POR LEONARDO MELO.
INTRODUÇÃO.
Considerando o contexto geopolítico e religioso do mundo na atualidade, veremos que a rejeição aos que professam a sua fé em Jesus Cristo e os valores judaico-cristãos tem se acentuado. Países que antes eram inimagináveis que perseguissem os cristãos e os judeus, hoje essa situação é uma realidade. Países como EUA, Canadá, França, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Bélgica, dentre outros, tem se levantado como verdadeiros gigantes contra o povo de Deus. Estamos vivendo essa realidade de maneira latente. Nos soa aos ouvidos a voz do Senhor Jesus Cristo que afirmou: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.”, Mateus 24.9. O Evangelho de Cristo escrito por João tem muito a nos dizer desta situação: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim”, “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”.
“Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”, João 15.18-20.
Em uma perspectiva escatológica, e conforme as profecias Bíblicas acerca do fim, entendemos pela Palavra que as perseguições aos cristãos da verdadeira Igreja de Cristo irá se acentuar cada vez mais. Cremos que é neste contexto de perseguição mais acentuada que Jesus virá buscar o seu povo.
Ademais, é oportuno citar a revelação que o Espírito Santo concede ao apóstolo Paulo quando ele escreve a sua segunda carta ao jovem pastor Timóteo. Paulo traça uma perspectiva sociológica e religiosa sobre os homens quanto as suas atitudes, ideias, comportamento, e posicionamento em relação a eles e suas posições[dos homens] quanto á Igreja de Cristo. Essas características que o apóstolo apresenta dos homens á Timóteo evidencia escatologicamente o que aguarda a Igreja do Senhor Jesus. Paulo exorta sobre as perseguições que virão contra o povo de Deus: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”, II Timóteo 3.12. Jesus alertou aos seus apóstolos acerca dessa realidade que seria um dos sinais que indicaria que a sua vinda estaria próxima e que estar chegando o fim de todas as coisas. Os sinóticos retratam bem essa realidade. Sempre as perseguições fizeram parte da história da Igreja de Cristo, porém ela era desencadeada por um império, por um povo, contudo, hoje em todos os continentes da terra tem países que se opõem ao Cristianismo e rejeitam a pregação da Palavra de Deus em seus territórios. Jesus nos alertou sobre essa situação e nos advertiu a estarmos vigilantes e vivendo em santidade.
A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS.
É razoável lembrarmos que a primeira perseguição a Igreja começa no berço do Cristianismo, Jerusalém, Israel.. É a partir da terra natal do Mestre que se inicia- a perseguição aos crentes em Jesus, para não mais cessar!. É óbvio que a Igreja do Senhor experimentou momentos de paz, até porque, Deus sabia que se a perseguição se desse de forma ininterrupta, e se prolongasse consideravelmente, certamente que a Igreja seria aniquilada. Segundo a intervenção divina, a Igreja desfrutou momentos de relativa tranquilidade e paz, e pôde desta forma anunciar a mensagem da salvação. Sobre a primeira perseguição, é razoável citar que os judeus consideravam o Cristianismo como uma seita; que se opunha a Lei Mosaica, e que tinha o seu próprio Messias, como afirma Flávio Josefo, em sua antiguidades judaicas: “Nesse mesmo tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio. E foi seguido não somente por muitos judeus, mas também por muitos gentios. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois de sua morte”.[JOSEFO. 2009. pg. 832]. É este o cenário que os discípulos são confrontados: a morte e crucificação do seu Senhor e depois sua ressurreição. Eles recebem a ordem imperativa para ficar em Jerusalém onde receberia poder do alto para em seguida dar continuidade a obra iniciada por Cristo. O livro dos Atos dos Apóstolos vai retratar bem a perseguição inicial desencadeada pelos judeus contra os cristãos que influenciariam também as autoridades romanas, cf. At. 2.22-24; 4.1,3; 5.17-18; 6.9-13; 7.54-60; 8.1-4; 11.9; 12.1,5; 16.22-24; 18.12-13; 21.28-36; 23.12-15; ss. É oportuno salientarmos que todos esses acontecimentos de perseguição, morte e prisão dos apóstolos e discípulos nos primeiros anos da Igreja tiveram a permissão de Deus e sempre Deus terá o domínio e controle de tudo.
