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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

O PSEUDO-JESUS DO ESPIRITISMO[seita espiritualista]



POR LEONARDO MELO


INTRODUÇÃO.


Desde a concepção de Cristo como Senhor e Salvador da humanidade em sua encarnação como o verbo divino, que morreu e ressuscitou, que os homens se empenharam[e se empenham] através de uma mente pervertida, cauterizada e influenciada por demônios tentar desconstruir a imagem de Jesus Cristo como divino e sendo Ele, o próprio Deus. Não é  novidade alguma  que desde o aparecimento do nosso Senhor Jesus, que  o adversário tenta  de todas as formas desacreditar os Evangelhos e seu fundador, Jesus.


Ao longo dos primeiros séculos pós fundação da Igreja, as heresias se proliferaram de maneira tal que os primeiros pais apostólicos se desdobraram a fim de combater as heresias que iam surgindo. E não foram poucas: heresias dos judaizantes, O Agnosticismo, os Ofitas, o Montanismo, o arianismo, O Focianismo, semi-arianismo, os pneumatomáquios, o donatismo, pelagianismo, enfim, ao longo da história da Igreja nos cinco primeiros séculos muitos mestres em Teologia se deixaram levar por falsos ensinos e disseminaram seus enganos teológicos. Até mesmo as falsas religiões absorveram heresias que começaram a fazer parte dos seus estudos doutrinários. O Espiritismo é uma dessas correntes religiosas que pregam um falso Evangelho e propagam suas mentiras fazendo uso de certas doutrinas Bíblicas, principalmente acerca de Jesus e o Espírito Santo, inspirando-se principalmente nos macedonianos, Pneumatomacos. e arianistas. Para os estudiosos  da doutrina espírita, e seus literatos, tais como, Allan Kardec, Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Antônio de Pádua [todos in memoriam], dentre outros, eles apresentam um   Jesus é visto como um espírito de luz, um médium e de uma mente privilegiada e elevada, nunca como o Filho de Deus e da mesma substância e Co-Eterno. É esse entendimento deturpado da Pessoa de Cristo e sua crença na reencarnação que fazem do espiritismo uma seita religiosa.


O PSEUDO-JESUS  DOS ESPIRITUALISTAS.


A Bíblia é muito clara quanto as suas doutrinas. Cada doutrina é desenvolvida, construída e estruturada de maneira muito sólida de maneira que não há espaço para engano nem dúvidas. E dentre as várias doutrinas Bíblicas, estar a Cristologia, ou a doutrina de Cristo. É a partir desta doutrina que se conhece a Pessoa bendita de Jesus, é através dela que começaremos a entender e ver a Jesus Cristo como: Senhor, Salvador, Rei, Profeta, Sacerdote, Deus e Messias. Nosso adversário ao longo dos séculos da existência da Igreja tem atacado seu líder de maneira contínua, procurando desconstruir a pessoa de Cristo, como Deus e Senhor[Kyrios] e até mesmo colocá-lo em xeque como Salvador da humanidade. Já no início dos primeiros capítulos dos Evangelhos sinóticos, estar descrita a tentação que Jesus é submetido por parte de Satanás, cf. Mt. 4.1-11; Mc. 1.12-13 e Lc. 4.1-13, afim de seduzí-lo e  fazê-lo ceder, pecar e abandonar seu ministério e propósito junto á Deus.


Então, não é novidade para a Igreja Cristã verdadeira os falsos ensinos sobre a Bíblia e Jesus. Os ensinos realizados nos círculos e comunidades espíritas são de uma insensatez incrível, eles simplesmente ignoram a divindade de Jesus. Allan Kardec afirmou: “Se Jesus, ao morrer, entrega sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus”. E ele conclui afirmando: “…é que ele não é Deus, mas, apenas, seu enviado, seu messias e seu subordinado., conforme o Livro”, Obras Póstumas. Estudo sobre a natureza do Cristo, ponto III. Edição da FEB.


A mesma concepção errônea sobre a pessoa de Cristo, Chico Xavier nutria. Em um, dentre vários livros editados por C. Xavier, o livro “Na Era do Espírito”, nas páginas 166-167,  edição original de 21 de junho de 1973, escrito por Francisco C. Xavier, et alii, e espíritos diversos[?], no capítulo 28 ele afirma: “O Criador, a nosso ver — conforme ensinam Espíritos amigos que nos visitam — é o Criador. Não podemos ainda ter outra definição de Deus mais alta do que aquela de Jesus cristo quando o chamou de Pai Nosso. Além disso, a nossa mente vagueia como se estivéssemos em águas demasiadamente profundas, sem recursos para tatear a terra sólida. Pai Nosso, Deus Criador do Universo. Então, a força que Deus representa ter-seia manifestado em Jesus cristo para que ele, como um grande engenheiro, de mente quase divina, pudesse realizar prodígios sob a inspiração de Deus na plasmagem, na estruturação do mundo maravilhoso que habitamos. Mas não consideramos Jesus como Criador, conquanto o respeito que lhe devemos. Acho formidável o que o Prof. Herculano Pires disse. Quer dizer que Jesus seria o demiurgo da Terra. E o demiurgo do sistema solar será, então, um demiurgo da mais alta potência construtora”.


Afora outras centenas de obras produzidas pelas comunidades espíritas e suas federações, os adeptos do espiritismo negam claramente a divindade de Jesus. Chegam ao ponto de chamar-lhe de demiurgo[semi-deus] e tantos outros adjetivos, porém nega-lhe a divindade e o senhorio de todo o universo. A tática espírita para enganar os incautos é simples: eles fiam-se na prática de obras sociais, assistencialistas, e conforme, o entendimento deles: “Se o trabalho na Terra é recompensado pelas moedas transitórias do mundo, as boas obras que praticamos hoje retornarão futuramente a nós mesmos, sob a forma de gratificantes recompensas espirituais no espaço ou no plano físico. Além da alegria do dever bem cumprido, as boas obras nos ofereceram também recursos de ascensão espiritual em nossa jornada evolutiva”, cf. https://www.uemmg.org.br/cofemg/.


Os espiritualistas esquecem que o Deus Criador é um ser TriÚno em sua concepção, que tanto o Deus-Pai, Deus-Filho [Jesus Cristo] e Deus Espírito Santo, são Uno, da mesma substância, Co-Eterno, indivisível. A bíblia afirma que negar a Jesus como Deus e negar que Ele veio a esta terra em carne é obra da atuação de um espírito maligno, sendo proveniente dos domínios das trevas: “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo”, II João 1.7. é o próprio diabo quem influencia a mente dos homens para que estes não reconheçam a  Jesus Cristo como Deus, Senhor e Salvador da humanidade. Jesus Cristo é o verbo encarnado de  Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, e “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, cf. João 1.1,14. Havia um propósito para que Deus enviasse seu próprio Filho a este mundo, pois, o homem havia pecado e agora ele precisava ser reconciliado com o seu Deus, seu Criador.


