, mesmo após dois mil anos de Sua crucificação, e continua a transformar vidas. Herodes não conseguiu destruí-Lo, e a morte não pôde vencê-Lo.  

Jesus está no mais alto pináculo da glória celeste. Ele é proclamado por Deus, reconhecido pelos anjos, adorado pelos santos e temido pelos demônios. Ele é o Cristo vivo, o Messias prometido e o Salvador do mundo.  

Conclusão: Um Convite Pessoal

Neste exato momento, Jesus, o maior judeu de todos os tempos, está olhando para você. Sua vida é um convite à reflexão, à entrega e à adoração. Ele é mais que um homem; é Deus encarnado, o Redentor de Israel e da humanidade.  

Ao contemplarmos Sua vida e legado, somos chamados a responder ao Seu amor e reconhecer Sua soberania. Que possamos honrá-Lo com nossas vidas, pois Ele é digno de toda glória e louvor, ontem, hoje e para sempre.

Jesus: O Maior Personagem da História e os Quatro Dias Mais Importantes da Humanidade

Por Walson Sales 

A história humana é marcada por momentos significativos, mas quatro dias se destacam como os mais importantes, todos conectados diretamente à vida de Jesus Cristo. Esses dias transcendem épocas e culturas, moldando não apenas o curso da humanidade, mas o destino eterno de cada pessoa. A celebração do Natal, que marca o nascimento de Jesus, é um lembrete de que Ele é o centro da história e o maior personagem que o mundo já conheceu.

1. O Nascimento de Jesus: Deus se fez homem!

O primeiro dia mais importante da história foi o nascimento de Jesus, o evento que dividiu o tempo em antes e depois Dele. Em Belém, há mais de dois mil anos, cumpriu-se a profecia de Isaías:  

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6).

O nascimento de Jesus não foi apenas o início de uma vida humana, mas a manifestação de Deus na carne (João 1:14). Ele veio trazer luz ao mundo em meio às trevas espirituais, inaugurando o plano redentor de Deus. Celebrado no Natal, esse evento nos lembra que o Criador escolheu entrar na história como um de nós, demonstrando amor e humildade inigualáveis.  

2. A Morte de Jesus: O problema do pecado resolvido!

O segundo dia mais importante foi o dia da morte de Jesus. No Calvário, Ele se entregou voluntariamente como sacrifício pelos pecados da humanidade. Sua morte foi o cumprimento do plano divino anunciado desde o Éden (Gênesis 3:15). O apóstolo Paulo resumiu esse momento ao dizer:  

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6:23).

Jesus tomou sobre si o castigo que nos era devido (Isaías 53:5), abrindo um caminho para a reconciliação com Deus. A cruz, que inicialmente parecia uma derrota, tornou-se o símbolo da vitória divina sobre o pecado, a morte e Satanás. Esse sacrifício mudou a eternidade de todos os que creem Nele.  

3. A Ressurreição de Jesus: Vitória sobre a morte!

O terceiro dia mais importante foi a ressurreição de Jesus. Três dias após Sua morte, Ele venceu a morte, ressuscitando para nunca mais morrer. Esse evento único e inédito na história é o fundamento da fé cristã:  

"Por que vocês procuram entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui; ressuscitou!" (Lucas 24:5-6).

A ressurreição confirma que Jesus é quem Ele afirmou ser: o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Mais do que isso, ela assegura a promessa da vida eterna para aqueles que O seguem (João 11:25-26). A ressurreição é a prova definitiva de que o poder de Deus é maior do que qualquer força do mal.  

4. O Arrebatamento: O dia que mudará tudo!

O quarto dia mais importante ainda está no futuro: o dia do arrebatamento da Igreja. Esse será o momento em que Cristo voltará para buscar os que Lhe pertencem, cumprindo Sua promessa de reunir Seus seguidores para sempre:  

"Porque o Senhor mesmo descerá do céu, com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Tessalonicenses 4:16).

Esse evento mudará radicalmente a história, marcando o fim da era presente e o início do Reino eterno de Deus. Para os crentes, será um dia de triunfo e alegria, mas para o mundo, será um momento de impacto e transformação inigualáveis.  

Jesus: Centralidade e Inescapabilidade na História

Ao longo dos séculos, muitos têm tentado ignorar, rejeitar ou desacreditar Jesus. Contudo, Ele permanece no centro da história, dividindo eras, inspirando bilhões e sendo adorado como Deus. Ele é exaltado no céu, temido pelos demônios e reconhecido como Salvador por todos os que O conhecem.  

Conclusão: O Natal e a Centralidade de Cristo

O Natal nos convida a refletir sobre o impacto de Jesus na história e em nossas vidas. Ele não é apenas o maior personagem da humanidade; é o centro do plano divino de redenção. Desde Seu nascimento humilde em Belém até a promessa de Seu retorno glorioso, Jesus transforma tudo o que toca.  

Que neste Natal possamos celebrar não apenas o nascimento de um menino, mas a vinda de Deus ao mundo para nos resgatar. E que cada um de nós esteja preparado para o dia em que Ele voltará para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

sexta-feira, 21 de março de 2025

A Influência Judaico-Cristã na Formação dos Direitos Humanos e da Modernidade

Por Walson Sales

O legado do Cristianismo e do Judaísmo vai muito além do aspecto religioso. Essas tradições moldaram conceitos fundamentais da sociedade moderna, como direitos humanos, liberdade, igualdade e justiça. Baseado no livro Deus é um Monstro Moral? de Paul Copan, este artigo explora como essas tradições formaram o alicerce da modernidade ocidental. Estudiosos como o sociólogo Rodney Stark e o filósofo ateu Jürgen Habermas apontam para a importância da ética bíblica como influência profunda na civilização ocidental. Vamos analisar como a base religiosa do Ocidente moldou nosso entendimento contemporâneo de dignidade humana e direitos universais.

1. A Religião como Fundamento da Modernidade Ocidental

Rodney Stark, sociólogo respeitado e autor de The Victory of Reason (A Vitória da Razão), argumenta que o desenvolvimento científico e o sucesso do Ocidente foram catalisados pelos valores religiosos, especialmente cristãos. Em sua visão, o Cristianismo não foi apenas uma doutrina espiritual, mas uma força intelectual que encorajou a busca por conhecimento, inovação e ciência. Stark destaca que as bases teológicas cristãs, que promovem a compreensão e o respeito pela natureza como criação divina, foram essenciais para o avanço da ciência e da modernidade.

Além disso, ele explica que o Cristianismo contribuiu para o desenvolvimento de uma visão de mundo racional. Essa visão influenciou a estruturação das universidades medievais, onde teólogos cristãos foram pioneiros no estudo de várias ciências. A crença em um Criador lógico que deu ordem ao mundo natural incentivou os estudiosos a explorarem as leis e padrões da natureza, acreditando que o mundo era inteligível e merecia ser investigado. O Cristianismo não foi, então, um obstáculo ao progresso científico, mas uma força que o motivou e orientou.

 2. Universalismo e Igualdade no Cristianismo

A ética cristã introduziu o conceito de um universalismo igualitário – a ideia de que todos os seres humanos têm valor igual perante Deus. Esse princípio foi revolucionário, especialmente numa época em que sociedades eram estruturadas em classes fixas, e o conceito de dignidade humana universal era praticamente inexistente. A partir do ensinamento cristão de que todos são “feitos à imagem de Deus”, a ideia de igualdade se expandiu e acabou se consolidando como uma base dos direitos humanos universais.

O filósofo alemão Jürgen Habermas, embora ateu, reconhece o impacto duradouro do Cristianismo na cultura ocidental. Ele afirma que o “universalismo igualitário” do Cristianismo inspirou a liberdade, os direitos humanos e a democracia. Esses valores de justiça e amor fraterno, que são pilares do Cristianismo, trouxeram uma visão ética que promove o respeito pela individualidade e pela liberdade de cada ser humano, independentemente de classe, raça ou origem. Habermas observa que ainda hoje, diante dos desafios globais e pós-nacionais, é impossível encontrar uma alternativa prática e ética que substitua essa base bíblica.

 3. A Origem Teológica dos Direitos Humanos

O estudioso Max Stackhouse, conhecido defensor dos direitos humanos, afirma que os princípios básicos dos direitos humanos ocidentais têm suas raízes nas tradições religiosas bíblicas. Ele ressalta que esses direitos não surgiram espontaneamente em culturas seculares, mas foram desenvolvidos nas principais vertentes do pensamento bíblico, especialmente na tradição judaico-cristã. Por exemplo, o conceito de direitos naturais – a ideia de que todos possuem direitos inerentes simplesmente por serem humanos – emergiu na teologia católica medieval e estava embasado na crença de que todos foram criados à imagem e semelhança de Deus.

Na Idade Média, pensadores católicos como Tomás de Aquino exploraram essa ideia, defendendo que, se cada indivíduo reflete a imagem divina, então ele possui uma dignidade intrínseca e direitos inalienáveis. Esses direitos devem ser respeitados e defendidos por todas as sociedades. Esse entendimento ajudou a construir o caminho para a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. As igrejas cristãs, em parceria com rabinos judeus, desempenharam um papel crucial na formulação desse documento, promovendo uma visão de direitos que une razão e ética com princípios teológicos.

4. Documentos Históricos e os Direitos Humanos

A Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da França (1789) são documentos fundamentais que estabeleceram a noção de direitos humanos e liberdade individual na cultura ocidental. Ambos reconhecem, de maneiras distintas, a importância do Criador ou do Ser Supremo. A Declaração de Independência afirma que todos são "dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis", enquanto a Declaração Francesa menciona os direitos humanos "na presença e sob os auspícios" de Deus.