1.PERSEGUIÇÃO SOB O IMPÉRIO ROMANO.
Considerando como referência as perseguições registradas na Bíblia de maneira clara, conforme as evidências internas contidas no livro dos Atos dos Apóstolos, elas serviram como marco para os desdobramentos das demais perseguições que sucederam através dos séculos e que se perpetua até hoje. Óbvio, que no transcorrer da sua História a Igreja desfrutou de momentos de relativa tranquilidade, vários momentos de paz,. principalmente quando foi instituída a “Pax Romana”, pelo imperador romano Otávio Augusto, no inicio de seu reinado no ano 27 a.C.. A Igreja tem sobrevivido entre intervalos de paz e de perseguições, e assim a Igreja tem caminhado na terra a pesar do cenário sombrio. Deus estar no controle da situação. Precisamos compreender que as perseguições deram-se em diferentes intensidades, As perseguições á Igreja se manifestaram de diversas formas, desde perseguições individuais, até perseguições institucionais[nações, autoridades políticas, instituições religiosas]. O Doutor em Teologia, escritor e professor, Justo L. González, traça uma cronologia sobre a história da Igreja e consequentemente a perseguição que tem atingido os cristãos através dos tempos. Relatos que revelam a crueldade, malignidade e perversão na vida daqueles que tornaram-se inimigos da cruz. González vai mostrar como o império romano foi o maior perseguidor da Igreja do Senhor de todos os tempos. Eis, a sequência dos principais imperadores romanos que ordenaram as mais variadas formas de perseguição contra á Igreja do Senhor Jesus. Temos oficialmente a primeira perseguição pelo Estado romano através do imperador Nero[54-68 d.C.]:
Imperador Nero [54-68 d.C] – Foi o primeiro dos imperadores romanos a perseguir os cristãos. Legou a história um nome que é símbolo de crueldade e delírios de grandeza. inicia-se a perseguição institucional. Durante seu governo, houve um incêndio em Roma[18 de julho de 64] e o imperador Nero coloca a culpa nos cristãos, e a partir deste evento catastrófico, os cristãos são acusados do incêndio e a partir de então, é desencadeada uma perseguição aos servos de DEUS sem precedentes;
Imperador Domiciano [81-96 d.C.]. O imperador que perseguiu os cristãos no fim do século primeiro, segundo os historiadores, foi o primeiro que percebeu que a nova fé[cristianismo] representava uma ameaça as velhas tradições romanas. Iniciou a perseguição no ano 81.
Imperador Trajano [98-117 d.C.], iniciou sua perseguição no ano 108. Durante seu mandato, no início do II século, o imperador adotou a seguinte política que perdurou todo o século: se alguém os acusava [os cristãos] e recusavam negar sua fé, deviam ser castigados, todavia, se ninguém os acusava o Estado não podia empregar seus recursos para castigá-los. Nesse período foram martirizados Inácio de Antioquia e Policarpo, dois dos pricipais expoentes da Igreja antiga.
Imperador Adriano [117-138], ele ao assumir o trono autoriza perseguições aos irmãos cristãos. Adriano, o sucessor de Trajano, deu andamento a esta terceira perseguição com a mesma severidade que o seu antecessor. Nesse tempo foram martirizados Alexandre, bispo de Roma; seus dois diáconos, Quirino e Hermes, com suas famílias; Zeno, um nobre romano, e cerca de outros dez mil cristãos. Muitos foram crucificados no monte Ararate, coroados de espinhos e traspassados com lanças, numa imitação da paixão de Cristo. Eustáquio, um valente comandante romano, com muitos êxitos militares, recebeu ordem do imperador para unir-se a um sacrifício idólatra em celebração a uma de suas próprias vitórias. Sua fé, porém (pois era cristão), era maior que a sua vaidade, e ele, nobremente, recusou-se a comparecer. Enfurecido pela negativa, o ingrato imperador esqueceu-se dos serviços do destro comandante e ordenou o seu martírio, bem como o de toda a sua família.