O jesus cristo ensinado nas sessões espíritas e  anunciado em seus livros com certeza não tem nenhuma semelhança com o Jesus da Bíblia Sagrada e do verdadeiro Cristianismo, nem da verdadeira Igreja de Cristo.  É mais um engodo usado pelo adversário que entra nas mentes dos homens e em seus corações e lhes cauterizam, a fim de não compreenderem a verdade acerca das Escrituras Sagradas e de Jesus de Nazaré. Até mesmo a visão e compreensão  que os espíritas tem de Deus, é errada e totalmente equivocada.  Em geral os espíritas Kardecistas brasileiros seguem uma linha panteísta em relação ao ser de Deus. O prório mentor do espiritismo moderno Hipollyte Leon  Denizard  Rivail[Allan Krdec] tinha essa compreensão panteísta de Deus: “Deus é a grande alma universal, de que toda a alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós, possui , em estado latente, forças emanadas do divino foco”.[FILHO. 1994. pg.41]. se a raiz estar apodrecida, o que dizer das folhas, do caule e dos frutos? Se a concepção espírita sobre o ser de Deus já começa errada, então, como corolário, toda a sua estrutura doutrinaria acerca de Jesus também vai ser errada.


É razoável citar que em seu proselitismo e nas suas campanhas de pseudo-evangelismo, como por exemplo a campanha do quilo, os espíritas apresentam jesus através de suas literaturas em forma de panfletos usando os mais diversos adjetivos para Ele, porém negam a eficácia do seu poder   libertador, transformador, e sua divindade. O espiritismo é uma seita religiosa, porém,  eles se intitulam como uma corrente filosófica-científica. É um sistema religioso que crer na reencarnação da alma, na operação de espíritos-guias, na mediunidade desenvolvida pelo homem e no contato com os mortos, dentre outras aberrações doutrinárias.


CONCLUSÃO.


Em toda a Bíblia Sagrada, Jesus é apresentado como o Filho de Deus e sendo o próprio Deus. Não há em todo contexto Bíblico verdade mais latente do que esta: Jesus é Deus. No A.T. Jesus já se apresentava ao povo hebreu como o Anjo do Senhor. Jesus se apresentava como uma teofania que se entendia ser o próprio Deus aparecendo para seu povo Israel. porém, é no N.T. que Jesus vai cumprir as profecias acerca dele que estão presenta em todo o Antigo Testamento. A Palavra de Deus é Cristocêntrica. Jesus Cristo é o centro da Bíblia. E essa é uma verdade irrefutável. Não há como negá-la. Jesus Cristo, por exemplo em vários de seus títulos Cristológico, Ele é apresentado como;


1. Profeta:  João 1.21, 6.14; Mateus 14.5, 21.1; Lucas 24.19, ss.


2. O Servo sofredor de Deus: Isaías 53; Mateus 12.39,; Marcos 10.38; Lucas 12.50, ss.


3. O Sumo-Sacerdote: Hebreus 3.1; 4.14;  8.6; 9.15,28; 12.24, ss;


4. O Messias: João 1.41; Mateus 16.16; Atos 13.23; Marcos 14.61; Lucas 23.39, ss


5. O Filho do Homem: Mateus 17.9,22; Lucas 22.48; João 12.23, 13.31; Marcos 14.62, ss;


6. Senhor; João 13.25; I Coríntios 1.9, 12.3, 16.23; Romanos 1.4, 5.21, 7.25; Atos 19.5; I Tessalonicenses  5.28, ss;


7. Deus: João 4.26, 8.58, 10.30, 17.22, I Timóteo 4.10; Marcos 14.62, ss


8. Salvador: Tito 1.4,3.6; I Timóteo 1.1; João 14.6; Filipenses 3.20; II Pedro 1.1,11, 2.20, 3.18, ss


9. Santo: Marcos 1.24; Lucas 4.34; Atos 4.27; I Pedro 1.15-16; Salmos 99.9, ss.


Enfim, não há como usar as Escrituras Sagradas como referência doutrinária por determinado segmento religioso e negar a divindade e o poder de Jesus como Deus e Senhor de toda a terra. Com certeza aqueles que ensinam e negam a divindade de Cristo estão com suas mentes cauterizadas e influenciadas e inflamadas pelas trevas e demônios: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”; “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”, I Timóteo 4.1-2. O apóstolo Pedro também enfatiza essa verdade, que quem nega a divindade de Cristo e sua encanação estar influenciado pelas trevas: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

“E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”. “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”, II Pedro 2.1-3.


Concluímos que, todo falso ensino tem origem no diabo. Infelizmente é uma afirmação dura, mas é a realidade. No reino espiritual não existem meias verdades, ou você estar servindo á Deus através da pessoa bendita de Jesus, ou você estar servindo ao seu próprio ventre e as trevas. Não tem comunhão espiritual as trevas e a luz, elas são antagônicas entre sí. É como um dos  princípios da lógica matemática: Princípio da não-contradição: “uma proposição não pode ser falsa e verdadeira ao mesmo tempo”. Assim também é no reino dos espíritos: ou serve á Deus ou não. O próprio Cristo afirmou simbolicamente que não temos condições de alguém servir a dois senhores nem tem condições alguma dizer que serve a Ele negando sua divindade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O ESPIRITISMO NÃO É UMA RELIGIÃO CRISTÃ, É UMA FRAUDE RELIGIOSA!


POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO.



Desde a formação e fundação da Igreja pelo nosso Senhor Jesus Cristo que a Igreja ao longo da sua existência tem sofrido ataques de falsos mestres, doutores e pastores. Não só a Igreja tem sido atacada, mas também, tem surgido correntes religiosas que avocam para sí a legitimidade de proclamar o verdadeiro  Evangelho de Cristo. Em meio ao mosaico religioso, inúmeros líderes tem fundado  seitas,  e com seus proselitismos afirmam estarem pregando o verdadeiro Evangelho. Neste círculo de surgimento de Seitas e movimentos filosófico-religioso, temos o espiritismo ou como eles gostam de se denominar, espiritualistas.


O espiritismo é uma das maiores fraudes religiosas que já surgiram em todos os tempos. Infelizmente, no Brasil esta doutrina diabólica tem agregado milhares de adeptos á sua fileira. Um exame mais acurado das Sagradas Escrituras e descobriremos a falácia, erros e enganos que pregam os espíritas. Um evangelho de engano fiado na tão propalada por eles, boas obras. Dezenas de textos Bíblicos reprovam a doutrina maior deles: a reencarnação, um verdadeiro absurdo teológico que da sustentação a essa seita. Os textos Sagrados da Palavra de Deus quando confrontado com a doutrina da reencarnação a reprovam incondicionalmente. O que Hippolyte Leon Denizard Rivail [Allan Kardec] fundador do espiritismo e  ignorou é que o Eterno reprova e proíbe radicalmente á consulta aos mortos, consequentemente todo sistema religiosos que tem como doutrina basilar a reencarnação[consulta aos mortos] e a ensina como verdade absoluta como um terrível engano teológico e estar sob a direção de demônios.


ESPIRITISMO COMO FRAUDE RELIGIOSA E PSEUDO-RELIGIÃO.


O espiritismo não é algo novo na vida social do homem. Essa  prática de invocação aos mortos remontam ao Antigo Oriente Próximo, á Mesopotâmia, ao Egito, e seguiu-se influenciando povos e nações. Há registros de práticas espíritas além dos citados anteriormente,  entre os babilônicos,  antigos assírios, cananeus, hindus, gregos, romanos. Essa questão do sobrenatural e dos mistérios que envolvem as religiões sempre  despertaram o sentido do homem.  A religiosidade humana sempre esteve presente no seu ser desde a concepção da sua criação. A grande questão é; em quem acreditar? Quem invocar como Deus? Quem estar com a verdade? Todas essas perguntas encontram-se respostas claras e inconfundíveis na Sacrossanta Palavra de Deus. Há muitos movimentos religiosos e filosóficos que avocam serem detentores da verdade, porém, nosso   Jesus nos advertiu, assim como os apóstolos acerca dos falsos mestres. O Senhor da Igreja já sabia de antemão que se levantariam homens ímpios e que  influenciados por demônios ensinariam outro Evangelho e fundariam seus sistemas religiosos e usariam de fraude afim de convencer as pessoas das suas pseudo-verdades sobre Jesus. O apóstolo Paulo foi muito claro quando afirmou aos irmãos da Igreja grega na Galácia:     “O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo”. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” “Assim, como já vô-lo dissemos, agora de novo também vô-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Gálatas 1.7-9.