Esses documentos históricos são exemplos de como a teologia judaico-cristã permeia o entendimento de dignidade e igualdade humana. Outro marco importante é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, que afirma que todos os seres humanos são “dotados de razão e consciência” e devem agir “uns para com os outros em espírito de fraternidade”. A redação dessa declaração foi fortemente influenciada por líderes religiosos cristãos e judeus, que buscavam promover uma “nova ordem mundial” baseada na dignidade inalienável de cada indivíduo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece que o ser humano tem um valor inerente e universal, o que está de acordo com a visão bíblica de que todos são feitos à imagem de Deus. Esses documentos reforçam que os direitos humanos não são apenas normas políticas, mas princípios éticos que têm uma base religiosa que deve ser preservada. Assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é, em parte, um reflexo da tradição judaico-cristã, que fornece um fundamento ético que sustenta a noção de dignidade humana universal.

 Conclusão

A ética e a visão de mundo judaico-cristã continuam a influenciar profundamente os valores modernos de dignidade humana, igualdade e justiça social. A ideia de que todos possuem direitos inalienáveis, sendo igualmente valiosos, é uma herança da tradição bíblica que resiste ao tempo e às críticas. Embora haja hoje um esforço por secularizar os direitos humanos, a realidade é que eles foram forjados e nutridos pela ética religiosa que valoriza a dignidade de cada indivíduo. Como afirmou Jürgen Habermas, essa base ainda é essencial no mundo atual, e tentar ignorá-la é superficial. Assim, o Cristianismo e o Judaísmo permanecem como alicerces não apenas de crenças religiosas, mas de uma moralidade universal que continua relevante e vital para a sociedade ocidental contemporânea.

 Questionário

1. Qual é a principal tese defendida por Rodney Stark sobre a influência do Cristianismo no desenvolvimento da ciência e da modernidade?

Resposta: Stark argumenta que a ascensão científica do Ocidente foi fundamentada em princípios cristãos que incentivavam a exploração e compreensão da natureza como criação divina.

2. Como Jürgen Habermas, sendo ateu, vê a influência do Cristianismo na civilização ocidental?

Resposta: Habermas reconhece que a ética cristã foi fundamental para a criação de direitos humanos, liberdade e igualdade, e considera que essa herança ainda é essencial para o mundo moderno.

3. O que significa “universalismo igualitário” no contexto da ética cristã?

Resposta: Refere-se à ideia de que todos os seres humanos são igualmente valiosos e merecedores de respeito, fundamentado no conceito cristão de que todos são feitos à imagem de Deus.

4. Quem é Max Stackhouse e qual sua contribuição para a compreensão da origem dos direitos humanos?

Resposta: Stackhouse é um estudioso dos direitos humanos que afirma que os princípios dos direitos humanos ocidentais se originam das tradições religiosas bíblicas.

5. Cite três documentos históricos que refletem a influência da teologia judaico-cristã sobre os direitos humanos.

Resposta: A Declaração de Independência dos Estados Unidos, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da França e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

6. Quais valores judaico-cristãos contribuíram para a ideia de direitos humanos universais?

Resposta: Valores de justiça, igualdade, amor fraterno e a crença na dignidade de cada indivíduo como imagem de Deus.

7. Como a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 foi influenciada pela tradição judaico-cristã?

Resposta: A declaração teve apoio de igrejas cristãs e líderes religiosos que promoveram a visão de direitos humanos baseados na dignidade de cada pessoa.

8. Por que o Cristianismo e o Judaísmo são considerados fundamentais para o entendimento moderno de direitos humanos, segundo o artigo?

Resposta: Porque esses sistemas éticos oferecem uma base moral universal e histórica que ainda sustenta a ideia de dignidade e direitos inalienáveis.

Esse questionário visa reforçar o aprendizado e estimular a reflexão sobre o impacto duradouro das tradições judaico-cristãs na modernidade e na construção dos direitos humanos.

quarta-feira, 19 de março de 2025

A Coerência das Visões de Mundo: A Perspectiva Cristã

Por Walson Sales

A busca por uma visão de mundo coerente é uma das questões mais fundamentais da humanidade. A religiosidade está presente em todas as culturas, mesmo em meio ao avanço do conhecimento científico. No entanto, o crescimento da ciência não extinguiu o anseio por explicações religiosas. Este artigo argumenta que uma visão de mundo deve ser coerente com a realidade e analisa como o Cristianismo se destaca nesse aspecto, em comparação com outras cosmovisões. Através da lógica, da história e da revelação bíblica, buscaremos compreender a importância da coerência nas afirmações religiosas.

A Natureza Religiosa do Homem

O homem é inerentemente religioso; essa característica é evidente em todos os cantos do globo. As manifestações de fé são diversas e complexas, mas a questão central persiste: existe uma doutrina correta entre tantas? A Bíblia, em Eclesiastes 3:11, afirma que Deus colocou a eternidade no coração do homem, revelando nosso anseio por algo maior. Porém, como podemos avaliar a coerência das diversas doutrinas religiosas? A lógica e a lei da não contradição nos ensinam que afirmações opostas não podem ser verdadeiras simultaneamente. Assim, se Deus existe, como é possível que todas as doutrinas religiosas possam ser certas, quando muitas se excluem mutuamente?

A Coerência das Cosmovisões

A análise das grandes religiões do mundo revela divergências significativas em suas doutrinas. Segundo Widner, o Cristianismo se destaca como uma cosmovisão que não só oferece uma explicação racional sobre a origem do universo, mas também uma explicação histórica sólida, especialmente em relação à ressurreição de Jesus Cristo. Em Romanos 1:20, a Bíblia afirma que as qualidades invisíveis de Deus são claramente vistas através da criação, o que implica que a criação deve ser coerente com a revelação divina.

Outras cosmovisões, como o Budismo e o Hinduísmo, muitas vezes consideram a realidade como um mito. Assim, suas descrições do mundo não têm a intenção de serem precisas. O naturalismo/materialismo, por sua vez, falha em explicar como algo pode surgir do nada, levando a lacunas na lógica de suas afirmações.

A Lei da Não Contradição

Um dos pilares do raciocínio lógico é a lei da não contradição, que estabelece que uma afirmação não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Ao avaliar as cosmovisões, é crucial identificar declarações contraditórias que possam colocar em dúvida a validade de suas premissas. O Cristianismo, ao contrário de muitas outras filosofias, se esforça para manter a coerência lógica e histórica em suas afirmações.

Em 1 Coríntios 15:14, Paulo afirma que "se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé". Essa declaração demonstra que a ressurreição de Cristo é um fundamento central da fé cristã e que, se não for verdadeira, toda a cosmovisão cristã entra em colapso.

A Importância da Coerência

A coerência é essencial em qualquer visão de mundo. Uma cosmovisão deve ser capaz de responder às questões fundamentais da vida, como a origem do universo, o propósito da existência e o destino final da humanidade. O Cristianismo se distingue por oferecer respostas que se alinham não apenas com a lógica, mas também com a experiência humana e os dados históricos.

Auten (2010) destaca que as razões que apoiam o Cristianismo são variadas, abrangendo história, ciência, moralidade e experiências pessoais. Isso reforça a ideia de que o Cristianismo não é apenas uma crença, mas uma visão de mundo fundamentada em evidências e coerência.

Conclusão

A busca por uma visão de mundo coerente é uma necessidade humana inata. As religiões podem oferecer respostas variadas, mas somente o Cristianismo apresenta uma cosmovisão que se alinha com a realidade histórica, lógica e científica. A coerência é fundamental para a validade de qualquer sistema de crenças, e o Cristianismo se destaca por fornecer respostas que fazem sentido tanto na lógica quanto na experiência. À luz das Escrituras e da razão, podemos concluir que a fé cristã não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para aqueles que buscam uma compreensão mais profunda do mundo e do seu Criador.

O Jesus Histórico: Realidade e Relevância

Por Walson Sales

A figura de Jesus Cristo é central para a fé cristã e, ao mesmo tempo, um objeto de intenso estudo histórico. É essencial entender que Jesus não é apenas uma figura religiosa, mas também um personagem real da história. Os eventos que cercam sua vida, morte e ressurreição ocorreram em um contexto temporal e espacial específico, com pessoas reais que interagiram com Ele. Este artigo explorará a historicidade de Jesus com base em fontes não cristãs e bíblicas, demonstrando que a ressurreição de Cristo é um dos eventos mais bem documentados da história.

A Vida e Morte de Jesus

Para compreender a figura histórica de Jesus, podemos considerar 12 pontos que são amplamente aceitos, mesmo por fontes não cristãs:

1. Viveu durante o tempo de Tibério César: Jesus viveu entre 4 a.C. e 30 d.C., durante o reinado do imperador romano Tibério, estabelecendo um marco temporal para sua existência (FONTES: Josefo, Tácito).

2. Vida Virtuosa: Jesus é descrito como alguém que viveu uma vida moralmente exemplar, sendo reconhecido por sua virtude (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

3. Realização de Maravilhas: Relatos sobre suas maravilhas e milagres estão presentes em múltiplas fontes, indicando seu impacto na sociedade da época (FONTES: Talo; Suetônio).

4. Irmão Tiago: A presença de Tiago, seu irmão, é confirmada por diversas fontes, evidenciando relações familiares e seu papel na Igreja primitiva (FONTES: Luciano; Celso).

5. Aclamação como Messias: Jesus foi reconhecido por muitos como o Messias esperado, um título que carregava significados profundos para os judeus da época (FONTES: Mara Bar-Serapião; Talmude de Babilônia).

6. Crucificação sob Pôncio Pilatos: A crucificação é um fato histórico bem documentado, ocorrido sob o governo do governador romano Pôncio Pilatos (FONTES: Josefo; Tácito).

7. Crucificação na véspera da Páscoa Judaica: O contexto da crucificação está profundamente ligado às festividades judaicas, aumentando sua relevância (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

8. Eventos sobrenaturais: Relatos de trevas e terremotos na morte de Jesus são mencionados, sugerindo um significado profundo para seus seguidores (FONTES: Talo; Suetônio).

9. Crença na Ressurreição: Os discípulos acreditaram firmemente que Jesus ressuscitou dos mortos, um ponto central para a propagação do cristianismo (FONTES: Mara Bar-Serapião; Talmude de Babilônia).

10. Disposição para o martírio: Os discípulos estavam dispostos a morrer por sua crença na ressurreição de Jesus, o que sugere a profundidade de sua convicção (FONTES: Josefo; Tácito).

