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segunda-feira, 3 de março de 2025

A Importância de Conhecer o Islamismo com Profundidade: Contextualizações e Explicações

Por Walson Sales 

O islamismo é uma das maiores e mais influentes religiões do mundo, com uma história de mais de 14 séculos e mais de 1,8 bilhão de seguidores. O conhecimento profundo sobre o Islã é essencial, tanto para cristãos que desejam compreender melhor essa religião, quanto para o diálogo inter-religioso e a convivência pacífica. Abaixo, analisamos 16 tópicos que abordam diferentes razões pelas quais o estudo do islamismo é importante, contextualizando de maneira equilibrada.

1. Se preparar para o evangelismo

O conhecimento do islamismo é fundamental para quem deseja compartilhar sua fé cristã de forma respeitosa e eficaz. Compreender as crenças e práticas islâmicas evita mal-entendidos e permite diálogos baseados no respeito mútuo, essenciais para um evangelismo que não seja agressivo, mas acolhedor.

2. Se preparar para a defesa da fé

O Islã nega algumas das doutrinas centrais do cristianismo, como a divindade de Cristo e a Trindade. Conhecer essas diferenças teológicas é essencial para uma defesa robusta da fé cristã, especialmente em um mundo cada vez mais pluralista. Porém, esse diálogo deve ser feito de forma pacífica e informada, sem promover antagonismos.

3. Porque o islamismo tem histórico de violência

É verdade que o islamismo, como muitas outras religiões, tem episódios históricos marcados por violência, como as conquistas islâmicas e a jihad. No entanto, a violência no contexto islâmico tem sido amplamente debatida entre estudiosos. Ela muitas vezes está ligada a contextos históricos, culturais e políticos, não sendo característica inerente à fé islâmica em si.

4. Porque o islamismo destruiu todas as visões de mundo onde se instalou

A ideia de que o islamismo destruiu todas as visões de mundo onde se instalou deve ser analisada com cautela. Em algumas regiões, a chegada do Islã foi acompanhada de mudanças culturais e religiosas significativas, mas em outras, houve uma coexistência, como na Península Ibérica, onde judeus, cristãos e muçulmanos conviveram por séculos. A relação entre o Islã e outras culturas varia muito dependendo do tempo e lugar.

5. Porque o islamismo destruiu todas as culturas onde se instalou

Historicamente, o Islã influenciou muitas culturas, mas não necessariamente destruiu todas. Em muitos casos, houve um intercâmbio cultural e científico significativo, como na Idade de Ouro Islâmica, quando muçulmanos preservaram e desenvolveram o conhecimento científico e filosófico grego, indiano e persa.

6. Porque o islamismo é proselitista

O islamismo é, de fato, uma religião proselitista, assim como o cristianismo. A chamada para a fé, conhecida como "dawah", é uma prática comum no Islã, semelhante à evangelização no cristianismo. O estudo dessa prática pode ajudar a entender as motivações por trás da expansão do Islã e como ele se relaciona com outras religiões.

7. Porque o islamismo é exclusivista

O islamismo é exclusivista em suas crenças, defendendo que o Alcorão é a revelação final de Deus e que o islamismo é a religião verdadeira. No entanto, existem diferenças de interpretação sobre como essa exclusividade deve ser aplicada na prática, especialmente em relação a outras religiões. Muitos muçulmanos defendem o respeito e a coexistência pacífica com os não-muçulmanos.

8. Porque o islamismo nega a divindade de Jesus

Para os cristãos, a divindade de Jesus é central, enquanto o Islã o vê como um profeta altamente respeitado, mas não divino. Compreender essa diferença é crucial para o diálogo inter-religioso e para a defesa da fé cristã, especialmente em debates teológicos.

9. Porque o islamismo nega a doutrina da Trindade

O conceito de Trindade é um ponto central de discordância entre cristãos e muçulmanos. Para os muçulmanos, a ideia de um Deus Trino é contrária à sua visão de monoteísmo. Conhecer esses pontos é essencial para entender os fundamentos do Islã e do cristianismo, além de abrir espaço para debates informados e respeitosos.

 10. Porque todos os grupos terroristas hoje são islâmicos

Embora muitos grupos terroristas atualmente se identifiquem como islâmicos, é essencial reconhecer que esses grupos representam interpretações extremistas e violentas do Islã, não a fé islâmica em si. A grande maioria dos muçulmanos no mundo condena esses atos de terrorismo. Não se pode julgar uma religião inteira com base nas ações de uma minoria.

11. Porque o islamismo é a religião que mais cresce no mundo

O islamismo está crescendo rapidamente, especialmente devido a taxas de natalidade elevadas e conversões. Conhecer essa religião que influencia cada vez mais sociedades ao redor do mundo é importante para entender as mudanças demográficas e culturais globais.

12. Porque o islamismo minimiza a mulher

Embora algumas interpretações do Islã restrinjam os direitos das mulheres, muitas dessas práticas estão mais ligadas a tradições culturais locais do que à religião em si. Existem várias correntes islâmicas que defendem a equidade de gênero e promovem o papel ativo das mulheres na sociedade. É importante distinguir entre práticas culturais e interpretações religiosas.

13. Porque o islamismo nega a Bíblia

O Islã reconhece a Torá e o Evangelho como revelações anteriores, mas acredita que elas foram corrompidas ao longo do tempo. O Alcorão é considerado a revelação final e incorruptível. Compreender essa visão ajuda a esclarecer a forma como os muçulmanos percebem as Escrituras cristãs e judaicas.

14. Porque o islamismo nega os evangelhos

Os muçulmanos acreditam que os evangelhos, como são conhecidos hoje, não representam fielmente os ensinamentos originais de Jesus. Para eles, o Alcorão corrige essas distorções. Conhecer essa perspectiva permite um diálogo teológico mais profundo sobre a autenticidade e preservação dos textos sagrados.