O texto acima é de uma clareza que não nos deixa dúvidas sobre aqueles que pregam doutrinas estranhas as Escrituras, e o espiritismo está incluído debaixo da maldição do Eterno por perverter a  verdade usando os Evangelhos de Cristo para tal finalidade. O cerne da doutrina espírita é a comunicação com os mortos, isto é, a prática da necromancia, que requer que o iniciado creia na reencarnação da alma ou na sua transmigração. Reencarnação, a palavra deriva do latim, “re” significando outra vez, e “incarnere”, que vem de duas palavras “in” e “caris”, que significam “em carne”.  A  doutrina da reencarnação vai de encontro aos ensinamentos NeoTestamentário e do Antigo Testamento e aquilo que Jesus estabeleceu como verdade.


Alguns  textos dos sinóticos, assim como algumas  cartas paulinas, do apóstolo Pedro e de João nos revelam já há época a  preocupação dos irmãos com aqueles que se infiltrariam no meio da Igreja de Cristo afim de propagar suas mentiras, assim como, fundar sistemas religiosos baseados nos Evangelhos e que avocariam estar pregando o verdadeiro Evangelho. Jesus nos alertou sobre os falsos profetas e falsos obreiros que precederiam a sua vinda, assim como do surgimento de falsas religiões a fim de enganar o povo: Mt. 24.11, 23-24; Mc. 13.5-6, 22; Lc. 21.8; II Co. 11.13; Fl. 2.3; I Tm. 4.1-3, 7; II Pe. 2.1-3, I Jo. 4.1, ss. A ação de espíritos demoníacos é clara e notória nas sessões espíritas. A bíblia de forma categórica afirma que, quem morre não mais entra em contato com os que estão vivos. Há inúmeros textos bíblicos que reprovam a consulta aos mortos, senão vejamos; Jó. 7.9; Sl. 6.5, 115.17, 30.9; 31.17, 88.5; Is. 8.18; Hb. 14.12; Lc. 16.19-26, ss.


Observem a opinião do pastor batista acerca do espiritismo (FILHO & LEITE. 1994. Pg. 17 e 19): “pelas implicações morais e filosóficas  de seus princípios, o espiritismo  se define como religião, ciência e filosofia. Na realidade, define-se como  um sistema  de representações e práticas, incluindo  noções de religião, ciência e filosofia”. O espiritismo como foi dito, é uma mistura de princípios religioso, filosóficos e científicos. É um sistema que realiza transações psíquicas, que visam sobretudo a comunicação com as almas  do outro mundo, utilizando-se dos poderes da mente e deixando-se utilizar  também pelos maus espíritos”.


É oportuno compreendermos que, como o espiritismo se baseia na revelação dos espíritos[demônios] sobre aqueles que o invocam, quais sejam, os médiuns, então esses receptores das mensagens das trevas são conhecidos como codificadores. Era assim que se via Hippolyte Leon Denizard Rivail [Allan Kardec]. Conforme, (WILGES. 1999. pg. 116), Allan Kardec foi o canal que teve “o privilégio” de recepcionar e psicografar os escritos ofertados pelos espíritos[demônios/anjos caídos] que seriam suas doutrinas afim de ensinar aos seus discípulos: “o espiritismo baseia-se na revelação dos espíritos [...] Allan Kardec descobriu que numa encarnação anterior tinha sido um druísta com este nome. É o codificador das mensagens dos espíritos[demônios/anjos caídos/almas desencarnadas] em sete obras:

1. O livro dos Espíritos – 1857;

2. O que é o Espiritismo – 1859;

3. O livro dos Médiuns – 1861;

4. O evangelho segundo o espiritismo – 1864;

5. O céu e o inferno – 1865;

6. A gênese – 1868 e Obras Póstumas. Enfim, é uma filosofia, com bases científicas  e consequências religiosas”.


Ainda, segundo (WILGES. 1999. pg. 117), “Os princípios fundamentais da doutrina espírita são: 1. Deus; 2. Evolução;  3. Reencarnação; 4. Sobrevivência da alma; 5. Comunicação entre os dois mundos[físicos e espiritual]; 6. Lei de causa e efeito; 7. Pluralidade dos mundos habitados”.


Deduzimos claramente através dos ensinos ministrados pelos espiritualistas que eles estão totalmente fora dos mandamentos divinos e que afrontam as verdades do verdadeiro Evangelho de Cristo, e com seus engodos doutrinários e ações sociais{Campanha do quilo/pseudo assistências religiosas em hospitais, etc]] vão enganando os indoutos e incautos e assim  arrebatam os seus corações a  verdadeira mensagem do Evangelho de Cristo. Contra fatos, não há argumentos já diz uma máxima proverbial do mundo. A verdade por mais que ela esteja asfixiada, abafada, escondida...,  um dia ela se revela, aparece brilhando como a luz do sol em seus resplendor!  Ninguém pode fugir dessa realidade, estar escrito. Foi um decreto do próprio Deus, que a verdade sempre e eternamente prevalecerá, ainda que alguém discorde e não a aceite, mas por si, a verdade se impõem. Jamais boas obras, ações de caridades, se compadecer do necessitado e ajuda-lo, que são atitudes louváveis, porém não ofuscaram a verdade. Não adianta usar textos bíblicos para consolidar suas ideias distorcidas acerca da verdadeira religião. É isso que fazem os espiritualistas. Usam os textos bíblicos que lhe convém para enganar.


Os espiritualistas para divulgarem sua obra nefasta tem uma revista chamada de    ”Reformador” ligada a FEB[Federação Espírita brasileira]. Dentre suas edições tem uma edição de fevereiro de 2007 por exemplo que corrobora com a visão reencarnicionista deles, nas páginas 18 á 20 trazem uma matéria sobre experiências com a reencarnação. E na página 20 em um artigo assinado por Chico Xavier  onde ele tem a pretensão de afirmar que a reencarnação une as famílias, verdadeiro absurdo, ele afirma:


“A reencarnação fortalece os laços de famÌlia”: Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e Pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento. Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.[...]” Esse texto foi extraído do livro ​“O evangelho segundo o espiritismo, pg. 126. Estar aí um exemplo da falácia espírita em tentar justificar ser o espiritismo também é uma religião cristã.


Um outro ponto que reprova a doutrina espírita a luz da Bíblia é que seus fundadores retratam o Espírito Santo de Deus como outro consolador e que esse consolador é a terceira revelação de Deus. Conforme, (MARTIN. 1993. pg. 118) nos explica: “Allan Kardec alega ser o Espiritismo a terceira revelação de Deus, o cumprimento da promessa  feita por Jesus aos seus discípulos de enviar-lhes outro consolador. O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa de Cristo: preside aos seu advento o Espírito da Verdade[...] vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores... Assim o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido...e segundo Allan Kardec, Razão há, pois,  para que o Espiritismo seja considerado a terceira das grandes revelações”.  Conforme Martin, “Em primeiro lugar, o Espírito Santo é apresentado na Bíblia como uma pessoa, e não como um sistema ou conjunto de ensinos, que é o caso do espiritismo”.