11. Espalhamento do Cristianismo: O cristianismo se espalhou rapidamente, alcançando até Roma, em um período em que a resistência cultural e política era significativa (FONTES: Plínio, o jovem; Flegon).

12. Negação dos deuses romanos: Os seguidores de Jesus começaram a adorar a Ele como Deus, desafiando o panteão romano e estabelecendo uma nova ordem religiosa (FONTES: Luciano; Celso).

Evidências da Historicidade

Paul L. Maier ressalta que as evidências para a existência de Jesus são mais robustas do que para muitas figuras históricas do passado. Ele divide essas evidências em interna (bíblica) e externa (histórica e arqueológica). É importante notar que as narrativas evangélicas, se lidas à luz da realidade histórica, têm um impacto significativo: como poderia Herodes, O Grande, tentar matar um "fantasma", ou Pôncio Pilatos julgar um "mito"? Essas interações são um testemunho da realidade da vida de Jesus.

A Morte e a Ressurreição de Jesus

A morte e ressurreição de Jesus são eventos centrais nas narrativas dos evangelhos, recebendo atenção especial. De fato, a última semana de vida de Jesus ocupa um terço dos evangelhos sinópticos e quase a metade do evangelho de João. Essa ênfase não é meramente acidental; ela reflete a importância teológica e histórica desses eventos.

A Ressurreição: Ação Sobrenatural de Deus

A ressurreição de Jesus não é apenas um ponto de fé, mas uma evidência extraordinária da ação de Deus na história. Em 1 Coríntios 15:14, Paulo afirma: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã a vossa fé." Este versículo destaca que a ressurreição é fundamental para a validade da fé cristã.

Conclusão

A figura de Jesus Cristo é inegavelmente histórica e seus eventos, incluindo sua morte e ressurreição, ocorreram em um contexto real, com personagens e consequências tangíveis. A evidência histórica que apoia a existência de Jesus e a veracidade de sua ressurreição é tão avassaladora que apenas um intelecto superficial ousaria negá-la. Compreender essa realidade é crucial para a fé cristã e para o testemunho de sua transformação no mundo. Que cada cristão se empenhe em estudar, conhecer e defender a história de Jesus, sabendo que a verdade é um fundamento sólido sobre o qual construir nossa fé.

domingo, 16 de março de 2025

A Verdade do Cristianismo em Meio às Alternativas

Por Walson Sales

O Cristianismo, como uma visão de mundo, se destaca em meio a várias alternativas religiosas e filosóficas. Muitas pessoas falham em perceber a profundidade da verdade cristã, pois aceitam visões distorcidas da realidade, frequentemente influenciadas pelo naturalismo. Este artigo examina como essas percepções equivocadas podem obscurecer a compreensão do Cristianismo e discute a importância de refutar alternativas que não se sustentam, permitindo que a verdade cristã se torne mais evidente.

A Ilusão do Naturalismo

Com frequência, as pessoas se conscientizam da ação de um Criador através da beleza da natureza, mas acabam acreditando que essas experiências são ilusões, convencidas de que não existe nada além da natureza. Essa visão limita a compreensão do mundo, levando a interpretações que descartam experiências espirituais como meras ilusões arquitetadas pela evolução para assegurar a cooperação social. Para que as pessoas reconsiderem a veracidade dessas experiências, é fundamental demonstrar a fragilidade dessas crenças naturalistas. Ao refutar essas ideias, podemos abrir espaço para que as pessoas considerem a possibilidade de uma realidade que transcende a mera observação empírica.

A Necessidade de uma Visão de Mundo

Todos precisam viver segundo uma visão de mundo. Em termos práticos, ninguém pode permanecer agnóstico sobre muitas questões existenciais que demandam respostas. Se todas as alternativas viáveis ao Cristianismo forem mostradas como implausíveis, isso leva as pessoas a levarem a fé cristã a sério, especialmente aquelas que não podem, na prática, viver uma vida que suspenda o julgamento sobre questões últimas. Assim, a necessidade de uma perspectiva clara e fundamentada se torna evidente.

O Método Teísta e Suas Respostas

As conclusões da ciência teísta podem não ser aceitas por não teístas, mas o método — que busca entender fenômenos relevantes sob uma perspectiva teísta — é realmente aberto a todos. Ao adotar essa abordagem, podemos demonstrar que algumas questões existenciais e teóricas encontram respostas coerentes. Questões como a origem do universo, a existência de seres contingentes, a natureza das obrigações morais, as leis da natureza e dilemas existenciais sobre culpa e perdão podem ser explicadas de maneira mais satisfatória dentro de uma perspectiva teísta.

O filósofo Alvin Plantinga observa que a existência de Deus é crucial para uma “grande unidade” dentro do empreendimento filosófico. A ideia de Deus ajuda a resolver a surpreendente variedade de questões que envolvem epistemologia, ontologia e ética. Ao aceitar o teísmo, as pessoas podem acessar respostas plausíveis, defensáveis e unificadas para questões que, de outra forma, pareceriam intratáveis. Isso é uma maneira de mostrar por que se deve aceitar a crença em Deus como uma crença propriamente básica.

A Importância da Experiência

Outra maneira de demonstrar a verdade do Cristianismo é colocar as pessoas em situações que as tornem suscetíveis à experiência que fundamenta as crenças teológicas básicas. Essa abordagem é igualmente válida para a crença cristã. Como Blaise Pascal destacou em sua famosa aposta, enquanto um agnóstico pode não ser capaz de simplesmente escolher crer em algo que não acredita, ele pode optar por olhar, procurar e entender. Isso sugere que, por meio da reflexão e da disposição para explorar, uma pessoa pode ser levada a perceber a validade das verdades cristãs.

Conclusão

O ateísmo e a cosmovisão naturalista não se sustentam ao serem analisados sob o alicerce da razão lógica e do crivo histórico. Ao refutar alternativas ao Cristianismo, podemos abrir caminho para que a verdade dessa fé se revele de maneira mais clara. O Cristianismo não é apenas uma crença, mas uma cosmovisão que responde a questões profundas da existência humana. Ao convidar as pessoas a examinar essas questões de forma honesta e aberta, podemos ajudá-las a descobrir a profundidade e a verdade que o Cristianismo oferece. Assim, promover a busca pela verdade se torna um convite a explorar as riquezas da fé cristã em um mundo repleto de alternativas insatisfatórias.

quinta-feira, 13 de março de 2025

A Relevância de Conhecer Cosmovisões que conflitam com a Fé Cristã

Por Walson Sales

A fé cristã, embasada na revelação bíblica e na tradição histórica, está inserida em um contexto global onde diversas visões de mundo oferecem perspectivas que desafiam seus princípios. Em meio a essas visões, o cristão é chamado a “santificar Cristo como Senhor” em seu coração e estar “sempre preparado para responder a qualquer pessoa que pedir a razão da esperança” (1 Pedro 3:15). A compreensão dessas crenças contrastantes não é apenas um exercício intelectual, mas uma prática vital para que o cristão possa viver sua fé com clareza e confiança, oferecendo uma resposta fundamentada e amorosa ao mundo.

Este artigo busca explorar os principais sistemas de crença que se opõem ou contradizem o Cristianismo ortodoxo e demonstrar por que é importante que os cristãos compreendam o que eles representam, contrastando esses sistemas com os fundamentos da fé bíblica. A seguir, abordaremos visões como panteísmo, panenteísmo, deísmo, agnosticismo, gnosticismo, politeísmo, ateísmo, humanismo, materialismo, naturalismo, o evolucionismo e as religiões orientais (Budismo e Hinduísmo), expondo cada uma e destacando as bases bíblicas do Cristianismo. Essa análise nos ajudará a entender como o Cristianismo oferece respostas únicas e completas para as questões essenciais da existência humana, demonstrando que ele permanece em sintonia com a verdade, inclusive em áreas científicas, filosóficas e existenciais.

Principais Visões de Mundo e Desafios ao Cristianismo

1. Panteísmo

Definição: O panteísmo sustenta que Deus e o universo são uma única realidade; tudo é divino e o divino está em tudo.

Contraste com o Cristianismo: No Cristianismo, Deus é um ser pessoal e transcendente, distinto de Sua criação. O universo foi criado e é sustentado por Ele, mas não é Ele. Em Romanos 1:25, Paulo escreve que muitos “trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador.” O Cristianismo defende um Deus relacional, que criou e ama Suas criaturas.

2. Panenteísmo

Definição: Diferente do panteísmo, o panenteísmo acredita que Deus está no mundo e o mundo está em Deus, mas Deus também transcende o universo.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo bíblico sustenta que Deus é completamente distinto de Sua criação. Em Isaías 55:8-9, Deus afirma: “Porque os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”. A visão panenteísta mistura Deus com o cosmos, enquanto o Cristianismo sustenta a santidade e a separação de Deus em relação ao mundo criado.

3. Deísmo

Definição: No deísmo, Deus é visto como o Criador, mas não intervém no universo; Ele é um “Deus-relógio” que deu corda no universo e o deixou funcionar sozinho.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo ensina que Deus é intimamente envolvido com Sua criação, como lemos em Colossenses 1:17: “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.” O deísmo nega a revelação especial de Deus, especialmente a encarnação de Cristo, o que vai contra a verdade central do Evangelho: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14).

4. Agnosticismo

Definição: O agnosticismo sustenta que é impossível saber se Deus existe ou não.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo afirma que Deus se revelou de forma clara na criação e através de Cristo e das Escrituras. Em Romanos 1:19-20, lemos que “os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente.” O conhecimento de Deus é acessível e vital para a compreensão da verdade e para a redenção humana.

5. Gnosticismo

Definição: O gnosticismo é uma antiga crença que postula que o conhecimento esotérico leva à salvação, vendo o mundo material como mau.

Contraste com o Cristianismo: No Cristianismo, a salvação é um dom de Deus, acessível a todos pela fé em Cristo. Efésios 2:8 afirma: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” A criação material é “boa”, conforme Gênesis 1:31, e Jesus se encarnou, mostrando que o mundo físico tem valor.