15. Porque o islamismo nega a morte de Jesus na cruz e por implicação, sua ressurreição

Para o Islã, Jesus não morreu na cruz, mas foi elevado ao céu, e outra pessoa foi crucificada em seu lugar. Essa é uma das maiores diferenças entre o cristianismo e o islamismo, tornando o estudo dessas divergências essencial para o diálogo inter-religioso.

16. Porque o islamismo está crescendo de forma acelerada no Brasil

O crescimento do islamismo no Brasil é uma realidade que merece atenção. O estudo do islamismo ajuda a entender esse fenômeno e suas implicações para a sociedade brasileira, especialmente em termos de convivência religiosa e cultural.

Conclusão

Conhecer o islamismo com profundidade é fundamental para o diálogo inter-religioso, a defesa da fé cristã e a convivência pacífica em sociedades cada vez mais diversas. Embora existam questões delicadas, como a violência associada a algumas interpretações extremistas do Islã, é importante lembrar que a maioria dos muçulmanos rejeita a violência e vive de acordo com princípios pacíficos. O conhecimento e a compreensão são os primeiros passos para construir pontes de respeito e cooperação entre diferentes tradições religiosas.

Habilidades Essenciais para Ministros do Evangelho e Apologistas: Um Olhar de John Wesley

Por Walson Sales

O papel de um ministro do evangelho ou de um apologista cristão é fundamental para a propagação da fé cristã e para a defesa de suas verdades. A complexidade desse ministério exige um conjunto diversificado de habilidades que vai além do simples conhecimento teológico. O renomado pastor metodista John Wesley, em seu "Discurso ao Clero" de 1756, já destacava a importância de certas habilidades para aqueles que se dedicam ao ministério. A reflexão sobre essas competências é mais relevante do que nunca, uma vez que a igreja enfrenta desafios contemporâneos, muitos dos quais se situam no campo do intelecto. Neste artigo, exploraremos as habilidades que um ministro deve desenvolver, conforme sugerido por Wesley, e discutiremos a importância delas na prática ministerial.

1. Conhecimento das Escrituras

A primeira habilidade destacada por Wesley é o profundo conhecimento das Escrituras. Um ministro deve ser capaz de não apenas explicar os textos sagrados, mas também de contextualizá-los. Isso inclui a familiaridade com o Antigo e o Novo Testamento, a compreensão dos contextos literários e históricos, e a capacidade de oferecer respostas às críticas que surgem de diversas correntes de pensamento. Essa base sólida é essencial para que o ministro possa iluminar os caminhos de sua congregação.

2. Compreensão das Línguas Originais

O entendimento das línguas originais da Bíblia — grego e hebraico — é outra habilidade crucial. Wesley enfatiza que um ministro que não se dedica a aprender essas línguas fica vulnerável a interpretações errôneas e críticas infundadas. O domínio das línguas originais permite que o ministro defenda sua fé de maneira mais robusta, ao explicar passagens complexas e responder a questionamentos com segurança.

3. Conhecimento do Próprio Ofício

Refletir sobre o caráter e a responsabilidade de ser um embaixador de Cristo é vital. Wesley alerta para a necessidade de cada ministro considerar profundamente o papel que desempenha e o impacto que sua liderança pode ter sobre a comunidade. Essa autoavaliação é essencial para que o ministro viva de maneira que honre sua vocação.

4. Familiaridade com a História e a Geografia

Conhecer a história profana e os costumes das culturas mencionadas na Bíblia é fundamental para uma interpretação precisa das Escrituras. A capacidade de contextualizar a mensagem cristã no ambiente histórico e geográfico não só enriquece a pregação, mas também fortalece a credibilidade do ministro ao lidar com questões contemporâneas.

5. Tolerância às Ciências e Lógica

A lógica e o conhecimento científico não devem ser ignorados. Wesley enfatiza a importância de se familiarizar com a lógica, a metafísica e as ciências naturais, pois isso ajuda na clareza do pensamento e na argumentação. Um ministro bem preparado deve ser capaz de articular sua fé de maneira racional, respondendo a dúvidas e críticas de forma convincente.

6. Conhecimento dos Pais da Igreja

Um ministro deve, ainda, ter um bom entendimento dos escritos dos pais da Igreja. A sabedoria dos primeiros líderes cristãos proporciona uma base histórica e teológica que é valiosa para a prática ministerial. O estudo dessas obras permite uma conexão mais profunda com a tradição cristã e uma melhor compreensão do desenvolvimento da doutrina.

7. Conhecimento do Mundo e das Relações Humanas

Por fim, Wesley destaca a importância do conhecimento do mundo e das relações humanas. Um ministro deve ser sensível às nuances do comportamento humano e ter a habilidade de se relacionar com as pessoas de maneira afável e cortês. Essa competência interpessoal é vital para construir conexões significativas dentro da comunidade e para ser um exemplo de amor cristão.

Conclusão

A formação de um ministro do evangelho ou de um apologista não deve ser negligenciada. As habilidades discutidas por John Wesley permanecem relevantes e urgentes nos dias de hoje. À medida que a igreja enfrenta novos desafios, a preparação intelectual e espiritual se torna crucial. Como J. Gresham Machen observou, a falta de reflexão crítica está entre os principais obstáculos à fé cristã contemporânea. Portanto, é imperativo que ministros e apologistas busquem continuamente o crescimento em conhecimento e sabedoria, estando prontos para dar uma razão da esperança que há neles, não apenas por meio da fé, mas também pela força do entendimento.

domingo, 2 de março de 2025

Qual a importância de conhecer o islamismo com profundidade?