CONCLUSÃO.


O Espiritismo é uma das maiores falácias do meio religioso. Não tem sustentação Bíblico-Teológica as doutrinas espíritas. Um dos maiores engodos que Satanás lançou sobre o homem. Sem muito aprofundamento teológico, percebemos os erros crassos que os adeptos da doutrina espírita cometem. A princípio já estão debaixo da maldição de Deus por promover outro evangelho que não o de Cristo. Usam de falácia exegética para tentar provar o improvável. Textos como os de Saul e a médium de Em-Dor, I Samuel 28; Mateus 11.14. Acerca de João Batista e o profeta Elias que foi arrebatado, o profeta não chegou nem a morrer, como reencarnaria em João? “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir”. A Visão que Jesus dá ao rico já no sheol sofrendo e Lázaro no paraíso desfrutando das beatitudes divinas, conforme Lucas 16.16-26, são exemplos Bíblicos que os espiritualistas distorcem afim de fundamentar suas mentiras usando a Palavra de Deus. No nosso país temos no escritor Paulo Coelho um dos  maiores divulgadores do espiritismo através de dezenas de publicações suas.


Deus condena veementemente a consulta aos mortos, que consequentemente leva aos adivinhadores, prognostigadores, a magia, a quiromancia. Tudo isso reprovado por Deus. Deuteronômio 18.9-14; I Samuel 28.3,9; Números 22.7, 23.23; Josué 13.22; Isaías 8.19, ss Fere frontalmente os ensinos e tradições judaico-cristã. Não há como afirmar que o espiritismo é só  um movimento filosófico e científico com pouca influência religiosa. Estar claro que também há toda uma religiosidade nos escritos de Kardec que evidenciam a profunda influência da religião. O espiritismo só não é um ramo do Cristianismo, é uma seita espírita, assim como as religiões matriz africana.

 

FONTE.


1. BÍBLIA SAGRADA. Trad. ARC . com referências e algumas variantes. R. J. 1996. Ed.  Imprensa Bíblica Brasileira.  1201 pg.


2. FILHO, Tácito da Gama Leite & LEITE, ÚRSULA, Regina da Gama. Seitas Espíritas – Seitas do nosso tempo. Vol. V. R. J. 1994. Editora Juerp. 125 pg.


3. REVISTA REFORMADOR. Federação Espírita Brasileira. Órgão oficial dos espiritualistas. Rio de Janeiro. Ano 125. Nº 2135. 16 de fevereiro de2007. 44 pg. https://www.febnet.org.br/blog/geral/conheca-a-feb/revista-reformador/


4. KARDEC. Allan. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Trad. Guillon Ribeiro.  R. J. 2016.  Editora FEB. 1ª edição.  409 pg.


5. https://www.febnet.org.br/portal/, acessado em 09/09/2020.


6. WILGES, Irineu. Cultura Religiosa – As Religiões do Mundo. Petrópolis/R.J. 1999. Ed. Vozes. 208 pg.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

DOUTRINAS ESPÍRITAS - suas crenças

Por Leonardo Melo.
2 Parte*
INTRODUÇÃO .
Os espiritualista são como eles gostam de se definir, um misto de Religião, Filosofia e Ciências, isto é, um sistema que realiza transações psíquicas, que visam sobretudo a comunicação com os mortos, utilizando-se dos poderes da mente e deixando-se utilizar pelos “espíritos maus, isto é pelos anjos demoníacos”, e se alto-proclamam pertencerem ao alto-espiritismo. O cerne da doutrina espírita é a comunicação com os mortos, isto é, a prática da necromancia, que requer que o iniciado creia na reencarnação da alma ou na sua transmigração. Reencarnação, a palavra deriva do latim, “re” significando outra vez, e “incarnere”, que vem de duas palavras “in” e “caris”, que significam “em carne”. A crença na reencarnação e consulta aos mortos, como mencionado anteriormente vem desde os primórdios das primeiras civilizações, e hoje é difundida pelas religiões Hinduísta, Budista e pelo Jainismo e segundo, a doutrina espírita, o objetivo da reencarnação é expiação, aprimoramento progressivo da humanidade
No cerne de sua literatura doutrinária encontram-se seis livros escritos por Hippolyte Léon Denizard Rivail, isto é, Allan Kardek e que são utilizados como referências em seus estudos temáticos pelos discipuladores, são eles: O Livro dos Espíritos(1857), O que é Espiritismo(1859), O Evangelho segundo o Espiritismo(1864), O Livro dos Médiuns(1861), O Céu e o Inferno(1865) e A Gênese(1868) e obras póstumas. 
Analisaremos de maneira suscinta as principais doutrinas, crenças e filosofias.