Imperador Antonino Pio [138-161 d.C.], Não houve uma perseguição generalizada contra os cristãos, mas em diversos pontos do Império os membros da nova religião poderiam ser conduzidos aos tribunais e condenados a pena capital
Imperador Marco Aurélio [161-18-d.C.]; era um homem rígido e severo, foi duro com os cristãos. Iniciou a perseguição aos cristãos em 162 d.C.. As crueldades executadas por ele foram tão atrozes que muitos espectadores estremeciam de horror ao assisti-las e ficavam atônitos diante dos valorosos sofredores. Alguns mártires eram obrigados a passar com os pés já feridos sobre espinhas, pregos, conchas colocadas em ponta; outros eram açoitados até que ficavam à vista seus tendões e veias, e depois de terem sofrido os mais terríveis sofrimentos que pudessem inventar, eram destruídos por mortes terríveis. Um cristão chamado Germânico, sendo entregue às feras por causa de sua fé, se conduziu tão valorosamente que vários pagãos se converteram ao cristianismo.
Imperador Sétimo Severo [193-211 d.C]; O imperador conseguiu apaziguar os diferentes grupos que faziam parte da sociedade romana e que provocavam dissensão. Preocupado com a situação de a qualquer momento surgir uma rebelião e os revoltosos proclamar seu próprio imperador, Sétimo Severo no ano 202 resolveu estabelecer uma política religiosa sincretista de adoração ao “Sol Invicto” na qual se fundiriam todas as religiões e conhecimentos filosóficos, porém como os judeus e cristãos se recusaram a dobrar-se diante deste deus e cultuá-lo, Severo resolveu barrar o avanço destas duas religiões e proclamou um edito[202 d.C.] que dizia que era proibido se converter ao cristianismo e judaísmo sob pena de morte, assim como, os cristãos acusados de insurgência em relação ao culto aos deuses romanos também eram condenados.
Imperador Décio [249-251]; em 249 d.C. Em parte ocasionada pelo aborrecimento que tinha contra o imperador Filipe, que era considerado cristão, e em parte pelo ciúme que tinha do crescimento do cristianismo, pois, nesse período os templos pagãos estavam sendo abandonados e as igrejas cristãs estavam cheias. Nessa época os cristãos estavam divididos entre si e os interesses próprios dividiam aqueles que deveriam estar unidos pelo amor. O orgulho entrou como um vírus, dando lugar a variedades de facções. Os pagãos ambicionavam colocar em ação os decretos imperais e consideravam o assassinato dos cristãos como um mérito para si mesmo, foram inúmeros mártires nesse período. Fabiano, bispo de Roma, que antes fora tesoureiro do imperador Felipe, como vingança o decapitou em 20 de janeiro de 250 d.C., Crisóstomo foi metido num saco de couro que continha várias serpentes e escorpiões e em seguida lançado ao mar. Alguns cristãos foram colocados na “roda de tormento”, outros foram decapitados; espancados com paus até a morte, presos à ganchos e queimados vivos, encarcerados, transpassados com pregos, arrastados pelas ruas, açoitados, queimados com tochas, flagelados, queimados com ferros incandescentes, etc. A maioria dos erros que foram introduzidos na igreja nesta época surgiram porque colocaram a razão humana em competição com a revelação, mas os teólogos mais capazes demonstraram a falácia desses argumentos e então as opiniões que foram suscitadas foram caladas.
Imperador Valeriano [253-260], O imperador Valeriano, em 257 d.C., foi o responsável pela oitava grande perseguição à Igreja de Cristo, teve início em abril de 257 d.C., e durou três anos e seis meses. As torturas foram as mais variadas e penosas, não se respeitava sexo e nem idade. Este tirano foi feito prisioneiro mediante uma estratégia feita por Sapor, imperador da Pérsia, que o levou a seu próprio País, tratando-o com a mais inusitada indignidade, fazendo-o ajoelhar-se como o mais humilde escravo e colocando seus pés sobre ele a modo de banquinho quando montava em seu cavalo. Depois de haver feito de escravo por sete anos, fez com que lhe tirassem os olhos (tinha ele então 83 anos na época), ordenou que o esfolassem vivo e que lhe esfregassem sal na carne, veio a morrer com essas torturas. Assim caiu um dos mais tirânicos imperadores de Roma, e há um dos maiores perseguidores dos cristãos, em 260 d.C., sucedeu Gallieno, filho de Valeriano, e durante seu reinado houve poucos mártires, e a igreja gozou de paz durante alguns anos.