6. Politeísmo

Definição: O politeísmo acredita na existência de muitos deuses.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo é monoteísta e afirma que existe um único Deus verdadeiro. Em Isaías 45:5, Deus diz: “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro; além de mim não há Deus.” A multiplicidade de deuses do politeísmo falha em oferecer uma base única e absoluta para a moralidade e o propósito.

7. Ateísmo

Definição: O ateísmo nega a existência de qualquer divindade.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo encontra em Deus a resposta para questões fundamentais, como a origem e o propósito da vida, além de uma base moral objetiva. Em Salmos 14:1 lemos: “Diz o insensato no seu coração: ‘Não há Deus’.” A fé cristã sustenta uma visão mais completa do universo e da moralidade objetiva, impossível de se sustentar no ateísmo.

8. Humanismo

Definição: O humanismo coloca o ser humano como a medida de todas as coisas, com foco em valores e ética sem necessidade de divindade.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo ensina que o homem foi criado à imagem de Deus, como afirma Gênesis 1:27, e que nossa dignidade e propósito vêm dEle. No humanismo, o ser humano é o árbitro da moralidade, enquanto o Cristianismo defende que é Deus quem define o bem e o mal, como declara Isaías 5:20.

9. Materialismo e Naturalismo

Definição: Essas visões afirmam que a realidade é puramente física, negando qualquer dimensão espiritual.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo sustenta que existe uma realidade espiritual além do mundo físico. Hebreus 11:3 nos diz que “o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível.” O materialismo e o naturalismo reduzem o ser humano a um produto de acaso e reações químicas, visão contraditória ao propósito e à dignidade conferidos por Deus.

10. Evolucionismo

Definição: O evolucionismo, especialmente a teoria da evolução darwiniana, sustenta que todas as espécies de vida se desenvolveram por meio de mutações e seleção natural ao longo de milhões de anos, sem necessidade de intervenção divina.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo ensina que Deus é o Criador direto e intencional da vida. Em Gênesis 1:1 e Gênesis 1:27, lemos que Deus criou todas as coisas e fez o homem à Sua imagem, o que aponta para um propósito e design. Embora existam cristãos que aceitam alguma forma de evolução teísta, o Cristianismo ortodoxo afirma que o processo de criação está sob a soberania divina e não é fruto de mero acaso.

11. Religiões Orientais (Budismo e Hinduísmo)

Definição: Estas religiões possuem visões sobre o ciclo de vida, karma e reencarnação, buscando alcançar a iluminação ou união com o divino.

Contraste com o Cristianismo: O Cristianismo oferece redenção e um relacionamento eterno com Deus, ao invés de um ciclo contínuo de nascimentos e mortes. Hebreus 9:27 afirma: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.” A salvação cristã é pela graça, não pelo karma, e é um dom imerecido do amor de Deus.

O Cristianismo e as Leis da Ciência

O Cristianismo ortodoxo não é contrário às leis fundamentais da ciência, que refletem a ordem de um Criador racional e transcendente. Na verdade, o Cristianismo respeita e afirma a validade das leis científicas, pois estas revelam o caráter constante e fiel de Deus. O apóstolo Paulo declara que “Deus não é de confusão, e sim de paz” (1 Coríntios 14:33), o que sugere uma ordem divina que sustenta toda a criação. As leis da ciência, quando corretamente compreendidas, não se opõem à fé cristã, mas frequentemente a confirmam.

Primeira e Segunda Lei da Termodinâmica: Em Gênesis 1:1, lemos que 'No princípio criou Deus os céus e a terra', afirmando uma criação inicial do universo e que a energia é uma constante (a quantidade de energia no universo é única, não sendo possível a 'evolução' da energia). Além disso, a energia em nosso universo está se esgotando (entropia), o que representa exatamente o que a Bíblia diz a respeito, ou seja, Deus criou um universo perfeito, mas o pecado entrou e desorganizou o sistema.

Lei de Causa e Efeito: Em Hebreus 3:4, é dito que “toda casa é edificada por alguém, mas o edificador de todas as coisas é Deus.” Logo, o efeito não pode ser maior do que a causa.

Lei da Biogênese: Esta lei afirma que a vida surge de vida, o que está em consonância com a visão cristã de que Deus é a fonte última de toda vida, como em João 1:3: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele.”

Essas leis, sustentadas pela ciência, apontam para uma ordem que só um Criador inteligente poderia estabelecer, reforçando a fé cristã.

Respostas Cristãs às Questões Fundamentais da Existência Humana

As perguntas sobre origem, identidade, propósito, moralidade e destino permeiam a experiência humana, e o Cristianismo fornece respostas claras e satisfatórias para todas elas. Em contraste com outras visões, a fé cristã se destaca em sua capacidade de oferecer respostas coerentes e unificadas, ancoradas na revelação de Deus.

Origem: de onde viemos? Em Gênesis 1:1, vemos que Deus criou o universo, fornecendo uma resposta clara sobre a origem de tudo.

Identidade: quem somos? Nossa identidade é encontrada em sermos feitos à imagem de Deus (Gênesis 1:27).

Propósito: por que estamos aqui? Eclesiastes 12:13 resume o propósito humano como temer a Deus e obedecer aos Seus mandamentos.

Moralidade: como devemos viver? A Bíblia oferece princípios morais universais, como em Miquéias 6:8: “O que o Senhor exige de ti? Que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus.”

Destino: para onde vamos? João 14:2-3 assegura que Jesus foi preparar um lugar para nós, prometendo a vida eterna. Dizem que a maior aventura da vida é a morte e que, quando o homem se depara com ela, estremece em suas bases, pois Deus colocou a eternidade no coração do homem. Em Eclesiastes 3:11, lemos que Deus 'pôs a eternidade no coração do homem', indicando que o ser humano tem uma percepção natural de que sua existência ultrapassa esta vida terrena.

O homem sabe, de maneira inata, que, quando morrer, não será o fim de tudo e que estará consciente após a morte. A Bíblia confirma essa verdade em várias passagens. Em Lucas 16:22-23, na passagem do rico e Lázaro, ambos permanecem conscientes após a morte, indicando que há uma continuidade da alma. Além disso, em 2 Coríntios 5:8, Paulo afirma: 'preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor', revelando a certeza de uma vida após a morte.

Deus também colocou uma profunda consciência de juízo no coração do homem; ele sabe que será julgado. Romanos 2:15 explica que os homens têm 'a obra da lei escrita em seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência', o que os alerta de uma prestação de contas. Hebreus 9:27 reforça essa ideia, afirmando que 'aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo'. Assim, a Bíblia confirma que, junto com a certeza da eternidade, existe também a consciência de que cada um será julgado.

Os Quatro Alicerces do Cristianismo

O Cristianismo se fundamenta em quatro pilares principais: revelação, razão, história e experiência, os quais fornecem uma base sólida para a fé cristã.

Revelação: Salmos 19:1 nos mostra que a criação declara a glória de Deus, enquanto 2 Timóteo 3:16 afirma que toda Escritura é inspirada por Deus.

Razão: Paulo nos convida em Romanos 12:2 a sermos renovados na mente, ressaltando que a fé é compatível com a razão.

História: O Cristianismo é uma fé baseada em eventos históricos. A ressurreição é central (1 Coríntios 15:14) e confirma a veracidade da fé.

Experiência: A fé cristã é vivida e transformadora. Em 2 Coríntios 5:17, Paulo declara que aquele que está em Cristo é uma nova criação.

Conclusão

Compreender as visões de mundo que desafiam a fé cristã é essencial para fortalecer nossa convicção, sabendo que “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). A partir de um exame detalhado, vemos que o Cristianismo bíblico ortodoxo oferece uma visão unificada da realidade, que não apenas responde às questões humanas mais profundas, mas o faz com coerência e propósito.

Ao longo da história, as evidências bíblicas, racionais, científicas e experienciadas por milhões de cristãos apontam para uma verdade transformadora. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6), e Nele encontramos todas as respostas e um relacionamento com o Criador que nenhuma outra cosmovisão pode oferecer. Assim, a fé cristã não é apenas uma crença entre outras, mas a resposta essencial e completa para a vida e o destino eterno.

quarta-feira, 12 de março de 2025

As Improváveis Origens Humildes do Cristianismo: Contra Todas as Probabilidades, à Luz das Escrituras

Por Walson Sales

O Cristianismo, uma das maiores religiões do mundo, teve uma origem profundamente improvável. Jesus de Nazaré, seu fundador, era um homem de baixa reputação, pregou uma mensagem impopular e morreu de forma infame por crucificação. Esses fatos, à primeira vista, teriam condenado a nova fé ao fracasso desde o princípio. No entanto, contra todas as probabilidades, o Cristianismo cresceu e se espalhou, alcançando os confins da terra. Esse desenvolvimento extraordinário só pode ser entendido à luz das Escrituras, que revelam o propósito divino por trás desses eventos, bem como a realidade da ressurreição de Cristo. Este artigo explora as origens improváveis do Cristianismo e suas implicações, fundamentando-se nos relatos bíblicos que corroboram esses acontecimentos.

1. Jesus: Um Homem de Baixa Reputação

Jesus nasceu em uma pequena vila chamada Nazaré, na Galileia, uma região vista com desdém no contexto judaico e romano. No Evangelho de João, Natanael expressa o preconceito comum contra Nazaré: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" (João 1:46). Este comentário reflete o desprezo com o qual a origem de Jesus era vista. Nazaré não tinha importância política ou religiosa, e a Galileia, sendo uma região associada a rebeliões contra o Império Romano, apenas ampliava a desconfiança quanto à procedência de Jesus.

Além disso, Jesus era judeu, e o antissemitismo era uma força crescente dentro do Império Romano. Muitos romanos viam os judeus como um povo rebelde e difícil de governar, o que adicionava um fardo à já desprezada figura de Jesus. O apóstolo Paulo, mais tarde, reconheceria essa "fraqueza" aparente na origem de Cristo: "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Coríntios 1:27).