2.1 Deus, segundo, o espiritismo.
Em seu conceito sobre Deus, os espiritualista se portam de maneira ambígua e apresentam divisões em seus conceitos sobre Deus; há uma facção que admite que o Eterno assume uma dimensão panteísta, outra deísta, e tem outra facção que crer em um Deus histórico, a semelhança daqueles que seguem as doutrinas do Cristianismo. Os deístas não consideram em seus argumentos que Deus é um ser Trinitário, defendem sua Unidade, Ser Único, porém, mais como um engodo. Eles têm Deus como um ser impessoal, e não relacional, claramente uma influência do epicurismo. A crença Kardecista afirma que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, que é bom, único, imaterial, justo, todavia, é inacessível á inteligência do homem. O próprio Kardek é confuso quanto a sua visão acerca de Deus, ora defende o panteísmo, ora o Deus do Cristianismo Histórico exaltando suas virtudes, entretanto, negando que Ele seja Triúno. O Kardecismo afirma ter buscado uma fusão com o Cristianismo, entretanto negam as doutrinas fundamentais deste. Porém, nós cremos em um Deus transcendente e imanente que é distinto da sua criação, Pessoal, que se revela e está presente e se importa com o homem, através de suas providências, e que apresenta inúmeras virtudes ou excelência, cf. Êx.3.14, 31.18; Nm. 23.19; Ec. 5.2; Sl.139; At. 17.24-27, 13.22; Hb. 11.6; Jo.5.37; I Jo.4.8, ss.
2.2. Jesus Cristo e o Kardecismo.
Eles ensinam que Jesus Cristo foi o maior médium, um espírito evoluído e iluminado, o ser mais perfeito que esteve na terra, porém não é Deus. Os espíritas afirmam que o Evangelho que João escreveu não são Palavras de Jesus, logo não teriam a mesma autoridade, além de rejeitarem a autoridade de Jesus como divino, todavia, Jesus é Deus, é da mesma substância que o Pai (Homoousios), portanto, a Bíblia afirma “Porque ninguém pode pôr fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. Jesus é o Salvador da humanidade, e enquanto exerceu seu ministério na terra Ele era homem e Deus, possuia as duas naturezas, a divindade de Cristo é plenamente reconhecida pelo testemunho das Escrituras, cf. Jo. 10.30, 17.21-22 cf. I Co.3.11 cf. Is. 9.6; Mt. 1.23; Jo. 1. 1-18, 10.30, 14. 7-11, 20.28; Rm. 9.5; II Co. 4.4; Cl.1.15, 2.9; Fp. 2. 5-7; I Ts. 2.3; ss.
2.3. O Espírito Santo segundo o Kardecismo.
Os kardecistas afirmam que o “Espírito Santo”, mencionado em João 14.16-17 “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador...”, cumpriu-se com o lançamento do livro O Livro dos Espíritos, em 18 d abril de 1857, na França através do missionário Allan Kardek, tal como expressa a publicação espírita O Reformador, edição de dezembro de 1995, pg. 361-362. Autor do artigo “O novo consolador”, o médium Benedito da Gama Monteiro. Alegam ser o Espiritismo a terceira revelação de Deus, o cumprimento da promessa feita por Jesus aos seus discípulos.
Todavia, quando expomos essa doutrina espírita sobre o Espírito Santo á luz das Sagradas Escrituras, descobrimos um erro doutrinário desmedido e uma falácia terrível dos Kardecistas em arrogar a sí esta interpretação influenciada pelas trevas, afirmando que o outro Consolador habita na seara espírita, ela simplesmente se revela em uma farsa teológica, e não provém de Deus, mas das trevas, do próprio diabo, pois, o outro Consolador predito por Jesus Cristo, cf. Jo. 14.16-17, foi enviado em aproximadamente no ano 30 d.C. e é a Terceira Pessoa que compõe a Tri-Unidade, e encheu os irmãos com o Espírito Santo, batizando-os com Fogo, cf. At. 2.1-5, 33, então sem nenhuma dúvida a promessa do envio do Consolador foi cumprida em Jerusalém, não na França.
“No livro A Gênese, Allan Kardek tenta desacreditar o cumprimento da promessa no primeiro século, dizendo que o Espírito Santo nada lhes ensinou a mais do que Jesus havia ensinado”., e logo após tem a petulância de afirmar “..., reconhece-se que o espiritismo realiza todas as promessas de Cristo a respeito do Consolador anunciado como é o espírito da verdade”, (RIBEIRO. 2013. Pg. 34), então, para o espiritismo o Consolador a quem Jesus se referiu seria uma referência aos espíritos de luz. O espiritismo, seria então o consolador prometido por Jesus.
A Bíblia afirma, cf. II Co. 13.8 “que nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” e que surgiriam falsos mestres, falsos discípulos, usando de todo ardil afim de enganar os homens. O Espírito Santo é uma Pessoa, é Deus, cf. Sl.139.7-12, 143.10; Jo.16. 7-14; At. 5.3-4, 10.19-20; II Co. 3.17; Ef. 4.30; I Ts. 5.19, ss.

2.4. A Bíblia e o espiritismo.
“Allan Kardek arroga ao Espiritismo a condição de ser a terceira revelação de Deus, que vem complementar a revelação iniciada no Antigo Testamento, por meio de Moisés, e com o Novo Testamento, por meio de Jesus. O Espiritismo nega a criação de Deus no primeiro cap. de Gênesis. Acredita no Evolucionismo, sendo o homem o ser mais elevado da escala evolucionista, por isso admite que o registro Bíblico não deve ser tomado literalmente, mas, apenas em sentido figurado, porém, Jesus confirmou o relato Bíblico como autêntico, cf. Mt.19.4-8, em que o homem foi criado diretamente por Deus, (MARTIN. 1993. Pg. 87-88),. Os Kardecistas usam as Sagradas Escrituras como lhe convém, para dar um ar de Cristianismo as suas doutrinas, mas, negam a eficácia e a inspiração divina dela, são extremamente contraditórios em relação a Palavra de Deus, e suas exegeses são de uma infidelidade sem par em relação aos textos interpretados por eles, ignorando totalmente os preceitos exegéticos e as leis da hermenêutica.
A Bíblia não é referencial para o ensino e divulgação de suas doutrinas, segundo, A. Kardek, ao longo dos séculos a Bíblia foi adulterada para satisfazer os anseios da liderança da Igreja Católica Apostólica Romana, afim de incluírem a doutrina da Tri-Unidade e a Ressurreição de Cristo, para confrontar com a doutrina espírita da reencarnação, a fim de desacreditá-la.
Todavia, a Bíblia é a autêntica Palavra de Deus, divinamente inspirada. 
Hoje é inegável que as evidências históricas e arqueológicas vem comprovando e reafirmando a veracidade dos textos Bíblicos Neo Testamentários, assim como, os estudos apresentados na área da “crítica textual”, que só vem confirmar a autencidade dos textos, e que as variantes textuais encontradas não comprometem em nada os desdobramentos quanto a autenticidade textual,
A Bíblia é a autêntica Palavra de Deus, que foi inspirada por Ele e ordenada aos seus servos que escrevessem, cf. Dt. 32.32; Jó 11.4; Sl. 19.7-10, 119; Pv. 4.2; Is. 34.16; Mc. 7.13; Jo. 17.17; Rm. 3.2; I Tm. 4.9; II Tm. 3.16; Hb. 4.12-13; II Pe. 1.20-21.

Além dessas doutrinas, há uma variedade de outras crenças que são observadas no espiritismo, tais como;
1. Não crêem na doutrina Cristã;

2. Pregam o aperfeiçoamento e a salvação pelas boas obras, mas não á luz da Bíblia;
3. Afirmam a existência de outros mundos habitados com diferentes graus de aperfeiçoamento;
4. Não crêem no Céu, no inferno, nem na condenação eterna;
5. Crêem que o contato com Deus é feito pelos médiuns e guias
6. Crêem nas intercessões e preces aos mortos e pelos espíritos.
7. .Defendem a reencarnação;
Observação: 
A Bíblia reprova veementemente todas essas práticas espíritas, porque nas sessões espíritas há manifestações de espíritos demoníacos, e as mensagens psicografadas são inspiradas pelas trevas, pois, claramente O Eterno proíbe a consulta aos mortos, até porque, se cremos na Palavra de Deus, perceberemos que o contato não é com a pessoa que morreu, mas como eles definem, espíritos familiares, que nada mais é do que demônios, cf. Lv.19.31, 20.27; Dt. 18.9-12; Is.8.19-20; Sl.115.17; Ec. 9.4-5; Os. 4.12; Lc.16.19-31; Jo. 7.9-10; I Co.15.29; Hb.9.27, 10.21-22; ss.

FONTES.
1. Almeida, João Ferreira. Bíblia Apologética de Estudo. Edição Corrigida e Revisada (ACF) S. Paulo. 2006. Edições ICP –Instituto Cristão de Pesquisa.

2. KARDEK, Allan. A Gênese. Os milagres e as predições segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. S. Paulo. 2013. 53ª edição. 409 pg.
3. RHODES, Ron. A Verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais. R.J.. CPAD. 2007. 1ª edição. 158 pg.
4. FILHO, Tácito da Gama Leite & LEITE, Ursula Regina da Gama. Seitas Espíritas.- Seitas do Nosso Tempo. Vol. V. R.J. 1994. 2ª edição. Juerp. 125 pg.
5. MARTIN, Walter. O Império das Seitas. Vol. IV. Venda Grande. Minas Gerais. Editora Betânia.1993. 1ª edição. 207 pg.
6. SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã – Defendendo os Fundamentos da Fé Autêntica. R.J..CPAD. 2014. 7ª imp. 380 pg.
7. O Reformador. Revista Espírita oficial da Federação Espírita Brasileira. Edição de abril de 1995, pg.361-362.