Imperador Diocleciano[284-305] – Foi o responsável pela mais cruel e sangrenta perseguição aos crentes da Igreja Antiga, apesar da esposa, Prisca e sua filha Valéria serem cristãs. A princípio influenciado por Galério, os cristãos foram expulsos do exército, todavia a questão social foi se agravando e Diocleciano fez um edito contra os cristãos[303] que ordenava que templos e livros cristãos fossem destruídos e queimados e fossem cerceados suas dignidades e direitos civis. No princípio limitou-se a essas ações a perseguição aos cristãos, porém a situação agravou e os cristãos foram torturados e condenados a morte.
Imperador Maximiano [285-305] – Como imperador, Maximiano participou de uma tetrarquia política com Diocleciano, Constâncio Cloro e Galério. Houve um relativo período de relativa paz, contudo a posteriori foi desencadeada uma das mais terríveis perseguições aos cristãos. [GONZÁLEZ. 2009. Vol. I]
2. A INQUISIÇÃO CATÓLICA-ROMANA.
Como observado, o império romano foi o mais cruel antagonista e perseguidor da Igreja de Cristo. Já nos séculos que se sucederiam a Igreja experimentou um período de paz, principalmente quando Constantino assume o império romano. [272-337]. Porém, o adversário não satisfeito com a perseguição perpetrada pelo império romano ao longo dos anos e não conseguindo subjulgar e extinguir a Igreja, então surge como instrumento de punição segundo o entendimento do clero católico a inquisição, também conhecida como Santo Ofício, essa instituição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas glosas: a medieval, entre séculos XIII e XIV, e a outra, a partir do século XV que vai se estender até o século XIX, que foi uma das mais cruéis para a verdadeira Igreja de Jesus.
Segundo o inquisidor Nicolau Eymerich, a inquisição propriamente surgiu quando em 1232 o imperador Frederico II lançou editos de perseguição aos hereges em todo o Império pelo receio de divisões internas. Eymerich foi autor de um manual que servia de guia o qual orientava os inquisidores. O Papa Gregório IX, temendo as ambições político-religiosas do imperador, reivindicou para si essa tarefa e instituiu inquisidores papais. Estes foram recrutados entre os membros da ordem dos dominicanos (a partir de 1233), seja por sua rigorosa formação teológica (eram tomistas), seja também pelo fato de serem mendicantes e por isso presumivelmente desapegados de interesses mundanos. A partir de então se foi criando uma prática de controle severo das doutrinas, legitimadas com sucessivos documentos pontifícios como a bula de Inocêncio IV (Ad extirpanda) em 1252, que permitia a tortura nos acusados para quebrar-lhes a resistência. Até que em 1542 o Papa Paulo III estatuiu a Sagrada Congregação da Inquisição Romana e Universal ou Santo Ofício como corte suprema de resolução de todas as questões ligadas à fé e à moral. A Inquisição ou o Santo Ofício “surgiu no seio do catolicismo durante o século XIII, e cobriu de terror, de sangue e de luto quase todos os países da Europa meridional e, ainda, transpondo os mares, a oprimir extensas províncias da América e do Oriente”. A religião católica foi de grande importância para a centralização do poder. “E o fizeram através dos tribunais da Inquisição que varreram a Europa de norte a sul, leste e oeste, torturando e assassinando em massa aqueles que eram julgados heréticos ou bruxos”.