O fato de Jesus ter nascido em circunstâncias tão humildes, como carpinteiro e de uma região insignificante, é um ponto-chave que sublinha o plano divino revelado na Bíblia. O profeta Isaías havia predito que o Messias "não tinha parecer nem formosura" e que seria "desprezado e rejeitado pelos homens" (Isaías 53:2-3). Portanto, as Escrituras já indicavam que o Messias viria de uma origem humilde, um fator essencial para compreender por que Jesus foi inicialmente desconsiderado pelos líderes religiosos e políticos de sua época.

2. A Morte Vergonhosa de Jesus: A Crucificação

A crucificação era uma forma de execução extremamente vergonhosa, reservada para os piores criminosos. Em Filipenses 2:8, o apóstolo Paulo enfatiza a humilhação de Jesus: "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." A crucificação era uma morte dolorosa e humilhante, onde o condenado era açoitado, forçado a carregar sua cruz e exposto ao público. No caso de Jesus, ele foi crucificado seminu (João 19:23-24), pois os soldados dividiram suas vestes, como o Salmo 22:18 profetiza: "Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha túnica."

A crucificação de Jesus foi um escândalo tanto para judeus quanto para gentios. Os judeus viam aqueles pendurados no madeiro como amaldiçoados por Deus, conforme Deuteronômio 21:23. Os romanos, por outro lado, utilizavam a crucificação para desmoralizar completamente os condenados. O fato de Jesus ter morrido dessa forma fez com que os primeiros críticos do Cristianismo, como o filósofo Celso, ridicularizassem os cristãos por adorar um "Deus que foi crucificado". No entanto, os cristãos primitivos não tinham vergonha da crucificação, pois compreendiam seu significado redentor, como Paulo declarou: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gálatas 6:14).

A crucificação de Cristo, um evento profundamente humilhante e condenatório aos olhos humanos, foi na verdade o ponto central do plano de Deus para a salvação da humanidade. Como Isaías profetizou, "Ele foi traspassado pelas nossas transgressões" (Isaías 53:5), e pela sua morte, nos trouxe vida. A humilhação da cruz, portanto, é vista nas Escrituras não como uma derrota, mas como a vitória divina sobre o pecado e a morte.

3. A Mensagem Impopular de Jesus

A mensagem de Jesus desafiava tanto as crenças judaicas quanto as romanas. Os judeus esperavam um Messias que restaurasse o reino de Israel e trouxesse vitória sobre os inimigos, não alguém que morresse em uma cruz. Além disso, a ideia de uma ressurreição física durante a história era desconcertante para os judeus, que acreditavam que a ressurreição seria um evento futuro no fim dos tempos (Daniel 12:2). Já os romanos desprezavam a ideia da ressurreição física, pois viam o corpo como inferior à alma. Para eles, o corpo era algo a ser desprezado após a morte, como Celso ironizou, sugerindo que cadáveres deveriam ser descartados "como o pior do esterco".

Mesmo dentro desse contexto de rejeição, a mensagem de Jesus sobre a ressurreição corporal e a vida eterna encontrou um terreno fértil. O próprio Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11:25). O Cristianismo apresentava algo radicalmente novo: a promessa de que a ressurreição já havia começado em Jesus e que seus seguidores também participariam dela. Paulo, em 1 Coríntios 15:3-4, fundamenta a fé cristã na ressurreição de Cristo, afirmando que "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia".

A impopularidade da mensagem de Jesus não foi suficiente para impedir o avanço do Cristianismo. A fé dos primeiros cristãos estava alicerçada na convicção de que a ressurreição de Jesus era um evento histórico real, corroborado pelas Escrituras e pelos testemunhos oculares. A despeito de sua impopularidade cultural, a mensagem de Jesus era a verdade transformadora de Deus, destinada a trazer luz e salvação ao mundo.

4. As Improváveis Circunstâncias Culturais

O contexto social do primeiro século era hostil ao Cristianismo. Povos do mundo bíblico julgavam as pessoas com base em sua herança e local de origem. Jesus enfrentou estigmas por ser judeu, galileu e de Nazaré, como mencionado anteriormente. Além disso, o Cristianismo era uma religião nova, e o conservadorismo religioso do Império Romano dificultava a aceitação de novas crenças. O politeísmo era amplamente praticado, e a exclusividade da fé cristã, com sua rejeição aos deuses romanos, era vista com desconfiança.

Entretanto, a propagação do Cristianismo, apesar de todas essas desvantagens culturais, sugere que os eventos centrais de sua fé, especialmente a ressurreição de Jesus, não eram meras lendas ou invenções. Como Paulo argumenta em 1 Coríntios 15:14: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé." A fé cristã só poderia ter crescido se a ressurreição fosse um fato histórico real, e essa convicção levou milhares a crer em Jesus, mesmo diante da perseguição e da oposição cultural.

Conclusão

As improváveis origens do Cristianismo, enraizadas na baixa reputação de Jesus, em sua morte vergonhosa por crucificação e em sua mensagem impopular, tornam seu crescimento e disseminação notáveis. Essas circunstâncias, que pareceriam condenar o movimento desde o início, foram superadas porque o Cristianismo não era meramente um conjunto de ideias ou doutrinas filosóficas, mas sim a revelação de Deus em Cristo, confirmada pela ressurreição.

As Escrituras fornecem a chave para entender esse fenômeno. Desde as profecias messiânicas até os relatos da ressurreição, a Bíblia explica como o plano de Deus triunfou sobre as probabilidades humanas. A fé cristã, em vez de ser uma história improvável de sucesso humano, é a manifestação do poder divino que transformou a história para sempre. Como Jesus disse: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão" (Mateus 24:35).

domingo, 9 de março de 2025

A Grandeza e a Singularidade do Cristianismo

Por Walson Sales

O Cristianismo se fundamenta em uma rica herança de profecias bíblicas contidas no Antigo Testamento. Essas profecias, que não são meras curiosidades, oferecem um profundo entendimento sobre a relação de Deus com a nação de Israel e a promessa de um Messias. Este artigo explora a relevância das profecias messiânicas, a história de perseguições enfrentadas pelo povo judeu e a singularidade do Cristianismo como uma cosmovisão testável.

As Profecias do Antigo Testamento

As profecias bíblicas são centrais para a compreensão do Cristianismo. Segundo Werner Gitt, existem aproximadamente 6.300 profecias na Bíblia, das quais 3.268 já se cumpriram. Entre elas, cerca de 90 são especificamente messiânicas, cumpridas em Jesus durante seu primeiro advento. O teólogo Rene Pache menciona que cerca de 1.500 profecias ainda estão por se cumprir após a volta do Messias.

Um exemplo significativo pode ser encontrado em Deuteronômio 4, onde Deus, por intermédio de Moisés, descreve a entrega da terra a Israel e as consequências da apostasia do povo. Deus prevê que, em resposta a esse afastamento, enviaria quatro juízos divinos: a fome, a espada, a peste e as bestas da terra. No entanto, Ele também promete que, nos últimos dias, os judeus clamariam por misericórdia e retornariam à sua terra, um fato que se concretizou na história recente de Israel.

A História de Perseguições ao Povo Judeu

A história do povo judeu é marcada por um intenso antissemitismo e perseguições. Quando os judeus rejeitaram seu Messias, afirmaram: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos" (Mateus 27:25). Essa declaração, embora trágica, não deve ser vista como uma condenação, mas sim como parte de uma narrativa histórica mais ampla.

Abraão de Almeida, em sua série de palestras "Estudos Proféticos" da CPAD, apresenta uma lista impactante de eventos que exemplificam o sofrimento e a expulsão dos judeus ao longo dos séculos. Entre os eventos mencionados estão:

49 d.C.: Cláudio expulsa os judeus de Roma.

70 d.C.: A destruição de Jerusalém resulta em 1.700.000 judeus mortos.

115 d.C.: Os judeus são expulsos da ilha de Chipre.

640, 721, 873 d.C.: Forçados a se converter ao Cristianismo no Império Bizantino.

1099: Matança da comunidade judaica em Jerusalém pelos cruzados.

1146 e 1391: Judeus espanhóis são forçados a se converter ao Cristianismo.

1290: Expulsão dos judeus da Inglaterra.

1306: Expulsão dos judeus da França.

1355: Massacre de 12.000 judeus em Toledo, na Espanha.

1349 a 1360: Expulsões da Hungria.

1420: Aniquilação da comunidade judaica em Tolosa.

1421: Expulsão dos judeus da Áustria.

1492: 180.000 judeus expulsos da Espanha.

1495: Expulsão dos judeus da Lituânia.

1497: Expulsão dos judeus da Cilícia e Sardenha.

1502: Forçados a se converter ao catolicismo em Rhodes sob ameaça de escravatura.

1516: Massacre de milhares de judeus em Lisboa.

1541: Expulsão dos judeus do reino de Nápoles.

1648 e 1656: Assassinato de 200.000 judeus na Polônia.

1727 e 1747: Expulsões da Rússia.

1838: Judeus da Pérsia são forçados a se converter ao Islã.

1882 a 1890: 750.000 judeus russos obrigados a viver em áreas limitadas, dando origem aos guetos.

1939 a 1945: O Holocausto resulta na morte de 6.000.000 de judeus.

1941: A comunidade israelita de Bagdá é atacada, resultando em 180 mortes.

1948 até hoje: Perseguições nos países árabes e expulsões em massa.

Essas evidências históricas são inegáveis e demonstram a dureza da trajetória judaica, que se entrelaça com a narrativa cristã.

A Cosmovisão Cristã

Deming ressalta que o Cristianismo se destaca entre as religiões como uma cosmovisão testável. A doutrina cristã apresenta várias declarações sobre a realidade, abrangendo aspectos metafísicos e históricos. A existência de Deus e a ressurreição de Jesus são questões fundamentais que podem ser analisadas através da razão e da evidência.

A ressurreição de Jesus, em particular, é um ponto crítico que suporta a verdade das principais crenças cristãs. Além disso, a origem humilde do Cristianismo, que começou com um pequeno grupo de seguidores, é um aspecto que também gera discussão e análise.