O Falso Evangelho pregado pelos Kardecistas. Uma síntese Histórico-Religiosa da Seita

Por Leonardo Melo.
1 PARTE.*
INTRODUÇÃO.
Desde os primórdios, o homem é inclinado a querer descobrir aquilo que está oculto e longe do seu alcance, o futuro. E quando se trata da relação do homem com a divindade, então esse afã aumenta quase que exponencialmente.
Nessa busca desmedida, o homem está disposto a tudo afim de se relacionar com a divindade, porém, Um Deus que lhe impõem limites, nunca foi o Deus que o homem deseja. Quando no Eden, o homem pecou, revelou-se nessa sua atitude de rebelião contra o seu Criador, o desejo de ser autônomo.
E, é justamente na procura dessa autonomia que o homem tem reunido suas forças afim de alcançá-la e a cada momento que passa, essa realidade torna-se mais evidente. Cada vez mais o homem vai corrompendo seu ser, cf. Gn. 6.5, 11-13; 10. 8-10;13.13; 18.20; Pv. 8.11; At. 13. 8-10; Rm. 1. 18-32, ss, e se deixando levar pelas religiões de mistérios, pelo ocultismo e tem virado as costas para o verdadeiro Cristianismo, virado as costas para o próprio Deus com suas práticas sincretistas, que evidenciam uma verdadeira amálgama de todo tipo de religião, cujo único e verdadeiro objetivo é invocar o adversário das nossas almas e tributar-lhe honra, em nome de uma falsa religiosidade, e conduzir o homem ao engano através da operação de espíritos imundos e um Cristianismo vazio de seu Único fundador, Jesus Cristo, que é digno de ser adorado e cultuado para todo o sempre, Ap. 4. 3-4, 8-11, 5. 9, 12-14, ss.

1. FATOS HISTÓRICOS.
O espiritismo é uma crença antiga, que tem seu início na região do Oriente Próximo e era praticado nas civilizações Cananéias, assírias, mesopotâmias, egípcias, Babilônica, gregas, romanas, chinesas, hindus, dentre outras.
Desde o Império Romano aos tempos medievais(na Europa), encontraram-se atitudes Espíritas.
O atual espiritismo, sob o ponto de vista filosófico, tem sua ligação com o ocultismo antigo e o da Idade Média.
“Se entre os cananeus não houvesse a consulta aos mortos, a prática da adivinhação, a atuação dos magos, os escritos Bíblicos não seriam tão claros, quanto a sua proibição.
Como referência a práticas espíritas temos no Egito o “Livro dos Mortos” e os misteriosos hieróglifos, cuja chave Champollion legou a humanidade, que revelam uma vida além-túmulo, dedicando cerimônias aos que se foram”, (FILHO & LEITE. 1994. pg. 20), não é porventura o que se pratica na Igreja Católica Apostólica Romana, com seu dia de finados?
Diversos povos antigos tinham o costume de enterrar todos os objetos e bens que pertenciam aos seus mortos, para que os utilizassem no além.
No antigo Egito, nasceu o famoso ocultista Hermes Trimegisto e toda a sua literatura, pintura, arquitetura e religião que estavam influenciadas com a crença espírita.

Ramsés, faraó no tempo de Moisés, era praticante da astrologia, sendo aquele que determinou os signos cardeais.
Porém, não só ele, mas todos ós faraós acreditavam nas predições astrológicas e utilizavam métodos ocultistas e acreditavam em superstições.
Em Nínive e na Babilônia, os sacerdotes assírios e caldeus adotavam práticas espíritas e adivinhavam o futuro pelas estrelas. A grande biblioteca de 25 mil livros (tabletes de argilas escritos em cuneiforme), pertencente a Assurbanipal, rei da Assíria, continha mitologia, , ciências ocultas, história e astrologia. Esses livros despertaram milhares de pessoas para o ocultismo e práticas espíritas.
Na Índia, a base fundamental do culto dos Brâmanes era a evocação dos mortos.
Entre os gregos havia o costume de se consultar os oráculos, pessoas em comunicação com os deuses e que previam acontecimentos, havia também a crença na reencarnação. 
Pitágoras(580-500 a.C.) pregava a transmigração da alma, e os romanos também consultavam os mortos e se davam à adivinhação do futuro. Utilizando-se das Sibilas(eram mulheres oraculares) lendárias sacerdotisas de Apolo que teriam existido na Sicília, Itália, Cumes e em Tibur. Detinham o dom de predizer o futuro. Homero, na Odisséia, escreve sobre Ulisses, e conforme o conselho da maga Circe, consulta a alma da sua própria mãe. Cícero, orador romano, fala que seu amigo mantinha conversas com os mortos, além de que Éfeso, Cumas e Heracléia eram famosas por suas pitonisas. Como adendo, é razoável lembrar que nos primórdios do Cristianismo a prática da adivinhação e consulta aos mortos eram muito difundidas.

Foram longos os caminhos percorridos pelos espiritualistas , ou melhor pelos espíritas, até chegarem aos nossos dias. “Nos tempos 
modernos a busca e a consulta aos mortos vai renascer a partir do ‘movimento espiritualista’ em 1848, na casa do fazendeiro John Fox, em Hydesville, Nova York.
Suas filhas, Margareth(1836-1893), Leah(1814-1890) e Catherine(1841-1892), afirmaram ter ouvido sons de batidas na casa e acreditavam que esses sons eram uma forma de comunicação através de um espírito de um homem assassinado cujo nome era Charles Rosma. As irmãs tornaram-se uma forte influência no movimento espiritualista, no mínimo até 1886, quando Margaret confessou que ela estava mentindo afirmando que ela mesma é quem produzia as batidas, todavia, o espiritualismo tornou-se uma força viva nos EUA e nem a confissão da mentira por Margaret, foi suficiente para deter o movimento”, (RHODES. 2007. pg. 51-52).
Infelizmente o movimento espiritualista expandiu-se chegando na Europa, com destaque para os países Inglaterra e França que a época recepcionaram suas doutrinas.
“É da França que nasce um dos principais mentores do espiritualismo, Leon Hippolyte Denizart Rivail, nascido em Lião, em 1804, e que tomou o pseudônimo de ‘Allan Kardec’, porquanto acreditava ser ele a reencarnação de um poeta celta com esse nome”. Dizia que recebeu a missão de pregar uma nova religião, isso a 30 de abril de 1856,(BAALEN. 1989. pg.). 
No Brasil e sob a influência de Allan Kardec, foi fundado no Estado da Bahia, o primeiro centro espírita por Luís Olímpio Teles de Menezes, em 1865, e hoje eles têm como literatura própria a Revista “Reformador”, que hoje é o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira. Vale ressaltar que, Francisco Cândido Xavier foi um dos grandes expoentes e influenciador da doutrina espírita no nosso país, sendo um dos principais médium da seita.
Considerado um filantropo; nas reuniões e sessões Espíritas, era Chico Xavier possuido por um espírito do erro, de adivinhação, de engano e maligno, e então psicografava mensagens, escrevia livros sob influência do espírito que o tomava, e dessa forma infelizmente contribuiu para o crescimento da doutrina espírita no país.