Veja as opções e diga qual melhor se encaixa na sua perspectiva:

1. Se preparar para o evangelismo;

2. Se preparar para a defesa da fé;

3. Porque o islamismo tem histórico de violência;

4. Porque o islamismo destruiu todas as visões de mundo onde se instalou;

5. Porque o islamismo destruiu todas as culturas onde se instalou;

6. Porque o islamismo é proselitista;

7. Porque o islamismo é exclusivista;

8. Porque o islamismo nega a divindade de Jesus;

9. Porque o islamismo nega a doutrina da Trindade;

10. Porque todos os grupos terroristas hoje são islâmicos;

11. Porque o islamismo é a religião que mais cresce no mundo;

12. Porque o islamismo minimiza a mulher

13. Porque o islamismo nega a Bíblia;

14. Porque o islamismo nega os evangelhos;

15. Porque o islamismo nega a morte de Jesus na cruz e por implicação, sua ressurreição;

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Os Limites Claros da Apologética Cristã

 

Por Walson Sales


Sempre é bom termos clareza de que o apologista cristão não deve ter a pretensão de vencer debates. Existem limites no uso da apologética e uma das principais é a questão da vontade (ou má vontade) do interlocutor. Imagine se você perguntar a um interlocutor ateu “se eu provar que Deus existe, você abandona o ateísmo e aceita Jesus?” e ele responder “ainda se você conseguir me provar que Deus existe, eu não conseguiria acreditar nele”. Como lutar com pessoas assim? Contudo, é aqui que entra algo que nunca deve desaparecer da vida de um apologista, a dependência total e irrestrita da ação de convencimento do Espírito Santo (João 16: 8-11, 13, 14). O apologista tem a obrigação inerente de ler, se preparar, conhecer os desafios, estar sempre atento e preparado para, com sutileza e educação, entrar em um debate (I Pedro 3:15). Esta é a responsabilidade humana. Entretanto, a responsabilidade humana ou o nível de preparo que ele ache que tem não deve suplantar a verdadeira e total dependência que o apologista deve ter do Espírito de Deus, pois até mesmo no diálogo com um cético ou adepto de outra religião, o apologista deve dialogar sempre em espírito de oração, evocando a presença e o poder de convencimento do Espírito Santo. Sem essa dependência, o apologista cristão deixa de ser um apologista cristão para ser apenas um cristão racionalista, o que seria uma tragédia.

Em duas aulas do Curso de Apologética Cristã em mp3 eu falo sobre A Experiência Imediata de Deus e sobre O Argumento da Experiência Religiosa. Por que a experiência é importante? Porquê é marcante e inesquecível! Trazendo o exemplo descrito acima, se você dialogar com um cético e apresentar a ele bons argumentos e o deixar sem resposta e ele se comportar com o argumento acima, ou seja, dizer que ainda que você provar algo para ele, ele não acreditaria, você chegou ao limite da apologética (deixando claro que esse é apenas um dos limites). O que fazer a partir daqui? Deixar os resultados com o Espírito Santo e descansar em Deus. Não há nada mais reconfortante do que isso para o apologista, pois os resultados virão de alguma forma, ou seja, ou a pessoa se endurece mais ainda, ou se amolece e com o passar do tempo reconhece o senhorio de Deus e se converte, às vezes até mesmo anos depois. Alguns ainda podem até não se converter, mas podem reconhecer a fraqueza da sua visão de mundo e a força da visão de mundo cristã e até aliviar na forma com que dialoga com outros cristãos. Os resultados são os mais diversos, mas eles sempre aparecerão. Apenas confie.

Tive uma experiência há alguns anos que me marcou e que me despertou para esta realidade da dependência do Espírito Santo. Eu trabalhava com um amigo no Mercado Eufrásio Barbosa em Olinda. Ele era muito brincalhão, de bem com a vida e um grande amigo. Desde o primeiro dia comecei a evangelizá-lo com um Novo Testamento dos Gideões que andava no bolso. Às vezes ele fugia e mudava de assunto, às vezes me confrontava com um desses argumentos que os críticos acham que é insuperável e eu sempre respeitava cada estágio da receptividade dele. Eu realmente amava quando ele chegava com perguntas e quando ele não chegava com perguntas, eu o incitava indiretamente a fazer algumas. Era um diálogo muito divertido com ele. 

Mas um dia ele chegou calado, com o semblante pesado e pensei que naquele dia não haveria uma troca tão proveitosa e eu estava enganado. Pois o que seria o pior dia se tornou no dia mais importante, exatamente porquê ele colocou um limite insuperável para a minha apologética e evangelismo e eu tive que transferir tudo para o Espírito Santo naquele momento em oração. A coisa aconteceu mais ou menos assim. Ele chegou calado e triste. Semblante pesado. Percebi que era algum problema pessoal. O cumprimentei e fiquei calado, tentando um meio de quebrar o gelo. De repente ele solta uma pergunta que se desdobrou em outras. Ele perguntou, do nada: “existem ex-ladrões na igreja?”, eu disse que sim. Ele perguntou novamente, “existem ex-prostitutas na igreja?”, eu disse que sim. “existem ex-traficantes na igreja?”, eu disse que sim. “existem ex-homossexuais na igreja?”, eu disse que sim. “existem ex-viciados na igreja?”, eu disse que sim. Então ele me disse, “então me prove biblicamente porque eu não acredito que Jesus liberta. Essa é uma das maiores mentiras das igrejas”. Assustado, mas ao mesmo tempo empolgado e sentindo a responsabilidade e o clima pesado, retirei o NT dos Gideões do bolso e disse, vamos ler juntos alguns textos aqui. O primeiro texto que lemos juntos foi João 8: 32, 36:


E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:32-36


Perguntei a ele se ele percebia que o texto diz que Jesus liberta. Ele disse que sim. Então fomos para outro texto, o de 2 Coríntios 5:17:


Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17


Perguntei a ele se ele percebia que o texto também diz que Jesus liberta. Ele concordou novamente. Então disse a ele, vamos ler agora o texto mais abrangente que prova que Jesus liberta o pecador mais inveterado, perdido e desesperado que existe e abri em 1 Coríntios 6:9-11:


Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. 1 Coríntios 6:9-11


Li e reli com ele os pontos com grifos, destaquei cada tipo de pessoa no texto e lemos juntos o que Jesus havia feito com essas pessoas que Paulo afirma no texto que eram membros da igreja em Corinto. Ele balançou a cabeça afirmativamente. Pensei comigo “xeque mate!” Então ele jogou a barreira intransponível para mim: “Olha, você me provou pela Bíblia que Jesus liberta, o único problema é que eu não acredito. Isso é tudo mentira, essa história de que Jesus liberta. Não existem ex-ladrões, ex-viciados, ex-homossexuais, ex-traficantes, é tudo mentira”. Foi aqui que aprendi a grande lição de depender exclusivamente do Espírito Santo. Respondi a ele o seguinte naquele clima tenso: “Veja bem, para mim esta conversa está encerrada, pois não há nada que eu possa fazer ou dizer para fazer você mudar de ideia, pois você está irredutível em sua postura. As duas únicas coisas que podia fazer já fiz que foi provar biblicamente e apresentar meu próprio testemunho de que Jesus me libertou. Agora é com você e Deus. Se você não acredita em mim e nem no que a Bíblia afirma, Deus vai, ele pessoalmente, te provar que Jesus liberta. Isso se ele quiser. Agora é com você e Deus”. 