Conclusão

O Cristianismo, alicerçado nas profecias do Antigo Testamento, não só oferece um quadro histórico profundo sobre a nação de Israel, mas também se destaca como uma cosmovisão racional e testável. As experiências de sofrimento do povo judeu e as promessas de Deus ao longo da história revelam a complexidade e a relevância dessa fé. Em um mundo repleto de incertezas, a mensagem do Cristianismo permanece como um farol de esperança e verdade, desafiando seus seguidores a compreenderem e a defenderem sua fé com base em evidências históricas e espirituais.

sexta-feira, 7 de março de 2025

A Influência da Fé Cristã na Cultura Ocidental

Por Walson Sales

A fé cristã tem desempenhado um papel fundamental na formação da cultura ocidental, moldando valores, práticas sociais e instituições ao longo da história. O capítulo 20 do livro de Paul Copan, Deus é um monstro moral? Entendendo Deus no contexto do Antigo Testamento, publicado pela Editora Sal Cultural em 2016, oferece um panorama abrangente sobre como a visão cristã de mundo influenciou a sociedade ocidental em diversas áreas.

Erradicação da Escravidão

Após a queda do Império Romano, a fé cristã ajudou a erradicar a prática da escravidão na Europa. Com a cristianização da sociedade, a escravidão começou a diminuir, e eventualmente quase desapareceu na Idade Média. Quando essa prática ressurgiu, enfrentou forte oposição de crentes dedicados, como Menonitas e Quakers, além de líderes cristãos como o teólogo Richard Baxter, John Wesley e William Wilberforce, que lutaram contra a injustiça da escravidão.

Oposição ao Infanticídio

A prática do infanticídio, comum entre os gregos e romanos, foi banida no quarto século sob a influência cristã. A ética cristã, que enfatiza a dignidade da vida humana, foi crucial para a mudança dessa prática.

Fim dos Jogos de Gladiadores

Os brutais jogos de gladiadores, que frequentemente envolviam escravos e criminosos, foram abolidos no final do quarto século no Oriente e no início do quinto século no Ocidente, novamente sob a influência do cristianismo, que promovia uma visão mais digna da vida humana.

Fundando Instituições de Saúde

Os primeiros cristãos se dedicaram ao cuidado dos doentes e moribundos, estabelecendo hospitais e hospícios, algo inovador para a época. Com a oficialização da fé cristã no Império Romano, esse ministério se expandiu consideravelmente. O Concílio de Nicéia, em 325 d.C., comissionou bispos para criar hospitais em cada cidade onde havia uma igreja. O primeiro hospital foi construído sob a supervisão de São Basílio em Cesaréia, em 369 d.C.

Direitos das Mulheres

Contrariamente à ideia de que o cristianismo oprimiu as mulheres, a história revela que Jesus tratou as mulheres com dignidade e respeito. Exemplos disso podem ser encontrados na interação de Jesus com a mulher samaritana em João 4 e na relação com Marta e Maria em Lucas 10:38-42. Os primeiros cristãos frequentemente se opunham à negligência e ao abuso de mulheres e crianças.

Educação e Universidades

O cristianismo também influenciou o surgimento das grandes universidades da Europa e da América do Norte. Instituições como Sorbonne, Oxford, Harvard, Yale e Princeton foram fundadas para glorificar a Deus, inicialmente servindo como centros de formação para pastores e missionários.

Contribuições Literárias e Filosóficas

A literatura cristã, inspirada pela fé, produziu obras notáveis como A Cidade de Deus de Santo Agostinho, História Eclesiástica de Eusébio, A Comédia de Dante e O Paraíso Perdido de John Milton. Além disso, filósofos como Santo Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Blaise Pascal, Søren Kierkegaard e Jonathan Edwards contribuíram significativamente para o pensamento ocidental, estabelecendo uma rica tradição de filosofia e teologia.

Arte e Arquitetura

A influência cristã é visível nas grandes obras de arte, escultura e arquitetura, de artistas como Michelangelo, Rembrandt van Rijn e Peter Paul Rubens, além das catedrais bizantinas e góticas que se tornaram símbolos da cultura ocidental.

Ciência Moderna

A ciência moderna emergiu em um contexto de convicção bíblica de que o mundo foi criado por um Deus racional. Cientistas como Isaac Newton, Galileo Galilei, Nicholas Copernicus, Johannes Kepler, Michael Faraday, William Thomson (Lord Kelvin), Robert Boyle e Antoine Lavoisier foram motivados por essa crença, que permitiu o desenvolvimento do método científico.

Música

As contribuições musicais de compositores cristãos como Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Handel, Felix Mendelssohn e Franz Joseph Haydn refletem a profundidade da expressão artística que a fé cristã inspirou.

Direitos Humanos e Democracia

A ideia de direitos humanos, dignidade e valor de todos os indivíduos, enraizada na visão cristã de que todos são criados à imagem de Deus, influenciou fortemente o desenvolvimento de sistemas democráticos e de justiça social.

Conclusão

A fé cristã moldou profundamente a cultura ocidental em múltiplas dimensões, desde a ética social até as instituições educacionais e científicas. Embora exista um mito contemporâneo que propõe um conflito entre fé e razão, a história revela uma rica colaboração entre esses dois domínios, particularmente nos séculos XI e XII. Pensadores como o filósofo judeu Maimônides, o filósofo islâmico Averroes e o filósofo cristão Tomás de Aquino trabalharam juntos, permitindo um florescimento do conhecimento que moldou a civilização ocidental.

As reflexões de Copan oferecem uma perspectiva valiosa sobre a influência duradoura do cristianismo, desafiando a narrativa simplista de um antagonismo entre fé e razão. Essa intersecção de ideias e valores continua a ser relevante para a compreensão da cultura contemporânea.

Fé e Razão: Uma Análise da Interação Histórica

Por Walson Sales

A ideia de que fé e razão estão em constante conflito é um mito que perdura entre muitos ateus e críticos da religião. No entanto, ao examinar a história, especialmente os séculos XI e XII, é possível observar um período de colaboração notável entre ciência e religião. Este artigo explora essa interação, destacando a importância dos pensadores que uniram essas esferas do conhecimento.

Colaboração na Idade Média

Durante a Idade Média, grandes filósofos como Maimônides, Averroes e Tomás de Aquino coexistiram e trocaram ideias, criando um ambiente propício para o desenvolvimento do pensamento científico e do aprendizado humanista. Essa colaboração não apenas enriqueceu o campo da filosofia, mas também fomentou descobertas científicas significativas.

Maimônides e Averroes

Maimônides, um filósofo judeu, e Averroes, um filósofo islâmico, foram figuras centrais que promoveram a síntese entre a razão e a fé. Ambos abordaram questões filosóficas complexas e exploraram a relação entre a razão humana e a revelação divina, contribuindo para um diálogo inter-religioso que influenciou o pensamento ocidental.

Tomás de Aquino

Tomás de Aquino, por sua vez, integrou a filosofia aristotélica à teologia cristã, propondo que a razão e a fé não eram adversárias, mas complementares. Seu trabalho ajudou a estabelecer um fundamento racional para a fé cristã, demonstrando que a busca pela verdade pode se manifestar tanto na ciência quanto na religião.

A Falsa Narrativa do Conflito

Durante debates contemporâneos, como o moderado por Scott Stephens entre William Lane Craig e o ateu Lawrence Krauss, a ideia de que a ciência teria "sepultado" Deus foi desafiada. Stephens lembrou que, nos séculos XVII e XVIII, muitos dos grandes cientistas eram, na verdade, teólogos e pensadores que viam a ciência como uma maneira de compreender melhor a criação de Deus.

O Mito do Conflito

O historiador da ciência Peter Harrison aponta que a ênfase nas controvérsias recentes entre ciência e religião perpetua um mito histórico. Segundo ele, essa ideia de um conflito perene entre as duas esferas não é aceita por historiadores da ciência que reconhecem a rica interconexão entre fé e razão ao longo da história.

Pressuposições da Ciência

William Lane Craig argumenta que a ciência moderna está baseada em pressuposições que não podem ser provadas cientificamente, mas que fazem parte da cosmovisão cristã. Exemplos incluem as leis da lógica, a estrutura ordenada do mundo físico e a confiabilidade das nossas faculdades cognitivas. Essas suposições são fundamentais para a prática científica e não podem ser ignoradas.

Conclusão

A narrativa de que fé e razão estão em conflito constante é uma simplificação que ignora a complexidade da história intelectual. Ao longo dos séculos, pensadores como Maimônides, Averroes e Tomás de Aquino demonstraram que a razão pode coexistir com a fé, contribuindo para o avanço do conhecimento humano. Em vez de ver ciência e religião como inimigas, é essencial reconhecer sua interdependência e a forma como elas se complementam na busca pela verdade. Essa perspectiva mais rica e integrada nos convida a reconsiderar as nossas abordagens à fé e à razão, promovendo um diálogo mais construtivo entre essas esferas.

terça-feira, 4 de março de 2025

Crenças Centrais da Fé Cristã e os Desafios Atuais

Por Walson Sales

A fé cristã é fundamentada em várias crenças centrais que moldam a vida e a prática dos cristãos. No entanto, muitas dessas crenças são frequentemente atacadas por descrentes, que as consideram difíceis de aceitar ou até mesmo intragáveis. Este texto explorará as crenças centrais da fé cristã que enfrentam resistência, oferecendo suporte bíblico e argumentos apologéticos para fortalecer a defesa da fé.

1. A Questão do Inferno

Uma das crenças mais contestadas é a existência do inferno. Críticos frequentemente argumentam que um Deus amoroso não condenaria as pessoas a um destino tão severo. Contudo, a Bíblia adverte sobre o inferno, como em Mateus 25:41: "Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: 'Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos'." Jesus também advertiu sobre a realidade do inferno em Lucas 16:23, na parábola do rico e Lázaro, que mostra a realidade do tormento pós-morte. Além disso, apóstolos como Paulo (2 Tessalonicenses 1:9) falam sobre a condenação eterna como parte da justiça divina. A negação dessa realidade é uma tentativa de minimizar a seriedade do pecado e da justiça de Deus.