“A inquisição foi a maior empresa do país e estava em moldes burocráticos. O alto clero, os inquisidores e os agentes do tribunal eram investidos de todo o poder, auto-delegavam-se juízes de toda a sociedade. A ética religiosa destinada a regular toda a vida quotidiana dos fiéis era transmitida pelo clero, sob vigilância da inquisição. Toda visão de mundo nova, era combatida e ameaçada pela inquisição”, [NOVINSKY. 2012. pg. 111].
A Inquisição foi cruel e implacável contra aqueles que se recusavam a abraçar os dogmas impostos pela Igreja Católica Romana? Nos períodos de perseguições houveram inúmeros martírios contra os líderes cristãos, milhares deles tiveram suas vidas ceifadas por amor ao Evangelho de Cristo, quem não lembra daqueles que perderam suas vidas nas fogueiras da inquisição? Como a perseguição faz parte da história da Igreja de Jesus, elas nunca cessarão, apenas diminuiu, contudo, de forma mais sutil ela continuou e continua até hoje de forma mais explícita.. Precisamos compreender que é uma luta travada entre as trevas e a luz. Satanás sabendo que já estar condenado e julgado junto com os anjos que se rebelaram contra Deus, faz de tudo e usa todos os mecanismos a fim de matar os servos de Deus e destruir templos e tudo o que é relacionado com Deus e o seu reino.
3. PERSEGUIÇÕES ATUAIS.
Atualmente há um ataque declarado e explícito contra a Igreja do Senhor Jesus. Em todos os continentes ocorrem perseguições. Leis anticristãs são promulgadas em diversas nações do mundo, livros anticristãos são editados, a própria ONU estimula a criação de leis antisemita e anticristãs. Os valores judaicos-cristãos cada momento que se passa são desvalorizados e rejeitado pelas pessoas em diferentes países. Há uma corrida entre as autoridades dos países afim de descontruir o Cristianismo e a pessoa de Jesus Cristo, como por exemplo o agnóstico Barth D. Ehrman, em seu livro “Como Jesus se tornou Deus” e o “Código Da Vinci, do escritor Dan Brown, dentre outros.
3.1.Perseguição nas Américas, o adversário tem mudado seu modus operandi, em vez de perseguições e prisões, eles agem influenciando as leis nacionais a fim de mudá-las e trazer a opressão, exclusão e silenciar a voz da Igreja. EUA, Canadá, México, Porto Rico, Guianas, Cuba, Peru, Equador,. Venezuela, Colômbia, Bolívia, Argentina, Brasil e outros. Por exemplo na América do Sul, vários países que compõem o continente tem criado leis anticristãs. Quando a lei não é de âmbito federal, o é na esfera estadual e municipal. No Brasil, no estado de S. Paulo foi promulgada uma lei Lei nº [17.301, de 24,/01/2020] que pune a homofobia na cidade. Os cristão estarão passivos de receberem multas e fechamento de templos, caso a vítima tenha sofrido constrangimento dentro do templo. É oportuno salientar que dependendo do tipo de sermão[tema] exposto pelo pregador, ele pode ser denunciado: “praticar ou induzir o preconceito pelos meios de comunicação”. Então, se for pegado durante a mensagem que ser gay ou lésbica é pecado, você pode ser punido pelo município e o templo fechado.. isso é apenas uma amostra do que já existe contra a Igreja e o que estar por vir..Isso é fato. As informações que nos chegam acerca das perseguições pelo mundo afora vem da agência missionária “Portas Abertas”, Voz dos Mártires, e dos próprios missionários enviados pelas Igrejas Evangélicas.