Ficamos em silêncio. Eu chateado e ele com aquele semblante pesado desde o início. Ninguém falava nada. Eu fiquei orando tipo “mas Senhor, ele não creu na tua palavra. Faz alguma coisa porque eu não posso fazer mais nada”. Ficamos cinco minutos em silêncio. Até que entrou um personagem para quebrar o gelo. Chegou um senhor baixinho e nos deu um bom dia bem animado. Respondemos e o homem me olhou e disse “O senhor é crente?” Respondi que sim e ele me cumprimentou com a paz do Senhor. Apertou nossas mãos e meu colega calado olhando para ele. E esse homem disse a ele “tá lembrado de mim não?” Ele disse de forma seca “Eu não lhe conheço”. E o homem disse “Eu sou fulano de tal, fomos vizinhos em Rio Doce por muitos anos. Éramos amigos e inclusive como está o seu irmão?” Neste momento eu olhei para o rosto dele e vi que ele estava com os olhos arregalados, assustado. Ele disse “você está muito diferente, muito mudado. O que aconteceu com você para você ter uma mudança dessas?” E aquele homem deu uma resposta de 1 milhão de dólares, ele disse “Eu aceitei Jesus e Jesus me libertou! Eu agora sou uma nova criatura em Jesus Cristo!” E eu ali meio que querendo chorar, sentindo a presença e a providência poderosa de Deus. Meu amigo perguntou novamente “e o que aconteceu mais?” ao que o nosso interlocutor disse “Deus me deu uma família, me casei, me deu um emprego, uma casa, dois filhos, um carro, que inclusive está estacionado ali”. Olhamos e o carro estava a 300 metros, parado e com o alerta ligado. Ele disse, passei e vi você aqui e resolvi parar para cumprimentá-lo. Apertaram as mãos, se abraçaram e o irmão me cumprimentou novamente e antes de sair disse a mim, olhando nos meus olhos e sem saber de nada “irmão, Deus é fiel”. Disse que tinha que trabalhar e que já estava atrasado e se foi. 

O silêncio mortal imperou novamente até que o meu amigo disse, “olha, esse rapaz foi meu vizinho em Rio Doce por muitos anos quando éramos adolescentes”, ao que respondi “sim, isso já sei. Deu pra perceber com a conversa de vocês”. Então ele deu um relato assustador: “Olha, esse rapaz era um amigo, mas depois se afastou da gente por causa das drogas. Virou um esqueleto vivo por causa do crack. Sumiu por uns tempos e reapareceu vendendo drogas e traficando, só andava com gente da pesada. Sumiu por causa de dívidas com as drogas, pois foi ameaçado de morte e quando reapareceu, surgiu muito diferente, vestido de mulher e fazendo programas para sustentar o vício. Uma história triste para a família e um exemplo vivo do poder destrutivo das drogas. Foi então que ele sumiu definitivamente e fazem mais ou menos 15 anos que não o via. Pensávamos até que havia morrido e agora ele reaparece aqui assim, depois da conversa que tivemos, OLHA, EU AGORA ACREDITO QUE JESUS LIBERTA”.

Fiquei pensativo. Como Deus trabalha! Aprendi essa grande lição que agora passo para vocês em forma de texto. Não devemos nos preocupar em ganhar debates, não devemos nos preocupar com os resultados da apologética e do evangelismo, pois o resultado final é de Deus. A glória é dele e é ele quem faz. Nossa missão é a de apenas tentar descobrir quais são os empecilhos que fazem com que uma pessoa não queira se entregar a Jesus e tentar remover esses empecilhos por meio da apologética, mas sempre dependendo de Deus em tudo e em todos os momentos. Outros exemplos de experiências virão no curso e em forma de artigos. Nunca mais tive contato com esse meu colega, pois fui transferido de setor e não sei se ele aceitou a Jesus ou não. Mas a semente foi plantada e nós, ambos, recebemos uma grande lição de Deus naquele dia e espero que você tenha recebido também hoje ao ler este texto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Hank Hanegraaff - O Que Acontece a uma Pessoa Que Nunca Ouviu Falar de Jesus?

 

Uma das perguntas mais frequentemente feitas no programa  Bible Answer Man  é “O que acontece àqueles que nunca ouviram falar de Jesus?” Deus condenará as pessoas ao inferno por não crerem em alguém de quem elas nunca ouviram falar?

 Em primeiro lugar, as pessoas não são condenadas ao inferno por não crerem em Jesus. Antes, elas já estão condenadas por causa de seu pecado. Dessa forma, a pergunta legítima não é como Deus pode enviar alguém ao inferno, mas como Deus pode consentir em salvar qualquer um de nós?

 Além disso, se a ignorância fosse um bilhete para o céu, o maior empreendimento evangelístico não seria uma crusada Billy Graham, mas uma campanha planejada para o encobrimento da verdade. Tal campanha iria se concentrar em extinguir o evangelismo, em queimar as Bíblias e fechar as portas das igrejas. Em pouco tempo ninguém mais terá ouvido falar de Cristo e todos estariam em seu caminho para o céu.