2. O Particularismo Cristão

O cristianismo afirma ser a única verdade entre as muitas religiões do mundo, o que gera resistência, especialmente em um contexto pluralista. Essa visão é fundamentada na lei da não contradição, que sustenta que afirmações opostas não podem ser verdadeiras simultaneamente. Por exemplo, o Alcorão afirma que Jesus não morreu na cruz (Surah 4:157), enquanto a crença cristã é que Ele realmente morreu e ressuscitou. Norman Geisler argumenta que todas as visões de mundo, incluindo o ateísmo, reivindicam exclusividade. A afirmação de Jesus em João 14:6, "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", ressalta que apenas Ele é o verdadeiro caminho para Deus. Como diz Phillip Johnson: "Aquele que nega um conjunto específico de crenças é, na verdade, um crente em um outro conjunto específico de crenças. Não existe uma terceira opção."

3. A Questão da Verdade

A noção de verdade objetiva é central para a fé cristã, especialmente quando Jesus afirma ser a verdade (João 14:6). O relativismo é frequentemente questionado: se alguém diz que não existe verdade absoluta, perguntar-lhe se está absolutamente certo destrói sua argumentação. A verdade, para o cristão, é absoluta e inegociável, conforme está escrito em João 8:32: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Argumentos como a impossibilidade de se viver sem uma verdade absoluta sustentam a integridade da fé cristã.

4. A Questão dos Milagres

A modernidade frequentemente rejeita a existência de milagres, mas a Bíblia documenta muitos, incluindo a ressurreição de Jesus, o evento mais crucial da fé cristã (1 Coríntios 15:14). Além de eventos históricos, há promessas no Novo Testamento sobre a continuidade dos milagres (Marcos 16:17-18). A negação do sobrenatural requer onisciência, pois seria preciso explicar todos os relatos de milagres de maneira naturalista. As experiências pessoais de cura e respostas a orações confirmam a atuação divina nos dias de hoje. Negar a existência do sobrenatural e dos milagres é uma atitude arrogante.

5. A Questão da Existência de Deus

Atualmente, muitos tentam negar a existência de Deus, buscando um status de intelectualidade. A Bíblia, porém, pressupõe a existência de Deus desde o princípio (Gênesis 1:1) e, segundo Hebreus 11:6, a fé em Deus é fundamental. Argumentos filosóficos, como os cosmológicos, da sintonia fina e argumentos morais, reforçam essa crença. O cristianismo bíblico responde aos cinco maiores questionamentos da existência humana: origem, identidade, propósito, moralidade e destino. A visão de mundo cristã é a única que oferece respostas satisfatórias a essas questões.

6. A Questão da Ressurreição de Jesus

A ressurreição de Jesus é o pilar central da fé cristã. Sem ela, não haveria cristianismo (1 Coríntios 15:17). Fatos históricos, como a morte de Jesus sob Pôncio Pilatos e o túmulo vazio, são amplamente reconhecidos, até mesmo por pesquisadores céticos. Existem quatro fatos mínimos que são geralmente aceitos, como a morte de Jesus, seu sepultamento e a descoberta do túmulo vazio. Teorias como "corpo roubado", "túmulo errado" e "alucinações coletivas" falham em explicar adequadamente os eventos. A ressurreição de Jesus é um fato histórico que deve ser aceito, pois não é apenas uma esperança, mas uma realidade confirmada.

7. A Questão do Problema do Mal

O argumento do mal é frequentemente usado para questionar a existência de Deus. Porém, o próprio argumento do ateísta, como Sam Harris, acaba reforçando a existência de Deus. O argumento do ateísmo é que se Deus existe e o mal existe, então Deus não é todo-poderoso ou não é todo-amoroso. Entretanto, mesmo que Deus não tenha o poder de deter o mal, isso não implica que Ele não exista; ao contrário, confirma que o ateísmo é falso. A metanarrativa cristã afirma que Deus criou um universo perfeito, mas o pecado trouxe desordem. A narrativa bíblica também afirma que Deus irá julgar o mal e trazer um reino de justiça. Logo, a existência do mal não anula a existência de Deus.

8. A Questão da Divindade de Jesus

A divindade de Jesus é fundamental para a salvação. Se apenas Deus pode salvar e Jesus é nosso Salvador, logo, Jesus é Deus. A Bíblia afirma essa verdade em termos claros, como em João 1:1-3, onde é dito que "no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Em Romanos 10:9, Paulo apresenta tanto a divindade de Jesus quanto a ressurreição como crenças essenciais. Negar a divindade de Jesus compromete a essência do cristianismo.

9. A Questão da Trindade

Embora a Trindade seja rejeitada por algumas tradições, ela é revelada progressivamente nas Escrituras. O texto do Shemá de Deuteronômio 6:4 afirma que Deus é uma unidade composta e não nega a doutrina da Trindade, antes a confirma. Se a doutrina da Trindade desaparecer, o cristianismo também se transforma em um folclore unicista.

10. A Questão da Veracidade da Bíblia

A veracidade da Bíblia é um dos pilares da fé cristã. A Bíblia é apoiada por evidências arqueológicas, históricas, culturais e científicas. Por exemplo, existem cerca de 25 mil descobertas arqueológicas que confirmam o texto bíblico. As quatro maiores leis da ciência — a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica, a Lei de causa e efeito, e a Lei da Biogênese — dão sustentação ao texto da Bíblia. O início do universo, onde tempo, espaço, matéria e energia surgiram, aponta para um Criador que é eterno, transcendente, imaterial, todo-poderoso e pessoal.

Conclusão

As crenças centrais da fé cristã enfrentam desafios significativos, mas cada uma delas é sustentada por fundamentos bíblicos e argumentos racionais. Para os cristãos, é essencial estarem preparados para defender sua fé, utilizando esboços mentais e estratégias argumentativas que abordem essas questões. A defesa da fé não é apenas uma tarefa apologética, mas uma expressão do compromisso com a verdade e a esperança que a mensagem cristã oferece ao mundo. Equipar-se com conhecimento e entendimento é vital para o evangelismo e para a edificação da própria fé.

Perguntas para Críticos da Fé Cristã

1. Sobre o Inferno: Se um Deus amoroso adverte sobre a possibilidade de condenação, como você interpreta essas advertências à luz da justiça divina?

2. Particularismo Cristão: Como você justifica a contradição entre as diversas afirmações de verdade feitas por diferentes religiões, levando em consideração a lei da não contradição?

3. Verdade: Você acredita que a verdade pode ser subjetiva? Se sim, como você lida com a afirmação de que a verdade é, por definição, objetiva?

4. Milagres: Como você explica os relatos de milagres documentados na história, especialmente aqueles que envolvem experiências pessoais de cura e resposta a orações?

5. Existência de Deus: Se você nega a existência de Deus, como você responde às questões fundamentais sobre a origem, identidade, propósito, moralidade e destino do ser humano?

6. Ressurreição de Jesus: Quais são suas explicações para os fatos históricos aceitos sobre a morte e ressurreição de Jesus, que continuam a ser debatidos entre estudiosos?

7. Problema do Mal: Se o mal existe, como você pode afirmar que Deus não existe? O que sua posição diz sobre a moralidade e a natureza do bem e do mal?

8. Divindade de Jesus: O que você faz com as afirmações bíblicas claras sobre a divindade de Jesus e seu papel na salvação?

9. Trindade: Como você interpreta a unidade complexa de Deus apresentada nas Escrituras e a relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo?

10. Veracidade da Bíblia: Quais evidências você considera mais convincentes para apoiar sua posição sobre a veracidade da Bíblia, em comparação com as evidências que sustentam sua autenticidade?

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Cosmogonias: Teorias da Criação - O Criacionismo da Terra Jovem

  


Por Robert Bowman Jr.

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales

 

Por fim, os criacionistas da terra jovem, que são associados há algumas décadas, ao Instituto para Pesquisas da Criação, especialmente com os principais representantes Henri Morris e Duane Gish e mais recentemente com Ken Ham e outros que se transformaram nos maiores defensores dessa posição. Eles sustentam que o universo tem entre 6 a 10 mil anos de idade, que todos os seres vivos foram criados de forma sobrenatural e miraculosa, todas as espécies diferentes e tipos de vida. Defendem que existem variações com limites genéticos em todos os tipos de seres vivos e evitam usar o termo evolução de todas as formas. Eles podem afirmar a microevolução, mas evitam utilizar o termo. Defendem que os seres humanos foram criados de maneira especial – corpo e alma – visão também defendida pelos criacionistas da terra antiga. Segundo eles, Adão e Eva eram seres humanos literais, os primeiros seres humanos criados na terra por Deus. Para eles Genesis é uma narrativa histórica, mas os criacionistas da terra jovem insistem em interpretar o texto da forma mais literal possível, da forma mais plana, clara, ou natural, como algo plenamente óbvio e natural e por isso entendem os dias de Genesis como dias literais de 24 horas, consecutivos e contíguos e com isso concluem que Genesis 1 indica que o universo e todos os seres humanos foram criados em um período de seis dias literais de 24 horas e baseados no que o resto do texto da criação diz, eles inferem que Adão e Eva foram criados há apenas 6 mil anos atrás. Os criacionistas da terra jovem tendem a ver a teologia como a rainha das ciências, ou a ciência dominante, e que a ciência deve estar subordinada a teologia no que diz respeito às origens. O que justifica esse entendimento para eles é que, segundo eles, a ciência e a teologia fazem afirmações que se contradizem sobre as questões das origens e que a ciência tomada sob uma perspectiva naturalista não considera a Bíblia como a palavra de Deus. Então, eles afirmam, a ciência sempre chegará a uma conclusão defeituosa, por isso a ciência deve estar subordinada a teologia.

Então, essas são as quatro principais visões sobre o assunto que ainda estão vivas e são concorrentes entre si em nossa cultura. Todas as vezes que os cristãos se posicionam, eles se posicionam com uma dessas três visões sobre as origens. Pois elas implicam na própria origem do universo, a origem da vida, a origem da espécie humana e a origem dos demais seres vivos. Agora, existem alguns cristãos que acham, com muita ousadia, que uma dessas visões é a 100% correta (tipo, inspirada por Deus de uma forma que, se você negar, estará negando o próprio Deus, a fé e a salvação), o que é um contrassenso.