3.2 A perseguição no Oriente Médio e continente africano. Os países islâmicos são os que mais perseguem os crentes atualmente e isto se dá de maneira aberta, explícita. Todo o mundo sabe dessas verdades, inclusive a ONU e as potências mundiais componentes do G-20 e do G-07. Nos países muçulmanos ou islâmicos é gritante o ódio destilados pelos muçulmanos contra os crentes em Jesus. As milícias islâmicas aterrorizam e matam crentes. Prisão e mortes de cristãos, apedrejamentos e incêndios de templos e de residências de cristãos é comum em uma considerável parcela dos países africanos e que fazem parte do Oriente Médio. Esses fatos ocorrem hoje e não há direitos humanos para os irmãos perseguidos e presos. Segundo a agência missionária “Portas Abertas”, uma ONG evangélica que presta assistência aos cristãos perseguidos em todo o mundo, na sua lista[2020] dos países que perseguem mais os crentes, os oito entre os dez primeiros são islâmicos, professam a fé em Alá: Afeganistão, Somália, Líbia, Paquistão, Eritreia, Sudão, Iêmen e Irã. Milícias como Boko Haram, Al-Shabaab, e jihadistas estrangeiros que se agregam as milícias perseguem os crentes de forma violenta, apoiados muitas vezes pelos governos locais que são omissos, além do apoio vindo da Al Qaeda, Estado Islâmico, além de outros grupos extremistas. Em diversos países africanos e quase na maioria absoluta dos países islâmicos, os cristãos são o alvo preferido de extremistas violentos que atuam sem limites e que olham para os cristãos locais como uma possibilidade plausível a um ataque direto ao infiel Ocidente. A situação no Oriente Médio é séria e urgente. Verdadeiros genocídios tem acontecidos contra a Igreja do Senhor Jesus, e simplesmente o mundo estar mudo!
3.3. Os países comunistas. No topo da lista de perseguição, segundo a agência missionária portas abertas, a Coreia do Norte, país comunista tem um histórico de perseguição e morte contra os crentes e ocupa o primeiro lugar na lista de perseguição. Já na China Comunista, simplesmente eles não aceitam que se pregue e se fale do nome de Jesus para a população. Declarar publicamente sua fé nos países comunistas é sinal de degredo, prisões e morte. .Inúmeras notícias tem chegado sobre a opressão e perseguição que os crentes tem sofrido na China Comunista. Há relatos de mortes, prisões e perseguições para aqueles que professam a fé em Cristo: “A China do presidente Xi Jinping intensificou nos últimos anos o controle de todas as religiões, o que provocou a destruição de igrejas e o fechamento de escolas religiosas”, cf. Estado de Minas – Internacional, https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/precisamos-falar-sobre-a-perseguicao-religiosa-na-china, Jornal A Gazeta do Povo, 22/12/2020 “A perseguição a fiéis tem se intensificado durante o governo de Xi Jinping e sua política de sinização (ou chinização), que busca secularizar a religião para que a fé se alinhe aos objetivos do PCC. A política alcança seu objetivo, em parte, por meio do introdução de instituições religiosas sancionadas pelo estado, capazes de moderar e até mesmo modificar a forma como fiéis de todas religiões praticam suas crenças”. Segunda a Veja on line, https://veja.abril.com.br/mundo/perseguicao-onde-os-cristaos-sao-vitimas-de-opressao-e-violencia/, atualizado em 30 de julho de 2020, por Julia Braun, temos a seguinte informação sobre a China Comunista: “Recentemente, militantes extremistas pró-China atacaram diversas igrejas na fronteira com o país e sequestraram pastores e missionários, alegando que as comunidades não eram autorizadas por suas lideranças. Em diversas outras ocasiões, líderes religiosos foram presos arbitrariamente e cristãos foram assassinados por sua fé”.
Já o site secular: https://noticias.r7.com/internacional/china-proibe-hinos-e-pune-cristaos-por-materiais-religiosos-19102020, lemos: “China proíbe hinos e pune cristãos por materiais religiosos Funcionários do Partido Comunista Chinês em Luoyang, na província de Henan, vasculharam uma gráfica em busca de materiais proibidos. Nos últimos anos, a perseguição religiosa por parte do partido comunista da China se intensificou. Em esforços para colocar o cristianismo sob a influência chinesa, os oficiais do governo forçam os crentes a seguir regras e regulamentos específicos e impõem outras restrições às reuniões não registradas da igreja. O PCCh também intensificou medidas para destruir símbolos religiosos. Só na primeira metade de 2020, mais de 900 cruzes foram removidas de igrejas estatais em toda a China. A China é classificada como um dos piores países do mundo no que diz respeito à perseguição aos cristãos, de acordo com a lista do Open Doors USA World Watch.