 Finalmente, deve ser enfatizado que todos têm a luz da criação e da consciência. Deus não é caprichoso! Se respondermos à luz que temos, Deus nos dará mais luz. Nas palavras do apóstolo Paulo: “E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós” (At 17.26-27).

 Para um estudo adicional, veja Ronald H. Nash,  Is Jesus the Only Savior?  (Grand Rapids: Zondervan, 1994).  Veja também Hank Hanegraaff, “Is Jesus the Only Way,” disponível em  www.equip.org.

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

Jo 14.6

 

Fonte:  http://www.equip.org/bible_answers/what-happens-to-a-person-who-has-never-heard-of-jesus-/

 

Tradução: Paulo Cesar Antunes

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Inferno

  

Dwight Lyman Moody

 

Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. Lc 16.25

 

Outro dia, um homem veio ao meu encontro e disse: “Gosto das suas pregações. Você não prega sobre o inferno, e acho que você também não acredita no inferno.” Agora, eu não quero que alguém se levante no Julgamento e diga que eu não era um fiel pregador da Palavra de Deus. É minha missão pregar a palavra de Deus assim como Ele me entregou; eu não tenho o direito de escolher um texto aqui ou ali, e dizer, “Eu não acredito nisso.” Se eu jogar fora um trecho da Bíblia, devo jogar fora a Bíblia inteira, pois na mesma Bíblia eu leio de recompensas e punições, céu e inferno.

Ninguém jamais descreveu o inferno como o Filho de Deus. Ninguém poderia fazer isso, pois somente Ele sabia como tudo aconteceria. Ele não guardou para si essa doutrina da semeadura e da colheita, mas falou sobre ela claramente; a pregou, também, com puro amor, assim como uma mãe alertaria seu filho do final de uma vida de pecados.

O Espírito de Deus nos conta que levamos nossa memória conosco para o outro mundo. Existem muitas coisas que gostaríamos de esquecer. Eu ouvi dizer que o Sr. Cough disse que gostaria de dar a sua mão direita se ele pudesse esquecer como maltratou a sua mãe. Eu acredito que o verme que não morre é a nossa memória. Nós dizemos agora que esquecemos, e pensamos que esquecemos, mas está chegando a hora quando lembraremos e não conseguiremos esquecer. Nós falamos sobre as anotações que os anjos fazem da nossa vida. Deus nos faz recordar de todas as nossas lembranças.

Nós não precisaremos de ninguém para nos condenar no tribunal de Deus: nossa própria consciência surgirá como testemunha contra nós. Deus não nos condenará no seu tribunal; nós mesmos nos condenaremos. A memória é um oficial de Deus, e quando ele tocar nessas fontes secretas e disser, “Filho, filha, relembre” – então passo a passo virão a nossa frente, numa longa procissão, todos os pecados que cometemos em nossas vidas.

Já estive duas vezes nas garras da morte. Na primeira vez eu estava me afogando, prestes a afundar, quando fui resgatado. Em um piscar de olhos, todas as coisas que eu disse, fiz ou pensei passaram pela minha mente. Eu não entendo como todas as coisas na vida de um homem podem ser acumuladas em sua lembrança em um instante de tempo, mas tudo isso passou na minha mente de uma vez só. Outra vez me pegaram na ponte da rua Clark, e pensei que estava morrendo. Então a memória parecia trazer tudo de volta novamente. É assim para que todas as coisas que pensamos que esquecemos voltem aos poucos. É só uma questão de tempo. Ouviremos as palavras, “Filho, relembre,” e é muito melhor lembrarmos de nossos pecados agora, e ser salvo deles, do que adiar o arrependimento até que seja tarde demais para fazer algo de bom.

Os cientistas dizem que todos os nossos pensamentos voltam à mente mais cedo ou mais tarde. Ouvi de uma empregada cujo senhor costumava ler em hebraico no seu ouvido, e após algum tempo, quando estava com febre, ela conseguia falar hebraico nessa hora.

Você pensa que Caim esqueceu o rosto do seu irmão assassinado, que ele matou seiscentos anos atrás? Você pensa que Judas esqueceu o beijo com o qual traiu seu Mestre, ou do olhar que o Mestre lhe deu quando Ele disse, “Traís o Filho do homem com um beijo?” Você pensa que os antediluvianos esqueceram a Arca e a inundação que veio e acabou com todos eles?

Meus amigos, é uma boa coisa ser avisado a tempo. Satanás disse a Eva que ela certamente não iria morrer, e existem homens e mulheres agora que pensam que todas as almas serão salvas, apesar de todos os seus pecados.

Você acha que aqueles antediluvianos que pereceram no dia de Noé – homens tão maus e pecadores para o mundo – você acha que Deus levou aqueles homens direto para o céu, deixando Noé, o único homem justo, para passar pelo dilúvio? Você acha que quando o julgamento veio sobre Sodoma os ímpios foram levados até a presença de Deus e o único justo ficou para sofrer?

Não haverá um amoroso e terno Jesus para levar e oferecer salvação a vocês lá – nem amor de esposa ou de mãe orando por vocês lá. Muitos nesse mundo perdido dariam milhões, se tivessem dinheiro, se tivessem suas mães para orarem por eles para tirarem daquele lugar, mas será muito tarde. Eles rejeitaram a salvação até o tempo que Deus disse, “Corte-os fora; o dia da misericórdia acabou.”

Você ri da Bíblia; mas quantos que estão nesse mundo perdido dariam incontáveis tesouros se eles tivessem a abençoada Bíblia lá! Você pode zombar dos pastores, mas saiba que não haverá pregação do Evangelho lá. Aqui eles são mensageiros de Deus para você – amigos queridos que cuidam da sua alma. Você pode ter amigos orando pela sua salvação hoje; mas lembre-se, você não terá nenhum nesse mundo perdido. Não haverá ninguém para vir botar a mão no seu ombro, chorar por você e convidar a vir a Cristo.

Existem pessoas que zombam desses encontros de avivamentos, mas lembre-se, não haverá avivamentos no inferno.