Sob um ponto de vista geral, a maioria dos evangélicos, defendem um desses dois pontos, a saber, o criacionismo da terra jovem ou o criacionismo da terra antiga. Contudo, tanto nos EUA quanto no Brasil, a teoria da terra jovem tem um número maior de aderentes pelo caráter de uma leitura mais superficial e devocional do texto e apesar de não termos uma estatística, não é uma maioria esmagadora. Por outro lado, um número considerável se inclina para a teoria da terra antiga. O teísmo evolucionista é defendido por alguns cristãos, dentre os quais alguns evangélicos.

Agora, depende de como se defende o teísmo evolucionista, pois este ponto de vista é flexível ao ponto de uma ala afirmar que Deus criou Adão e Eva de forma especial, como um ato de intervenção na ordem natural, a ponto de negar que eles tenham descendido de animais inferiores.

Eu poderia observar os prós e contras das 4 visões, mas para ganharmos tempo, vou excluir a evolução não teísta por dois motivos. Primeiro, por não ser uma opção válida para os cristãos e segundo, pelo fato de que esse ponto de vista, intimamente ligado ao ateísmo, já é abordado diretamente e indiretamente em todo o curso. No entanto, vou dedicar a maior parte do tempo explicando alguns detalhes das duas visões mais aceitas.

 

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Cosmogonias: Teorias da Criação - O Criacionismo da Terra Antiga

 


 

Por Robert Bowman Jr.

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales

 

O criacionismo da terra antiga, cujo principal representante é o Robert C. Newman, defende que o criacionismo é estritamente bíblico. Newman é um cientista que escreveu sobre Genesis 1 e que afirmou que o texto de Genesis é coerente com a evidência física, defendeu também que o universo tem bilhões de anos e que ainda tal fato não interfere nem anula os dados bíblicos. Hugh Ross é recentemente o criacionista da terra antiga mais proeminente a defender o modelo entre os evangélicos hoje. Ross é presidente do Reasons to Believe, grupo de estudos sobre a interação entre fé e ciência. Gleason Archer Jr. é um erudito no Antigo Testamento e no Hebraico Bíblico que também defende a posição. Como já destacamos, o evolucionista teísta vê alguns milagres na criação, pelo menos três. Contudo, o criacionista da terra antiga vê a criação do universo e de todos os seres vivos como uma série de milagres diretos de Deus, quase na mesma ordem e número de operações milagrosas que o criacionismo da terra jovem defende. Afirmam biblicamente que Deus criou de forma sobrenatural todos os seres vivos e negam a ideia evolucionista não teísta de ancestralidade comum. Defendem que a origem das espécies são os resultados de milhares de atos sobrenaturais de Deus, ou até mesmo milhões de milagres de Deus.

Os criacionistas da terra antiga reconhecem a existência da microevolução, um fenômeno evolucionário que não aumenta ou multiplica o número de espécies e não cria novas ordens de seres vivos, animais e plantas e também negam a macroevolução. Eles não acreditam que a macroevolução possa, por meio de organismos unicelulares, gerar uma infinidade de outros seres vivos, portanto negam, repito, a ideia de ancestralidade comum, ou seja, a doutrina darwiniana de que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum. Eles não veem nenhuma evidência a favor da macroevolução. Criacionistas da terra jovem e da terra antiga estão totalmente de acordo sobre a micro e macroevolução. Defendem que o universo e a terra têm bilhões de anos, então, é verdade eles concordam com a escala de tempo dos evolucionistas não teístas e dos teístas evolucionistas. Mas não como um subterfúgio para sustentar alguma doutrina (como os evolucionistas que precisam de uma escala de tempo infinitamente maior para fazer o surgimento aleatório de tudo ter sentido). Os criacionistas da terra antiga aceitam essa escala de tempo mais longa apenas como uma interpretação direta dos dados científicos oriundos da astronomia, cosmologia, geologia e paleontologia e entendem que Genesis 1 e 2 não legislam sobre a idade da terra ou do universo. Para eles não existe incompatibilidade entre Genesis e essa escala de tempo mais longa. Contudo, eles datam a origem do homem bem mais recente do que os evolucionistas.

Os criacionistas da terra antiga tendem a datar a origem do ser humano a milhares de anos e não a milhões de anos ou mais, como os evolucionistas tem argumentado. Algo em torno de 25 a 75 mil anos, talvez um pouco mais. Esta é uma prospecção controversa porque não satisfaz os evolucionistas não teístas, não satisfaz os evolucionistas teístas, muito menos os criacionistas da terra jovem. Os criacionistas da terra antiga também acreditam na existência de Adão e Eva como seres humanos literais que Deus criou de forma especial e miraculosa, e que eles não evoluíram de outros animais inferiores, não descenderam de outros animais inferiores. Eles também tendem a aceitar uma abordagem muito literal do livro de Genesis, como um relato histórico com linguagem simbólica, dependendo de como eles entendem os dias de Genesis 1. Eles tendem a ter um entendimento muito literal daqueles dias, com as mesmas conclusões que os criacionistas da terra jovem chegam. Outros entendem que os dias de Genesis são apresentados com uma linguagem simbólica, mas apesar disso, veem os dias de Genesis como narrativa histórica e não como uma saga ou um mito. Acreditam ainda que tanto a Bíblia quanto a ciência abordam sobre as ciências das origens, ambas falam sobre as mesmas coisas com linguagem diferentes e consideram que ambas são válidas. Eles não consideram que a ciência seja subordinada a teologia, nem que a teologia seja subordinada a ciência, mas que ambas são fontes de verdade, são disciplinas igualmente válidas. Consideram que nem a ciência nem a teologia são infalíveis e que ambas são disciplinas humanas que podem ser objetos de correções e revisões, pois podem e são passivas de erros.

 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Cosmogonias: Teorias da Criação - A Evolução Teísta

 


 

Por Robert Bowman Jr.

Traduzido, adaptado e ampliado por Walson Sales

 

A evolução teísta difere de muitas formas e de muitas maneiras de forma significativa da evolução não teísta. Muitos cristãos são teístas evolucionistas. Existem duas formas de teístas evolucionistas, o Deísmo, sustenta que Deus criou o mundo, mas não intervém de forma sobrenatural no mundo (antisobrenaturalismo), não que Deus não possa, apenas que Deus não se interessa pela ordem criada (como um relojoeiro que inventou o relógio, deu corda e o deixou a trabalhar sozinho). Para eles, Deus não realiza nem realizou nenhum milagre na ordem criada. Já os evolucionistas teístas acreditam em milagres. Eles acreditam que os sistemas naturais e as ações sobrenaturais de Deus explicam melhor o conjunto de dados oriundos da criação. Afirmam que temos que reconhecer três milagres na ordem criada: a origem do universo é um ato exclusivo de Deus, portanto sobrenatural, pelo qual Deus trouxe a existência a ordem natural. Pois a existência do universo tem que ser explicada por algo ou alguém fora do universo, neste caso, Deus.

A maioria dos teístas evolucionistas defendem que a origem da vida é um milagre e a evolução biológica se encarrega de explicar a origem da diversidade dos demais seres vivos, por um ser vivo unicelular há bilhões de anos, para a multiplicidade de seres vivos hoje. Portanto a origem da vida não pode ser explicada sem uma ação sobrenatural de Deus.

O terceiro milagre que muitos teístas evolucionistas defendem se encontra na origem do ser humano com espírito e alma e que existe um portentoso milagre inserido aqui. Eles afirmam que os seres humanos evoluíram biologicamente a partir de seres vivos inferiores, mas em algum momento, Deus realizou algo além da ordem natural dentro do processo evolucionário, que infundiu dentro desse animal em particular uma alma moral com capacidades cognitivas avançadas e uma consciência. Neste momento esse ser vivo deixa de ser um animal e passa a ser uma pessoa.

Os teístas evolucionistas também acreditam em macroevolução, ou seja, a evolução das espécies chegou a um nível tão avançado que foi capaz de trazer novas espécies a existência por meio de mutações genéticas, espécies de todos os tipos, desde árvores, peixes, mamíferos, tudo por um processo puramente natural. Contudo, esse processo macroevolutivo foi colocado em movimento por Deus. O que terminou originando o Design Inteligente e o propósito dos seres vivos. Contudo, eles não acreditam no casal Adão e Eva como literais, apesar de alguns reconhecerem a necessidade desse primeiro casal. Esses tendem a ver o Genesis como semimítico, a ideia de que existe mito em Genesis, mas também alguma medida de verdade, pelo menos verdades espirituais sobre Deus, sobre a origem do universo e sobre a origem da vida. Então, eles usam Genesis como um livro que revela verdades, mas talvez de forma mítica. Eles tendem a aceitar a teologia e a ciência ocupando cada uma um espaço separado (tipo – cada um no seu quadrado), ou seja, a ciência lida com a realidade física, a teologia lida com a realidade espiritual, a ciência fala acerca da natureza, a teologia fala sobre Deus, a ciência fala sobre o que está acontecendo nos céus, a teologia fala como ir morar no céu (esse trocadilho veio de Galileu Galilei, apesar de que o Teísmo Evolucionista não ser uma opção viva para ele na sua época).

Este é o entendimento típico do evolucionismo teísta. A propósito, Galileu não era um evolucionista teísta, pois ele era um criacionista que não via a evolução como uma opção intelectual válida. Mas ele realmente entendia que a teologia e a ciência ocupavam esferas diferentes. Alguns nomes de pensadores que eram teístas evolucionistas: C. S. Lewis parece ter sido um teísta evolucionista. Ele sempre foi cauteloso ao endossar uma hipótese evolucionista naturalista. Ele rejeitava o naturalismo e a evolução não teísta. Agora, parece-me que ele realmente aceitava a hipótese do evolucionismo teísta. Howard van Till é um exemplo mais recente de teísta evolucionista, um cientista, filósofo e teólogo conservador, e defendia que essa interpretação era aceitável dentro de uma estrutura eminentemente evangélica. John Stott também se enquadra nessa categoria.