A reencarnação e a prática de invocar aos mortos

O que diz a Bíblia?
Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações”. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consultem um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás como o SENHOR teu Deus. “Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa. (Dt 18.9-14).
“Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo” (Lv 20.6, ACF). O rei Saul, antes da sua apostasia, quando ainda estava na direção de Deus, baniu os praticantes de várias modalidades do espiritismo (1Sm 28.3,9). Mais tarde, o reto rei Josias agiu da mesma forma (2Rs 23.24,25). A Bíblia diz em Êxodo 20.3,6 que não devemos adorar qualquer outro deus que não seja o Senhor Deus. Além disso, já que se achava que os adivinhos e feiticeiros eram capazes de contatar os mortos, eles foram também expressamente proibidos por Deus. De acordo com MacDonald.
Os israelitas eram proibidos de ter contata com qualquer um que afirmasse se comunicar com o mundo invisível. O texto cita oito indivíduos associados ao meio de comunicação com o mundo espiritual. Deus considera todos a abominações, São eles: adivinhador, prognosticador (vidente ou falso profeta), agoureiro (quiromante, cartomante ou astrólogo), feiticeiro (curandeiro), encantador (mago), necromante (médium), mágico (bruxo), quem consulte os mortos (em sesso espiritas). Algumas dessas “profissões” se sobrepõem. (2015, p. 145).
Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR. Pessoas que faziam esse tipo de comunicação com mortos eram consideradas uma abominação ao Deus de Israel e consultá-las era uma afrontar a Deus. Nessa proibição não foi usada à palavra espiritismo porque esta só surgiu com o advento do Kardecismo. Todavia, a ideia está subjacente. Quando vos disserem: “Consultai os médiuns e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram entre dentes, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultarão os mortos” (Is 8.19). O envolvimento com médiuns ou necromantes leva à condenação (Is 8.20.21) e origina contaminação (Lv 19.31; 20.6).
Conforme o Dicionário F. UNGER e WHITE Jr. Vine, Morto nekros é usado para designar: (a) a norte do corpo (cf. Tg 2.26,) seu sentido mais frequente; (b) a atual condição espiritual dos homens não salvos (Mt 8.22; Jo 5.25; Ef 2.1,55.14; Fp 3.11; Cl 2.13; Lc 15.24). (2016, pp.802-803).

Já de início vemos o rei Saul descumprindo uma lei que Deus havia dado ao seu povo (Dt 18.11-12). Por isso esta prática era proibida por Deus. Isso mostra nesta ocasião o quão longe de Deus o rei Saul estava e podemos refletir o quanto a humanidade está distante de Deus na busca destas práticas. E é por causa dessa distância da vontade de Deus, vemos que Deus não mais lhe respondia. “Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.” (1Sm 28.6). Saul, totalmente distante da vontade de Deus, resolve, por conta própria, fazer aquilo que não agradava a Deus: Até aqui talvez você ainda não esteja convencido se Saul conversou ou não com o espírito do profeta Samuel.
Conforme Pr. Esequias Soares “Diante de tudo isso, fica claro que essa entidade era o espirito demoníaco disfarçado, de Samuel, como acontece nas sessões espíritas de hoje” (2011, p.209).
Vejamos se esse encontro realmente aconteceu ou se foi uma farsa demoníaca:
1. Saul demonstrou ser um hipócrita: mandara eliminar todas as feiticeiras e agora vai a uma feiticeira (1Sm 28.3,9). 
2. Saul se disfarçou e vestiu outras vestes, desejando negar sua identidade (v.8); usou falsamente o nome do Senhor, jurando por Ele (v.10).
3. A feiticeira primeiramente disse que viu a Samuel (v. 12), depois, que viu deuses que sobem da terra (v.13); depois, já não eram deuses nem Samuel, mas um ancião envolto numa capa (v.14).
4. Diante dos personagens apresentados, Saul entendeu que Samuel estava ali à vista da feiticeira vidente (v.14). Por outro lado, a primeira fala de Samuel é de insatisfação: Por que me inquietaste fazendo subir? (v.15).

Dois pontos devem ser analisados nessas palavras.
I. Se Deus permitiria a vinda de Samuel, como Seu mensageiro, como querem os espíritas, o profeta deveria cumprir com alegria a missão confiada, e não se mostraria insatisfeito.
II. O entendimento é que quem comandou a subida de Samuel não foi Deus, mas o pecador Saul. O ancião envolto numa capa declarou que Saul o fez subir (v.15). O santo de Deus, o profeta Samuel, estaria à disposição de uma feiticeira e de um rei pecador, a quem Deus não mais respondia. Devemos nos lembrar de que a Bíblia sempre fala que o inferno está em baixo, e o céu, em cima.
Mas esse Samuel subiu, veio de baixo! Isso por um simples fato: Não há possibilidade desse tipo de comunicação. A comunicação que dizem que fazem com as almas dos que já morreram é, na verdade, feita com demônios enganadores. Saul, que estava totalmente distante da vontade de Deus, resolve, por conta própria, fazer aquilo que não agradava a Deus. De acordo Oliveira o próprio Saul disse que Deus já não lhe respondia nem pelo ministério dos profetas e nem por sonhos (vv.6,15, 2004, p.52);
Acaso a favor dos vivos se consultarão os mortos; (Is 8.19). O envolvimento com médiuns ou necromantes leva à condenação (Is 8.20,21), origina contaminação (Lv 19.31; 20.6; Deuteronômio 18.18 e Apocalipse 22.15) dizem que: “Ficarão de fora os cães e o feiticeiro, e os que se prostituem e os homicidas, e os idólatras e qualquer que ama e comete a mentira”. Para o Prof. Saulo Soares:
Aquele que examina as Escritura sagradas com seriedade perceberá que os acontecimentos que afetam o mundo foram por elas registrados há milênios. Esses registros são as profecias dadas por Deus aos seus servos- os profetas. Nós cristãos, isso não surpreende, visto sabermos que os acontecimentos. Que hoje podem causar surpresa a alguém já- e há muito conhecido do cristianismo (2014, p.27).
Quando o enganador que é Satanás aparecer com sua real aparência e falando de seus verdadeiros objetivos, ninguém lhe dará ouvidos. Por isso ele usa sua tática: a mentira. Através de palavras doces e de aparente inocência, leva o homem ao pecado e à destruição. Como nos diz Salomão no livro de (Provérbios: 14. 12). “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” diferente o que diz o evangelho de (João 14.6). O próprio “Jesus declara”. Disse-lhe Jesus; Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim.
Por Rafael Félix.

sábado, 27 de julho de 2019

É possível fazer contato com os mortos para se obter alguma mensagem?

O texto citado como base, é l Sm 14:28, onde vemos o rei Saul, numa tentativa louca para buscar uma resposta divina, sobre a peleja contra os filisteus, recorre ao uso da necromancia, algo abominável diante de Deus, desde os primórdios: *"Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos" (Dt 18:10,11).* Inclusive o próprio Saul havia expulsado os que faziam uso dessa prática diabólica (1Sm 28:3-9).
Num período em que o povo estava com o coração obstinado e inclinado a idolatria, Deus se utiliza do profeta Isaías, falando dentro desta temática: *"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre os dentes; não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interroga-se-ão os mortos?" (Is 8:19).*

Portanto, Deus proibiu irrestritamente a consulta à espíritos, qualquer que fosse a finalidade, sendo passível de morte o que desobedecesse.
Mas como explicar o episódio da pitonisa de En-dor, onde aparentemente esta feitiçeira teria feito Samuel retornar dos mortos, com uma suposta mensagem de Deus? 
Há inumeras razões que nos levam à crer que a necromante não teve realmente êxito em sua tentativa de trazer Samuel de volta dos mortos, são elas:

*1° - A mulher faria o homem subir*
O pensamento hebraico era de que o Sheol ficaria na parte de baixo da terra, ou seja, os ímpios seriam alí lançados como consequência de suas vidas perversas, imersas no pecado. Assim escreveu Salomão: *"Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que se desvie do inferno que está embaixo" (Pv 15:24).*
Não é cabível a idéia que depois de uma vida voltada à causa de Deus, vivendo em retidão e integridade, Samuel estaria no inferno. Lembremos que o próprio. Deus citou a Samuel como um importante personagem da história, em caráter e retidão diante dele: *"Disse-me porém o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel estivessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo" (Jr 15:1).*

Essa prática de fazer subir espíritos, envolvia os poderes das trevas, onde os tais se faziam passar pela pessoa requisitada pelo que fazia a consulta, dessa forma se praticava o engano.
Sendo assim, o espírito que a necromante faria subir, sem sombras de dúvidas, não poderia ser o de Samuel.