Havia um homem em um manicômio que dizia repetidamente para si mesmo com uma voz pavorosa, “Se eu somente tivesse–” Ele foi encarregado de controlar uma ponte levadiça de trem, e recebeu ordens para mantê-la fechada até a passagem de um trem expresso extra; mas um amigo surgiu com um navio, e persuadiu-o a abrir a ponte só para ele, e enquanto ela estava aberta, o trem surgiu fazendo o maior barulho, e saltou para a destruição. Muitos foram mortos, e o pobre controlador de pontes se enlouqueceu por causa do resultado de sua negligência no dever. “Se eu somente tivesse.”

Um bom homem estava passando um dia em um salão e um jovem estava saindo, e pensando em zombar do homem, gritou, “Diácono, qual é a distância daqui para o inferno?” O diácono não deu resposta, mas após andar alguns metros, virou-se para olhar o escarnecedor, e viu que seu cavalo o tinha jogado ao chão e ele tinha quebrado seu pescoço. Eu digo a vocês, meus amigos, eu preferiria dar a mão direita a brincar com as coisas eternas.

Hoje à noite você pode ser salvo. Estamos tentando ganhar você para Cristo, e se sair deste prédio e for para o inferno, você se lembrará dos encontros que tivemos aqui. Você se lembrará da expressão desses pastores, da expressão dessas pessoas, e como parecia algumas vezes que estávamos na própria presença de Deus. Nesse mundo perdido você não ouvirá aquele belo hino, “Por onde Jesus de Nazaré passava”. Ele já terá passado. Não haverá Jesus passando por esse caminho. Não haverá músicas doces sobre Sião lá. Também não haverá crianças pequenas orando pelos seus pais impenitentes.

Hoje é um dia de graça e de misericórdia! Deus está chamando o mundo para voltar-se para Ele! Ele diz, “Não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis?”

Oh, se você rejeitar essa salvação, como irá escapar? Que esperança há? Que suas memórias estejam totalmente despertas hoje, e você se lembre que Cristo está aqui! Ele está nesta assembléia, oferecendo salvação a todas as almas! Ele não quer que você pereça, mas que se volte para Ele e viva!

Quando eu estava na Exposição de Paris em 1867, notei uma pequena pintura a óleo, cerca de 50 centímetros quadrados, e vi uma cara que foi a mais horrorosa que já tinha visto. Dizia que esta pintura tinha setecentos anos de idade. No papel abaixo da pintura diziam essas palavras, “Semeando o joio”. A cara parecia mais de um demônio do que de um homem, e conforme ele semeava esses joios, surgiam cobras e outros répteis. Eles estavam subindo no seu corpo, e ao seu redor havia uma floresta com lobos e animais à espreita deles. Tenho visto essa tela muitas vezes desde então. Ah! O tempo da colheita está chegando. Se você semear na carne, vai colher corrupção. Se você semear ao vento, vai colher tempestades. Deus quer que você venha até Ele e receba a salvação como presente: você pode decidir o seu destino hoje se quiser. Céu e inferno estão diante deste auditório, e você é chamado a escolher. Qual será a sua escolha? Se for a Cristo, ele receberá você em seus braços; se negá-lo, ele também negará você.

Agora, meus amigos, será que Cristo desejará a sua salvação mais do que agora? Ele terá mais poder do que agora? Por que não decidir ser salvo enquanto a misericórdia é oferecida?

Lembro uns anos atrás, enquanto o Espírito de Deus estava trabalhando na minha igreja, terminei o culto uma noite pedindo a quem gostaria de ser cristão que ficasse de pé, e para a minha alegria, um homem que estava ansioso por um tempo se levantou. Fui até ele, peguei-o pela mão e a balancei, e disse, “Estou feliz por ver você de pé, você está determinado a vir ao Senhor agora, não está?”.

 

“Sim”, ele disse, “Eu acho. Quer dizer, só existe uma coisa no meu caminho.”

 

“E o que é?”, disse eu.

 

“Bem”, o homem disse, “Falta-me coragem moral. Confesso a você que se esse homem [um amigo dele] estivesse aqui hoje à noite, eu não teria me levantado. Ele riria de mim se soubesse disso, e não acredito que eu tenha coragem de contar a ele.”

 

“Mas”, eu disse, “Se for para vir, você tem que vir para o Senhor com coragem.”

 

Enquanto conversava com ele, ele tremia da cabeça aos pés, e creio que o Espírito Santo estava tocando no seu coração. Ele voltou na próxima noite, e na próxima, e na próxima; o Espírito de Deus lutou com ele por semanas; parecia como se ele fosse até o limiar dos céus e estivesse quase pisando no mundo abençoado. Eu nunca consegui encontrar razões para a sua hesitação, exceto o temor das zombarias que os seus amigos poderiam fazer.

Na última vez o Espírito Santo parecia deixá-lo; a convicção tinha ido embora. Seis meses depois, recebi uma mensagem dele falando que estava doente e queria me ver. Fui até ele com grande pressa. Ele estava muito doente, e pensava que estava morrendo. Ele me perguntou se ainda havia esperança. Sim, disse a ele, Deus mandou Cristo para salvá-lo; e orei com ele.

Contra todas as expectativas, ele se recuperou. Um dia eu desci para vê-lo. Era um dia brilhante, bonito, e ele estava sentado na frente de sua casa.

 

“Você está vindo para Deus agora, não está? Logo você estará bem para voltar aos cultos novamente.”

 

“Senhor Moody”, ele disse, “Já tomei a decisão de ser cristão. Estou completamente decidido, mas eu não quero ser cristão agora. Eu vou a Michigan comprar uma fazenda e me estabelecer, e então eu me torno um cristão.”

 

“Mas você não sabe se irá se recuperar.”

 

“Oh”, disse ele,” Eu estarei bom daqui a poucos dias. Eu tenho um novo sopro de vida.”

 

Conversei com ele e tentei de todas as maneiras convencê-lo a tomar uma posição. Por fim, ele disse: “Sr. Moody, eu não posso ser cristão em Chicago. Quando sair de Chicago, e for para Michigan, e ficar longe de meus amigos e conhecidos que riem de mim, estarei pronto para ir a Cristo.”