3.4.No continente africano a perseguição é real. Muitos cristãos hoje tem perdido suas vidas, perseguidos, presos por crer em Jesus. Dezenas de países africanos de população majoritariamente e de crença islâmica são responsáveis pelo caos impetrado contra os cristãos. Milícias islâmicas ligadas a Al Qaeda e Estado Islâmico, além do próprio Estado tem sido verdadeiros algozes contra a Igreja do Senhor. Por exemplo, o Boko Haram, grupo ligado ao Estado Islâmico, tem praticado genocídio contra os cristãos no norte da Nigéria, obrigando mais de 1,8 milhão de pessoas a deixarem suas casas. Eles matam, prendem, perseguem, ateiam fogo em casas e templos. Já o grupo terrorista Al Shabab, ligado aos extremistas da Al Qaeda, atua no sul da Somália e no oeste do Quênia. Em 2 de abril de 2015, os jihadistas invadiram a Universidade de Garissa, localizada a. 400 Km da capital Nairóbi, mataram pelo menos 147 pessoas. E os ataques e perseguições continuam. Há inúmeros relatos de conflito religiosos na Região do Oriente Médio. Os países islâmicos simplesmente não toleram aqueles que professam a fé em Cristo. Ou servem a Alá e rejeitam o Cristianismo, ou a punição não tardará.
CONCLUSÃO.
Todo aquele que professar a fé em Jesus Cristo passará por provações, tribulações, lutas, sofrimento, perseguição, prisão e até o martírio[morte]. Faz parte da vida do cristão. Jesus nos alertou sobre esta realidade da nova vida nele.. O apóstolo Paulo registrou essa realidade e a comunicou ao jovem Timóteo, II Tm. 3.12. sofrer por amor á Cristo e ao Evangelho é factual: no livro do Apocalipse, João descreve o preço da fidelidade que acompanha o cristão: “Eu João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus”. Faz parte do viver em Cristo que nós passemos perseguições e sejamos rejeitados pela sociedade. Na verdade a Igreja de Cristo é tolerada na terra, pois, como eles não conseguem nem nunca conseguirão destruir a Igreja, então eles, os inimigos da cruz promovem de todas as maneiras e formas ataques sincronizadas, aleatórios e muitas vezes usam a máquina estatal para lhes dar apoio, como se verifica nos países islâmicos.. Essa ira é compreensível, pois Jesus afirmou que o seu reino não é deste mundo. Que nós vivemos na luz e que as trevas não suportam a luz. Não há comunhão. Nós andamos na verdade e aqueles que andam sob a influência da mentira rejeitam-nos, não conseguem suportar. A mentira, o engano, o roubo, provém do homem da iniquidade e nós cristãos rejeitamos veementemente essas influências na nossa vida pessoal, pois a Igreja do Senhor Jesus é santa!
Por conseguinte, toda a postura contra os valores mundanos e seu hedonismo atrai sobre nós a ira das trevas. A falsa religiosidade, idolatria, e todo culto e ensino teológico contrário a sã doutrina reprovado pela verdadeira Igreja atrai a ira dos legalistas e pseudo-religiosos, e que em certas ocasiões essa ira e ódio vão se constituir em perseguições. A previsão bíblica para os últimos dias da Igreja na terra é de uma intensa perseguição para aqueles que professam sua fé em Jesus Cristo. Estamos na direção desses contexto religioso mundial. O Senhor cuidará da sua Igreja como tem cuidado, pois foi o próprio Jesus que afirmou: “[...], e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevaleceram contra ela”. Mateus 16.18. nossa alegria e esperança é que a pedra de ajuda estar conosco até a consumação dos séculos, “Então tomou Samuel uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor”, I Samuel 7.12. e, é isto que nos da ânimo e forças para continuarmos. O Senhor nos garantiu que não nos deixaria órfãos:” Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”, João 14.18.
É o que nos dá força nas perseguições e nas lutas diárias, a certeza que o Dono da Igreja jamais nos abandonará, seja qual for as circunstâncias ou adversidades em suas múltiplas manifestações, o Senhor estar conosco. Amém. Maranata.