*2° - O texto*
A narrativa mostra que ao contemplar o espírito que subia, a mulher é tomada de grande pavor e ao perceber isso, Saul lhe pergunta o que ela estava vendo, sua resposta foi: *"Vem subindo um homem ancião e está envolto numa capa"*, quem interpreta que seria Samuel é o próprio rei, que nessa altura, já estava desesperado por uma resposta que sequer, para obter notícias futuras sobre a guerra com os filisteus, pediu mais detalhes: *"Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostou"*. 
O texto Bíblico não dá nenhuma margem positiva que de fato era Samuel, dessa forma estaria entrando em contradição: *"E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9:27).*

Jesus ilustrou, numa parábola (embora alguns não aceitem este termo para a narrativa), a questão de os mortos não voltarem com alguma mensagem para entregar aos vivos. 
O relato narra que haviam dois homens, um vivia numa vida luxuosa, imersa na riqueza, enquanto o outro repleto de chagas, vivia na porta do rico mendigando, mas um dia ambos morreram. O rico, que não tem o nome revelado é levado à um lugar de sofrimento, porém o mendigo, por nome de Lázaro, foi conduzido à um local de repouso, chamado seio de Abraão. Ao ver de longe a cena, o rico pede ao patriarca que lhe permitisse voltar, para transmitir uma mensagem à seus familiares, prontamente recebeu uma negativa (Lc 16:19-31).

*3° - O diabo pode se passar por uma pessoa para produzir o engano*
Que de fato a pitonisa conseguiu fazer um espírito subir e que este se comunicou com Saul isto ninguém pode negar, o texto relata este diálogo, de forma inquestionável, todavia a forma como o espírito foi invocado demonstra, que tal invocação não procedeu da parte de Deus, e sim de feitiços, auxiliados pelas forças do mal. 
Houve uma manifestação equivalente, no episódio em que os magos de faraó conseguiram reproduzir os milagres de Arão, a saber: a vara, o sangue e as rãs (Ex 7: 11, 22; 8:7). 
Não podemos esquecer que as forças das trevas operam neste mundo, embora estejam sujeitas à Deus.
Não há meios de afirmar que Deus estaria permitindo a volta do espírito de Samuel para trazer uma mensagem ao louco rei, poisbseria incoerente Deus se utilizar diretamente de forças do mal para transmitir uma mensagem. Embora Ele faça uso, em alguns casos, de meios incomuns, como no episódio de Balaão, se utilizando de uma jumenta (Nm 22:21-30), mas jamais utilizando-se de forças do mal.
Embora sendo Soberano, Deus jamais fará uso deste atributo para confrontar seus demais atributos, como a santidade.

A explicação para o espírito, levantado pela feiticeira, na verdade seria um demônio. A narrativa mostra que a aparência levava a crer que seria Samuel realmente, o diabo tem como uma de suas características desde o princípio o engano, assim ocorreu no Eden (Gn 3:13), no episódio com faraó, com Saul e será desta forma até que seja destruído para sempre. 
Jesus disse que ele é homicida, mentiroso e pai da mentira (Jo 8:44). Ele pode se transfigurar, inclusive, em anjo de Luz: *"E não é maravilha, porque o próprio Satanás, se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11:14).*
Então para aprisionar o homem na ignorância quanto as coisas de Deus, ele faz de tudo para aprisioná-lo em seu domínio, incluindo transformar-se na pessoa à quem se procura, neste caso a Samuel.

Nas sessões espíritas, o solicitante vai ao médium pedindo contato geralmente com algum ente querido que se foi. Emocionalmente falando, a pessoa já está com os sentimentos vulneráveis, assim o diabo faz uso desse momento de fraqueza para fazer o que sabe de melhor: enganar.
Mas duas perguntas ficam no ar, que precisam ser respondidas: Como o espírito repetiu as palavras que Deus havia falado à Saul? E como falou a verdade acerca a morte de Saul?
Vamos as repostas.
*1° - Como o espírito repetiu as palavras que Deus falara à Saul?*
Vemos que para mostrar veracidade em sua suposta aparição à Saul, passando-se por Samuel, o espírito relata as palavras que Deus havia pronunciado contra Saul, no episódio em que o rei desobedecera uma determinação de Deus em matar os amalequitas, tendo o monarca preservado os melhores animais e o rei amalequita Agague. Como consequência por tal desobediência, Deus havia rejeitado à Saul e seu reino seria passado para outro, melhor que ele (I Sm 15:1-28). 
Ora, sabemos que o diabo não é onisciente, portanto não pode saber o que pensamos, todavia possui um reino das trevas extremamente organizado, dessa forma, conhece tudo sobre nós, nossas fraquezas, aquilo que falamos, aquilo que fazemos, inclusive escuta quando Deus fala conosco.
Assim, ele ouviu as palavras que Deus havia falado para Saul, e apenas as repetiu por meio do espírito invocado pela feitiçeira, nada que seja sobrenatural.

O mesmo acontece na psicografia, quando o médium supostamente está recebendo uma mensagem de um espírito de alguem que partiu, na verdade está recebendo uma mensagem de um demônio que conhece os detalhes da vida do que havia partido e quando as expõe ao solicitante, lhe causa espanto e recebe a confirmação, de que realmente tal informação só poderia ser verdadeira, pois o falecido possuía tais características e tinha tais costumes.
É desta forma que o diabo se utiliza da cegueira espiritual das pessoas, assim como fez com Saul.
*2° - Como falou a verdade sobre a morte de Saul?*
Como foi citado, o diabo é enganador e se utiliza da mentira para difundir seu reino. Mas em algumas ocasiões falam a verdade, humilhando-se à vontade de Deus para falar assim.
Vejamos alguns relatos:
*"E quando viu Jesus ao longe, correu e o adorou. E clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus filho do Deus altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes" (Mc 5:6,7).*
*" E os espíritos imundos vendo-o prostavam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o filho de Deus" (Mc 3:11).*
*"E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o filho de Deus. E ele repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo" (Lc 4:41).*
*"Estando seguindo a nós, clamava dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, ordeno-te que saias dela. E, na mesma hora saiu" (At 16: 17,18).*
Há situações em que os demônios são impelidos a falarem a verdade.
No caso de Saul, havia um juizo de Deus sobre o rei à ser realizado e o Senhor permitiu que o espírito proferisse à Saul o tal.

Assim, a suposta aparição de Samuel à Saul, por meio da necromancia, realizada pela feitiçeira de En-dor não passou de uma aparição demoníaca.
Por Edson Moraes.