 

“Se Deus não tem graça suficiente para salvá-lo em Chicago, ele não terá em Michigan,” eu respondi.

 

Ele ficou um pouco irritado com a resposta e disse, “Sr. Moody, eu correrei esse risco,” e então o deixei.

 

Eu bem me lembro do dia da semana, uma quinta-feira, ao meio dia, e só uma semana depois desse dia, quando fui chamado pela sua esposa para ir imediatamente para lá. Corri o mais rápido que pude. Sua pobre esposa me encontrou na porta, e eu perguntei qual era o problema.

 

“Meu marido,” disse ela, “teve uma recaída; eu acabei de receber um grupo de médicos aqui, e eles disseram que ele vai morrer.”

 

“Ele quer me ver?”, perguntei.

 

“Não.”

 

“Então por que me chamou?”

 

“Não suporto ver meu marido morrer nesse terrível estado mental.”

 

“O que ele disse?”, quis saber.

 

“Ele disse que sua condenação está selada, e ele estará no inferno em pouco tempo.”

 

Entrei no quarto, e ele imediatamente fixou seus olhos em mim. Chamei-o pelo nome, mas ele não me respondeu. Fui até ao pé da cama, e olhei a sua cara e disse, “Você não quer falar comigo?”, e ele finalmente fixou aquele terrível olhar mortal sobre mim e disse,

 

“Sr. Moody, você não precisa falar comigo novamente. Já é tarde. Você pode falar com minha esposa e meus filhos, orar por eles, mas meu coração está tão duro como aquele fogão ali. Minha condenação está selada, e eu estarei no inferno em pouco tempo.”

 

Tentei falar do amor de Jesus e o perdão de Deus, mas ele disse, “Sr. Moody, não há mais esperança para mim.” E quando me ajoelhei, ele disse, “Você não precisa orar por mim. Minha esposa em breve será viúva e minhas crianças não terão um pai; eles precisam de suas orações, não eu.”

Tentei orar, mas parecia que minhas orações não subiam, como se o céu sobre mim fosse de bronze. No dia seguinte, sua esposa me disse que ele aguentou até o pôr do sol, e do meio-dia até a hora de sua morte, tudo o que se ouvia era, “A ceifa é passada, o verão é findado, e eu não estou salvo.” Após aguentar uma hora, ele diria novamente aquelas terríveis palavras, e enquanto ele estava morrendo, sua esposa notou que havia um tremor em seus lábios, e que ele estava tentando dizer algo, e quando ela se curvou para ouvir melhor, ela o ouviu murmurar, “A ceifa é passada, o verão é findado, e eu não estou salvo.” Ele viveu uma vida sem Cristo e teve uma morte sem Cristo; nós o envolvemos em uma mortalha sem Cristo e o conduzimos a uma sepultura sem Cristo.

Há alguns aqui que estão quase sendo persuadidos a serem cristãos? Siga o meu conselho e não deixe que nada afaste você. Voe aos braços de Jesus nesta hora. Você pode ser salvo se quiser.

 

Fonte:  Dwight L. Moody: His Life, His Work, His Words, pp. 498-506

 

Tradução: Théo Albuquerque de Paula

 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

'Estamos vivendo no meio do maior número de conversões de Muçulmanos para Cristo na história'

  

Por Lucinda Borkett-Jones

 

Apesar das notícias diárias da perseguição de cristãos em todo o mundo por grupos islâmicos, há outra história menos conhecida de um número crescente de muçulmanos em todo o mundo que estão aceitando a Cristo como Senhor.

O livro do missionário David Garrison, A Wind in the House of Islam, mostra esse fenômeno, que ele diz demonstrar que "estamos vivendo no meio do maior número de conversões de muçulmanos para Cristo na história".

O livro é o resultado de dois anos e meio de pesquisas e envolveu um deslocamento em viagens de mais de 400.000 quilômetros para realizar entrevistas com mais de 1.000 pessoas em todo o mundo muçulmano. No estudo, um 'movimento' de crentes é definido como um grupo de mais de 1.000 crentes batizados ou 100 novas igrejas dentro de uma comunidade muçulmana. No total, ele encontrou 69 movimentos que começaram nos primeiros 12 anos do século 21, em comparação com praticamente nenhum movimento voluntário de convertidos ao cristianismo nos primeiros 12 séculos do Islã.

Garrison, que é missionário pioneiro do Southern Baptist International Mission Board há quase 30 anos, disse ao Christian Today que ele começou sua pesquisa sobre o número de novos crentes com um "ceticismo saudável", imaginando que os números poderiam ter sido superestimados. Em vez disso, ele descobriu que os números eram muitas vezes subnotificados.

"O que é emocionante não é apenas o tamanho desses movimentos... mas quantos desses movimentos existem agora e que eles não estão apenas limitados a um canto do mundo, pois estamos identificando esses movimentos da África Ocidental à Indonésia, e virtualmente em todos os lugares entre eles", disse.

Muçulmanos que se convertem ao cristianismo podem enfrentar a pena de morte e muitos sofrem intensa perseguição, então os convertidos são muitas vezes clandestinos, tornando impossível saber exatamente quantos novos crentes existem, mas as estimativas atualmente variam entre 2 e 7 milhões.

Então, por que esse número tão elevado de conversões a Cristo está acontecendo agora? "Deus uniu vários elementos de forma única em nosso tempo", diz ele. "Alguns deles são elementos antigos - a violência muçulmana não é nova, este é um dos séculos menos violentos da história muçulmana - mas o que é diferente é que hoje, quando os muçulmanos experimentam essa violência, eles podem ver uma alternativa... eles podem mudar o provedor de Internet, podem ligar a televisão e ouvir um evangelista falando Farsi, Kazaque ou Uzbeque."

Também estão envolvidos outros elementos, como a combinação da tradução da Bíblia com o potencial de evangelismo multimídia e o crescimento das viagens internacionais que parecem ter facilitado essa mudança. "É um grande dia que Deus parece estar orquestrando para que isso aconteça."

Entre os convertidos que ele conheceu estavam inúmeros líderes religiosos de patentes elevadas e grande reputação. No Natal de 2011, ele se encontrou com 20 líderes de um grupo fundamentalista muçulmano; 19 eram batizados, 17 foram imãs (líderes da mesquita) e três eram mulheres.

Quando ele perguntou a esses líderes por que eles não haviam deixado a comunidade e se mudado para formar uma igreja, uma das mulheres respondeu: "Quando Deus quis alcançar os homens, ele se tornou um homem. Se Deus quisesse alcançar as hienas, ele teria se tornado uma hiena. Se queremos alcançar nosso próprio povo, temos que permanecer em nossa comunidade para alcançá-los."

“Eles estavam dispostos a pagar o preço, mesmo que isso significasse a morte, para ganhar o maior número possível de familiares e amigos para Cristo”, afirmou.

No dia seguinte, ele conheceu um Sheikh que havia levado 400 outros Sheikhs à fé em Cristo, 300 dos quais haviam sido batizados. "Uma coisa é um sheik dizer 'Oh, eu amo Jesus', mas o batismo diz 'eu reconheço que Jesus é o único caminho da salvação'."

 

CONVERSÕES INESPERADAS

 

Algumas das maneiras pelas quais os muçulmanos se convertem a Cristo são inesperadas. Um canal comum entre algumas das histórias de conversão é a forma como os muçulmanos creram em Cristo através da leitura do Alcorão na sua própria língua. Alguns haviam memorizado todo o Alcorão em árabe, mesmo que não entendessem o idioma.

Um homem que ele conheceu nesta condição foi solicitado a ler uma tradução do Alcorão que, segundo ele, o fez perceber que estava perdido e que precisava saber mais sobre Jesus. Ele então leu o Novo Testamento e decidiu seguir a Cristo, e viu outras 33.000 pessoas virem à fé em Jesus, encorajando-as também a ler o Alcorão em sua própria língua.

Existem algumas outras histórias recorrentes, como o grande número de muçulmanos que encontraram Jesus em sonho ou visão, mas, ele diz: “Cada história é diferente – uma das coisas bonitas é que esta não é um exemplo de ocorrências padronizadas. Deus parecia ser tão pessoal em cada conversão quanto era em minha vida.”

"Isso me revela que não se trata de um fenômeno sociológico, mas de um encontro espiritual, pessoal".

Mesmo com essas histórias incríveis, o número de convertidos é apenas uma pequena fração dos 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo. Mas o objetivo da pesquisa não é apenas um jogo de números; a pesquisa pretende ser um encorajamento para os cristãos e, talvez de forma mais controversa, para os muçulmanos que podem estar se sentindo desencantados com o Islã.

Garrison conta a história de um amigo na África que estava lendo o livro em um avião, e um muçulmano estava olhando por cima do ombro e perguntou o que ele estava lendo. O muçulmano disse: "Há três meses decidi que precisava mudar de religião", mas ainda não havia feito nada a respeito. Ele leu um capítulo do livro e, quando o avião pousou, ele havia se rendido a Cristo.

 

DESAFIOS SIGNIFICATIVOS

 

Além do encorajamento de ouvir que os muçulmanos estão se entregando a Jesus, existem alguns desafios significativos para a Igreja. Primeiro, podemos ser inspirados pela atitude daqueles que vivem com a ameaça diária de perseguição, mas mesmo assim continuam a se reunir e adorar fielmente em pequenos grupos.

Um grupo de convertidos na Ásia Central disse que eles dizem uns aos outros: "Se você é perseguido, apenas agradeça a Deus por não ter sido espancado, se você foi espancado, agradeça a Deus por não ter sido preso, se você foi preso, agradeça a Deus por não ter sido morto, e se você for morto, agradeça a Deus que você está com Jesus no céu”.

Durante grande parte dos últimos 13 séculos, os cristãos no Ocidente têm “falhado” em ganhar os muçulmanos para Cristo e, em vez disso, perdido muitos cristãos para o Islã. Embora "a maré esteja virando", ele ressalta o que está acontecendo "lá". Outro desafio para a Igreja Ocidental, portanto, é fazer parte dessa mudança, tanto local quanto globalmente – alcançando vizinhos muçulmanos e estando preparada para levar o evangelho a comunidades não alcançadas no exterior.

Para que isso aconteça, ele diz que os cristãos precisam parar de temer os muçulmanos. "Esta não é a hora de ter medo, brigar, odiar ou matar muçulmanos... Esta é a hora da salvação deles. Deus os ama - se você quer estar do lado de Deus nesta hora, faça parte do que Deus está fazendo."

Embora o medo possa ser uma resposta natural ao fluxo de histórias sobre a violência de grupos como o Estado Islâmico, ele diz que "esse não é o nosso direito de nascença como seguidores de Cristo. Cristo tem tudo a ver com tomar o que o homem pretende para o mal e transformá-lo em bem. E isso não é uma resposta natural... a oração é a única forma de chegarmos neste nível".

Ele dá o exemplo de um homem em sua igreja cujo filho foi morto no Afeganistão e que desde então lutava contra o rancor e o ódio. Depois de um sermão sobre o tema do amor aos muçulmanos, ele foi a frente para orar e disse: "Eu percebo que não posso seguir Jesus e ter rancor e ódio... Vou deixar o ódio aqui neste altar".

 

"Essa é a resposta sobrenatural de Jesus", diz Garrison.

 

O livro de David Garrison A Wind in the House of Islam (WIGTake Resources) já está disponível. Ele está atualmente em turnê pelo Reino Unido com a iniciativa Hope for Muslims, que busca encorajar os cristãos a orar e alcançar os muçulmanos.

 

Fonte:

 

https://www.christiantoday.com/article/we-are-living-in-the-midst-of-the-greatest-turning-of-muslims-to-christ-in-history/56393.htm

 

Tradução Walson Sales